Temas Livres
Volume 66 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 001
CORREÇÃO ÓPTICA DE ERROS DE REFRAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA PRIMEIRA SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL - O ENFOQUE ADMINISTRATIVO

Romulo Ferreira da Silva, Milton Ruiz Alves
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Verificar o poder dióptrico das lentes esféricas prescritas; identificar o tipo e tamanho de armação de óculos destinada à maioria dos escolares; contribuir para formar um dispensário óptico a fim de contribuir para o atendimento racional da demanda; e oferecer estimativa orçamentária de aquisição de lentes e de armações para a confecção de óculos destinados a escolares no ensino fundamental. Métodos: Realizou-se um estudo transversal descritivo e pesquisa operacional para conhecimento do problema, análise e busca de solução, considerando-se o enfoque administrativo. A população foi formada por 500 escolares da 1ª série do ensino fundamental, matriculados nas escolas públicas (estaduais e municipais) da cidade de Boa Vista (Roraima), que submetidos à triagem visual promovida pela Campanha “Olho no Olho” – 2001 foram encaminhados para exame oftálmico. Resultados: Dos 500 escolares examinados, 244 (48,80%) eram do sexo feminino e 322 (64,4%) tinham idade entre 6 e 7 anos. Considerando o número de olhos, 552 (55,2%) eram emétropes, 85 (8,5%) míopes, 146 (14,6%) hipermétropes e 271 (21,7%) portadores de astigmatismo simples ou composto. Das 320 lentes prescritas (160 óculos), 47 (14,69%) eram esféricas positivas e 27 (8,44%) esféricas negativas. O formato de rosto mais freqüente foi o redondo (41,87%), seguido pelo oval (14,37%). Houve predominância da armação unissex tamanho 42 (36,25%), seguida pela armação feminina tamanho 42 (25,00%) e armação masculina tamanho 42 (25,00%). A estimativa de gasto para o atendimento de uma amostra de tamanho 500 foi de R$ 9.900,00 reais. Conclusões: A montagem de um dispensário óptico com os tipos e tamanhos predominantes de armação (unissex 42 e masculina e feminina 42) pode contribuir para o atendimento racional da demanda.

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TL 002
MOTIVAÇÕES E PERCEPÇÕES DE MÉDICOS RESIDENTES EM RELAÇÃO À ESCOLHA DA CARREIRA EM OFTALMOLOGIA

Milton Ruiz Alves, Aloisio Fumio Nakashima
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Avaliar motivações e percepções que influenciam médicos residentes a optarem pela oftalmologia como especialidade. Métodos: Realizou-se um estudo do tipo “survey” por meio da análise de formulários obtidos de 31 (73,8%) de 42 médicos residentes que freqüentaram o V Curso Básico de Oftalmologia, realizado em São Paulo, em 2003. Resultados: O principal fator de motivação foi a habilidade de ajudar pessoas a enxergar melhor. Seguiram-se a oportunidade de realizar cirurgias, a jornada de trabalho, inovações tecnológicas e o fato de raramente enfrentar situações de risco de vida/morte. Conclusão: A busca pela maior qualidade de vida (de pacientes e dos médicos) foi um fator importante que influenciou os novos médicos na escolha da oftalmologia como especialidade.

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TL 003
Achados e relação custo-benefício do exame de ultra-sonografia ocular em pacientes com catarata densa
Gustavo Teixeira Grottone, Bruno Castelo Branco, Maira Saad Morales, Eduardo Sone Soriano, Ana Luisa Hofling Lima
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar os achados e a relação custo benefício do exame de ultra-sonografia ocular em pacientes candidatos à cirurgia de catarata e à relação custo-benefício na cirurgia destes pacientes. Pacientes e Método: Avaliação retrospectiva do laudo de ultra-sonografia ocular de 1018 olhos de 865 pacientes, submetidos à avaliação pré-cirúrgica de catarata. O custo geral dos procedimentos (US, facoemulsificação com LIO dobrável e cirurgia extracapsular com implante de LIO não dobrável) foi calculado de acordo com a tabela de procedimentos APAC/SUS vigente no ano de 2001-2002. Resultados: Foi descrito em 54,5% dos olhos algum tipo de alteração do segmento posterior. Descolamento de vítreo posterior foi o achado mais freqüente (parcial = 28,9% e total = 41,8. Existiu uma proporção maior de descolamento de retina em olhos de pacientes do sexo masculino (7,7%) do que pacientes do sexo feminino (4,4%). O descolamento de retina foi mais freqüente em olhos de pacientes com idade entre 18-50 anos (15,9% do total de descolamentos de retina) do que em pacientes com mais de 50 anos (4%) com um odds-ratio de 4,56 [IC 2,53 - 8,2]. O total de custos com ultra-sonografia ocular foi de R$ 12.562,12. Essa quantia representou somente 30,5% do valor que seria gasto com cirurgia de facoemulsificação em pacientes com descolamento de retina e 44,3% se considerarmos a técnica extracapsular. Conclusão: A ultra-sonografia é recomendável para análise do prognóstico visual e orienta quanto à melhor solução cirúrgica para cada caso, economizando recursos que iriam ser gastos com pacientes com prognóstico ruim. Pacientes do sexo masculino e menores de 50 anos de idade têm maiores chances de ter descolamento de retina.

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TL 004
QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE - SATISFAÇÃO DE USUÁRIOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Denise Fornazari de Oliveira, Carlos Eduardo Leite Arieta, Edméa Rita Temporini, Newton Kara-José
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Reconhecendo a importância e legitimidade da avaliação dos usuários do sistema de saúde sobre a qualidade da atenção, o estudo teve por objetivo avaliar características e satisfação de pacientes do ambulatório de oftalmologia de um hospital universitário, com vistas a obter subsídios para a padronização de um sistema de avaliação de qualidade. Material e Método: Realizou-se estudo transversal analítico. Selecionou-se amostra representativa de pacientes atendidos no ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP). Aplicou-se questionário estruturado por entrevista, incluindo as seguintes variáveis: características pessoais (sexo, idade, escolaridade, exercício de atividade remunerada), tempo de espera para obter a consulta, opinião em relação à facilidade de acesso ao serviço, atendimento da recepção, tempo dispendido na sala de espera, qualidade do atendimento recebido e satisfação com o atendimento. Resultados: A amostra caracteriza-se por pacientes com escolaridade e nível socioeconômico baixo, 21,7% exercem atividade remunerada. A maioria considera fácil obter consulta no serviço oftalmológico citado. O tempo médio na sala de espera referido foi de 94,6 minutos e 45,3% dos pacientes afirmam não terem recebido orientações na pós-consulta. Os pacientes encontram-se satisfeitos com o atendimento recebido e fazem avaliação positiva da qualidade do serviço prestado. Conclusões: Embora seja observado alto grau de satisfação com os serviços, em geral, quando os diferentes fatores que podem influenciar a satisfação são abordados os pacientes apontam limitações à qualidade. A avaliação permitiu melhor conhecimento sobre os serviços oferecidos em um hospital-escola e evidenciou a possibilidade de implantação de rotinas de revisão da qualidade desses serviços.

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TL 005
ANÁLISE DO CUSTO-BENEFÍCIO DA AVALIAÇÃO OCULAR DE PACIENTES PORTADORES DE ROSÁCEA

Keila Barbosa de Oliveira Lima, Luciene Barbosa de Sousa, Jeison de Nadai Barros, Namir Clementino Santos, Denise Antonio
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Observar as principais manifestações oculares de pacientes portadores de rosácea e avaliar o custo-benefício dos exames diagnósticos realizados. Material e Método: Vinte pacientes com rosácea foram entrevistados através de um questionário, submetidos ao exame oftalmológico e aos testes de Schirmer I, fluoresceína, rosa bengala, citologia de impressão e raspado conjuntival. O levantamento de custos destes exames foi feito a partir da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), medicina de grupo (AMB 90) e valores cobrados no serviço particular. Resultados: De um total de 20 pacientes que iniciaram o estudo, 16 compareceram a todas as consultas. Houve predomínio do sexo feminino (55%), raça branca (95%) e a média de idade foi de 56 anos. Todos os pacientes apresentaram sinais e sintomas clínicos e os principais foram: prurido (25%), ardor (20%), lacrimejamento (15%), irritação (15%), telangiectasia palpebral (75%), hiperemia palpebral (68,7%), blefarite (31,2%) e meibomite (31,2%). Os exames subsidiários realizados mostraram-se, em sua maioria, dentro da normalidade. Houve diferença no levantamento de custos das diferentes fontes pagadoras. Conclusão: Os principais sintomas oculares apresentados pelos pacientes portadores de rosácea foram prurido, ardor, lacrimejamento e irritação; os sinais oculares mais observados foram: telangiectasia e hiperemia palpebral, blefarite e meibomite. Considerando os custos dos exames realizados e os resultados obtidos, concluímos que a consulta oftalmológica básica (avaliação biomicroscópica) é a que apresenta melhor custo-benefício para o paciente portador de rosácea.

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TL 006
ANÁLISE DOS CUSTOS DA CIRURGIA DE CATARATA CONGÊNITA

Adriana Maria Drummond Brandão, Márcia Beatriz Tartarella
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Estimar os custos da cirurgia de catarata congênita. Métodos: Foram estudados 38 prontuários do Serviço de Catarata Congênita da UNIFESP/EPM e realizado um levantamento de gastos e custos envolvidos na cirurgia de facoemulsificação com implante de lente intra-ocular dobrável e na reabilitação visual dos pacientes operados. Resultados: Os custos do tratamento da catarata congênita para a família foram 521,32 reais; resultantes dos gastos com transporte, colírios, medicamentos, óculos e oclusores. O custo para o hospital São Paulo foi 544,59 reais. Este custo representou principalmente o gasto com aquisição de materiais e medicamentos. O custo total foi 1065,91 reais. Conclusões: Os benefícios visuais, educacionais, psicológicos e sociais na cirurgia e reabilitação da catarata congênita compensam os altos custos relacionados à mesma.

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TL 007
ESTRATÉGIA ADMINISTRATIVA PARA ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO DO PACIENTE USUÁRIO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NOS BAIRROS DA PERIFERIA DA CIDADE DE SÃO PAULO

Silvia Prado Smit Kitadai, Marinho Jorge Scarpi, Rita Maria Gullo, Fernanda Lapietra de Carvalho, Fernanda Gonçalves Martins Russi, Rosângela Gonçalves Martins Rizzo, Alessandro Claudio Cartocci, Alexandre Tomio Umino
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivos: 1º - Levantamento dos serviços existentes para atendimento oftalmológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e suas características quanto à complexidade nos bairros periféricos das regiões Norte, Leste e Sul da cidade de São Paulo. 2º - Propor estratégias de atendimento oftalmológico para paciente do SUS, com resolução, dinamismo e qualidade na própria região em que reside. Métodos: Trabalho multicêntrico aprovado pela Comissão de Ética da UNIFESP e realizado no período de 2001 a 2003 por 8 médicos oftalmologistas da III turma do Mestrado Profissionalizante/MBA que aborda sócio-geograficamente os bairros e correlaciona dados e indicadores representativos da situação de atendimento da saúde ocular pelo SUS nas regiões em questão. Resultados: Nos bairros estudados existem 35 consultórios com atendimento geral em oftalmologia com 112 oftalmologistas. Após análise correlacionando o número de habitantes e indicadores de doença ocular concluí-se que seriam necessários um total de 131 consultórios básicos para o atendimento da população residente nas regiões estudadas e o número de oftalmologistas para cobrir a demanda de consultas básicas seria de 374 e não 112 como existem no momento. Conclusões: 1) As regiões estudadas apresentam um déficit de 96 consultórios básicos e 262 oftalmologistas para atendimento geral (nível 1). Seriam necessários no mínimo 131 consultórios básicos, 374 oftalmologistas, um Centro de Atendimento Complexo (nível 3) e um Pronto-Socorro Oftalmológico em cada região estudada; resultando num total de 3 Centros de Atendimento Complexo e 3 Pronto-Socorros Oftalmológicos. 2) Devido à carência de serviços oftalmológicos SUS nos bairros estudados fica difícil estabelecer um fluxograma ideal para os pacientes nas regiões, que hoje são obrigados a se deslocar para o centro da cidade à procura de atendimento.

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TL 008
CIRURGIAS OFTALMOLÓGICAS DE ALTA COMPLEXIDADE - ANÁLISE DA VARIAÇÃO DOS CUSTOS ENVOLVIDOS EM CIRURGIAS DE RETINA E VÍTREO, CATARATA, EXCIMER LASER EM UMA CLÍNICA DE GRANDE PORTE DE SÃO PAULO E SUA RELAÇAO COM A VARIAÇÃO CAMBIAL

Walter Kenji Fukumoto, Renato Luiz Gonzaga, Marinho Jorge Scarpi
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar os custos das cirurgias que envolvem alta tecnologia: facoemulsificação, cirurgia refrativa, vitrectomia. E sua relação com a variação cambial e IGP-M. Material e Métodos: Analisamos os custos diretos e indiretos das cirurgias de facoemulsificação, LASIK e vitrectomia, obtendo os valores dos materiais necessários através da Revista Brasíndice e de notas fiscais referentes às compras e contas de condomínio, luz e telefone dos anos de 1998 a 2003. Demonstramos a variação do custo total das cirurgias e a perda de lucratividade decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar. Resultados: Houve, ao longo dos anos de 1998 a 2003, um crescimento vertiginoso dos custos diretos das cirurgias de LASIK, catarata e vitrectomia, devido a alta do dólar. Conclusão: A elevação dos custos se deu principalmente devido aos produtos importados. Este aumento foi diretamente proporcional ao aumento do dólar e não seguiu os índices de preços do Brasil.

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TL 009
TESTES CLÍNICOS PRÉ-OPERATÓRIOS SÃO NECESSÁRIOS EM FACECTOMIAS? ESTUDO DA ACUIDADE VISUAL FINAL
Maurício Abujamra Nascimento, Rodrigo Lira, Paulo Henrique Limeira-Soares, Nolvar Spessato, Newton Kara-José, Carlos Eduardo Leite Arieta
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Investigar se uma rotina de testes pré-operatórios sistêmicos para facectomias reduziram a ocorrência de complicações cirúrgicas oculares e estudar seu impacto na acuidade visual final. Métodos: O estudo foi desenvolvido no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, entre 10 de fevereiro de 2000 e 10 de janeiro de 2001. As cirurgias de catarata foram aleatoriamente selecionadas para serem precedidas por uma bateria de testes pré-operatórios (grupo de testes rotineiros) ou não precedidas por testes rotineiros (grupo de testes seletivos). Se o paciente foi sorteado para o grupo de testes seletivos, foi solicitado que nenhum teste pré-operatório fosse executado a menos que o paciente apresentasse um novo problema médico, ou piora de uma doença pré-existente, a qual requeresse os testes independentemente da realização da cirurgia. Para pacientes sorteados para o grupo de testes rotineiros, foram solicitados: eletrocardiograma, hemograma completo e glicemia de jejum. Complicações cirúrgicas oculares, acuidade visual melhor corrigida pré e pós-operatórias foram anotadas em formulário padronizado. Resultados: A amostra de 1.025 pacientes programada para ser submetida à cirurgia de catarata incluiu 513 sorteados para o grupo de testes seletivos e 512 sorteados para o grupo de testes rotineiros. A taxa cumulativa de complicações cirúrgicas oculares foi similar em ambos os grupos, 20,5% no grupo de testes rotineiros e 19,3% no grupo de testes seletivos (P = 0,624). A acuidade visual melhor corrigida pré e pós-operatória foi similar nos dois grupos (P = 0,999 na pré-operatória e P = 0,664 na pós-operatória). Conclusão: Uma rotina de testes clínicos pré-operatórios não reduzem a incidência de complicações cirúrgicas oculares e não influenciam na acuidade visual final.

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TL 010
DUO VISCX HPMC 2%® - PERDA DE CÉLULAS ENDOTELIAIS NA FACOEMULSIFICAÇÃO

Edison Ferreira e Silva, Beatriz Elisa Fernandes da Cunha Bandeira
Oftalmoclínica Icaraí – RJ

Objetivo: Comparar a perda de células endoteliais na cirurgia de facoemulsificação utilizando-se a HPMC 2% e a combinação de hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina. Estudo randomizado prospectivo. Método: Foram incluidas no trabalho 80 cirurgias de catarata por facoemulsificação, sendo 40 utilizando-se o HPMC 2% e 40 a combinação de hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina. Em todos os pacientes foi realizado o exame de microscopia especular no pré-operatório e 90 dias de pós-operatório. Resultados: A média celular pré-operatória não apresentou diferença estatística entre os dois grupos. A perda de células endotelias foi de 14,2% no grupo da combinação hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina e 18,78% no grupo da HPMC 2%. O resultado foi estatisticamente significativo entre os grupos (p= 0,047). Conclusão: A combinação hialuronato de sódio com sulfato sódico de condroitina se mostrou mais protetora das células endoteliais do que a HPMC 2% após 90 dias de pós-operatório na cirurgia de facoemulsificação com implante de LIO.

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TL 011
HISTOPATOLOGIA DA CÁPSULA POSTERIOR DO CRISTALINO EM ENDOFTALMITE CRÔNICA
Márcio Nehemy, Daniel Nehemy, Érika Magalhães, Rodrigo Botelho
Instituto da Visão / Universidade Federal de Minas Gerais

Objetivo: Estudar, através da microscopia óptica (MO), a cápsula posterior do cristalino, removida cirurgicamente em olhos com endoftalmite crônica, com a finalidade de detectar agentes infecciosos. Material e Métodos: Cinco pacientes com endoftalmite crônica foram submetidos a vitrectomia via pars plana com remoção da cápsula posterior do cristalino. Realizou-se a cultura para bactérias e fungos do material vítreo e da cápsula cristaliniana. A cápsula posterior do cristalino foi submetida à MO com coloração pela Hematoxilina-Eosina e pelo Gram. Resultados: Em três pacientes a cultura foi negativa e a MO demonstrou colônias bacterianas (Cocos Gram positivos) e um infiltrado inflamatório predominantemente mononuclear. Em um caso, a MO não mostrou alterações e a cultura evidenciou a presença de bactéria anaeróbia (Eubacterium lentum). Tanto a histologia da cápsula, quanto à cultura foram negativas em um dos casos. Conclusão: O estudo histopatológico da cápsula posterior do cristalino é útil para detecção de bactérias e permite confirmar o diagnóstico de endoftalmite infecciosa crônica, mesmo em presença de cultura negativa.

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TL 012
TÉCNICA DE IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR DOBRÁVEL HUMANA, PÓS FACOEMULSIFICAÇÃO EM CÃO
Antonio Carlos Lottelli Rodrigues, José Joaquim Titton Ranzani, Georgia Nadalini Rodrigues, Cláudia Valéria Seullner Brandão, Rosana Maria Oliveira Clark
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Os olhos dos cães, possuem diferenças em relação aos olhos humanos, como o maior diâmetro do saco capsular, e menor comprimento axial, necessidade de LIOs com alto valor dióptrico. No entanto motivados pela disponibilidade das LIOs dobráveis humanas e compatibilidade com pequenas incisões, o presente estudo objetivou descrever uma técnica que viabilize seu implante em cães, apesar destas dificuldades. Material e Método: Procedeu-se a facoemulsificação no olho direito de um cão, fêmea, da raça Poodle, 6 anos de idade, apresentando catarata madura bilateral, com implantação de 2 LIOs de silicone em "piggyback", posicionando-se as alças no sulco ciliar e realizando a captura das zonas ópticas na capsulorrexis. O animal foi avaliado com 1, 7, 14, 21, 28, 60 e 120 dias de pós-operatório (PO) no que se referiu a pressão intra-ocular, espessura e curvatura corneanas, posicionamento da LIOs e, aos 60 dias de PO, foi procedida a refração. Resultados: A pressão intra-ocular se manteve dentro dos limites de normalidade, o astigmatismo corneano final foi de -0,75 D, a paquimetria final apresentou ligeira elevação em relação ao olho contralateral não operado, as lentes se mantiveram centradas e a refração final medida pela retinoscopia foi +3,00 D. Conclusão: A técnica descrita permitiu o tratamento da afacia deste cão, utilizando LIOs dobráveis humanas de silicone.

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TL 013
INFLUÊNCIA DA POLIPSEUDOFACIA NA ACUIDADE VISUAL PARA PERTO

Fabio Henrique Ferraz, Antonio Carlos Lottelli Rodrigues, Silvana Artioli Schellini, Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Avaliar prospectivamente a propriedade multifocal do duplo implante e sua influência na acuidade visual para perto em pacientes submetidos a facoemulsificação com implante intra-ocular em "piggyback". Material e Método: 26 olhos foram submetidos a facoemulsificação com implante de LIO de silicone SI40NB, no HC de Botucatu, de maio de 2001 a maio de 2002. 13 olhos de 11 pacientes com comprimento axial entre 22,10 e 18,14 mm receberam implante em "piggyback" (G1) e 13 olhos de 10 pacientes com comprimento axial entre 24,13 mm e 21,15 mm receberam implante simples (G2). Os pacientes foram avaliados quanto à acuidade visual para longe sem correção, com correção e para perto com a melhor correção para longe. Resultados: Todos os pacientes do G1 apresentaram AV para longe sem correção menor que 20/30. No G2, houve igual distribuição da AV entre as categorias. Houve predomínio significativo do G2 sobre o G1 quando avaliados os olhos que apresentaram acuidade visual acima de 20/25, sem e com o uso da melhor correção. Analisando-se a acuidade visual para perto utilizando a melhor correção para longe, não houve diferença estatística entre os dois grupos. Conclusão: Os resultados obtidos não demonstraram propriedades multifocais com o uso do implante intra-ocular em "piggyback" com LIOs de silicone.

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TL 014
CATARATA TRAUMÁTICA - RESULTADOS VISUAIS E COMPLICAÇÕES
Alessandra Trad Souza Meirelles, Eduardo Sone Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Estudo prospectivo analisando os resultados visuais e complicações pós-operatórias de cataratas traumáticas. Materiais e Métodos: Estudados 30 pacientes portadores de catarata traumática, selecionados na Universidade Federal de São Paulo. Todos os pacientes se submeteram ao exame oftalmológico completo, gonioscopia, microscopia especular, biomicroscopia ultra-sônica (UBM), ultra-sonografia e topografia corneana. As cirurgias foram realizadas por um único cirurgião e com tempo mínimo de 3 meses após o trauma não sendo estas, em alguns casos, procedimentos primários. Resultados: Operados 30 olhos (30 pacientes) sendo 24 homens (80%) e 6 mulheres (20%). Os tipos de traumas foram 22 contusos (73,4%) e 8 perfurantes (26,6%). O "follow-up" foi de 3 meses a 2 anos (média 12 meses). Acuidade visual pré-operatória com correção foi de 20/40 ou melhor em 1 olho (3,3%), 20/50 a 20/100 em 3 olhos (10%) e 20/200 ou pior em 26 olhos (86,6%). No exame pré-operatório, além da catarata, foram encontrados: estrabismo em 4 olhos (13,3%), lesão corneana em 6 olhos (20%), iridectomia traumática com corectopia em 6 olhos (20%), recesso angular em 10 olhos (33%), glaucoma em 2 olhos (6,6%), hipotonia em 1 olho (3,3%), sinéquias anteriores ou posteriores em 3 olhos (10%) e subluxação do cristalino em 13 olhos (43%). As complicações pós-operatórias foram: processo inflamatório com intensa reação de câmara anterior e fibrina em 2 olhos (6,6%), aumento de pressão intra-ocular em 3 olhos (10%), descolamento de retina em 2 olhos (6,6%). Acuidade visual final com correção foi de 20/40 ou melhor em 13 olhos (43,3%), 20/50 a 20/100 em 7 olhos (23,4%) e 20/200 ou pior em 10 olhos (33,3%). Conclusão: Os pacientes alcançaram acuidade visual pós-operatória satisfatória com o implante de LIO, apesar das dificuldades cirúrgicas. Somente pacientes com lesões graves como descolamento de retina e ambliopia não se beneficiaram do procedimento cirúrgico.

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TL 015
FIXAÇÃO IRIANA DE LENTE INTRA-OCULAR DE CÂMARA POSTERIOR
Gustavo Victor, Regina Menon Nosé, Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital - SP / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Relatar a fixação iriana de LIO de câmara posterior (MA60BM) em dois olhos: um com subluxação de cristalino e outro com subluxação de LIO pós-trauma. Métodos: Estudo descritivo, onde se relata e discute a fixação iriana de LIO de câmara posterior, em quatro olhos: um com subluxação de cristalino, outro com subluxação de LIO pós-trauma e em AO de uma paciente afácica. Resultados: No caso 1, criança de 2,7 anos (Marfan) o exame refratométrico pré-operatório revelou: +10,00 DE –6,00 DC 90o em OD e +9,00 DE –5,50 DC 110o em OE. No 15º PO de cada olho observou-se câmara anterior sem reação inflamatória, Sidel negativo e erro refracional de +2,75 DE –1,25 DC 165o em OD e +1,50 DE –1,25 DC 180º em OE. No 30º PO acuidade visual avaliada pelo Teller foi de 20/400 em AO. Neste dia a mãe referiu que a criança estava mais ativa e participativa. O caso 2, sub-luxação de LIO pós-trauma em OE, a AVCC era: 20/150 em OE, e tinha PAM de 20/25. Após o reposicionamento da LIO, a AVSC foi de 20/25 nos 15º e 30º PO. No caso 3, implante secundário após afacia em AO, a refração era +14,00 DE –2,00 DC 90o (20/25) em OD e +13,00 DE –1,50 DC 110o (20/25 p) em OE. Após os implantes, do 30o dia ao décimo mês pós-operatório a AV foi OD: +1,00 DE –1,75 DC 90o (20/25) e OE: +0,75 DE –1,00 DC 90o (20/25). O exame de OCT nestes dois últimos olhos mostrou-se sem alterações. Conclusão: Os autores acreditam que a técnica empregada nos casos relatados constitui mais uma opção eficaz e segura na cirurgia de reposicionamento de LIO, na facectomia em cristalinos subluxados e em casos onde não há suporte capsular adequado. Entretanto outros estudos randomizados e prospectivos devem ser realizados para avaliar as vantagens e desvantagens desta técnica cirúrgica em relação às outras.

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TL 016
ASTIGMATISMO - CORREÇÃO CIRÚRGICA DURANTE A CIRURGIA DE CATARATA
Fernando Cunha, João Carlos Diniz Arraes, Marco Pólo Ribeiro, Rodrigo Almeida Santos, Ronald Cavalcanti
Fundação Altino Ventura – Recife – PE

Objetivo: Avaliar, de forma prospectiva, as incisões relaxantes no limbo durante a cirurgia de catarata para correção do astigmatismo pré-operatório. Pacientes e Métodos: Foi realizado um ensaio clínico com 16 pacientes que se submeteram a cirurgia de catarata, na Fundação Altino Ventura, no período entre abril e julho de 2002. Foram feitas incisões relaxantes no limbo (IRL), seguindo o nomograma modificado de Gills (1D – 1 IRL de 6mm; 1-2D – 2 IRL’s de 6mm; 2-3D – 2 IRL’s de 8mm). Resultados: O grupo de 2 IRL’s de 6mm conseguiu uma redução 88% do astigmatismo refracional (2DC para 0,25DC; p<0,001) e 57% do astigmatismo topográfico (1,78D para 0,76D; p<0,01). O grupo com 2 IRL’s de 8mm reduziu em 65% o astigmatismo refracional (2,55D para 0,9D; p<0,01) e 50% o topográfico (2,2D para 1,1D; p=0,01). O grupo de 1 IRL de 6mm não conseguiu redução significante do astigmatismo refracional nem topográfico. Em nenhum dos grupos houve alteração significante do eixo do astigmatismo. As médias das reduções aritmética e vetorial das refrações e topografias não apresentaram diferença significante. Não houve, ainda, complicações intra ou pós-operatórias. Conclusões: As incisões relaxantes limbares pareadas de 6 e 8mm mostraram-se seguras, previsíveis e eficazes para redução do astigmatismo corneano regular pré-operatório. A realização de 1 incisão relaxante limbar de 6mm não apresentou resultados satisfatórios.

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TL 017
CONHECIMENTOS SOBRE CATARATA POR PACIENTES NO PER OPERATÓRIO DE FACECTOMIA

Ana Claudia Munemori Mariushi, Silvia Regina Valgas, John Prochnau, Hamilton Moreira, Heloisa Helena Abil Russ
Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre catarata senil, cirurgia da catarata e orientações pré e pós-operatórias pelos pacientes que seriam submetidos à facectomia, portanto já orientados pelo oftalmologista. Métodos: Um único entrevistador aplicou um questionário estruturado em 70 pacientes do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e Hospital de Olhos do Paraná e as entrevistas foram realizadas na sala de dilatação, enquanto os pacientes aguardavam sua entrada no centro cirúrgico. Resultados: A idade variou de 53 a 91 anos, com média de 64,99 anos. 31,43% eram analfabetos e 68,57% declararam possuir 1º grau incompleto. 95,72% dos pacientes sabiam que apresentavam catarata, porém não conseguiam verbalizar corretamente a causa do embaçamento visual. 44,29% dos pacientes já sabiam que tinham catarata, entretanto não haviam procurado ajuda anteriormente e a principal causa alegada foi dificuldade de agendar consulta com especialista. Quanto ao pré-operatório, 45,71% dos pacientes foram bem orientados quanto ao uso de medicações contínuas. Em relação ao conhecimento sobre a cirurgia, 62,86% não sabiam o tipo de anestesia a ser utilizada, 51,43% não tinham conhecimento sobre a lente intra-ocular. Quanto ao pós-operatório, 71,43% estavam cientes da necessidade do uso de colírios após a cirurgia; 88,57% sabiam que teriam que retornar para novas consulta. Conclusão: Apesar da baixa escolaridade da população estudada, os conhecimentos sobre catarata foram satisfatórios. A maioria dos pacientes foi bem orientada quanto aos cuidados no pré e pós-operatório. No entanto, ficou demonstrada a falta de orientação sobre a técnica cirúrgica a ser utilizada.

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TL 018
COMPARAÇÃO ENTRE A DOR PROVOCADA PELA FACOEMULSIFICAÇÃO COM ANESTESIA TÓPICA E A PELA INFILTRAÇÃO PERIBULBAR SEM SEDAÇÃO

Roberto Pinto Coelho, João Weissheimer, Erasmo Romão, Antonio Augusto Velasco e Cruz
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto

Objetivo: Comparar a sensação de dor produzida pela anestesia peribulbar e pela facoemulsificação com anestesia tópica sem sedação. Métodos: Usando-se uma escala visual análoga de 10 níveis, mediu-se, em 21 pacientes, a sensação de dor provocada pela infiltração de anestésico peribulbar de 6 ml de uma solução com lidocaína a 2% e bupivacaína 0,5%. A mesma escala foi usada para se medir em outros 20 pacientes a dor provocada pela facoemulsificação com anestesia tópica, com colírio de tetracaína a 2%. Todas as cirurgias foram feitas pelo mesmo cirurgião com acesso "clear" córnea e implante de lente intra-ocular "in-the-bag". Não foi administrada qualquer outra medicação venosa ou via oral. Os escores de dor nos dois grupos estudados foram comparados pelo teste, não paramétrico, de Mann-Whitney U. Resultados: A distribuição dos escores de dor da facectomia com anestesia tópica variou de 0 a 5, com mediana igual a 2. A distribuição dos escores da infiltração peribulbar foi mais ampla, de 0 a 7, com mediana igual a 3. O teste de Mann-Whitney U, revelou que o "rank" médio do grupo da cirurgia com anestesia tópica (15,78) foi significativamente diferente do obtido com a infiltração peribulbar (25,98) (p = 0,0056). Conclusões: O desconforto durante a cirurgia de catarata com anestesia tópica é menor do que o causado pela anestesia peribulbar, quando não é feita sedação prévia.

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TL 019
FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR EM PACIENTES COM MIOPIA MODERADA-ALTA - RESULTADOS E COMPLICAÇÕES APÓS UM ANO DE SEGUIMENTO
Marco Antônio Rey de Faria, Daniel Alves Montenegro, Francisco Irochima Pinheiro, Fabiano Nunes Rocha
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivo: Apresentar os resultados e complicações observados após um ano nos pacientes com miopia moderada-alta submetidos à facoemulsificação com implante de lente intra-ocular para tratamento de catarata. Material e Método: Os autores convocaram 29 pacientes portadores de miopia moderada-alta operados por facoemulsificação com implante de lente dobrável, cujo valor dióptrico foi menor ou igual a 15 dioptrias. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião entre setembro de 2001 e abril de 2002. Foram avaliados o diâmetro ântero-posterior, a melhor visão corrigida pré e pós-operatórias, incidência de ruptura da cápsula posterior e perda vítrea intra-operatória, além da incidência de descolamento de retina, maculopatia, endoftalmite e capsulotomias no pós-operatório. Resultados: Dezesseis pacientes (25 olhos) compareceram para avaliação. A idade média dos pacientes foi 57,2 ± 12,36 anos. O tempo médio de pós-operatório foi de 15,88 ± 1,81 meses. O diâmetro ântero-posterior médio dos olhos operados foi de 27,62 ± 2,34mm. Onze olhos tiveram melhora, 12 olhos não tiveram mudança e apenas dois apresentaram piora importante da melhor visão corrigida no pós-operatório. Não houve ruptura da cápsula posterior, nem perda vítrea intra-operatória em nenhum caso. Um olho apresentou descolamento da retina no oitavo mês e outro teve edema macular cistóide do décimo terceiro mês pós-operatório. Não houve nenhum caso de endoftalmite, nem indicação de capsulotomia pós-operatória. Conclusões: A facoemulsificação com implante de lente intra-ocular apresentou resultados favoráveis e mostrou-se um procedimento com nível de segurança aceitável para o tratamento da catarata em pacientes com miopia moderada-alta.

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TL 020
Como retirar ponto com segurança após a facoemulsificação
Edélcio Vieira, Ruiz Simonato Alonso, Wantuil Ferreira de Souza Júnior, Mírian da Silva Azevedo
Clínica de Olhos Zona Oeste (COZO) - Rio de Janeiro - RJ

Objetivo: Descrever técnica de realização de retirada de ponto em córnea clara, na cirurgia de facoemulsificação evitando-se o contato da parte externa do fio com o meio intra-ocular. Método: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando 1.233 casos de retirada de ponto 1 ponto de mononylon 10.0 com laser de argônio. Resultado: Em 162 pacientes o tiro do laser atingiu o ponto epitelial, sendo necessários disparos extras para cortar o fio estromal e assim retirá-lo sem passar a parte externa do fio para o interior da córnea. Não ocorreu nenhuma complicação após a retirada do ponto. Conclusão: A retirada do ponto com a utilização do laser de argônio, atingindo a parte intra-estromal do fio, e puxando com uma pinça, sem que a parte epitelial rode para dentro do estroma tornando o procedimento totalmente asséptico, mostrando-se eficaz para evitar a infecção pós-retirada de ponto na cirurgia de catarata.

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TL 021
Capsulorrexis na Catarata Branca
Edélcio Vieira, Ruiz Simonato Alonso, Wantuil Ferreira de Souza Junior, Mirian da Silva Azevedo
Clinica de Olhos Zona Oeste - Rio de Janeiro - RJ

Objetivo: Descrever técnica de realização de capsulorrexis na catarata branca intumescente, evitando seu rasgo para o equador cristaliniano. Método: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando 48 casos de cataratas brancas intumescentes, nos quais foi realizada previamente a capsulorrexis, a injeção intracamerular de metilose a 4% e aspiração de córtex liquefeito anterior. A capsulorrexis foi confeccionada com pinça e ampliada em “espiral”. Resultado: Em dois pacientes ocorreu um rasgo parcial da capsulorrexis, durante a sua ampliação, sem que isso impedisse sua confecção final em capsulorrexis circular contínua. Em todos os casos, conseguiu-se evitar o rasgo da capsulorrexis para a periferia. Conclusão: A utilização da metil celulose a 4% e a realização da aspiração do córtex liquefeito previamente à realização da capsulorrexis com pinça, mostrou-se eficaz para impedir a “Síndrome da Bandeira Argentina”.

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TL 022
AVALIAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ATENDIDOS NO PROJETO CATARATA NA MICRORREGIÃO DO VALE DO ITAJAÍ
Daniella Steffen Araújo, Felipe Eing, Andresson Péricles de Melo Figueiredo, Gustavo da Silva Lima, Paulo César de Campos Ferreira
Universidade do Vale do Itajaí – SC

Objetivo: Traçar um perfil epidemiológico dos pacientes operados através do Projeto Catarata na Clínica Oftalmos Associados atendendo a microrregião do Vale do Itajaí. Material e Método: Estudo prospectivo com 261 pacientes e 443 olhos operados de catarata pela técnica de facoemulsificação entre outubro de 2002 e janeiro de 2003. Foram investigadas as variáveis: sexo, idade, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, perfil sócio-econômico, possuidores de plano de saúde privado e o tempo de espera para realização da cirurgia, através de questionário direcionado. Resultado: Observou-se que desses 261 pacientes, 148 (56,7%) eram do sexo masculino e 113 (43,3%) do feminino. A idade média dos pacientes foi de 66,8±9,6 anos variando entre 11 e 95 anos. Entre os pacientes avaliados 31 (11,8%) apresentavam diabetes melitus e 43 (16,4% hipertensão arterial sistêmica. Avaliando-se o perfil sócio-econômico 139 (53,2%) eram aposentados, 24 (9,1%) desempregados e 33 (12,6%) donas de casa; totalizando 196 (74,9%) a população economicamente inativa. Além disso, a renda familiar média era de 2,6 ± 0,6 salário mínimos, variando entre 1 e 8 salários mínimos. Três por cento dos pacientes possuíam plano de saúde privado. O tempo médio decorrido entre o diagnóstico e a cirurgia foi de 18 ± 0,5 meses variando entre 6 e 96 meses. Conclusão: O perfil epidemiológico dos pacientes atendidos é muito importante para direcionar programas de reabilitação visual relacionados com a catarata. Na microrregião do Vale do Itajaí o tempo de espera para a cirurgia de catarata foi considerado alto como reflexo da demanda reprimida. A grande maioria dos pacientes que procuram atendimento pelo projeto catarata não são portadores de plano de saúde.

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TL 023
PARTICIPAÇÃO DOS CANAIS DE CÁLCIO NA RESPOSTA CONTRÁTIL MEDIADA PELO CARBACOL EM ÍRIS ISOLADA DE BOI
Eduardo Cordeiro dos Santos Júnior, Rodrigo Medeiros, Astor Grumann Júnior, João Batista Calixto
Hospital Regional de São José – SC / Universidade Federal de Santa Catarina

Objetivo: Avaliar o papel do cálcio (Ca) na contração induzida pelo carbacol (Cb) na íris de boi (IB). Materiais e métodos: As íris foram montadas em cubas contendo solução nutritiva a 37oC, pH 7,4. Contrações foram registradas em polígrafo. Foram realizadas curvas cumulativas contráteis ao Cb (1nM-10µM) na ausência ou presença de um dos seguintes inibidores: níquel (Ni), nifedipina (Nif), flunarizina (Flu), thapsigargina (Tps), conotoxina (Cnx) e tetrodotoxina (Ttx). Os resultados foram expressos em relação à contração causada pela solução de KCl (80mM). Resultados: A ausência de cálcio na solução nutritiva resultou em redução na contração induzida pelo Cb (96±5%), sendo a mesma totalmente recuperada após re-introdução de cálcio na solução nutritiva. A incubação das preparações com Ni (bloqueador de canais de Ca dependentes de voltagem, CCDV) em diferentes concentrações (1mM, 3mM ou 10mM), inibiu significativamente (5±3%, 34±4% e 72±6%, respectivamente) a resposta contrátil ao Cb. A utilização de Nif (antagonista CCDV tipo L, 10µM) resultou em 27±5% de redução na contração mediada pelo Cb. Por outro lado, a utilização de Flu (antagonista CCDV tipo T, 1µM) e Cnx (antagonista CCDV tipo N, 1µM) não alterou a contração iriana. A pré-incubação das preparações com Tps (depletor Ca de estoque intracelular, 1µM), reduziu em 30±7% a resposta contrátil ao Cb. A utilização de Ttx caracterizou-se por não alterar a contração na IB. Discussão/Conclusões: A resposta contrátil mediada pelo Cb na IB parece ser dependente do influxo de Ca a partir de CCDV do tipo L, porém não dependente de CCDV tipo T e N. Além disso, parece ocorrer a participação de estoques intracelulares de Ca a partir do retículo endoplasmático.

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TL 024
Cirurgia de catarata em pacientes com único olho funcional
Carlos Eduardo Souza, Fabio Henrique Casanova, Graciella Silva da Conceição, Eduardo Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar pacientes com único olho funcional submetidos à cirurgia de catarata por um único cirurgião, no período de novembro de 2001 a fevereiro de 2003. Métodos: Estudo prospectivo avaliando idade, sexo, causa da deficiência visual no olho contralateral, técnica anestésica, técnica cirúrgica, melhor acuidade visual corrigida pré e pós-operatória, doenças oculares associadas, complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico, e tempo de seguimento. Resultados: Vinte pacientes foram estudados, sendo 15 mulheres e 5 homens com idade média de sessenta e sete anos. A principal causa de deficiência visual no olho contralateral foi trauma ocular. Dezesseis pacientes obtiveram melhor acuidade visual corrigida de 20/40 ou melhor na tabela de Snellen na avaliação pós-operatória final. Quinze pacientes apresentavam doenças oculares associadas. Ruptura de cápsula posterior ocorreu em dois pacientes, e endoftalmite em um. O tempo médio de seguimento foi de sete meses. Conclusão: Cirurgia de catarata em pacientes com único olho funcional é um procedimento seguro, com bons resultados quando realizada por cirurgião experiente.

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TL 025
Agentes causadores de endoftalmite pós-cirurgia de catarata e sensibilidade antibiótica - Revisão de 8 anos
Liang Shih Jung, Licia Cristina Vago Matieli, Lilian Emi Ohkawara, Ana Luisa Hofling-Lima, Eduardo Sone Soriano, Maria Cecilia Zorat Yu
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Determinar o espectro microbiológico e a sensibilidade antiobiótica dos agentes causadores de endoftalmite pós-cirurgia de catarata. Método: Estudo retrospectivo a partir de prontuários de pacientes submetidos à cirurgia primária de catarata de 1995 a 2002. Resultados: A incidência de endoftalmite pós-operatória foi de 71 casos em 25657 cirurgias. 73% dos agentes foram bactérias Gram positivas, 19,7% de Gram negativos, e 7% de fungos. Cocos Gram+ foram mais sensíveis a vancomicina, ceftriaxona e ofloxacina. Todos os agentes Gram- foram 100% sensíveis a amicacina, ciprofloxacina e ofloxacina. Conclusão: Os agentes Gram positivos foram os responsáveis pela maioria dos casos de endoftalmite pós-operatória, ofloxacina, ciprofloxacina e vancomicina são os medicamentos mais adequados para o tratamento empírico inicial.

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TL 026
A Tecnologia WhiteStar - Uma Visão Brasileira
Liang Shih Jung, Sergio Henrique Teixeira, Oscar Ricardo Rivera Gonçalves, Fabio Henrique Cacho Casanova, Lincoln Lemes Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Analisar o período pós-operatório precoce de facoemulsificação utilizando a tecnologia WhiteStar. Métodos: Trinta pacientes foram separados em 3 grupos: uso de Whitestar e incisão clear-cornea de 2,75mm; WhiteStar e duas incisões de 1,4mm; sem WhiteStar e 2,75mm. Resultados: Após 7 dias, 100% dos pacientes apresentaram acuidade visual melhor que 20/40. Edema corneano moderado foi encontrado em todos os olhos um dia após a cirurgia. O tempo equivalente de faco foi menor no grupo 2 (p<0,01), porém o tempo de cirurgia foi maior e maior volume de BSS foi utilizado (p<0,05). Não existem diferenças estatisticamente significantes com relação à paquimetria. Conclusão: Todos os pacientes tiveram à normalização da paquimetria na primeira semana pós-operatória.

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TL 027
IMPLANTE DE LENTES INTRA-OCULARES DOBRÁVEIS POR "PIGGYBACK" EM ALTOS HIPERMÉTROPES

Gerson Lopez Moreno, Elisabete Naomi Hara, Eduardo Sone Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Descrever os resultados dos pacientes submetidos à facoemulsificação pela técnica de "piggyback" em altos hipermétropes com catarata. Material e método: Estudo retrospectivo, séries de 12 casos do Instituto da Catarata, Departamento de Oftalmologia, Escola Paulista de Medicina, entre janeiro/2000 a fevereiro/2003, submetidos à facoemulsificação com implante de LIO por "piggyback". As seguintes variáveis foram analisadas: acuidade visual pré-operatória corrigida (BCVA), equivalente esférico refracional, comprimento axial, ceratometria, biometria e resultado cirúrgico. Resultado: A média de equivalente esférico pré-operatório foi +6,08±1,93 D. O BCVA pré-operatório variou de movimento de mãos para 20/30. A média do comprimento axial foi de 19,9±0,66mm. O cálculo da LIO foi realizado com biômetro ultra-sônico da Alcon (modelo - OCUSCAN) e HUMPHREY (modelo 820). A fórmula para cálculo de LIO utilizado foi a Hoffer Q. Foram implantadas lentes acrílicas em 10 olhos e em 2 olhos, lentes de silicone. Dez dos 12 olhos (83,33%) obtiveram melhora da acuidade visual, enquanto 2 (16,66%) olhos mantiveram a acuidade visual pré-operatória. O BCVA pós-operatório variou de conta-dedos a 1 metro a 20/25. A média de equivalente esférico pré-operatório (SER) reduziu de +6,08D para -1,97D. Pacientes submetidos à biometria ultra-sônica pelo Ocuscan apresentaram hipercorreção, e a média SER foi de -2,71±0,98D. Por outro lado, pacientes que foram submetidos à biometria pelo Humphrey apresentaram hipocorreção, média de SER +0,28±2,12D. Discussão: O implante de duas ou mais LIOs no saco capsular, pela técnica de "piggyback", é uma boa opção na correção de altas hipermetropias e catarata. Em nosso estudo, o Ocuscan mostrou tendência a erro miópico, e Humphrey a erro hipermetrópico.

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TL 028
Facoemulsificação do primeiro e segundo olho - critérios de indicação e resultados

Ana Catarina Delgado de Souza, Rita Flávia Araújo Nicodemos, Catarina Ventura, João Eudes Tavares, Carlos Teixeira Brandt
Fundação Altino Ventura – Recife - PE

Objetivo: Comparar critérios de indicação, complicações intra e pós-operatórias, resultados visuais obtidos e intervalo de tempo entre cirurgias do primeiro e segundo olho submetidos à facoemulsificação durante curva de aprendizado de um cirurgião. Material e métodos: Estudo prospectivo de 96 olhos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata bilateral, pela técnica de facoemulsificação, no período de abril/2001 a março/2002, de forma consecutiva, por um residente do terceiro ano. A mesma técnica cirúrgica foi realizada e implantada lente intra-ocular de 5,5mm de zona óptica em todos pacientes. Na análise estatística foram utilizados os testes: Qui-quadrado, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, comparações múltiplas de Dunn e “t” de Student. Todos foram bicaudais e considerados significantes quando p<0,05. Resultados: Houve evidência de que a indicação cirúrgica foi realizada mais precoce no segundo olho, ou seja, com melhor acuidade visual que o primeiro olho (p=0,016). O tempo médio de facoemulsificação do primeiro olho operado foi significantemente maior que o do segundo olho (p=0,026). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao grau de catarata, doença ocular prévia, a acuidade visual final e equivalente esférico médio. As complicações intra e pós-operatórias apresentaram incidências menores no segundo olho, apesar de não alcançar significância estatística. O intervalo de tempo entre a cirurgia do primeiro e segundo olho foi significativamente menor ao longo dos trimestres (p<0,001). Conclusões: Neste estudo, os pacientes foram submetidos à cirurgia do segundo olho mais precocemente (melhor acuidade visual e menor intervalo de tempo entre as duas cirurgias), apresentaram tempo de facoemulsificação menor e tendência a terem menores complicações intra e pós-operatórias.

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TL 029
Curva de aprendizado em 160 cirurgias de facoemulsificação ao longo de um ano, realizadas por um residente
Ana Catarina Delgado de Souza, André Luís Gonçalves de Souza, Catarina Ventura, Alexandre Ventura, Carlos Teixeira Brandt
Fundação Altino Ventura / Hospital de Olhos Santa Luzia - PE

Objetivo: Avaliar a curva de aprendizado nas 160 primeiras facoemulsificações realizadas durante o terceiro ano de residência. Material e método: Estudo prospectivo de 160 pacientes submetidos à cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação, de forma consecutiva. O período foi dividido em quatro trimestres e o formulário pré-estabelecido foi preenchido, pelo cirurgião. A mesma técnica cirúrgica foi realizada e implantada uma lente intra-ocular de 5,5mm de zona óptica em todos os pacientes. Na análise estatística foram utilizados os testes: Qui-quadrado, Kruskal-Wallis, ANOVA e teste de tendência linear (significantes quando p< 0,05). Resultados: A variação do tempo médio de facoemulsificação ao longo dos trimestres apresentou tendência linear decrescente significante (p<0,001). 28 olhos (17,0%) apresentaram problemas intra-operatórios sem significância estatística, ao longo dos trimestres, apesar de ter apresentado decréscimo seguido de aumento no último trimestre. A tendência crescente de casos sem complicações pós-operatórias ao longo do tempo alcançou significância estatística (p=0,005). Conclusões: Os resultados sugerem que com treinamento apropriado e supervisão, residentes do terceiro ano tem condições de realizar a facoemulsificação de forma segura e satisfatória, embora encontre mais dificuldades no primeiro trimestre. Apesar de não apresentar significância estatística, há uma tendência de elevar o número de complicações intra-operatórias após certo tempo de experiência cirúrgica, provavelmente decorrente de excesso de autoconfiança associados à realização de casos mais difíceis.

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TL 030
EFICÁCIA DO EXAME SUPER "PINHOLE" EM ESTIMAR A MELHORA DA ACUIDADE VISUAL PÓS-FACECTOMIA

Simone Alcântara, Rodrigo de Britto Pavanelli, Thaís Aparecida Loureiro da Silveira, Flávio Rezende
Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados - Rio de Janeiro - RJ

Objetivo: Avaliar a eficácia do exame super "pinhole" (sph) em prever a melhora da acuidade visual após a cirurgia de catarata. Material e Métodos: Foram avaliados 87 olhos submetidos a facoemulsificação realizadas por um único cirurgião, no período de janeiro a dezembro de 2002. Foram comparadas a acuidade visual (AV) pré-operatória com a medida com o sph e a AV medida no sph com a AV pós-operátoria trinta dias após a cirurgia. Resultados: 84 olhos (96,56%) tiveram a AV com o sph melhor do que a AV pré-operatória, 2 olhos (2,30%) tiveram a AV com sph igual à AV pré-op. e 1 olho (1,14%) teve a AV com o sph pior que a AV pré-op.; 45 olhos (51,72%) tiveram a AV pós-operatória melhor que a medida com o sph, 29 (33,33%) tiveram a AV pós-op. igual à AV com o sph e 13 olhos (14,95%) tiveram a AV pós-op. pior que a obtida com o sph. Conclusão: O exame super "pinhole" demonstrou ter boa eficácia em estimar a melhora da AV após cirurgia de catarata, em 84,85% dos olhos a AV final foi igual ou melhor a AV com o sph.

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TL 031
CULTURA PRIMÁRIA DE CÉLULAS EPITELIAIS DE CRISTALINO HUMANO COM O USO DE INSULINA
Magda Massae Hata Viveiros, Isabel Anunciação Neves dos Santos, Yara Michelacci, Eduardo Sone Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Desenvolver uma técnica simples e reprodutível para o cultivo das células epiteliais de cristalino humano (CECH). Material e Métodos: Foram estudadas as culturas de CECH obtidas de 118 pacientes portadores de catarata, operados na UNIFESP-EPM. Foram testadas cinco técnicas de cultivo celular primário das CECH: cultivo de cápsulas anteriores íntegras em placas de Petri (Grupo IP) e em multiwells de 24 poços (Grupo IM), cultivo de cápsulas anteriores cortadas em placas de Petri (Grupo CP) e em multiwells de 24 poços (Grupo CM), cultivo de cápsulas anteriores íntegras em multiwells de 24 poços com a suplementação de insulina ao meio nutritivo (Grupo Ins). As cápsulas anteriores foram colhidas durante a realização da cirurgia de catarata. Utilizamos o meio nutritivo F-12 suplementado com soro fetal bovino (SFB) a 20%, com penicilina e estreptomicina em todas as técnicas com exceção da última, onde também acrescentamos insulina NPH-100. O processamento foi realizado sob fluxo laminar, em condições de assepsia e a incubação foi feita em estufa umidificada a 37°C, com 2,5% de CO2. O meio nutritivo foi trocado a cada três ou quatro dias nas técnicas onde não utilizamos a insulina e a cada dois dias nestes últimos casos. Resultados: Grupo IP: as células epiteliais não migraram da cápsula e não se aderiram à placa. Grupo IM: as células migraram e se aderiram, mas não proliferaram. Grupo CP e Grupo CM: houve maior resposta que as anteriores quanto à migração e aderência celular, porém não foi possível conseguir uma camada de células confluentes devido à baixa proliferação celular. Grupo Ins: houve migração, aderência, proliferação e confluência celular. Conclusão: A técnica do cultivo primário de CECH com o uso de insulina permite a migração, aderência, proliferação e confluência celular, podendo ser usada rotineiramente.

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TL 032
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA BIOMETRIA ULTRA-SÔNICA COM O USO DA FÓRMULA SRK-T EM OLHOS SUBMETIDOS A FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LENTE NO SACO CAPSULAR

Honassys Rodrigues Rocha Silva, André Luis Carvalho de Moura Bastos, Gustavo Araújo Covolo, Humberto Castro Lima, Roberto Alexandre Fonseca
Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira (IBOPC) / Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Objetivo: Avaliar a eficácia da biometria ultra-sônica, quando se utiliza a fórmula SRK-T nos pacientes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação e implante de lente intra-ocular no saco capsular, no IBOPC. Material e Métodos: Utilizamos a biometria ultra-sônica, fórmula SRK-T. As ceratometrias foram realizadas por método automático, com o ceratômetro Topcon série 9000; utilizou-se o modo automático de captação das medidas axiais, dez por olho; tanto a ceratometria, quanto à biometria foram realizados pelo mesmo oftalmologista; foram incluídos todos os olhos com diagnóstico de catarata, submetidos a facoemulsificação entre março de 2001 e dezembro de 2002, e excluídos aqueles que apresentavam círculos irregulares a ceratoscopia ou lente implantada fora do saco capsular; analisaram-se os dados contidos numa ficha que foi anexada em cada prontuário dos pacientes em estudo, os quais eram: 1) o equivalente esférico previsto na biometria para a lente implantada; 2) rotura capsular; 3) posição da lente intra-ocular; 4) equivalente esférico da refração pós-operatória; os resultados foram divididos em três grupos: grupo 1 – aqueles com refração obtida com variação entre 0 e ±0,75 D; grupo 2 - aqueles com refração obtida com variação entre ±0,76 e ±1,50 D e grupo 3 - aqueles com refração obtida com variação maior que ±1,50 D. Resultados: Foram selecionados 116 biometrias, de 62 pacientes; destas foram excluídas 59; no grupo 1, enquadraram-se 45 biometrias; no grupo 2, 10 e, no grupo 3, 2. Conclusão: A biometria ultra-sônica realizada de forma criteriosa, com o uso da fórmula SRK-T, apresenta resultados confiáveis em relação à predição do equivalente esférico pós-operatório.

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TL 033
AVALIAÇÃO DE CONCORDÂNCIA DE DIAGNÓSTICO DE CATARATA ATRAVÉS DO COEFICIENTE DE CONCORDÂNCIA KAPPA

Janaína Damaris Oliveira Alves, Flavio Eduardo Hirai, Alexandre Ryuzo Shinzato, Clóvis de Araújo Peres
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Analisar a concordância de diagnóstico de catarata entre dois observadores independentes, ambos médicos oftalmologistas. Material e Método: A avaliação de catarata foi empregada de acordo com o critério de “Wilmer grading system”, analisando três tipos de catarata: nuclear, cortical e subcapsular posterior. Foram analisados uma amostra de 101 indivíduos da população nipo-brasileira da cidade de Bauru, todos com o diagnóstico prévio de diabetes mellitus. Para o estudo estatístico foi utilizado o coeficiente de concordância kappa, tanto o método do kappa positivo quanto o método do kappa negativo. Resultado: Foi constatada uma ótima concordância entre os observadores no diagnóstico de qualquer tipo de catarata. Para a concordância isolada de cada tipo de catarata, obtivemos concordância ótima para os tipos cortical e subcapsular posterior e uma boa concordância para o diagnóstico de catarata nuclear. Conclusão: nos resultados de diagnóstico de catarata. Assim, o uso do critério de “Wilmer grading system”, baseado na avaliação de concordância, concluímos que existe reprodutibilidade entre observadores aumentou a credibilidade do diagnóstico para definir a presença ou não de catarata e seu grau de opacificação.

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TL 034
COMPARAÇÃO ENTRE PAQUIMETRIA POR ESCANEAMENTO EM FENDA (ORBSCAN®) E ULTRA-SÔNICA
Otávio Siqueira Bisneto, Alexandre Lass Siqueira, Osny Sedano Filho, Hamilton Moreira
Hospital de Olhos do Paraná

Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medidas paquimétricas obtidas através da paquimetria ultra-sônica e do Orbscan II® em pacientes candidatos à cirurgia refrativa na rotina de nosso serviço. Métodos: Avaliou-se neste trabalho a espessura corneana central de pacientes candidatos a cirurgia refrativa. Os exames foram realizados sempre pelo mesmo examinador através de paquímetro ultra-sônico Sonomed 200P®, sob anestesia tópica com cloridrato de proximetacaína (Anestalcon®) e através de paquimetria de não contato no aparelho Orbscan II®. Para a comprovação do objetivo levantado neste trabalho foram utilizados os testes paramétrico “t de Student”, não pareado, através do software “Primer of Biostatistics®” e os não-paramétricos “Qui-Quadrado” e “Exato de Fisher” pelo software Epi-Info®. O nível de significância (probabilidade de significância) adotado foi menor que 5% (p<0,05). Resultados: O estudo envolveu 16 pacientes, sendo avaliados 29 olhos. No grupo Orbscan II® a média dos resultados paquimétricos foi de 514,9 ± 34 µm, variando de 430 a 570 µm. No grupo da paquimetria ultra-sônica a média dos resultados foi de 535,4 ± 36,7 µm, variando de 443,4 µm a 585,4 µm. Na comparação entre os aparelhos observa-se diferença significativa, ou seja, o Orbscan II® apresentou valores paquimétricos mais baixos que o paquímetro ultra-sônico (514,9±34,0 x 535,4±36,7) (p=0,031). Conclusão: Conclui-se que os dados paquimétricos obtidos pelo paquímetro ultra-sônico e pelo Orbscan II® não são comparáveis e assim, pacientes que necessitem de seguimento devem ter sua espessura corneana avaliada sempre no mesmo aparelho.

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TL 035
ANÁLISE E COMPARAÇÃO DAS PAQUIMETRIAS - ÓPTICA (ORBSCAN E MICROSCÓPIO ESPECULAR) X ULTRA-SÔNICA
Alessandra Peltier de Queiroz Urbano de Souza, Andréia Peltier de Queiroz Urbano de Souza, Ivan Roque Urbano de Souza
Clivan – Instituto de Oftalmologia – Salvador – BA

Objetivo: Determinar e comparar os resultados das medidas das espessuras corneanas obtidas através das paquimetrias ópticas (Orbscan e microscópio especular) com as medidas da paquimetria ultra-sônica. Material e Métodos: Foram realizadas três medidas das espessuras corneanas de 67 olhos de 35 pacientes candidatos à cirurgia refrativa, no pré-operatório do LASIK (Laser in situ Keratomileusis), durante o período de setembro a dezembro de 2002, no Instituto de Oftalmologia – Clivan. Todos os pacientes foram examinados primeiramente com o microscópio especular de não-contato (Topcon SP 2000P) e, em seguida, com a paquimetria ultra-sônica (Sonomed 200P). O exame com o Orbscan II Z foi realizado em outro dia. Resultados: A média de idade dos pacientes foi 32,49 + 8,57 anos, sendo 65,70% da amostra composta de pacientes do sexo feminino. Os valores das medidas corneanas centrais obtidos com o microscópio especular, paquimetria ultra-sônica e orbscan foram, respectivamente, 536,84 + 34,87µ, 539,27 + 35,14µ e 547,37 + 37,64µ. Houve correlação estatística entre os três exames das medidas das espessuras corneanas centrais (orbscan x ultra-sônica e microscopia especular x ultra-sônica) de acordo com o teste de correlação de Pearson (r = 0,952 e 0,972, respectivamente, com p< 0,05). Conclusão: O estudo mostra que há correlação estatística entre os exames das espessuras corneanas através das paquimetrias ópticas e ultra-sônica. Os três procedimentos revelaram ser seguros e reprodutíveis.

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TL 036
AVALIAÇÃO DA ESPESSURA CORNEANA ATRAVÉS DA PAQUIMETRIA ULTRA-SÔNICA E ORBSCAN II
Canrobert Oliveira, Rodrigo Castro Garcez, Rodrigo Tamietti Durães, Rodrigo Vaz Queiroz, Mário Jampaulo de Andrade
Hospital Oftalmológico de Brasília - DF

Objetivo: Comparar os resultados da paquimetria corneana obtida pelos métodos ultra-sônico (Humphrey Inc.) e óptico computadorizado (Orbscan II, Orbtek, Inc.) em pacientes virgens e em pacientes que se submeteram ao LASIK. Material e Métodos: Foram estudados 338 olhos de 169 pacientes atendidos no setor de Cirurgia Refrativa do Hospital Oftalmológico de Brasília. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: Grupo 1, pacientes virgens (294 olhos); Grupo 2, pacientes após LASIK (44 olhos). As medidas foram obtidas primeiramente pelo método de Orbscan II e, então, pelo paquímetro ultra-sônico Humphrey modelo 855. Foi utilizado o método t de Student pareado, com valor p<0,001. Resultados: A espessura corneana média encontrada pelo Orbscan II foi inferior em ambos os grupos, sendo estatisticamente significativa (p< 0,001). A diferença média da paquimetria no Grupo 1 foi 9,63 µm e, no Grupo 2, foi 16,51 µm. Conclusão: O método do Orbscan II oferece algumas vantagens, tais como informações adicionais sobre a córnea, rapidez, boa reprodutibilidade, menor dependência do operador e não exigir contato com a córnea. Os valores da paquimetria obtidas com Orbscan não podem ser comparados ao paquímetro ultra-sônico, sendo útil o emprego associado desses métodos para a avaliação dos candidatos a cirurgia refrativa.

 
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