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Resumo dos artigos deste fascículo
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Ptose palpebral: estudo de 390 casos
Lucia Miriam Dumont Lucci
Waldir Portellinha
Ana Estela B. P. P. Sant'Anna
Foram examinados 390 pacientes com queixa de queda da pálpebra superior no setor de Plástica Ocular da Universidade de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, no período de janeiro 1985 a fevereiro 1995. Encontrou-se 68,9% de ptose congênita, 22,8% de ptose adquirida e 8,2% de pseudoptose. Com relação ao sexo, 54,8% pacientes foram do sexo masculino e 45,1% do sexo feminino. O estudo dos pacientes com ptose congênita mostrou: ambliopia em 5,9%; fenômeno de Marcus Gunn em 5,3% e síndrome da Blefarofimose em 6,3%. Alteração na motilidade ocular extrínseca estava presente em 20% dos casos de ptose congênita e 29% de ptose adquirida. A alteração palpebral mais comum foi o epicanto inverso. Os autores analisam as alterações oculares e palpebrais associadas ao quadro de ptose palpebral.
Manifestações oculares da síndrome de Scheie: Relato de cinco casos
Diane Ruschel Marinho
Silvana Cattani
James Marchiori
Carlos Roberto Galia
Samuel Rymer
A Síndrome de Scheie (Mucopolissacaridose l-S) é uma doença autossômica recessiva caracterizada pela deficiência da enzima alfa-L-iduronidase, o que causa acúmulo de glicosaminoglicanos nas células do tecido conectivo. Os portadores da doença têm inteligência normal e boa expectativa de vida até a meia idade. Sua capacidade funcional geralmente é limitada pelo comprometimento ocular corneano.
Os autores relatam uma série de 5 casos de Síndrome de Scheie, os resultados do transplante de córnea em 3 olhos de 2 casos e o manejo da pressão intra-ocular aumentada. A etiologia do glaucoma associado a esta Síndrome é discutida.
Biópsia excisional associada a crioterapia e ceratectomia superficial com etanol no tratamento de neoplasias epiteliais malignas da conjuntiva ocular
Sung Bok Cha
Renato Gonzaga
Moacyr Rigueiro
O estudo prospectivo de 20 pacientes com neoplasias epiteliais da conjuntiva ocular, variando de displasia a carcinoma espinocelular, submetidos a uma biópsia excisional complementada com crioterapia e ceratectomia superficial com etanol 100%, revelou uma taxa de recidiva do tumor de 10% (2 pacientes). O período de seguimento pós-operatório foi em média de 16 meses.
A complementação da exérese com crioterapia e ceratectomia reduziu a taxa de recidiva dos tumores de 50% para 10%.
Acuidade visual, refração e videoceratografia após a cirurgia do pterígio
Cristina Garrido
Mauro Campos
Objetivo: Avaliar as alterações da acuidade visual, refração e videoceratografia após 2ª cirurgia do pterígio.
Material e Métodos: Setenta e quatro olhos com pterígio nasal primário classificados quanto ao comprimento em: Grupo I - pterígios £ 2mm (25 pacientes), Grupo II - pterígios > 2mm < 3,5mm (31pacientes) e Grupo III - pterígios ³ 3,5mm £ 4,6mm (18 pacientes), foram submetidos à remoção cirúrgica do pterígio, utilizando a técnica de transplante livre de conjuntiva autóloga. Em todos os olhos foram realizados os seguintes exames oftalmológicos no pré-operatório e nos 1º, 3º e 6º meses após a cirurgia do pterígio: 1) biomicroscopia, 2) acuidade visual, 3) videoceratografia computadorizada e 4) refração.
Resultados: a) Os pacientes dos Grupos II e III apresentaram, entre o período pré-operatório e o 1°, o 3º e o 6º meses após a cirurgia, as seguintes alterações ópticas: aumento da curvatura da córnea, redução do astigmatismo ceratométrico e, conseqüentemente, do astigmatismo refracional com melhora da acuidade visual. Tais alterações não ocorreram nos pacientes do Grupo I; b) No Grupo I predominou o padrão de astigmatismo topográfico regular em todas as etapas estudadas. O mesmo ocorreu no Grupo II, exceto no 1º mês de pós-operatório, quando predominou o padrão de astigmatismo irregular. No Grupo III predominaram os padrões regular e irregular.
Conclusões: 1) Pacientes com pterígio £ 2mm de comprimento podem receber correção óptica até mesmo antes da remoção cirúrgica da lesão, e aqueles com pterígio > 2mm £ 4,6mm somente a partir do 1º mês de pós-operatório; 2) Quanto maior o comprimento do pterígio, maior o astigmatismo ceratométrico induzido e maior sua redução após exérese do pterígio; 3) Quanto maior o comprimento do pterígio, maior a tendência do astigmatismo topográfico ser irregular, mesmo após a remoção cirúrgica da lesão.
Sistemas de vitrectomia de grande angular: Estudo comparativo
Marcos Ávila
Arnaldo Cialdini
Hudson Nakamura
Márcio Nehemy
Comparamos o uso de três equipamentos ópticos disponíveis comercialmente para a realização de vitrectomias com o uso de lentes de grande angular, durante a realização de vitrectomias via pars-plana. Os equipamentos utilizados foram: Advanced Visual Instruments (AVI), que requer o uso de lente de contato (C) corneana; o Binocular Indirect Ophthalmomicroscope System (BIOM), composto de dois sistemas, um sistema de contato (BIOM-C) e um sistema de não contato (BIOM-NC); e o Erect Indirect Ophthalmoscope System (EIBOS), que é um sistema de não contato.
Foram identificados quatorze parâmetros para a avaliação de cada um destes sistemas em vitrectomias realizadas em 16 olhos de 8 coelhos adultos pigmentados, da mesma raça e cor. Cada parâmetro foi classificado levando-se em consideração uma de três categorias definidas como A, B e C, onde A representava a melhor adequação depois de analisados o instrumento e a técnica; B implicava em adequação satisfatória e C quando havia inadequação. A freqüência de pontuação da categoria "A" foi de 86% com o sistema AVI, 50% com o EIBOS, 36% com o BIOM-C e 21% com o BIOM-NC.
As três principais vantagens dos sistemas de grande angular são: 1) observação simultânea da extrema periferia e polo posterior, que foi alcançada igualmente pelos quatro sistemas; 2) vitrectomia em presença de pupila miótica e opacificação do segmento anterior, onde foi observado melhor performance dos sistemas AVI e EIBOS e 3) intertrocas de fluidos com ar e fluidos com fluidos, melhor realizadas com o sistema AVI.
Argon e yag laser no tratamento de neovascularização de córnea
Paulo E. C. Dantas
M. Cristina Nishiwaki-Dantas
Félix Hernando Celis V
Nilo Holzchuh
Neovascularização de córnea (NC) é considerado um dos maiores fatores de risco para rejeição em transplantes de córnea. Várias formas de tratamento para NC tem sido sugeridas incluindo esteróides, irradiação, tiotepa, ciclocrioterapia e outros. Tratamento para NC usando Argon e YAG laser, tem melhorado o prognóstico de transplante de córnea e parece ser seguro e eficaz. Não há porém, na literatura pesquisada, estudo comparando as duas formas de tratamento. Em estudo randomizado, comparamos as duas formas de tratamento para NC usando Argon e YAG laser para avaliar sua segurança e eficácia, em pacientes com NC refratária ao tratamento convencional.
Em nosso estudo, Argon laser mostrou ser terapia alternativa e/ou complementar útil no tratamento de NC refratária aos tratamentos convencionais. Pacientes tratados com Argon tiveram melhora clínica estatisticamente significativa dos parâmetros analisados (diminuição da neovascularização por quadrante e diminuição da deposição de lipídios), em comparação ao grupo tratado com YAG laser (x2 =14,87).
Estudo comparativo da sensibilidade córneo-conjuntival em hansenianos e indivíduos sadios utilizando monofilamentos de Semmes-Weinstein
Procópio Miguel dos Santos
Vânia Ewert de Campos
Fernando Carlos Vertemati Sassas
Regina Cândido Ribeiro dos Santos
Mariza Toledo de Abreu
Wesley Ribeiro de Campos
Foi estudada a sensibilidade corneana e conjuntival de 224 olhos de hansenianos de colônia e 116 olhos de indivíduos sadios utilizando monofilamentos de Semmes-Weinstein. Não houve diferença, estatisticamente significativa, da sensibilidade entre os quadrantes da córnea como também não houve diferença entre os quadrantes da conjuntiva, nos dois grupos.
A sensibilidade da conjuntiva foi significantemente menor do que a da córnea em ambos os grupos. Verificou-se uma diminuição da sensibilidade significantemente maior nos portadores de Hansen em relação ao grupo controle.
São necessários estudos adicionais para se comprovar a eficácia do teste de sensibilidade utilizando o estesiômetro de S-W em Oftalmologia.
Debilitamento do oblíquo superior para correção de anisotropia em "A": tenectomia parcial posterior comparada com desinserção
Nilza Minguini
Keila M. Monteiro de Carvalho
Com o objetivo de comparar os resultados de duas técnicas cirúrgicas para enfraquecimento do músculo oblíquo superior (OS) foi realizado um estudo retrospectivo de 40 pacientes com desvio horizontal associado a anisotropia em "A" de até 25 dioptrias prismáticas. Os pacientes foram divididos em dois grupos segundo a técnica empregada para correção da incomitância: tenectomia parcial posterior (TPP) e desinserção (Ds). Os resultados foram comparados levando-se em conta os seguintes parâmetros: magnitude inicial da anisotropia em "A" (incomitância inicial), tipos de desvio horizontal e diminuição da incomitância após enfraquecimento do OS (resposta cirúrgica). Foi estudada a correlação entre incomitância inicial e resposta cirúrgica nos dois grupos. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os parâmetros para os dois grupos. Existiu correlação entre incomitância inicial e resposta cirúrgica para o grupo TPP o mesmo não ocorrendo para o grupo Ds.
Variação sazonal da microbiota fúngica da conjuntiva de pacientes HIV soro-positivos
Procópio Miguel dos Santos
Regina Cândido Ribeiro dos Santos
Cristina Muccioli
Neil Ferreira Novo
Marinho Jorge Scarpi
Olga Fischman Gompertz
Foi estudada a variação sazonal da microbiota fúngica da conjuntiva de 194 pacientes HIV soro-positivos, na cidade de São Paulo.
Os cultivos apresentaram positividade de 40,0 e 52,0%, respectivamente, no verão e outono e de 20% no inverno e 20,8% na primavera.
Aspergillus spp foi o fungo mais isolado no verão, inverno e primavera, enquanto que no outono foi o Penicillium spp.
Desenvolvimento de equipamento de geração e registro de pressão intra-ocular suportada por perfuração corneana colada com fibrina
José Américo Bonatti
Hisashi Suzuki
Newton Kara José
Luiz Carlos Aparecido Matheus
Foi desenvolvido equipamento de geração e registro de pressão intra-ocular, com faixa de medida de 0 a 480 mmHg, para medida da resistência à pressão intra-ocular em ferimentos perfurantes corneanos colados com fibrina.
Estudo experimental da eficácia clínica e microbiológica da associação do diclofenaco sódico e sulfato de gentamicina no tratamento da ceratite por Pseudomonas aeruginosa
Belquiz A. Nassaralla
Procópio M. dos Santos
Xun W. Wang
Won R. Wee
Manoel Pinheiro Jr.
João J. Nassaralla Jr.
T. Al Reaves
Arthur Jauch
Peter McDonnell
Objetivo: Comparar o efeito da associação de diclofenaco sódico 0,1%, mais sulfato de gentamicina 0,3% em olhos de coelhos infectados por meio de injeção intra-estromal de Pseudomonas aeruginosa, após remoção do epitélio da região central da córnea.
Métodos: Os animais foram tratados com soluções tópicas contendo diferentes drogas. Grupo I: Associação de diclofenaco sódico 0,1%, mais sulfato de gentamicina 0,3%. Grupo II: Veículo da associação de diclofenaco sódico 0,1%, mais sulfato de gentamicina 0,3%. Grupo III: Apenas diclofenaco sódico 0,1%. Grupo IV: Sulfato de gentamicina 0,3% isoladamente. Grupo V: BSS. Grupo VI: Não recebeu nenhuma medicação. Os animais do grupo VI foram sacrificados no primeiro dia do experimento para verificar o comportamento da infecção corneal. Nos demais grupos as drogas foram usadas de uma em uma hora, no primeiro dia e sete vezes ao dia, nos seis dias restantes. A colheita de espécimes da conjuntiva foi feita 24 horas antes de se provocar a infecção, no primeiro, terceiro e oitavo dias do experimento. Após os animais terem sido sacrificados as córneas foram removidas para contagem do número de bactérias remanescentes.
Resultados: O número de coelhos com descemetocele, no terceiro dia do experimento, foi significantemente maior nos grupos tratados com BSS e apenas diclofenaco. Não houve diferença significante, quanto ao número de colônias isoladas da conjuntiva e córnea, nas diferentes fases do experimento.
Conclusão: Diclofenaco sódico 0,1% não afetou a atividade antibacteriana do sulfato de gentamicina 0,3% no tratamento da ceratite experimental, por Pseudomonas aeruginosa, quando comparado com o uso apenas do sulfato de gentamicina 0,3%.
Retenção da membrana de Descement em ceratoplastias penetrantes: exame histológico, biomicroscopia ultra-sônica e tratamento com Nd: YAG Laser
Marco Antônio Guarino Tanure
Eduardo A. França Alves
Fernando Cançado Trindade
A retenção da membrana de Descemet (MD) do olho receptor é uma rara complicação da ceratoplastia penetrante (CPP). São descritos dois casos de retenção acidental da MD e de lamelas posteriores do estroma corneano em CPP, identificadas no pós-operatório como membranas retrocorneanas (MRC). No primeiro paciente ocorreu o contato entre a MRC e a superfície endotelial do enxerto, ocasionando a sua descompensação. O exame histológico confirmou a presença de dupla membrana de Descemet. No segundo paciente, não houve o contato entre a membrana e o enxerto, que manteve-se transparente. Contudo, houve progressiva opacificação da MRC, sendo necessária sua abertura com Nd: YAG laser para obtenção de melhora na acuidade visual. A biomicroscopia ultra-sônica, pela primeira vez realizada nesses casos, permitiu identificar em uma maior extensão as duas camadas que constituem a MRC: as lamelas estromais posteriores e a MD. São feitas observações sobre a etiopatogenia, formas de prevenção e tratamento dessa complicação cirúgica que, caso não seja identificada e tratada adequadamente, pode levar à falência do enxerto. Trata-se da primeira descrição dessa complicação cirúrgica na literatura nacional.
Alterações oftalmológicas na Doença de Graves: análise de 169 casos
Ayrton R. B. Ramos
Maurício Maia
Lúcio H. Matsumoto
Leonardo T. Matsumoto
Carlos A. Moreira Jr
Hans Graf
Os propósitos desse estudo são: reportar as alterações oftalmológicas mais prevalentes na Doença de Graves, discutir alguns pontos controversos sobre os achados clínicos das alterações oculares, e demonstrar a necessidade de acompanhamento oftalmológico desses pacientes.
Para avaliar os pacientes com oftalmopatia, idealizou-se um protocolo que visa padronizar o atendimento em uma primeira consulta, - avaliando os principais sintomas ou sinais. Os dados foram analisados através do método do qui-quadrado. Cento e sessenta e nove pacientes portadores de oftalmopatia foram examinados. A idade variou entre 04 a 82 anos (36,23 ± 13,16) sendo que a maioria dos pacientes eram brancos (89,1%) e do sexo feminino (77,57%). A principal queixa relatada foi sensação de corpo estranho (63,03%). Cento e cinqüenta (90,9%) pacientes apresentaram acuidade visual (AV) de 20/25 ou melhor em pelo menos um dos olhos após correção óptica. Cento e oito (66,26%) tiveram alguma alteração de motilidade ocular ou retração palpebral. Setenta e nove (47,88%) pacientes apresentaram alteração na exoftalmometria em pelo menos um dos olhos, sendo geralmente bilateral. Ceratite puntata foi encontrada em 77 (46,66%) pacientes. Somente 12 (7,27%) apresentaram pressão intra-ocular (PIO) elevada (maior que 20 mmHg) e 4 (2,42%) apresentaram alterações de FO. Alteração da motilidade ocular, proptose e alterações corneanas foram os achados mais freqüentes. Baixa acuidade visual, dor ocular e sensação de corpo estranho foram os principais sintomas. Demonstrou-se a necessidade do exame oftalmológico nesses pacientes, mesmo naqueles sem hipertireoidismo no momento do exame, sendo que o estado clínico bem como o sexo e raça (p>0,05) não se relacionaram com os achados oculares, exceto a exoftalmia menos prevalente na raça negra (p<0,05).
Alterações oftalmológicas após transplante de medula óssea: análise de trinta e quatro pacientes com olho seco
Bora, M. I.
Friedrich, M. L. C.
Pasquini, R.
Bernardes, A. B. S.
Godoy, G.
Moreira, H.
transplante de medula óssea (TMO) tem sido o tratamento de escolha para várias doenças hematológicas severas. Uma das maiores complicações do transplante alogênico é a doença do enxerto-versus-hospedeiro (DECH), a qual ocorre em 50-70% dos casos. Aproximadamente 60% dos pacientes transplantados, que sofrem de DECH, apresentam comprometimento ocular, sendo a ceratoconjuntivite sicca a alteração mais comun. Neste estudo foram avaliados 34 pacientes pós-TMO com diagnóstico de ceratoconjuntivite sicca e destes, 27 pacientes apresentavam história de DECH. Após instituída a terapia convencional, 8 pacientes evoluíram para ceratite difusa persistente e 1 paciente evoluiu para úlcera periférica bilateral. Os resultados do presente estudo apontam para a necessidade de acompanhamento oftalmológico obrigatório para os pacientes submetidos ao transplante de medula óssea.
Penetrating keratoplasty and anterior chamber intraocular lens implant: Outcomes in aphakic and pseudophakic bullous keratopathy
Paulo E. C. Dantas
M. Cristina Nishiwaki-Dantas.
Richard L. Abbott,
Robert G. Webster,
Wayne E. Fung.
Concerns on anterior chamber intraocular lens (AC IOL) implantation are often raised due to the association of complications with the old-styled closed-loop AC IOL, especially those implanted in the mid-1980s. Although those lenses are no longer marketed, there are still more than 200,000 patients with this type of lens in place in the United States. There are evidences that the new-style open-loop AC IOL may not be associated with the problems caused by closed-loop AC IOL.
We report our experience in patients with pseudophakic bullous keratopathy (PBK) and aphakic bullous keratopathy (ABK) that underwent penetrating keratoplasty (PK) associated with AC IOL exchange (pseudophakic) or secondary implantation (aphakic).
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