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Resumo dos artigos deste fascículo
| Utilização
do adesivo fibrínico em LASIK Autores: Drs. Hamleto Molinari, Claudio Muranaka |
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| Síndrome
de Mobius: achados clínicos e cirúrgicos em 7 pacientes Autores: Drs. Galton Carvalho Vasconcelos, Frederico Bicalho Dias da Silva, Henderson Celestino de Almeida, Maria de Lourdes M. V. Boas, Miguel Gontijo Álvares |
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| Paquimetria
esperada X obtida após LASIK para miopia
Autores: Drs. Juliane de Freitas Santos Paranhos, Leonardo Toledo Netto, Belquiz R. Amaral Nassaralla |
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| Descompressão
orbitária antro-etmoidal na orbitopatia distiroidiana Autores: Drs. Mário Luiz Ribeiro Monteiro, Miriam Rotenberg Ostroscki, André Luis Borba da Silva, Walter Bloise |
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| Estudo
clínico de celulite orbitária e pré-septal na infância
Autores: Drs. César Moreira Sampaio, Lívia Maria Bittencourt Nossa, Ana Paula Ramos, Renata Abreu Paim, Roberto Lorens Marback |
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| Análise
do duplo retrocesso de retos mediais em pacientes esotrópicos
portadores de incomitância longe/perto Autores: Drs. Ronaldo Boaventura Barcellos, Eric Pinheiro de Andrade, Luiz Eduardo M. Rebouças de Carvalho, Carlos Ramos Souza-Dias |
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| Transplante
de membrana amniótica para tratamento do pterígio recidivado
Autores: Drs. Ligia Fernanda Bruni, Silvana Artioli Schellini, Elisângela Jaqueta, Amélia Kamegasawa, Carlos Roberto Padovani |
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| Complicações
inicias do uso de dois microceratótomos automatizados
Autores: Drs. Monica do Carmo Passos, Ricardo Takahashi, Edson S. Mori, César K. Suzuki, Paulo Schor |
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| O
emprego da biomicroscopia ultra-sônica no diagnóstico e evolução clínica
dos diferentes tipos de esclerite anterior Autores: Drs. Telma Sternlicht, Norma Allemann, Cristina Muccioli |
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| Técnica
de "Mini-Nuc" de Blumenthal: Resultados de 545 casos Autores: Drs. Mauro Waiswol, Ralph Cohen, Fabio Ejzenbaum |
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| Estudo
prospectivo comparativo de duas técnicas cirúrgicas de extração
extra-capsular planejada de catarata com implante de lente intra-ocular:
incisão limbar e incisão escleral tunelizada
Autores: Drs. Lincoln Lemes Freitas, Daniel Sánchez Di Martino, Edson Mori, Marcelo Mendonça, Fábio Henrique Cacho Casanova, Mariza Toledo de Abreu |
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| Precisão
ecobiométrica da fórmula Srk/T na facoemulsificação
Autores: Drs. Zélia Maria da Silva Corrêa, Fernando Leite Kronbauer, Raquel Goldhardt, Ítalo Mundialino Marcon, Felipe Bakowicz |
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| Utilização
do adesivo fibrínico em LASIK Hamleto Molinari Claudio Muranaka Objetivo: Avaliar a utilização do adesivo fibrínico em LASIK, com o intuito de minimizar as complicações relacionadas ao disco. Métodos: Foi realizado LASIK em 312 pacientes (624 olhos). Ambos os olhos foram operados no mesmo dia, sendo utilizada a técnica convencional em um olho e a técnica com o uso do adesivo fibrínico no olho contralateral. Resultados: O uso do adesivo fibrínico demostrou uma redução significativa das complicações relacionadas ao disco. Comentários: A utilização do adesivo fibrínico mostrou também ser muito útil em casos de LASIK pós-ceratotomia radial, adesão de disco com corte total e hemostasia na borda do disco. |
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Síndrome
de Mobius: achados clínicos e cirúrgicos
em 7 pacientes Galton Carvalho Vasconcelos Frederico Bicalho Dias da Silva Henderson Celestino de Almeida Maria de Lourdes M. V. Boas Miguel Gontijo Álvares Objetivo: Avaliar o quadro clínico, as anormalidades gestacionais e de parto e os resultados na cirurgia de estrabismo em pacientes com síndrome de Möbius. Métodos: Foram estudados, retrospectivamente, 7 pacientes com diagnóstico de síndrome de Möbius, dos quais 6 foram submetidos à cirurgia de estrabismo. Resultados: Além dos achados clássicos que caracterizam a síndrome, em todos os casos estudados observaram-se alterações gestacionais ou de parto. Em 2 pacientes encontrou-se no per-operatório, inserção posteriorizada do reto medial. Graças à fixação cruzada, esses pacientes geralmente não desenvolvem ambliopia. Conclusão: A cirurgia, quando indicada, deve constar apenas dos retrocessos musculares e acredita-se que o planejamento cirúrgico deva ser menor do que o feito em casos de paralisia isolada do nervo abducente de mesmo valor. |
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Paquimetria
esperada X obtida após LASIK para miopia Juliane de Freitas Santos Paranhos Leonardo Toledo Netto Belquiz R. Amaral Nassaralla Objetivo: Comparar a paquimetria corneana encontrada (PEn) com a esperada (PEs) 3 meses após a cirurgia de LASIK para correção de miopia. Métodos: 77 olhos de 39 pacientes míopes foram incluídos neste estudo. A cirurgia foi realizada utilizando-se o excimer laser Technolas 217 e o microcerátomo automático da Chiron. Paquimetria foi realizada em todos os olhos antes e 3 meses após o LASIK. PEs foi obtida subtraindo-se a profundidade de ablação realizada pelo laser, da paquimetria pré-operatória. Os pacientes foram divididos em 3 grupos: grupo A (55 olhos) com miopia variando de -1,00D a -5,75D; grupo B (14 olhos), de -6,00D a -10,00D e grupo C (8 olhos) acima de -10,00D. Resultados: Houve uma diminuição da média do equivalente esférico de -2,71D para 0,00 no grupo A, -8,18D para 0,00 no grupo B e de -11,4D para -1,06D no grupo C. As médias das PEs foram 468 mm, 370 mm e 382 mm para os grupos A,B e C, respectivamente. As médias das PEn foram de 491 mm, 431 mm e 427 mm nos grupos A, B e C, respectivamente. Em 70 olhos (90,9 %) a PEn foi superior a PEs, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0,001). Conclusão: Apesar dos resultados mostrarem que a córnea encontrava-se mais espessa do que o esperado após a cirurgia de LASIK, não foi observada hipocorreção significativa. Após 3 meses a refração da maioria dos pacientes estava próxima da emetropia. |
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Descompressão
orbitária antro-etmoidal na orbitopatia distiroidiana Mário Luiz Ribeiro Monteiro Miriam Rotenberg Ostroscki André Luis Borba da Silva Walter Bloise Objetivo: Avaliar os resultados e as complicações da descompressão orbitária antro-etmoidal em pacientes com orbitopatia distireoidiana. Métodos: 14 pacientes sendo 10 do sexo feminino, com média de idade de 41,7 anos, foram submetidos a 22 cirurgias de descompressão orbitária. Em 3 cirurgias (2 pacientes), na fase ativa da oftalmopatia a indicação cirúrgica foi ulceração de córnea, com risco de perfuração corneana. Estes pacientes estavam recebendo corticosteróides associados a ciclofosfamida e radioterapia tendo o tratamento prosseguido após a cirurgia. Dezenove órbitas foram operadas em fase inativa da orbitopatia por indicação cosmética associada a desconforto ocular por exposição corneana. Resultados: A redução da proptose oscilou entre 1 e 6 mm (média 3,91 mm). Nos pacientes operados na fase aguda a redução média foi de 5,33 ± 0,27 mm e na fase sequelar foi de 3,68 ± 0,25 mm. Nenhum paciente apresentou diplopia conseqüente a cirurgia. Correção de estrabismo prexistente foi realizada em 2 pacientes e tarsorrafia temporária foi associada a cirurgia descompressiva nas 3 cirurgias realizadas na fase aguda. Seis pacientes foram subseqüentemente submetidos à correção de retração palpebral prexistente. Em uma paciente houve piora da retração palpebral inferior como conseqüência da descompressão orbitária. Houve diminuição transitória da sensibilidade na região malar em quase todos os pacientes mas em nenhum deles ela foi definitiva. Conclusões: A descompressão óssea antro-etmoidal da órbita é eficiente em reduzir a proptose em pacientes com orbitopatia distireoidiana e apresenta baixa incidência de complicações. Associada a outras modalidades terapêuticas pode ser um procedimento útil em casos graves na fase congestiva. Da mesma forma, se mostrou benéfica na reabilitação cosmética de indivíduos na fase seqüelar. |
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Estudo
clínico de celulite orbitária e pré-septal na infância César Moreira Sampaio Lívia Maria Bittencourt Nossa Ana Paula Ramos Renata Abreu Paim Roberto Lorens Marback Objetivo: Estudar retrospectivamente aspectos clínicos e terapêuticos em crianças portadoras de celulite orbitária e pré-septal. Métodos: Foram analisados 52 prontuários de pacientes com idades variando de um mês a doze anos, internados no período compreendido entre 1990 e 1998, com quadro de celulite orbitária ou pré-septal. Resultados: Trauma foi o fator predisponente mais freqüente das celulites orbitárias e pré-septais na infância, seguido pela sinusite e causas não-definidas. As infecções, na grande maioria, tiveram localização pré-septal (94,2%). As hemoculturas, realizadas em 21 pacientes, resultaram em 71% de negatividade, seguido por positividade para S. aureus (19%), H. influenzae (4,7%) e flora mista (4,7%). Todos os pacientes foram tratados e curados com antibioticoterapia utilizando 16 quimioterápicos em 25 diferentes esquemas terapêuticos. A drenagem cirúrgica foi realizada em apenas 7 pacientes. Conclusão: A despeito da falta de uniformidade e diversidade de esquemas terapêuticos empregados nos casos estudados e da falta de avaliação oftalmológica na maioria dos casos, os pacientes foram curados sem complicações. Tal fato indica a necessidade de estudos prospectivos que visem a elaboração de protocolo terapêutico para as celulites da região orbitária na infância, que leve em consideração a relação custo-benefício positiva. |
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Análise
do duplo retrocesso de retos mediais em pacientes esotrópicos
portadores de incomitância longe/perto Ronaldo Boaventura Barcellos Eric Pinheiro de Andrade Luiz Eduardo M. Rebouças de Carvalho Carlos Ramos Souza-Dias Introdução: Convergência acomodativa (CA) é a convergência induzida por determinado grau de acomodação (A). Apesar de haver inúmeras técnicas cirúrgicas descritas para correção de esotropias, a presença de grandes incomitâncias longe/perto associadas acrescenta o desafio de se evitar o surgimento de exodesvio para longe, ou esodesvio residual para perto. Objetivo: Comparar as correções cirúrgicas obtidas com o duplo retrocesso dos retos mediais em pacientes esotrópicos quanto aos desvios de longe e de perto, comparando-se baixas e altas hipermetropias. Material: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 33 pacientes esotrópicos com incomitância longe/perto, operados com duplo retrocesso dos retos mediais na Santa Casa de São Paulo entre 1980 e 1990. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: com mais de 3,50 dioptrias esféricas (DE) de hipermetropia e com menos de 3,50 DE. Resultados: A magnitude da correção obtida no grupo I foi de 18,18 dioptrias prismáticas (DP) (72,72% de correção) para longe e 27,64 DP (62,36%) para perto. A correção no grupo II foi de 20,20 DP para longe (87,83%) e 34,60 DP (82,78%) para perto. Conclusão: Não há diferença (estatisticamente significante) na redução da incomitância longe/perto entre os pacientes com hipermetropia até 3,50 DE e pacientes com hipermetropia maior que 3,50 DE. O valor absoluto da redução em dioptrias do desvio para perto foi maior do que o encontrado para longe, no entanto, em porcentagem, a correção do desvio foi semelhante entre as medidas para perto e para longe. |
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Transplante
de membrana amniótica para tratamento do pterígio recidivado Ligia Fernanda Bruni Silvana Artioli Schellini Elisângela Jaqueta Amélia Kamegasawa Carlos Roberto Padovani Objetivo: Avaliar a efetividade do uso da membrana amniótica para o tratamento do pterígio recidivado. Métodos: Foram operados 24 pacientes (27 olhos) portadores de pterígio recidivado, 7 dos quais com simbléfaro associado usando-se enxerto de membrana amniótica preservada. Foram analisados parâmetros como idade, sexo, olho acometido, localização do pterígio, número de cirurgias anteriores, bem como complicações pós-operatórias e recidiva, em período de seguimento de 6 meses. Resultados: 58,3% dos pacientes eram do sexo masculino e 58,3% encontravam-se na faixa etária de 40 a 59 anos. Todos eram portadores de pterígio recidivado e 48,1% deles já tinham feito pelo menos duas cirurgias anteriores. Os pacientes foram acompanhados por 6 meses. Houve recidiva do pterígio em 18,5 % dos casos e em 11,1%, formação de granuloma. Conclusões: O tratamento do pterígio recidivado com transplante de membrana amniótica é um procedimento relativamente simples, com baixo índice de complicações e que traz bons resultados. |
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Complicações
iniciais do uso de dois microceratótomos automatizados Monica do Carmo Passos Ricardo Takahashi Edson S. Mori César K. Suzuki Paulo Schor Objetivo: Descrever as complicações per e pós-operatórias ocorridas durante o uso inicial de dois microceratótomos automatizados na realização de LASIK. Métodos: Estudo retrospectivo das primeiras cirurgias realizadas com dois microceratótomos automatizados, sendo 70 olhos de 54 pacientes utilizando o microceratótomo da ChironÒ modelo Automated Corneal Shaper (ACS), no período de abril de 1997 a abril de 1998 e 100 olhos de 82 pacientes com o microceratótomo automatizado MoriaÒ Carriazo-Barraquer (CB), durante o período de fevereiro de 1999 a junho de 1999. A fotoablação foi realizada com excimer laser de fluoreto de argônio de 193 nm da Summit modelo Apex PlusÒ. Foram avaliadas as complicações per e pós-operatórias até um mês de seguimento. Resultados: A fotoablação não foi realizada em 3 casos (4,3%) usando-se o microceratótomo ACS e em 1 caso (1%) usando o microceratótomo CB. As complicações mais freqüentemente encontradas com o ACS foram: falha no retorno automatizado do microceratótomo (7,1%), ceratectomia parcial ("flap" incompleto): 4,3%, presença de dobras estromais (14,3%), desepitelização central (4,3%) e crescimento epitelial na interface (4,3%). Já com o CB, foram encontrados: "flap" descentralizado (3%), desepitelização central (5%), dobras estromais (28%) e síndrome das Areias de Sahara (6%). Conclusões: O uso inicial de ambos microceratótomos foi relacionado a considerável índice de complicações per e pós-operatórias, não levando necessariamente à perda de visão. Maior conhecimento clínico das alterações ocorridas com o uso destes instrumentos, bem como maior experiência na sua utilização podem diminuir a ocorrência de complicações. |
| O
emprego da biomicroscopia ultra-sônica no diagnóstico e evolução
clínica dos diferentes tipos de esclerite anterior Telma Sternlicht Norma Allemann Cristina Muccioli Objetivo: Correlacionar achados da biomicroscopia ultra-sônica (UBM) com tipos de esclerite anterior. Métodos: Foram avaliados seis pacientes encaminhados ao Setor de Ultra-som do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, com suspeita clínica de esclerite anterior, utilizando-se o ultra-som de alta freqüência (transdutor de 50 MHz) para elucidação das alterações histopatológicas encontradas na esclerite anterior. Resultados: Pacientes com esclerite nodular apresentaram lesão escleral bem delimitada, homogênea, hiporrefletiva, com espessamento localizado e hiporrefletividade dos tecidos adjacentes. Pacientes com esclerite difusa apresentaram espessamento escleral heterogêneo, de aspecto "moteado". Pacientes com esclerite necrotizante apresentaram perda de tecido com afinamento escleral e alterações vítreas adjacentes. Conclusão: A biomicroscopia ultra-sônica é excelente método não-invasivo para se diferenciar os tecidos oculares acometidos durante o processo de esclerite anterior, auxiliando o profissional no diagnóstico e, conseqüentemente, no tratamento das lesões. |
| Técnica
de "Mini-Nuc" de Blumenthal:
Resultados de 545 casos Mauro Waiswol Ralph Cohen Fabio Ejzenbaum Objetivo: Analisar retrospectivamente os resultados do tratamento cirúrgico de catarata pela técnica de "Mini-Nuc" de Blumenthal. Método: Foram, assim, submetidos à extração extracapsular de catarata pela referida técnica, realizada sempre pelo mesmo cirurgião (MW), 454 olhos de 284 pacientes (148 mulheres e 136 homens), em período de seis anos (fevereiro de 1994 a março de 2000). Resultados: Os resultados apontaram baixas taxas de complicações intra-operatórias (4,8%), sendo que a da ruptura da cápsula posterior ocorreu em 3,7% dos casos. Correção da acuidade visual igual ou maior que 20/40 foi obtida em 89,1% dos casos. Conclusão: A técnica mostrou-se, portanto, eficaz, com a vantagem de prescindir de instrumentação sofisticada e envolver baixos custos. |
| Estudo
prospectivo comparativo de duas técnicas cirúrgicas de extração
extra-capsular planejada de catarata com implante de lente
intra-ocular: incisão limbar e incisão escleral tunelizada Lincoln Lemes Freitas Daniel Sánchez Di Martino Edson Mori Marcelo Mendonça Fábio Henrique Cacho Casanova Mariza Toledo de Abreu Introdução: A catarata é responsável por 50% da cegueira no mundo, com um número estimado de 15 milhões de casos que necessitariam cirurgia. Diferentes técnicas para a extração extra-capsular da catarata com implante de lente intra-ocular foram propostas. Objetivo: Comparar as técnicas para extração extra-capsular de catarata com implante de lente intra-ocular utilizando incisão limbar e incisão escleral tunelizada. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 59 olhos de 54 pacientes com acompanhamento pós-operatório de 6 meses. Aleatoriamente, os pacientes foram divididos em dois grupos. No Grupo I (n=30), a técnica realizada foi a de extração extra-capsular com implante de lente intra-ocular com incisão limbar e no Grupo II (n=29), com incisão tunelizada. Foram avaliadas as medidas da acuidade visual corrigida, inflamação intra-ocular (células e "flare"), tempo de cirurgia, microscopia especular, astigmatismo ceratométrico induzido e paquimetria. Resultados: O tempo de cirurgia, a perda de células endoteliais e o astigmatismo ceratométrico induzido foram estatisticamente maiores no Grupo I que no Grupo II. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II quanto à acuidade visual, a quantidade de células na câmara anterior, a quantidade de "flare" na câmara anterior e paquimetria. Conclusão: A técnica para extração extra-capsular de catarata com incisão tunelizada apresentou vantagens quanto ao tempo de cirurgia, perda de células endoteliais e astigmatismo induzido em relação à técnica com incisão limbar. Os passos utilizados nessa técnica visam facilitar a extração da catarata, além de treinar o cirurgião para uma transição mais segura para facoemulsificação, sem aumentar o custo da cirurgia. |
| Precisão
ecobiométrica da fórmula Srk/T na facoemulsificação Zélia Maria da Silva Corrêa Fernando Leite Kronbauer Raquel Goldhardt Ítalo Mundialino Marcon Felipe Bakowicz Objetivo: Avaliar a precisão da fórmula SRK/T no cálculo da lente intra-ocular (LIO) para cirurgias de facoemulsificação. Métodos: Análise retrospectiva de 119 pacientes submetidos à facoemulsificação durante o ano de 1999 em serviço de ensino de oftalmologia. Foram excluídos pacientes com prontuários incompletos e aqueles com complicações intra-operatórias. Selecionados 81 pacientes para estabelecer a precisão da fórmula SRK/T no cálculo da refração final planejada após facoemulsificação com implante de lente intra-ocular. Todas as ecobiometrias foram realizadas pela mesma profissional, com o mesmo aparelho, usando a fórmula SRK/T. As cirurgias foram realizadas por residentes de oftalmologia do terceiro ano. Resultados: Comparando a refração final planejada pelo cirurgião, baseado na ecobiometria com a fórmula SRK/T, e o equivalente esférico no pós-operatório, os pacientes foram divididos em 4 grupos: Grupo 1 - pacientes com erro refracional de até ± 0,50 dioptrias (n=33 (40,7 %)). Grupo 2 - pacientes com erro refracional entre ±0,51 e ±1,25 dioptrias (n=29 (35,7 %)). Grupo 3 - pacientes com erro refracional entre ±1,26 e ±2,00 dioptrias (n=8 pacientes (9,87%)). Grupo 4 - pacientes com erro refracional superior a ±2,01 dioptrias (n=11 (13,5%)). Conclusões: O resultado refracional pós-operatório foi satisfatório, a maioria dos pacientes (n=62 (76,4%)) apresentaram erros refracionais residuais pós-facoemulsificação inferiores a ±1,25 dioptrias. |
| Atualização Continuada 1 | Atualização Continuada 2 |
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