- Arquivos Brasileiros
de Oftalmologia
Volume 60 - fascículo 6
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Resumo dos artigos deste fascículo
Síndrome
de Menkes: novos achados oculares
LASIK na correção da alta miopia
Freqüência da terapia
de indução e reindução do ganciclovir no tratamento
da retinite por citomegalovírus
Estudo comparativo entre métodos
clínicos de avaliação da distância interpupilar
Influência do epitélio
corneal limbar sobre a expressão do antígeno dos
linfócitos da mucosa humana (HML-1)
Imunidade celular ao
antígeno s em pacientes com uveíte endógena
Tumores oculares: fatores de atraso no
atendimento oftalmológico
Perfil das doações de córneas no
Banco de Olhos do Hospital São Paulo
Efeito do TGF-b2 e do TNF-a na
cicatrização do epitélio pigmentado da retina humana:
estudo " in vitro"
Hipotonia ocular
secundária à ciclodiálise: descrição de 4 casos e
revisão de literatura
Buraco macular - Diagnóstico
diferencial: teste de Watzke-Allen e teste da mira do
laser
Laser de diodo versus
crioterapia no tratamento da retinopatia da
prematuridade: estudo comparativo
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Síndrome de Menkes: novos achados oculares
- Rosane C. Ferreira
- John R. Heckenlively
- John H. Menkes
- J. Bronwyn Bateman
A Síndrome de Menkes é uma
desordem neurodegenerativa progressiva ligada ao cromossoma X;
uma mutação no gene de Menkes (MNK) causa a doença por alterar
o transporte de cobre do citosol para as organelas celulares.
Apesar da síndrome não ser rara, o diagnóstico é raramente
feito em nosso meio. Déficit de crescimento, convulsões e um
cabelo peculiar são achados precoces da síndrome. A visão
deteriora a despeito de um exame ocular praticamente normal. Sem
tratamento, os pacientes raramente sobrevivem além de três anos
de idade. Foram estudadas as manifestações oculares em três
pacientes com a Síndrome de Menkes e adicionadas hipoplasia do
estroma anterior da íris e cílios aberrantes como novas
manifestações da doença. Uma vez familiarizados com esta
síndrome, os oftalmologistas terão um grande papel no seu
diagnóstico precoce e seu eventual tratamento.
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LASIK na correção da alta miopia
- Mário Carvalho
- Ednei Nascimento
- Wallace Chamon
- Norma Allemann
- Mauro Campos
- Marinho Jorge Scarpi
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- A fotoceratectomia
refrativa intraestromal é uma nova opção cirúrgica
para pacientes alto míopes, desenvolvida a partir de
1991.
- Neste estudo são
apresentados os resultados de 12 olhos de 9 pacientes (4
homens e 5 mulheres) alto míopes, submetidos à
fotoceratectomia refrativa intraestromal. Utilizou-se um
microcerátomo (Clear Corneal Molder) e um excimer laser
de ArF, OmniMED (Summit Technology, Waltham, MA, EUA),
com 193 nm de comprimento de onda, fluência de 160 a 180
mj/cm2, freqüência de 10 Hz e área
máxima de tratamento de 5 mm.
- A média do equivalente
esférico refracional pré-operatória diminui de -13,39
para +0,89 no sexto mês de pós-operatório, a acuidade
visual média pré-operatória de 0,65 passou a ser de
0,64, não mostrando diferença significante entre elas.
Observou-se uma variação significante de 6,91 entre as
médias ceratométricas pré e pós operatória de 6
meses. A relação entre a variação da média
ceratométrica e a variação da média do equivalente
esférico refracional foi de 0,50. As complicações
observadas foram: perda do disco em um paciente (8,33%),
deslocamento do disco em dois pacientes (16,66%),
opacidade estromal em dois pacientes (16,66%), depósito
metálico de interface em 7 pacientes (58,33%), dobras do
disco em oito pacientes (66,64%), cisto epitelial em
quatro pacientes (33,32%), infecção em um paciente
(8,33%) e hipertensão ocular em dois pacientes (16,66%).
- A ceratotomia lamelar
mecânica associada à fotoceratectomia refrativa
intraestromal (LASIK), mostrou-se um procedimento
promissor, pela eficácia em melhorar a acuidade visual
sem correção, reduzir o equivalente esférico miópico.
Porém, oferece pouca segurança devido aos altos
índices de complicações observadas e pela perda de
linha de acuidade visual corrigida com óculos.
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Freqüência da terapia de indução e reindução
do ganciclovir no tratamento da retinite por citomegalovírus
- Kimble T. F. Matos (1)
- Cristina Muccioli (2)
- Introdução: A retinite
pelo citomegalovírus (CMV) é a infecção ocular mais
freqüente nos pacientes com a síndrome de
imunodeficiência adquirida (AIDS). O ganciclovir é
utilizado como droga de escolha para o tratamento e
controle de progressão da doença.
- Objetivos: Determinar a
freqüência do uso da terapia de indução e reindução
de ganciclovir no tratamento da retinite por CMV.
- Métodos: Estudo
retrospectivo de 1100 pacientes infectados pelo HIV,
sendo 407 (37%) com manifestações oculares. Duzentos e
quarenta e seis (22,4%) apresentavam retinite por CMV.
- Resultados: Noventa e nove
(40,2%) pacientes necessitaram de tratamento inicial com
terapia de indução de ganciclovir (10 mg/kg/dia por 21
dias) e outros 147 (59,8%) estavam usando a terapia de
manutenção de 5 mg/kg/dia. Trinta (12,2%) pacientes
necessitaram terapia de reindução.
- Conclusões: A taxa de
recidiva dos nossos pacientes foi significativamente
menor quando comparada com a literatura. Nós atribuímos
a alta taxa de abandono do tratamento ao efeito tóxico,
inconveniente e prolongado da terapêutica.
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Estudo comparativo entre métodos clínicos de
avaliação da distância interpupilar
- Nelson M. Fukushima
- Renato Galão C. Leça
- Edmundo J. Velasco
Martinelli
- Ricardo Uras
Os autores escolheram 5
métodos clínicos de medida de Distância Interpupilar (DIP) e
os aplicaram em 103 pacientes com idade entre 17 e 65 anos. Os
resultados foram comparados com os obtidos pelo pupilômetro
através de estudo estatístico. Os dados foram colhidos medindo
a DIP entre os reflexos produzidos nas córneas do paciente que
fixava um objeto. O método 1 mostrou como melhor resultado para
medida da DIP longe e perto. O valor da média para perto e longe
neste método foi 57,58 e 61,58 respectivamente. No pupilômetro
o valor da média para perto e longe foi de 56,00 e 61,76. O
valor do desvio padrão para perto foi de 3,116 e do pupilômetro
foi de 3,119. Para longe o desvio padrão foi o mesmo
respectivamente. O método 1 apresenta resultados próximos do
pupilômetro.
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Influência do epitélio corneal limbar sobre a
expressão do antígeno dos linfócitos da mucosa humana (HML-1)
- José Alvaro Pereira Gomes
- Luiz Rizzo
- Mauro Nishi
- Larry A. Donoso
- Harminder Singh Dua
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- Os linfócitos
intraepiteliais (IELs) parecem desempenhar papel
importante na defesa e na tolerância induzidas pelo
tecido linfocitário associado à mucosa (MALT). No
epitélio das mucosas, os IELs expressam a integrina
HML-1, que é a responsável pela sua aderência no
epitélio. Neste trabalho, propõe-se estudar os
mecanismos de expressão do HML-1 nos linfócitos do
sangue periférico associados ao epitélio corneal
limbar.
- Culturas do epitélio da
córnea de diferentes doadores e de linfócitos do sangue
periférico de um paciente foram estabelecidas. Três
grupos de estudo foram determinados: Grupo A, linfócitos
não-ativados juntamente com células epiteliais corneais
limbares em meio de cultura; Grupo B, linfócitos
não-ativados separados do epitélio por membrana
semi-permeável em meio de cultura; Grupo C, linfócitos
não-ativados em meio de cultura (controle). No sétimo
dia, os linfócitos de todos os grupos foram recuperados
e enviados para análise dos antígenos CD8/HML-1,
CD3/CD8, CD3/CD4, CD3/CD25, CD8/CD25 e CD4/CD25 por
citometria de fluxo. Comparações entre os grupos A, B e
C foram realizadas pela análise de variância com
medidas repetidas (ANOVA) e pelo teste t-Student para
amostras pareadas.
- Diferenças
estatisticamente significantes foram observadas em
relação a expressão dos antígenos CD8/HML-1
(p=0,001), CD3/CD8 (p=0,006), CD3/CD25 (p=0,023) e
CD8/CD25 (p=0,002).
- Este estudo permitiu
concluir que a expressão do antígeno HML-1 pelos
linfócitos periféricos CD8+ parece ser dependente da
sua interação direta e indireta com o epitélio da
córnea. A participação de fatores de crescimento e
citocinas pelo epitélio têm, provavelmente, papel
importante na expressão do antígeno HML-1.
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Imunidade celular ao antígeno s em pacientesn
com uveíte endógena
- J. H. Yamamoto
- C. E. Hirata
- C. R. Gonçalves
- Y. Fujino
- E. Olivalves
- J. Kalil
A auto-imunidade retiniana
desempenha um papel na etiopatogenia de várias uveítes
endógenas. Estudos experimentais e ensaios clínicos têm
demonstrado a importância de antígenos retinianos, como o
antígeno S (AgS), não somente na patogenia mas também na
elaboração de estratégias de imunoterapia. O presente trabalho
visa analisar o perfil da imunidade celular in vitro ao
AgS e a dois de seus peptídeos relevantes, denominados M e G, em
uma população brasileira com diagnóstico de uveíte por
doença de Behçet (DB) (n=19), doença de Vogt-Koyanagi-Harada
(DVKH) (n=27) e vasculite de retina (n=5) acompanhados no
serviço de uveíte do Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo. Pacientes com DB sem
uveíte (n=17) e 16 controles normais foram também analisados. A
freqüência de respostas positivas ao AgS (índice de
estimulação maior ou igual a 2) foi 42%, 52%, 80%, 47% e 25% em
pacientes com uveíte por DB, DVKH, vasculite de retina, DB sem
uveíte e no grupo controle, respectivamente. A freqüência de
positividade ao peptídeo M foi 21%, 26%, 60%, 6% e 6%, e ao
peptídeo G foi 21%, 30%, 80%, 6% e 6%, respectivamente. Embora
não houvesse diferença estatisticamente significante entre os
grupos estudados, o presente trabalho demonstra a importância do
AgS em várias uveítes endógenas. Em pacientes com DB sem
uveíte o reconhecimento da molécula total mas não dos
peptídeos M e G sugere diferentes respostas aos diversos
fragmentos do AgS podendo se especular sobre os mecanismos de
indução da uveíte.
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Tumores oculares: fatores de atraso no
atendimento oftalmológico
- Christiane
Baddini-Caramelli
- Miriam Rotenberg
- Amaryllis Avakian
- André L. Borba da Silva
- Francisco M. Damico
- Leda M. Takei
- Tânia Onclinx
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- Introdução: Os
pacientes portadores de tumores oculares podem ter pior
prognóstico visual e sistêmico na ocorrência de atraso
diagnóstico e terapêutico. Os estudos que avaliaram as
causas desse atraso no nosso meio foram retrospectivos e
relacionados a doença específica.
- Objetivos: Elucidar
a trajetória rumo ao diagnóstico e tratamento
empreendida por esses pacientes e descrever as
características demográficas e clínicas dos mesmos.
- Material e métodos:
Entrevista com pacientes portadores de tumores oculares
de diagnóstico recente atendidos em hospital
universitário no período de maio/95 a maio/96.
- Resultados: Foram
avaliados 37 pacientes. Os tumores malignos encontrados
com maior freqüência foram retinoblastoma, carcinoma
epidermóide de conjuntiva e melanoma de coróide. A
trajetória desde o início do quadro ocular até a
terapêutica desenvolveu-se em quatro etapas principais,
com problemas diferentes relatados em cada uma delas. As
etapas de 1 a 3, relacionadas principalmente à
motivação dos pacientes e ao acesso aos serviços de
saúde, contribuiram igualmente, cada uma aumentando de
um a três meses o tempo de evolução da doença. A
etapa 4, de realização dos exames complementares, foi a
mais breve, durando menos de 30 dias para a maioria dos
pacientes.
- Conclusão:
Sugere-se que os programas de saúde ocular levem em
conta o padrão das dificuldades existentes na
população para poderem atuar de forma eficiente.
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Perfil das doações de córneas no Banco de
Olhos do Hospital São Paulo
- Luciene Barbosa de Sousa
- Carlos Felipe Chicani
- Esper Escobar Saud
- Tárcio Faria
- Elcio H. Sato
- Objetivo: O aumento
no número de Bancos de Olhos no Brasil e na demanda de
tecido para transplante de córnea torna necessário um
estudo do perfil das doações recebidas. Este estudo tem
como objetivo traçar o perfil das doações de córneas
obtidas pelo Banco de Olhos do Hospital São Paulo.
- Material e Métodos:
Estudo retrospectivo de fichas de doações realizadas no
período de Janeiro de 1993 a Dezembro de 1995, quanto a
diversas variáveis referentes ao doador.
- Resultados: Foram
doadas 1904 córneas, sendo que 96,5% foram obtidas
através de enucleação. Observou-se um decréscimo
progressivo a cada ano no número de doações. O
aproveitamento de tecido foi de 49,36% em 1993, 51,72% em
94 e 49,8% em 95. Em todos os anos a principal causa da
não utilização da córnea foi em decorrência de
alterações encontradas ao exame biomicroscópico do
tecido. Mais de 50% dos doadores encontraram-se na faixa
etária acima de 60 anos. A soropositividade para HIV,
hepatite B, hepatite C e sífilis variou de 21,1% a 25,3%
durante o período. As principais doenças relacionadas
como causa mortis foram alterações cardiológicas e
respiratórias, seguidas de acidentes. As enucleações
foram realizadas principalmente entre 2 a 6 horas
pós-óbito. A porcentagem de córneas utilizadas
anualmente no hospital foi de 72,7%, 76,1% e 77,4% nos
respectivos anos de 1993, 1994 e 1995.
- Conclusão:
Campanhas de conscientização da população são
necessárias para que se aumente o número de doações.
Maiores esforços devem ser feitos pelos Bancos de Olhos
visando melhorar a qualidade de tecido recebido.
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Efeito do TGF-b2 e do TNF-a na cicatrização
do epitélio pigmentado da retina humana: estudo " in
vitro"
- Antonio Marcelo B. Casella
- Michel Eid Farah
- Pedro Paulo O. Bonomo
- Stephen J. Ryan
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- Proposição:
Determinar o efeito do fator de necrose tumoral (TNF-a) e
do fator de transformação do crescimento beta 2
(TGF-b2) na migração e proliferação do epitélio
pigmentado da retina (EPR) em um sistema simplificado de
cicatrização in vitro.
- Métodos: Culturas
confluentes e subconfluentes de células do EPR humano
foram desnudadas centralmente em 2 mm de largura com uma
lâmina cortante. As culturas foram observadas na
presença de TGF-b2 (10 ng/ml), TNF-a (10 ng/ml) ou meio
de cultura para células (DMEM), após 24, 48, 72, e 96
horas. A migração foi acessada por contagem do número
de células na região desnuda. A proliferação foi
acessada pela contagem da porcentagem de células
positivas por imunohistoquímica para o antígeno Ki-67
(relacionado à proliferação celular) na região
desnuda e na margem da lesão.
- Resultados: As
culturas controles apresentaram cicatrização após 72
horas em culturas confluentes e após 96 horas em
culturas subconfluentes. O fechamento ocorreu
principalmente por migração embora a proliferação
estivesse aumentada após 24 horas nas células migrantes
e na margem da lesão. O TNF-a estimulou a cicatrização
da ferida primariamente pelo aumento da migração após
24 e 48 horas. O TGF-b2 inibiu a cicatrização por meio
da inibição da migração e proliferação. O efeito do
TNF-a foi mais intenso em culturas subconfluentes, e o
efeito do TGF-b2 em culturas confluentes.
- Conclusão: A
cicatrização da ferida ocorreu principalmente pela
migração do EPR, embora a proliferação estivesse
envolvida. A cicatrização da ferida foi estimulada pelo
TNF-a e inibida pelo TGF-b2.
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Hipotonia ocular secundária à ciclodiálise:
descrição de 4 casos e revisão de literatura
- José Garone Gonçalves
Lopes Filho
- Vital Paulino Costa
- Mauro Goldbaum
A hipotonia ocular secundária
à ciclodiálise provoca alterações funcionais e anatômicas
que podem comprometer definitivamente a acuidade visual. Quatro
casos consecutivos, secundários a trauma e com hipotonia, são
descritos. Três casos foram tratados com fotocoagulação (laser
de argônio) da esclera, corpo ciliar e raiz da íris. Os
parâmetros de laser utilizados foram mira de 100 µm, tempo de
exposição de 0,2s e intensidade variando entre 1 e 1,2 W, em
até 2 sessões. Um dos casos foi submetido a ciclopexia direta,
com fixação do corpo-ciliar a esclera. Todos os casos
evoluíram com fechamento da ciclodiálise e pressão
intra-ocular entre 13 e 18 mmHg. Os autores concluem que a
hipotonia ocular secundária à ciclodiálise pode ser revertida
satisfatoriamente com o uso de laser ou, em casos refratários,
através de ciclopexia direta, associada ou não ao laser.
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Buraco macular - Diagnóstico diferencial:
teste de Watzke-Allen e teste da mira do laser
- Francyne Veiga-Reis
- Renato Braz Dias
- Márcio B. Nehemy
- Objetivo: Avaliar a
importância do Teste de Watzke-Allen e do Teste da Mira
do Laser no diagnóstico diferencial do buraco macular.
- Métodos: Foram
avaliados prospectivamente 34 pacientes (47 olhos)
divididos em dois grupos: Grupo 1 com 24 pacientes (31
olhos) portadores de buraco macular vero, e grupo 2, com
16 pacientes (16 olhos) portadores de pseudoburaco
macular. Todos os pacientes foram submetidos ao Teste de
Watzke-Allen e ao Teste da Mira do Laser com spots de
50m, 100m e 200m, comparando-se as respostas obtidas nos
dois grupos de pacientes. Bilateralidade foi observada em
6 casos.
- Resultados: 22
casos do grupo 1 e cinco casos do grupo 2 informaram
interrupção da fenda no teste de Watzke-Allen,
resultando numa sensibilidade de 71,0% e especificidade
de 68,7%. No teste da Mira do Laser, 28 casos do grupo 1
e quatro casos do grupo 2 não viram a mira de 50m,
resultando numa sensibilidade de 90,3% e especificidade
de 75,0%.
- Conclusões: O
Teste de Watzke-Allen e o Teste da Mira do Laser com 50m
têm boa Sensibilidade e Especificidade para o
diagnóstico diferencial de buraco macular. Ambos os
testes são de fácil execução, baixo custo e não
invasivos, podendo ser incorporados à rotina clínica
quando houver necessidade de se estabelecer o
diagnóstico diferencial do buraco macular.
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Laser de diodo versus crioterapia no
tratamento da retinopatia da prematuridade: estudo comparativo
- Nilva Simeren Bueno de
Moraes
- Michel Eid Farah
- Pedro Paulo Bonomo
- Maria Fernanda Branco de
Almeida
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- Examinamos
prospectivamente 1677 recém-nascidos pré-termo com
oftalmoscopia binocular indireta e depressão escleral na
quarta, quinta, sétima, nona, 12ª e 24ª semanas de
vida, no período de janeiro de 1988 a dezembro de 1995.
Todas as crianças pesavam menos de 1250 gramas e tinham
idade gestacional menor que 30 semanas. O tratamento foi
indicado no estágio 3b com doença "plus",
independentemente de estar na zona I, II ou III.
- Do total de 467 crianças
com retinopatia da prematuridade, 41 (9%) necessitaram de
tratamento; 29 crianças foram submetidas a crioterapia
trans-escleral, com a idade pós-conceptual média de 38
semanas e 12 crianças foram submetidas a laserterapia.
Todas as crianças obtiveram a regressão completa da
doença e foram acompanhadas por, no mínimo, cinco
meses.
- Como complicações do
tratamento com crioterapia encontramos quemose, edema
palpebral e turvação vítrea; já com o tratamento a
laser, observamos dois casos com rotura da membrana de
Bruch, um caso de hemorragia retinina e um caso de
queimadura da íris. As complicações anestésicas
incluíram hipoxemia transitória, bradicardia
trans-operatória e apnéia pós-operatória.
- Os resultados sugerem que
a laserterapia é tão eficaz quanto a crioterapia no
tratamento da retinopatia da prematuridade, apresentando,
entretanto, menos complicações pós-operatórias.

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