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Esses resumos não passaram por revisão e, não devem ser listados como artigos publicados ou servir de referência bibliográfica para estudos futuros. Os autores interessados em ter seus artigos revistos e eventualmente publicados nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia poderão enviá-los à redação.
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| TERAPIA OCLUSIVA EM
AMBLIOPIA: FATORES PROGNÓSTICOS. Ana Carolina Fava Salata; Veridiana Toledo Nascimento Villaça; Renato Lopes Roma; Denise Yvonne Janovitz Norato; Keila Miriam Monteiro de Carvalho Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP Ambliopia é o defeito visual mais comum em crianças e por mais de 250 anos a terapia oclusiva vem sendo o melhor tratamento. Com a finalidade de determinar os fatores que influenciam no sucesso do tratamento da ambliopia por terapia oclusiva em nosso meio, foi realizado um estudo retrospectivo com 169 crianças amblíopes atendidas no Ambulatório de Ambliopia do Hospital de Clínicas da UNICAMP, Campinas, SP, entre Janeiro de 1996 e Maio de 1998. A população atendida foi classificada quanto ao sexo, idade de início do tratamento por faixa etária (3 grupos), olho afetado, tipo de ambliopia (estrabísmica, anisometrópica, por deprivação, associação de dois tipos), tempo de seguimento, gravidade da ambliopia (leve, moderada, grave), aderência ao tratamento (regular, irregular) e resposta obtida (cura, melhora, sem cura). A adesão ao tratamento não diferiu com as faixas etárias (p = 0,68) e não foi influenciada pela gravidade da ambliopia (p = 0,82). Dos pacientes estudados 47,32% curaram, 19,52% melhoraram e 27,81% não obtiveram cura. Os pacientes com adesão regular tiveram índice de cura significativamente maior do que os pacientes com adesão irregular (p = 0,0009). O resultado do tratamento não dependeu da idade de início do mesmo (p = 0,39) e da gravidade da ambliopia (p = 0,30). Concluímos, assim, que a adesão é o principal fator prognóstico no sucesso da terapia oclusiva em nosso meio. |
| TRAUMA POR CORPO
ESTRANHO EXTRA-OCULAR EM DECORRÊNCIA DE ATIVIDADES
PROFISSIONAIS Fernando Antônio de M. Leal; Durwagner Barros da Silveira; Daniela Martins Neiva; Josilene Carvalho Soares Learth Universidade Federal do Piauí INTRODUÇÃO: O corpo estranho extra-ocular é uma causa de trauma ocular por acidente de trabalho, sendo que 97,7% dos casos está alojado no olho externo. COHEN et al, em um estudo de trauma ocular, encontraram o corpo estranho como causa mais freqüente, alcançando 97,6% dos casos. O objetivo deste trabalho é estudar o trauma por corpo estranho extra-ocular ocorrido em decorrência de atividades profissionais. MATERIAL E MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo entre outubro de 1997 e atividades profissionais. Foram anotadas: nome, idade, sexo, profissão, procedência, olho acometido, atividade realizada durante o trauma, natureza do corpo estranho, localização do mesmo e doença ocorrida. RESULTADOS: Foram estudados 713 pacientes, sendo 686 (96,21%) do sexo masculino e 27 (3,79%) do sexo feminino. Os pacientes foram acometidos, principalmente, na terceira década de vida, correspondendo a um total de 304 (46,70%) pacientes. Com relação à atividade, 158 (21,10%) pacientes eram metalúrgicos, 153 (21,40%) serralheiros, 126(17,70%) mecânicos, 81(11,70%) trabalhadores da construção civil, 67 (9,90%) prestadores de serviço, 56(7,80%) trabalhadores agrícolas. No tocante ao corpo estranho 489 (68,60%) eram ferro, 21 (2,90%) outros metais, 09 (1,30%) aço, 09 (1,30%) vidro e 104 (14,50%) materiais de outra natureza. Referente a localização, 587 (81,50%) corpos estranhos estavam localizados na córnea, 75 (10,40%) na conjuntiva tarsal, 49 (6,80%) na conjuntiva bulbar, 05 (0,70%) nas pálpebras, 02 (0,30%) nos pontos lacrimais 02 (0,30%) na episclera. Com relação à doença ocorrida, 361 (48,40%) pacientes apresentam abrasão, 217 (29,10%) inflamação, 30 (4%) úlcera, 14 (1,80%) infecção, 12 (1,60%) hemorragia, 112 (15,10%) não apresentam nenhuma doença. CONCLUSÃO: A atividade desenvolvida por indivíduos do sexo masculino na serralheria, metalúrgica e mecânica foi a principal causa de corpo estranho extra-ocular, sendo o ferro e outros metais os mais freqüentes corpos estranhos encontrados. É importante que se estude a incidência e a prevalência de corpos estranhos, proporcionando o fornecimento de dados para comparação e subsidio para as campanhas de prevenção, visando diminuir a mobilidade e prejuízos econômicos decorridos. |
| CAUSAS DE HEMORRAGIA
VÍTREA EM PACIENTES ENTRE 0 E 18 ANOS Raissa Braúna Moreira Lima; Christiane Gomes de Azevêdo; Fernando Antônio de Macêdo Leal; João Orlando Ribeiro Gonçalves; Márcio Fortes Mendes Universidade Federal do Piauí / Instituto de Olhos do Piauí PROPOSTA: Os autores analisaram as causas mais freqüentes de hemorragia vítrea em crianças e jovens menores de 18 anos. MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente 35 prontuários e fichas de pacientes entre 0 e 18 anos atendidos pelo Serviço de Retina e Vítreo do Hospital Getúlio Vargas PI e do Instituto de Olhos do Piauí, no período de 01-1977 a 01-1999, com diagnóstico de Hemorragia Vítrea, analisando-se a idade, sexo, causa e complicações. RESULTADOS: As causas mais freqüentes de hemorragia vítrea encontradas foram os traumas com 15 casos (42,85%); retinopatia da prematuridade com 15 casos (42,85%); persistência dos vasos fetais com 02 casos (5,70%); e idiopática com 01 caso (2,90%). Quando se correlacionou as causas com a idade , observou-se que no grupo 0-11 meses houve predominância de retinopatia da prematuridade, com 13 casos (37,10%) e 01 caso de persistência dos vasos fetais (2,90%); no grupo de 01-05 anos, 02 casos de retinopatia da prematuridade (5,70%); no grupo de 06-10 anos, 04 casos de trauma (11,40%) e 01 caso de persistência dos vasos fetais (2,90%); no grupo de 11-18 anos, 11 casos de trauma (31,40%), 01 caso de persistência dos vasos fetais (2,90%) e 01 caso idiopático (2,90%). As complicações foram observadas em 22 pacientes (62,80%), sendo o descolamento tracional de retina o mais freqüente ocorrendo em 12 pacientes (34,20%); seguido por hemorragia vítrea recidivada em 06 pacientes (17,10%), 01 caso de atrofia bulbar (2,90%), 01 caso de rotura de coróide (2,90%), 01 caso de glaucoma secundário (2,90%)e 01 caso de catarata secundária (2,90%). CONCLUSÃO: A hemorragia vítrea em pacientes com menos de 18 anos não é muito comum, visto que em um período de 22 anos, conseguimos triar 35 casos e que a grande maioria das causas encontrou-se nos extremos dos grupos etários por nós estabelecidos, o grupo de 0-11 meses e o de 11-18 anos com 14 casos cada (40%). |
| CRISTALINO LUXADO NO
VÍTREO Daniela Martins Neiva; Adrianna Martins Aguiar; João Orlando Ribeiro Gonçalves; Christiane Gomes de Azevêdo; Raíssa Braúna Moreira Lima Universidade Federal do Piauí / Instituto de Olhos do Piauí OBJETIVOS: Analisar os achados em 19 casos de cristalino luxado na loja vítrea, levando em conta os seguintes parâmetros: distribuição por sexo, idade, olho comprometido, causas e complicações. MÉTODOS: Um estudo retrospectivo e descritivo foi realizado com base na análise dos dados colhidos dos prontuários de 17 pacientes do Serviço de Retina e Vítreo da Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas e de 2 pacientes do Instituto de Olhos do Piauí, em Teresina - PI. RESULTADOS: Doze pacientes (63,1%) tiveram o trauma como causa da luxação do cristalino para a cavidade vítrea, 3 (15,8%) pacientes apresentaram como causa a Síndrome de Marfan e em 4 (21,1%) pacientes a causa foi ignorada. Dezoito pacientes (94,7%) eram do sexo masculino e 1 (5,3%) do sexo feminino. A idade dos pacientes variou de 11 a 73 anos, com média de 39,8 anos. Em 8 pacientes (42,1%), o olho comprometido foi o direito, em 7 pacientes (36,8%) o esquerdo e em 4 (21,1%) pacientes o comprometimento foi bilateral. Seis (31,6%) pacientes desenvolveram descolamento da retina e 2 (10,5%) pacientes glaucoma secundário. CONCLUSÃO: A luxação do cristalino para a cavidade vítrea teve como causa maior o trauma, foi mais freqüente em adultos jovens, do sexo masculino, com acometimento unilateral, apresentando o descolamento de retina como principal complicação. |
| CARCINOMA DE GLÂNDULAS
SEBÁCEAS Lauro Augusto Costa Rebello; Flávio Martini Filho; Arlindo Portes; Abelardo S. Couto Júnior; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Os autores relatam três casos de carcinoma de glândulas sebáceas (Meibomius), sendo dois inicialmente diagnosticados como calázio. Enfatiza-se a importância do diagnóstico e tratamento precoces. Todos os casos foram atendidos pelos autores, no setor de Oculoplástica, Vias Lacrimais e Órbita do Serviço de Oftalmologia da Universidade Federal de Rio de Janeiro - UFRJ, no período de 1996 a 1999. |
| AVULSÃO BILATERAL DE
GLOBOS OCULARES COM NERVOS ÓPTICOS: RELATO DE UM CASO Fernando A. L. Furtado; Débora Bandeira Fernandes Távora; Edmar Oliveira Guedes Júnior. Sociedade de Assistência aos Cegos - Fortaleza - CE Um caso de uma mulher, 22 anos, com avulsão bilateral de globos oculares com nervos ópticos. Os olhos foram retirados por terceiro e ao exame um dos olhos estava totalmente intacto e o outro teve parte de seu conteúdo perdido. A importância deste trabalho é o fato de ser uma avulsão bilateral e também porque, até o presente momento, não há relato semelhante na literatura médica. |
| SÍNDROME DE
WYBURN-MASON: RELATO DE CASO Suane Milhomen; Elisa Duarte Pinto; Juliana Yoshimoto; Nicolau José Slato; Gladmir Dalmoro Hospital CEMA - São Paulo - SP A síndrome de Wyburn-Mason (SWM) é caracterizada por malformações arteriovenosas da retina e do sistema nervoso central ipsilateral. Tal patologia é extremamente rara, provavelmente congênita, progressiva durante o crescimento, e pode ser descrita como uma facomatose não verdadeira devido ao seu grande potencial de complicações cerebrais. É um quadro que pode estar associado às manifestações faciais, como nevos e angiomas, manifestações clínicas oftalmológicas com ênfase à perda de campo visual; e neurológicas como cefaléia, acidente vascular cerebral agudo e epilepsia. Não possui tratamento efetivo, porem foram descritas técnicas de embolização, irradiação e cirúrgicas com certo sucesso. |
| FOSSETA DE PAPILA
BILATERAL Gladimir Dalmoro; Nicolau José Slavo; Milena Abdalla; André L. Baia dos Santos; Adriana Bizarre Hospital CEMA - São Paulo - SP A fosseta de papila é uma anomalia cavitária congênita do disco óptico, sendo uma causa incomum de perda visual. Malformações do desenvolvimento neurológico da linha média podem ocorrer com a fosseta. Sua importância clínica está na associação com descolamento seroso da mácula, entretanto a patogênese desta condição ainda é controversa. Nós relatamos um caso de fosseta de papila bilateral. |
| TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE
LIMBO Wilson Nahmatallah Obeid; Luiz Antônio Vieira; Cláudia C. D. de Vasconcelos; Rita de Cássia Lima; Gladimir Dalmoro Hospital CEMA - São Paulo - SP Os traumas oculares químicos destroem as stem cells , sendo estas vitais para reepitelização corneana. Transplante de limbo autólogo é uma técnica cirúrgica indicada para casos que apresentam deficiência de stem cells. O transplante de limbo autólogo foi realizado em 3 pacientes com alteração de superfície ocular, causado por trauma químico. |
| "VEJA BEM BRASIL": OFTALMOLOGIA
PREVENTIVA Regina Cele Silveira; Daniela Meira Villano; Rodrigo Interlandi Angelucci; José Ricardo C. Lima Rehder Faculdade de Medicina do ABC - SP A disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC realizou através do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e em cooperação com as Secretarias de Educação da Região do Grande ABC, no Estado de São Paulo, o "Veja Bem Brasil", campanha Nacional de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual, com o objetivo de apresentar a incidência das doenças oculares na infância nesta região e promover a saúde ocular, encaminhando precocemente ao tratamento necessário. No período de março a abril de 1998, 570 crianças da primeira série do primeiro grau da rede municipal de ensino foram triadas por professores treinados. Destas, 114 apresentaram baixa de acuidade visual e foram submetidas à avaliação oftalmológica nos ambulatórios da Faculdade de Medicina do ABC. Concluímos que uma Campanha com âmbito Nacional é um modelo de atendimento eficiente e uma solução para a redução da cegueira e a reabilitação visual na infância. |
| DISTROFIA DE MEESMAN:
RELATO DE DOIS CASOS Wilson N. Obeid; Luiz Antônio Vieira; Claudia C. D. de Vasconcelos; Fábio L. de Lima; Milena Abdalla; Juliana Ferraz Hospital CEMA - São Paulo - SP A distrofia corneana epitelial de Meesman é uma alteração autossômica dominante do epitélio corneano caracterizada pela presença de cistos intraepiteliais na fissura interpalpebral. Apresentamos dois membros de uma família com distrofia de Meesmann. |
| ALTERAÇÕES OCULARES NA
HANSENÍASE: ESTUDO EM PACIENTES DE 5 MUNICÍPIOS DA
GRANDE SÃO PAULO João Pessoa de Souza Filho; Luciana Afonso Pires; Lincoln Hiroiti Kamimura; Maria Cristina Martins; Marta de Filippi Sartori Faculdade de Medicina de Jundiaí - SP OBJETIVOS: Avaliação das manifestações oculares em pacientes com mal de Hansen e comparação dos resultados com trabalho realizado por Oliveira et al. no mesmo serviço. MATERIAL E MÉTODOS: Foram estudados 26 pacientes com diagnóstico de hanseníase encaminhados do ambulatório de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí provenientes de 5 municípios da grande São Paulo. RESULTADOS: Do total de 52 olhos, 48 (92,3%) tinham envolvimento ocular, sendo a forma virchowiana a mais freqüente (62,5%). Nos anexos oculares a paresia do orbicular e hiposecreção lacrimal foram encontrados em 48,1% e 15,5%, respectivamente. No globo ocular a sensibilidade corneana esteve alterada em 84,6% dos olhos e alterações vasculares retinianas presentes em 32,7%. CONCLUSÃO: 92,3% dos pacientes analisados apresentavam alterações oculares, sendo paresia do orbicular e alteração da sensibilidade corneana os principais achados. |
| CONSIDERAÇÕES SOBRE O INÍCIO
OU AUMENTO DO NÚMERO DE RESIDENTES EM OFTALMOLOGIA Newton Kara-José; Amaryllis Avakian Universidade de São Paulo Os autores avaliam a necessidade de formação de residentes, levando em conta a realidade brasileira, a responsabilidade das escolas de medicina, e os programas mínimos para formação de especialistas considerando as condições do Estado de São Paulo. Mostram o aumento do número de Residentes de Oftalmologia de 5 para 10 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e as alterações realizadas para manter a qualidade do ensino. Finalizam enfatizando a necessidade dos professores de Oftalmologia objetivarem um ensino excelente em todos os seus aspectos e a formação de recursos humanos em Oftalmologia dentro do máximo da capacidade passível de ser desenvolvida. |
| AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA
LEI DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS NO BANCO DE OLHOS DO
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - SÃO PAULO Karla Campana Moreira; Adália Dias Dourado Oliveira; Isaac Neustein; Seiji Hayashi Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Analisaram-se retrospectivamente 95 pacientes inscritos no Banco de Olhos do Hospital do Servidor Público Estadual - SP, no período de janeiro de 1996 à dezembro de 1998, que realizaram transplante de córnea, com o objetivo de avaliar o tempo de espera destes pacientes conforme o ano de inscrição e a patologia indicada. O tempo de espera para transplante de córnea, desde a data de inscrição no Banco de Olhos, até a efetivação da cirurgia, foi de 4,5 meses em média em 1996 e de 10,8 meses em média em 1997 (coincidindo com a época da nova lei para transplante de órgãos) e 2 meses em média em 1998. Este estudo pode sugerir que leis que impliquem em modificações na tradição, devam ser discutidas profundamente, assim como a necessidade de programas de esclarecimento à população, em relação a importância da doação de córnea. |
| SARCOIDOSE PALPEBRAL João Pessoa de Souza Filho; Maria Cristina Martins; Júlio César Yoshimura; Moacyr Pezati Rigueiro; Ana Estela Besteti B. P. SantAnna Faculdade de Medicina de Jundiaí - SP OBJETIVO: Descrever um caso de sarcoidose palpebral sem manifestações sistêmicas. MÉTODOS: Uma paciente de 73 anos, parda, apresentou quadro de edema palpebral no olho direito há cerca de 1 ano, foram pesquisados evidências clínicas e laboratoriais de tuberculose, sífilis, sarcoidose e micoses. RESULTADOS: Para elucidarmos o diagnóstico, uma vez que os exames laboratoriais e radiológicos foram inconclusivos, optamos por biópsia incisional da lesão, que revelou no histopatológico processo granulomatoso do tipo tuberculóide, não caseoso, sugestivo de sarcoidose. CONCLUSÃO: O exame histopatológico foi fundamental para a elucidação diagnóstica. |
| CARCINOMA DE GLÂNDULA
SEBÁCEA EM PÁLPEBRA Jerrar Janedson Xavier Silva; Maria Cristina Martins; Marcia S. Lowen; Ana Estela B. P. SantAnna; Marta Beatriz C. de Filippi Sartori Faculdade de Medicina de Jundiaí - SP O carcinoma de glândula sebácea na pálpebra é um tumor maligno raro que se origina geralmente das glândulas de meibomio e afeta preferencialmente a pálpebra superior de homens idosos. É de diagnóstico clínico difícil, onde o estudo anatomopatológico da peça cirúrgica é decisiva para uma afirmação definitiva. Relatamos a história de um paciente de 72 anos portador de carcinoma de glândula sebácea de pálpebra. Os aspectos clínicos e histopatológicos desta neoplasia são discutidos. |
| REDUÇÃO DA
SENSIBILIDADE CORNEANA HUMANA COM O USO DE CETOROLAC DE
TROMETAMINA Maria Cristina Peres Bernardini - Belquiz R. Amaral Nassaralla Instituto de Olhos de Goiânia - GO Este estudo testou o efeito do cetorolac de trometamina 0,5% na sensibilidade corneana em 10 olhos saudáveis de 10 voluntários adultos. A sensibilidade foi medida com o estesiômetro de Cochet-Bonnet antes (nível basal) e depois da aplicação de uma gota do cetorolac de trometamina 0,5% no olho direito. As aplicações foram repetidas a cada 5 minutos por 20 minutos e então, após 20 minutos a cada 15 minutos até que as medidas da sensibilidade corneana retornassem aos níveis basais. O cetorolac de trometamina reduziu a sensibilidade corneana significativamente (p = 0,01) em todos os 10 voluntários quando as médias de decréscimo da sensibilidade corneana foram comparadas entre si nos diversos tempos para o mesmo paciente. O efeito do cetorolac de trometamina aumentou com a administração das gotas adicionais e retornou aos níveis basais dentro de 1 hora em nove dos dez voluntários, após a interrupção da instilação da droga. O cetorolac de trometamina promoveu uma redução notável da sensibilidade corneana humana. |
| ALTERAÇÕES OCULARES EM
PACIENTES COM AIDS TRATADOS COM INIBIDOR DE PROTEASE Paulo de Tarso Dualiby; Jamal M. A. H. Suleiman; Grace Sanches M. A. H. Suleiman Instituto de Infectologia Emílio Ribas - São Paulo - SP Foram estudados, prospectivamente, a partir de abril de 1995, 300 pacientes (599 olhos), soropositivos para o HIV-1, sem infecção oportunista e com CD4 entre 50 e 250 células/mm3, que fizeram parte de um estudo duplo cego, randomizado, para comparar a eficácia clínica, segurança e toxicidade do INDINAVIR administrado isoladamente ou concomitantemente com a ZIDOVUDINA e com a ZIDOVUDINA isoladamente. Em julho de 1996 os pacientes que recebiam ZIDOVUDINA isoladamente passaram a receber LAMIVUDINA associada. Em fevereiro de 1997 o estudo passa a ser aberto e todos os pacientes passam a receber a associação das 3 drogas. São referidos os achados oculares observados no início do estudo e as alterações observadas prospectivamente em um período de 4 anos. O parâmetro de eficácia determinado era o aparecimento de infecções oportunistas. Ocorreu retinite por CMV em 3 pacientes = 4 olhos (1,33%), sendo todos do braço inicial do estudo que receberam zidovudina isoladamente. |
| DOAÇÃO E TRANSPLANTE
DE CÓRNEA: A VISÃO DO PACIENTE Marcus Vinícios de Nigro Corpa; Núbia Vanessa dos Anjos Lima; Silvana Artioli Schellini Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP Com o objetivo de avaliar o grau de conhecimento e postura e expectativas dos pacientes atendidos no Hospital das Clínicas de Botucatu (FMB-Unesp) analisamos as respostas dos pacientes a uma entrevista composta por 16 questões e de dados socioeconômicos. Avaliamos 122 pacientes internados, de fevereiro a abril de 1999, sendo que 7 pacientes foram excluídos do estudo. Entre os 115 restantes, verificou-se que 75,65% doariam seus órgãos se lhes fosse pedido. Verificou-se também que apenas 68,70% dos pacientes já tinham ouvido falar sobre transplante de córnea. Pudemos também observar que a doação sem consentimento tem a aprovação de boa parte dos pacientes (57,39%). O grau de conhecimento dos pacientes sobre o transplante de córnea é variável, em geral baixo. |
| ACHADOS OCULARES NA
SÍNDROME DE WINCHESTER: RELATO DE CASO Flávia Pereira Carvalho; Cristina Schramm Mielke; Rivadávia Corrêa Meyer; Márcia Ruaro Demeneghi Instituto de Oftalmologia Ivo Corrêa Meyer - Porto Alegre - RS Os autores relatam um caso de síndrome de Winchester, diagnosticado em um paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, branco. Esta afecção é extremamente incomum, e, segundo revisão na literatura, existem apenas 17 casos relatados. O paciente foi enviado a este serviço já com diagnóstico sindrômico estabelecido, para avaliação oftalmológica. |
| RINOSPORIDIOSE OCULAR: RELATO
DE UM CASO Maurício Lima Palácio; Guilherme Lima Palácio; Carlos Tadeu dAguiar Silva Palácio Hospital Universitário Presidente Dutra - São Luís - MA Os autores relatam o caso de uma paciente de seis anos de idade que apresentava tumoração avermelhada na conjuntiva tarsal superior do olho direito, com diversos pontos branco-amarelados em sua superfície. A lesão era pediculada e sangrava com facilidade. Após excisão cirúrgica e estudo histopatológico, foi confirmado o diagnóstico de rinosporidiose ocular. Discutem também a incidência e o diagnóstico da doença em sua região. |
| CATARATA CONGÊNITA
AUTOSSÔMICA DOMINANTE Fabiano Brandão Malquíades de Araújo; Hilton Arcoverde Gonçalves de Medeiros; Carlos Eduardo Speck-Martins; José Alberto Paiva de Aguiar Júnior; Juscelino Kubitschek de Oliveira Clínica de Olhos Dr. João Eugênio - Brasília - DF Apresentamos 4 membros da mesma família, examinados na Clínica de Olhos Dr. João Eugênio (Brasília - DF), portadores de catarata congênita autossômica dominante, a qual está relacionada com mutações gênicas específicas e mal formações oculares. Foi observado que uma intervenção precoce na forma isolada da doença proporciona um melhor prognóstico da função visual. |
| PERFIL DOS RESIDENTES DE OFTALMOLOGIA
DO ESTADO DE PERNAMBUCO EM 1998 Ana Catarina Delgado; Juan Carlos Corbera; Liana O. Ventura Fundação Altino Ventura Recife-PE OBJETIVO: Avaliar as características gerais dos médicos residentes concursados em oftalmologia do estado de Pernambuco. MÉTODO: Estudo transversal descritivo realizado através de análise estatística (EPI-INFO) dos formulários distribuídos, em anonimato, para os 45 residentes concursados (93,3%) do estado. RESULTADOS: Dos 42 que responderam ao questionário, 54,8% eram mulheres, 66,7% eram da capital de seus estados e a idade média foi 26,9 anos. 47,5% possuíam carro, celular, computador e cartão de crédito, 92,8% fizeram curso básico de inglês e 64,3% nunca fizeram estágio em oftalmologia antes da residência. Córnea foi a subespecialidade mais desejada (26,2%). Apresentam problema refrativo 61,9% dos residentes e destes, 11,9% não usam corretivo visual e apenas 10,5% se submeteriam a cirurgia refrativa. CONCLUSÃO: Este estudo concordou com estudos americanos quanto a qualidade de vida e influência dos pais como fatores significativos na escolha da profissão, o alto grau de satisfação com a oftalmologia e importância dada à realização de "fellowship". Por outro lado, divergiu quanto a subespecialidade desejada e a presença de experiência prévia na área antes da residência. Em relação ao curioso resultado demonstrado onde apenas três (14,3%) dos 21 residentes que usam corretivo fariam a cirurgia refrativa, os autores sugerem a realização de novos estudos a fim de definir melhor os motivos para um número tão baixo. |
| RETINOPATIA DIABÉTICA DE BASE INICIAL
- LOCAL DE INSTALAÇÃO DOS PRIMEIROS SINAIS INCIPIENTES
(microhemorragias e microaneurismas) Flávio Martini Filho; Lauro Augusto C. Rebello; Eduardo F. Damasceno; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Um estudo de 30 pacientes possibilitou identificar os sítios de instalação primárias da Retinopatia Diabética correlacionando-se os locais de maior freqüência de aparecimento dos sinais incipientes (microaneurismas e microhemorragias). Conclui-se que os sítios de maior freqüência foram as regiões temporal superior (37%) e temporal inferior (24%). |
| REMISSÃO DE UM QUADRO de
NEURORRETINITE COM PULSOTERAPIA EM PACIENTE PEDIÁTRICO.
ANÁLISE DE UM CASO INCOMUM DE RÁPIDA EVOLUÇÃO BENIGNA Lauro Augusto C. Rebello; Flávio Martini Filho; Eduardo F. Damasceno; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Os autores relatam um caso de neurorretinite de etiologia desconhecida, inicialmente de difícil tratamento obtendo resposta terapêutica com pulsoterapia. Ao final os autores discorrem sobre o sucesso do tratamento no qual se obteve acuidade visual de 20/20 e normalização do P.E.V. |
| PLACAS HIALINAS DA ESCLERA - CORRELAÇÃO
COM ETIOLOGIAS OCULARES SENIS Lauro Augusto C. Rebelo; Flávio Martini Filho; Eduardo F. Damasceno; Armando Magalhães Neto; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Foram examinados 20 pacientes com placas hialinas de esclera e relacionados com entidades de senilidade. Chegou-se a conclusão que as placas hialinas da esclera são mais pertinentes nas patologias: arteriosclerose, retinopatia hipertensiva e drusas. |
| CATARATA NUCLEAR PÓS HERPES
ZOSTER OFTÁLMICO - ANÁLISE DE CASO "SUI
GENERIS" Anne Liese Ishikawa; Sheila Collodetti; Adriana Franco; Eduardo F. Damasceno; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Os autores apresentam um caso atípico de herpes zoster oftálmico com formação de catarata nuclear no decorrer de sua evolução. Ao final do trabalho comenta-se sua provável etiologia e formação do processo patológico. |
| CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA EPIDEMIA DE
CONJUNTIVITE VIRAL NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO -
CORRELAÇÃO COM DADOS DA CONJUNTIVITE EPIDÊMICA DE
MARÇO DE 1996 Sheila Collodetti; Anne Liese Ishikawa; Leonardo Collodetti; Eduardo F. Damasceno; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro A proposta desta pesquisa é de comparar-se a evolução de um surto de ceratoconjuntivite epidêmica ocorrida em abril de 1999, com a evolução de um surto similar de março de 1996. Os autores descrevem e comparam as principais características destas duas evoluções relacionadas à ceratoconjuntivite em relação à virulência, recidiva e complicação mais comum relacionada à ceratite numular com infiltrados subepiteliais. |
| ALTERAÇÕES CAMPIMÉTRICAS
COM MANOBRAS DE VALSALVA EM DORSOFLEXÃO EM PACIENTES
SUBMETIDOS À RETINOPEXIA COM INTROFLEXÃO ESCLERAL Flávio Martini Filho; Lauro Augusto C. Rebelo; Eduardo F. Damasceno; Armando Magalhães Neto; Adalmir Morterá Dantas Universidade Federal do Rio de Janeiro Este trabalho demonstrou a presença de escotomas, em pacientes que foram submetidos a cirurgia de descolamento de retina tradicional com cerclagem, com duração média de 6,5 segundos e por um período de 46,9 dias no pós operatório. Estes escotomas acredita-se que seja originado de processo isquêmico compressivo ocular através da introflexão sendo passageiro e muitas vezes não notado pelo paciente no pós operatório. Para sua simulação, os autores recorrem à manobra de valvalsa em dorsoflexão como artifício para pesquisar tal fato. Ao final chegam à interessantes conclusões. |
| UTILIZAÇÃO DA BIOMICROSCOPIA ULTRA-SÔNICA
NO EXAME DAS VIAS LACRIMAIS EXCRETORAS ALTAS Norma Allemann; João Amaro Ferrari e Silva Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM) OBJETIVO: A obstrução das vias lacrimais excretoras (VLE) altas não pode ser avaliada pelos exames complementares atualmente disponíveis. A biomicroscopia ultra-sônica (UBM) pode trazer informações de localização de obstruções e/ou de malformações que podem orientar o cirurgião na conduta. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo (Agosto/96 a Maio/99) de sistemas lacrimais com suspeita de obstrução de VLE alta. Utilizou-se o exame de UBM (transdutor de 50 MHz, técnica de imersão modificada, apoiada sobre as pálpebras no canto medial). Raramente foi necessária a cateterização para a injeção de visco-elástico no canalículo. RESULTADOS: Foram estudados as porções proximais de 26 sistemas lacrimais com suspeita de obstrução alta de 22 pacientes (idade média 47,6 anos; 12 do sexo masculino). A maior indicação do exame foram as obstruções altas da VLE (23 casos, 88,5%), 2 casos de pós-operatórios (7,7%) e 1 caso para exame de uma tumoração cantal medial (3,8%) que se revelou com um cisto bilobulado na parede do canalículo obstruindo o ponto lacrimal inferior. Identificou-se à UBM 4 casos (15,4%) de obstrução proximal do canalículo com permeabilidade de sua porção distal; obstrução com ocupação do lúmeno do canalículo com substância endurecida em 6 casos (23,1%, suspeita de canaliculite); e permeabilidade completa em 16 casos (61,5%). Foi possível identificar a atopia do canalículo por traumatismo ou cirurgia pregressa. CONCLUSÃO: a biomicroscopia ultra-sônica (UBM) pode ser utilizada como arma terapêutica em casos de obstrução de VLE alta, região de difícil acesso a outros tipos de exames subsidiários e que necessita ser melhor estudada antecipando o ato cirúrgico. |
| EVOLUÇÃO CLÍNICA DA DOENÇA DE
COATS Silvana Aranha Trigueiro; Homero Costa; Carla Christina Pereira; Solange Sales; Liana O. Ventura Fundação Altino Ventura - Recife - PE OBJETIVO: A doença de Coats, enfermidade relativamente rara, é uma das mais graves malformações vasculares retinianas, caracterizada por dilatações aneurismáticas, telangiectasias e exsudação subretiniana maciça. O objetivo deste estudo é a apresentação de um caso típico de doença de Coats, seu tratamento e revisão bibliográfica desta patologia. MÉTODO E RELATO DE CASO: Os autores relatam dois pacientes portadores de doenças de Coats, apresentando história de desvio ocular e reflexo pupilar amarelado. Confirmado o diagnóstico pela angiofluoresceinografia, a terapêutica de escolha, para um dos casos, foi a fotocoagulação por laser de Argônio, havendo melhora discreta da função visual do paciente. O outro paciente apresentava acuidade visual nula e evolução para phthisis bulbi. CONCLUSÃO: A análise destes casos evidencia a importância de uma avaliação diagnóstica e terapêutica precoces, visto que com o tratamento instituído, conseguimos coibir a evolução desta patologia e obtivemos resultados significativos na acuidade visual e nos achados fundoscópicos. |
| CORIORRETINOPATIA SEROSA CENTRAL
ATÍPICA Lauro José Barata de Lima; Fausto Uno; Tércio Guia; Michel Eid Farah Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM) Os autores descrevem uma apresentação atípica de coriorretinopatia serosa central, caracterizada pela ausência de pontos típicos de vazamento na angiofluoresceinografia. São feitas considerações no tocante a vários aspectos desta doença dando ênfase a apresentação atípica deste caso. |
| IMPLANTE PRIMÁRIO EM
EVISCERAÇÃO POR ENDOFTALMITE Danielle Limeira Lima Costa; Heloisa Helena Abil Russ; Kátia Cristina Nascimento dos Santos; Hélio Fernando Abreu; Roberto Caldato Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - SP INTRODUÇÃO: A evisceração consiste na remoção completa do globo ocular, com preservação de todas as estruturas orbitárias, de fácil execução, sendo a endoftalmite refratária ao tratamento clínico sua principal indicação. Devido a controvérsias quanto a utilização de implante primário nesses casos, o presente estudo objetiva avaliar os resultados cirúrgicos da evisceração com implante primário por endoftalmite. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo dos pacientes submetidos a evisceração por endoftalmite de abril/94 a abril/99 no Hospital das Clínicas da UNICAMP. Da amostra selecionada foram avaliados os seguintes aspectos: idade, sexo, procedência, utilização de implante primário, tipo do implante e sua evolução. Os dados obtidos foram avaliados através do método estatístico paramétrico, incluindo valores mínimo, máximo, média, mediana e percentuais. RESULTADOS: Dos 209 pacientes analisados, 75 apresentaram endoftalmite como indicação da evisceração. A média de idade foi 57,8 anos, sendo 56% do sexo masculino. O implante primário foi utilizado em 93,3% dos pacientes, com predomínio da esfera de Mules de acrílico em 97,1%. A evolução foi favorável em 77,3% dos pacientes, observando-se 8 (10,7%) casos de extrusão, 5 (6,7%) de simbléfaro e 4 (5,3%) de deiscência da sutura conjuntival. Não houve persistência do processo infeccioso no pós-operatório. Dos casos de extrusão, 75% eram do sexo masculino, a idade média de 58 anos e o implante usado a esfera de Mules em todos. O tempo médio de rejeição foi de 92 dias e um novo implante foi colocado em 5 (62,5%) pacientes. Desses 40% cursaram com outra extrusão. DISCUSSÃO: O implante primário foi realizado na quase totalidade dos casos, cursando com boa evolução na sua maioria. A taxa de extrusão foi de 10,7%, dado inferior aos descritos nos casos de endoftalmite. Nos casos de reimplante a extrusão foi de 40%. Conclui-se que o implante primário é seguro na evisceração por endoftalmite, não contribuindo para a persistência do processo infeccioso, nem aumentando a morbidade do procedimento, e que um reimplante é factível em casos que cursaram com extrusão. |
| LIPÓIDO PROTEINOSE
(SÍNDROME DE URBACH WIETHE) Denise Emico Hirashima; Luís Antônio Vieira, Maria Cristina Martins, Mariza Toledo de Abreu; Paulo Gois Manso Universidade de Mogi das Cruzes - SP Síndrome de Urbach Wiethe é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada pela presença de depósitos hialinos na pele e membranas mucosas. As alterações oculares compreendem a presença de depósitos hialinos nas pálpebras, conjuntiva, córnea, membrana de Bruch e trabeculado. Em 50% dos casos existe a presença de blefarite moniliforme. Existe controvérsia na literatura quanto a etiologia, fisiopatologia e tratamento da doença. O presente trabalho relata um caso de um paciente que procurou a Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes com a síndrome de Urbach Wiethe. |
| INCIDÊNCIA DE GLAUCOMA E
DISTRIBUIÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR EM PACIENTES
ATENDIDOS EM CLÍNICA OFTALMOLÓGICA PARA CONSULTA DE
ROTINA Marcos Augusto Rocha Cascardo; Leonardo Thomaz de Aquino Filho; João Ângelo Paccola; Anderson Hiroshi Kusumoto; Paulo I. Tomimatsu Santa Casa de Londrina - PR Foram analisados 331 pacientes submetidos a consulta oftalmológica de rotina em consultório, sendo estudada a incidência de glaucoma e distribuição da pressão intra-ocular nesta população. Dos 331 pacientes estudados, 11 (3,32%) apresentaram pressão intra-ocular ³ 20 mmHg, sendo submetidos a campimetria computadorizada. Foi diagnosticado glaucoma em 06 pacientes (1,81%). |
| RESULTADOS DE CIRURGIAS DE
CATARATA REALIZADAS PELOS RESIDENTES NO HOSPITAL DA
IRMANDADE DA SANTA CASA DE LONDRINA Anderson Hiroshi Kusumoto; Marcos Augusto Rocha Cascardo; Wladimir Eduardo Kawagoe; Paulo I. Tomimatsu; João Ângelo Paccola Santa Casa de Londrina - PR Foram analisados os resultados das cirurgias de catarata extracapsulares com implante de lente intraocular realizadas pelos residentes, no período de 1º de janeiro de 1998 a 31 de dezembro de 1998, num Hospital Público, e comparados com os resultados relatados na literatura. A acuidade visual final de 20/40 (com correção) ou melhor foi obtida em 36 (82%) dos 44 olhos operados. Ao se excluir os pacientes com doença ocular limitando o potencial visual, foi obtida acuidade visual de 20/40 ou melhor em 94,7% das cirurgias. Foi observado perda vítrea em 4 (9%) dos 44 pacientes operados. A média de melhora da visão foi um ganho de 6 linhas na Tabela de Snellen. Concluímos que os pacientes submetidos a cirurgia de catarata realizadas por residentes num Hospital Público teve resultado visual semelhante àqueles vistos nos demais hospitais. |
| FREQÜÊNCIA DE PROBLEMAS
OCULARES NO PRONTO SOCORRO DA SANTA CASA DE LONDRINA Anderson Hiroshi Kusumoto; Marcos Augusto Rocha Cascardo; Vagner Atsushi Morimitsu; Paulo I. Tomimatsu; Cláudia Harumi Iria Santa Casa de Londrina - PR Foram estudados 959 pacientes atendidos no Pronto Socorro da Irmandade da Santa Casa de Londrina. A maioria destes atendimentos foram considerados como urgência, sendo os homens na faixa etária produtiva os mais acometidos. As causas de origem traumáticas foram predominantes com 79,5% dos atendimentos, muitas vezes relacionadas a acidente de trabalho. |
| HIPERMETROPIZAÇÃO PROGRESSIVA
PÓS-RK Anderson Hiroshi Kusumoto; Marcos Augusto Rocha Cascardo; Vagner Atsushi Morimitsu; Paulo I. Tomimatsu; Leonardo Thomaz de Aquino Filho Santa Casa de Londrina - PR Hipermetropia secundária a ceratotomia radial pode resultar de uma hipercorreção inicial ou de um efeito contínuo da cirurgia. Dos 893 olhos operados, no período de maio/1987 a abril/1994, avaliamos 415 olhos (46,5%) durante 5 anos após a cirurgia, e analisamos os 58 casos (14%) de hipercorreção. Observamos que entre os homens houve uma maior porcentagem de hipercorreção (18%) do que nas mulheres (10,2%). No 5º ano, os 58 casos de hipermetropia apresentaram um equivalente esférico de em média +1,12 D (+0,25 D a +4,00 D). Os pacientes apresentaram grau variável de astigmatismo. Quatro casos (6,9%) perderam 2 ou 3 linhas na acuidade visual melhor corrigida. Entre os 58 casos, a mudança da refração do 1º para o 5º ano foi menor que 1,00 D para 37 olhos (63,8%) e 1,00 D ou mais de efeito contínuo da cirurgia em 21 olhos (36,2%), demonstrando que na hipercorreção pós-RK, houve uma maior instabilidade na refração, do que a relatada na literatura (20%). |
| CAMPANHA VEJA BEM
BRASIL: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS APÓS 1 (UM) ANO Jane Mary Alves da Silva; Ceres Pereira; Maria de Fátima Gayoso; Patrícia Espósito; Francisco Cordeiro Universidade Federal de Pernambuco Aproximadamente 20% das crianças em idade escolar apresentam alguma perturbação oftalmológica. Os especialistas são concordes quanto à importância da descoberta precoce de perturbações visuais, como forma decisiva para correção e minimização de graves conseqüências futuras. Alguns referem-se à importância da visão no processo de aprendizagem, estimando em 80 a 85% tal dependência. As pesquisas indicam que menos de 10% de crianças que iniciam a sua vida escolar, receberam um exame ocular profissional. Em função da problemática dos erros refracionais nos escolares foram visitadas trinta e quatro escolas do IV Distrito Sanitário da Cidade do Recife tendo sido examinados 2.720 alunos da 1ª série do 1º grau, dentre os quais 306 apresentaram algum vício refracional e 149 crianças receberam óculos gratuitamente. O presente
trabalho tem como objetivo avaliar: |
| PROJETO DE PREVALÊNCIA
E TRATAMENTO DO TRACOMA NA POPULAÇÃO INDÍGENA DE
PERNAMBUCO Rilcon Luiz Barboza Coêlho; Ana Paula da Costa Henriques; Francisco Cordeiro; Virgínia Torres; Zilka Brasil Universidade Federal de Pernambuco INTRODUÇÃO: O Tracoma é transmitido olho a olho e através de fômites e sua morbidade está diretamente relacionada às reinfecções freqüentes facilitadas por convivência em aglomerados e intrinsecamente ligadas às baixas condições sócio-econômicas e culturais o que traduz falta de higiene pessoal, saneamento básico, e acúmulo de lixo e insetos, etc., problemas típicos de países em desenvolvimento, fazendo do tracoma a maior causa de cegueira prevenível nesses países. Atualmente, a endemia por tracoma perdeu sua relevância como problema de saúde pública no Sul do país, no entanto a região Nordeste sempre teve maior importância epidemiológica, pelas localidades com altas taxas de incidência ("bolsões de tracoma"), além de difundir tracoma para áreas diversas do país através da migração de trabalhadores nordestinos. Em Pernambuco a Fundação Nacional de Saúde (FNS) realizou em 1997 inquérito epidemiológico estudando a prevalência do tracoma em várias localidades de municípios tais como Buíque, Exú, Petrolândia, Tacaratu, Bodocó entre outros, demonstrando alta prevalência na maioria destas localidades, muitas delas chegando a 100%. As comunidades indígenas, em diversos municípios pernambucanos, foram estudadas pelo inquérito demonstrando também alta prevalência. Esse inquérito, baseado na classificação do tracoma segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foi realizado através de exame da conjuntiva tarsal superior da população alvo com lupa binocular de Berger com magnificação de 3x e por pessoal não médico. Existem, assim, dúvidas quanto a veracidade dos dados obtidos. Diante destes fatos, um trabalho que possibilite a obtenção de dados mais fidedignos, como os exames biomicroscópicos, realizado pelo oftalmologista, e os exames laboratoriais de imunofluorescência (IMF) direta e coloração com Giemsa, poderia ser feito junto as comunidades acometidas. OBJETIVO: Estudar a prevalência do tracoma na população indígena do Estado de Pernambuco. Estudar laboratorialmente a infecção clamidiana, nos casos clinicamente suspeitos, por meio de IMF direta e coloração com Giemsa. Tratar todos os casos de tracoma na população estudada. Prestar atenção oftalmológica as comunidades atingidas. OBSERVAÇÃO E MÉTODOS: Avaliação clínica - O trabalho realizado nas comunidades indígenas dos municípios de Buíque, Tupanatinga, Petrolândia e Tacaratu localizados aproximadamente 400 km da cidade do Recife. Todos os pacientes arrolados no inquérito epidemiológico da FNS como portadores de tracoma e pertencentes a comunidade indígena de PE. Serão examinados oftalmologicamente pela lâmpada de fenda, os resultados serão anotados em tabelas previamente criadas para tal finalidade e os pacientes positivos serão distribuídos de acordo com a classificação da OMS. Avaliação laboratorial: Os pacientes portadores de tracoma clínico, terão colhidos espécimes dos raspados das conjuntivas tarsais superiores do olho mais acometido. Destinadas devidamente acondicionadas para IMF direta e coloração com Giemsa, no Hospital Português em Recife. RESULTADOS ESPERADOS: Possibilitará conhecer a real prevalência do tracoma e sua distribuição por faixa etária. Espera-se uma alta prevalência do tracoma devido ao baixo nível sócio-cultural, aglomerados e pobre higiene. No entanto, as taxas poderão ser menores do que as obtidas pela F.N.S., devido a metodologia aplicada por esse estudo, utilizando meios mais acurados. GENERALIZAÇÃO DO ESTUDO: Futuramente, baseados nesse trabalho inicial, poderemos realizar um estudo abrangente sobre infecções clamydiana englobando todo o espectro de doenças causadas por essa bactéria. O projeto de Prevalência do tracoma na população indígena de Pernambuco poderá ampliar o espectro assistencial do projeto geral de reabilitação visual: atenções primária, secundária e terciária poderão ser estendidas a todas as comunidades indígenas do Estado. |
| PROJETO DE PREVENÇÃO
DA CEGUEIRA E RECUPERAÇÃO VISUAL DOS PARTICIPANTES DA
ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA Adriana Falcão do Rego Barros Pereira; Francisco Cordeiro; João Francisco de Souza Universidade Federal de Pernambuco De fato a atenção aos problemas visuais deve ser parte integrante do contexto da saúde pública pelas conseqüências adversas que acarretam ao indivíduo e à sociedade como um todo. Sabe-se que 85% do contato do homem com o mundo, dá-se através da visão e os problemas da visão acarretam ônus ao aprendizado e à socialização. A quase totalidade das crianças brasileiras em idade escolar nunca passou por exame oftalmológico. Estima-se que 10% dessas crianças necessitam de óculos e 10% apresentam outro problema oftalmológico. No esforço de interiorização a UFPE decidiu, através de Projeto de Educação de Adultos (Pró-eja) e do PIAM (Programa Integrado de Assessoria Municipal), participar do esforço nacional pela superação dos degradantes índices de analfabetismo e pouca escolarização da população brasileira, especialmente da área rural do Nordeste. (Programa de Alfabetização Solidária). Diante deste quadro e desejando atender de forma integral os alfabetizandos e alfabetizadores, a UFPE pretende com o Projeto de Prevenção da Cegueira e Recuperação Visual; atender todos os alfabetizadores e alfabetizandos do Programa de Alfabetização Solidária (PAS) e do Programa Nacional de Educação e Reforma Agrária (PRONERA) em relação à higiene ocular, identificando os problemas visuais, e desta forma realizando prevenção e tratamento das causas de cegueira e da baixa capacidade visual. |
| SÍNDROME DE MORNING
GLORY: RELATO DE UM CASO Gladimir Dalmoro; Nicolau José Slavo; Alan Diego Negretto; Juliana Yoshimoto; Josenyr B. Cruz Hospital CEMA - São Paulo - SP Apresentamos um caso de Síndrome de Morning Glory, uma incomum anomalia congênita do disco óptico de etiologia ainda incerta. Enfatizamos sua epidemiologia, características oftalmoscópicas, tipos de associações sistêmicas, assim como suas principais complicações. |
| PERCEPÇÃO E CONDUTA DE
PAIS E ESCOLARES REFERENTES A DISTÚRBIOS VISUAIS Andrea Cotait Kara-José; Gustavo Henrique Nouer; Laura M. C. Duprat Cardoso; Leandro Cabral Zacharias; Maria Helena Garrone Universidade de São Paulo PROPÓSITO: Identificar a percepção de pais e/ou crianças de primeira série do ciclo básico de escolas públicas em relação a distúrbios visuais e à busca de atendimento oftalmológico, além de analisar as razões da ausência desse atendimento. MÉTODO: Foram aplicados aleatóriamente 451 questionários em uma amostra de 2.092 crianças, que chegaram ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), matriculadas nas escolas públicas estaduais e municipais da Zona Oeste do município de São Paulo. Esses escolares tinham sido inicialmente triados por seus professores, passando, então, a serem retriados por profissionais e estudantes da área de saúde. RESULTADOS: Cerca de 50% das crianças triadas como positivas nas escolas e encaminhadas para exame oftalmológico gratuito não compareceram ao HC-FMUSP. Nas condições dessa pesquisa, 90,2% dos casos com problemas visuais foram detectados no âmbito familiar. Destas, apenas 33,1% tomaram iniciativa ou tiveram condições de procurar serviço especializado. Aqueles que não procuraram anteriormente atendimento oftalmológico alegaram como razões: 78,6% desconheciam que necessitavam de atendimento, 8,5% não tinham tempo disponível, 8,5% referiram dificuldades financeiras e 4,4% não sabiam onde receber atendimento oftalmológico. CONCLUSÃO: Para o atendimento das necessidades oculares de crianças de escolas públicas, é prioritário a educação dos pais quanto à importância da visão para o desenvolvimento educacional da criança e quanto à valorização da sintomatologia de problemas visuais. Além disso, é importante que se estabeleça um sistema de fácil acesso ao exame oftalmológico e de seguimento do tratamento proposto. |
| ANÁLISE DA ESPESSURA DA
CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS NO ACOMPANHAMENTO DO GLAUCOMA Décio Meneguin; Nicolau José Slavo; Gladimir Dalmoro Hospital CEMA - São Paulo - SP Atualmente contamos com uma variedade de recursos para a detecção e acompanhamento do glaucoma; descrevemos aqui um caso no qual não havia no seguimento da doença muitas alterações no exame de campo visual computadorizado e uma sensível piora quando da realização do GDX (Analisador da Camada de Fibras Nervosas). |
| SÍNDROME CRISTALINIANA
DE SCHNYDER - RELATO DE CASO Eric Pinheiro de Andrade; José Álvaro Pereira Gomes; Thais Balderrama Piedade; Erik Alessandro Pedro; Suel Abujamra Universidade de Santo Amaro - São Paulo - SP Neste trabalho, os autores relatam um caso de Síndrome Cristaliniana de Schnyder. Foram realizados os exames oftalmológicos de rotina, além de biomicroscopia ultra-sônica, microscopia especular, topografia corneana, perfil lipídico sangüíneo e avaliação ortopédica para complementar o diagnóstico. |
| TOXOPLASMOSE OCULAR EM CÃES
JOVENS EXPERIMENTALMENTE INOCULADOS COM TOXOPLASMA
GONDII Cláudia Bonini de Abreu; Italmar Teodorico Navarro; Mirian Siliane Batista de Souza; Antônio Marcelo Barbante Casella; Roberto Augusto Fernandes Machado Universidade Estadual de Londrina - PR A toxoplasmose é uma doença zoonótica de distribuição mundial que pode infectar uma grande variedade de espécies animais e o homem. No presente trabalho foram avaliados nove cães jovens inoculados experimentalmente com três cepas diferentes de T. gondii onde observaram-se alterações oftálmicas em sete deles através de microscopia direta e indireta confirmadas através de retinografia e histopatologia. Através dos resultados obtidos, observou-se que as alterações oftálmicas na toxoplasmose adquirida nos cães apareceram já ao término da terceira semana pós-inoculação, mostrando a precocidade das alterações. No exame direto do olho sete cães apresentaram áreas de hiperrefletividade. Alterações como papiledema, exsudato perivascular e diminuição da pigmentação do tapetum foram observadas em três cães submetidos a retinografia. O exame histopatológico revelou a presença de discreto infiltrado mononuclear na córnea nas regiões sub-epitelial, do estroma conjuntivo e ao nível do ângulo da íris, congestão vascular da coróide e edema sub-retiniano em oito cães. Nossos resultados permitem concluir que a toxoplasmose ocular adquirida nos cães é tão significativa quanto na espécie humana, e assim sendo, estudos devem ser mais aprofundados. |
| CORPO ESTRANHO
ORGÂNICO INTRA-ORBITÁRIO: AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA E
CONDUTA Fábio H. C. Casanova; Paulo A. A. Mello Filho; Deise M. Nakanami; Paulo Goes Manso Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM) INTRODUÇÃO: A apresentação clínica do corpo estranho orbitário é variável. A conduta e o prognóstico vão depender da composição do corpo estranho, localização e presença ou não de infecção. Objetos metálicos e de vidro são os mais freqüentes e bem tolerados, enquanto os orgânicos causam maior reação inflamatória, podendo levar a sérias complicações. É freqüentemente difícil identificar e localizar os corpos estranhos intra-orbitários apesar dos modernos métodos de exames de imagem. MÉTODOS: Foram avaliados 3 pacientes com corpo estranho orbitário de natureza orgânica após trauma penetrante. RESULTADOS: Todos os pacientes foram submetidos a remoção do corpo estranho, apresentando melhora do quadro clínico. A tomografia computadorizada foi essencial na avaliação, identificação e localização do corpo estranho. CONCLUSÃO: A identificação pré-operatória, com auxílio da TC, do corpo estranho na órbita foi útil para a condução do caso. A remoção do corpo estranho de natureza orgânica deve ser feita com o objetivo de minimizar possíveis complicações. |
| AVALIAÇÃO E CONDUTA EM
ESCOLARES DEFICIENTES VISUAIS ATENDIDOS EM SALA DE
RECURSO Keila Miriam Monteiro de Carvalho; Cássia Cristiane de Freitas; Eliana Midori Kimoto; Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) OBJETIVO: O presente estudo mostra os resultados de avaliação e conduta com a população de escolares portadores de visão subnormal (VSN) atendidos em Salas de Recursos para Deficientes Visuais das cidades de Americana e Santa Bárbara DOeste - SP, desenvolvido no Serviço de Visão Subnormal da Disciplina de Oftalmologia/FCM/UNICAMP. MÉTODO: Foram atendidos 14 escolares com visão subnormal, na faixa etária de 06 a 30 anos, no ano de 1998 e submetidos a avaliação oftalmológica e intervenção pedagógica. A conduta constou de prescrição de auxílio óptico, indicação de recursos não ópticos e treinamentos além de orientações aos familiares do escolar portador de visão subnormal e aos professores do ensino regular. RESULTADOS: A patologia mais prevalente nos 14 escolares foi a catarata congênita operada com 4 casos (35,7%) e a seguir corioretinite macular bilateral e mal formações oculares com dois casos (14,3%) em cada uma. Segundo classificação da OMS, 8 (57,2%) apresentavam VSN Severa, 4 (28,6%) VSN Profunda, 1 (7,1%) VSN Moderada e 1 (7,1%) Visão Quase Normal. Dos escolares estudados, 12 (85,7%) encontravam-se em atraso em relação à escolaridade esperada. Desses escolares 12 tiveram auxílios ópticos prescritos e desses apenas 7 (58,3%) adquiriram-nos melhorando o seu desempenho escolar. CONCLUSÃO: Todos os escolares atendidos apresentaram melhora do desempenho escolar ainda que 12 (85,7%) deles apresentassem VSN Severa e Profunda. Essa melhora deveu-se à conduta adotada. O desempenho do grupo poderia ter sido ainda melhor se todos pudessem ter adquirido o auxílio óptico prescrito. Faz-se portanto necessário uma ação social para que os escolares carentes possam adquirir os auxílios e dessa forma concretizar as prescrições. Para o bom desempenho do escolar portador de VSN e sua inclusão, deve haver parceria entre escola, família e ensino especializado. É importante a divulgação dos benefícios das salas de recurso. |
| COMPLICAÇÕES COM USO DE
ESFERAS NÃO INTEGRÁVEIS E INTEGRÁVEIS NA
RECONSTRUÇÃO DA CAVIDADE ANOFTÁLMICA Silvana Artioli Schellini; Erika Hoyama; Carlos Roberto Padovani; Vera Lúcia R. Ferreira; Romualdo Roça Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi apresentar as complicações observadas com esferas de diferentes materiais na reconstrução da cavidade anoftálmica. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 117 portadores de cavidade anoftálmica, com tempo mínimo de seguimento de 6 meses, procurando correlacionar sexo, tipo de esfera utilizada, causa da perda do olho, diâmetro da prótese, tipo de cirurgia e a ocorrência das complicações deiscências e expulsão da esfera. RESULTADOS: As deiscências ocorreram principalmente com esferas de polímero vegetal. A expulsão da esfera ocorreu mais precocemente nos implantes integráveis e foi mais freqüente com as esferas não integráveis (PMMA). CONCLUSÃO: A esfera de polietileno (Polipore) foi a que apresentou menor probabilidade de complicações, sendo, portanto, por nós considerada atualmente a melhor alternativa para preenchimento da cavidade anoftálmica. |
| USO DE ESFERAS DE
POLIETILENO POROSO EM CAVIDADE ANOFTÁLMICA Erika Hoyama; Silvana Artioli Schellini; Vera Lúcia R. Ferreira; Romualdo Roça; Carlos Roberto Padovani Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar a utilização da esfera de polietileno poroso nas cirurgias de reconstrução de cavidade anoftálmica. MÉTODOS: Foi realizado estudo observacional retrospectivo de 35 pacientes que receberam a esfera de polietileno poroso, avaliando-se o sexo, tipo de cirurgia de retirada do globo ocular, época do implante, tamanho e envoltório da esfera e a presença de complicações pós-operatórias. RESULTADOS: 74,3% dos pacientes eram do sexo masculino, e a evisceração foi realizada em 41,7%. Não houve diferença quanto ao tamanho da esfera e a esclera foi utilizada como envoltório em 85,8% dos casos. Observou-se no pós-operatório precoce deiscência conjuntival e/ou da esclera em 4 pacientes e expulsão da esfera em 1 paciente. CONCLUSÃO: O polietileno poroso demonstrou ser um material adequado para a reconstrução da cavidade anoftálmica, com baixos índices de complicação. |
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