Volume 66 - fascículo 4 Resumo dos Temas Livres do XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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001 Objetivo: Verificar o poder dióptrico das lentes esféricas prescritas; identificar o tipo e tamanho de armação de óculos destinada à maioria dos escolares; contribuir para formar um dispensário óptico a fim de contribuir para o atendimento racional da demanda; e oferecer estimativa orçamentária de aquisição de lentes e de armações para a confecção de óculos destinados a escolares no ensino fundamental. Métodos: Realizou-se um estudo transversal descritivo e pesquisa operacional para conhecimento do problema, análise e busca de solução, considerando-se o enfoque administrativo. A população foi formada por 500 escolares da 1ª série do ensino fundamental, matriculados nas escolas públicas (estaduais e municipais) da cidade de Boa Vista (Roraima), que submetidos à triagem visual promovida pela Campanha “Olho no Olho” – 2001 foram encaminhados para exame oftálmico. Resultados: Dos 500 escolares examinados, 244 (48,80%) eram do sexo feminino e 322 (64,4%) tinham idade entre 6 e 7 anos. Considerando o número de olhos, 552 (55,2%) eram emétropes, 85 (8,5%) míopes, 146 (14,6%) hipermétropes e 271 (21,7%) portadores de astigmatismo simples ou composto. Das 320 lentes prescritas (160 óculos), 47 (14,69%) eram esféricas positivas e 27 (8,44%) esféricas negativas. O formato de rosto mais freqüente foi o redondo (41,87%), seguido pelo oval (14,37%). Houve predominância da armação unissex tamanho 42 (36,25%), seguida pela armação feminina tamanho 42 (25,00%) e armação masculina tamanho 42 (25,00%). A estimativa de gasto para o atendimento de uma amostra de tamanho 500 foi de R$ 9.900,00 reais. Conclusões: A montagem de um dispensário óptico com os tipos e tamanhos predominantes de armação (unissex 42 e masculina e feminina 42) pode contribuir para o atendimento racional da demanda. |
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002 MOTIVAÇÕES E PERCEPÇÕES DE MÉDICOS RESIDENTES EM RELAÇÃO À ESCOLHA DA CARREIRA EM OFTALMOLOGIA Milton Ruiz Alves, Aloisio Fumio Nakashima Universidade de São Paulo - São Paulo Objetivo: Avaliar motivações e percepções que influenciam médicos residentes a optarem pela oftalmologia como especialidade. Métodos: Realizou-se um estudo do tipo “survey” por meio da análise de formulários obtidos de 31 (73,8%) de 42 médicos residentes que freqüentaram o V Curso Básico de Oftalmologia, realizado em São Paulo, em 2003. Resultados: O principal fator de motivação foi a habilidade de ajudar pessoas a enxergar melhor. Seguiram-se a oportunidade de realizar cirurgias, a jornada de trabalho, inovações tecnológicas e o fato de raramente enfrentar situações de risco de vida/morte. Conclusão: A busca pela maior qualidade de vida (de pacientes e dos médicos) foi um fator importante que influenciou os novos médicos na escolha da oftalmologia como especialidade. |
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003 Objetivo: Avaliar os achados e a relação custo benefício do exame de ultra-sonografia ocular em pacientes candidatos à cirurgia de catarata e à relação custo-benefício na cirurgia destes pacientes. Pacientes e Método: Avaliação retrospectiva do laudo de ultra-sonografia ocular de 1018 olhos de 865 pacientes, submetidos à avaliação pré-cirúrgica de catarata. O custo geral dos procedimentos (US, facoemulsificação com LIO dobrável e cirurgia extracapsular com implante de LIO não dobrável) foi calculado de acordo com a tabela de procedimentos APAC/SUS vigente no ano de 2001-2002. Resultados: Foi descrito em 54,5% dos olhos algum tipo de alteração do segmento posterior. Descolamento de vítreo posterior foi o achado mais freqüente (parcial = 28,9% e total = 41,8. Existiu uma proporção maior de descolamento de retina em olhos de pacientes do sexo masculino (7,7%) do que pacientes do sexo feminino (4,4%). O descolamento de retina foi mais freqüente em olhos de pacientes com idade entre 18-50 anos (15,9% do total de descolamentos de retina) do que em pacientes com mais de 50 anos (4%) com um odds-ratio de 4,56 [IC 2,53 - 8,2]. O total de custos com ultra-sonografia ocular foi de R$ 12.562,12. Essa quantia representou somente 30,5% do valor que seria gasto com cirurgia de facoemulsificação em pacientes com descolamento de retina e 44,3% se considerarmos a técnica extracapsular. Conclusão: A ultra-sonografia é recomendável para análise do prognóstico visual e orienta quanto à melhor solução cirúrgica para cada caso, economizando recursos que iriam ser gastos com pacientes com prognóstico ruim. Pacientes do sexo masculino e menores de 50 anos de idade têm maiores chances de ter descolamento de retina. |
| TL 004 QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE - SATISFAÇÃO DE USUÁRIOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Denise Fornazari de Oliveira, Carlos Eduardo Leite Arieta, Edméa Rita Temporini, Newton Kara-José Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP Objetivo: Reconhecendo a importância e legitimidade da avaliação dos usuários do sistema de saúde sobre a qualidade da atenção, o estudo teve por objetivo avaliar características e satisfação de pacientes do ambulatório de oftalmologia de um hospital universitário, com vistas a obter subsídios para a padronização de um sistema de avaliação de qualidade. Material e Método: Realizou-se estudo transversal analítico. Selecionou-se amostra representativa de pacientes atendidos no ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP). Aplicou-se questionário estruturado por entrevista, incluindo as seguintes variáveis: características pessoais (sexo, idade, escolaridade, exercício de atividade remunerada), tempo de espera para obter a consulta, opinião em relação à facilidade de acesso ao serviço, atendimento da recepção, tempo dispendido na sala de espera, qualidade do atendimento recebido e satisfação com o atendimento. Resultados: A amostra caracteriza-se por pacientes com escolaridade e nível socioeconômico baixo, 21,7% exercem atividade remunerada. A maioria considera fácil obter consulta no serviço oftalmológico citado. O tempo médio na sala de espera referido foi de 94,6 minutos e 45,3% dos pacientes afirmam não terem recebido orientações na pós-consulta. Os pacientes encontram-se satisfeitos com o atendimento recebido e fazem avaliação positiva da qualidade do serviço prestado. Conclusões: Embora seja observado alto grau de satisfação com os serviços, em geral, quando os diferentes fatores que podem influenciar a satisfação são abordados os pacientes apontam limitações à qualidade. A avaliação permitiu melhor conhecimento sobre os serviços oferecidos em um hospital-escola e evidenciou a possibilidade de implantação de rotinas de revisão da qualidade desses serviços. |
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TL 005 Objetivo: Observar as principais manifestações oculares de pacientes portadores de rosácea e avaliar o custo-benefício dos exames diagnósticos realizados. Material e Método: Vinte pacientes com rosácea foram entrevistados através de um questionário, submetidos ao exame oftalmológico e aos testes de Schirmer I, fluoresceína, rosa bengala, citologia de impressão e raspado conjuntival. O levantamento de custos destes exames foi feito a partir da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), medicina de grupo (AMB 90) e valores cobrados no serviço particular. Resultados: De um total de 20 pacientes que iniciaram o estudo, 16 compareceram a todas as consultas. Houve predomínio do sexo feminino (55%), raça branca (95%) e a média de idade foi de 56 anos. Todos os pacientes apresentaram sinais e sintomas clínicos e os principais foram: prurido (25%), ardor (20%), lacrimejamento (15%), irritação (15%), telangiectasia palpebral (75%), hiperemia palpebral (68,7%), blefarite (31,2%) e meibomite (31,2%). Os exames subsidiários realizados mostraram-se, em sua maioria, dentro da normalidade. Houve diferença no levantamento de custos das diferentes fontes pagadoras. Conclusão: Os principais sintomas oculares apresentados pelos pacientes portadores de rosácea foram prurido, ardor, lacrimejamento e irritação; os sinais oculares mais observados foram: telangiectasia e hiperemia palpebral, blefarite e meibomite. Considerando os custos dos exames realizados e os resultados obtidos, concluímos que a consulta oftalmológica básica (avaliação biomicroscópica) é a que apresenta melhor custo-benefício para o paciente portador de rosácea. |
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006 ANÁLISE DOS CUSTOS DA CIRURGIA DE CATARATA CONGÊNITA Adriana Maria Drummond Brandão, Márcia Beatriz Tartarella Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Objetivo: Estimar os custos da cirurgia de catarata congênita. Métodos: Foram estudados 38 prontuários do Serviço de Catarata Congênita da UNIFESP/EPM e realizado um levantamento de gastos e custos envolvidos na cirurgia de facoemulsificação com implante de lente intra-ocular dobrável e na reabilitação visual dos pacientes operados. Resultados: Os custos do tratamento da catarata congênita para a família foram 521,32 reais; resultantes dos gastos com transporte, colírios, medicamentos, óculos e oclusores. O custo para o hospital São Paulo foi 544,59 reais. Este custo representou principalmente o gasto com aquisição de materiais e medicamentos. O custo total foi 1065,91 reais. Conclusões: Os benefícios visuais, educacionais, psicológicos e sociais na cirurgia e reabilitação da catarata congênita compensam os altos custos relacionados à mesma. |
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007 Objetivos: 1º - Levantamento dos serviços existentes para atendimento oftalmológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e suas características quanto à complexidade nos bairros periféricos das regiões Norte, Leste e Sul da cidade de São Paulo. 2º - Propor estratégias de atendimento oftalmológico para paciente do SUS, com resolução, dinamismo e qualidade na própria região em que reside. Métodos: Trabalho multicêntrico aprovado pela Comissão de Ética da UNIFESP e realizado no período de 2001 a 2003 por 8 médicos oftalmologistas da III turma do Mestrado Profissionalizante/MBA que aborda sócio-geograficamente os bairros e correlaciona dados e indicadores representativos da situação de atendimento da saúde ocular pelo SUS nas regiões em questão. Resultados: Nos bairros estudados existem 35 consultórios com atendimento geral em oftalmologia com 112 oftalmologistas. Após análise correlacionando o número de habitantes e indicadores de doença ocular concluí-se que seriam necessários um total de 131 consultórios básicos para o atendimento da população residente nas regiões estudadas e o número de oftalmologistas para cobrir a demanda de consultas básicas seria de 374 e não 112 como existem no momento. Conclusões: 1) As regiões estudadas apresentam um déficit de 96 consultórios básicos e 262 oftalmologistas para atendimento geral (nível 1). Seriam necessários no mínimo 131 consultórios básicos, 374 oftalmologistas, um Centro de Atendimento Complexo (nível 3) e um Pronto-Socorro Oftalmológico em cada região estudada; resultando num total de 3 Centros de Atendimento Complexo e 3 Pronto-Socorros Oftalmológicos. 2) Devido à carência de serviços oftalmológicos SUS nos bairros estudados fica difícil estabelecer um fluxograma ideal para os pacientes nas regiões, que hoje são obrigados a se deslocar para o centro da cidade à procura de atendimento. |
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TL 008 Objetivo: Avaliar os custos das cirurgias que envolvem alta tecnologia: facoemulsificação, cirurgia refrativa, vitrectomia. E sua relação com a variação cambial e IGP-M. Material e Métodos: Analisamos os custos diretos e indiretos das cirurgias de facoemulsificação, LASIK e vitrectomia, obtendo os valores dos materiais necessários através da Revista Brasíndice e de notas fiscais referentes às compras e contas de condomínio, luz e telefone dos anos de 1998 a 2003. Demonstramos a variação do custo total das cirurgias e a perda de lucratividade decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar. Resultados: Houve, ao longo dos anos de 1998 a 2003, um crescimento vertiginoso dos custos diretos das cirurgias de LASIK, catarata e vitrectomia, devido a alta do dólar. Conclusão: A elevação dos custos se deu principalmente devido aos produtos importados. Este aumento foi diretamente proporcional ao aumento do dólar e não seguiu os índices de preços do Brasil. |
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TL 009 Objetivo: Investigar se uma rotina de testes pré-operatórios sistêmicos para facectomias reduziram a ocorrência de complicações cirúrgicas oculares e estudar seu impacto na acuidade visual final. Métodos: O estudo foi desenvolvido no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, entre 10 de fevereiro de 2000 e 10 de janeiro de 2001. As cirurgias de catarata foram aleatoriamente selecionadas para serem precedidas por uma bateria de testes pré-operatórios (grupo de testes rotineiros) ou não precedidas por testes rotineiros (grupo de testes seletivos). Se o paciente foi sorteado para o grupo de testes seletivos, foi solicitado que nenhum teste pré-operatório fosse executado a menos que o paciente apresentasse um novo problema médico, ou piora de uma doença pré-existente, a qual requeresse os testes independentemente da realização da cirurgia. Para pacientes sorteados para o grupo de testes rotineiros, foram solicitados: eletrocardiograma, hemograma completo e glicemia de jejum. Complicações cirúrgicas oculares, acuidade visual melhor corrigida pré e pós-operatórias foram anotadas em formulário padronizado. Resultados: A amostra de 1.025 pacientes programada para ser submetida à cirurgia de catarata incluiu 513 sorteados para o grupo de testes seletivos e 512 sorteados para o grupo de testes rotineiros. A taxa cumulativa de complicações cirúrgicas oculares foi similar em ambos os grupos, 20,5% no grupo de testes rotineiros e 19,3% no grupo de testes seletivos (P = 0,624). A acuidade visual melhor corrigida pré e pós-operatória foi similar nos dois grupos (P = 0,999 na pré-operatória e P = 0,664 na pós-operatória). Conclusão: Uma rotina de testes clínicos pré-operatórios não reduzem a incidência de complicações cirúrgicas oculares e não influenciam na acuidade visual final. |
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TL 010 Objetivo: Comparar a perda de células endoteliais na cirurgia de facoemulsificação utilizando-se a HPMC 2% e a combinação de hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina. Estudo randomizado prospectivo. Método: Foram incluidas no trabalho 80 cirurgias de catarata por facoemulsificação, sendo 40 utilizando-se o HPMC 2% e 40 a combinação de hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina. Em todos os pacientes foi realizado o exame de microscopia especular no pré-operatório e 90 dias de pós-operatório. Resultados: A média celular pré-operatória não apresentou diferença estatística entre os dois grupos. A perda de células endotelias foi de 14,2% no grupo da combinação hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina e 18,78% no grupo da HPMC 2%. O resultado foi estatisticamente significativo entre os grupos (p= 0,047). Conclusão: A combinação hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina se mostrou mais protetora das células endoteliais do que a HPMC 2% após 90 dias de pós-operatório na cirurgia de facoemulsificação com implante de LIO. |
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TL 011 Objetivo: Estudar, através da microscopia óptica (MO), a cápsula posterior do cristalino, removida cirurgicamente em olhos com endoftalmite crônica, com a finalidade de detectar agentes infecciosos. Material e Métodos: Cinco pacientes com endoftalmite crônica foram submetidos a vitrectomia via pars plana com remoção da cápsula posterior do cristalino. Realizou-se a cultura para bactérias e fungos do material vítreo e da cápsula cristaliniana. A cápsula posterior do cristalino foi submetida à MO com coloração pela Hematoxilina-Eosina e pelo Gram. Resultados: Em três pacientes a cultura foi negativa e a MO demonstrou colônias bacterianas (Cocos Gram positivos) e um infiltrado inflamatório predominantemente mononuclear. Em um caso, a MO não mostrou alterações e a cultura evidenciou a presença de bactéria anaeróbia (Eubacterium lentum). Tanto a histologia da cápsula, quanto à cultura foram negativas em um dos casos. Conclusão: O estudo histopatológico da cápsula posterior do cristalino é útil para detecção de bactérias e permite confirmar o diagnóstico de endoftalmite infecciosa crônica, mesmo em presença de cultura negativa. |
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TL 012 Objetivo: Os olhos dos cães, possuem diferenças em relação aos olhos humanos, como o maior diâmetro do saco capsular, e menor comprimento axial, necessidade de LIOs com alto valor dióptrico. No entanto motivados pela disponibilidade das LIOs dobráveis humanas e compatibilidade com pequenas incisões, o presente estudo objetivou descrever uma técnica que viabilize seu implante em cães, apesar destas dificuldades. Material e Método: Procedeu-se a facoemulsificação no olho direito de um cão, fêmea, da raça Poodle, 6 anos de idade, apresentando catarata madura bilateral, com implantação de 2 LIOs de silicone em "piggyback", posicionando-se as alças no sulco ciliar e realizando a captura das zonas ópticas na capsulorrexis. O animal foi avaliado com 1, 7, 14, 21, 28, 60 e 120 dias de pós-operatório (PO) no que se referiu a pressão intra-ocular, espessura e curvatura corneanas, posicionamento da LIOs e, aos 60 dias de PO, foi procedida a refração. Resultados: A pressão intra-ocular se manteve dentro dos limites de normalidade, o astigmatismo corneano final foi de -0,75 D, a paquimetria final apresentou ligeira elevação em relação ao olho contralateral não operado, as lentes se mantiveram centradas e a refração final medida pela retinoscopia foi +3,00 D. Conclusão: A técnica descrita permitiu o tratamento da afacia deste cão, utilizando LIOs dobráveis humanas de silicone. |
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TL 013 Objetivo: Avaliar prospectivamente a propriedade multifocal do duplo implante e sua influência na acuidade visual para perto em pacientes submetidos a facoemulsificação com implante intra-ocular em "piggyback". Material e Método: 26 olhos foram submetidos a facoemulsificação com implante de LIO de silicone SI40NB, no HC de Botucatu, de maio de 2001 a maio de 2002. 13 olhos de 11 pacientes com comprimento axial entre 22,10 e 18,14 mm receberam implante em "piggyback" (G1) e 13 olhos de 10 pacientes com comprimento axial entre 24,13 mm e 21,15 mm receberam implante simples (G2). Os pacientes foram avaliados quanto à acuidade visual para longe sem correção, com correção e para perto com a melhor correção para longe. Resultados: Todos os pacientes do G1 apresentaram AV para longe sem correção menor que 20/30. No G2, houve igual distribuição da AV entre as categorias. Houve predomínio significativo do G2 sobre o G1 quando avaliados os olhos que apresentaram acuidade visual acima de 20/25, sem e com o uso da melhor correção. Analisando-se a acuidade visual para perto utilizando a melhor correção para longe, não houve diferença estatística entre os dois grupos. Conclusão: Os resultados obtidos não demonstraram propriedades multifocais com o uso do implante intra-ocular em "piggyback" com LIOs de silicone. |
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TL 014 Objetivo: Estudo prospectivo analisando os resultados visuais e complicações pós-operatórias de cataratas traumáticas. Materiais e Métodos: Estudados 30 pacientes portadores de catarata traumática, selecionados na Universidade Federal de São Paulo. Todos os pacientes se submeteram ao exame oftalmológico completo, gonioscopia, microscopia especular, biomicroscopia ultra-sônica (UBM), ultra-sonografia e topografia corneana. As cirurgias foram realizadas por um único cirurgião e com tempo mínimo de 3 meses após o trauma não sendo estas, em alguns casos, procedimentos primários. Resultados: Operados 30 olhos (30 pacientes) sendo 24 homens (80%) e 6 mulheres (20%). Os tipos de traumas foram 22 contusos (73,4%) e 8 perfurantes (26,6%). O "follow-up" foi de 3 meses a 2 anos (média 12 meses). Acuidade visual pré-operatória com correção foi de 20/40 ou melhor em 1 olho (3,3%), 20/50 a 20/100 em 3 olhos (10%) e 20/200 ou pior em 26 olhos (86,6%). No exame pré-operatório, além da catarata, foram encontrados: estrabismo em 4 olhos (13,3%), lesão corneana em 6 olhos (20%), iridectomia traumática com corectopia em 6 olhos (20%), recesso angular em 10 olhos (33%), glaucoma em 2 olhos (6,6%), hipotonia em 1 olho (3,3%), sinéquias anteriores ou posteriores em 3 olhos (10%) e subluxação do cristalino em 13 olhos (43%). As complicações pós-operatórias foram: processo inflamatório com intensa reação de câmara anterior e fibrina em 2 olhos (6,6%), aumento de pressão intra-ocular em 3 olhos (10%), descolamento de retina em 2 olhos (6,6%). Acuidade visual final com correção foi de 20/40 ou melhor em 13 olhos (43,3%), 20/50 a 20/100 em 7 olhos (23,4%) e 20/200 ou pior em 10 olhos (33,3%). Conclusão: Os pacientes alcançaram acuidade visual pós-operatória satisfatória com o implante de LIO, apesar das dificuldades cirúrgicas. Somente pacientes com lesões graves como descolamento de retina e ambliopia não se beneficiaram do procedimento cirúrgico. |
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TL 015 Objetivo: Relatar a fixação iriana de LIO de câmara posterior (MA60BM) em dois olhos: um com subluxação de cristalino e outro com subluxação de LIO pós-trauma. Métodos: Estudo descritivo, onde se relata e discute a fixação iriana de LIO de câmara posterior, em quatro olhos: um com subluxação de cristalino, outro com subluxação de LIO pós-trauma e em AO de uma paciente afácica. Resultados: No caso 1, criança de 2,7 anos (Marfan) o exame refratométrico pré-operatório revelou: +10,00 DE –6,00 DC 90o em OD e +9,00 DE –5,50 DC 110o em OE. No 15º PO de cada olho observou-se câmara anterior sem reação inflamatória, Sidel negativo e erro refracional de +2,75 DE –1,25 DC 165o em OD e +1,50 DE –1,25 DC 180º em OE. No 30º PO acuidade visual avaliada pelo Teller foi de 20/400 em AO. Neste dia a mãe referiu que a criança estava mais ativa e participativa. O caso 2, sub-luxação de LIO pós-trauma em OE, a AVCC era: 20/150 em OE, e tinha PAM de 20/25. Após o reposicionamento da LIO, a AVSC foi de 20/25 nos 15º e 30º PO. No caso 3, implante secundário após afacia em AO, a refração era +14,00 DE –2,00 DC 90o (20/25) em OD e +13,00 DE –1,50 DC 110o (20/25 p) em OE. Após os implantes, do 30o dia ao décimo mês pós-operatório a AV foi OD: +1,00 DE –1,75 DC 90o (20/25) e OE: +0,75 DE –1,00 DC 90o (20/25). O exame de OCT nestes dois últimos olhos mostrou-se sem alterações. Conclusão: Os autores acreditam que a técnica empregada nos casos relatados constitui mais uma opção eficaz e segura na cirurgia de reposicionamento de LIO, na facectomia em cristalinos subluxados e em casos onde não há suporte capsular adequado. Entretanto outros estudos randomizados e prospectivos devem ser realizados para avaliar as vantagens e desvantagens desta técnica cirúrgica em relação às outras. |
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TL 016 Objetivo: Avaliar, de forma prospectiva, as incisões relaxantes no limbo durante a cirurgia de catarata para correção do astigmatismo pré-operatório. Pacientes e Métodos: Foi realizado um ensaio clínico com 16 pacientes que se submeteram a cirurgia de catarata, na Fundação Altino Ventura, no período entre abril e julho de 2002. Foram feitas incisões relaxantes no limbo (IRL), seguindo o nomograma modificado de Gills (1D – 1 IRL de 6mm; 1-2D – 2 IRL’s de 6mm; 2-3D – 2 IRL’s de 8mm). Resultados: O grupo de 2 IRL’s de 6mm conseguiu uma redução 88% do astigmatismo refracional (2DC para 0,25DC; p<0,001) e 57% do astigmatismo topográfico (1,78D para 0,76D; p<0,01). O grupo com 2 IRL’s de 8mm reduziu em 65% o astigmatismo refracional (2,55D para 0,9D; p<0,01) e 50% o topográfico (2,2D para 1,1D; p=0,01). O grupo de 1 IRL de 6mm não conseguiu redução significante do astigmatismo refracional nem topográfico. Em nenhum dos grupos houve alteração significante do eixo do astigmatismo. As médias das reduções aritmética e vetorial das refrações e topografias não apresentaram diferença significante. Não houve, ainda, complicações intra ou pós-operatórias. Conclusões: As incisões relaxantes limbares pareadas de 6 e 8mm mostraram-se seguras, previsíveis e eficazes para redução do astigmatismo corneano regular pré-operatório. A realização de 1 incisão relaxante limbar de 6mm não apresentou resultados satisfatórios. |
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TL 017 Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre catarata senil, cirurgia da catarata e orientações pré e pós-operatórias pelos pacientes que seriam submetidos à facectomia, portanto já orientados pelo oftalmologista. Métodos: Um único entrevistador aplicou um questionário estruturado em 70 pacientes do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e Hospital de Olhos do Paraná e as entrevistas foram realizadas na sala de dilatação, enquanto os pacientes aguardavam sua entrada no centro cirúrgico. Resultados: A idade variou de 53 a 91 anos, com média de 64,99 anos. 31,43% eram analfabetos e 68,57% declararam possuir 1º grau incompleto. 95,72% dos pacientes sabiam que apresentavam catarata, porém não conseguiam verbalizar corretamente a causa do embaçamento visual. 44,29% dos pacientes já sabiam que tinham catarata, entretanto não haviam procurado ajuda anteriormente e a principal causa alegada foi dificuldade de agendar consulta com especialista. Quanto ao pré-operatório, 45,71% dos pacientes foram bem orientados quanto ao uso de medicações contínuas. Em relação ao conhecimento sobre a cirurgia, 62,86% não sabiam o tipo de anestesia a ser utilizada, 51,43% não tinham conhecimento sobre a lente intra-ocular. Quanto ao pós-operatório, 71,43% estavam cientes da necessidade do uso de colírios após a cirurgia; 88,57% sabiam que teriam que retornar para novas consulta. Conclusão: Apesar da baixa escolaridade da população estudada, os conhecimentos sobre catarata foram satisfatórios. A maioria dos pacientes foi bem orientada quanto aos cuidados no pré e pós-operatório. No entanto, ficou demonstrada a falta de orientação sobre a técnica cirúrgica a ser utilizada. |
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TL 018 Objetivo: Comparar a sensação de dor produzida pela anestesia peribulbar e pela facoemulsificação com anestesia tópica sem sedação. Métodos: Usando-se uma escala visual análoga de 10 níveis, mediu-se, em 21 pacientes, a sensação de dor provocada pela infiltração de anestésico peribulbar de 6 ml de uma solução com lidocaína a 2% e bupivacaína 0,5%. A mesma escala foi usada para se medir em outros 20 pacientes a dor provocada pela facoemulsificação com anestesia tópica, com colírio de tetracaína a 2%. Todas as cirurgias foram feitas pelo mesmo cirurgião com acesso "clear" córnea e implante de lente intra-ocular "in-the-bag". Não foi administrada qualquer outra medicação venosa ou via oral. Os escores de dor nos dois grupos estudados foram comparados pelo teste, não paramétrico, de Mann-Whitney U. Resultados: A distribuição dos escores de dor da facectomia com anestesia tópica variou de 0 a 5, com mediana igual a 2. A distribuição dos escores da infiltração peribulbar foi mais ampla, de 0 a 7, com mediana igual a 3. O teste de Mann-Whitney U, revelou que o "rank" médio do grupo da cirurgia com anestesia tópica (15,78) foi significativamente diferente do obtido com a infiltração peribulbar (25,98) (p = 0,0056). Conclusões: O desconforto durante a cirurgia de catarata com anestesia tópica é menor do que o causado pela anestesia peribulbar, quando não é feita sedação prévia. |
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TL 019 Objetivo: Apresentar os resultados e complicações observados após um ano nos pacientes com miopia moderada-alta submetidos à facoemulsificação com implante de lente intra-ocular para tratamento de catarata. Material e Método: Os autores convocaram 29 pacientes portadores de miopia moderada-alta operados por facoemulsificação com implante de lente dobrável, cujo valor dióptrico foi menor ou igual a 15 dioptrias. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião entre setembro de 2001 e abril de 2002. Foram avaliados o diâmetro ântero-posterior, a melhor visão corrigida pré e pós-operatórias, incidência de ruptura da cápsula posterior e perda vítrea intra-operatória, além da incidência de descolamento de retina, maculopatia, endoftalmite e capsulotomias no pós-operatório. Resultados: Dezesseis pacientes (25 olhos) compareceram para avaliação. A idade média dos pacientes foi 57,2 ± 12,36 anos. O tempo médio de pós-operatório foi de 15,88 ± 1,81 meses. O diâmetro ântero-posterior médio dos olhos operados foi de 27,62 ± 2,34mm. Onze olhos tiveram melhora, 12 olhos não tiveram mudança e apenas dois apresentaram piora importante da melhor visão corrigida no pós-operatório. Não houve ruptura da cápsula posterior, nem perda vítrea intra-operatória em nenhum caso. Um olho apresentou descolamento da retina no oitavo mês e outro teve edema macular cistóide do décimo terceiro mês pós-operatório. Não houve nenhum caso de endoftalmite, nem indicação de capsulotomia pós-operatória. Conclusões: A facoemulsificação com implante de lente intra-ocular apresentou resultados favoráveis e mostrou-se um procedimento com nível de segurança aceitável para o tratamento da catarata em pacientes com miopia moderada-alta. |
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TL 020 Objetivo: Descrever técnica de realização de retirada de ponto em córnea clara, na cirurgia de facoemulsificação evitando-se o contato da parte externa do fio com o meio intra-ocular. Método: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando 1.233 casos de retirada de ponto 1 ponto de mononylon 10.0 com laser de argônio. Resultado: Em 162 pacientes o tiro do laser atingiu o ponto epitelial, sendo necessários disparos extras para cortar o fio estromal e assim retirá-lo sem passar a parte externa do fio para o interior da córnea. Não ocorreu nenhuma complicação após a retirada do ponto. Conclusão: A retirada do ponto com a utilização do laser de argônio, atingindo a parte intra-estromal do fio, e puxando com uma pinça, sem que a parte epitelial rode para dentro do estroma tornando o procedimento totalmente asséptico, mostrando-se eficaz para evitar a infecção pós-retirada de ponto na cirurgia de catarata. |
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TL 021 Objetivo: Descrever técnica de realização de capsulorrexis na catarata branca intumescente, evitando seu rasgo para o equador cristaliniano. Método: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando 48 casos de cataratas brancas intumescentes, nos quais foi realizada previamente a capsulorrexis, a injeção intracamerular de metilose a 4% e aspiração de córtex liquefeito anterior. A capsulorrexis foi confeccionada com pinça e ampliada em “espiral”. Resultado: Em dois pacientes ocorreu um rasgo parcial da capsulorrexis, durante a sua ampliação, sem que isso impedisse sua confecção final em capsulorrexis circular contínua. Em todos os casos, conseguiu-se evitar o rasgo da capsulorrexis para a periferia. Conclusão: A utilização da metil celulose a 4% e a realização da aspiração do córtex liquefeito previamente à realização da capsulorrexis com pinça, mostrou-se eficaz para impedir a “Síndrome da Bandeira Argentina”. |
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TL 022 Objetivo: Traçar um perfil epidemiológico dos pacientes operados através do Projeto Catarata na Clínica Oftalmos Associados atendendo a microrregião do Vale do Itajaí. Material e Método: Estudo prospectivo com 261 pacientes e 443 olhos operados de catarata pela técnica de facoemulsificação entre outubro de 2002 e janeiro de 2003. Foram investigadas as variáveis: sexo, idade, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, perfil sócio-econômico, possuidores de plano de saúde privado e o tempo de espera para realização da cirurgia, através de questionário direcionado. Resultado: Observou-se que desses 261 pacientes, 148 (56,7%) eram do sexo masculino e 113 (43,3%) do feminino. A idade média dos pacientes foi de 66,8±9,6 anos variando entre 11 e 95 anos. Entre os pacientes avaliados 31 (11,8%) apresentavam diabetes melitus e 43 (16,4% hipertensão arterial sistêmica. Avaliando-se o perfil sócio-econômico 139 (53,2%) eram aposentados, 24 (9,1%) desempregados e 33 (12,6%) donas de casa; totalizando 196 (74,9%) a população economicamente inativa. Além disso, a renda familiar média era de 2,6 ± 0,6 salário mínimos, variando entre 1 e 8 salários mínimos. Três por cento dos pacientes possuíam plano de saúde privado. O tempo médio decorrido entre o diagnóstico e a cirurgia foi de 18 ± 0,5 meses variando entre 6 e 96 meses. Conclusão: O perfil epidemiológico dos pacientes atendidos é muito importante para direcionar programas de reabilitação visual relacionados com a catarata. Na microrregião do Vale do Itajaí o tempo de espera para a cirurgia de catarata foi considerado alto como reflexo da demanda reprimida. A grande maioria dos pacientes que procuram atendimento pelo projeto catarata não são portadores de plano de saúde. |
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023 Objetivo: Avaliar o papel do cálcio (Ca) na contração induzida pelo carbacol (Cb) na íris de boi (IB). Materiais e métodos: As íris foram montadas em cubas contendo solução nutritiva a 37oC, pH 7,4. Contrações foram registradas em polígrafo. Foram realizadas curvas cumulativas contráteis ao Cb (1nM-10µM) na ausência ou presença de um dos seguintes inibidores: níquel (Ni), nifedipina (Nif), flunarizina (Flu), thapsigargina (Tps), conotoxina (Cnx) e tetrodotoxina (Ttx). Os resultados foram expressos em relação à contração causada pela solução de KCl (80mM). Resultados: A ausência de cálcio na solução nutritiva resultou em redução na contração induzida pelo Cb (96±5%), sendo a mesma totalmente recuperada após re-introdução de cálcio na solução nutritiva. A incubação das preparações com Ni (bloqueador de canais de Ca dependentes de voltagem, CCDV) em diferentes concentrações (1mM, 3mM ou 10mM), inibiu significativamente (5±3%, 34±4% e 72±6%, respectivamente) a resposta contrátil ao Cb. A utilização de Nif (antagonista CCDV tipo L, 10µM) resultou em 27±5% de redução na contração mediada pelo Cb. Por outro lado, a utilização de Flu (antagonista CCDV tipo T, 1µM) e Cnx (antagonista CCDV tipo N, 1µM) não alterou a contração iriana. A pré-incubação das preparações com Tps (depletor Ca de estoque intracelular, 1µM), reduziu em 30±7% a resposta contrátil ao Cb. A utilização de Ttx caracterizou-se por não alterar a contração na IB. Discussão/Conclusões: A resposta contrátil mediada pelo Cb na IB parece ser dependente do influxo de Ca a partir de CCDV do tipo L, porém não dependente de CCDV tipo T e N. Além disso, parece ocorrer a participação de estoques intracelulares de Ca a partir do retículo endoplasmático. |
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TL 024 Objetivo: Avaliar pacientes com único olho funcional submetidos à cirurgia de catarata por um único cirurgião, no período de novembro de 2001 a fevereiro de 2003. Métodos: Estudo prospectivo avaliando idade, sexo, causa da deficiência visual no olho contralateral, técnica anestésica, técnica cirúrgica, melhor acuidade visual corrigida pré e pós-operatória, doenças oculares associadas, complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico, e tempo de seguimento. Resultados: Vinte pacientes foram estudados, sendo 15 mulheres e 5 homens com idade média de sessenta e sete anos. A principal causa de deficiência visual no olho contralateral foi trauma ocular. Dezesseis pacientes obtiveram melhor acuidade visual corrigida de 20/40 ou melhor na tabela de Snellen na avaliação pós-operatória final. Quinze pacientes apresentavam doenças oculares associadas. Ruptura de cápsula posterior ocorreu em dois pacientes, e endoftalmite em um. O tempo médio de seguimento foi de sete meses. Conclusão: Cirurgia de catarata em pacientes com único olho funcional é um procedimento seguro, com bons resultados quando realizada por cirurgião experiente. |
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TL 025 Objetivo: Determinar o espectro microbiológico e a sensibilidade antiobiótica dos agentes causadores de endoftalmite pós-cirurgia de catarata. Método: Estudo retrospectivo a partir de prontuários de pacientes submetidos à cirurgia primária de catarata de 1995 a 2002. Resultados: A incidência de endoftalmite pós-operatória foi de 71 casos em 25657 cirurgias. 73% dos agentes foram bactérias Gram positivas, 19,7% de Gram negativos, e 7% de fungos. Cocos Gram+ foram mais sensíveis a vancomicina, ceftriaxona e ofloxacina. Todos os agentes Gram- foram 100% sensíveis a amicacina, ciprofloxacina e ofloxacina. Conclusão: Os agentes Gram positivos foram os responsáveis pela maioria dos casos de endoftalmite pós-operatória, ofloxacina, ciprofloxacina e vancomicina são os medicamentos mais adequados para o tratamento empírico inicial. |
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TL 026 Objetivo: Analisar o período pós-operatório precoce de facoemulsificação utilizando a tecnologia WhiteStar. Métodos: Trinta pacientes foram separados em 3 grupos: uso de Whitestar e incisão clear-cornea de 2,75mm; WhiteStar e duas incisões de 1,4mm; sem WhiteStar e 2,75mm. Resultados: Após 7 dias, 100% dos pacientes apresentaram acuidade visual melhor que 20/40. Edema corneano moderado foi encontrado em todos os olhos um dia após a cirurgia. O tempo equivalente de faco foi menor no grupo 2 (p<0,01), porém o tempo de cirurgia foi maior e maior volume de BSS foi utilizado (p<0,05). Não existem diferenças estatisticamente significantes com relação à paquimetria. Conclusão: Todos os pacientes tiveram à normalização da paquimetria na primeira semana pós-operatória. |
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TL 027 Objetivo: Descrever os resultados dos pacientes submetidos à facoemulsificação pela técnica de "piggyback" em altos hipermétropes com catarata. Material e método: Estudo retrospectivo, séries de 12 casos do Instituto da Catarata, Departamento de Oftalmologia, Escola Paulista de Medicina, entre janeiro/2000 a fevereiro/2003, submetidos à facoemulsificação com implante de LIO por "piggyback". As seguintes variáveis foram analisadas: acuidade visual pré-operatória corrigida (BCVA), equivalente esférico refracional, comprimento axial, ceratometria, biometria e resultado cirúrgico. Resultado: A média de equivalente esférico pré-operatório foi +6,08±1,93 D. O BCVA pré-operatório variou de movimento de mãos para 20/30. A média do comprimento axial foi de 19,9±0,66mm. O cálculo da LIO foi realizado com biômetro ultra-sônico da Alcon (modelo - OCUSCAN) e HUMPHREY (modelo 820). A fórmula para cálculo de LIO utilizado foi a Hoffer Q. Foram implantadas lentes acrílicas em 10 olhos e em 2 olhos, lentes de silicone. Dez dos 12 olhos (83,33%) obtiveram melhora da acuidade visual, enquanto 2 (16,66%) olhos mantiveram a acuidade visual pré-operatória. O BCVA pós-operatório variou de conta-dedos a 1 metro a 20/25. A média de equivalente esférico pré-operatório (SER) reduziu de +6,08D para -1,97D. Pacientes submetidos à biometria ultra-sônica pelo Ocuscan apresentaram hipercorreção, e a média SER foi de -2,71±0,98D. Por outro lado, pacientes que foram submetidos à biometria pelo Humphrey apresentaram hipocorreção, média de SER +0,28±2,12D. Discussão: O implante de duas ou mais LIOs no saco capsular, pela técnica de "piggyback", é uma boa opção na correção de altas hipermetropias e catarata. Em nosso estudo, o Ocuscan mostrou tendência a erro miópico, e Humphrey a erro hipermetrópico. |
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TL 028 Objetivo: Comparar critérios de indicação, complicações intra e pós-operatórias, resultados visuais obtidos e intervalo de tempo entre cirurgias do primeiro e segundo olho submetidos à facoemulsificação durante curva de aprendizado de um cirurgião. Material e métodos: Estudo prospectivo de 96 olhos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata bilateral, pela técnica de facoemulsificação, no período de abril/2001 a março/2002, de forma consecutiva, por um residente do terceiro ano. A mesma técnica cirúrgica foi realizada e implantada lente intra-ocular de 5,5mm de zona óptica em todos pacientes. Na análise estatística foram utilizados os testes: Qui-quadrado, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, comparações múltiplas de Dunn e “t” de Student. Todos foram bicaudais e considerados significantes quando p<0,05. Resultados: Houve evidência de que a indicação cirúrgica foi realizada mais precoce no segundo olho, ou seja, com melhor acuidade visual que o primeiro olho (p=0,016). O tempo médio de facoemulsificação do primeiro olho operado foi significantemente maior que o do segundo olho (p=0,026). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao grau de catarata, doença ocular prévia, a acuidade visual final e equivalente esférico médio. As complicações intra e pós-operatórias apresentaram incidências menores no segundo olho, apesar de não alcançar significância estatística. O intervalo de tempo entre a cirurgia do primeiro e segundo olho foi significativamente menor ao longo dos trimestres (p<0,001). Conclusões: Neste estudo, os pacientes foram submetidos à cirurgia do segundo olho mais precocemente (melhor acuidade visual e menor intervalo de tempo entre as duas cirurgias), apresentaram tempo de facoemulsificação menor e tendência a terem menores complicações intra e pós-operatórias. |
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TL 029 Objetivo: Avaliar a curva de aprendizado nas 160 primeiras facoemulsificações realizadas durante o terceiro ano de residência. Material e método: Estudo prospectivo de 160 pacientes submetidos à cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação, de forma consecutiva. O período foi dividido em quatro trimestres e o formulário pré-estabelecido foi preenchido, pelo cirurgião. A mesma técnica cirúrgica foi realizada e implantada uma lente intra-ocular de 5,5mm de zona óptica em todos os pacientes. Na análise estatística foram utilizados os testes: Qui-quadrado, Kruskal-Wallis, ANOVA e teste de tendência linear (significantes quando p< 0,05). Resultados: A variação do tempo médio de facoemulsificação ao longo dos trimestres apresentou tendência linear decrescente significante (p<0,001). 28 olhos (17,0%) apresentaram problemas intra-operatórios sem significância estatística, ao longo dos trimestres, apesar de ter apresentado decréscimo seguido de aumento no último trimestre. A tendência crescente de casos sem complicações pós-operatórias ao longo do tempo alcançou significância estatística (p=0,005). Conclusões: Os resultados sugerem que com treinamento apropriado e supervisão, residentes do terceiro ano tem condições de realizar a facoemulsificação de forma segura e satisfatória, embora encontre mais dificuldades no primeiro trimestre. Apesar de não apresentar significância estatística, há uma tendência de elevar o número de complicações intra-operatórias após certo tempo de experiência cirúrgica, provavelmente decorrente de excesso de autoconfiança associados à realização de casos mais difíceis. |
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030 Objetivo: Avaliar a eficácia do exame super "pinhole" (sph) em prever a melhora da acuidade visual após a cirurgia de catarata. Material e Métodos: Foram avaliados 87 olhos submetidos a facoemulsificação realizadas por um único cirurgião, no período de janeiro a dezembro de 2002. Foram comparadas a acuidade visual (AV) pré-operatória com a medida com o sph e a AV medida no sph com a AV pós-operátoria trinta dias após a cirurgia. Resultados: 84 olhos (96,56%) tiveram a AV com o sph melhor do que a AV pré-operatória, 2 olhos (2,30%) tiveram a AV com sph igual à AV pré-op. e 1 olho (1,14%) teve a AV com o sph pior que a AV pré-op.; 45 olhos (51,72%) tiveram a AV pós-operatória melhor que a medida com o sph, 29 (33,33%) tiveram a AV pós-op. igual à AV com o sph e 13 olhos (14,95%) tiveram a AV pós-op. pior que a obtida com o sph. Conclusão: O exame super "pinhole" demonstrou ter boa eficácia em estimar a melhora da AV após cirurgia de catarata, em 84,85% dos olhos a AV final foi igual ou melhor a AV com o sph. |
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031 CULTURA PRIMÁRIA DE CÉLULAS EPITELIAIS DE CRISTALINO HUMANO COM O USO DE INSULINA Magda Massae Hata Viveiros, Isabel Anunciação Neves dos Santos, Yara Michelacci, Eduardo Sone Soriano Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Objetivo: Desenvolver uma técnica simples e reprodutível para o cultivo das células epiteliais de cristalino humano (CECH). Material e Métodos: Foram estudadas as culturas de CECH obtidas de 118 pacientes portadores de catarata, operados na UNIFESP-EPM. Foram testadas cinco técnicas de cultivo celular primário das CECH: cultivo de cápsulas anteriores íntegras em placas de Petri (Grupo IP) e em multiwells de 24 poços (Grupo IM), cultivo de cápsulas anteriores cortadas em placas de Petri (Grupo CP) e em multiwells de 24 poços (Grupo CM), cultivo de cápsulas anteriores íntegras em multiwells de 24 poços com a suplementação de insulina ao meio nutritivo (Grupo Ins). As cápsulas anteriores foram colhidas durante a realização da cirurgia de catarata. Utilizamos o meio nutritivo F-12 suplementado com soro fetal bovino (SFB) a 20%, com penicilina e estreptomicina em todas as técnicas com exceção da última, onde também acrescentamos insulina NPH-100. O processamento foi realizado sob fluxo laminar, em condições de assepsia e a incubação foi feita em estufa umidificada a 37°C, com 2,5% de CO2. O meio nutritivo foi trocado a cada três ou quatro dias nas técnicas onde não utilizamos a insulina e a cada dois dias nestes últimos casos. Resultados: Grupo IP: as células epiteliais não migraram da cápsula e não se aderiram à placa. Grupo IM: as células migraram e se aderiram, mas não proliferaram. Grupo CP e Grupo CM: houve maior resposta que as anteriores quanto à migração e aderência celular, porém não foi possível conseguir uma camada de células confluentes devido à baixa proliferação celular. Grupo Ins: houve migração, aderência, proliferação e confluência celular. Conclusão: A técnica do cultivo primário de CECH com o uso de insulina permite a migração, aderência, proliferação e confluência celular, podendo ser usada rotineiramente. |
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TL 032 Objetivo: Avaliar a eficácia da biometria ultra-sônica, quando se utiliza a fórmula SRK-T nos pacientes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação e implante de lente intra-ocular no saco capsular, no IBOPC. Material e Métodos: Utilizamos a biometria ultra-sônica, fórmula SRK-T. As ceratometrias foram realizadas por método automático, com o ceratômetro Topcon série 9000; utilizou-se o modo automático de captação das medidas axiais, dez por olho; tanto a ceratometria, quanto à biometria foram realizados pelo mesmo oftalmologista; foram incluídos todos os olhos com diagnóstico de catarata, submetidos a facoemulsificação entre março de 2001 e dezembro de 2002, e excluídos aqueles que apresentavam círculos irregulares a ceratoscopia ou lente implantada fora do saco capsular; analisaram-se os dados contidos numa ficha que foi anexada em cada prontuário dos pacientes em estudo, os quais eram: 1) o equivalente esférico previsto na biometria para a lente implantada; 2) rotura capsular; 3) posição da lente intra-ocular; 4) equivalente esférico da refração pós-operatória; os resultados foram divididos em três grupos: grupo 1 – aqueles com refração obtida com variação entre 0 e ±0,75 D; grupo 2 - aqueles com refração obtida com variação entre ±0,76 e ±1,50 D e grupo 3 - aqueles com refração obtida com variação maior que ±1,50 D. Resultados: Foram selecionados 116 biometrias, de 62 pacientes; destas foram excluídas 59; no grupo 1, enquadraram-se 45 biometrias; no grupo 2, 10 e, no grupo 3, 2. Conclusão: A biometria ultra-sônica realizada de forma criteriosa, com o uso da fórmula SRK-T, apresenta resultados confiáveis em relação à predição do equivalente esférico pós-operatório. |
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TL 033 Objetivo: Analisar a concordância de diagnóstico de catarata entre dois observadores independentes, ambos médicos oftalmologistas. Material e Método: A avaliação de catarata foi empregada de acordo com o critério de “Wilmer grading system”, analisando três tipos de catarata: nuclear, cortical e subcapsular posterior. Foram analisados uma amostra de 101 indivíduos da população nipo-brasileira da cidade de Bauru, todos com o diagnóstico prévio de diabetes mellitus. Para o estudo estatístico foi utilizado o coeficiente de concordância kappa, tanto o método do kappa positivo quanto o método do kappa negativo. Resultado: Foi constatada uma ótima concordância entre os observadores no diagnóstico de qualquer tipo de catarata. Para a concordância isolada de cada tipo de catarata, obtivemos concordância ótima para os tipos cortical e subcapsular posterior e uma boa concordância para o diagnóstico de catarata nuclear. Conclusão: nos resultados de diagnóstico de catarata. Assim, o uso do critério de “Wilmer grading system”, baseado na avaliação de concordância, concluímos que existe reprodutibilidade entre observadores aumentou a credibilidade do diagnóstico para definir a presença ou não de catarata e seu grau de opacificação. |
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TL 034 Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medidas paquimétricas obtidas através da paquimetria ultra-sônica e do Orbscan II® em pacientes candidatos à cirurgia refrativa na rotina de nosso serviço. Métodos: Avaliou-se neste trabalho a espessura corneana central de pacientes candidatos a cirurgia refrativa. Os exames foram realizados sempre pelo mesmo examinador através de paquímetro ultra-sônico Sonomed 200P®, sob anestesia tópica com cloridrato de proximetacaína (Anestalcon®) e através de paquimetria de não contato no aparelho Orbscan II®. Para a comprovação do objetivo levantado neste trabalho foram utilizados os testes paramétrico “t de Student”, não pareado, através do software “Primer of Biostatistics®” e os não-paramétricos “Qui-Quadrado” e “Exato de Fisher” pelo software Epi-Info®. O nível de significância (probabilidade de significância) adotado foi menor que 5% (p<0,05). Resultados: O estudo envolveu 16 pacientes, sendo avaliados 29 olhos. No grupo Orbscan II® a média dos resultados paquimétricos foi de 514,9 ± 34 µm, variando de 430 a 570 µm. No grupo da paquimetria ultra-sônica a média dos resultados foi de 535,4 ± 36,7 µm, variando de 443,4 µm a 585,4 µm. Na comparação entre os aparelhos observa-se diferença significativa, ou seja, o Orbscan II® apresentou valores paquimétricos mais baixos que o paquímetro ultra-sônico (514,9±34,0 x 535,4±36,7) (p=0,031). Conclusão: Conclui-se que os dados paquimétricos obtidos pelo paquímetro ultra-sônico e pelo Orbscan II® não são comparáveis e assim, pacientes que necessitem de seguimento devem ter sua espessura corneana avaliada sempre no mesmo aparelho. |
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TL 035 Objetivo: Determinar e comparar os resultados das medidas das espessuras corneanas obtidas através das paquimetrias ópticas (Orbscan e microscópio especular) com as medidas da paquimetria ultra-sônica. Material e Métodos: Foram realizadas três medidas das espessuras corneanas de 67 olhos de 35 pacientes candidatos à cirurgia refrativa, no pré-operatório do LASIK (Laser in situ Keratomileusis), durante o período de setembro a dezembro de 2002, no Instituto de Oftalmologia – Clivan. Todos os pacientes foram examinados primeiramente com o microscópio especular de não-contato (Topcon SP 2000P) e, em seguida, com a paquimetria ultra-sônica (Sonomed 200P). O exame com o Orbscan II Z foi realizado em outro dia. Resultados: A média de idade dos pacientes foi 32,49 + 8,57 anos, sendo 65,70% da amostra composta de pacientes do sexo feminino. Os valores das medidas corneanas centrais obtidos com o microscópio especular, paquimetria ultra-sônica e orbscan foram, respectivamente, 536,84 + 34,87µ, 539,27 + 35,14µ e 547,37 + 37,64µ. Houve correlação estatística entre os três exames das medidas das espessuras corneanas centrais (orbscan x ultra-sônica e microscopia especular x ultra-sônica) de acordo com o teste de correlação de Pearson (r = 0,952 e 0,972, respectivamente, com p< 0,05). Conclusão: O estudo mostra que há correlação estatística entre os exames das espessuras corneanas através das paquimetrias ópticas e ultra-sônica. Os três procedimentos revelaram ser seguros e reprodutíveis. |
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TL 036 Objetivo: Comparar os resultados da paquimetria corneana obtida pelos métodos ultra-sônico (Humphrey Inc.) e óptico computadorizado (Orbscan II, Orbtek, Inc.) em pacientes virgens e em pacientes que se submeteram ao LASIK. Material e Métodos: Foram estudados 338 olhos de 169 pacientes atendidos no setor de Cirurgia Refrativa do Hospital Oftalmológico de Brasília. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: Grupo 1, pacientes virgens (294 olhos); Grupo 2, pacientes após LASIK (44 olhos). As medidas foram obtidas primeiramente pelo método de Orbscan II e, então, pelo paquímetro ultra-sônico Humphrey modelo 855. Foi utilizado o método t de Student pareado, com valor p<0,001. Resultados: A espessura corneana média encontrada pelo Orbscan II foi inferior em ambos os grupos, sendo estatisticamente significativa (p< 0,001). A diferença média da paquimetria no Grupo 1 foi 9,63 µm e, no Grupo 2, foi 16,51 µm. Conclusão: O método do Orbscan II oferece algumas vantagens, tais como informações adicionais sobre a córnea, rapidez, boa reprodutibilidade, menor dependência do operador e não exigir contato com a córnea. Os valores da paquimetria obtidas com Orbscan não podem ser comparados ao paquímetro ultra-sônico, sendo útil o emprego associado desses métodos para a avaliação dos candidatos a cirurgia refrativa. |