Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 64 - fascículo 4
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

Metodologia inédita para medida da torção ocular reflexa
Autores: Ronaldo Boaventura Barcell, Carlos Alberto Rodrigues Alves, Luiz Eduardo M. Rebouças de Carvalho, Eric Pinheiro de Andrade

Tumores malignos de pálpebra
Autores: Luis Henrique Schneider Soares
, Cecília Vasconcellos Bello, Andrea Kaercher Loureiro Bing Reis, Ricardo Rodrigues Nunes, Eduardo Marques Mason
Alterações corneanas pós-tracoma não associadas a entrópio ou triquíase
Autores: Alessandra Pinheiro Chaves, José Alvaro Pereira Gomes, Denise de Freitas
Corpo estranho orgânico intra-orbitário: avaliação tomográfica e conduta
Autores: Fábio Henrique Cacho Casanova, Paulo Augusto de Arruda Mello Filho, Deise Mitsuko Nakanami, Paulo Gois Manso
Prevalência de glaucoma identificada em campanha de detecção em São Paulo
Autores: Cristine Araújo Póvoa, Marcelo Teixeira Nicolela, Ana Letícia Siqueira Leão Valle, Luís Eduardo de Siqueira Gomes, Isaac Neustein

Efeito da brimonidina na circulação retrobulbar em pacientes com glaucoma - estudo com Doppler colorido
Autores: Maria Rosa Bet de Moraes Silva, Hamilton Almeida Rollo, Silvana A. Schellini

Mudanças na refração após cirurgia de correção de esotropia
Autores: Marcelo F. Gaal Vadas, Mário Luiz Ribeiro Monteiro, José Álvaro Pereira Gomes
Efeito do debilitamento do músculo oblíquo superior hiperfuncionante associado à anteriorização do músculo oblíquo inferior na divergência vertical dissociada
Autores: Fernanda Teixeira Krieger, Anelise Caron Lambert 
Crescimento bacteriano em perfluorocarbonos líquidos: estudo "in vitro"
Autores: Leciana Rorato Chiconelli Vanzo, Agostinho Bryk Junior, Maria Claudia Gomes Komatsu, Carlos Augusto Moreira Junior

Anterior capsule staining using 0.025% trypan blue in cataracts without red reflex
Autores: Eduardo Ferrari Marback, Lincoln Lemes de Freitas, Fernanda Pelegrino Fernandes, Bruno Castelo Branco, Rubens Belfort Jr.

Análise da camada de fibras nervosas da retina com GDx™ : validade diagnóstica em glaucoma primário de ângulo aberto e suspeitos de glaucoma
Autores: João Antonio Prata Junior, Christiane Rolim Moura, Maria Helena Mandelo, Marcio Boaventura Maia, Roberta A. Galhardo, Paulo Augusto de Arruda Mello
Estudo da circulação retrobulbar e do campo visual após dose única oral de citrato de sildenafil (Viagra®)
Autores: Alessandra Kurahashi, Maurício Nascimento, Ana Maria Marcondes, Nelson Macchiaverni Filho, Jamal Baracat, Vital Paulino Costa

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Metodologia inédita para medida da torção ocular reflexa
Ronaldo Boaventura Barcellos
Carlos Alberto Rodrigues Alves
Luiz Eduardo M. Rebouças de Carvalho
Eric Pinheiro de Andrade

Objetivo: Desenvolvimento de metodologia para avaliar a torção ocular reflexa. Métodos: Modificações no ceratômetro de Hemholtz. que permitem a avaliação da ceratometria de ambos os olhos na posição primária do olhar e durante as inclinações laterais da cabeça, para a direita e para a esquerda a 30 graus. Foram examinados um total de 16 pacientes e 32 olhos com astigmatismo refracional de 0,50 a 3,50 dioptrias (média de 1,18 ± 0,61). Resultados: Registrou-se intorção reflexa semelhante no olho direito e esquerdo (5,22 ± 3,91 para olho esquerdo e 5,31 ± 4,23 para olho direito). O mesmo ocorreu com os valores de extorção reflexa (7,84 ± 4,79 para olho esquerdo e 7,78 ± 4,09 para olho direito). Conclusão: As modificações no ceratômetro de Helmholtz permitiram a observação e quantificação da torção ocular reflexa em pacientes com astigmatismo, através de metodologia inédita e de fácil reprodutibilidade.

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Tumores malignos de pálpebra
Luis Henrique Schneider Soares
Cecília Vasconcellos Bello
Andrea Kaercher Loureiro Bing Reis
Ricardo Rodrigues Nunes
Eduardo Marques Mason

Objetivos: Estudar a incidência de tumores malignos de pálpebra no Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre. Métodos: Estudo retrospectivo dos casos de tumores malignos de pálpebra no período de 1985 a 1997, que tiveram diagnóstico confirmado por exame anátomopatológico. Resultados: Foram encontradas 54 neoplasias malignas, sendo 75,92% carcinoma basocelular, 12,96% carcinoma espinocelular, 7,40% melanoma e 1,85% lentigo maligna. A maioria dos pacientes apresentava mais de 40 anos e não houve prevalência de sexo. Conclusões: O tumor de pálpebra mais freqüente em nosso meio foi o carcinoma basocelular, seguido do carcinoma espinocelular. O melanoma foi o terceiro em freqüência mais encontrado em nossa pesquisa.

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Alterações corneanas pós-tracoma não associadas a entrópio ou triquíase
Alessandra Pinheiro Chaves
José Alvaro Pereira Gomes
Denise de Freitas

Objetivo: Descrever alterações corneanas pós-tracoma não associadas a deformidades palpebrais. Métodos: Foi realizada avaliação oftalmológica completa em 7 pacientes do ambulatório de Córnea e Doenças Externas da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Para o nosso estudo selecionamos pacientes com diagnóstico prévio de tracoma sem deformidades palpebrais, história pregressa de correção de entrópio ou epilação, mas com opacidades corneanas. Resultados: Dentre os achados oftalmológicos observados neste estudo destacaram-se: opacidade corneana bilateral em 100% dos casos, afinamento corneano em 85,7% dos casos, pannus superior bilateral em 71,4% dos casos e fibrose da conjuntiva tarsal superior bilateral em 85,7% dos casos. Conclusão: As alterações corneanas pós-tracomatosas podem-se manifestar sob diversas formas clínicas, incluindo opacidades, afinamentos, ceratites secundárias a infecção, vas-cularização, ectasias, alteração da sensibilidade e xerose. Na ausência de entrópio ou triquíase, estas alterações podem resultar de inflamação tracomatosa, ceratite intersticial ou formas de tratamento utilizadas no passado, no entanto a sua fisiopatologia ainda é controversa.

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Corpo estranho orgânico intra-orbitário: avaliação tomográfica e conduta
Fábio Henrique Cacho Casanova
Paulo Augusto de Arruda Mello Filho
Deise Mitsuko Nakanami
Paulo Gois Manso

Introdução: A apresentação clínica do corpo estranho intra-orbitário (CEIO) é variada. A conduta e o prognóstico vão depender da composição do corpo estranho, localização e presença ou não de infecção. Objetos metálicos e de vidro são os mais freqüentes e bem tolerados, ao passo que os orgânicos causam maior reação inflamatória, podendo levar a sérias complicações. É freqüentemente difícil identificar e localizar o corpo estranho intra-orbitário apesar dos modernos métodos de exames de imagem. Objetivo: Avaliar a contribuição dos exames de imagem no diagnóstico bem como a conduta adotada em pacientes com corpo estranho intra-orbitário orgânico. Métodos: Foram avaliados 3 pacientes com corpo estranho intra-orbitário de natureza orgânica após trauma penetrante. Resultados: Todos os pacientes foram submetidos à remoção do corpo estranho, apresentando melhora do quadro clínico. A tomografia computadorizada (TC) foi essencial na avaliação, identificação e localização do corpo estranho. Conclusão: A identificação pré-operatória, com auxílio da tomografia computadorizada, do corpo estranho intra-orbitário foi útil para a condução do caso. A remoção do corpo estranho de natureza orgânica deve ser feita com o objetivo de minimizar possíveis complicações.

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Prevalência de glaucoma identificada em campanha de detecção em São Paulo
Cristine Araújo Póvoa
Marcelo Teixeira Nicolela
Ana Letícia Siqueira Leão Valle
Luís Eduardo de Siqueira Gomes
Isaac Neustein

Objetivo: Descrever os achados de um programa de detecção de glaucoma em São Paulo dando-se ênfase para dados de prevalência de glaucoma e doenças associadas. Métodos: Durante uma semana, em agosto de 1997, foi realizada no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, uma campanha de detecção de glaucoma. Durante este período, 1438 pacientes com idade variando entre 40 e 87 anos (média de 58,24 ± 10,88 anos), foram examinados quanto ao glaucoma. Idade mínima de 40 anos foi utilizada como critério de inclusão. O exame de triagem consistiu em um questionário padronizado, medida da pressão intra-ocular (PIO) e avaliação do nervo óptico por oftalmoscopia direta. Pacientes com pressão intra-ocular elevada e/ou disco óptico suspeito foram encaminhados para exame oftalmológico detalhado, campo visual e estereofoto de papila. As fichas clínicas dos pacientes foram revistas por dois experientes observadores. Resultados: Cento e cinco pacientes (7,3%) foram diagnosticados como portadores de glaucoma sendo 86,7% desses (6,3% do total examinado) portadores de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). Cinqüenta e seis (61,5%) dos pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto apresentaram pressão intra-ocular de triagem abaixo de 22 mmHg, e somente 7 pacientes estavam em uso de medicação ocular hipotensora. Outros 65 pacientes (4,5%) apresentavam disco óptico suspeito, sem definitivo defeito de papila ou campo visual. Quarenta e nove pacientes (3,4%) foram classificados como hipertensos oculares (pressão intra-ocular superior a 21 mmHg com disco óptico normal). Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto eram significantemente mais idosos que indivíduos sem glaucoma. Como esperado, a média de pressão foi significativamente mais alta entre os pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto em relação aos normais. Nenhuma relação significativa foi encontrada entre diabete melito, hipertensão sistêmica, doença coronariana, enxaqueca e história familiar de glaucoma e pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto ou normais. Conclusões: Foi encontrada alta prevalência de glaucoma na população estudada. A maioria dos novos diagnósticos apresentavam pressão intra-ocular inferior a 22 mmHg. Idade avançada e pressão intra-ocular elevada foram associados ao glaucoma primário de ângulo aberto.

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Efeito da brimonidina na circulação retrobulbar em pacientes com glaucoma - estudo com Doppler colorido
Maria Rosa Bet de Moraes Silva
Hamilton Almeida Rollo
Silvana A. Schellini

Objetivo: Avaliar o efeito do tartarato de brimonidina a 0,2% tópico, ins-tilado de 12/12 horas, na circulação retrobulbar em pacientes portadores de glaucoma. Métodos: Foram estudados os 2 olhos de 16 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e glaucoma crônico de ângulo estreito com iridotomia. Usando o Doppler colorido foram avaliados: velocidade sistólica máxima, velocidade diastólica final e índice de resistência das artéria central da retina, artéria ciliar posterior curta temporal e artéria oftálmica. As avaliações foram feitas antes e depois do uso da brimonidina. Resultados: O tartarato de brimonidina a 0,2% aumentou significativamente a velocidade sistólica máxima (28,24 para 34,23 cm/seg) e velocidade diastólica final (6,62 para 8,10 cm/seg) no olho direito e reduziu o índice de resistência (0,75 para 0,71) no olho esquerdo da artéria oftálmica. Conclusão: O tartarato de brimonidina 0,2% 2x/dia aumentou significativamente a velocidade sistólica máxima e velocidade diastólica final e reduziu índice de resistência da artéria oftálmica de pacientes glaucomatosos. Este efeito sugere que a brimonidina pode beneficiar pacientes glaucomatosos com insuficiência vascular na cabeça do nervo óptico.

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Mudanças na refração após cirurgia de correção de esotropia
Marcelo F. Gaal Vadas
Mário Luiz Ribeiro Monteiro
José Álvaro Pereira Gomes

Objetivo: Estudar o comportamento da refração e da curvatura corneana em pacientes com esotropia essencial submetidos à cirurgia monocular para correção do estrabismo. Métodos: Estudo prospectivo em que 42 olhos de 21 pacientes com esotropia essencial de ângulo moderado, sem quaisquer outros estrabismos associados, foram selecionados e submetidos ao exame oftalmológico completo e à cirurgia monocular. O olho contralateral serviu como grupo controle. Foram feitas avaliações de pré-operatório, pós-operatório de 1 mês e pós-operatório de 6 meses. O astigmatismo pré-operatório foi confrontado com os astigmatismos pós-operatórios por análise vetorial e cálculo do valor polar. Resultados: Obtivemos, nos olhos operados, redução significante (p<0,05) na médio do equivalente esférico, de 3,28 ±1,98 dioptrias para 3,05 ± 1,95 dioptrias. Na refração houve um aumento significante da média do componente a 90° do astigmatismo, de 0,458 ± 0,594 dioptrias para 1,002 ± 0,718 dioptrias, também observado na ceratometria: 1,083 ± 0,560 dioptrias para 1,690 ± 0,591 dioptrias. A média do astigmatismo induzido pela cirurgia, na refração, foi de 0,63 ± 0,27 dioptrias a um eixo médio de 92,30 ± 14,91 graus e de 0,71 ± 0,27 dioptrias a um eixo médio de 94,45 ± 15,69 graus na ceratometria, evidenciáveis graficamente pelo mapa diferencial da topografia corneana. Conclusões: Observa-se aumento estatisticamente significante e clinicamente relevante do astigmatismo a-favor-da-regra em pacientes esotrópicos submetidos ao retrocesso/ressecção monocular. Essa mudança é estável ao longo do tempo e é acompanhada de diminuição significante do equivalente esférico.

 
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Efeito do debilitamento do músculo oblíquo superior hiperfuncionante associado à anteriorização do músculo oblíquo inferior na divergência vertical dissociada
Fernanda Teixeira Krieger
Anelise Caron Lambert 

Objetivo: Analisar o efeito do debilitamento do oblíquo superior associado à transposição anterior do oblíquo inferior em casos de pacientes com DVD (divergência vertical dissociada) e hiperfunção do músculo oblíquo superior (HOS). Métodos: Em 14 pacientes foram analisadas a correção média da divergência vertical dissociada da hiperfunção do músculo oblíquo superior e da anisotropia em A. A cirurgia de tenectomia do oblíquo superior e a transposição anterior do músculo oblíquo inferior foram realizadas nos 28 olhos. Resultados: A redução da divergência vertical dissociada foi de 65,5% no olho direito (OD) e de 61,3% no olho esquerdo (OE). A correção da hiperfunção do músculo oblíquo superior foi de 81,8% no olho direito e de 85,0% no olho esquerdo. Houve redução de 92,2% da anisotropia em A. Estas correções foram estatisticamente significantes (p<0,01). Conclusões: A cirurgia proposta se mostrou eficaz na correção da divergência vertical dissociada e da hiperfunção do músculo oblíquo superior.

 
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Crescimento bacteriano em perfluorocarbonos líquidos: estudo "in vitro"
Leciana Rorato Chiconelli Vanzo
Agostinho Bryk Junior
Maria Claudia Gomes Komatsu
Carlos Augusto Moreira Junior

Objetivo: Verificar o crescimento de P. aeruginosa e S. aureus em perfluoroctano líquido (PFO). Métodos: Utilizaram-se três meios de cultura: PFO, caldo de digestão de soja e caseína e solução salina a 0,9%. Dividiram-se 5 ml de PFO em frascos contendo 1 ml cada. Nos frascos 1 e 2 inoculou-se 1 colônia inteira de P. aeruginosa e nos recipientes 3 e 4 a mesma quantidade de S. aureus. O frasco 5 serviu como controle sem sofrer contaminação. Inoculou-se também 1 colônia de cada bactéria em 1 ml dos demais meios de cultura. As soluções foram mantidas em incubadora a 37ºC por 10 dias. Em câmara de fluxo laminar realizou-se o repique utilizando-se alça calibrada de 1:1000 no tempo zero, 72 h, 168 h e 240 h após contaminação. Verificou-se o crescimento bacteriano por meio da contagem de colônias em placas de agar sangue 24 h após cada repique. Resultados: Houve crescimento de P. aeruginosa e S. aureus no tempo zero em todos os meios, confirmando a inoculação bacteriana. Nas horas seguintes o crescimento não mais foi observado em PFO. Ambas as bactérias desenvolveram-se abundantemente nos demais meios de cultura em todos os tempos. No frasco controle não houve crescimento bacteriano. Conclusão: Os resultados demonstram que o PFO não representa meio favorável para o crescimento bacteriano.

 
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Anterior capsule staining using 0.025% trypan blue in cataracts without red reflex
Eduardo Ferrari Marback
Lincoln Lemes de Freitas
Fernanda Pelegrino Fernandes
Bruno Castelo Branco
Rubens Belfort Jr.

Purpose: To describe the use of anterior capsule staining in cataracts without red reflex using a 0.025% trypan blue solution. Methods: Six eyes of 6 patients with cataracts without red reflex were submitted to phacoemulsification using a direct injection of 0.2 to 0.5 ml of 0.025% trypan blue in the anterior chamber previous to viscoelastic injection. All patients had an ophthalmologic examination prior to surgery, as well as pre and postoperative corneal endothelial cell count. Results: In all cases the capsule became stained with a faint blue color that enabled an adequate visibility of the flap during the continuous curvilinear anterior capsulotomy (CCC). There were no intra-or postoperative complications. The endothelial cell loss varied between 1.8% and 26.6% (mean 12.8%). Conclusion: Staining the anterior capsule with 0.025% trypan blue solution allows a good visibility of the capsular flap and facilitates the confection of CCC in cataracts without red reflex.

 
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Análise da camada de fibras nervosas da retina com GDx™ : validade diagnóstica em glaucoma primário de ângulo aberto e suspeitos de glaucoma
João Antonio Prata Junior
Christiane Rolim Moura
Maria Helena Mandelo
Marcio Boaventura Maia
Roberta A. Galhardo
Paulo Augusto de Arruda Mello

Objetivo: Analisar a validade diagnóstica do GDx™ Scanning Laser System em portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, bem como, avaliar o seus resultados em pacientes suspeitos de glaucoma. Métodos: Foram submetidos ao exame com o GDx™ Scanning Laser System, 77 glaucomatosos (142 olhos) portadores de defeito característico do campo visual, 40 indivíduos normais (80 olhos) e 36 suspeitos de glaucoma com pressão intra-ocular (Po) acima de 20 e abaixo de 25 mmHg com campo visual normal. Analisou-se a sensibilidade, especificidade, razão de probabilidade e as probabilidades pré e pós-teste. Resultados: Considerando como exame anormal a presença de pelo menos um índice alterado, entre glaucomatosos e normais, observou-se uma especificidade de 82,5% e sensibilidade de 90,1%. A razão de probabilidade encontrada foi de 5,1 e as probabilidades pré e pós-teste de 63,9% e 90% respectivamente. Entre suspeitos e normais, observou-se uma especificidade de 82,5% e sensibilidade de 33,3%. A razão de probabilidade encontrada foi de 1,9 e as probabilidades pré e pós-teste de 8,5% e 15% respectivamente. Conclusão: O GDx™ Scanning Laser System apresenta validade diagnóstica significativa em diferenciar olhos glaucomatosos de normais. Em suspeitos de glaucoma o exame mostrou pouca capacidade na diferenciação dos normais.

 
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Estudo da circulação retrobulbar e do campo visual após dose única oral de citrato de sildenafil (Viagra®)
Alessandra Kurahashi
Maurício Nascimento
Ana Maria Marcondes
Nelson Macchiaverni Filho
Jamal Baracat
Vital Paulino Costa

Objetivo: Estudar os efeitos na circulação retrobulbar e no campo visual de uma dose oral única de 100 mg de citrato de sildenafil (Viagra®). Métodos: Um estudo duplo-mascarado e controlado por placebo foi realizado em 10 voluntários do sexo masculino, com idade média de 27,7 + 5,68 anos. O olho direito de cada voluntário foi submetido aos exames de Doppler colorido de órbita e análise de campo visual por meio de perimetria computadorizada (Humphrey, programa 30-2, estratégia "Full Threshold") em 3 ocasiões: "baseline", 1 hora após placebo e 1 hora após 100 mg de sildenafil via oral. No campo visual, analisaram-se o limiar foveal e o "mean deviation" (MD) nas 3 ocasiões. No Doppler colorido, medimos a velocidade sistólica máxima (VSM), a velocidade diastólica final (VDF) e o índice de resistência (IR) da artéria central da retina (ACR) e da artéria oftálmica (AO) nas 3 ocasiões. Resultados: A administração do sildenafil não alterou significativamente o limiar foveal e o "mean deviation" em relação ao "baseline" e ao placebo. Houve um aumento significativo da velocidade sistólica máxima e velocidade diastólica final na artéria oftálmica após a administração do citrato de sildenafil (p<0,001). Não houve alteração significativa dos parâmetros hemodinâmicos na artéria central da retina e no índice de resistência da artéria oftálmica. Conclusões: A administração de 100 mg de citrato de sildenafil promoveu um aumento da velocidade de fluxo sanguíneo na artéria oftálmica de indivíduos normais e não promoveu alteração significativa no limiar foveal e "mean deviation" da campimetria computadorizada.

 
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