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- Efeito
do maleato de timolol sobre a
pressão intra-ocular no glaucoma congênito
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- Alberto Jorge
Betinjane
Cesar Moreira Sampaio
Fany Solange Usuba
José Carlos Eudes Carani
- Foram estudados 19
olhos de 11 pacientes portadores de glaucoma
congênito hereditário simples, ou primário
(média etária de 19 anos). Todos os olhos já
haviam sido operados (no mínimo uma vez e no
máximo 3 vezes) para tratamento da doença.
Estavam sob uso de colírio de maleato de timolol
0,5 por um período não inferior a 4 meses,
prescrito em virtude de não apresentarem
pressão intra-ocular devidamente controlada
pela(s) cirurgia(s). Foram determinadas as
medidas tonométricas nos horários de 8 - 11 e
14 hs. A medicação ocular foi então suspensa
por um período de 15 dias tendo após este tempo
sido determinado novamente os valores da pressão
intra-ocular nos mesmos horários anteriormente
considerados. Os valores tonométricos obtidos
com medicação foram comparados com os valores
sem medicação. As variações tonométricas
percentuais também foram determinadas.
Observou-se diferença significativa dos valores
tonométricos com medicação em relação aos
valores sem medicação, sendo mais baixos os
valores obtidos sob o uso da droga. Os resultados
mostraram que o maleato de timelol 0,5 pode ser
efetivo em reduzir a pressão intra-ocular no
glaucoma congênito hereditário simples, com a
doença não devidamente controlada
cirurgicamente.
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- Avaliação da circulação
retrobulbar através do Doppler colorido: estudo
de indivíduos normais
- Vital Paulino
Costa
Lazlo J. Molnar
Giovanni G. Cerri
- O exame de Doppler
colorido foi empregado para analisar os
parâmetros hemodinâmicos (velocidade de fluxo e
índice de resistência) em artérias oftálmica,
central da retina e ciliar posterior curta de 70
indivíduos normais. Os autores observaram
valores semelhantes em órbitas direita e
esquerda, que não há diferença
estatisticamente significativa entre os valores
obtidos na população masculina e feminina, nem
tampouco uma associação entre idade e
parâmetros hemodinâmicos Uma vez conhecidos os
valores para uma população normal, torna-se
possível o emprego do Doppler colorido na
investigação de condições oculares associadas
a desordens vasculares.
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- Retinopexia
Pneumática - Estudo
colaborativo de 51 casos
- Pedro Paulo Bonomo
Michel Eid Farah
Fausto Uno
- Foram tratados
pela retinopexia pneumática (RP) 51 olhos de
pacientes apresentando descolamento
regmatogênico de retina (DR), sendo 29 da
clínica particular dos autores e 22 do setor de
retina e vítreo da Escola Paulista de Medicina.
Dos 51 casos operados, considerando-se apenas a
primeira tentativa, 30 pacientes (58,82%)
obtiveram sucesso e 21 (41,17%) insucessos, dos
quais 6 pacientes (28,57%) foram submetidos a
nova RP sendo que 5 (23,80%) colaram e 1 (4,6%)
falhou novamente. No final do estudo, 35
pacientes (68,62%) obtiveram sucesso e 16
insucessos (31,37%), que incluiam 9 casos
(17,64%) onde foi indicado retinopexia com
implante escleral e 7 (13,20%) implante escleral
associado à vitrectomia.
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- Transplante
autólogo de conjuntiva no
tratamento da ceratoconjuntivite primaveril
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- Diane Ruschel
Marinho
Marcelo Cunha
Sérgio Kwitko
Samuel Rymer
- Várias são as
opções de tratamento cirúrgico descritas para
a forma palpebral severa de Ceratoconjuntivite
Primaveril (CP), quais sejam, exérese das
papilas do tarso superior, crioterapia,
transplante de mucosa oral e transplante de
tecido de veia safena [1-4]. Muitos destes
procedimentos parecem ter efeito transitório e
outros tornam-se limitados por dificuldades
técnicas e complicações. Apresentamos um
procedimento cirúrgico alternativo, o
transplante de conjuntiva bulbar para o tarso
superior combinado com a exérese prévia das
papilas, o qual realizamos em 3 olhos de 2
pacientes. Após um período de seguimento que
variou de 7 a 16 meses, os pacientes permanecem
assintomáticos, sem recidiva de úlcera corneana
superior ou ceratite, o aspecto biomicroscópico
do enxerto é normal e não houve crescimento das
papilas gigantes sobre o transplante. Acreditamos
ser esta uma técnica cirúrgica segura e eficaz
para os casos de CP refratários ao tratamento
clínico, principalmente na vigência de
ulceração corneana.
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- Glaucoma
facolítico - correlação
clínica com proteínas no humor aquoso
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- Maria Rosa Bet de
Moraes Silva
Daniel Ramos Parente
Silvana Artioli Schellini
Edson Nacib Jorge
André Honsi Jorge
Paulo Cesar Gaiotto
- São estudados 5
casos com diagnóstico clínico de glaucoma
facolítico do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, que
foram submetidos à facectomia. Foram dosadas as
proteínas totais do humor aquoso (H.A.) destes
pacientes e feito exame anatomopatológico do
cristalino e citológico do H.A. Os autores
discutem a correlação dos achados dos exames
com o quadro clínico e chamam atenção para a
facilidade e o baixo custo do teste do biureto
para se dosar proteínas no H.A.
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- Ação
da mitomicina C nas estruturas
intraoculares de coelhos
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- Jorge Mitrei
Pedro Paulo Bonomo
Michel Eid Farah
Wilson Cursino
- Injetamos no
espaço vítreo, Mitomicina C em concentrações
de 0,1 mg/0,1 ml e 0,5 mg/0,1 ml e, deixamos a
droga ser absorvida nos tecidos oculares, por
difusão, sem removê-la cirurgicamente.
A Mitomicina é altamente lesiva para a retina,
coróide e corpo ciliar, levando à necrose
isquêmica desses tecidos nas duas
concentrações usadas (0,1 mg e 0,5 mg) sendo
que as alterações da retina e do cristalino
foram mais graves no grupo de maior
concentração e nesse grupo os olhos foram para
atrofia.
A necrose total da retina ocorreu em todos os
olhos do grupo 2 (mitomicina 0,5 mg) (100%) e em
21% dos olhos do grupo 1 (mitomicina 0,1 mg)
Neste grupo houve maior incidência de necrose
parcial da retina (63,9%).
A incidência de necrose isquêmica da coróide e
corpo ciliar também foram maiores no grupo 2
(mitomicina 0,5 mg), tendo ocorrido necrose total
em todos os olhos neste grupo.
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- Efeito
da aplicação per-operatória
de mitomicina-C a 0,02% sobre o tratamento de
pterígio recidivado
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- Félix Hernando
Celis Victoria
Maria Cristina Nishiwaki Dantas
Paula Boturão de Almeida
Nilo Holzchuh
- Recorrência de
pterígio após ressecção cirúrgica foi
avaliada em 63 pacientes portadores de pterígio
recidivado tratados (grupo I) ou não (grupo II)
com aplicação per-operatória única de
Mitomicina-C (MMC) por 3 minutos. Pacientes foram
avaliados por 12 a 18 meses.
Pacientes com 1 episódio de pterígio recidivado
prévio no grupo I apresentaram recorrência de
5,9%, enquanto no grupo II foi de 40% (p=0,018).
MMC não foi efetiva em pacientes com 2 ou mais
recorrências prévias (p=0,067).
Complicações incluiram granuloma de resolução
espontânea e pequeno simbléfaro em ambos os
grupos (p=0,590).
Conclui-se que a aplicação única
per-operatória de MMC a 0,02% por 3 minutos é
efetiva e segura no tratamento de pterígio
recorrente (com 1 recorrência prévia).
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- Efeito da inclinação
lateral da cabeça sobre a acuidade de pacientes
astigmatas corrigidos com óculos.
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- Ronaldo Boaventura
Barcellos
Luis E. M. Rebouças de Carvalho
Carlos Ramos Souza-Dias
- Vinte e oito
pacientes com astigmatismo elevado e corrigidos
com óculos tiveram sua acuidade visual avaliada
na posição primária do olhar, com a cabeça
ereta e inclinada lateralmente para a esquerda e
para a direita, formando um ângulo de 60 graus
com uma linha vertical (cabeça-pés)
A redução da acuidade visual ao inclinar a
cabeça ocorreu em vinte e sete pacientes
(93,1%), comprovando a existência de uma
torção reflexo, que desloca os olhos do eixo da
lente cilíndrica.
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- Descompressão orbital no
tratamento da orbitopatia distireoidiana
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- Antonio Augusto
Velasco e Cruz
Fernando Cenci Guímarães
Celso Sakuma
Adriana Mauad
- Há muitos anos a
descompressão orbital tem sido indicada no
tratamento de complicações oculares graves
relacionadas à orbitopatia de Graves,
principalmente a ceratopatia de exposição
associada a exoftalmia intensa e a neuropatia
óptica. Neste trabalho apresentamos os
resultados da descompressão orbital de 23
órbitas (13 pacientes) e discute-se a
indicação desta terapêutica em casos
essencialmente estéticos de orbitopatia de
Graves.
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- Campo
visual no glaucoma de ângulo
aberto - Estudo comparativo entre o campo visual
computadorizado central e periférico
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- Italo Mundialino
Marcon
Paulo Augusto de Arruda Mello
Fábio Vacaro
Alexandre Seminoti Marcon
- Foi determinado em
41 olhos de 21 pacientes portadores de Glaucoma
Primário de Ângulo Aberto a ocorrência de
defeitos glaucomatosos existentes somente no
campo visual computadorizado periférico
(30/60-2) sem estarem presentes no central
(30-2).
Os resultados foram avaliados utilizando o
Padrão Standard de Desvio
(PSD).
O estudo mostrou que em 7 olhos (17,07%) os
defeitos glaucomatosos somente foram encontrados
no campo visual periférico, não estando
presentes no campo central.
Com exceção de 1 olho, estes defeitos
periféricos sempre estiveram presentes no setor
nasal do campo visual.
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- Solução
salina balanceada resfriada e a
inflamação pós-operatória em
facoemulsificação
- Christiane Rolim
de Moura
Renato Augusto Neves
Maria Carmen M. Santos
Walton Nosé
Rubens Belfort Jr.
- Cirurgiões
admitem, empiricamente, que a infusão resfriada
de solução salina balanceada durante a
facoemulsificação diminui o processo
inflamatório após o procedimento cirúrgico.
Avaliou-se, assim, o possível papel protetor da
barreira hemato-aquosa por essa solução, quando
utilizada à temperatura mais baixa.
Vinte olhos de 20 pacientes com catarata, sendo
doze do sexo masculino e oito do sexo feminino,
com idade entre 42 e 81 anos, foram divididos em
dois grupos. O primeiro recebeu solução salina
balanceada à temperatura ambiente e o segundo,
à temperatura de 4°C durante a
facoemulsificação.
A inflamação intra-ocular foi quantificada pelo
"KOWA laser flare meter", no
pré-operatório, primeiro e sétimo dias
pós-operatórios.
A média pré-operatória foi inferior a 7,6
fótons/mseg em todos os casos e, nesse tempo do
experimento, os grupos 1 e 2 foram comparáveis
(não se observou diferença entre eles). Não
houve diferença estatisticamente significante
entre os dois grupos no primeiro e sétimo dias
pós-operatórios (P<0,001)
Assim, foi possível observar que a infusão
resfriada durante a facoemulsificação não
atuou como fator protetor sobre o componente de
barreira hemato-aquosa da inflamação.
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- Influência
do uso tópico de mitomicina C
na reparação de defeito epitelial corneano
central em coelhas
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- Milton Ruiz Alves
Newton Kara José
- Este estudo foi
realizado com o objetivo de avaliar a influência
do uso tópico da mitomicina C, a 0,04%, a 0,02%
e a 0,008%, e da água destilada (controle) na
reparação de defeito epitelial corneano central
de 7,75 mm de diâmetro, com investigação feita
em uma população de coelhas. A mitomicina C e a
água destilada foram instiladas duas gotas, duas
vezes ao dia, por 4 dias.
A avaliação da cicatrização do defeito
epitelial foi feita com exame biomicroscópico e
com fotografias seriadas da área sem epitélio,
corada com fluoresceína sódica e medida com o
auxílio de um analisador de imagem
computadorizado. O uso de mitomicina C retardou a
reepitelização e na concentração de 0,04% e
de 0,02% desencadeou alterações
histopatológicas, caracterizadas por
descontinuidade do epitélio corneano,
homogeneização das lamelas colágenas, e
presença de infiltrado inflamatório
polimorfonuclear.
Os resultados deste estudo ressaltam a ação
deletéria da mitomicina C quando em contato com
áreas desepitelizadas.
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- Ricardo
Morschbacher
Marinho Jorge Scarpi
- Foi realizado um
levantamento sobre a prevalência de tracoma
entre os habitantes do Parque Indígena do Xingu,
examinando-se as tribos Iaualapiti, Calapalo,
Cuicuro, Matipu, Camaiurá e Uaurá no Alto
Xingu, e Suiá, Caiabi, Juruna e Panará no Baixo
Xingu. Foram examinados 1272 índios, sendo a
prevalência total de tracoma na população
examinada de 33,8%. Os Panará apresentaram a
maior prevalência, ou 75,2%. As tribos do Alto
Xingu apresentaram prevalências com diferenças
não estatisticamente significativas entre si,
sendo a prevalência total de tracoma neste grupo
de 35,6%, semelhante à encontrada entre os
Suiá, de 35,3%. As mais baixas prevalências
foram encontradas entre os Caiabi, com 18,3%, e
entre os Juruna, com 18,0%. Não foram
encontrados casos de triquíase, entrópio,
opacificação de córnea ou baixa de acuidade
visual provocada por tracoma
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- Ressecção cirúrgica em
bloco de melanoma maligno de coróide
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- Carlos A. Moreira
Jr.
Ayrton R. B. Ramos
Samia Ali Wahab
Fernando S. Santos
- O tratamento do
melanoma maligno de coróide pode ser realizado
através da enucleação, radioterapia ou
ressecção cirúrgica local do tumor,
especialmente se o tumor localiza-se na íris,
corpo ciliar ou coróide periférica. A
ressecção local de tumores localizados mais
posteriormente, somente se tornou possível com
as técnicas mais avançadas de cirurgia
vítreo-retiniana. Além disso, a técnica de
ressecção local tem vantagens sobre a
enucleação e a radioterapia na preservação da
visão. Os autores relatam um caso de paciente
portadora de melanoma maligno de coróide que
iniciava na periferia, atingindo o equador do
olho, e que foi tratado com ressecção
cirúrgica local. A remoção do tumor
transcorreu sem anormalidades, e no 4° mês de
pós-operatório a paciente apresentava acuidade
visual de 20/30, que diminuiu até 20/60 devido a
edema macular cistóide. A paciente mantém-se
estável desde então, e nenhum sinal de
crescimento tumoral foi observado até 18 meses
após a cirurgia.
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