Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 59 - fascículo 2

Resumo dos artigos deste fascículo

Geração de rotações binoculares combinadas em casos de perdas de ação muscular. Mecanismos para conjugaçoes rotacionais
Uso do adesivo bio1ógico de fibrina no tratamento do descolamento regmatogênico de retina experimental em coe1hos: 1- Estudo clínico
Uso do adesivo biológico de fibrina no tratamento do descolamento de retina regmatogênico experimental em coelhos: 2 - Estudo Histopatológico
Condições visuais de pacientes glaucomatosos em um hospital universitário
Conteúdo protéico do humor aquoso de portadores de glaucoma primário de ângulo aberto
Envolvimento ocular na Hanseníase: Estudo em pacientes de ambulatório
Transplante de córnea em olhos vitrectomizados com injeção de óleo de silicone
Transplante de córnea a quente
Ocorrência de precipitado cristalino branco e uso tópico de diversas concentrações de ciprofloxacina em defeitos epiteliais corneanos
Prótese de íris para olhos com aniridia e óleo de silicone
Influência do tratamento clínico do g1aucoma sobre um teste de sensibilidade ao contraste
Estudo da acuidade visual em crianças portadoras de toxoplasmose ocular congênita
Quem segue corretamente o tratamento clínico do glaucoma?
Adaptação de lentes de contato em degeneração marginal pelúcida
Complexo óculo-aurículo-vertebral (síndrome de Goldenhar): achados oculares em oito pacientes
Revisão de 22 casos de estrias angióides
 
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Geração de rotações binoculares combinadas em casos de perdas de ação muscular. Mecanismos para conjugaçoes rotacionais

Harley E. A. Bicas

A reposição de forças para correção de paralisias oculomotoras não pode ser adequadamente garantida pelo contato direto de seus agentes com o olho. Forças geradas por campos magnéticos são uma alternativa plausível, mas apresentam dificuldades técnicas para suas aplicações, não só por suas magnitudes (esponencialmente decrescentes com o quadrado da distancia entre os elementos que se atraem ou repelem), como pelo arranjo que possibilite rotações oculares coordenadas. Alguns modelos mecanicos teóricos operando com imãs são propostos como possível solução, analisando-se condições para seus funcionamentos.

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Uso do adesivo biológico de fibrina no tratamento do descolamento regmatogênico de retina experimental em coelhos: 1- Estudo clínico

Ayrton R. B. Ramos
Carlos A. Moreira Jr.
Lúcio H. Matsumoto
Cinthia C B. Ramos
Paulo A. B. Costa
Luis F. B. Torres

As técnicas modernas de vitrectomia "pars plana" têm permitido uma alta taxa de sucesso na cirurgia do descolamento de retina regmatogênico; entretanto, em alguns casos, ainda se obtém resultados pouco satisfatórios, pela dificuldade de se manter todos os buracos retinianos permanentemente fechados Este estudo objetiva verificar, de modo longitudinal, controlado, randomizado e cego, as alterações clínicas induzidas, pelo adesivo biológico de fibrina heterólogo, nos olhos de coelhos submetidos a facectomia e vitrectomia "pars plana", para a correção de descolamentos regmatogênicos de retina experimentais Utilizaram-se 40 olhos divididos em dois grupos de vinte. Nos olhos do grupo A (grupo controle), realizou-se um descolamento de retina regmatogênico com a rotura, localizando-se a 2 diâmetros papilares, inferiormente ao centro do raio medular sem injeção de adesivo Os olhos do grupo B (grupo de experimentação) foram submetidos a igual procedimento; sendo injetado o adesivo de fibrina, na quantidade de 0,2 mililitros, no espaço subretiniano, após troca fluido-gasosa. Os olhos de cada grupo foram distribuídos em 10 subgrupos de 4 olhos e sacrificados no 1°, 4°, 7°,14° e 30° dias de pós-operatório Estudaram-se os achados clínicos, nos olhos do grupo A e B. A observação clinica revelou que não houve diferença significativa entre os olhos do grupo controle e do grupo que recebeu o adesivo de fibrina quanto aos resultados obtidos pelos exames clinicos da conjuntiva, câmara anterior e cavidade vítrea. O exame da retina revelou que houve maior adesividade retiniana; ou seja, menor taxa de descolamento de retina nos olhos que receberam o adesivo de fibrina. (p=0,05)

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Uso do adesivo biológico de fibrina no tratamento do descolamento de retina regmatogênico experimental em coelhos: 2 - Estudo Histopatológico

Ayrton R. B. Ramos
Luis F. B. Torres
Carlos A. Moreira Jr.
Paulo A. B. Costa
Lúcio H. Matsumoto

As técnicas modernas de vitrectomia "pars plana" têm permitido uma alta taxa de sucesso na cirurgia do descolamento de retina regmatogênico; entretanto, em alguns casos, ainda se obtém resultados pouco satisfatórios, pela dificuldade de se manter todos os buracos retinianos permanentemente fechados. Este estudo objetiva verificar, de modo longitudinal, controlado, randomizado e cego, as alterações morfológicas induzidas, pelo adesivo biológico de fibrina heterólogo, na retina de coelhos submetidos à facectomia e vitrectomia "pars plana", para a correção de descolamentos regmatogênicos de retina experimentais. Utilizaram-se 40 olhos divididos em dois grupos de vinte. Nos olhos do grupo A (grupo controle), realizou-se um descolamento de retina regmatogênico com a rotura, localizando-se a 2 diametros papilares, inferiormente ao centro do raio medular sem injeção de adesivo. Os olhos do grupo B (grupo de experimentação) foram submetidos a igual procedimento; sendo injetado o adesivo de fibrina, na quantidade de 0,2 mililitros, no espaço sub-retiniano, após troca fluido-gasosa. Os olhos de cada grupo foram distribuidos em 10 subgrupos de 4 olhos e sacrificados no 1°, 4°, 7°,14° e 30° dias de pós-operatório. Estudaram-se os achados histopatológicos, nos olhos do grupo A e B. A observação microscópica revelou que o adesivo de fibrina foi absorvido até o 4° dia pós-operatório, em todos os olhos do grupo B. Houve diferença significativa quanto à presença de polimorfonucleares na retina; sendo que isto não foi significativo para a infiltração de monomorfonucleares. Não houve diferença significativa quanto à presença de edema de retina e perda dos prolongamentos dos fotorreceptores. Houve mais atrofia retiniana, maior reação gliomesodérmica e maior aparecimento de pontes gliomesodérmicas nos olhos do grupo B. Concluiu-se que o adesivo de fibrina heterólogo produz adesão cório-retiniana; entretanto, induz maior processo inflamatório retiniano.

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Condições visuais de pacientes glaucomatosos em um hospital universitário

Rita M. Gullo
Vital P. Costa
Luciana Bernardi
Newton Kara-José

Realizou-se um estudo retrospectivo dos prontuários de 197 pacientes atendidos pela primeira vez no Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP com o objetivo de avaliar o grau de perda de função visual. Pacientes glaucomatosos atendidos pela primeira vez apresentaram dano glaucomatoso avançado, com altos indices de cegueira unilateral (51,8%) e bilateral (33,3%), elevada porcentagem de olhos com perda de fixação (44,4%) e defeitos de campo em ambos os hemisférios (22,2%). A maioria (67,4%) dos pacientes sequer completaram a avaliação oftalmológica. Concluiu-se que não basta à Universidade prover atendimento ao paciente e formar especialistas de qualidade, mas também atuar para mudar as condições da saúde como um todo, criando condições para que a população seja educada, tenha condições de acesso e aderência ao tratamento.

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Conteúdo protéico do humor aquoso de portadores de glaucoma primário de ângulo aberto

Geraldo Vicente de Almeida
Luis Roberto Camargo
Ralph Cohen
Rubens Belfort

Utilizando a técnica de Lowry de quantificação de proteínas, a técnica de Laemli de eletroforese em gel de poliacrilamida e a técnica de Oakley et al. de coloração pela prata, analisou-se quantitativa e qualitativamente o conteúdo protéico do humor aquoso de 32 pacientes que iriam ser submetidos a cirurgia oftálmica: 18 portadores de catarata senil e 14 portadores de glaucoma primário de ângulo aberto. Verificou-se que a média da concentração protéica total do grupo de portadores de catarata senil era 20,546 mg% e a do grupo de portadores de glaucoma primário de ângulo aberto 19,356 mg%, não havendo diferença estatisticamente significante entre elas. Foram encontradas oito proteínas no grupo de portadores de catarata senil e nove no grupo de portadores de glaucoma primário de angulo aberto, em número variável de pacientes. A única proteína encontrada em todas as amostras de humor aquoso, dos dois grupos, foi a de 67 quilodaltons, a albumina. A proteína com peso molecular de 150 quilodaltons foi encontrada semente no grupo de portadores de glaucoma primário de angulo aberto, em 57,1% das amostras e a de 190 quilodaltons em 85,7% dos portadores de glaucoma primário de angulo aberto e em 16,6% das amostras de portadores de catarata senil.

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Envolvimento ocular na Hanseníase: Estudo em pacientes de ambulatório

Hermelino Lopes de Oliveira Neto
Jorge Luiz Matos Silva
Paulo Góis Manso
Isa Maria Botene
Marta Beatriz de Filippi Sartori

Foram estudados 67 pacientes (134 olhos), encaminhados aleatoriamente do ambulatório de hanseníase da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Não tínhamos conhecimento prévio da forma clínica, para não interferir no exame ocular Do total, 86 olhos (64,2 % ) tinha envolvimento ocular, sendo a forma Virchowiana a mais freqüente (69,2%), seguida da Dimorfa (18,6%), indeterminada (7%) e Tuberculóide (4,7%). Dos anexos oculares, a madarose parcial de supercilios e cílios foi a mais freqüente, 45% e 40% respectivamente. No globo ocular, a sensibilidade corneana esteve diminuída em 15,1% e atrofia estromal de íris, foi a alteração iriana mais encontrada, 8,3%. Sessenta e quatro porcento dos pacientes seguidos ambulatorialmente para controle da hanseníase tinham alteraçoes oculares A forma Virchowiana foi a mais freqüente com 69,7% dos casos de envolvimento ocular. A madarose e cílios e supercilios, assim como a alteração de sensibilidade corneana são achados importantes nos indivíduos com hanseníase.

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Transplante de córnea em olhos vitrectomizados com injeção de óleo de silicone

Roberto Scherer
Hamilton Moreira
Carlos Moreira Júnior
Ezequiel Portella
Murilo Valladares Domingues

Apresentamos uma revisão de 11 pacientes submetidos à transplante de córnea após vitrectomia com injeção de óleo de silicone, acompanhados por um período que variou entre 1 e 14 meses (média de 7 meses). A freqüência de falência do transplante foi de 27%. Quando o óleo de | silicone era removido antes ou durante o transplante, a freqüência de falência foi de 17% (1 em 6) em comparação com 40% (2 em 5) quando o óleo permaneceu no olho.

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Transplante de córnea a quente

Diane Ruschel Marinho
Sérgio Kwitko
Maria Cristina Boelter
Silvana Cattani
Roseli Henkin Raskin
Samuel Rymer

Os autores realizaram transplante de córnea a quente em 27 olhos. A principal indicação foi o tratamento de ceratite infecciosa (88,8%) de etiologias micótica (51,8%), bacterianas(17,8%), herpéticas (11,1%) e por Acanthamoeba (3,7%). A cura do processo ativo foi obtida em 81,4% dos casos, sendo que 25,9% dos enxertos permaneceram transparentes durante o seguimento médico de 21 meses. As principais complicações foram descompensação da córnea por rejeição (55,5%), glaucoma (29,6%), catarata (25,9%), phthisis bulbi (18,5%), endoftalmite (14,8%) e retransplante por recidiva da infecção (11,1%). 0 transplante a quente demonstrou ser indispensável e com boa eficácia na cura de processos graves, resolvendo o problema em definitivo, ou preparando o olho para posterior recuperação funcional.

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Ocorrência de precipitado cristalino branco e uso tópico de diversas concentrações de ciprofloxacina em defeitos epiteliais corneanos

José Antonio de Almeida Milani
Milton Ruiz Alves
Newton Kara-Jose

Os autores estudam a ocorrência de precipitado cristalino branco com o uso tópico de diversas concentrações de ciprofloxacina em defeitos epiteliais corneanos, em coelhas. Um precipitado branco localizado na porção superficial do defeito corneano foi observado em 35,71% dos olhos tratados com ciprofloxacina a 0,3%, em 60 % dos olhos medicados com 0,50% e em 100% dos olhos que receberam a droga nas concentrações de 0,75% e 1,20%.

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Prótese de íris para olhos com aniridia e óleo de silicone

Carlos A. Moreira Jr.
Hlamilton Moreira
Ana Tereza R. Moreira

A possibilidade de tratamento cirúrgico em olhos severamente traumatizados tem aumentado com a introdução de novas técnicas de cirurgia vítreoretiniana. Olhos que precisam do implante de óleo de silicone por períodos de tempo prolongados devido à hipotonia crônica e ao aparecimento de descolamento de retina recurrente não são tão incomuns. Infelizmente alguns destes olhos apresentam aniridia total devido ao trauma, o que permite o contacto do óleo de silicone com o endotélio corneano. Com o passar do tempo a córnea vai descompensando até ficar opaca. Com o objetivo de impedir tal contacto colocamos em um olho, com as características acima descritas, uma prótese de íris do tipo Heimann. Este paciente evoluiu relativamente bem, mas com 12 meses após a cirurgia houve passagem de uma bolha de silicone, pelo orifício central da prótese, para a camara anterior do olho, fazendo com que a córnea voltasse a descompensar. Juntamente com Mediphacos i, desenvolvemos um novo tipo de prótese de íris que possui duas amplas aberturas laterais e elimina a necessidade do orifício central para a circulação do humor aquoso. Tal prótese, efetivamente, evita a passagem do óleo de silicone para a porção anterior do olho. Colocamos esta nova prótese em um caso de olho único, que agora tem 7 meses de seguimento e até o momento não apresentou nenhum problema. A experiência com estas duas próteses irianas, a técnica para a colocação das mesmas e seus resultados são apresentados neste trabalho. É feita uma comparação entre os dois tipos de próteses, fazendo-se uma avaliação do desenho de cada uma delas. A possibilidade de utilização de tal prótese permite que olhos gravemente traumatizados, que muitas vezes são olhos únicos para o paciente afetado, permaneçam com a córnea transparente e enxergando por longo tempo, evitando a cegueira.

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Influência do tratamento clínico do glaucoma sobre um teste de sensibilidade ao contraste

Eleonore Jean Norris
Paulo Augusto de Arruda Mello
Rubens Belfort Mattos

O diagnóstico de glaucoma tem sido feito, de rotina, baseado em alterações a nível de pressão intra-ocular (Po), disco óptico e campo visual Entretanto, esses métodos falham em detectar lesões glaucomatosas precoces. Atualmente, métodos propedêuticos como o teste de Sensibilidade ao Contraste (SC) tem sido utilizados, objetivando um diagnóstico precoce e melhor acompanhamento da doença. Trinta e um olhos glaucomatosos foram avaliados em relação ao desempenho no teste de SC antes e após instituído tratamento clínico, e comparados a 24 olhos normais. A análise estatística evidenciou melhora do contraste em todas as freqüências espaciais estudadas, quando comparados dados pré e póstratamento, alcançando valores estatisticamente semelhantes aos dos normais.

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Estudo da acuidade visual em crianças portadoras de toxoplasmose ocular congênita

Silvia Veitzman
José Belmiro de Castro Moreira

A toxoplasmose ocular congênita causa lesões maculares que provocam uma perda visual severa. Com o objetivo de analisar a resposta visual de crianças portadoras desta doença, a acuidade visual por resolução de grade de estimulos foi obtida pelo método dos cartões de acuidade de Teller em 37 indivíduos de 9 a 156 meses de idade, com lesões retinicas maculares bilaterais cicatrizadas pertencentes ao ambulatório de visão subnormal do departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Em 18 pacientes com idade superior a 48 meses os resultados obtidos foram comparados à acuidade visual por reconhecimento de optotipos.

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Quem segue corretamente o tratamento clínico do glaucoma?

Emília Ritsuko Yasuoka
Paulo Augusto de Arruda Mello
Eleonore Jean Norris

O paciente glaucomatoso crônico que não segue corretamente as orientações médicas pode prejudicar seriamente a eficácia de um tratamento clínico. Não encontrando na literatura nacional trabalhos que demonstrem quais as características do brasileiro Infiel ao tratamento do glaucoma, fizemos uma análise de 481 pacientes através da aplicação de um questionário. No dia da aplicação do questionário, 15,8% dos pacientes neo estavam usando a medicação prescrita. Não houve diferença significante em relação ao sexo, acuidade visual e cirurgia-laserterapia prévia Os Infiéis ao tratamento, na sua maioria, estavam na faixa etária acima dos 80 anos, viúvos ou divorciados, analfabetos, aposentados e com menor tempo de seguimento (teste X2). Com essa análise, fica clara a importancia da orientação recebida pelo paciente glaucomatoso, em especial os pacientes de risco aqui demonstrados. Sugerimos a ajuda de auxiliares médicos na conscientização da importancia do uso adequado da medicação prescrita na prevenção de danos visuais irreversíveis.

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Adaptação de lentes de contato em degeneração marginal pelúcida

Renato Gonzaga Renato Leça
Ricardo Takahashi
Sandra Osório Marcelo Cunha
Cesar Lipener

Este estudo mostra a adaptação de lentes de contato em quinze portadores de DMP, sendo que em 12 (80%) a adaptação ocorreu com sucesso. Adaptouse em dez pacientes lentes de contato rígida esférica, um paciente lente de contato tórica posterior e um paciente lente de contato gelatinosa. Três pacientes apresentaram intolerancia às lentes de contato e foram submetidos a transplante de córnea, Houve melhora da acuidade visual nos doze pacientes em que se adaptou lente de contato, sendo que todos os pacientes apresentaram no final pelo menos um olho com acuidade visual igual ou melhor que 20/40.

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Complexo óculo-aurículo-vertebral (síndrome de Goldenhar): achados oculares em oito pacientes

Lucia Miriam Dumont Lucci
Ricardo Locilento
Maria Regina dos Reis Pacheco
Waldir Martins Portellinha
Ana Estela B. P. P. Sant'Anna

Entre 1989 e 1994, foram estudados oito pacientes com COAV (síndrome de Goldenhar) no setor de Plástica Ocular da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Cinco pacientes eram do sexo masculino e três do feminino. A idade variou de seis meses a 23 anos e sete pacientes eram da raça caucasiana e um da oriental. Todos os pacientes foram casos isolados na familia. As duas alterações mais freqüentes foram dermóide epibulbar temporal inferior e coloboma da pálpebra superior, seguidos por simbléfaro, anomalias da musculatura extrínseca ocular e entrópio, que coincidem com os achados da literatura.

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Revisão de 22 casos de estrias angióides

Marcos Ferreira
Valéria Maria Tavano
Aldo Noguera
Paulo Henrique Moralles
Magno Ferreira
Michel Eid Farah

Foram analisados os prontuários de 22 pacientes (43 olhos) com diagnóstico de estrias angióides no período de março de 1977 a novembro de 1994. A idade média foi de 40,95 anos, variando de 17 a 77 anos. Vinte e um pacientes eram da cor branca, 1 da cor amarela, não tivemos pacientes da cor preta. A acuidade visual inicial era de 20/40 ou melhor em 55,8% pacientes, entre 20/50 a 20/70 em 19,3%,20/80 a 20/200 em 23,2% e pior que 20/200 em 11,7%. Treze pacientes (60%) tinham pseudo xantoma elástico, 1 paciente (4%) com anemia falciforme, 9 (40%) de causa idiopática. Não tivemos paciente com doença de Paget. Membrana neovascular sub retiniana estava presente em 6 pacientes e 2 pacientes desenvolveram a membrana em 4 anos de seguimento.

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