Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 60 - fascículo 1
 

Resumo dos artigos deste fascículo

Indicações e resultados de transplante de córnea terapêutico "a quente"
Maculopatia solar - Relato de seis casos
Neovascularização da retina em hemoglobinopatia sc e hemorragia vítrea
Ceratite ulcerativa periférica após cirurgia de catarata em artrite reumatóide
Perfil cardiopulmonar do paciente submetido à cirurgia de catarata
Tratamento da úlcera corneana perfurada: Revisão da literatura
Vitrectomia na síndrome de Terson
Aspectos clínicos da adaptação de óculos com lentes progressivas
Catarata senil: Características e percepções de pacientes atendidos em projeto comunitário de reabilitação visual
Preparação, estabilidade e conservação do fator tecidual ativador de plasminogênio (rt-PA) para uso oftalmológico
Fator tecidual ativador de plasminogênio (rt-PA) em oftalmologia: casos clínicos
Síndrome de contração capsular
Avaliação clínica da lente de contato gelatinosa multifocal para presbiopia
Pressão intra-ocular na forma crônica da doença de Chagas
Recorrência de doença herpética corneal após tratamento para neovascularização de córnea com argon laser

 
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Indicações e resultados de transplante de córnea terapêutico "a quente"

Cláudio Macêdo
Maria Rita Widmer Macêdo
Marcelo Cunha

Os autores estudaram 20 olhos submetidos a transplante de córnea "a quente", segundo as indicações da cirurgia, acuidade visual, complicações pós-operatórias e cura clínica. Constatou-se que a principal indicação foi a ceratite infecciosa em 11 olhos (55%). Em um caso de ceratite micótica houve recidiva da patologia pré-operatória. A principal complicação foi a falência do enxerto, ocorrendo ainda: glaucoma, catarata, sinéquias, membrana pupilar inflamatória, e outras. A acuidade visual final em 95% dos casos foi inferior a 0,1, devido às complicações. Concluímos que os transplantes terapêuticos "à quente" têm resultado satisfatório quanto à erradicação da doença de base, porém, geralmente outro transplante se faz necessário para o restabelecimento da acuidade visual.

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Maculopatia solar - Relato de seis casos

Cássia Regina Suzukim
Kátia Emiko Taba
Teruo Aihara
Antônio Murillo Lemos Ramalho
Geraldo Vicente de Almeida

Os autores descrevem seis casos de maculopatia actínica decorrentes da observação do eclipse solar de 3 de Novembro de 1994. Os pacientes foram acompanhados no nosso serviço por mais ou menos 6 meses, e a maioria recuperou a acuidade visual prévia. Entre toda a propedêutica realizada, o teste de fotoestresse foi observado como o mais sensível para acompanhar a lesão macular.

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Neovascularização da retina em hemoglobinopatia sc e hemorragia vítrea

Maria Teresa B. C. Bonanomi
Sérgio Lustosa da Cunha

Foram estudados 31 olhos com retinopatia proliferativa falciforme nos estágios III (9 olhos) e IV (22 olhos) de Goldberg em 20 pacientes com genótipo SC. A idade média foi de 31,7a (variação: 19-55; DP: 9,74). O total de 98 lesões proliferativas, ou "Sea Fan" (SF) foram analisadas quanto ao tamanho, número por olho e extensão circunferencial. Foi feita a correlação destas duas últimas variáveis com a presença de hemorragia vítrea (HV). Dos 22 olhos no estágio IV, apenas 7 (31,81%) apresentavam diminuição de acuidade visual relacionada à HV. Dividindo-se o comprometimento circunferencial em intervalos de 15o, concluiu-se que houve correlação entre este e a presença de HV (P=0,0476). A extensão circunferencial de até 30o ocorreu em 9,09% dos olhos no estágio IV e em 55,5% no III, enquanto que lesões mais extensas que 30o ocorreu em 90,91% dos olhos no estágio IV e em 44,45% no III (P=0,0195). Dos 98 SFs, 31,63% tinham 30o ou menos de extensão circunferencial e mais da metade (51,01%) 45o ou menos. Não houve correlação entre o número de SFs e a presença de HV.

Concluimos que olhos com extensão circunferencial de SF maior que 30o têm maior probabilidade de apresentar HV (estágio IV) e que os SFs são, em sua maioria, lesões pequenas de 7 a 8mm de extensão.

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Ceratite ulcerativa periférica após cirurgia de catarata em artrite reumatóide

Maria Carmen Menezes Santos
Renato Augusto Neves

Ceratite ulcerativa periférica e esclerite necrosante estão descritas na literatura após cirurgias e traumas oculares. Relata-se o caso de uma paciente com diagnóstico de Artrite Reumatóide que desenvolveu afinamento corneano periférico progressivo após cirurgia de catarata. A conduta incluiu exérese da conjuntiva adjacente à área de afinamento, cola sobre a área afinada, uso de inibidores da colagenase, adaptação de lente de contato terapêutica e imunossupressão sistêmica. A presença de afinamento corneano periférico pode ser uma manifestação primária ou tardia de Artrite Reumatóide, doença vascular sistêmico autoimune potencialmente letal, exigindo uma abordagem criteriosa desses pacientes.

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Perfil cardiopulmonar do paciente submetido à cirurgia de catarata

Jacó Lavinsky
Daniel Fridman
Odinei Fior
Paulo C. Silber
Jacó Zylbersztejn
Leonardo R. Fasolo

Foi estudado um grupo de 285 pacientes portadores de catarata submetidos a um protocolo de avaliação pré-anestésica, com o objetivo de determinar a distribuição em relação ao sexo e faixa etária das doenças sistêmicas mais prevalentes na amostra. A média da idade foi de 69,9 +/- 11,57 anos, e o predomínio foi do sexo feminino, com 172 casos. A distribuição das afecções por faixa etária ocorreu de forma similar para ambos os sexos. Entre as patologias, predominaram as doenças cardiovasculares, com 192 portadores e as pulmonares, com 51 casos. Entre as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) foi a afecção mais prevalente, ocorrendo em 162 pacientes. Os valores pressóricos foram distribuídos por faixa etária segundo a classificação do V JOINT, com o predomínio de portadores de HAS classe I, com 109 casos. Outras doenças cardiovasculares detectadas foram angina, com 55 pacientes, arritmias (36) e bloqueio de ramo (29). Entre as pneumopatias, a doença pulmonar obstrutiva crônica predominou, com 39 casos, seguida por asma (7) e tuberculose (6).

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Tratamento da úlcera corneana perfurada: Revisão da literatura

José Américo Bonatti
Hisashi Suzuki
Newton Kara José

Os autores enumeram os principais tratamentos das úlceras de córnea perfuradas, dividindo-os em dois grupos, o grupo dos tecidos biológicos utilizados para tamponar ou substituir a região perfurada e o grupo dos adesivos, com destaque para o adesivo de fibrina, que é fisiológico por ser reabsorvido e substituído por cicatriz epitelizada quando aplicado na córnea perfurada, em contraste com o ciano-acrilato, não reabsorvível e irritante.

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Vitrectomia na síndrome de Terson

Marcos Ávila
Arnaldo P. Cialdini
Mônica Crivelin
Sérgio M.B. Correa

Avaliamos, retrospectivamente, os resultados da vitrectomia via pars-plana realizada em 14 olhos (nove pacientes) com hemorragia vítrea devida a Síndrome de Terson. Traumatismo crâneo-encefálico e ruptura espontânea de aneurisma cerebral foram as causas da hemorragia intra-craniana em 55,5% e 44,5% dos casos, respectivamente e a vitrectomia ocorreu, em média, 5 meses após a hemorragia vítrea. Em quatro olhos observou-se, durante a cirurgia, descolamento parcial do vítreo posterior em forma de concha na área macular; e em três olhos observou-se a presença de membrana epirretiniana macular. Catarata sub-capsular posterior desenvolveu-se, no pós-operatório, em 28% dos casos. Um olho desenvolveu descolamento de retina. Houve melhora da acuidade visual em 92% dos casos e 64% dos olhos alcançaram visão final de 20/40 ou melhor. Nos casos em que não são observados sinais precoces de resolução da hemorragia vítrea, a vitrectomia pode ser considerada como um procedimento efetivo e seguro, com pronta reabilitação visual na Síndrome de Terson.

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Aspectos clínicos da adaptação de óculos com lentes progressivas

Neusa Vidal Sant’Anna
Rubens Belfort Junior
Marcus Vinicius A. Safady
Ricardo Uras

Em estudo prospectivo duplo cego, foram avaliados 80 pacientes présbitas, com o objetivo de avaliar a influência dos fatores ametropia básica, valor da adição, uso prévio de outras correções ópticas e idade, na adaptação de lentes progressivas. Foram utilizados 3 tipos de lentes progressivas; Ultravue, Varilux e Vip 70, denominadas respectivamente de lentes I, II e III, em grupos A, B, C e D de 20 pacientes cada.O grupo A usou primeiro lentes II e depois lentes I, o B usou primeiro lentes II e depois III, o grupo C usou primeiro lentes I e depois II e o grupo D usou primeiro lentes III e depois II. Os 2 óculos foram montados pelo mesmo óptico em armações padrão idênticas. Cada paciente usou pelo período de 1 mês cada tipo de lente. Os resultados foram baseados em questionários e analisados pelos testes estatísticos do qui quadrado, exato de Fisher e teste de Wilcoxon. Dos 80 pacientes estudados, 68 (85%) se adaptaram melhor a uma das lentes progressivas utilizadas, enquanto 12 (15%) não se adaptaram a nenhuma delas. Com relação às marcas das lentes progressivas, houve preferência estatisticamente significante pelas lentes Varilux II quando comparadas com as lentes Vip, tanto para a visão de perto, quanto para a visão de meia distância; porém com predomínio da visão para meia distância. Quando comparamos as lentes Varilux com as lentes Ultravue, houve preferência estatisticamente significante pelas lentes Varilux tanto para as visões de perto quanto para a de meia distância.

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Catarata senil: Características e percepções de pacientes atendidos em projeto comunitário de reabilitação visual

Edméa Rita Temporini
Newton Kara-José
Newton Kara-José Júnior

Realizou-se um "survey" com o propósito de identificar características e percepções de portadores de catarata senil em relação à doença e à assistência oftalmológica. Foram entrevistados 339 pacientes identificados pelo "Projeto Catarata" em Mogi-Guaçu (Brasil). Apresentaram as seguintes características: 51,9% do sexo masculino e 48,1% do sexo feminino, idades entre 50 e 94 anos, 55,7% nunca freqüentaram escola e 73,7% não mais exerciam atividades profissionais. Atribuíram ao uso dos olhos no trabalho (43,1%) e à velhice (40,7%) sua dificuldade visual. As razões declaradas da ausência de tratamento oftalmológico anterior foram principalmente financeiras. Aproximadamente 40,0% declararam ter medo da cirurgia de catarata, por recearem cegueira ou morte; 41,4% atribuíram a cegueira ao desígnio divino. Enfatiza-se a necessidade de ações educativas em saúde ocular e maior facilidade de acesso ao tratamento para prevenção da cegueira e reabilitação visual.

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Preparação, estabilidade e conservação do fator tecidual ativador de plasminogênio (rt-PA) para uso oftalmológico

Juliana M. Ferraz Sallum
Isabel Batista
Acácio Alves Souza Lima Filho
Michel Eid Farah
Rubens Belfort Jr.

Introdução: O fator tissular ativador do plasminogênio, um componente do sistema fibrinolítico, ativa o plasminogênio em plasmina, que degrada a rede de fibrina. O t-PA recombinante (rt-PA) tem sido utilizado em oftalmologia para diminuir as complicações fibrino-proliferativas pós-operatórias. A preparação comercial excede a dose preconizada para uso oftalmológico e o custo por injeção poderia ser reduzido se o produto fosse dividido em doses.

Objetivo: Avaliar se o rt-PA, para uso cardiológico, pode ser diluido e utilizado em oftalmologia, se a atividade é mantida após estocagem e, eventualmente determinar quais os melhores métodos de estocagem e de utilização.

Materiais e métodos: Este trabalho estudou a atividade inicial do rt-PA em placa de fibrina, a atividade residual, após 6 meses de conservação em freezer à -20oC e à -70oC; e ainda a esterilidade do material.

Resultados: A atividade residual após 6 meses de conservação em freezer à -70oC foi 40,7% da atividade inicial e em congelador de geladeira à -20oC foi 34,9%. Se descongelado e deixado à temperatura ambiente 24 horas antes de ser testado a atividade residual cai para 27,9%.

Conclusão: O rt-PA manteve-se estéril após 6 meses, independente da forma de estocagem. A melhor forma de conservação foi o freezer à -70oC. A utilização do rt-PA deve ser portanto imediata após o descongelamento.

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Fator tecidual ativador de plasminogênio (rt-PA) em oftalmologia: casos clínicos

Juliana M. Ferraz Sallum
Michel Eid Farah
Rubens Belfort Jr.

Este trabalho apresenta e discute dez casos clínicos em que o rt-PA foi injetado na câmara anterior na dose de 25µg com a finalidade de dissolver as membranas de fibrina e diminuir as complicações fibrinoproliferativas no pós-operatório de facectomias, cirurgias filtrantes e vitrectomias; acelerar a reabsorção de hifemas; e facilitar a retirada de membranas neovasculares sub-retinianas no per-operatório de vitrectomias.

Todos os pacientes apresentavam membrana de fibrina na câmara anterior resistente ao tratamento máximo com antiinflamatórios. Dos dez casos, 7 apresentaram bom resultado clínico (receberam a injeção do 6o ao 20o dia após a cirurgia, realizada nas seguintes situações: vitrectomias, transplantes de córnea à quente, facoemulsificação em uveíte, membranectomia subretiniana macular, trabeculectomia e facectomia em criança) e três não apresentaram dissolução da fibrina (receberam a injeção do 7o ao 30o dia, e nas seguintes indicações: pós sutura de córnea em trauma perfurante, pós facectomia em catarata traumática e por hifema pós vitrectomia.

Os resultados deste estudo confirmaram que o tempo de pós-operatório e as características biomicroscópicas da membrana são importantes no efeito fibrinolítico do rt-PA. A injeção do rt-PA na câmara anterior mostrou-se eficiente e sem efeito colateral.

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Síndrome de contração capsular

José Beniz
Fernando Trindade

Os autores apresentam dois casos de síndrome de contração capsular. Esta é uma rara complicação da técnica de capsulorrexe, em contra-partida as suas inúmeras vantagens. São feitas considerações sobre sua incidência, diagnóstico diferencial, fatores predisponentes, tratamento e profilaxia.

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Avaliação clínica da lente de contato gelatinosa multifocal para presbiopia

Armando Belfort Mattos
Valéria Belfort Mattos
José Belfort Mattos
Silvia Smit Kitadai

Adaptamos lente de contato gelatinosa multifocal Occasions® em 47 pacientes présbitas. 36 mulheres e 11 homens. A idade variou de 41 a 52 anos. 66% eram hipermétropes.

O tempo de seguimento médio foi de 8,6 meses.

72,3% dos pacientes obtiveram acuidade visual para longe igual ou melhor que 20/30. 48,9% obtiveram acuidade visual para perto igual a J1.

O índice de sucesso na adaptação da lente foi de 55%.

Vinte e dois pacientes não tinham experiência prévia com lentes de contato. O índice de sucesso no grupo sem e com experiência prévia no uso de lentes de contato não foi significante.

A queixa mais comum em 42,5% dos pacientes foi a de baixa da acuidade visual para longe, especialmente à noite.

O estudo mostra a avaliação clínica da lente Occasions® para a correção óptica da presbiopia.

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Pressão intra-ocular na forma crônica da doença de Chagas

João Antonio Prata
João Antonio Prata Jr
Aluízio Prata
Vanize Macedo
Cleudson Nery de Castro

Foram examinados em estudo duplo cego, em área endêmica da doença de Chagas, 166 pacientes, sendo 83 chagásicos e 83 não chagásicos (controle), para comparação da pressão intra-ocular (Po). Estes pacientes não apresentavam glaucoma, hipertensão intra-ocular ou patologias eventualmente capazes de influenciar a Po. Os resultados obtidos mostraram valores médios da Po menores nos portadores da forma crônica da doença de Chagas (13,5 ± 2,3 mmHg) em relação aos seus pares (14,4 ± 2,4 mmHg), diferenças estas estatisticamente significantes (p=0,04). Nos controles observou-se uma correlação diretamente proporcional entre idade e Po de forma estatisticamente significante, o que não ocorreu nos chagásicos. Os chagásicos apresentaram menores valores de Po em ambos os sexos, porém significância estatística foi observada somente para o sexo masculino. Em relação à raça, não houve diferença estatística nos valores da Po. Os resultados mostram que a Po foi estatisticamente menor em indivíduos chagásicos em relação aos controles, sendo que as diferenças foram mais evidentes entre os pacientes do sexo masculino e na faixa etária após os 40 anos.

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Recorrência de doença herpética corneal após tratamento para neovascularização de córnea com argon laser

Paulo E. C. Dantas
M. Cristina Nishiwaki-Dantas
Nilo Holzchuh

Considerada como um dos principais fatores associados à rejeição de transplante de córnea, neovascularização de córnea é de difícil tratamento e continua a ser desafio para o cirurgião de córnea. Dentre as várias formas de tratamento se inclui fototerapia com laser de Argônio, que tem se mostrado eficaz em diminuir neovascularização de córnea, e está associada a baixo índice de complicações como irite leve, hemorragia intracorneal e deposição secundária de lipídios. Descrevemos dois casos de recorrência de doença herpética corneal em pacientes com neovascularização de córnea tratados com fotocoagulação por laser de Argônio e discutimos possíveis fatores relacionados a essa complicação.

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