Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 66 - fascículo 5
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

Eficácia da técnica de sutura ajustável per-operatória simplificada para a correção de desvios horizontais: estudo prospectivo de 49 pacientes
Mariza Polati, Cíntia Fabiane Gomi, Carlos Alberto Rodrigues Alves, Sandra de Fátima Medeiros Reis Verderosi
Uso de mitomicina C tópico no tratamento da neoplasia intra-epitelial córneo-conjuntival e carcinoma espinocelular conjuntival – Resultados preliminares
Priscilla Luppi Ballalai, José Álvaro Pereira Gomes, Myrna Serapião dos Santos, Denise de Freitas, Clélia Maria Erwenne,Moacyr Rigueiro

Lente fácica de câmara posterior para correção de hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial
Cristina Moreira Salera, Edgar Emiliano Duarte Servian, Fernando Bonfim Moreira, Márcia Reis Guimarães, Raul Damásio Castro, Ricardo Queiroz Guimarães

O cálculo do poder das lentes intra-oculares e o Orbscan-II. Parte 1: O poder óptico da córnea normal
Érika C. Canarim de Oliveira, Carlos G. Arce, Mauro Campos, Paulo Schor
Refractive changes after scleral buckling surgery
João Jorge Nassaralla Junior, Belquiz Rodriguez do Amaral Nassaralla
Hemorragia subaracnóidea e síndrome de Terson: estudo prospectivo
Sung Eun Song, Arnaldo Furman Bordon, Juliana Maria Ferraz Sallum, Michel Eid Farah
Descrição de uma ferramenta digital e de um ambiente virtual para fins de segunda opinião em oftalmologia
Alessandro Dantas Pennella, Paulo Schor, Roberto Roizenblatt
Complicações oftálmicas em pacientes com tumores malignos extra-orbitários
Ana Célia Baptista, Edson Marchiori, Edson Boasquevisque, Carlos Eduardo Lassance Cabral, Mário Bonfim
Avaliação da resposta terapêutica nas alergias oculares por meio da citologia esfoliativa
Haroldo de Lucena Bezerra, Luiz Vicente Rizzo, Maria Cecília Zorat Yu, Denise de Freitas
Free conjunctival grafts in the repair of leaking filtering blebs
Renato C. Costa, Zélia Maria da Silva Corrêa, Richard P. Wilson, Italo Mundialino Marcon, Fabiana Buffé
Efeito da facectomia no posicionamento palpebral superior: comparação entre as técnicas de facoemulsificação e a extracapsular
Roberto Pinto Coelho, Raquel Nunes Paiva, Antonio Augusto Velasco e Cruz
Perfil clínico-epidemiológico de pacientes do Ambulatório de Alergia Ocular da Santa Casa de São Paulo
Denise Atique Goulart, Dario Grechi Goulart, Marcela Colussi Cypel, Paulo Elias Correa Dantas, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas
Efeito da instilação correta de colírios sobre a pressão intra-ocular de pacientes com glaucoma
Paulo Gelman Vaidergorn, Marco Antonio de Castro Olyntho Jr, Marcelo Roco Gomes, Roberto Freire Santiago Malta
O perfil dos cirurgiões de catarata no sul do Brasil
Rafael Faustini Loeff, Zélia Maria da Silva Corrêa, Alexandre Seminoti Marcon, André Moraes Freitas, Ítalo Mundialino Marcon
Técnica para preparação e conservação de olhos de porco para cirurgia experimental
Heryberto da Silva Alvim, Cristiano Menezes Diniz, Patrick Frensel de Moraes Tzelikis, Roberto Martins Gonçalves, João André da Costa Maia
Influência da lista única de uma regional de transplantes de córnea em um Banco de Olhos vinculado a um hospital escola
Lauro Augusto de Oliveira, Beatriz Soares Corrêa, Gildásio Castello de Almeida Jr, Marta Teixeira Ferrari, Luiz Kazuo Kashiwabuchi
Aspectos psicológicos em usuários de prótese ocular
Nara Lúcia Poli Botelho, Marcos Volpini, Eurípedes da Mota Moura
Antifungal susceptibility testing of yeast isolated from corneal infections
Vera Lucia Degaspare Monte Mascaro, Ana Luisa Höfling-Lima, Olga Fishman Gompertz, Maria Cecília Zorat Yu, Daniel Archimedes da Matta, Arnaldo Lopes Colombo
Resultado visual comparativo entre dois aparelhos de excimer laser: Summit Apex Plus e Aesculap-Meditec Mel 70 em cirurgia de miopia e astigmatismo
Marcia Domingues Fernandes, Marta Sartori, Mauro Campos
Modelos de neovascularização corneana em coelhos - Análise morfológica
Daniel Ramos Parente, Maria Rosa Bet de Moraes Silva, Raimundo Gerônimo da Silva Júnior, Mariângela de Alencar Marques

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Eficácia da técnica de sutura ajustável per-operatória simplificada para a correção de desvios horizontais: estudo prospectivo de 49 pacientes
Mariza Polati
Cíntia Fabiane Gomi
Carlos Alberto Rodrigues Alves
Sandra de Fátima Medeiros Reis Verderosi

Objetivo: Avaliar a eficácia de técnica simplificada de cirurgia ajustável per-operatória, sob anestesia geral, para a correção de desvios horizontais. Métodos: Estudo prospectivo de 49 pacientes portadores de desvio horizontal, 22 com esotropia (ET) e 27 com exotropia (XT), da Secção de Motilidade Ocular Extrínseca da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Todos os pacientes foram submetidos à cirurgia utilizando-se a técnica de ajuste per-operatório. O ajuste foi realizado comparando-se a medida do desvio em milímetros (mm) do reflexo de luz na córnea no pré-operatório e a medida tomada no per-operatório, em plano anestésico profundo. Nas ET, o reflexo foi medido a partir do lado temporal do limbo e nas XT, do lado nasal. Todo o cálculo para o ajuste ou não, foi feito baseado nas medidas em milímetros, não se convertendo mm em dioptrias prismáticas, e nem se utilizando a pupila como ponto de referência. Resultados: 28 pacientes (57,1%) apresentaram alteração do desvio em plano anestésico profundo. Em 25 pacientes (51,0%) foi necessária a realização do ajuste. Estabelecendo-se como critério de sucesso cirúrgico ortotropia, eso ou exotropia até 10 dioptrias prismáticas no pós-operatório após, no mínimo, 6 meses, a taxa de sucesso foi 75,6%. Conclusão: Os resultados mostraram que a técnica é eficiente. A técnica de cirurgia simplificada com ajuste per-operatório descrita pelos autores, oferece mais uma opção de tratamento cirúrgico visando diminuir o número de reoperações e aumentar a taxa de sucesso nas correções dos desvios, principalmente nos casos de mais difícil planejamento e que não colaboram para ajuste com anestesia tópica e/ou pós-operatório. Por ser técnica simplificada, pode ser mais facilmente realizada por cirurgiões menos experientes, aumentando a sua utilização em maior número de casos.

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Uso de mitomicina C tópico no tratamento da neoplasia intra-epitelial córneo-conjuntival e carcinoma espinocelular conjuntival – Resultados preliminares
Priscilla Luppi Ballalai
José Álvaro Pereira Gomes
Myrna Serapião dos Santos
Denise de Freitas
Clélia Maria Erwenne
Moacyr Rigueiro

Objetivo: Avaliar a segurança, a eficácia e a recidiva tumoral após o uso de mitomicina C (MMC) tópica no tratamento de neoplasias intra-epiteliais (NIC) primárias e recidivadas e carcinomas espinocelulares (CEC) recidivados. Métodos: Dois grupos de pacientes foram tratados. Grupo 1 com diagnóstico de NIC primário ou recidivado fez uso do colírio de MMC 0,02%, 4 vezes ao dia por 28 dias. O grupo 2 com diagnóstico de CEC recidivado fez uso do colírio de MMC 0,02%, 4 vezes ao dia por 21 a 28 dias. Após o término do tratamento era feita citologia exfoliativa para controle ou biópsia nos casos de lesão residual. Resultados: Oito pacientes com NIC e 1 com CEC mostraram regressão total da lesão e citologia exfoliativa de controle negativa para células neoplásicas. Em 1 paciente com NIC e 2 com CEC, houve regressão parcial das lesões, tendo sido necessária exérese cirúrgica da lesão residual, com exame anatomopatológico negativo para neoplasia. Os efeitos colaterais foram transitórios e desapareceram após a suspensão do colírio. Não houve recidiva tumoral num seguimento médio de 24,9 meses. Conclusão: Os resultados preliminares desse estudo sugerem que o uso da MMC tópica é opção segura e eficaz como tratamento único de NIC primária ou recidivada e no tratamento do CEC recidivado, porém não evitando a cirurgia na maioria dos pacientes com CEC. Não foram observadas recidivas tumorais durante o segmento. Mais estudos são necessários, com maior número de pacientes e maior tempo de seguimento para confirmar esses resultados.

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Lente fácica de câmara posterior para correção de hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial
Cristina Moreira Salera
Edgar Emiliano Duarte Servian
Fernando Bonfim Moreira
Márcia Reis Guimarães
Raul Damásio Castro
Ricardo Queiroz Guimarães

Objetivo: Avaliar a eficácia, previsibilidade e segurança do implante de lente fácica de câmara posterior para a correção de hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial. Métodos: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de seis pacientes (10 olhos) com hipermetropia consecutiva à hipercorreção após ceratotomia radial submetidos ao implante de lente fácica de câmara posterior para sua correção. Resultados: O equivalente esférico pré-operatório médio da refração dinâmica foi de +4,65 dioptrias (variando de +2,50 a +6,50 dioptrias) e o equivalente esférico pós-operatório médio foi de +0,3375 dioptrias (variando de -0,875 a +2,25 dioptrias). Quando comparamos as acuidades visuais com correção pré e pós-operatórias observamos que três olhos (30%) ganharam duas linhas de acuidade visual, dois (20%) ganharam uma linha de acuidade visual, um (10%) manteve a mesma acuidade visual, três olhos (30%) perderam uma linha de acuidade visual e um olho (10%) perdeu duas linhas. Conclusão: O implante da lente fácica de câmara posterior para correção da hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial mostrou-se como uma nova opção para o tratamento desta indesejável complicação, entretanto, fazem-se necessários estudos abrangendo maior número de casos e um acompanhamento a longo prazo destes casos.

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O cálculo do poder das lentes intra-oculares e o Orbscan-II. Parte 1: O poder óptico da córnea normal
Érika C. Canarim de Oliveira
Carlos G. Arce
Mauro Campos
Paulo Schor

Objetivo: Avaliar o poder dióptrico da porção central da córnea normal. Métodos: Análise retrospectiva da topografia por varredura de fenda de luz e disco de Plácido em 30 olhos normais. Resultados: Os poderes médios ceratométrico, anterior, da espessura e total; ópticos ceratométrico e total; axiais ceratométrico e total; tangencial total, equivalente e a soma do poder médio de ambas superfícies foram semelhantes (p³0,8361) nas quatro áreas centrais analisadas (0,04, 1, 3 e 5 mm de diâmetro). O poder médio posterior diminuiu de –6,62 D até –6,35 D (p=0,0030). A espessura média aumentou de 524 mm até 554 mm (p=0,0231), representando 0,13 D do poder total da córnea. Os poderes óptico (p£0,0167), axial (p£0,0099) e médio (p£0,0030) ceratométricos foram aproximadamente 1,50 D mais positivos que os respectivos poderes totais. O poder médio total foi igual ao poder equivalente (p³0,4907) e à soma do poder de ambas superfícies (p³0,3868). O poder médio anterior foi ao redor de 7,5 vezes maior que o poder médio posterior. Conclusões: O poder real da córnea calculado usando ambas superfícies, sua espessura e os índices de refração fisiológicos é menor que o poder convencionalmente aceito e determinado pela medição da curvatura da superfície anterior e o índice de refração ceratométrico da córnea (F<K). O poder da superfície posterior e a paquimetria variam conforme o tamanho da área central estudada. O poder da superfície anterior e o poder total se mantêm os mesmos. Os componentes do poder total da córnea e a paquimetria parecem ser independentes entre si.

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Refractive changes after scleral buckling surgery
João Jorge Nassaralla Junior
Belquiz Rodriguez do Amaral Nassaralla

Purpose: A prospective study was conducted to compare the refractive changes after three different types of scleral buckling surgery. Methods: A total of 100 eyes of 100 patients were divided into three groups according to the type of performed buckling procedure: Group 1, encircling scleral buckling (42 patients); Group 2, encircling with vitrectomy (30 patients); Group 3, encircling with additional segmental buckling (28 patients). Refractive examinations were performed before and at 1, 3 and 6 months after surgery. Results: Changes in spherical equivalent and axial length were significant in all 3 groups. The amount of induced astigmatism was more significant in Group 3. No statistically significant difference was found in the amount of surgically induced changes between Groups 1 and 2, at any postoperative period. Conclusions: All three types of scleral buckling surgery were found to produce refractive changes. A correlation exists between additional segments and extent of refractive changes.

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Hemorragia subaracnóidea e síndrome de Terson: estudo prospectivo
Sung Eun Song
Arnaldo Furman Bordon
Juliana Maria Ferraz Sallum
Michel Eid Farah

Objetivo: Analisar a incidência, evolução clínica, alteração oftalmológica e prognóstico de vida de pacientes com hemorragia subaracnóidea e síndrome de Terson. Métodos: Estudo prospectivo e consecutivo de pacientes admitidos no pronto socorro de neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea aguda. Após exame neurológico, o mapeamento de retina foi realizado em todos os pacientes na admissão e no 3º, 7º, 30º e 60º dia. Em todos os casos foi realizada a correlação entre a escala de Hunt e Hess e a presença de hemorragia intra-ocular. Resultados: Dezessete pacientes foram examinados durante julho a outubro de 2000. A síndrome de Terson foi observada em 5 casos (29,4%). Em 15 pacientes a etiologia da hemorragia foi ruptura de aneurisma cerebral e em 2 casos a causa foi relacionada a traumatismo crânio-encefálico. Não houve predominância significante de sexo (9F e 8M) e a idade mediana foi de 48 anos (22 a 80 anos). Houve 4 óbitos de pacientes com síndrome de Terson e apenas 1 no grupo de pacientes sem alteração ocular. Não houve nenhuma correlação entre a gravidade do quadro clínico e a presença da síndrome de Terson. Conclusão: Neste estudo, a incidência da síndrome de Terson foi de 29,4% e sua presença indicou alto risco de mortalidade (80% dos casos com a síndrome de Terson).

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Descrição de uma ferramenta digital e de um ambiente virtual para fins de segunda opinião em oftalmologia
Alessandro Dantas Pennella
Paulo Schor
Roberto Roizenblatt

Objetivos: Idealizar, desenvolver e verificar a funcionalidade um sistema de teleoftalmologia para diagnóstico remoto em casos clínicos. Métodos: Descrever o funcionamento e utilização do sistema, sua capacidade de captura, arquivamento e envio de imagens via internet, e de um domínio virtual voltado ao telediagnóstico, aconselhamento ou segunda opinião. Resultados: Foram definidos os requisitos básicos, detalhes de programação e de funcionamento de um programa de captura de imagens. O funcionamento do mesmo acoplado a uma placa de captura de imagens foi realizado com sucesso, bem como a criação, na internet, de um domínio médico-oftalmológico. Conclusão: Os resultados preliminares permitiram a avaliação de um sistema misto para o suporte médico em nosso meio. Os instrumentos diagnósticos disponíveis bem como suas conexões com a rede foram satisfatórias e suficientes para viabilizar um estudo piloto bem sucedido. O sistema revelou-se potencialmente adequado para o telediagnóstico e segunda opinião. O método necessita de testes clínicos e comparação com métodos diagnósticos tradicionais para comprovar a sua eficácia.

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Complicações oftálmicas em pacientes com tumores malignos extra-orbitários
Ana Célia Baptista
Edson Marchiori
Edson Boasquevisque
Carlos Eduardo Lassance Cabral
Mário Bonfim

Objetivo: Correlacionar as complicações oftálmicas, presentes em pacientes portadores de tumores malignos extra-orbitários, com o sítio de origem e diagnóstico histopatológico destas neoplasias, por meio de tomografia computadorizada. Métodos: Foram estudados retrospectivamente, por tomografia computadorizada, 29 pacientes com neoplasias malignas extra-orbitárias, sem qualquer tratamento prévio do tumor, e evidência clínico-radiológica de comprometimento orbitário associado. Resultados: Houve predomínio do carcinoma epidermóide (28%), seguido pelo carcinoma basocelular (14%). As complicações oftálmicas mais comumente observadas foram proptose (38%), epífora (24%) e dor ocular (24%). Redução da acuidade visual foi referida em 14 % dos casos. Os sítios de origem mais comuns das neoplasias foram o seio maxilar (28%), o seio etmoidal (17%) e a pele e subcutâneo da face (17%). Proptose ocular foi causada predominantemente por tumores não carcinomatosos e tumores originados no seio etmoidal, ao passo que epífora ocorreu preferencialmente nos casos de tumores carcinomatosos e de neoplasias do seio maxilar. Redução da motilidade ocular, irritação ocular e secreção no olho foram as complicações oftálmicas mais freqüentes em pacientes com tumores dos anexos oculares, ao passo que dor ocular foi a complicação oftálmica dominante nos pacientes com neoplasias originadas na pele e subcutâneo da face. Conclusões: Os autores sugerem que, diante de paciente com epífora e massa maxilo-nasal, carcinoma do seio maxilar deve ser considerado primariamente no diagnóstico diferencial da lesão. Da mesma forma, tumores não carcinomatosos, como sarcomas e linfomas, devem ser considerados, sobretudo no diagnóstico de pacientes com proptose e massa naso-etmoidal.

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Avaliação da resposta terapêutica nas alergias oculares por meio da citologia esfoliativa
Haroldo de Lucena Bezerra
Luiz Vicente Rizzo
Maria Cecília Zorat Yu
Denise de Freitas

Objetivo: Avaliar a resposta terapêutica das alergias oculares por meio da citologia esfoliativa de material obtido de raspado conjuntival. Método: Foi realizada citologia esfoliativa conjuntival mediante estudo prospectivo em quarenta e seis olhos de vinte e três pacientes com conjuntivite alérgica. Foram realizadas três colheitas: (1) na fase aguda (pré-tratamento), (2) após uso de corticosteróides (tratamento A) e (3) após uso de estabilizador de membrana de mastócitos (tratamento B), e que foram submetidas à coloração pelo método de Giemsa. Resultados: Dos vinte e três pacientes, cinco (21,7%) eram do sexo feminino e dezoito (78,3%) do sexo masculino, com média de 10,8 anos. Dezoito (78,3%) apresentaram conjuntivite primaveril e cinco (21,7%) ceratoconjuntivite atópica. Após análise estatística da citologia conjuntival, o número de células epiteliais degeneradas foi maior para os dois grupos de tratamento em relação à citologia pré-tratamento. A contagem de neutrófilos foi estatisticamente menor no grupo de tratamento A em relação ao tratamento B e pré-tratamento. Quanto aos eosinófilos, os dois tratamentos apresentaram distribuição percentual estatisticamente menor do que o pré-tratamento. O número de monócitos foi estatisticamente menor após o tratamento A do que o grupo B e o pré-tratamento. Conclusão: A citologia esfoliativa conjuntival mostrou-se um teste apropriado para avaliar a resposta terapêutica nas alergias oculares.

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Free conjunctival grafts in the repair of leaking filtering blebs
Renato C. Costa
Zélia Maria da Silva Corrêa
Richard P. Wilson
Italo Mundialino Marcon
Fabiana Buffé

Purpose: To evaluate the effectiveness of free conjunctival grafting for leaking conjunctival blebs following trabeculectomy. Methods: Retrospective study of seven patients with leaking conjunctival blebs that were repaired by free conjunctival grafting. The effectiveness of this procedure in stopping the bleb leak, maintaining satisfactory intraocular pressure (IOP), maintaining satisfactory anterior chamber depth, and preserving vision was evaluated. Results: Free conjunctival grafting appeared to have stopped the bleb leak in 6 patients (85.7%), maintained satisfactory IOP in 5 patients (71.4%), maintained satisfactory anterior chamber depth in all patients, and preserved pretreatment vision in 3 patients. Conclusions: Free conjunctival grafting appears to be an effective method to treat leaking blebs, without loss of IOP control.

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Efeito da facectomia no posicionamento palpebral superior: comparação entre as técnicas de facoemulsificação e a extracapsular
Roberto Pinto Coelho
Raquel Nunes Paiva
Antonio Augusto Velasco e Cruz

Objetivo: Comparar o efeito de duas técnicas de facectomia (facoemulsificação e extracapsular) no posicionamento da pálpebra superior. Métodos: Foi analisado o posicionamento palpebral de dois grupos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata: facoemulsificação e extracapsular. As imagens foram digitalizadas (antes e 30 dias após a cirurgia) e processadas com o programa NIH 1.62. O posicionamento palpebral foi medido em relação a uma linha horizontal que unia os cantos medial e lateral da fenda palpebral, passando pelo centro da pupila. Resultados: O posicionamento palpebral foi afetado de maneira diferente segundo a técnica utilizada. Na facoemulsificação a diferença média entre a posição palpebral superior pós e pré-operatória foi de -0,54 mm. Na extracapsular esta diferença aumentou para -1,41 mm. O teste t de Student (amostras pareadas) mostrou que as médias das diferenças entre os dois grupos são significativamente diferentes (p=0,0068). Conclusão: A técnica de cirurgia de facoemulsificação induziu menor variação do posicionamento palpebral em relação à cirurgia extracapsular no pós-operatório recente.

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Perfil clínico-epidemiológico de pacientes do Ambulatório de Alergia Ocular da Santa Casa de São Paulo
Denise Atique Goulart
Dario Grechi Goulart
Marcela Colussi Cypel
Paulo Elias Correa Dantas
Maria Cristina Nishiwaki-Dantas

Objetivo: Traçar o perfil do paciente portador de alergia ocular baseado nos seus dados epidemiológicos, na sua resposta ao tratamento e nas complicações de sua doença. Métodos: Foram analisados 172 prontuários dos pacientes com diagnóstico de ceratoconjuntivite alérgica primaveril (CCP), atópica (CCA), sazonal (CAS) e perene (CAP) e que tiveram seguimento mínimo de 6 meses no Ambulatório de Alergia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. A análise estatística foi feita pelo método da variância e qui-quadrado. Resultados: A alergia ocular mais freqüente foi a CCP (n=95; 55,2%); com predominância do sexo masculino (n=117; 68,1%). A idade média foi 11,7 anos (± 8,7 anos). Também foi a doença que mais acometeu a visão, sendo que 52,7% tiveram AV = 1,0; dos pacientes com ceratoconjuntivite atópica, 54,4% tinham AV=1,0, daqueles com conjuntivite alérgica sazonal, 75% e daqueles com conjuntivite alérgica perene, 100% tinham AV=1,0. 96,8% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril apresentaram maior freqüência das crises no calor, e 91,4% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica atópica no frio. As alterações corneais foram mais freqüentes nos pacientes com ceratoconjuntivite alérgica primaveril, com ceratite presente em 57 pacientes (60,0%). Entre as medicações usadas, 21,6% (n=45) precisaram de corticosteróides, sendo que 36,8% destes pacientes portavam conjuntivite alérgica perene (n=35). O cromoglicato dissódico foi, dentre as demais medicações, a que em mais pacientes pareceu controlar os sintomas, com algum sucesso, em todas as formas de alergia ocular. A ressecção de papilas gigantes com transplante autólogo de conjuntiva foi feita em oito pacientes, sendo sete deles portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril e um de ceratoconjuntivite alérgica atópica. Conclusões: Ceratoconjuntivite alérgica primaveril é o tipo de conjuntivite alérgica mais freqüente em nosso serviço. A droga mais eficaz na nossa experiência parece ser o cromoglicato dissódico, sendo que os corticosteróides são potentes agentes antiinflamatórios que, nestes pacientes, muitas vezes são as únicas drogas capazes de fazer cessar as crises.

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Efeito da instilação correta de colírios sobre a pressão intra-ocular de pacientes com glaucoma
Paulo Gelman Vaidergorn
Marco Antonio de Castro Olyntho Jr
Marcelo Roco Gomes
Roberto Freire Santiago Malta

Objetivo: Verificar o efeito da instilação correta de colírios hipotensores oculares no comportamento pressórico de pacientes portadores de glaucoma crônico. Métodos: Estudo prospectivo realizado em 90 olhos, de 47 pacientes. Em cada participante era realizada uma minicurva pressórica antes, e outra após lhe ser explicado como proceder à instilação correta de colírios. A seguir, as médias pressóricas obtidas nas duas minicurvas eram comparadas. Resultados: Houve queda significativa de 22,3% na pressão intra-ocular média de 35 (38,9%) olhos. Dos restantes, 35 (38,9 %) olhos exibiram pequena queda (-8,2%) em sua média pressórica e, 20 (22,2 %), pequeno aumento (+8,4%), ambos não estatisticamente significantes. Conclusões: Verificou-se que parcela expressiva da população estudada conseguiu obter redução adicional em sua média pressórica por meio da instilação correta de colírios. Portanto, o ensino da técnica adequada da instilação de colírio é necessária a todos os pacientes, podendo resultar em benefício extra para os usuários de medicação hipotensora ocular.

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O perfil dos cirurgiões de catarata no sul do Brasil
Rafael Faustini Loeff
Zélia Maria da Silva Corrêa
Alexandre Seminoti Marcon
André Moraes Freitas
Ítalo Mundialino Marcon

Objetivos: Avaliar o perfil e as preferências dos cirurgiões de catarata que atuam na região sul do Brasil. Métodos: Um questionário sobre a rotina da cirurgia de catarata foi elaborado pelos autores e enviado a 1.000 oftalmologistas dos três estados que compõem essa região do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Ao questionário foi anexada uma carta explicando os propósitos do trabalho, e um envelope pré-selado. A avaliação dos dados colhidos foi realizada por meio do pacote estatístico SPSS 8.0 for Windows®. Resultados: Apenas 210 questionários (21%) foram remetidos pelos entrevistados, devidamente preenchidos. Pela análise dos itens nele contidos, observou-se que fazem parte das preferências desses cirurgiões: o uso da anestesia peribulbar e a extração da catarata pela técnica extracapsular, com implantação de lentes de 5 e 6 milímetros de área óptica e sutura por meio de pontos separados. A facoemulsificação só é usada por 39% desses cirurgiões, em cerca de 60% das suas operações. Conclusão: Apesar dos constantes avanços tecnológicos observados nessa área da medicina, viu-se que técnicas modernas, como a facoemulsificação, não são ainda utilizadas rotineiramente pelos oftalmologistas da região sul do Brasil que participaram da presente pesquisa.

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Técnica para preparação e conservação de olhos de porco para cirurgia experimental
Heryberto da Silva Alvim
Cristiano Menezes Diniz
Patrick Frensel de Moraes Tzelikis
Roberto Martins Gonçalves
João André da Costa Maia

Objetivos: Avaliar a eficácia do Dextran 40 a 10% em promover transparência corneana em olhos de porco, bem como indicar o melhor método [soro fisiológico a 0,9% (SF a 0,9%), Dextran 40 a 10% ou mistura de ambos em partes iguais] de conservação para manutenção desta transparência. Métodos: Vinte olhos de porco, preparados com injeção de Dextran na câmara anterior e embebidos na mesma solução por 20 minutos. Quatro grupos de olhos, cada um com 5 olhos, conservados nas seguintes soluções: Grupo 1 (SF a 0,9%), Grupo 2 (SF a 0,9% + Dextran 40 a 10%), Grupo 3 (Dextran 40 a 10%), Grupo 4 (câmara úmida – grupo controle). Os olhos foram observados após 12, 24, 36, 48, 56 e 72 horas e classificados quanto à transparência da córnea. Resultados: O tratamento da córnea com Dextran 40 a 10% preservou a transparência corneana em 100% dos olhos. A solução de SF a 0,9% e Dextran em partes iguais obteve maior tempo na manutenção da transparência, com 60% dos olhos viáveis às 72 horas. Conclusão: Dextran 40 a 10% é eficaz para promover a transparência corneana em olhos de porco post mortem. A mistura de SF a 0,9% e Dextran em partes iguais pode ser utilizada para manter viáveis os olhos de porco preparados por um período de até 72 horas.

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Influência da lista única de uma regional de transplantes de córnea em um Banco de Olhos vinculado a um hospital escola
Lauro Augusto de Oliveira
Beatriz Soares Corrêa
Gildásio Castello de Almeida Jr
Marta Teixeira Ferrari
Luiz Kazuo Kashiwabuchi

Objetivo: Avaliar como a implantação do sistema de lista única para transplantes de córnea influenciou um Banco de Olhos vinculado a um hospital escola. Analisar sua interferência nas córneas (captação e destino), no número de transplantes realizados e também na média de tempo de espera pela cirurgia. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando os prontuários dos pacientes submetidos a ceratoplastia penetrante e também os dados do Banco de Olhos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP. O estudo comparou dados relativos ao funcionamento do serviço por um ano antes e após a criação da lista única. Resultados: O número de cirurgias aumentou de 60 para 92 cirurgias. A média mensal de córneas retiradas aumentou de 13,83 ± 6,57 para 18,16 ± 4,80 (p=0,07). O número de córneas enviadas por esta instituição foi maior que o número de córneas recebidas de outros serviços (p=0,003). Não houve diferença significativa entre o tempo de espera pela cirurgia antes e após a criação da fila única (desconsiderando o período de cadastramento). Conclusões: Este Banco de Olhos funcionou como fornecedor de córneas para outras instituições. Após seu primeiro ano de funcionamento, a implantação da lista única não alterou o tempo de espera dos pacientes pela cirurgia. Apesar disso, evidenciou-se uma tendência à homogeneização do tempo de espera pela ceratoplastia penetrante entre os pacientes.

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Aspectos psicológicos em usuários de prótese ocular
Nara Lúcia Poli Botelho
Marcos Volpini
Eurípedes da Mota Moura

Objetivo: Avaliar os aspectos psicológicos decorrentes da anoftalmia unilateral adquirida, a luta pela recuperação estética com o uso de prótese ocular, assim como os fatores interpessoais envolvidos e a reintegração psicossocial destes pacientes. Método: Trinta pacientes portadores de anoftalmia unilateral adquirida, sem outras deformidades órbito-palpebrais e usuários de prótese ocular, sendo 16 do sexo masculino e 14 feminino, com idade variando de 12 a 66 anos, idade média 31,6 anos foram submetidos a exame oftalmológico e avaliação psicológica, por meio de questionário padronizado e semidirigido de 66 questões, com duração média de 2 horas no período de janeiro/2000 a março/2001. Resultados: A maior incidência de anoftalmia adquirida (47%) está na faixa etária de 0 a 6 anos. Setenta por cento dos pacientes estão em processo de elaboração da perda (n=21) e os mecanismos de defesa mais utilizados em face da situação instalada foram racionalização, repressão, negação e deslocamento. Trinta por cento aceitam a realidade atual. Após o evento desencadeador (ED) 37% manifestaram estado depressivo, tendo desaparecido os sintomas em 64% deles. Sessenta por cento adaptaram a prótese ocular (PO) logo após o tratamento cirúrgico ao passo que 40% adaptaram-na 2 ou mais anos após o ED. Esteticamente 70% estão satisfeitos ao passo que 30% estão insatisfeitos. Cinqüenta e três por cento revelam auto-estima rebaixada e 37% auto-imagem distorcida. Conclusão: A integração entre os vários elementos da equipe multidisciplinar constituída por cirurgiões, protéticos, psicólogos e o apoio da família é fundamental durante todo o processo de luto instalado pela perda. Atitude positiva para com a pessoa acometida facilita a vivência da perda em sua totalidade, o que proporcionará a reestruturação dos aspectos interpessoais e reintegração psicossocial da pessoa, pois os recursos de enfrentamento delas estarão fortalecidos. A prótese exerce dupla função, pois de um lado devolve ao paciente sua auto-imagem e auto-estima, possibilitando sua reintegração psicossocial, enquanto por outro lado, pode tornar-se um instrumento que afasta a possibilidade da perda ser vivenciada em sua totalidade, contribuindo para que esses indivíduos adotem atitudes de repressão diante da realidade instalada. Não há relação direta entre o resultado estético obtido com o grau de satisfação do paciente. O preconceito é outro fator importante, pois pode interferir ou não na reabilitação do sujeito, dependendo do comportamento que apresente diante da sociedade.

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Antifungal susceptibility testing of yeast isolated from corneal infections
Vera Lucia Degaspare Monte Mascaro
Ana Luisa Höfling-Lima
Olga Fishman Gompertz
Maria Cecília Zorat Yu
Daniel Archimedes da Matta
Arnaldo Lopes Colombo

Purpose: To report the antifungal susceptibility profile of yeast isolates obtained from cases of keratitis. Methods: Susceptibility testing of 15 yeast strains isolated from corneal infections to amphotericin B, fluconazole, itraconazole and ketoconazole was performed using the NCCLS broth microdilution assay. Results: Most episodes of eye infections were caused by Candida albicans. The antifungal drugs tested showed the following minimal inhibitory concentration values against yeast isolates: 0.125-0.5 µg/ml for amphotericin B; 0.125->64.0 µg/ml for fluconazole; 0.015-1.0 µg/ml for itraconazole and 0.015-0.125 µg/ml for ketoconazole. Despite the fact that all Candida isolates were judged to be susceptible to azoles, one isolate showed a minimal inhibitory concentration value significantly higher than a 90% minimal inhibitory concentration of all tested isolates. Rhodotorula rubra was resistant to fluconazole and itraconazole. Conclusions: Despite the fact that most yeast isolates from corneal infections are usually susceptible to amphotericin B and azoles, they exhibit a wide range of minimal inhibitory concentration values for antifungal drugs. The identification of strains at species level and their susceptibility pattern to antifungal drugs should be considered before determining the concentration to be used in topical antifungal formulations in order to optimize therapeutic response in eye infections.

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Resultado visual comparativo entre dois aparelhos de excimer laser: Summit Apex Plus e Aesculap-Meditec Mel 70 em cirurgia de miopia e astigmatismo
Marcia Domingues Fernandes
Marta Sartori
Mauro Campos

Objetivo: Comparar o resultado visual de uma série de casos de LASIK para correção de miopia e astigmatismo utilizando dois aparelhos de excimer laser de diferentes fabricantes. Métodos: Foram estudados 22 olhos de 11 pacientes com miopia de -0,50 a -11,25 e astigmatismo de -0,50 a -4,75 no período de março de 2000 a julho de 2001. Os pacientes realizaram LASIK num olho com o excimer laser da Summit Apex Plus e no olho contralateral com o excimer laser Mel 70 (Aesculap-Meditec). Resultados: A média do equivalente esférico (EE) pré-operatório foi de -4,74 no Summit, -4,8 no Mel 70, do pós-operatório de 1, 3, e12 meses foi 0,54; 0,58 e 0,014 no Summit e 0,02; 0,04 e -0,43 no Mel 70. Não houve diferença estatística significante entre eles em relação à acuidade visual sem correção (AVSC), acuidade visual com correção (AVCC), equivalente esférico (EE) nos tempos pré e pós-operatórios. Após 12 meses, 90,9% ficaram com AVCC=20/20 no Summit e 73% no Mel 70, 81,8% com AVSC =20/20 no Summit e 45,5% no Mel 70. Em relação ao EE aos 12 meses, 73% no Summit ficaram entre ±1,00D e 82% no Mel 70. Em relação à perda de 1 ou mais linhas tivemos 27,3% no Mel 70 e 9% no Summit. Complicações: 9% (2) casos de ceratite difusa lamelar e 45,5% de fibrose leve da borda do flap no Mel 70 em 1 ano de pós-operatório. Conclusão: Consideramos os 2 lasers eficientes e seguros para o tratamento de miopia e astigmatismo.

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Modelos de neovascularização corneana em coelhos - Análise morfológica
Daniel Ramos Parente
Maria Rosa Bet de Moraes Silva
Raimundo Gerônimo da Silva Júnior
Mariângela de Alencar Marques

Objetivos: Comparar em coelhos três modelos experimentais de destruição das células germinativas (CG) do limbo corneano quanto a aspectos morfológicos. Métodos: Foram utilizados 54 coelhos, 108 olhos, subdivididos em 3 grupos experimentais: (G1), (G2) e (G3), formados por 18 coelhos cada, que tiveram o OE submetido às técnicas experimentais (T1), (T2) e (T3), respectivamente, e um grupo controle, formado por 54 olhos contralaterais (OD) dos coelhos do G1, G2 e G3. Quatro parâmetros morfológicos foram estudados: epitélio, resposta inflamatória, vascularização e resposta fibroblástica. Resultados: Com a T1 não houve remoção da totalidade do epitélio límbico, com a T2 houve remoção da quase totalidade do epitélio límbico, com a T3 houve remoção da totalidade do epitélio límbico. A reparação da superfície corneana foi feita por epitélio de fenótipo conjuntival (conjuntivalização) com as três técnicas, havendo aparecimento de células caliciformes a partir do 14º dia, sendo a densidade maior no 28º dia. A resposta inflamatória com a T3 foi mais intensa que com a T1 e T2. A regressão foi mais rápida com a T1 e similar com a T2 e T3. Contribuiu para a turvação corneana principalmente no 14º e 28º dia, concentrando-se, principalmente, na metade estromal anterior, sendo poupada a metade posterior. Foi maior até o 28º dia, decrescendo a partir desse momento. Caracterizou-se, no início, por infiltrado com predomínio de polimorfonucleares e sofreu mudança no 56º dia para infiltrado com predomínio de mononucleares. Os neovasos apareceram a partir do 7º dia, a princípio permearam o estroma do terço médio para cima, progredindo para a superficialização com a regressão do edema estromal. A vascularização com as três técnicas, ao final do experimento, foi superficial no estroma, porém não houve a formação de tecido fibro-escleroso denso ou cicatriz propriamente dita distinta do estroma corneano. Conclusões: Ocorreu conjuntivalização e neovascularização nas três técnicas experimentais. As T2 e T3 mostraram-se adequadas como possíveis modelos de ampla remoção das CG límbicas, levando a resultados similares nos diversos parâmetros estudados. A T1 se mostrou adequada como modelo de remo-ção parcial do epitélio límbico.

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