Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 64 - fascículo 1
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

ANALISADOR DE FIBRAS NERVOSAS: UM ESTUDO SOBRE OS RESULTADOS FALSO-POSITIVOS
Autores: Jair Giampani Junior, Bruno Campelo Leal, Remo Susanna Junior
ANÁLISE BIDIMENSIONAL COMPUTADORIZADA DA FENDA PALPEBRAL
Autores: Antonio Augusto V. Cruz, Adriano Baccega
LENTE FÁCICA DE CÂMARA POSTERIOR PARA CORREÇÃO DA MIOPIA
Autores: Ricardo Queiroz Guimarães, Raul D. Castro, Marcelo P. Navarro, Márcia Reis Guimarães
DEGENERAÇÕES PERIFÉRICAS DA RETINA EM PACIENTES CANDIDATOS À CIRURGIA REFRATIVA
Autores: Paulo Henrique de Avila Morales, Michel Eid Farah, Ana Luisa Höfling-Lima, Norma Alleman, Pedro Paulo Bonomo
ANÁLISE COMPARATIVA DA REFRAÇÃO AUTOMÁTICA OBJETIVA E REFRAÇÃO CLÍNICA
Autores: Ricardo Uras, Rubens Belfort Jr, Ana Luisa Höfling-Lima, Elisabeth Nogueira Martins
ASPECTOS MÉDICOS E SOCIAIS NO ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO DE URGÊNCIA
Autores: Newton Kara-Junior, Maria Cristina Zanatto, Veridiana T. N. Villaça, Lúcio Takeshi Nagamati, Newton Kara-José
O ALUNO PORTADOR DE VISÃO SUBNORMAL NA ESCOLA REGULAR: DESAFIO PARA O PROFESSOR?
Autores: Maria Elisabete R. Freire Gasparetto, Edméa Rita Temporini, Keila Miriam Monteiro Carvalho, Newton Kara-José
CRESCIMENTO BACTERIANO EM PERFLUOROCARBONOS LÍQUIDOS: ESTUDO "IN VITRO"
Autores: Leciana Rorato Chiconelli Vanzo, Agostinho Bryk Junior, Maria Claudia Gomes Komatsu, Carlos Augusto Moreira Junior
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DO TRAUMATISMO OCULAR FECHADO CONTUSO
Autores: Maira Tiyomi Sacata Tongu, Simoni Haber D. von Faber Bison, Luciene Barbosa Souza, Marinho Jorge Scarpi 
CONTAMINAÇÃO DE FRASCOS DE COLÍRIOS DE SORO AUTÓLOGO
Autores: Ana Luisa Höfling-Lima, Acácio Souza Lima, José Antonio Batistoso, Débora Kawamura, Maria Regina Catai Chalita, Leandro Siqueira Alves, Michel Eid Farah

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ANALISADOR DE FIBRAS NERVOSAS: UM ESTUDO SOBRE OS RESULTADOS FALSO-POSITIVOS
Jair Giampani Junior
Bruno Campelo Leal
Remo Susanna Junior

Objetivos: Determinar a especificidade do analisador de fibras nervosas- GDx em um grupo de pacientes normais, assim como os índices que mais comumente mostram-se alterados em pacientes deste grupo. 

Métodos: Foram submetidos a exame oftalmológico completo 50 pacientes normais (não-glaucomatosos) e na seqüência obtida a análise da camada de fibras nervosas destes pacientes, utilizando-se o software GDx (LDT). Foram excluídos os olhos que não perfaziam os critérios de inclusão e utilizado apenas um olho de cada paciente após randomização, perfazendo um total de 34 olhos.

Resultados e Conclusões: Obtivemos 20 exames normais e 14 exames alterados. O índice com maior freqüência de alteração foi a simetria (85,71%), e os com menor freqüência "inferior ratio" e "superior ratio" (0% cada). A especificidade obtida foi de 58,8%, elevando-se para 70,5% após correção e análise dos dados. Devemos levantar a hipótese de um exame-falso positivo quando um paciente com exame ocular normal mostrar a simetria como único índice alterado ao GDx , e lembrar do diagnóstico de glaucoma quando um paciente suspeito apresentar alteração de"inferior ratio".

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ANÁLISE BIDIMENSIONAL COMPUTADORIZADA DA FENDA PALPEBRAL
Antonio Augusto V. Cruz
Adriano Baccega

Objetivos: Utilizar o processamento digital de imagens para o estudo da fenda palpebral normal.

Métodos: Foram analisadas 70 fendas de 23 sujeitos do sexo masculino e 47 do feminino, com idade variando de 10 a 60 anos. As imagens foram captadas com uma câmara CCD e transferidas para um microcomputador Macintosh. Com o programa NIH image as fendas palpebrais foram quantificadas medindo-se: 1) área, 2) largura, 3) altura e o ângulo entre o canto medial e o lateral, 4) curvatura do contorno palpebral superior e inferior e 5) a posição do ponto mais alto do contorno superior e o mais baixo da inferior em relação à linha média da fenda. 

Resultados: Os valores médios encontrados para a largura da fenda palpebral, altura do canto externo em relação ao interno, distância das margens superior e inferior ao centro da pupila e altura da fenda palpebral foram concordantes com os referidos na literatura. Variáveis que nunca tinham sido medidas como o contorno das margens palpebrais, área da fenda palpebral e a posição do ponto culminante da pálpebra superior e a do mais baixo da pálpebra inferior, foram facilmente quantificadas. 

Conclusões: O processamento digital de imagem é um método simples e preciso de análise bidimensional e que possibilita refinadas medidas relacionadas à morfologia da fenda palpebral.

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LENTE FÁCICA DE CÂMARA POSTERIOR PARA CORREÇÃO DA MIOPIA
Ricardo Queiroz Guimarães
Raul D. Castro
Marcelo P. Navarro
Márcia Reis Guimarães

Objetivo: Avaliar a eficácia, previsibilidade e segurança do implante de lente intra-ocular de câmara posterior em pacientes com miopia moderada e elevada. 

Métodos: Analisamos os resultados das cirurgias realizadas em 93 olhos de 54 pacientes para implante de lente fácica de câmara posterior com a finalidade de corrigir miopia moderada e elevada. O objetivo da cirurgia era a emetropia. O acompanhamento médio foi de 9 meses, variando de 1 a 38 meses (desvio padrão 10,45). 

Resultados: O equivalente esférico médio pré-operatório era -13,56 D (variando de -5,75 a -20,38 D) e o equivalente esférico médio pós-operatório no último exame foi -0,92 D (variando de -3,88 a +1,00 D). No último exame, 39 olhos (41,9%) se encontravam entre ±0,50 D da emetropia, 64 olhos (68,8%) estavam entre ±1,00 D e 88 olhos (94,6%) estavam entre ±2,00 D da emetropia. Um ganho de duas ou mais linhas de visão foi observado em 45,17% (42 olhos). Em 15 olhos (16,1%) ocorreu algum tipo de complicação: em 2 olhos (2,2%) houve perda de células endoteliais, em 2 olhos (2,2%) ocorreu bloqueio pupilar e em 11 olhos (11,8%) houve alterações de transparência lenticular, assintomática em 5 olhos (5,4%) e sintomática em 6 olhos (6,5%). 

Conclusão: O implante de lente fácica de câmara posterior para correção de miopia moderada e alta é um método eficaz, previsível e seguro. O significativo ganho de linhas de visão é uma observação freqüente nesta técnica. Um acompanhamento pós-operatório mais prolongado em um maior número de pacientes é necessário para confirmar a estabilidade dos resultados a longo prazo.

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DEGENERAÇÕES PERIFÉRICAS DA RETINA EM PACIENTES CANDIDATOS À CIRURGIA REFRATIVA
Paulo Henrique de Avila Morales
Michel Eid Farah
Ana Luisa Höfling-Lima
Norma Alleman
Pedro Paulo Bonomo

Objetivo: O objetivo desse estudo é verificar em indivíduos míopes candidatos à cirurgia refrativa a prevalência dos diferentes tipos de lesões retinianas periféricas degenerativas de acordo com o tipo de miopia. 

Métodos: De forma prospectiva, no período de um ano, foram examinados os olhos dos pacientes no Setor de Cirurgia Refrativa do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina que durante a sua consulta inicial apresentassem refração com equivalente esférico superior ou igual a -1,00 dioptria esférica, e não tivessem antecedentes pessoais de doença ou cirurgia ocular no período. Foi investigada a existência de lesões e/ou degenerações periféricas predisponentes ao descolamento regmatogênico de retina. 

Resultados: O grupo foi composto, em sua maioria, por adultos jovens (média de idade de 31 anos). Foram observados olhos com miopia baixa (263 olhos, 31%), moderada (300 olhos, 36%) e alta (277 olhos, 33%); em 35,4% dos pacientes (27% dos olhos) foram encontradas degenerações periféricas, sendo o branco com e sem pressão a alteração mais freqüente (23,4% dos pacientes ou 17,5% dos olhos). Entre as lesões predisponentes ao descolamento regmatogênico da retina, a mais encontrada foi a degeneração em treliça (8,6% dos pacientes ou 6% dos olhos). 

Conclusões: As alterações periféricas predisponentes ou não ao descolamento regmatogênico de retina apresentaram aumento de prevalência de acordo com o aumento do grau de miopia, com exceção das roturas. Todos os pacientes com miopia alta e candidatos à cirurgia refrativa devem ter a periferia retiniana de ambos os olhos examinada.

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ANÁLISE COMPARATIVA DA REFRAÇÃO AUTOMÁTICA OBJETIVA E REFRAÇÃO CLÍNICA
Ricardo Uras
Rubens Belfort Jr
Ana Luisa Höfling-Lima
Elisabeth Nogueira Martins

Objetivo: Este estudo buscou verificar se a prescrição adequada de lentes corretoras pode ser realizada exclusivamente com os dados fornecidos pela refração automática objetiva. 

Métodos: Todos os pacientes foram submetidos a anamnese, exame oftalmológico. A refração clínica, por meio de recursos propedêuticos clássicos não - automatizados objetivos e subjetivos para prescrição de lentes corretoras ("gold standard"), seguido por exame no refrator automático TOPCON KR 3000. 

Resultados: Foram estudados 1001 olhos de 504 pacientes, dos quais 45,2%, do sexo masculino. A média de idade foi de 36,6 anos. O índice geral de concordância de diagnóstico entre refração clínica e refração automática objetiva foi de 66,7%. Considerando-se tolerância de -0,50 a +0,50 DE, o índice de concordância quanto ao componente esférico foi de cerca de 90%. Houve concordância em 27,60% dos astigmatismos hipermetrópicos e miópicos simples e de 97,7% nos astigmatismos compostos e no astigmatismo misto. A cicloplegia não alterou de maneira estatisticamente significante o índice de concordância de diagnóstico. O eixo das lentes cilíndricas indicado pela refração automática objetiva apresentou proximidade estatisticamente significante ao eixo da refração clínica. 

Conclusão: A refração automática objetiva fornece dados úteis para a prescrição de lentes corretoras, desde que se levem em consideração variáveis como uso prévio ou não de óculos, idade e cicloplegia. A prescrição de lentes corretoras não pode ser realizada exclusivamente com os dados fornecidos pela refração automática objetiva.

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ASPECTOS MÉDICOS E SOCIAIS NO ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO DE URGÊNCIA
Newton Kara-Junior
Maria Cristina Zanatto
Veridiana T. N. Villaça
Lúcio Takeshi Nagamati
Newton Kara-José

Objetivo: Realizou-se um estudo em cem pacientes no Serviço de Emergência Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas a fim de analisar as características pessoais e as dificuldades para obter assistência oftalmológica de forma resolutiva. 

Métodos: A amostra apresentou as seguintes características: distâncias entre 20 e 100 quilómetros percorridas por 50,0% dos pacientes a serem atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, sendo que 75,0% destes necessitaram de acompanhante e 67,0% eram procedentes de outros municípios. As longas distâncias percorridas representaram despesas adicionais no tratamento de doenças que muitas vezes deveriam ser resolvidas localmente. 

Resultados: Entre os pacientes encaminhados por oftalmologistas de outros serviços ao Hospital das Clínicas- Universidade Estadual de Campinas, 87,5% poderiam ter seu problema resolvido em nível secundário de atendimento e 66,7% das urgências verdadeiras e 60,0% das urgências falsas levaram mais de 7 dias para chegar ao Pronto Socorro- Universidade Estadual de Campinas, sugerindo, nas condições desta pesquisa, uma estruturação precária dos serviços secundários quanto ao preparo para o atendimento de urgência e a orientação do paciente. 

Conclusão: Recomenda-se a preparação de médicos generalistas e oftalmologistas em participação resolutiva dos casos de emergência ocular além da instalação de serviços públicos ou conveniados, secundários e terciários, estrategicamente distribuídos por todo o Estado de São Paulo.

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O ALUNO PORTADOR DE VISÃO SUBNORMAL NA ESCOLA REGULAR: DESAFIO PARA O PROFESSOR?
Maria Elisabete R. Freire Gasparetto
Edméa Rita Temporini
Keila Miriam Monteiro Carvalho
Newton Kara-José

Objetivo: 1) Verificar a auto-avaliação do preparo e a necessidade de orientações entre professores do sistema regular de ensino, para atuarem junto a alunos portadores de visão subnormal; 2) Obter informações para subsidiar treinamento de professores do sistema regular de ensino na área da deficiência visual. 

Métodos: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Campinas/SP, que atuavam com alunos portadores de visão subnormal em 1999. Foram incluídas neste estudo 11 escolas municipais e 9 escolas estaduais, respectivamente 79,0% e 90,0% das unidades existentes. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. 

Resultados: A amostra foi composta por 50 professores. O tempo médio de magistério foi de 20 anos. A maioria (94,0%) não relatou formação específica na área da deficiência visual. Somente 18 (36,0%) professores declararam ter recebido informações/orientações para atuar com seus alunos portadores de visão subnormal, embora todos tivessem manifestado o desejo de receber informações. Entre as informações solicitadas, destacaram-se: ampliação de materiais (66,0%), desempenho visual (50,0%), doença ocular (50,0%), acuidade visual/campo visual (46,0%). 

Conclusão: Os professores do ensino regular referiram pouco ou nenhum preparo para atuar com alunos deficientes visuais; a maioria dos professores não recebeu informações para lidar com o aluno portador de visão subnormal, mas manifestou desejo de recebê-las.

 
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CRESCIMENTO BACTERIANO EM PERFLUOROCARBONOS LÍQUIDOS: ESTUDO "IN VITRO"
Leciana Rorato Chiconelli Vanzo
Agostinho Bryk Junior
Maria Claudia Gomes Komatsu
Carlos Augusto Moreira Junior

Objetivo: Verificar o crescimento de P. aeruginosa e S. aureus em perfluoroctano líquido. 

Métodos: Foram utilizados três meios de cultura: perfluoroctano, caldo de digestão de soja mais caseína e solução salina a 0,9%. Dividiram-se 5 ml de perfluoroctano em frascos contendo 1 ml cada. Nos frascos 1 e 2 inoculou-se 1 colônia inteira de P. aeruginosa e nos recipientes 3 e 4 a mesma quantidade de S. aureus. O frasco 5 serviu como controle sem sofrer contaminação. Inoculou-se também 1 colônia de cada bactéria em 1 ml dos demais meios de cultura. Colônias inteiras foram utilizadas pois o perfluoroctano é imiscível em água. As soluções foram mantidas em incubador a 37ºC por 10 dias. Em câmara de fluxo laminar foi realizado o repique utilizando-se alça calibrada 1:1000 no tempo zero, 72 h, 168 h e 240 h após a contaminação. O crescimento bacteriano foi verificado por meio da contagem de colônias em placas de agar sangue 24 h após cada repique. 

Resultados: Houve crescimento de P. aeruginosa e S. aureus no tempo zero em todos os meios, confirmando a inoculação bacteriana. Nas horas seguintes o crescimento não mais foi observado em perfluoroctano. Ambas as bactérias desenvolveram-se abundantemente nos demais meios de cultura em todos os tempos. No frasco controle não houve crescimento bacteriano. 

Conclusão: Os resultados deste estudo "in vitro" demonstraram que o perfluoroctano parece não representar um meio favorável para o crescimento bacteriano.

 
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ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DO TRAUMATISMO OCULAR FECHADO CONTUSO
Maira Tiyomi Sacata Tongu
Simoni Haber D. von Faber Bison
Luciene Barbosa Souza
Marinho Jorge Scarpi 

Objetivo: Descrever os aspectos epidemiológicos do traumatismo ocular fechado com contusão e suas alterações. 

Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 40 olhos de 40 pacientes, com idade superior a 13 anos, do sexo masculino, com traumatismo ocular fechado contuso, no período de janeiro de 1998 a fevereiro de 1999, atendidos no Ambulatório de Trauma Ocular do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina-Universidade Federal de São Paulo. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo e classificados de acordo com a nova classificação proposta por Pieramici et al. (1997). 

Resultados: Sessenta e sete e meio por cento (67,5%) dos pacientes tinham menos de 30 anos. As principais causas de traumatismo ocular contuso foram acidentes domésticos e violência com 32,5% cada. Em relação à acuidade visual, medida com a melhor correção, 60,0% apresentaram acuidade menor que 20/100 e 75,0% melhora da acuidade visual durante o acompanhamento, sendo que a maioria evoluiu com melhora em menos de 1 mês. Cinqüenta e dois e meio por cento (52,5%) foram classificados como zona III. Cinqüenta por cento (50%) dos pacientes evoluíram com hifema e 67,5% com algum grau de recessão angular, sendo 30% maior que 180°. 

Conclusões: Em relação aos pacientes atendidos no Ambulatório de Trauma Ocular da Universidade Federal do Estado de São Paulo - Escola Paulista de Medicina com idade menor de 13 anos e sexo masculino, com traumatismo ocular contuso podemos concluir que: 1. apresentou maior prevalência no adulto jovem; 2. as principais causas foram: acidentes domésticos e violência (32,5% cada); 3. apresenta boa recuperação da acuidade visual, exceto os pacientes zona III; 4. cinqüenta por cento evoluiu com hifema; 5. mais da metade, 67,5% apresentaram algum grau de recessão angular, sendo 30,0% maior que 180°.

 
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CONTAMINAÇÃO DE FRASCOS DE COLÍRIOS DE SORO AUTÓLOGO
Ana Luisa Höfling-Lima
Acácio Souza Lima
José Antonio Batistoso
Débora Kawamura
Maria Regina Catai Chalita
Leandro Siqueira Alves
Michel Eid Farah

Objetivo: Avaliar a contaminação bacteriana dos frascos de soro autólogo após o uso tópico. 

Métodos: Frascos de soro autólogo utilizados por pacientes portadores de várias doenças de superfície ocular foram submetidos à cultura após o seu uso tópico. Foram cultivados os resíduos de 127 frascos de colírios de soro autólogo usados por pacientes após a devolução do frasco vazio ao laboratório. 

Resultados: Os resultados das culturas realizadas demonstram que 76,03% dos frascos estavam contaminados. O total de 92 microrganismos foram encontrados: Staphylococcus coagulase-negativo (35,86%), Alcaligenes sp (21,73%), Klebsiella sp (20,65%) e Bacillus sp (9,78%) e outras bactérias (11,94%). 

Conclusões: Verificamos que a contaminação dos frascos pode ocorrer tanto por microrganismos presentes na microbiota normal quanto por microrganismos da pele e meio ambiente. Estes resultados ressaltam a risco de contaminação dos frascos no momento da instilação. Futuras investigações serão feitas em busca de contaminação fúngica e relacionando a microbiota dos pacientes com os microrganismos isolados dos frascos.

 
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