Volume 66 - fascículo 4 Resumo dos Temas Livres do XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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TL 145 Objetivo: Analisar a evolução da atividade biocida “in vitro” dos principais antibióticos tópicos em relação a SCP, SCN, Streptococcus sp e Pseudomonas sp isolados da córnea e da conjuntiva em humanos. Métodos: Avaliou-se culturas positivas de córnea e conjuntiva, com identificação de bactéria em exames encaminhados ao laboratório do Departamento de Oftalmologia-UNIFESP. Estudou-se apenas o material onde houve crescimento de SCP, SCN, Streptococcus e Pseudomonas. As culturas foram inoculadas em meios líquido e sólido e quando houve crescimento bacteriano, procedeu-se a identificação dos microrganismos e realização de antibiograma. Os antibióticos testados foram: amicacina, gentamicina, neomicina, tobramicina, ciprofloxacina, ofloxacina, norfloxacina, cefalotina, e cloranfenicol. Resultados: Pseudomonas sp obteve boa sensibilidade aos aminoglicosídeos. A sensibilidade do SCP a amicacina e neomicina aumentou em amostras corneais e conjuntivais, mas a sensibilidade à gentamicina e tobramicina diminuiu. SCN teve melhor sensibilidade à neomicina na córnea e conjuntiva, e piora da sensibilidade à tobramicina na conjuntiva. Quinolonas tiveram boa atividade biocida em relação aos patógenos, sendo a resposta conjuntival melhor que a corneal. A sensibilidade do SCP à cefalotina diminuiu ao longo do período, continuando boa para SCN. O cloranfenicol apresentou boa atividade biocida em relação à SCP, SCN e Streptococcus sp. Conclusão: Aminoglicosídeos tiveram boa atividade biocida a Pseudomonas sp. Quinolonas foram potentes contra os grupos bacterianos estudados. Cefalotina apresentou boa atividade biocida ao SCN e Streptococcus sp. Cloranfenicol apresentou boa atividade biocida ao SCP, SCN e Streptococcus sp. Cefalotina e cloranfenicol não apresentaram boa atividade biocida em relação à Pseudomonas sp no período estudado. |
TL 146 Objetivo: Investigar a utilização da membrana amniótica humana na reconstrução da superfície ocular após exérese de tumores conjuntivais. Métodos: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesárea, conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada à -80oC. Dez olhos de 10 pacientes portadores de tumores conjuntivais foram submetidos à cirurgia de exérese do tumor conjuntival, associado a transplante de membrana amniótica. Dos 10 pacientes, 8 eram portadores de “carcinoma de células escamosas” (CEC), 1 era portador de nevo conjuntival e 1 de síndrome de Parinaud. Dos 8 pacientes portadores de CEC, 3 foram submetidos à ceratectomia total e ao transplante de limbo do olho contra-lateral. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 22,2 meses (variação entre 10 e 51 meses). Seis pacientes (60%) obtiveram sucesso com o tratamento cirúrgico, sem recidiva do tumor e com adequada reconstrução da área conjuntival retirada. Três pacientes (30%) obtiveram sucesso parcial, sem recidiva do tumor, mas com presença de alterações cicatriciais importantes. Um paciente (10%) obteve insucesso, com recidiva do tumor (CEC) e evolução para enucleação. Conclusão: O uso de membrana amniótica humana constitui uma importante opção para a reconstrução da superfície ocular após remoção de tumores conjuntivais. |
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TL 147 Objetivo: Avaliar a influência do uso do metronidazol tópico gel sobre testes de avaliação do filme lacrimal, em pacientes portadores de acne rosácea, com comprometimento ocular. Materiais e Métodos: Dezessete pacientes acometidos por rosácea ocular foram tratados prospectivamente. Ambos os olhos receberam higiene palpebral com xampu neutro diluído em água filtrada, expressão das glândulas de Meibomius e compressas mornas. Um dos olhos, escolhido aleatoriamente, recebeu aplicações de metronidazol gel tópico a 0,75% nas bordas palpebrais. Um oftalmologista, sem conhecimento do olho tratado com metronidazol, realizou avaliação do BUT, Schirmer I e rosa Bengala de ambos os olhos, no início e após oito semanas do tratamento. Resultados: Houve aumento estatisticamente significante dos valores de Schirmer, de 22,43% no grupo controle e de 108,23% no grupo “metronidazol”, com p= 0,005065 e 0,000438 respectivamente. Os valores de rosa Bengala apresentaram diminuição estatisticamente significante de 45,82% no grupo “metronidazol” com p= 0,006322, ao contrário do grupo controle, que apresentou diminuição de 32,87%, com p= 0,059181. Não foi observado aumento estatisticamente significante nos valores do BUT. O grupo controle apresentou aumento de 1,38%, com p= 0,932647, enquanto no grupo “metronidazol” foi observado aumento de 22,27%, com p=0,116674. Conclusão: O uso do metronidazol gel tópico, em pacientes acometidos por rosácea ocular, mostrou influência sobre os valores de Schirmer I e rosa Bengala, caracterizados por aumento e diminuição estatisticamente significantes, respectivamente. Não houve influência estatisticamente significante da medicação sobre os valores de BUT na amostra estudada. |
TL 148 Objetivo: Descrever o surto de conjuntivite folicular e hemorrágica que ocorreu no início de 2003, e acometeu a região sul e sudoeste do Brasil, além do estado do Mato Grosso do Sul, estudando laboratorialmente o vírus envolvido na infecção. Método: Dados obtidos da FUNASA, de exames clínicos e de avaliação laboratorial (cultura celular (RD, células Hep2)) foram analisados. Resultados: 183.326 casos de conjuntivite folicular e hemorrágica foram notificados entre fevereiro e abril de 2003, às respectivas secretarias de Saúde. Oitocentos pacientes foram examinados no mesmo período no Pronto Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo, por médicos do departamento de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo. Destes 800 casos, pacientes do sexo feminino, e pacientes entre 20 e 50 anos corresponderam a 56% e 58% da amostra, respectivamente. Culturas virais apresentaram positividade para enterovírus e não para adenovírus. As culturas bacterianas foram positivas para bactérias habituais da flora ocular, e não para patógenos. Conclusão: Uma epidemia por enterovírus pode ter grande impacto sócio-econômico se os mecanismos de controle não estiverem preparados para alerta à população de forma imediata, orientando-a sobre como deter a epidemia. |
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TL 149 Objetivo: Foi avaliar a presença do HPV em portadores de carcinoma in situ e CEC conjuntival e em nosso meio. Métodos: Foram analisadas 41 amostras, operados de 1989 a 1999, na Faculdade de Medicina de Botucatu, avaliando-se por meio de detecção de DNA pela técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction) e hibridização in situ para sorotipagem nos casos positivos. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (65,84%), de cor branca (70,73%), com idade variando de 28 a 81 anos (Mediana de 59 anos). Com relação à pesquisa do DNA de HPV, nenhuma das amostras apresentou positividade à pesquisa pela técnica de PCR. Conclusão: Apesar de estudos prévios associarem à presença do HPV nas lesões epiteliais de conjuntiva, de acordo com nossos resultados não houve esta associação. |
TL 150 Objetivo: Verificar a prevalência de tracoma em escolares na Escola Municipal Benedito Coutinho no Município de Jequiá da Praia, Alagoas. Métodos: Foram examinadas 381 crianças com idade entre seis e doze anos, com auxílio de lupas de 4x de magnificação e lupas binoculares de 2,5x de magnificação para observação da córnea, conjuntiva tarsal superior e posicionamento dos cílios. Os casos positivos foram classificados de acordo com o sistema de graduação adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Resultados: Foram encontrados 37 casos positivos de tracoma com uma prevalência de 9,7%, sendo 9,1% tracoma folicular, 0,3% (um caso) de tracoma cicatricial e 0,3% (um caso) de tracoma folicular + tracoma cicatricial (TF+TS). Nenhum caso de tracoma folicular intenso, triquíase tracomatosa ou opacidade corneana foi encontrado. Conclusão: A prevalência de tracoma folicular no presente trabalho foi considerada elevada, por se tratar de região litorânea onde não é comum se encontrar infecção tracomatosa. |
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TL 151 Objetivo: Verificar, do ponto de vista histológico, o efeito das chalconas na conjuntivite alérgica induzida por ovalbumina em cobaias. Material e Método: Utilizaram-se 54 cobaias, albinos, machos pesando aproximadamente 400 g. Os animais foram sensibilizados por injeção intraperitoneal de ovalbumina suspensa em solução adjuvante completa de Freund. Posteriormente, a conjuntivite alérgica foi induzida por instilação de ovalbumina no saco conjuntival do olho direito. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos, conforme o tratamento proposto: chalconas, corticóide e salina. A avaliação histológica consistiu em avaliar exocitose, edema, necrose e vascularização nos dias 1, 3 e 7 da indução. A córnea e a conjuntiva de ambos os olhos foram estudadas. Resultados: À análise histológica da córnea do olho direito, no terceiro dia da indução, evidenciou-se que os grupos chalconas e corticóide apresentaram exocitose significantemente menor que o salina. À análise histológica da conjuntiva do olho direito, no terceiro dia da indução, observou-se que os grupos chalconas e corticóide apresentaram exocitose, edema, necrose e vascularização significantemente menor que o salina. No dia 7, o grupo chalconas apresentou exocitose e edema significantemente menor em relação ao grupo salina. Conclusão: As chalconas têm efeito terapêutico na conjuntivite alérgica induzida por ovalbumina. |
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TL 152 Objetivo: Neste estudo prospectivo foram analisados os resultados do tratamento cirúrgico de lacrimejamento causado por conjuntivocalase. Método: 13 olhos de 8 pacientes, que não responderam ao tratamento clínico da epífora devido a conjuntivocalase, foram operados pelo mesmo cirurgião (AAVB) no período de dezembro 1999 a dezembro 2002. Resultados: Obteve-se um alto índice de sucesso em 11 dos 13 olhos (85%) sem complicações cirúrgicas. Uma paciente 1/13 obteve pouca melhora e a única paciente sem melhora 1/13 tinha história pregressa de paralisia facial sem seqüelas clínicas evidentes. Conclusão: A cirurgia foi eficaz no tratamento de pacientes com epífora causado por conjuntivocalase. |
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TL 153 Objetivos: Descrever o uso do enxerto tarsoconjuntival na reconstrução palpebral após ressecção tumoral. Descrever a técnica cirúrgica e suas vantagens. Métodos: Retrospectivo estudo de 30 pacientes que necessitaram reconstrução palpebral de espessura total. O defeito palpebral foi reconstruído com o enxerto tarsoconjuntival. Foram analisados a localização e os resultados funcional e estético. Resultados: A reconstrução palpebral foi realizada após resseção tumoral com biópsia de congelação. A proteção ocular foi obtida em todos os casos. Todos os tumores estavam localizados em pálpebra inferior. Conclusões: O enxerto tarsoconjuntival é um procedimento cirúrgico relativamente simples e permite evitar técnicas mais invasivas. Sua principal vantagem, se comparado com o retalho tarsoconjuntival é a ausência de oclusão ocular. |
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TL 154 Objetivo: Investigar a eficácia do azul de toluidina no diagnóstico de lesões conjuntivais comparando-o com o exame histopatológico. Material e Métodos: Realizou-se estudo prospectivo de 20 pacientes com lesões conjuntivais. Aplicou-se azul de toluidina nas lesões em olhos previamente anestesiados. Removeu-se o excesso do corante com água boricada a 3%. A positividade do teste foi dada pela persistência da coloração. Posteriormente procedeu-se a exérese da lesão e enviou-se o material para estudo histopatológico. Resultados: Observou-se com o azul de toluidina alta sensibilidade (100%) e especificidade (83,3%). O valor preditivo positivo foi de 80% e o valor preditivo negativo foi de 100%. Conclusão: O azul de toluidina mostrou-se um método barato, inócuo, com grande capacidade de prever as lesões displásicas. |
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TL 155 Objetivo: Avaliar a eficácia e a confiabilidade do método citológico nas lesões tumorais da conjuntiva, comparando-o com o exame histopatológico. Material e Métodos: Realizou-se estudo prospectivo em 20 lesões conjuntivais. O material para estudo foi coletado raspando-se as lesões com a ajuda da espátula de Kimura. Posteriormente, procedeu-se a exérese das mesmas que foram encaminhadas para o exame histopatológico. As lâminas do exame citológico foram coradas pela técnica de Papanicolau. Resultados: O método citológico mostrou alta especificidade (100%). A sensibilidade foi de 66,7%. O valor preditivo positivo foi de 100% e o valor preditivo negativo foi de 94,4%. Conclusões: O simples método citológico tem baixo custo, sendo efetivo e seguro no diagnóstico de lesões tumorais da conjuntiva. |
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TL 156 Objetivo: Comparar a eficácia da eletrólise ou cirurgia de Van Millingen no tratamento da triquíase pura. Pacientes e métodos: Realizou-se um estudo prospectivo de 10 pacientes (16 pálpebras) portadores de triquíase pura submetidos à eletrólise com radiofreqüência ou técnica de Van Millingen modificada. Resultados: Das 8 pálpebras submetidas à eletrólise, 7 pálpebras (87,5%) obtiveram cura e 1 pálpebra (12,5%) ainda contava com cílios anormais. Das 8 pálpebras em que se aplicou a técnica de Van Millingen, 7 pálpebras obtiveram cura e 1 pálpebra teve o crescimento de um cílio no enxerto. Conclusão: Tanto a eletrólise com radiofreqüência, quanto à técnica de Van Millingen modificada, desde que bem indicada e corretamente realizada, tem boa eficácia. |
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TL 157 Objetivo: Avaliar a eficácia do tratamento das distonias faciais com toxina botulínica tipo A. Métodos: Estudo retrospectivo que avaliou 36 pacientes, dos quais 19 eram portadores de blefaroespasmo essencial, 2 de síndrome de Meige e 15 de espasmo hemifacial. Resultados: A duração média do efeito da toxina foi de 20 semanas em pacientes com espasmo hemifacial, 16 semanas nos pacientes com blefaroespasmo essencial e 14 semanas nos pacientes com síndrome de Meige. Conclusão: A toxina botulínica mostrou-se segura e eficaz no tratamento das distonias faciais. |
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TL 158 Objetivo: Avaliar quantitativamente, usando o sistema de imagem digital, medidas palpebrais antes e após a cirurgia de blefaroplastia superior. Material e Método: Foram avaliadas 18 pálpebras de 9 pacientes atendidos no HC da FMB - UNESP, com idade entre 40 a 75 anos, todos do sexo feminino, portadores de dermatocálase, antes e após 60 dias da blefaroplastia. Foram obtidas fotografias das pacientes, transferidas para um computador e analisadas pelo programa Scion Image Frame Grabber. Os parâmetros avaliados foram: a altura da fenda palpebral (FP) em posição primária do olhar, altura do sulco palpebral superior (SPS) e o ângulo palpebral lateral (APL) antes e depois de 60 dias da realização da cirurgia de blefaroplastia superior. Resultados: Após o procedimento cirúrgico, houve aumento da altura da FP e do SPS, quando comparadas com as medidas pré-cirúrgicas. Contudo, o APL não se alterou após a cirurgia. Conclusão: O processamento de imagens digitais possibilita realizar medidas quantitativas de posições palpebrais, permitindo melhor quantificar os resultados obtidos com a cirurgia. |
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TL 159 Objetivo: Avaliar os benefícios da indução do sulco palpebral em blefaroptoses miopáticas distróficas com uso de maquiagem palpebral (látex de borracha natural). Materiais e pacientes: Avaliou-se prospectivamente 3 pacientes portadores de miopatia mitocondrial com blefaroptose severa, fenômeno de Bell e função do músculo elevador ausentes. Compararam-se as medidas da fenda palpebral e a campimetria computadorizada com o uso do cosmético palpebral, o qual induz a um novo sulco em pálpebra superior. Resultados: Observamos melhora significativa na abertura da fenda palpebral e no campo visual de todos os pacientes avaliados. Conclusão: A borracha cosmética de látex mostrou-se efetiva para pacientes sem função residual do músculo elevador e do músculo frontal, sendo um método diário reversível, que mantém o piscar inalterado, atóxico e não alergênico. Podendo, portanto, ser utilizado com segurança em todos os casos de blefaroptoses severas com contra-indicação de cirurgia. |
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TL 160 Objetivo: Relatar uma nova técnica para oclusão definitiva do ponto lacrimal utilizando enxerto de mucosa labial para o tratamento de olho seco severo e seus resultados. Métodos: Três pacientes portadores de olho seco severo foram tratados pela técnica de oclusão definitiva de pontos lacrimais com mucosa labial. Resultados: Todos foram submetidos à oclusão definitiva dos pontos lacrimais pela nova técnica apresentando resultados satisfatórios. O tempo de seguimento pós-operatório variou de um mês até 1 ano. Conclusão: A técnica de punto-canaliculectomia associada a enxerto de mucosa labial se mostrou eficaz para oclusão definitiva do ponto lacrimal no tratamento de olho seco severo. |
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TL 161 Objetivo: Descrever uma técnica cirúrgica para a correção do ectrópio cicatricial da pálpebra inferior secundário a uma retração da lamela anterior e nos casos de radioterapia externa local prévia. Material e Métodos: Oito pálpebras com ectrópio cicatricial foram corrigidas através de um retalho miocutâneo bipediculado da pálpebra superior. Dos seis pacientes estudados, quatro pacientes apresentavam ectrópio unilateral (sendo que dois haviam recebido radioterapia externa local) e dois pacientes apresentavam ectrópio bilateral secundário ao encurtamento da lamela anterior devido exposição solar crônica. Resultados: Três pacientes do sexo feminino e três do masculino. A média de idade foi de 72 anos. O seguimento médio foi de 3 meses e todos os pacientes apresentaram melhora dos sintomas. Dois pacientes permaneceram com um ectrópio residual, um deles havia recebido radioterapia externa local. Conclusões: Casos de encurtamento da lamela anterior que levam ao ectrópio cicatricial podem ser corrigidos com um retalho bipediculado miocutâneo para garantir o suporte vascular. |
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TL 162 Objetivo: Avaliar e quantificar a eficácia da eletrólise no tratamento da triquíase em relação ao número de cílios tratados. Material e Métodos: Estudo prospectivo de 36 pacientes (56 pálpebras) portadores de triquíase menor tratados por eletrólise com Wavetronic 5000 LLEP Master (Loktal, São Paulo - SP). Avaliou-se a idade, sexo, etiologia do mau posicionamento dos cílios, número de tratamentos e as taxas de recidivas e cura após a eletrólise. Todos os pacientes receberam anestesia local e os parâmetros utilizados no aparelho foram: potência = 0,5 Watts, ponta de 1 mm e tempo de exposição = 2 segundos. Dividiram-se os pacientes em 2 grupos: grupo I (1 a 3 cílios) e grupo II (4 a 5 cílios). A análise estatistica foi feita com o teste do qui-quadrado. Resultado: Com uma sessão de eletrólise obtivemos cura em 60% no grupo I e 19% no grupo II. Após dois tratamentos obteve-se cura em 77,5% no grupo I e 62,5% no grupo II. Conclusão: A eletrólise é um método simples, seguro, efetivo e que apresenta poucas complicações no tratamento da triquíase menor independente do número de cílios. |
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TL 163 Objetivo: Verificar os aspectos epidemiológicos do entrópio adquirido e resultados após correção cirúrgica. Material e métodos: Foram avaliados os pacientes com diagnóstico de entrópio adquirido atendidos no ambulatório de plástica ocular da FMABC, no período de janeiro de 2002 a fevereiro de 2003. Estes pacientes foram distribuídos em 2 grupos: entrópio cicatricial (corrigido pela rotação tarsal marginal) e entrópio senil (corrigido pela técnica de fita tarsal associada à cirurgia de Jones). Resultados: Dos 20 pacientes (33 pálpebras) diagnosticados como entrópio adquirido, 13 pacientes (23 pálpebras) eram do tipo cicatricial (65%) e 7 pacientes (10 pálpebras) eram do tipo senil (35%). A idade média foi de 66,5 anos. Oito pacientes (40%) eram do sexo masculino e 12 (60%) do feminino. Após rotação tarsal marginal observou-se correção de 16 pálpebras (69,6%) e após fita tarsal associado a Jones, 9 pálpebras (90%) bem posicionadas. Conclusões: 1- O entrópio cicatricial foi mais freqüente que o senil; 2- Não foi observada preferência quanto ao sexo; 3- A faixa etária acima de 60 anos foi mais acometida; 4- As técnicas utilizadas para correção foram eficazes. |
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TL 164 Objetivo: Relatar o caso de portadora de atrofia hemifacial progressiva, atendida na Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. Relato do caso: A paciente do sexo feminino, 43 anos, branca, queixava-se de “afundamento” progressivo do olho esquerdo e região orbitária há aproximadamente 10 anos, com dor na região periorbitária ipsilateral e diminuição da acuidade visual. O exame tomográfico confirmou a hipótese e o tratamento foi feito com injeção de polietigel na órbita, com bom resultado estético e melhora da função palpebral. Conclusão: O polietigel pode ser uma alternativa para o tratamento do enoftalmo na síndrome de Parry-Romberg. |
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TL 165 Introdução: Xantogranuloma é uma doença histiocítica caracterizada por lesões amareladas na pele ou na derme. Objetivo: Relatar um caso de xantogranuloma. Relato do caso: Mulher de 39 anos, com queixa de “inchaço” em ambas as pálpebras superiores há 6 anos, com aumento progressivo e indolor. O exame histológico mostrou infiltração maciça da pele, tecido muscular e gordura orbitária por histiócitos xantomatosos e abundantes células gigantes tipo Touton. Conclusão: Trata-se de xantogranuloma do adulto. Os autores comentam os diagnósticos diferenciais, assim como a necessidade de exames periódicos devido ao risco de associação com doenças sistêmicas malignas. |
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TL 166 Objetivo: Apresentar a técnica do "Midface lift" subperiostal como uma alternativa de tratamento para as alterações de posição e estética da pálpebra inferior. Método: Foram operados 33 lados de 20 pacientes, estudados quanto ao sexo, a idade e a etiologia que levou à indicação do procedimento. Todos os pacientes foram operados com anestesia local, tendo o terço médio da face reposicionado por suturas. Resultados: Obteve-se bons resultados, exceto em dois lados operados que continuaram com ectrópio, com poucas complicações. Conclusão: O "Midface lift" subperiostal é uma boa alternativa para correção das alterações do posicionamento e estética da pálpebra inferior. |
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TL 167 Objetivo: Identificar o nível de conhecimento em urgências oculares entre médicos de especialidades diferentes dos oftalmologistas, no Hospital da Restauração - emergência pública em Pernambuco. Materiais e Métodos: Realizou-se uma "survey" aleatória sobre conhecimentos em urgências oculares entre médicos não oftalmologistas num Hospital de emergência em Pernambuco, através de um questionário padronizado contendo 18 perguntas. Os resultados foram expressos pelos níveis bom, razoável e ruim de conhecimento. Resultados: O nível de conhecimento foi ruim, com uma média 47,6% de acertos. Apesar desse resultado insatisfatório, observou-se três questões com nível bom de conhecimento (igual ou maior a 80% de acertos), referentes a não prescrição de colírio anestésico, queimadura ocular e perfuração ocular. Neurologia foi a especialidade com melhor desempenho. Conclusões: Existe uma falha grave no conhecimento de urgências oculares entre os médicos de diferentes especialidades nesse hospital onde se realizou a investigação, semelhante à insuficiência de conhecimento oftalmológico encontrada em São Paulo. Esses dados mostram a necessidade de reformulação no curso de oftalmologia durante a graduação, a fim de que médicos não especialistas estejam aptos para um melhor atendimento à população em geral. |
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TL 168 Objetivo: Avaliar as alterações oculares em pacientes de hanseníase, acompanhados em ambulatório, do município de Rio Branco, Estado do Acre, associando à clínica, tempo de evolução e uso de corticóide. Material e Método: O estudo transversal constou de exame oftalmológico e levantamento de dados clínicos e terapêuticos, no período de outubro de 2001 a abril de 2002. Resultados: Foram examinados 254 pacientes, 76,8% de formas multi e 23,2% de paucibacilares. Anormalidades de anexos oculares foram descritas em 49,6% (n=126) dos casos e do globo ocular em 39,4% (n=100) dos casos. As lesões oculares (74,4%) predominaram entre aqueles casos multibacilares (76,8% vs. 23,2%); naqueles casos com duração da doença maior de 5 anos: catarata (37,0%), hipotrofia de íris (19,0%), leucoma (12,0%); enquanto que naqueles com duração menor ou igual a cinco anos foram as manchas conjuntivais (20,8%); e nos que fizeram uso de prednisona, predominaram as manchas palpebrais (18,0%). Conclusão: A freqüência da morbidade ocular na hanseníase, em quase três quartos (74,4%) dos casos, foi semelhante à descrita na literatura para pacientes de ambulatório, foi mais prevalente nas formas multibacilares e com maior tempo de doença; porém, foram baixas as lesões oculares associadas ao tratamento com prednisona. |
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TL 169 Introdução: A perda visual representa conseqüências adversas para o indivíduo e sociedade. O aumento da população mundial, com proporção maior de idosos, acarreta aumento de indivíduos com perda visual. Medidas preventivas para doenças oculares devem ser planejadas e estabelecidas. Comentários: Apresentam-se estimativas referentes à prevalência da cegueira e de baixa visão realizadas pela Organização Mundial de Saúde. Discutem-se aspectos relacionados à problemática e estratégias com vistas ao planejamento de programas preventivos. Ressalta-se a necessidade de realizar pesquisas epidemiológicas e operacionais para conhecimento da realidade, formação de recursos humanos e aperfeiçoamento da infra-estrutura de serviços especializados. Destaca-se a importância de identificar fatores psicossocio-culturais para direcionar tais intervenções. |
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TL 170 Objetivos: Avaliar a adesão dos escolares do primeiro ano do ensino fundamental ao uso do primeiro par de óculos e identificar barreiras ao uso da correção óptica. Casuística e métodos: Foi realizado um estudo transversal descritivo em população de 62 escolares do primeiro ano do ensino fundamental da cidade de Santana do Ipanema (Alagoas) que tiveram a prescrição de óculos durante a Campanha “Olho no Olho-2001”. Para a escolha da armação dos óculos utilizou-se um kit composto por armações de três tamanhos, e modelos sugestivos para o sexo feminino, masculino e unissex. Após 3 meses da entrega dos óculos, as crianças responderam a um questionário com questões sobre a melhora ou piora da visão, razões do não uso dos óculos, freqüência do uso dos óculos, razões de gostar ou não dos óculos, comentários sobre o que os seus colegas de classe e seus pais pensam sobre os óculos e se tem familiar usuário de óculos. Resultados: A idade, o sexo, ter familiar usuário de óculos e AV sem correção menor do que 1,0 em AO, ou AV sem correção 1,0 em pelo menos um dos olhos, não influenciaram na adesão ao uso dos óculos. Os comentários dos colegas de classe foram principalmente negativos (45,16%) enquanto o dos pais foram principalmente positivos (79,03%). O gostar dos óculos influenciou na adesão ao uso dos óculos. As razões apontadas pelos que não gostaram dos óculos foram dificuldade de ajuste da armação no rosto e preconceito dos colegas de classe. Conclusões: A adesão ao primeiro par de óculos tem pouco a ver com a melhora da AV e muito com o mundo social da criança. Os principais fatores relacionados com a adesão parecem ser uma armação de óculos bem adaptada à face e a aprovação pelos colegas estudantes. |
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TL 171 Objetivos: Identificar conhecimentos do pessoal de ensino anteriores ao treinamento fornecido pela Campanha Olho no Olho; qualidade do treinamento; e benefícios do programa. Métodos: Estudo descritivo, analítico e transversal, com os participantes do treinamento oferecido pela Campanha na cidade de Curitiba - PR em 2000. Elaborou-se questionário auto-aplicável com base em estudo exploratório. Resultados: Responderam ao questionário 89,0% dos participantes, sendo que apenas 13% eram professores regentes de classe. A satisfação profissional era elevada (100% dos professores e 96,8% dos demais profissionais). Entre os professores regentes, o tempo médio de magistério foi 20,54 anos, com carga horária semanal de 40 horas (64,3%). O treinamento global foi considerado “bom/ótimo” por 85,9% dos respondentes, com necessidade de explicações adicionais (59,3%); 87,3% opinaram que a triagem deve ser realizada no 1º trimestre e 96,4% consideram-na muito importante. O professor foi considerado responsável pela triagem por apenas 1,0%. A maioria (83,8%) dos óculos foram entregues e houve melhora do rendimento escolar em 85,7% dos alunos. Dentre as sugestões para melhoria da campanha, citam-se: aplicação por profissional da saúde, antecipação e ampliação do tempo das atividades da campanha. Conclusões: Observou-se que os profissionais tinham conhecimento satisfatório sobre triagem visual, consideram-na muito importante mas não se acham responsáveis por ela. O treinamento oferecido pela Campanha é adequado e a melhora do rendimento escolar é um benefício nítido. |
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TL 172 Objetivo: Estudo epidemiológico dos atendimentos no pronto socorro de Oftalmologia de hospital universitário de referência regional. Método: Estudo prospectivo de 3462 pacientes atendimentos no Pronto Socorro de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro de fevereiro a novembro de 2002. Todos os atendidos foram submetidos a exame oftalmológico completo, que incluía: ectoscopia, acuidade visual, biomicroscopia, tonometria de aplanação e mapeamento de retina quando necessário. Resultados: Dos 3462 pacientes atendidos 2313 (66,8%) eram do sexo masculino. A idade variou entre 0 e 94 anos com média de 33,5 anos. Houve mais atendimentos no período das 12h às 18h com 1289 (37,2%), seguido de 1160 (33,6%) das 6h às 12h. Dos 3462 pacientes 85 (2,45%) necessitaram de internação hospitalar, sendo 51 (60,0%) devido a úlcera corneana infecciosa e 29 (34,2%) por ferimento ocular aberto. Houve 1809 (52,3%) atendimentos clínicos com 420 (12,1%) conjuntivite infecciosa, 363 (10,5%) alterações palpebrais, seguido de 179 (5,2%) casos de pterígio ou pinguécula, 724 (20,9%) procuraram o pronto socorro devido a corpo estranho extra-ocular, 258 (7,4%) por trauma ocular contuso sem acometimento da córnea, 187 (5,4%) com abrasão em córnea e 171 (4,9%) devido a ceratite actínica. Conclusão: Os homens procuraram mais atendimentos no pronto socorro de urgências e em sua maioria no período diurno. Há pouca internação hospitalar. A maioria dos atendimentos são clínicos com alterações infecciosas ou inflamatórias de superfície, mas patologias traumáticas também são muito freqüentes, sendo a presença de corpo estranho extra-ocular a mais freqüente. |
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TL 173 Objetivos: Analisar a influência da comunicação diagnóstica e prognóstica na consciência e afetividade do paciente portador de ceratocone e verificar possíveis mudanças na representação social que o indivíduo tem da doença, de si mesmo e de sua vida frente a este diagnóstico. Métodos: A amostra foi constituída por 44 indivíduos, de ambos os sexos, com idades entre 14 e 50 anos, com diagnóstico de ceratocone e que concordaram em participar do estudo, sendo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanen, Joinville, Santa Catarina. Foi utilizado como instrumento para coleta de dados Questionário de Avaliação das informações recebidas pelos pacientes no diagnóstico de ceratocone, desenvolvido pela própria pesquisadora. Os dados obtidos foram analisados quantitativamente e qualitativamente. Este último foi efetuado pela análise descritiva e demonstrativa do discurso, baseada principalmente na Teoria sócio-histórica. Resultados: Os dados obtidos evidenciaram, de maneira geral, que os pacientes não consideram satisfatória a comunicação feita pelos médicos, isto tem implicação com a forma e o conteúdo da comunicação, a qual está relacionada com múltiplas variáveis, entre elas: a formação do profissional, a forma como está estruturada a operacionalização dos atendimentos nas instituições, a conscientização, por parte dos profissionais, da importância da linguagem e das representações sociais ligadas a condição de doente, deficiente, as condições socioeconômicas e culturais do médico e do paciente, etc. Conclusões: Os resultados deste estudo demonstram que a forma como ocorrem estes processos de comunicação influem nas representações sociais que o indivíduo tem da doença, de si mesmo e na construção de sentidos na sua vida atual, assim como nas projeções futuras. |
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TL 174 Objetivo: Mensurar os níveis de tensão arterial sistêmica dos pacientes atendidos na Fundação Altino Ventura (FAV) e verificar a possível associação com os achados oftalmológicos. Material e Método: Foram mensurados os níveis de tensão arterial sistêmica e avaliados os achados oftalmológicos de 244 pacientes que aguardavam atendimento oftalmológico. Os pacientes foram classificados em normotensos e hipertensos (tensão arterial ³140x90mmHg). Foi investigada a possível associação entre os níveis tensionais destes pacientes e seus achados oftalmológicos. Resultado: Cento e quarenta e seis pacientes (59,8%) apresentaram níveis tensionais iguais ou superiores a 140x 90mmHg. Entre os 98 pacientes (40,2%) que apresentaram níveis tensionais dentro dos limites da normalidade, 28 (28,6%) faziam uso de medicação hipotensora. Assim sendo, 174 (71,3%) foram considerados hipertensos. Houve uma associação significante entre hipertensão e escavação papilar aumentada. Conclusão: A maior freqüência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) entre os usuários da FAV, assim como a associação estatisticamente significante entre hipertensão e escavação papilar aumentada, empresta suporte a conduta sistemática de aferição da tensão arterial nesses pacientes. Sugere-se a implementação dessa conduta, na tentativa de diagnóstico prévio da HAS. Assim como a realização de exame oftalmológico minucioso e aferição da tensão arterial por 24 horas entre os hipertensos. Desta maneira, diante do grande número de pacientes atendidos na Instituição em questão, essa atitude poderia contribuir na redução das repercussões trazidas pela HAS. |
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TL 175 Objetivo: Estudar a prevalência da hipertensão arterial sistêmica (HAS): ao nível ambulatorial, nos pareceres cardiológicos, e nas pressões arteriais (PA) aferidas antes das cirurgias oftalmológicas em pacientes da Fundação Altino Ventura (FAV), Recife – PE, Brasil. Material e Método: Foram analisados 329 pacientes operados entre agosto e setembro de 2002. O gênero prevalente foi o feminino, 208 (63,2%) pacientes. A média de idade foi de 67 anos (mínima de 40 e máxima de 95 anos). Foram submetidos a facectomia 181 (55%) pacientes e 96 (29,2%) a plásticas ou pequenas cirurgias oftalmológicas. Foi utilizado o teste exato de Fisher para avaliação de possível diferença entre freqüências. Resultado: A HAS já tinha, previamente, sido diagnosticada em 129 (39,2%) pacientes. No parecer cardiológico esta freqüência aumentou para 141 de 267 (52,8%). Evidenciou-se, ainda, um incremento no número de hipertensos, 217 de 329 (66%) quando a pressão arterial (PA) foi aferida na admissão no bloco cirúrgico. Conclusão: Observou-se um reconhecimento maior da freqüência da HAS nos pacientes que se submeteram a cirurgias oftalmológicas quando a PA foi aferida antes dos procedimentos cirúrgicos. Este achado reforça o conceito de se ter, de forma sistemática, o parecer cardiológico e de se dispor de um profissional no ambulatório, para avaliação da PA a fim de proporcionar uma conduta melhor e mais precoce nesses pacientes. |
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TL 176 Objetivo: Identificar percepções de educadoras de creche do sistema público sobre saúde ocular de pré-escolares, a fim de subsidiar um programa de treinamento para detecção de distúrbios visuais de crianças na creche. Métodos: Utilizou-se como instrumento de medida, um questionário auto-aplicado, elaborado após estudo exploratório prévio. O desenho epidemiológico usado foi um “survey”. Pretendeu-se verificar conhecimentos e opiniões de educadoras de creche sobre saúde ocular. A população foi composta por 842 educadoras de creche da região sul do município de São Paulo (SP), Brasil. Resultados: De acordo com as respondentes (72,8%) o teste de acuidade visual deve ser aplicado por profissionais da saúde. É quase consensual (94,4%) o fato delas não se considerarem preparadas o suficiente para identificação de distúrbios oculares; 63,8% referiram nunca ter tomado qualquer providência para encaminhar à consulta médica, criança com distúrbios visuais. As educadoras têm melhor conhecimento sobre miopia e catarata (75,5% e 72,0%) do que sobre astigmatismo e glaucoma (55,1% e 43,4%); sobre hipermetropia e tracoma somente 30,5% e 35,4% respectivamente já conhecem. A maioria, 85,7% não conhece nada sobre ambliopia. Conclusão: Há insuficiente conhecimento das educadoras de creche sobre ações básicas de saúde ocular e há necessidade de se considerar treinamentos sobre saúde ocular, uma prioridade, para melhoria das ações preventivas para a manutenção da saúde do sistema visual. |
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TL 177 Objetivo: Estimar a prevalência de erros de refração em escolares da 1ª série do ensino fundamental. Descrever a atenção oftalmológica dada aos escolares. Métodos: Realizou-se estudo transversal ("survey") para verificar a prevalência de ametropias entre escolares da 1ª série do ensino fundamental, examinadas no decorrer de Campanha de Reabilitação Visual “Olho no Olho”, no ano de 2000. A população foi formada por escolares atendidos no Hospital do Servidor Público Estadual, na cidade de São Paulo. Resultados: Foram examinadas 1141 crianças, tendo sido realizadas 650 consultas oftalmológicas completas e prescritos 353 óculos. A ametropia mais freqüente foi o astigmatismo, seguido da hipermetropia. A taxa de falsos-positivos foi de 43,0%. Conclusões: A expressiva proporção de falsos positivos sugere falha na aplicação do teste de acuidade visual por professores, o sistema de mutirão de atendimento mostra-se eficiente na prevenção da cegueira na infância apesar das dificuldades inerentes a ainda insuficiente descentralização do atendimento. |
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TL 178 Objetivo: Avaliar as informações recebidas por pacientes portadores de glaucoma e o grau de auto-avaliação de conhecimentos, na percepção destes pacientes em relação a sua afecção, com a finalidade de obter subsídios para auxiliar a relação médico-paciente e estimular a observância do tratamento. Métodos: No Hospital do Servidor Público Estadual do município de São Paulo, Brasil, foi realizado um estudo transversal aplicando-se um questionário para avaliação do nível de conhecimento em relação ao glaucoma. A variável “auto-avaliação do conhecimento” foi mensurada por escala ordinal (sabe bem, sabe mais ou menos, sabe mal e nada sabe). Resultados: A população foi constituída por 405 pacientes portadores de glaucoma; 72,6% do sexo feminino; idade média 66,2 anos; 54,3% cursaram até o ensino fundamental. Os resultados revelaram que 95,8% dos pacientes que declaram terem recebido explicações sobre o controle do glaucoma referem “saber bem” a doença (p < 0,000); houve maior proporção de pacientes com escolaridade de 1ª a 4ª série entre os que afirmam que “nada sabe” quando comparado com as demais variáveis (p < 0,000); em relação às fontes de informação sobre glaucoma 49,9% mencionam unicamente o oftalmologista. Conclusão: O conhecimento dos pacientes em relação ao glaucoma foi relacionado às explicações recebidas e ao nível de escolaridade. Este estudo confirma a necessidade da manutenção de orientações, divulgação continuada de informações sobre prevenção e tratamento de glaucoma, nos consultórios e na comunidade, para melhora do prognóstico visual. |
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TL 179 Objetivo: Descrever os principais achados oftalmológicos em usuários de drogas ilícitas. Material e Métodos: Foram estudados 35 usuários de drogas, dentre as quais se destacavam a maconha e os solventes. Esses adolescentes estavam sob a tutela do estado na Fundação da Criança e do Adolescente. Resultados: A acuidade visual para longe (AVL) de 1,0, medida monocularmente e com melhor correção óptica, foi observada em 65 olhos (92,8%). Em quatro olhos (5,7%) foi encontrado AVL variando de 0,7 a 0,9 e em um olho foi observado AVL de 0,05. Hipermetropia foi observada em 36 olhos (51,4%). Em 11 adolescentes (31,4%) observou-se alteração dos reflexos pupilares; blefaroptose em nove (25,7%); discromatopsia em 17 (63%); alteração na biomicroscopia em dez (28,6%) e exame de fundo de olho anormal em 15 (42,8%). Na posição primária do olhar para perto, foi observado ortotropia em 27 (77,1%), exoforia em sete (20%) e exotropia em um (2,8%). Foi detectado convergência ocular reduzida em dez (28,6%). O tempo médio do “Break Up Time” foi de 10,5±5,3s. A pressão intra-ocular média foi de 13,2±2,6mmHg. Conclusões: Os adolescentes apresentaram boa acuidade visual, embora, tenha-se encontrado diminuição importante do reflexo pupilar à luz e aumento da escavação do disco óptico não associáveis com os níveis de pressão intra-ocular. Foi observada também uma elevada freqüência de instabilidade do filme lacrimal e discromatopsia. Estudos adicionais com exposição a cada composto em separado são necessários para se poder estabelecer uma relação precisa. |
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TL 180 Objetivo: Estudo realizado em 6.879 crianças de quatro a sete anos das creches municipais de Taubaté de julho a dezembro de 2.002 para mensurar ambliopia e possibilidade de tratamento. Material e Métodos: Medidas de acuidade visual realizadas por diretores e professores treinados com material da Campanha Olho no Olho, utilizando a tabela de Snellen. As crianças que obtiveram: acuidade visual menor ou igual a 0,7 em pelo menos 1 olho; diferença de 2 linhas de acuidade na Tabela entre os olhos; ou sinais de doenças oculares foram encaminhadas para exame oftalmológico completo. Este exame foi realizado por médicos oftalmologistas e médicos residentes, em ficha própria. Resultados: Foram examinadas 893 crianças pelos médicos, observando-se 197 olhos (11,03%) com ambliopia, 43 (2,40%) com estrabismo e, ainda, o erro refracional de maior incidência foi astigmatismo hipermetrópico, em 460 olhos (50,60%). Conclusão: Os dados obtidos permitiram avaliação da prevalência local de crianças com potencial de ambliopização, além de notificar erros refracionais mais comuns e afecções oculares presentes em pré-escolares. Também permitiu-se verificar que o treinamento contínuo de uma equipe multidisciplinar para realizar a triagem dos pré-escolares torna o método menos oneroso e mais proveitoso. |