Temas Livres
Volume 66 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 073
INFLUÊNCIA DA LISTA ÚNICA DE UMA REGIONAL DE TRANSPLANTES DE CÓRNEA EM UM BANCO DE OLHOS VINCULADO A HOSPITAL ESCOLA

Lauro Augusto de Oliveira, Beatriz Soares Corrêa, Gildásio Castello de Almeida Júnior, Marta Teixeira Ferrari, Luiz Kazuo Kashiwabuchi
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP

Objetivo: Avaliar como a implantação do sistema de lista única para transplantes de córnea influenciou um Banco de Olhos vinculado a um hospital escola. Analisar sua interferência sobre as córneas (captação e destino), sobre o número de transplantes realizados e também sobre a média de tempo de espera pela cirurgia. Material e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando-se os prontuários dos pacientes submetidos a ceratoplastia penetrante e também os dados do Banco de olhos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – SP. O estudo comparou dados relativos ao funcionamento do serviço por um ano antes e após a criação da fila única. Resultados: O número de cirurgias aumentou de 60 para 92 cirurgias. A média mensal de córneas retiradas aumentou de 13,83 ± 6,57 para 18,16 ± 4,80 (p=0,07). O número de córneas enviadas por esta instituição foi maior que o número de córneas recebidas de outros serviços (p=0,003). Não houve diferença significativa entre o tempo de espera pela cirurgia antes e após a criação da lista única (desconsiderando o período de cadastramento). Conclusões: Este Banco de Olhos funcionou como fornecedor de córneas para outras instituições. Após seu primeiro ano de funcionamento, a implantação da lista única não alterou o tempo de espera dos pacientes pela cirurgia. Apesar disso, evidenciou-se uma tendência à homogeneização do tempo de espera pela ceratoplastia penetrante entre os pacientes.

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TL 074
Avaliação da contaminação microbiana da membrana amniótica e Líquido amniótico

Dinorah Piacentini Engel, Carlos Eduardo Borges Souza, Ana Luisa Hofling-Lima, Denise de Freitas, Luciene Barbosa de Souza
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivos: Verificar a possível contaminação do líquido amniótico, e da membrana amniótica no tempo zero, e em diferentes tempos após o parto. Método: Nove amostras de líquido amniótico foram colhidas através de punção uterina. Nove membranas amnióticas foram obtidas de placentas após cesáreas eletivas em gestantes com sorologias negativas (hepatite B, C, sífilis, HIV). Amostras das membranas amnióticas foram coletadas em diferentes tempos (zero, trinta e sessenta minutos), após a sua retirada. As amostras foram inoculadas em meios de cultura e os microorganismos posteriormente isolados. Resultados: Houve crescimento de microorganismos em quatro amostras do líquido amniótico, e em todas membranas amnióticas. Stafilococus coagulase negativo (SCN) cresceu nas nove membranas estudadas. No tempo zero houve crescimento de SCN em todas as membranas, de Stafilococus aureus em duas, de Enterobacter, Neisseria sp. e Streptococus viridans em uma cada. No tempo trinta, o SCN também cresceu em todas as membranas, e o Streptococus viridans em uma. No tempo sessenta, o SCN cresceu em oito das nove membranas, o Stafilococus aureus em duas e o Streptococus viridans em uma. SCN foi encontrado em três amostras de líquido e membranas amnióticas correspondentes. Conclusão: Contaminação bacteriana foi um achado em todas as membranas. Cuidados assépticos devem ser realizados durante todo o manuseio da membrana antes de sua utilização. Estudos quantitativos com maior número de amostras são necessários para uma comparação mais acurada da variação da contaminação da membrana amniótica em diferentes tempos após a sua retirada.

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TL 075
Análise clínica e laboratorial de pacientes com conjuntivocálase e avaliação do tratamento cirúrgico
Carlos Eduardo Borges Souza, Dinorah Piacentini Engel, Bruno Castelo Branco, Luciene Barbosa Souza, Denize de Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Análise clínica e laboratorial dos pacientes com conjuntivocálase, e avaliação do tratamento cirúrgico. Métodos: Realizado exame oftalmológico antes e após procedimento cirúrgico, em dez pacientes com conjuntivocálase, colhendo os seguintes dados: acuidade visual, biomicroscopia segmento anterior, foto na lâmpada de fenda, padrão de coloração pela rosa bengala (Bijsterveld), teste de Schirmer, e citologia de impressão, esta última apenas no pré-operatório. A cirurgia para correção da conjuntivocálase foi realizada seguindo a técnica proposta por Serrano. Resultados: Após a cirurgia, todos os pacientes apresentaram melhora na sintomatologia e no padrão de rosa bengala. A citologia de impressão revelou metaplasia escamosa em oito pacientes. Conclusão: A cirurgia é eficaz na melhora da sintomatologia dos pacientes com conjuntivocálase. Metaplasia escamosa foi um achado freqüente nesses pacientes.

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TL 076
Transplante de Córnea em CRIANÇA - Indicação e resultados
Maria Emília Xavier dos Santos Araújo, Namir Clementino Santos, Élcio Hideo Sato, Luciene Barbosa Sousa, Denise de Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar as indicações, a sobrevivência e o resultado visual dos transplantes de córnea em crianças de zero a sete anos realizados na Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. Material e métodos: As crianças com indicação para transplantes foram submetidas a exame oftalmológico sob narcose quando necessário, assim como esclarecimento da família sobre riscos e possíveis resultados. Os transplantes foram realizados sob anestesia geral, trepanação da córnea doadora e receptora com diferença de 0,5mm de diâmetro e sutura corneal com 24 pontos separados. Foi usado antibiótico tópico até retirada dos pontos e corticóide tópico por um período médio de seis meses. Para análise dos resultados foram aplicados o teste do qui quadrado e Fisher e a curva de sobrevivência dos transplantes foi avaliada pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: Foram realizados 51 transplantes penetrantes de córnea em 46 olhos de 39 pacientes com idade entre quatro meses e sete anos (média - 35 meses), no período de 1996 a 2002. Os grupos foram divididos em opacidade corneal congênita e adquirida. As principais indicações foram glaucoma congênito, anomalia de Peters e distrofia endotelial hereditária congênita. No tempo de seguimento pós-operatório de seis a 72 meses (média – 24 meses), 62,7% dos enxertos permaneceram transparentes. A acuidade visual melhorou em 40 olhos (86,9%), manteve a mesma em cinco (10,9%) e piorou em um (2,2%). Episódios de rejeição ocorreu em 37,3%, glaucoma e ceratite infecciosa em 15,7% cada. Rejeição e glaucoma congênito foram fatores de risco para falência. Conclusão: Transplante de córnea combinado com o tratamento da ambliopia e o diagnóstico precoce das complicações pode ter bom resultado em criança, mesmo em população com baixo poder sócio-econômico.

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TL 077
COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES ESPESSURAS NA CERATOPLASTIA LAMELAR AUTOMATIZADA
Vinícius da Silva Varandas, Octávio Moura Brasil do Amaral Filho, Adalmir Morterá Dantas, Georges Baïkoff
Universidade Federal do Rio de Janeiro / Clinique Monticeli

Objetivo: Comparar diferentes espessuras na ceratoplastia lamelar automatizada, observando sua eficácia. Métodos: Foram estudados 32 olhos de 27 pacientes submetidos ao transplante lamelar com o uso do microcerátomo, o sistema de câmara anterior artificial e botões córneo-esclerais. Estes pacientes foram avaliados considerando sua acuidade visual sem e com correção, o astigmatismo e a ocorrência de complicações. Resultados: A média do tempo de acompanhamento pós-operatório foi de 12,5 ± 6,3 (6-30) meses. A média de idade dos pacientes foi de 51,2 ± 18,6 anos. As indicações cirúrgicas mais freqüentes foram as distrofias corneanas (granular 21,8%; reticular 18,7%; Reis-Bücklers 6,2%). A média da acuidade visual corrigida com 200 µm de espessura foi de 0,61 ± 0,22 e a média da acuidade visual corrigida com 300µm foi de 0,55 ± 0,17. A média do astigmatismo com 200 µm foi de -2,68 ± 1,85DC e a média do astigmatismo com 300 µm foi de -2,78 ± 1,71DC. A freqüência de complicações foi de 31,2% dos casos: 4 casos de invasão epitelial; 2 de infiltrado na interface; 2 de olho seco; 1 de perfuração corneana; e um de reposição do disco. Conclusão: A ceratoplastia lamelar automatizada foi eficaz no tratamento de opacidades corneanas estromais anteriores, sendo mais segura em cortes corneanos mais profundos (p<0,05).

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TL 078
ESOTROPIA NOS PRIMEIROS SEIS MESES DE IDADE

Renata Pericás Seleme, Fábio Slompo Ramos, Bianca Giovana Ferreira, Ursula Mary Zarpellon, Maria de Lourdes Carvalho Tom Back
Fundação Hilton Rocha - Belo Horizonte - MG

Objetivo: Avaliar a incidência das formas mais comuns de esotropia nos primeiros seis meses de vida no Departamento de Estrabismo da Fundação Hilton Rocha. Material e Métodos: Foram analisados 70 prontuários, escolhidos aleatoriamente, de pacientes com esotropia de surgimento entre 0 e 6 meses, atendidos no Departamento de Estrabismo da Fundação Hilton Rocha, no período compreendido entre 21 de julho de 1985 e 9 de novembro de 2002. O protocolo constou de idade da primeira consulta e do aparecimento do desvio; anamnese direcionada; doenças associadas; acuidade visual; refração sob cicloplegia; presença ou não de limitação bilateral de abdução, ambliopia e nistagmo; medidas e exame oftalmológico de segmento anterior e posterior. Resultados: Dos 70 pacientes avaliados com esotropia, 38 (54%) não tiveram tratamento prévio à consulta; 17 (24%) demonstraram limitação bilateral de abdução; 17 (24%) apresentaram hipermetropia maior que 4 dioptrias; 5 (7%) apresentaram anormalidades congênitas ou adquiridas do sistema nervoso central; 10 (14%) eram amblíopes; 6 (8%) apresentaram nistagmo; 36 (51%) apresentaram outras alterações como catarata congênita, diabetes, epilepsia, glaucoma, infecção por toxoplasmose, catarata traumática, dentre outras; 29 (41%) tinham história familiar positiva de estrabismo; 27 (39%) tiveram sua primeira consulta no Departamento de Estrabismo antes dos 6 anos de idade. Conclusão: Dos 70 pacientes estudados, observou-se que na maioria dos casos a primeira consulta ocorreu após os 6 anos de idade, havendo uma incidência de 14% de ambliopia. Fato que nos leva a considerar a importância da divulgação entre pais, professores e pediatras da necessidade do exame precoce pré-escolar.

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TL 079
EFEITO EM LONGO PRAZO DA ANESTESIA SUBCONJUNTIVAL NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO ESTRABISMO

Marcos Pitarello Moya, Nilce Tiemi Shiwako Kamida, Mônica Fialho Cronemberger, Jeanete Huertas, Célia Regina Nakanami
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a influência, em longo prazo, da anestesia subconjuntival na correção cirúrgica do estrabismo. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo em pacientes portadores de endo e exotropia submetidos à correção cirúrgica de estrabismo, sendo estes divididos em dois grupos: 14 operados com anestesia tópica associada a subconjuntival e 28 operados apenas com anestesia tópica, avaliando-os ao longo dos primeiros 6 meses pós-operatório. Resultados: Em ambos grupos pacientes operados devido endotropia não apresentaram uma variação estatiticamente significante ao longo do seguimento. Pacientes submetidos à anestesia tópica associada a subconjuntival operados devido exotropia demostraram uma variação estatisticamente significante após 6 meses da cirurgia. Conclusões: O uso da anestesia subconjutival não influenciou o desempenho cirúrgico de pacientes submetidos à correção de endotropia.

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TL 080
PREVALÊNCIA DE ESTRABISMO NOS ESTUDANTES DE NATAL / RN – BRASIL
Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Araken Britto de Sousa, Erymar de Araújo Dantas, Luciana Luna de Andrade, Marcelo Bezerra de Melo Mendonça
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivos: Avaliar a prevalência de estrabismo do município de Natal, entre os estudantes de I e II graus das escolas públicas e privadas, e detectar os fatores etiológicos para posterior prevenção do estrabismo. Métodos: 1024 alunos foram escolhidos de forma aleatória, sendo submetidos a um questionário e a um exame oftalmológico completo, pelos médicos docentes e residentes em Oftalmologia da UFRN. Resultados: Dos 1024 estudantes, foram analisados 1015; 29 eram portadores de estrabismo (2,9%), sendo 21 com exotropia manifesta (2,1%), 2 com exotropia intermitente (0,2%) e 6 com esotropia (0,6%). Conclusões: A prevalência de estrabismo da população de estudantes de Natal é semelhante aos estudos de prevalência publicados anteriormente. Em apenas um dos estudantes havia lesão ocular (cicatriz de retino-coroidite em pólo posterior de ambos os olhos) relacionada ao estrabismo.

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TL 081
ADESIVO BIOLÓGICO DE FIBRINA NA MIOESCLEROPEXIA POSTERIOR EM COELHOS - ESTUDO CLÍNICO E HISTOPATOLÓGICO
Juliana Mantovani Bottós, Ana Tereza Ramos Moreira, Kátia Mantovani Bottós, Michele Buquera, Betina Werner
Universidade Federal do Paraná

Objetivos: 1. Verificar a capacidade de adesão do adesivo biológico de fibrina quando utilizado para reduzir o arco de contato com a esclera, do músculo reto superior de coelhos. 2. Comparar a redução da função do músculo reto superior, utilizando o adesivo, com a função do músculo reto superior contralateral utilizado como controle. 3. Avaliar através do exame histopatológico a reação tecidual induzida pelo adesivo. Métodos: A amostra foi constituída por 30 coelhos, 60 olhos. Em cada coelho, realizou-se mioescleropexia posterior com adesivo biológico em um dos olhos (30 olhos), enquanto o outro serviu como controle (30 olhos). Todos os animais foram sacrificados após 60 dias de pós-operatório (PO). Os olhos foram corados com HE. As alterações avaliadas foram: inflamação aguda e crônica, alteração de fibras musculares e fibrose. Resultados: Todos os olhos operados com adesivo biológico de fibrina demonstraram hipofunção muscular no 60º dia de PO. O tamanho do coágulo formado inicialmente, relacionado às medidas obtidas após 60 dias, demonstrou uma porcentagem de redução de 28,48% e uma correlação ascendente e positiva (r=0,367204), porém fraca. A reação inflamatória aguda foi mínima ou ausente (p=0,00023) e a crônica, discreta. Observou-se tanto regeneração completa como cicatrização com discreta fibrose (p=0,4286). Conclusões: O adesivo biológico provoca uma reação tecidual mínima após 60 dias de PO. A adesão músculo-escleral é persistente mesmo após completa absorção do adesivo. O adesivo biológico de fibrina proporciona adesão músculo-escleral ocasionando a hipofunção desejada. A aplicação do adesivo facilita a mioescleropexia posterior, evitando a perfuração ocular.

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TL 082
PREVALÊNCIA DA COEXISTÊNCIA DE DOENÇAS SISTEMICAS OU OCULARES COM EXOTROPIA INFANTIL
Dorotéia Matsuura, Canrobert Oliveira, Leonardo Akaishi, Márcia Moreira Godoy, Gedson Douglas Pigosso
Fundação Regional de Assistência Oftalmológica – Brasília – DF

Objetivo: Analisar a prevalência de doenças sistêmicas ou oculares coexistentes com a exotropia em comparação a esotropia, citando as doenças mais freqüentes associadas. Material e Método: Foram estudados retrospectivamente 616 pacientes atendidos entre julho de 1995 a fevereiro de 2003 na Fundação Regional de Assistência Oftalmológica com o diagnóstico de estrabismo infantil, não tendo sido considerados 32 pacientes por apresentarem estrabismo pós-trauma e outros 54 por terem desenvolvido as doenças coexistentes após o período da infância. Resultado: Dos 530 pacientes considerados no estudo, 124 (23,3%) apresentavam exotropia simples e 276 (52%) apresentavam esotropia simples. No restante dos pacientes que apresentavam a coexistência de doenças sistêmicas ou oculares com estrabismo infantil, 62 pacientes apresentavam exotropia, o que corresponde a 33% de todas as exotropias consideradas neste estudo. Já na esotropia, 68 pacientes apresentavam a coexistência de doenças sistêmicas ou oculares, correspondendo a apenas 19% das esotropias consideradas no estudo. As doenças de maior prevalência foram: catarata congênita, coriorretinite, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor e prematuridade. Conclusão: Apesar da esotropia ser o tipo de desvio horizontal mais comum, as crianças com exotropias devem ser cuidadosamente investigadas quanto à história ou achados físicos sugestivos de doenças oculares ou sistêmicas coexistentes pela maior prevalência destas nas exotropias.

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TL 083
AMBLIOPIA NOS ESTRABISMOS HORIZONTAIS

Dorotéia Matsuura, Márcia Moreira Godoy, Gedson Douglas Pigosso, Canrobert Oliveira, Leonardo Akaishi
Fundação Regional de Assistência Oftalmológica – Brasília – DF

Objetivo: Determinar a presença de ambliopia nos estrabismos horizontais. Material e Método: Avaliação retrospectiva de 375 prontuários de pacientes portadores de estrabismo horizontal determinando a incidência de ambliopia nesta população. A amostra constou de desvios essenciais ou infantis. Os critérios de exclusão foram as associações com doenças oculares ou sistêmicas, anisometropias, erros refracionais elevados, hipertropias e desvios paralíticos. O período de estudo foi de julho de 1995 a fevereiro de 2003. Resultado: Dos 375 estrabismos horizontais, 261 (69,6%) eram de esotropias e 114 (30,4%) de exotropias. A incidência de ambliopia no desvio horizontal em geral foi de 38,66%, sendo sua freqüência de 40,99% na esotropia e de 33,33% na exotropia. Conclusão: Neste estudo, a incidência de ambliopia entre os desvios horizontais foi de 38,66%, muito superior à encontrada na população geral (2-4%). É, portanto, a forma mais comum de incapacidade visual na criança. Sugere-se assim a implementação de protocolos diferenciais para melhorar a adesão e os resultados do tratamento.

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TL 084
QUALIDADE DE VIDA PRÉ E PÓS CIRURGIA DE ESTRABISMO EM ADULTOS E ADOLESCENTES
Nara Lúcia Poli Botelho, Ricardo Belfort, Célia Regina Nakanami
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em adultos e adolescentes, antes e depois de serem submetidos à cirurgia de estrabismo. Método: 18 pacientes com idades variando entre 15 e 56 anos foram indicados para cirurgia de esotropia e exotropia com anestesia tópica e submetidos ao “Vision Function Questionnaire” (VFQ), em dois momentos: um mês antes da cirurgia e um mês após. Resultados: 50% dos pacientes avaliados mostraram ter uma qualidade de vida pré-operatória excelente e 44,44% mostraram uma qualidade de vida boa (n=18). Após a cirurgia 81,25% dos pacientes passaram a ter uma qualidade de vida excelente (n=16). 75% dos pacientes avaliados melhoraram a qualidade de vida após a cirurgia. Cinqüenta por cento da amostra, que corresponde aos homens, mostraram uma qualidade de vida pré-operatória boa, enquanto os 50% restantes que correspondem às mulheres mostraram uma qualidade de vida pré-operatória excelente. Após a cirurgia os homens aumentaram a qualidade de vida para excelente. A qualidade de vida em relação a cada subdomínio aumentou após a cirurgia. Conclusão: Avaliar a qualidade de vida em estrabismo é fundamental uma vez que o desvio ocular pode dificultar a interação psicossocial do indivíduo com o meio e consigo próprio. O estudo aponta para a necessidade de uma equipe multidisciplinar engajada na interação com o indivíduo, devido à diversidade de aspectos relacionados ao desvio e suas implicações. A qualidade de vida média pós-operatória é excelente apesar de que nem todos os casos tiveram sua qualidade de vida ampliada após a cirurgia. A tendência é aumentar, mas não se pode generalizar. A visão é o fator mais prejudicado porque se destaca diante os outros critérios avaliados uma vez que ocupa papel fundamental na investigação e torna-se a maior fonte de preocupação. A qualidade de vida pós-operatória de homens e mulheres não tem diferença significante.

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TL 085
EFICÁCIA E SEGURANÇA DO USO SIMULTÂNEO DE MITOMICINA-C COM IMPLANTE DE VÁLVULA DE AHMED
Enyr Saran Arcieri, Vital Paulino Costa, Augusto Azuara-Blanco, Mark Lesk, Peter Netland
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança do uso intra-operatório de mitomicina C (MMC) em olhos submetidos a implante de válvula de Ahmed. Métodos: Sessenta pacientes com glaucoma refratário foram randomizados a receberem no intra-operatório MMC (0,5 mg/ml durante 5 minutos) (n=34) ou solução salina balanceada (BSS) (n=26) durante cirurgia de implante de válvula de Ahmed. Resultados: Após um período de seguimento médio de 12,80 + 6,80 meses, a média da pressão intra-ocular (PIO) e o número de medicamentos usados no pré e pós-operatório entre os 2 grupos avaliados não revelou diferença estatisticamente significativa. A análise através da curva de sobrevida de Kaplan-Meier não demonstrou diferença estatística entre os grupos quando consideramos PIO final < 21 mmHg (P=0,756) e redução de pelo menos 30% da PIO inicial (P=0,357). Também não encontramos diferença na incidência de complicações nos dois grupos. Conclusões: O uso de MMC parece não aumentar a taxa de sucesso a longo prazo em cirurgias de implante de válvula de Ahmed.

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TL 086
ANÁLISE FINANCEIRA DO TRATAMENTO CLÍNICO E CIRÚRGICO NO GLAUCOMA REFRATÁRIO
Vera Christina Waller de Lima, Graziela Rosa Salaroli, Edson Quedas Ferreira, Anselmo Carreira Maia, Paulo Augusto de Arruda Mello
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Análise financeira comparativa de procedimentos clínicos e cirúrgicos utilizados no tratamento dos pacientes com glaucoma refratário. Verificar satisfação do paciente quanto a melhora do sintoma dor. Material e Métodos: Foi aplicada análise financeira com modelo básico de contabilidade de custos. Com elaboração de planilhas de custos com as seguintes informações padrão: custo dos procedimentos, tempo cirúrgico, tempo internação, custo da prótese ou implante. Para tratamento clínico considerou-se paciente com medicação máxima. Após procedimento padronizou-se o uso de apenas uma medicação. Resultados: Custos dos procedimentos utilizado no tratamento do glaucoma refratário: tratamento clínico R$ 1.779,00; evisceração R$ 1.575,72; implante de drenagem R$ 2.475,84; ciclocrioterapia R$ 856,54; ciclofotocoagulação R$ 946,84. Conclusão: Concluímos que o custo da evisceração é de R$ 1.575,72, do implante de drenagem R$ 2.475,84, da ciclocrioterapia é de R$ 856,84 e da ciclofotocoagulação transescleral de contato com Laser de diodo R$ 946,84. Considerando-se a depreciação do equipamento Laser diodo para o procedimento ciclofotocoagulação transescleral de contato com Laser diodo o médico efetivamente terá uma remuneração de R$ 34,15.

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TL 087
ESTUDO DA ESPESSURA CORNEANA E DA CERATOMETRIA EM PACIENTES COM HIPERTENSÃO OCULAR, GLAUCOMA DE PRESSÃO NORMAL E GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO
Lívia Maria Daher, Roberto Freire Santiago Malta
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Correlacionar a espessura e a curvatura corneana com a pressão intra-ocular em quatro grupos de pacientes: com hipertensão ocular (HO), com glaucoma de pressão normal (GPN), com glaucoma crônico simples (GCS) e no grupo controle (normal), com o intuito de reavaliar os diagnósticos clínicos desses pacientes. Material e Método: Foram estudados 18 pacientes com HO, 12 com GPN, 27 com GCS e 23 indivíduos normais. Foi selecionado, de maneira randomizada, um olho de cada paciente. Todos pacientes foram submetidos à paquimetria ultra-sônica e à ceratometria. Resultados: Do total da amostra, 35 pacientes eram do sexo masculino (44%) e 45 do sexo feminino (56%). A idade média do grupo normal foi de 52,4 anos, do grupo GCS foi de 68,6 anos, no grupo de HO foi de 53,8 anos e no grupo GPN foi de 65,8 anos. O olho direito foi estudado em 36 (45%) dos pacientes e o esquerdo em 44 (55%) dos pacientes. A ceratometria média foi de 43,55 ± 1,56D para os indivíduos normais, 43,54 ± 1,81D para os pacientes com GCS, 43,73 ± 0,82D para os pacientes com HO e 43,50 ± 1,26D para os pacientes com GPN. As paquimetrias médias foram de 0,562 mm ± 0,025 para o grupo normal, 0,533 mm ± 0,045 para o grupo GCS, 0,575 mm ± 0,036 para os pacientes com diagnóstico de HO e 0,526 mm ± 0,037 para os com GPN. Conclusão: 1- Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre a paquimetria dos indivíduos normais e dos pacientes com HO (p = 0,693) 2- Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre a paquimetria dos pacientes com GPN quando comparada com o grupo de GCS (p = 0,933). 3- Os valores médios de paquimetria dos grupos normal e de HO foram estatisticamente maiores que dos grupos GCS e GPN. 4- Não encontramos diferença estatisticamente significante nos valores da ceratometria entre as categorias de diagnóstico.

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TL 088
ALTERAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR APÓS LASER IN SITU KERATOMILEUSIS
Bruno Machado Fontes, Luiz Alberto Soares Melo Jr, Eduardo Vitor Navajas, Mara Lucia Fontes, Paulo Cesar Fontes
OftalmoClínica Méier – RJ / Hospital de Olhos do Méier – RJ

Objetivo: Avaliar as alterações entre as medidas pré e pós-operatórias de pressão intra-ocular em pacientes submetidos a tratamento de miopia e astigmatismo miópico através da técnica de Laser in Situ Keratomileusis (LASIK) e correlacioná-las às alterações de ceratometria e profundidade de ablação decorrentes do tratamento. Material e Métodos: Estudo clínico prospectivo envolvendo 31 olhos (16 pacientes) submetidos à correção da miopia e astigmatismo miópico pelo método de LASIK utilizando o Laser VISX Star S3. A medida da pressão intra-ocular através da tonometria de aplanação de Goldmann e a ceratometria foram realizadas no pré-operatório e após 30 dias da cirurgia. A estimativa da profundidade máxima de ablação fornecida pelo laser foi correlacionada a alteração da Po. Resultados: Observou-se uma redução média de 2,06 ± 1,6 mmHg (p < 0,001) da Po, e uma redução da ceratometria média de 4,28 ± 2,05 dioptrias (p < 0,001) entre o pré e pós-operatórios. A média de espessura de ablação foi de 66,22 ± 35,65 µm. Não houve correlação estatisticamente significante entre a espessura da ablação e a diminuição da pressão intra-ocular (r = -0,15; p = 0,407), bem como entre esta última e a redução ceratométrica (r = -0,12; p = 0,520). Conclusão: Houve uma redução da Po após a cirurgia de LASIK quando comparados a valores pré-operatórios, porém esta alteração da Po não foi correlacionada a alteração da ceratometria e profundidade de ablação.

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TL 089
VIABILIDADE ECONÔMICA DA CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE ATENDIMENTO DE GLAUCOMA
Moacyr Furlan, João Antônio Prata Junior, Franciane Faria Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Comparar os custos envolvidos na criação e manutenção de um centro especializado em glaucoma com os gastos da deficiência visual glaucomatosa. Material e Métodos: Foi criado um centro de referência em glaucoma em uma população de aproximadamente 500.000 habitantes já dotada de assistência oftalmológica. Calculados os custos envolvidos com móveis, equipamentos e acessórios oftalmológicos, equipe contratada de funcionários, despesas diretas e indiretas para o funcionamento do centro diagnóstico. O número de consultas e exames realizados foi computado como receita, segundo a tabela do SUS. Em comparação, os gastos do governo em manter um paciente com deficiência visual glaucomatosa com aposentadoria, adicionais por invalidez e impostos que deixam de ser arrecadados por esses pacientes. Todos os valores foram projetados em 10 anos, por se tratar de uma doença crônica e de controle a longo prazo. Resultados: Os gastos para equipar o centro diagnóstico foram de R$ 3.996.994,20, a receita de R$ 5.019.520,00 e os gastos com o paciente cego de R$ 130.697.280,00 num prazo de 10 anos. Conclusão: Foi notável a diferença entre os custos empregados para a criação e manutenção de um centro diagnóstico e os originados de um paciente com deficiência visual glaucomatosa. A receita das consultas e exames foi discretamente maior que os gastos da montagem de um centro especializado, próximo do quarto ano de funcionamento.

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TL 090
Facoemulsificação e Ciclofotocoagulação Endoscópica como Tratamento Primário para Catarata e Glaucoma Coexistentes - Avaliação a Médio Prazo
Francisco Eduardo Lima, Leopoldo Magacho, Durval Moraes de Carvalho, Marcos Pereira de Ávila
Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos (CBCO) – Goiânia / Universidade Federal de Goiás

Introdução: O objetivo do presente estudo foi de determinar a eficácia e segurança em médio prazo da facoemulsificação e ciclofotocoagulação endoscópica no tratamento primário para catarata e glaucoma coexistentes. Material e Métodos: Vinte e sete olhos de 19 pacientes foram retrospectivamente selecionados. Os pacientes foram excluídos se apresentassem história de qualquer cirurgia ocular ou laserterapia para o glaucoma prévia ao procedimento. Sucesso qualificado foi definido como 5mmHg<pressão intra-ocular (Pio)<21mmHg com ou sem medicações para o glaucoma, e sucesso total como 5mmHg <Pio <21mmHg sem o uso de medicações antiglaucomatosas durante todo o acompanhamento, em ambos os casos sem intervenções adicionais. Resultados: O período de seguimento médio foi de 36,18 + 7,54 meses. A Pio prévia (23,07 + 5,52mmHg) foi significativamente maior que no primeiro pós-operatório (13,14 + 6,09 mmHg), e meses 1 (11,03 + 2,59 mmHg), 6 (12,33 + 3,01 mmHg), 12 (12,19 + 2,19 mmHg), 24 (12,14 + 2,89 mmHg) e na última consulta (12,29 + 2,44 mmHg) (p<0,001 em todas as ocasiões). O número de medicações pré-operatórias (1,44 + 0,97) foi estatisticamente superior ao número de medicações na última consulta (0,37 + 0,74) (p<0,001). Houve melhora significativa na acuidade visual ao final do seguimento (p=0,01). Sucesso qualificado foi obtido em todos os olhos, e sucesso total em 70,3% dos olhos operados. Inflamação na câmara anterior aumentada foi relatada em 5 (18,51%) olhos operados, levando à presença de sinéquias posteriores em 2 olhos, e íris em bombé em outro. Conclusões: Facoemulsificação e ciclofotocoagulação endoscópica é uma alternativa eficaz e segura em médio prazo para o tratamento de catarata e glaucoma coexistentes.

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TL 091
Comparação entre os efeitos do maleato de timolol e do tartarato de brimonidina sobre a função pulmonar

Reginaldo Luis Arita, Mauricio Della Paolera, Roberto Stirbulov, Cristiano Caixeta-Umbelino
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Objetivo: Verificar se há alteração da função pulmonar em usuários de maleato de timolol quando substituido pelo tartarato de brimonidina. Material e Método: Foram examinados 22 pacientes da Santa Casa de São Paulo que usavam maleato de timolol. Destes: 68,18% eram mulheres, a idade média foi de 61,45 ±17,20 anos. Inicialmente, os pacientes realizaram a primeira prova de função pulmonar. No mesmo dia pararam de usar o maleato de timolol e iniciaram o uso do tartarato de brimonidina 0,2%. Após 30 dias, realizaram a segunda prova de função pulmonar. Para o estudo foram observados os seguintes parâmetros da espirometria: capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), razão VEF1/CVF e fluxo expiratório forçado 25% - 75% (FEF 25-75%). Todos os exames foram realizados primeiro sem broncodilatador e depois com o broncodilatador (salbutamol). Resultados: Na comparação entre os grupos dos pacientes usando o maleato de timolol pré e pós broncodilatador, houve diferença estatisticamente significante nas variáveis VEF1, relação VEF1/CVF e FEF 25-75%. No grupo do tartarato de brimonidina pré e pós broncodilatador, verificamos que houve diferença estatisticamente significante nas variáveis VEF1, relação VEF1/CVF e FEF 25-75%. Nos grupos do maleato de timolol e tartarato de brimonidina pré broncodilatador, também encontramos diferença estatisticamente significante nas variáveis CVF, VEF1 e para FEF 25-75%. Não houve diferença estatisticamente significante em todas as variáveis na comparação dos grupos dos pacientes usando maleato de timolol e tartarato de brimonidina pós broncodilatador. Conclusão: O maleato de timolol causou alteração pulmonar após o seu uso.

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TL 092
IMPLANTE DE SUSANNA - INDICAÇÕES E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Rita de Cássia Ramos de Lima, Hellmann Dantas, Caroline Amorim Barreto, Getúlio D’Andrade Cardoso
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

Objetivo: Apresentar as indicações e analisar os resultados obtidos com o implante de Susanna. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 31 pacientes submetidos à cirurgia de implante do tubo de Susanna na Fundação Altino Ventura, que tiveram pelo menos 6 meses de acompanhamento pós- operatório. Analisou-se as indicações, redução da pressão ocular (PO), complicações e o sucesso cirúrgico. Resultados: A indicação mais freqüente foi o glaucoma neovascular. A redução média da PO foi de 49,9%, sendo que 84% dos pacientes ficaram com PO menor ou igual a 21mmHg. Mais da metade dos pacientes não apresentou nenhum tipo de complicação, mas 19,9% tiveram toque do tubo no endotélio corneano, 16,2% evoluíram com descolamento de coróide e 12,9% entraram em phthisis bulbi. O sucesso da cirurgia foi obtido em 64,5% dos pacientes. Conclusão: Pacientes com glaucoma neovascular foram os que mais precisaram do implante de drenagem, o que confirma a importância do controle precoce da retinopatia diabética, evitando a evolução para este tipo de glaucoma. Apesar da minoria dos pacientes terem apresentado alguma complicação, a maioria dos pacientes evoluiu com sucesso da cirurgia, mostrando que o implante do tubo de Susanna representa uma alternativa boa no controle dos glaucomas refratários.

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TL 093
ANÁLISE DA CALIBRAÇÃO DOS TONÔMETROS DE APLANAÇÃO DE GOLDMANN
Ricardo Tomás da Costa, Raquel Barbosa Paes Barreto, Fábio Pedrosa Lopes, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Objetivos: Verificar a prevalência de tonômetros de Goldmann descalibrados e a influência das seguintes variáveis: modelo, idade, número de utilizações diárias e freqüência de checagem da calibração. E avaliar o conhecimento dos oftalmologistas sobre a checagem da calibração. Métodos: O estudo foi desenvolvido em Recife, Brasil. Foram identificados 79 tonômetros de Goldmann. O funcionamento dos tonômetros foi checado nas posições 0, 20 e 60 mmHg. Erro maiores que + 2 mmHg foram considerados significativos. Numa ficha foram registrados: modelo (fixo à lâmpada de fenda ou removível), tempo de fabricação, número de utilizações diárias e freqüência de checagem da calibração. Um terço (92) dos oftalmologistas foram entrevistados e responderam um questionário perguntando se sabiam como aferir a calibração e se realizavam pessoalmente a checagem. Resultados: Vinte tonômetros (25,3%) estavam descalibrados. Trinta e oito aparelhos (48,1%) eram fixos à lâmpada de fenda e 41 (51,9%) eram removíveis. Vinte e oito aparelhos (35,4%) tinham menos de 5 anos de fabricação. Quarenta e oito aparelhos (60,8%) eram utilizados em 20 ou menos pacientes por dia. A freqüência da checagem da calibração era anual ou mais freqüente em 36 (45,6%) aparelhos. Aparelhos descalibrados foram mais freqüentes entre os removíveis e entre os com mais de 5 anos de uso (p=0,008 e p=0,050, respectivamente). Apenas 37 (40,2%) oftalmologistas sabiam checar a calibração dos tonômetros. Conclusões: Um quarto dos tonômetros estava descalibrado. Diante da importância da tonometria no controle do glaucoma, reforçamos a orientação de que estes aparelhos sejam checados periodicamente, principalmente os removíveis e aqueles com mais de cinco anos de fabricação.

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TL 094
ESTUDO COMPARATIVO DA CICLOFOTOCOAGULAÇÃO TRANSESCLERAL PELO LASER DE DIODO ASSOCIADA OU NÃO A ABLAÇÃO SIMULTÂNEA DA RETINA PERIFÉRICA NO GLAUCOMA NEOVASCULAR
Aderbal de Albuquerque Alves Junior, Riuitiro Yamane, Mario Martins dos Santos Motta
Hospital dos Servidores do Estado – Rio de Janeiro

Objetivo: Comparar a ciclofotocoagulação transescleral isolada e sua associação com a ablação transescleral da retina periférica pelo laser de diodo no tratamento do glaucoma neovascular (GNV). Material e métodos: Avaliaram-se, no período de junho de 1997 a setembro de 1999, 42 olhos de 40 pacientes portadores de GNV submetidos a ciclofotocoagulação transescleral pelo laser de diodo (CTLD), divididos em dois grupos com 21 olhos cada. O grupo I foi submetido a CTLD apenas do corpo ciliar, enquanto no grupo II foi associada a ablação simultânea transescleral da retina periférica. Como critérios de inclusão adotaram-se: (1) portadores de GNV com dor crônica; (2) GNV com Po acima de 21 mmHg em olhos com acuidade visual (AV) igual ou melhor que 20/400. Definiram-se como critérios de sucesso a resolução da dor ou a manutenção da Po menor ou igual a 21 mmHg. O tempo de acompanhamento médio foi de 8,81 (±2,94) meses no grupo I e 7,28 (±1,87) meses no grupo II (p=0,049). Resultados: Os níveis de Po médio reduziram de 53 (±12,58) mmHg para 26,52 (±12,58) mmHg após 24 h e 30,42 mmHg na última consulta no grupo I e de 44,33 (±11,21) mmHg para 17,1 (±7,42) mmHg com 24h e 25,14 mmHg na última consulta no grupo II. Oito (38,09%) e 12 (57,14%) olhos respectivamente permaneceram com Po menor ou igual a 21 mmHg, não havendo diferença significativa (p=0,356). A dor foi abolida em 90% dos olhos no grupo I e em 89,47% no grupo II. Como complicações ocorreram uveíte anterior leve em 2 olhos e hipotonia em 2 pacientes (2 olhos) no primeiro grupo e em 1 olho no segundo grupo. Dois pacientes referiram baixa visual persistente após o procedimento. Não se verificou diferença entre grupos quanto a dor ou reação inflamatória com o procedimento ou na redução pós-operatória do uso de medicações anti-glaucomatosas. Conclusão: Os procedimentos mostraram-se seguros e eficazes em melhorar a qualidade de vida dos portadores de GNV. Este estudo não mostrou diferenças significativas entre as duas modalidades de tratamento.

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TL 095
CLASSIFICAÇÃO GONIOSCÓPICA MORFOFUNCIONAL
Douglas Spoladore Dominguez, Lenice Salgado, Luiz Formentin, Alessandra Carneiro Macedo, Adriana Carneiro Macedo
Hospital Santo Amaro - SP

Objetivo: Apresentar nova classificação morfofuncional do ângulo camerular. Material e Método: Estudo de classificações utilizadas, aperfeiçoando onde necessário. Resultados: Classificação mais detalhada, didática e enfatizando aspectos relacionados às necessidades atuais. Conclusão: Concluiu-se que existem lacunas a serem preenchidas neste campo de estudo que acreditamos serão minoradas com esta nova proposta.

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TL 096
HOMOCISTEÍNA PLASMÁTICA ESTÁ ELEVADA EM PACIENTES COM PSEUDO-EXFOLIAÇÃO CAPSULAR

Roberto Murad Vessani, Jeffrey Liebmann, Mark Jofe, Robert Ritch, Remo Susanna Jr.
New York Eye and Ear Infirmary - New York - NY / New York Medical College - Valhalla - NY / NYU School of Medicine - New York - NY / Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivos: Comparar as concentrações de homocisteína plasmática entre os pacientes com síndrome de pseudo-exfoliação capsular (PXF), glaucoma pseudo-exfoliativo (GPXF), glaucoma de pressão normal (GPN) e indivíduos normais de um grupo controle sem doença ocular inflamatória, vascular ou glaucoma. Métodos: Estudo prospectivo envolvendo 25 pacientes com PXF sem glaucoma, 50 com GPXF, 25 com GPN e 24 indivíduos normais do grupo controle. A concentração de homocisteína plasmática em jejum foi determinada. Resultados: Os níveis de homocisteína plasmática foram mais elevados nos pacientes com PXF e GPXF comparados ao grupo controle (p= 0,003 e p= 0,009, respectivamente); os níveis de homocisteína no grupo de GPN não foram significativamente mais elevados que os controles (p = 0,2). A hiperhomocisteinemia esteve presente em 16 (64%) dos 25 pacientes com PXF, 28 (56%) dos 50 pacientes com GPXF, 13 (52%) dos 25 pacientes com GPN e 7 (29,2%) dos 24 indivíduos do grupo controle. A análise de regressão logística múltipla comparando pacientes com PXF e GPXF com os controles normais indicou que a concentração aumentada de homocisteína foi um fator de risco para pseudo-exfoliação capsular (grupo com PXF: OR = 1,47 para cada aumento de 1 µmol/l nos níveis de homocisteína plasmática, IC 95% = 1,08-2,0; grupo com GPXF: OR = 1,3 para cada aumento de 1 µmol/l nos níveis de homocisteína plasmática, IC 95% = 1,07-1,6). Conclusões: A cocentração elevada de homocisteína plasmática, um fator de risco para doença cardiovascular, é mais freqüente em pacientes com pseudo-exfoliação capsular e glaucoma pseudo-exfoliativo do que indivíduos controle normais. Estudos futuros devem avaliar os benefícios do tratamento da hiperhomocisteinemia no desenvolvimento da pseudo-exfoliação capsular.

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TL 097
Reprodutibilidade do Teste de Sobrecarga Hídrica
Marcelo Hatanaka, João França Lopes, José Antônio Batista Junior, João Arthur Trein Junior, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Verificar a reprodutibilidade do teste de sobrecarga hídrica (TSH). Métodos: Análise retrospectiva dos dados de 22 pacientes com diagnóstico de glaucoma de ângulo aberto ou suspeita de glaucoma sem medicação ou histórico de trabeculoplastia laser ou cirurgia para glaucoma e submetidos ao TSH duas vezes em horários semelhantes com intervalo de 1 a 4 semanas e pelo mesmo examinador durante investigação ou exame inicial no Ambulatório Serviço de Glaucoma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Para análise estatística, foram utilizados o teste t pareado e avaliação da reprodutibilidade pelo cálculo do coeficiente de correlação intraclasses (ICC – Intraclass Correlation Coefficient). Resultados: Idade média: 52,5 + 12,8 (32-79) anos. 10 pacientes do sexo masculino, 22 do sexo feminino. A PIO basal média + dp: 14,6 + 3,1 mmHg. Níveis pressóricos médios + dp nos tempos 15 minutos, 30 minutos e 45 minutos: 16,5 + 3,2 mmHg, 17 + 3,9 mmHg e 16,5 + 4,03 mmHg, respectivamente. Os valores de reteste: 13,4 + 3,2 mmHg (PIO basal), 15,8 + 3,2 mmHg (PIO 15 minutos), 16,9 + 4,2 mmHg (30 minutos) e 15,9 + 4,6 mmHg (45 minutos). O ICC mais alto foi obtido na avaliação da PIO aos 30 minutos (ICC=0,86 – excelente reprodutibilidade). O menor ICC foi obtido com a avaliação da flutuação (ICC=0,45 – reprodutibilidade satisfatória). Conclusão: O TSH é um exame reprodutível, sendo os melhores índices ICC obtidos com a avaliação de PIO 30 minutos, PIO 45 minutos e PIO máxima.

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TL 098
ADAPTAÇÃO DE QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO VISUAL PARA APLICAÇÃO EM PORTADORES DE GLAUCOMA
Sílvia Regina Valgas, Ana Claudia Munemori Mariushi, Gracy Kelly Polati da Silva, Hamilton Moreira, Heloísa Helena Abil Russ
Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Avaliar a aplicabilidade de questionário para avaliação da função visual de pacientes portadores de glaucoma. Pacientes e métodos: Foram entrevistados 31 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, com diagnóstico da doença há pelo menos 6 meses, lesão campimétrica compatível com glaucoma inicial ou moderado, em tratamento clínico para glaucoma e em acompanhamento no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Utilizou-se questionário específico adaptado, sendo a mesma entrevista realizada duas vezes pelo mesmo entrevistador e uma vez por um outro entrevistador, com intervalo de uma hora. Resultados: O tempo médio de resposta do questionário foi de 8,1 minutos. Todas as questões tiveram acima de 90% de resposta sem que o entrevistador precisasse repetir a pergunta. A análise da consistência mostrou que apenas um paciente respondeu de forma discrepante 6 questões. Conclusão: O questionário adaptado pôde ser aplicado em grupo populacional de baixa escolaridade, representando instrumento válido para avaliação da função visual de pacientes com glaucoma.

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TL 099
PROJETO GLAUCOMA - ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE PRESSÃO INTRA-OCULAR E IDADE
Kenji Sakata, Ídior Saulo Zanoni, Tatiana Flores Ferreira, Adriana Moser, Fernanda Verônica Ribeiro Piccoli
Universidade Federal do Paraná

Objetivo: Avaliar a relação entre idade e pressão intra-ocular (Po), em uma população da região sul do Brasil. Material e Método: Foram incluídos 3423 pacientes. Analisou-se a relação entre Po e idade em quatro grupos: no primeiro, todos os pacientes (n=3423), estratificando por faixas etárias. A seguir eliminaram-se os glaucomatosos, formando o segundo grupo (n=3345). No terceiro grupo excluíram-se, além dos pacientes glaucomatosos, os portadores de hipertensão arterial sistêmica; por fim, foram exclusos também os pacientes diabéticos, formando o quarto grupo. A variação das médias de pressão intra-ocular por faixas etárias foi analisada através do teste t de Student e cálculos de regressão linear de Pearson. Resultados: Observou-se correlação linear positiva e fraca nos grupos 1 (r = 0,02465 p = 0,15052) e 2 (r = 0,02082 p = 0,22995) e negativa e fraca em 3 (r = -0,02441 p = 0,31019) e 4 (r = -0,02792 p = 0,26128), porém em nenhum deles a correlação foi estatisticamente significativa. Conclusão: Não houve relação significativa entra a pressão intra-ocular e a idade em nenhum dos grupos estudados.

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TL 100
QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADORES DE GLAUCOMA

Sílvia Regina Valgas, Ana Claudia Munemori Mariushi, Gracy Kelly Polati da Silva, Hamilton Moreira, Heloísa Helena Abil Russ
Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes com glaucoma. Pacientes e métodos: Foram avaliados 31 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Empregou-se o questionário “Vision Function Questionnaire” (VFQ). Quanto maior a pontuação alcançada, melhor a qualidade de vida e a função visual do paciente. Os questionários foram aplicados por meio de entrevista sempre pelo mesmo médico. Resultados: A média das pontuações do VFQ foi 68,8. As médias encontradas para cada subdomínio do VFQ foram: 36,3 + 25,3 para saúde geral; 46,8 + 25,2 para visão; 71,7 + 26,7 para dor ocular; 72,6 + 26,9 para atividades para perto; 74,6 + 28,7 para atividades para longe; 93,9 + 14,1 para aspectos sociais; 63,1 + 26,6 para saúde mental; 73 + 33,2 para atividades da vida diária; 76,2 + 30,3 para dependência; 88 + 21,9 para visão de cores e 58 + 37,3 para visão periférica. Não se aplicou as questões relacionadas a “capacidade para dirigir automóveis” porque todos os pacientes incluídos no estudo nunca haviam dirigido. Conclusão: O questionário VFQ representa um método adequado de avaliação da qualidade de vida em pacientes portadores de glaucoma. Maior número de pacientes com maior tempo de seguimento são necessários para aprimorar a análise de qualidade de vida nesses pacientes.

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TL 101
EFEITO APRENDIZADO NA PERIMETRIA DE FREQUÊNCIA DUPLICADA EM INDIVÍDUOS NORMAIS E GLAUCOMATOSOS
Jair Giampani Junior, Adriana Borges Giampani, Lívia Daher, Roberto Freire Santiago Malta
Universidade de São Paulo - São Paulo / Visoclínica – Centro de Oftalmologia

Objetivo: Avaliar o efeito aprendizado da perimetria de freqüência duplicada em indivíduos normais e portadores de glaucoma. Pacientes e Métodos: Foram selecionados indivíduos de ambos os sexos, maiores de 18 anos, portadores de ametropia como única alteração oftalmológica e pacientes glaucomatosos, cujo diagnóstico foi efetuado através das alterações oftalmoscópicas e PIO maior ou igual a 21 mmHg, associadas ou não a defeitos de campo visual à PEA. Os indivíduos foram submetidos a exame oftalmológico básico, biomicroscopia do segmento anterior e da papila, medida da PIO e gonioscopia. Os pacientes glaucomatosos tinham conhecimento anterior de PEA (Humphrey), já tendo realizado pelo menos dois exames prévios. A seguir cada paciente foi submetido a dois exames perimétricos de freqüência duplicada (Zeiss-Humphrey), programa N-30, num intervalo de 2 a 30 dias. Apenas um olho de cada caso foi, aleatoriamente, escolhido para estudo. Resultados e Conclusão: Foram randomizados 32 olhos (32 pacientes), sendo 14 pacientes normais e 18 pacientes com glaucoma. O MD médio total (normais e glaucomatosos) do exame inicial do OD foi de –3,25 dB e do segundo exame –3,22 dB (diferença segundo – primeiro exame de +0,03 dB).O MD médio total do exame inicial do OE foi de –3,77 dB e do segundo exame –3,34 dB (diferença segundo – primeiro exame de +0,43 dB). A variação do MD nos pacientes normais (segundo – primeiro exame) foi de +0,501 dB e nos pacientes com glaucoma +0,002 dB. Este trabalho demonstra a existência de efeito aprendizado na perimetria de freqüência duplicada, especialmente nos pacientes sem experiência prévia com outras técnicas perimétricas.

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TL 102
Correlação entre Dano Glaucomatoso Assimétrico e Resposta ao Teste de Sobrecarga Hídrica
Remo Susanna Junior, Marcelo Hatanaka, Felipe de Araújo Medeiros, Alexandre Pinheiro, Celso Morita
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Avaliar se existe uma correlação entre defeito glaucomatoso assimétrico de campo visual e a resposta ao teste de sobrecarga hídrica (prova d´água). Métodos: Realizou-se uma análise retrospectiva dos dados de campo visual e teste de sobrecarga hídrica de pacientes com glaucoma assimétrico determinado pelo índice Mean Deviation (MD) da perimetria automatizada porém com pressão intra-ocular (PIO) similar em ambos os olhos (diferença máxima de 2 mmHg entre os olhos). Resultados: 101 pacientes com defeitos glaucomatosos assimétricos de campo visual foram classificados através do índice MD e divididos em um grupo com MD menor (média+dp = -9,02+7,45) e MD maior (média+dp = -4,62+5,34) (p<0,001). A PIO média antes da realização do teste de sobrecarga hídrica foi de 13,93+15 mmHg no grupo com melhor campo visual e 13,88+3,26 mmHg no grupo de olhos contralaterais com campo visual pior (p=0,67, não significante). O pico pressórico aos 30 minutos após ingestão de água apresentou valores de 15,56+4,04 mmHg para o grupo com MD menor, ou grupo com melhor campo visual, e 16,17+4,23 mmHg para o grupo contralateral com piores valores de MD (p=0,003). Conclusão: O pico pressórico durante o teste de sobrecarga hídrica foi maior em olhos com maior defeito de campo visual.

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TL 103
COMPARAÇÃO DA ESPESSURA DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS E PERDA DE CAMPO VISUAL ENTRE DIFERENTES GRUPOS COM GLAUCOMA
Roberto Galvão Filho, Roberto Murad Vessani, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Verificar a habilidade da polarimetria de varredura a laser (GDx, LDT INC, San Diego, CA) para detectar as diferenças na camada de fibras nervosas entre olhos glaucomatosos e normais e entre olhos glaucomatosos subdivididos em grupos baseados na severidade de comprometimento do campo visual. Métodos: Estudo retrospectivo baseado na revisão de prontuários de 40 indivíduos saudáveis e 68 pacientes com glaucoma submetidos a exame oftalmológico completo e exame de GDx. Foram incluídos somente olhos com exame de GDx indicando mínimo efeito da birrefringência do segmento anterior baseado na imagem macular. Foi avaliada a habilidade dos parâmetros de espessura máxima superior e inferior para diferenciar olhos glaucomatosos de olhos normais. Baseado no comprometimento de campo visual, os pacientes com glaucoma foram subdivididos em três subgrupos (inicial, moderado e avançado). A espessura da camada de fibras nervosas entre o grupo controle e os subgrupos de glaucoma foi comparada. Resultados: Houve uma diferença estatísticamente significante nos valores dos parâmetros de espessura máxima superior e inferior entre olhos normais e glaucomatosos (p <0,001). Os dois parâmetros apresentaram área sob a curva ROC de 0,75 e 0,74, respectivamente. Os mesmos parâmetros apresentaram diferenças significativas entre o grupo controle e os subgrupos de glaucoma (p<0,001) e entre os subgrupos de glaucoma (p<0,05), exceto pela comparação entre os subgrupos de glaucoma inicial e moderado (p>0,05). A análise de regressão linear mostrou uma correlação fraca entre a camada de fibras nervosas e perda de campo visual. Conclusão: Nossos resultados sugerem que após o estabelecimento do defeito de campo visual, menores reduções na quantidade da camada de fibras nervosas detectadas pelo GDx são necessárias para uma dada redução no valor do MD.

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TL 104
EFEITO DO USO TÓPICO DE BIMATOPROST 0,03% E BIMATOPROST 0,015% SOBRE A ESPESSURA CORNEANA CENTRAL
Giovanna Anusca dos Santos Firmo, Janaína de Araújo Ferreira, Isalina Raquel Elias, Marcelo Hatanaka, Remo Susanna Júnior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Comparar o efeito de bimatoprost 0,03% e bimatoprost 0,015% (diluição a 50%) sobre a espessura corneana central (ECC). Método: 23 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto ou hipertensão ocular randomizados para receber bimatoprost 0,03% (B0,03%) uma vez ao dia em um olho e bimatoprost 0,015% (B0,015%) no olho contralateral. Na semana 4, o olho que recebia bimatoprost diluído passou a receber B0,03% por mais 4 semanas. O olho contralateral permaneceu com a mesma concentração da droga. A ECC foi medida nas visitas basal, semana 4 e semana 8. Resultados: A ECC média+dp foi de 546+39 µm no grupo B0,03% e 542+42 µm no grupo B0,015% (p=0,698, ns). Na semana 4, a ECC média +dp era 541+37 µm e 541+39 µm, respectivamente (p=0,947, ns). Na semana 8, 537+38 µm e 535+37 µm respectivamente (p=0,849, ns). A comparação intra-grupo revelou redução estatisticamente significativa da ECC no período de 8 semanas (p=0,01 no grupo B0,03% e p=0,009 no grupo B0,015%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre paquimetria basal e semana 4 para ambos os grupos (p=0,17 e p=0,10, respectivamente). No entanto, o grupo que recebeu B0,015% apresentou uma redução estatisticamente significante durante o período de quatro semanas em que passou a receber B0,03% (p=0,002), enquanto que o grupo B0,03% permaneceu sem diferença estatisticamente significante durante este mesmo período (p=0,10). Conclusão: Em nosso estudo, 8 semanas foram necessárias para que uma redução da ECC estatisticamente significante ocorresse em ambos os grupos. O padrão das respostas no grupo bimatoprost 0,015% sugere um padrão dose-resposta.

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TL 105
EFEITO DO TESTE DE SOBRECARGA HÍDRICA SOBRE A ESPESSURA CORNEANA

Marcelo Hatanaka, João França Lopes, Celso Morita, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Verificar se a espessura corneana central (ECC) sofre alterações durante a realização do teste de sobrecarga hídrica (TSH) considerando-se que alterações corneanas poderiam levar a falsas leituras de pressão intra-ocular (PIO) realizadas através do tonômetro de aplanação de Goldmann. Métodos: 38 pacientes glaucomatosos ou suspeitos de glaucoma sem uso de medicação hipotensora tópica foram submetidos ao TSH. A ECC foi medida através de paquímetro ultra-sônico antes e durante o TSH. Um olho de cada paciente foi escolhido aleatoriamente para análise estatística. Resultados: O aumento médio máximo de PIO em resposta ao TSH foi de 3,4 mmHg detectado aos 30 minutos após ingestão de água. A paquimetria inicial média+dp era 535 + 34 µm. Aos 30 minutos, durante o pico pressórico, a paquimetria média+dp era 535 + 33 µm (p=0,113, ns). Conclusão: Apesar do aumento de PIO após a ingestão de água no TSH, a ECC permaneceu inalterada.

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TL 106
ESPESSURA CORNEANA NO GLAUCOMA CONGÊNITO
Marta Junqueira Henrique Borges, Roberto Murad Vessani, Alberto Jorge Betinjane, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Comparar a espessura corneana central entre pacientes com glaucoma congênito e indivíduos do grupo controle e correlacionar esse parâmetro com o diâmetro corneano e comprimento axial do globo ocular. Métodos: Olhos consecutivos de crianças portadoras de glaucoma congênito previamente submetidos à cirurgia antiglaucomatosa e olhos de crianças com obstrução de vias lacrimais com idade inferior a 3 anos foram examinados sob anestesia geral inalatória. Exame oftalmológico completo, paquimetria, diâmetro axial e corneano foram realizados em todos os participantes do estudo. Todos os participantes apresentavam presssão intra-ocular inferior a 21mmHg e córnea sem sinais clínicos de edema. Resultados: 55 olhos de 55 participantes (35 pacientes com glaucoma congênito e 20 indivíduos controle) foram examinados (idade média = 16,6 ± 10,6 meses; 21 indivíduos do sexo feminino e 35 do sexo masculino). Não houve diferença significativa em relação à idade e sexo entre os grupos. A PIO média foi mais elevada no grupo com glaucoma (p = 0,02). O diâmetro corneano e o comprimento axial foram significativamente diferentes entre os olhos glaucomatosos e controles (ambos com p < 0,0001). A espessura corneana central foi significativamente mais fina nos olhos com glaucoma congênito comparados aos olhos controle (p= 0,01). Houve uma correlação significativa entre a espessura corneana e o diâmetro corneano e também entre a espessura corneana e o comprimento axial (r2= 0,32 e r2= 0,18, respectivamente; p < 0,0001 para ambos). Conclusões: A espessura corneana central foi significativamente mais fina em crianças com glaucoma congênito. Esse achado pode ser um fator de confusão durante a medida da PIO desses pacientes. A paquimetria deve ser considerada nesses pacientes durante seu exame.

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TL 107
Comparação entre a Espessura Corneana Central em Indivíduos Brasileiros Brancos e Negros

Marcelo Hatanaka, Isalina Raquel Elias, Giovanna Anusca dos Santos Firmo, Janaína de Araújo Ferreira, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Considerando-se a influência da espessura corneana central na medida da pressão intra-ocular através do tonômetro de Goldmann e a falta deste dado em uma população brasileira, este estudo foi conduzido para comparar a espessura corneana entre pacientes brasileiros brancos e negros. Métodos: Uma análise retrospectiva foi realizada e compararam-se os valores de paquimetria de 39 indivíduos negros e 30 indivíduos brancos sem diagnóstico de glaucoma, hipertensão ocular ou qualquer outra patologia corneana. A espessura corneana central foi medida através de um paquímetro ultra-sônico (Compuscan P Ultrasonic Pachymeter System model UPC 1000). Um olho de cada paciente foi aleatoriamente selecionado para a análise estatística, realizada através do teste t de Student. Resultados: A idade média foi de 60,7+14,3 (26-79) anos no grupo de indivíduos brancos e 56,6+13,5 (26-78) anos no grupo de indivíduos negros (p=0,235, ns). A espessura corneana central média + dp obtida foi de 552,2+35µm em brancos e 535,4+29µm em negros (p=0,03). Conclusão: No grupo avaliado, indivíduos negros apresentam córneas estatisticamente mais finas em relação a indivíduos brancos.

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TL 108
Uma Comparação de Quatro Semanas de Bimatoprost 0,03% e Bimatoprost 0,015% em Pacientes com Pressão Intra-Ocular Elevada
Isalina Raquel Elias, Janaína Ferreira, Giovanna Firmo, Marcelo Hatanaka, Remo Susanna Junior
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Comparar o efeito redutor pressórico e a ocorrência de eventos adversos em bimatoprost 0,03% e bimatoprost 0,015% (diluição a 50%). Métodos: 23 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto ou hipertensão ocular foram randomizados para receber bimatoprost 0,03% em um olho e bimatoprost 0,015% no olho contralateral uma vez ao dia por um período de quatro semanas. A seguir, o olho em uso de bimatoprost 0,015% passou a receber bimatoprost 0,03%. O olho contralateral continuou com a mesma concentração, ambos por um período adicional de quatro semanas. Uma curva tensional diária (CTD) e teste de sobrecarga hídrica (TSH) foram obtidos nas visitas Basal, Semana 4 e Semana 8. A cada visita, a ocorrência de eventos adversos foi pesquisada. Resultados: A idade média era de 62,91+10,80 (42-85) anos, 16 mulheres e 7 homens. Bimatoprost 0,03% e bimatoprost 0,015% reduziram significantemente a média da pressão intra-ocular (PIO) ao longo da CTD e a PIO máxima durante o TSH em relação à visita basal (p<0,001). Não houve diferença estatística entre o nível de redução pressórica obtida entre os grupos. A incidência de hiperemia conjuntival não apresentou diferença estatística entre os grupos. Conclusão: Em nosso grupo, a preparação de bimatoprost 0,03% diluída a 50% apresentou a mesma eficácia e incidência de hiperemia conjuntival em relação a bimatoprost 0,03%.

 
 
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