PAINÉIS
Volume 66 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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ANIRIDIA - RELATOS DE CASOS

Lívia Lira da Cruz Gouveia, Carlos Aldir Ferraz Pinheiro
Instituto Bahiano de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira

Objetivo: Estudar sobre aniridia. Entidade clínica rara, analisada através do relato de sete casos, ressaltando a necessidade do conhecimento desta patologia para a prevenção de alterações oftalmológicas e sistêmicas irreversíveis. Material e Método: Foram estudados 14 olhos de 7 pacientes com aniridia congênita. Avaliados através de exame oftalmológico, mapeamento de retina, gonioscopia, angiofluoresceinografia, ultra-sonografia de abdome total, urografia excretota, tomografia computadorizada, ressonância magnética, biópsia de gânglios linfáticos abdominais e biópsia renal, estudo anatomo-patológico. Resultado: Todos os pacientes apresentavam aniridia bilateral, cinco com aniridia parcial, um com aniridia parcial em um olho e total no contralateral e um com aniridia total bilateral em ambos os olhos. Cinco dos sete pacientes apresentavam-se com catarata, um destes bilateralmente e quatro com catarata unilateral. Luxação do cristalino estava presente em todos os pacientes. Um paciente apresentava tumor de Wilms unilateral, um paciente com tumor renal bilateral e suspeita de síndrome de Danys-Drash. Conclusões: Este estudo demonstra a importância do diagnóstico precoce, da avaliação oftalmológica e da investigação clínica de alterações sistêmicas graves que costumam acompanhar esta patologia.

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CONHECIMENTO DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL EM RELAÇÃO AOS SINAIS E SINTOMAS DE DIFICULDADE VISUAL DO ALUNO

Maria Elisabete Rodrigues Freire Gasparetto, Edméa Rita Temporini, Keila Miriam Monteiro de Carvalho, Newton Kara-José
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivos: 1) Verificar o conhecimento de professores do ensino fundamental em relação aos sinais e sintomas que podem indicar dificuldade visual do aluno; 2) Verificar se há associação entre as variáveis: série escolar lecionada e conhecimento desses sinais e sintomas. Material e Métodos: Realizou-se estudo transversal analítico, entre professores do ensino fundamental de 23 escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Campinas / SP, que atuavam com alunos com baixa visão em 1999. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. Resultados: De 84 professores atuantes, 68 (81,0%) responderam o questionário. A média de tempo de experiência profissional de magistério foi de 20,8 anos. A maioria (92,6%) não relatou formação específica na área da deficiência visual. Em relação ao conhecimento sobre sinais e sintomas, foram mais apontadas: dificuldade para ler na lousa (94,1%), cefaléia (89,7%) e aproximação exagerada dos objetos aos olhos (88,2%). Observou-se associação significante entre a série escolar lecionada e a indicação de: lacrimejamento (p £ 0,003); vesguice (p £ 0,024); tremor dos olhos (p £ 0,010) e aproximação exagerada dos objetos aos olhos (p £ 0,017). Conclusão: Os professores declararam conhecer sinais e sintomas indicativos de dificuldade visual. Esse conhecimento mostrou-se associado à série escolar no que se refere ao lacrimejamento, vesguice, tremor dos olhos e aproximação exagerada dos objetos aos olhos. Embora tenha se observada presença de conhecimento entre os professores, certos sinais que evidenciam problemas foram pouco apontados. Indica-se a necessidade de implementação e reforço no preparo de professores em saúde ocular.

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P 219
Consultorias oftalmológicas em Complexo Hospitalar no Sul do Brasil

Michel Manica, Luciano Porto Bellini, Zélia Maria da Silva Corrêa, Ítalo Mundialino Marcon
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

Objetivos: Traçar um perfil epidemiológico dos pacientes atendidos nas consultorias oftalmológicas prestadas no Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Porto Alegre, durante um ano. Material e Métodos: Através de estudo transversal foram avaliadas, retrospectivamente, as consultorias atendidas durante o período de julho de 2001 a julho de 2002. Resultados: Foram prestadas 602 consultorias no período estudado. A maioria dos pacientes foi do sexo feminino (60%), idade média 44,36 ± 20,66 anos. A grande maioria dos atendimentos solicitados foram do Sistema Único de Saúde – 89,7%. Quanto ao grupo étnico a maioria era branca, 71,8%. Um dado importante foi que 41 atendimentos tinham menos de 1 ano de idade. Discussão: Os resultados apresentados mostram a importância de a residência médica ser feita em um hospital-escola onde a interação entre as especialidades médicas promove um conhecimento de diversas doenças sistêmicas que envolvem a oftalmologia. Uma parcela das avaliações são os pacientes com DM II (28%), sugerindo a importância dessa doença em nosso meio, devido ao potencial para desenvolver retinopatia diabética (RD). A faixa etária da maior parte dos encaminhamentos (31 a 60 anos) é a da população economicamente ativa, na qual os casos de cegueira implicam em um aumento considerável de custos econômicos e sociais. Assim, a prevenção e o tratamento especializados revelam uma melhoria da qualidade de vida e diminuição dos custos socio-econômicos. Um número considerável de encaminhamentos de crianças com menos de 1 ano de idade mostra a preocupação dos neonatologistas na investigação da retinopatia da prematuridade (RP). Conclusões: A identificação do perfil dos pacientes atendidos nas consultorias no Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Poto Alegre se mostrou de grande utilidade para o aprimoramento dessa forma de atendimento e enriquecimento da formação do futuro oftalmologista.

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P 220
ENUCLEAÇÃO DO GLOBO OCULAR - ESTUDO DE 63 CASOS

Paulo de Tarso P. Pierre Filho, Maurício Abujamra Nascimento, Marcelo Torigoe
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Determinar as causas de enucleação do globo ocular no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-UNICAMP). Métodos: Foram estudados 63 olhos de 63 pacientes submetidos à cirurgia de enucleação, num período de 5 anos (1998-2002). Todos os olhos foram submetidos a estudo histopatológico. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 29,2 anos. A faixa etária mais envolvida foi a de 0-5 anos (33,3%), seguida da faixa de maior de 60 anos (20,6%). Não houve um predomínio significativo entre os sexos e quanto ao olho acometido. Observou-se que as causas que mais levaram à enucleação foram: retinoblastoma (27%), melanoma de coróide (25,4%), trauma perfurante (14,3%). Conclusão: Ratificamos a predominância de enucleação nos extremos das idades devido às incidências de retinoblastoma, melanoma de coróide e outras entidades neoplásicas. O estudo anátomo-patológico após as cirurgias de enucleação é de grande importância na confirmação do diagnóstico.

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P 221
ENDOFTALMITE POR AGROBACTERIUM RADIOBACTER – RELATO DE DOIS CASOS

Paulo de Tarso P. Pierre Filho, Ana Paula Yokoyama Ribeiro, Elane Dellacqua Passos, Marcelo Torigoe, José Paulo C. Vasconcelos
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Relatar dois casos de endoftalmite pós-cirúrgica causada pelo gram-negativo Agrobacterium radiobacter. Em revisão da literatura, encontramos apenas um caso de endoftalmite por essa bactéria. Método: Relato de caso. Resultados: Um paciente do sexo masculino e outro do sexo femininino, de 57 e 49 anos, respectivamente, apresentaram sinais e sintomas de endoftalmite 72 horas após realizarem cirurgia de catarata. Ecografia dos olhos operados mostraram ecos vítreos sugestivos de endoftalmite. Punção vítrea foi realizada em ambos os pacientes. Nas culturas dos aspirados vítreos cresceu A. radiobacter. Apesar da terapia antibiótica usada, os pacientes apresentaram baixa acuidade visual final. Conclusão: A. radiobacter é uma bactéria encontrada no meio ambiente e raramente causa infecção em humanos. Estes podem ser o segundo e terceiro casos de endoftalmite por este microrganismo relatados na literatura.

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P 222
ENDOFTALMITE ENDÓGENA SECUNDÁRIA À ENDOCARDITE

Paulo de Tarso P. Pierre Filho, Guilherme Ramos Pinto, Maurício Abujamra Nascimento, Marcelo Torigoe
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Relatar um caso de endoftalmite endógena cujo foco primário era endocardite e ressaltar a importância do diagnóstico e tratamento adequado precocemente. Material e Métodos: Paciente de 75 anos, do sexo masculino, foi admitido no Pronto Socorro do Hospital de Clínicas da UNICAMP após período internado em outro hospital sem melhora do quadro clínico. Negava trauma e cirurgia anterior. Resultados: O exame clínico constatou ausculta cardíaca com sopro sistólico em foco mitral 2+/6+. O exame ocular revelou eritema e edema de pálpebras à direita, proptose, hiperemia conjuntival 4+, edema corneal, secreção ocular purulenta e hipópio de 3mm. Detalhes não podiam ser vistos no segmento posterior. A acuidade visual era incerta percepção luminosa. Foram solicitados hemocultura, análise laboratorial de vítreo, exames gerais, ultra-sonografia ocular. A hemocultura e análise laboratorial de vítreo foi negativa. Cultura conjuntival foi positiva para Streptococcus sp e Enterobacter cloacae. A fonte primária da infecção era endocardite. Conclusão: Endoftalmite endógena é uma doença incomum, cujo diagnóstico é feito através da anamnese, exame clínico e cultura apropriados. É importante diagnosticar precocemente e instituir prontamente terapêutica adequada, a fim de melhorar o prognóstico visual destes pacientes, que já é muito reservado.

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P 223
ENDOFTALMITE - REVISÃO DE 80 CASOS

Paulo de Tarso P. Pierre Filho, Guilherme Ramos Pinto, Marcelo Torigoe
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivo: Caracterizar os casos de endoftalmite atendidos no HC-UNICAMP a fim de melhor direcionar o tratamento e obter um resultado funcional mais satisfatório. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de 80 casos de endoftalmite atendidos no Setor de Oftalmologia HC-UNICAMP entre 1998 e 2002. Endoftalmite foi definida como inflamação de estruturas intra-oculares, tipicamente severa e freqüentemente associada com dor, diminuição da visão, células inflamatórias na câmara anterior ou posterior e outros sinais de infecção severa e/ou infecção. Resultados: Endoftalmite se desenvolveu após cirurgia em 46 (57,5%) casos, trauma em 16 (20%) casos, úlcera de córnea infectada em 10 (12,5%) casos e 4 (5%) endógenas; em outras 4 (5%) não foi possível identificar a causa. O resultado foi positivo em 50% das culturas. O mais freqüente patógeno isolado foi o Staphylococcus epidermidis; ele foi isolado em 30% dos casos com cultura positiva. Completa perda visual ocorreu em 65% dos casos. Conclusão: A endoftalmite é uma incomum, mas devastadora complicação de cirurgia ocular, trauma, úlcera de córnea infectada e infecções sistêmicas. Um rápido diagnóstico e imediata instituição da terapêutica adeqüada são de suma importância no manuseio das endoftalmites.

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P 224
ESTUDO DE UMA POPULAÇÃO DE DIABÉTICOS CADASTRADOS EM UMA UNIDADE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE

Paulo Roberto de Magalhães Silva, Karyna Ferreira da Silva, Karla Sylvana Diniz de Carvalho
Centro de Referência José Raimundo Franco de Sá / Centro de Diagnóstico e Cirurgia Ocular (VISOCLIN) - Manaus - AM

Objetivo: Traçar um perfil dos pacientes diabéticos cadastrados no Programa Médico da Família do município de Manaus, verificando o estado de saúde ocular e obter parâmetros para elaboração de medidas preventivas e de reabilitação visual. Material e Métodos: Participaram desse trabalho 110 pacientes diabéticos encaminhados para avaliação oftalmológica. O protocolo de atendimento foi constituído de anamnese e exame oftalmológico. Os casos suspeitos de retinopatia foram encaminhados para uma clínica credenciada pelo Sistema Único de Saúde. Resultados: Foram avaliados 110 pacientes, sendo 71,8% do sexo feminino. A idade variou de 31 a 80 anos. Quanto ao tipo de diabete encontramos 108 (98,2%) do tipo II contrastando com 1 (1,8%) do tipo I. 55 pacientes fazem uso de hipoglicemiantes orais, 53 não recordam ou nunca souberam o nome do medicamento, e apenas 2 fazem uso de insulina. A taxa glicêmica foi igual ou inferior a 130 mg/dl em 26 pacientes e 44 pacientes encontravam-se com taxas superiores a 130 mg/dl. A hipertensão arterial sistêmica foi encontrada em 35,45% dos pacientes. Diagnosticamos retinopatia diabética em 24,64%. Sendo não proliferativa em 23 casos (20,91%) e a proliferativa em 4 pacientes (3,64%). Dos pacientes encaminhados para exames mais detalhados do fundo do olho, somente 27 compareceram para atendimento. Quanto às patologias oculares associadas, a catarata foi observada em 17,27% dos casos e o glaucoma em 4,54%. Conclusão: Verificamos um baixo nível de prevenção na população diabética estudada, apesar do incentivo e direcionamento do tratamento instituído.

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P 225
DESEMPENHO E COMODIDADE VISUAL COM O USO DE LENTES FOTOSSENSÍVEIS VERSUS LENTES INCOLORES

Regina Carvalho de Salles Oliveira, Newton Kara José
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Comparar o impacto na qualidade de vida e aceitação do uso de um novo tipo de lente filtrante versus lente incolor numa população de jovens. Material e Método: O estudo foi realizado em 35 indivíduos, com idade entre 21 e 35 anos, com acuidade visual (com correção por óculos) de 20/20 em cada olho e sem doenças oculares conhecidas. Os indivíduos foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Na primeira fase, um grupo usou por 30 dias lentes incolores de resina (CR) e o outro lentes Next Generation Transitions fotossensíveis (NG) - Transitions Optical, INC., Pinellas Park, FL – USA. Nos 30 dias seguintes, houve alternância no tipo de lente usado por cada grupo. Foram aplicados em 2 momentos, um questionário modificado, baseado no TVRQOL, que é um questionário sobre qualidade de vida com o uso de diferentes tipos de lentes corretivas. Resultados e Conclusão: Nas condições desse estudo, as lentes fotossensíveis NG ofereceram conforto e foram preferidas em relação às lentes incolores em ambientes externos e não apresentaram dificuldades para serem usadas em ambientes internos. Em atividades como assistir cinema e televisão houve discreta preferência pelo uso de lentes incolores. As lentes fotossensíveis NG tiveram desempenho superior às lentes incolores CR, nas atividades externas.

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P 226
TESTE DE ACUIDADE VISUAL EM ESCOLARES NA CIDADE DE CAJARÍ – MA

Ricardo Suenaga
Universidade do Grande Rio - Duque de Caxias - RJ

Objetivo: Treinar agentes comunitário de saúde e professores na aplicação de testes de acuidade visual em alunos carentes, identificar escolares com problemas visuais, verificar a correlação existente entre o problema visual e a dificuldade de aprendizado e encaminhar os escolares com déficit visual para o oftalmologista. Método: O trabalho foi dividido em 3 fases, sendo a 1ª fase treinar os professores e agentes comunitário de saúde a realizar a acuidade visual, utilizando a tabela de Snellen, pelos alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Odontologia, Biologia, Letras e Direito que formaram a equipe Universidade Solidária. Na 2ª fase consistiu na triagem e foi aplicado um formulário onde constavam a identificação do aluno, existência de repetência, lugar onde sentava na sala de aula e onde foi registrada a acuidade visual dos alunos, pela equipe Universidade Solidária, professores e agentes comunitário de saúde treinados. A 3ª fase consistiu em encaminhar os alunos com acuidade visual inferior a 0,8 ao oftalmologista. Resultados: Foram avaliados 813 alunos, variando de 6 a 19 anos, tendo em média 12,7 anos. Destes, 356 (43,8%) do sexo masculino e 457 (56,2%) do sexo feminino. Do total, 664 (81,67%) tinham acuidade visual acima de 0,8, 118 (14,51%) apresentaram acuidade visual inferior a 0,8 e 31(3,82%) alunos não realizaram ou apresentaram algum erro de anotação no formulário. O número de repetentes foi de 314 (38,62%) e de não repetentes foi de 499 (61,38%). Dos 118 alunos com acuidade visual inferior a 0,8, 42,37% destes foram reprovados e 66,10% sentam do meio para frente na sala de aula. Conclusão: Concluímos assim, que a acuidade visual alterada pode influenciar no rendimento escolar.

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P 227
CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA EM PACIENTES COM ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA - ANÁLISE COM GDxTM

Rodrigo Almeida Vieira Santos, Hellmann Dantas de Olinda Cavalcanti, Carlos Teixeira Brandt, Adélia Michele Rodrigues de Almeida, Daniela Lyra Antunes
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

Objetivo: Estudar a camada de fibras nervosas da retina de portadores de esquistossomose mansônica hepatoesplênica. Materiais e Métodos: Foram submetidos ao exame com o GDx Scanning Laser System, 14 portadores de esquistossomose na forma hepatoesplênica que tinham se submetidos, quando crianças, a esplenectomia, ligadura da veia gástrica esquerda e auto-implante de tecido esplênico no omento maior. Todos apresentaram pressão intra-ocular menor que 21 mmHg. Para o grupo controle foram estudados 16 indivíduos com idade e condição sócio-econômico-geográfica similar, sem esquistossomose. Resultados: Em apenas um paciente do grupo portador de esquistossomose foi observado alterações em quatro parâmetros: superior nasal, média superior, média da espessura e número de fibra. Todos os indivíduos do grupo controle apresentaram GDx com parâmetros dentro da normalidade. Comentários: O fato de ter-se encontrado um paciente jovem com alterações de fibras nervosas da retina emprestam suporte a hipótese de que o aumento da pressão portal nesses pacientes, poderia dificultar a drenagem das estruturas oculares, em longo prazo, acometendo o nervo óptico. Assim sendo, esta investigação deverá prosseguir com o aumento da amostra e tempo de observação.

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P 228
Importância da Ultra-sonografia Ocular na Avaliação Pré-Operatória de Pacientes com Catarata Total

Alvaro Pedroso de Carvalho Lupinacci, Rafael Vanini, David Cruvinel Isaac, Vinicius Coral Ghanem, Carlos Eduardo Leite Arieta
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Objetivos: Este estudo tem como objetivo avaliar a importância da ultra-sonografia ocular na avaliação pré-operatória do segmento posterior em pacientes com catarata madura e relacionar possíveis doenças que possam comprometer os resultados cirúrgicos, sua prevalência e seus principais fatores de risco associados. Metodologia: Foi realizado estudo retrospectivo do prontuário de 262 pacientes em que houve a necessidade de ultra-sonografia ocular devido à presença de catarata madura, impedindo assim a avaliação fundoscópica do segmento posterior. Também foi avaliada a relação entre a presença dessas alterações e o sexo, idade, raça, história de trauma ocular, doenças sistêmicas e oculares e presença de catarata no olho contralateral. Resultados: Encontrou-se alterações ecográficas em 24,8% dos exames realizados entre 1996 e 2001, dos quais o descolamento retiniano (10%) e as condensações vítreas (9,9%) foram as mais comuns. Conclusões: Dentre os fatores de risco levantados como predisponentes para achados de ultra-sonografia ocular, a uveíte foi o único elemento estatisticamente significante. Não foi possível, através dos dados obtidos correlacionar positivamente trauma ocular às patologias de segmento posterior descritas.

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vP 229
PREVALÊNCIA DE DISCROMATOPSIA EM MOTORISTAS DE TÁXI DE FLORIANÓPOLIS

Augusto Adam Netto, Joran Seiko Aguni, Vanderson Glerian Dias, Jonathan Seiji Aguni, Rodrigo Cavalheiro
Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis – SC

Objetivo: Avaliar a prevalência de discromatopsia em motoristas de táxi da cidade de Florianópolis. Material e Método: Realizou-se um estudo transversal, de cunho epidemiológico, no período de setembro de 2001 a janeiro de 2002, utilizando uma amostragem de 158 motoristas de táxi, todos masculinos, com idade variando de 22 a 67 anos e portadores da carteira nacional de habilitação da categoria B. A avaliação da percepção de cores dos motoristas foi feita através da leitura da tabela pseudo-isocromática de Ishihara modificada e simplificada. Resultados: Encontrou-se uma prevalência de discromatopsia de 7,6% (n = 12) na população estudada, principalmente na faixa etária de 22 a 46 anos com 66,8% (n = 8). Conclusão: De acordo com a Resolução nº 80 do Conselho Nacional de Trânsito, de 19 de novembro de 1998, 12 motoristas (7,6%) estariam inaptos para exercer sua profissão, pois não poderiam ser portadores da carteira nacional de habilitação.

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P 230
Desenvolvimento de um sistema óptico compacto acoplado a um PC para ceratometria por anÁlise computacional de imagens

Cassius Riul, Liliane Ventura, Homero Schiabel, Sidney Júlio de Faria e Sousa, Alberto Cliquet Junior
Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo – São Carlos

Objetivo: Com o advento das lentes de contato e das cirurgias de transplante de córnea, houve uma maior difusão do uso de equipamentos de ceratometria. Tendo em vista que a maioria destes equipamentos é de origem internacional e com elevado preço, este trabalho tem como objetivo, o desenvolvimento de tecnologia nacional por meio da elaboração e construção de um equipamento para ceratometria, de boa qualidade e baixo custo, levando em conta as necessidades do país na área. Material e Método: Foram usados: uma mira luminosa circular, um sistema óptico simples, um CCD, um micro computador e cabos. A mira é composta de trinta e seis leds dispostos de maneira a formar um círculo, em uma peça cônica. Esta peça é refletida pelo olho, que se comporta como um espelho esférico convexo. Esta imagem é aumentada, desviada e transmitida, por meio de um sistema óptico, até uma placa CCD, que a transmite com ajuda de cabos ao computador, que por intermédio de um software de reconhecimento de imagens, desenvolvido no Laboratório de Física Oftálmica, interpreta a imagem no sentido de calcular os raios de curvatura corneano e com isso o astigmatismo. Resultados: Como resultados, foram conseguidas imagens de esferas de aço, que emulam o espelhamento do olho humano. Estas imagens foram calculadas e os valores foram comparados com os dados pelo fabricante das esferas. Também foram feitas imagens de olhos de voluntários, para comprovação da qualidade de imagem. Conclusão: A partir dos resultados obtidos, concluiu-se a viabilidade da montagem do equipamento em sua forma final, que trará um melhor manuseio e um caráter de portabilidade.

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P 231
Sistema adaptado em Lâmpada de Fenda para diagnósticos adicionais

Cesar Augusto Cardoso Caetano, Liliane Ventura, André Rosa Filho, Sidney Faria e Sousa, Homero Schiabel, Alberto Cliquet Junior, André Messias
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo - São Carlos - SP

Objetivo: Com o intuito de se aproveitar do bom desempenho ótico da lâmpada de fenda (LF), está sendo desenvolvido um sistema ótico, mecânico e informatizado para adaptação em LF objetivando-se medidas objetivas para diagnósticos adicionais. Os diagnósticos adicionais proporcionados pelo nosso sistema são: (1) microscopia especular automática para córneas “in vitro”, (2) ceratometria em duas regiões da córnea (central e periférica) e (3) determinação de áreas de úlceras de córnea. Material e Método: O sistema consiste na adaptação de adaptador de vídeo e uma câmera CCD nas LF que possuem a ótica do tipo Galileana. O sistema é conectado a um PC via uma placa de captura de imagens. Para cada um dos diagnósticos mencionados, há uma adição de componente ótico diferente. Para o sistema 1 foi adicionada uma ótica que magnifica a imagem nominalmente em 290X. O software desenvolvido reconhece as imagens das células endoteliais focalizadas pela LF e determina a densidade celular, bem como os índices de pleomorfismo e polimegatismo. Para o sistema 2, uma mira foi adaptada na objetiva da LF e é projetada no olho do paciente. A imagem refletida pela córnea é analisada pelo nosso software, que proporciona as ceratometrias central e periférica. Para o sistema 3, a úlcera é isolada do modo clínico convencional e a imagem é disponibilizada no PC. Nosso software determina a área ulcerada e proporciona estatísticas de sua regressão em função do tratamento. Resultado: Os sistemas 1 e 2 foram comparados com sistemas comerciais e apresentaram um fator de correlação de 0,9678 e 0,9886, respectivamente. O sistema 3 foi comparado à escala graduada da LF e apresentou um fator de correlação de 0,9567. Conclusão: O sistema está em teste e ficará em uso no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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P 232
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS CARDIOVASCULARES EM PACIENTES AMBULATORIAIS SUBMETIDOS AO USO DE COLÍRIO FENILEFRINA 10%

Daniel Oliveira Broilo, Ricardo Ribeiro Amin, Leonardo Pérez Zeni, Renato Souza Rodrigues
Instituto de Oftalmologia Ivo Correa-Meyer - Porto Alegre - RS

Objetivo: Avaliar a presença de efeitos cardiovasculares, tais como alteração de pressão arterial e freqüência cardíaca, produzidos pela instilação tópica de fenilefrina 10% em pacientes ambulatoriais que foram submetidos a fundoscopia e retinoscopia. Material e Método: 64 pacientes que iriam ser submetidos a exame fundoscópico foram questionados sobre presença de doença hipertensiva e/ou uso de medicações anti-hipertensivas, sendo após separados em dois grupos: 1º com hipertensão prévia e 2º sem hipertensão prévia. Verificaram-se os níveis tensionais e freqüência cardíaca antes da instilação da 1ª gota de fenilefrina 10% e 1 gota de tropicamida (Mydriacyl). 20 minutos após primeiras gotas, fez-se nova aferição pressórica e de freqüência cardíaca, e subseqüente uso da 2ª gota de fenilefrina 10%. Passados 40 min da primeira gota, outra medida de pressão arterial e freqüência cardíaca foi realizada. Todas as medidas pressóricas foram realizadas com o mesmo esfigmomanômetro. Após a coleta dos dados, foi realizada uma avaliação global da amostra para determinar se houve variação dos valores pressóricos e de freqüência cardíaca entre os momentos da instilação do colírio, e se a variação foi significativa. Resultados: O estudo constatou que não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05) com relação à pressão arterial e a freqüência cardíaca nos 3 momentos de medição de ambos os grupos. Conclusão: Concluiu-se que o colírio fenilefrina 10% não produziu alterações cardiovasculares significativas, podendo ser utilizada com maior segurança em pacientes atendidos em ambulatório, mesmo aqueles com doença hipertensiva de leve a moderada. Entretanto, presenciamos a necessidade de maiores e novos estudos para justificar o uso do colírio fenilefrina 10% sem restrições.

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P 233
DESENVOLVIMENTO A BAIXO CUSTO DE UM MICROSCÓPIO ESPECULAR MODULAR DE NÃO-CONTATO COM VÁRIAS MAGNIFICAÇÕES PARA BANCO DE OLHOS

Flávio Isaac, Liliane Ventura, Sidney Júlio de Faria e Sousa, Homero Schiabel, Alberto Cliquet Junior
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo - São Carlos

Objetivo: Para que a córnea humana seja indicada ao transplante, um dos exames necessários para que essa indicação seja feita é o exame da qualidade e da quantidade de células endoteliais da córnea, que é feito através de um microscópio especular. Os microscópios especulares existentes no mercado em sua maioria possuem um aumento fixo em torno de 150x prejudicando a análise ótica do endotélio como um todo ou de algumas células específicas. A intenção deste projeto é desenvolver um microscópio especular para Banco de Olhos composto por um sistema óptico compacto, modular e com várias magnificações, e que possua um baixo custo. Material e Método: O mecanismo óptico do microscópio especular é composto por dois sistemas: um sistema de iluminação em forma de fenda que consiste em projetar sobre a superfície endotelial da córnea uma fenda de comprimento, largura e intensidade luminosa variável e um sistema de magnificação galileana variável que magnífica superfície iluminada de 30x a 250x. A captura da imagem é feita por um detector do tipo CCD de alta sensibilidade e enviada a um micro computador através de uma placa de captura de vídeo. A imagem é analisada através de um software dedicado que realiza a identificação e fornece a densidade celular, bem como a morfologia do endotélio. Resultado: Todo o sistema óptico do microscópio especular foi projetado com ajuda de um software de desenho ótico e o software dedicado foi desenvolvido em Delphi, para permitir boa interação com o usuário. No momento estão sendo confeccionadas as peças mecânicas que darão suporte ao microscópio. Conclusão: Após a montagem e o ajuste do microscópio, todo o equipamento será testado e ficará em uso no Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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P 234
MEDIDOR DE TRANSPARÊNCIA DE CÓRNEAS DOADAS

Homero Schiabel, Liliane Ventura, Sidney Júlio de Faria e Sousa, Gunter Camilo Dablas de Oliveira, Flávio Isaac
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo - São Carlos

Objetivo: Foi desenvolvido um sistema para se avaliar objetivamente a transparência média da córnea preservada, com o intuito de se propiciar uma medida mais acurada e padronizada do tecido corneano. Material e Método: A transparência da córnea doada é uma das avaliações óticas realizadas previamente à sua indicação ao transplante. O sistema compacto e portátil consiste de duas partes principais: a parte ótica e a parte eletrônica. A parte ótica consiste de uma luz branca, lentes e íris que colimam os feixes da luz que iluminam a córnea no seu meio preservante. A luz que passa através da córnea é detectada por um detector resistivo e a transparência média é apresentada num mostrador digital. No intuito de se obter apenas a transparência do tecido, o circuito eletrônico foi construído de modo a proporcionar a inserção de uma linha de base relativa ao líquido preservativo e o pote de acrílico previamente à medida da transparência da córnea. A manipulação do sistema consiste de 2 passos: 1. Colocar o pote de acrílico e o preservante no sistema e ajustá-lo, através de um botão, para 100% de transparência; 2. Preservar a córnea e colocá-la no sistema, que proporcionará a transparência do tecido. Resultados: Filtros de calibração foram utilizados para calibrar o sistema e materiais com transparência conhecida foram submetidos a ele, tendo apresentado alta fidelidade (99%). Conclusão: O medidor está conectado a um sistema de avaliação de densidade endotelial e estatísticas sobre a relação da transparência da córnea e da densidade endotelial deverá ser proporcionada nos próximos anos.

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P 235
Valor da dacriocistografia na propedêutica da via lacrimal excretora

Laura Almeida Hercules, Silvana Artioli Schellini, Carlos Roberto Padovani, Sammy Mendes do Nascimento, Paula Sian Lopes
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Deste estudo é avaliar os achados dacriocistográficos em indivíduos suspeitos de obstrução de vias lacrimais excretoras. Método: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando-se dacriocistografias de 98 indivíduos adultos suspeitos de obstrução nasolacrimal (ONL) na Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, sendo os dados obtidos submetidos à análise estatística descritiva e Teste do Quiquadrado. Resultados: A maioria dos pacientes era sexo feminino e maior de 60 anos, apresentando obstrução baixa, localizada no Seio de Arlt, com saco lacrimal graus 2 ou 3. Vias lacrimais pérveas, com e sem dilatação, também foram encontradas, assim como alterações nasais como hipertrofia de cornetos. Conclusão: A dacriocistografia foi importante para diagnosticar o nível da obstrução, o grau de dilatação das vias lacrimais, assim como as alterações de estruturas vizinhas.

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P 236
Programa desenvolvido para adaptar em microscópios especulares para medidas de densidade celular e índices de pleomorfismo e polimegatismo

Liliane Ventura, Cesar Caetano, Sidney Faria e Sousa, Homero Schiabel, Alberto Cliquet Junior
Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo - São Carlos - SP

Objetivo: Grande número de microscópios especulares, disponíveis em clínicas e Banco de Olhos, foram adquiridos sem um programa adicional, que pudesse fornecer automaticamente (sem marcar as células em uma área delimitada) a densidade celular, bem como os índices de pleomorfismo e polimegatismo. Desenvolvemos um software para a determinação destes índices, com o objetivo de adaptá-lo aos sistemas comerciais adquiridos pelos clínicos, que não possuem esta tecnologia e que, também pode ser adaptado em lâmpada de fenda, e desta forma torná-la um microscópio especular objetivo. Material e Método: A transferência para um computador da imagem do endotélio obtida pelos microscópios especulares, pela sua saída de vídeo, ou por um sistema de vídeo adaptado à lâmpada de fenda, é feita por uma placa de captura de vídeo, que disponibiliza com boa qualidade esta imagem no PC. O software desenvolvido é instalado no micro e através da imagem do sistema de calibração do aparelho, o programa é calibrado. A densidade celular automática, pode então ser obtida. São utilizados os conhecidos métodos da literatura de determinação dos índices de pleomorfismo e polimegatismo. Resultado: A densidade celular fornecida pode ser comparada com a obtida pelo aparelho. As células de dimensões equivalentes são demarcadas com uma mesma cor e as de mesmo número de lados também são demarcadas por cores iguais. Assim, além de visualmente os graus de pleomorfismo e polimegatismo poderem ser analisados, ainda o índice numérico deles é apresentado. Várias córneas “in vitro” foram testadas e comparadas com contagens manuais e o grau de concordância dos resultados é de 93,5%. Conclusão: O sistema está em teste e ficará em uso no Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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P 237
DISTROFIA CORNEANA CRISTALINA DE SCHNYDER: ACHADOS NA BIOMICROSCOPIA ULTRA-SÔNICA (UBM)

Micheline Ibipiana Cantanhede, Eduardo Takeshi Itikawa,Elke Araújo Shinzato, Janaína de Araújo Ferreira, Vera Regina Cardoso Castanheira
Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Demonstrar a contribuição da biomicroscopia ultra-sônica (UBM) no diagnóstico e tratamento na distrofia corneana cristalina de Schnyder. Relato de Casos: Quatro irmãos de uma mesma família, com idade variando de 35 a 47 anos, portadores de distrofia corneana cristalina de Schnyder, caracterizada pela presença de depósitos de cristais de colesterol no estroma corneano e arco senil precoce, foram avaliados pela biomicroscopia ultra-sônica e tiveram os achados descritos. Discussão: Nas distrofias corneanas, o diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e na biomicroscopia óptica e a UBM é o primeiro método diagnóstico que permitiu in vivo, a avaliação do segmento anterior, possibilitando a medida das opacidades corneanas em relação a sua superfície, o que não é possível pela paquimetria, que mede a espessura total da córnea. Dessa forma, a UBM orienta na escolha do tratamento mais adequado: técnica fototerapêutica ou transplante corneano lamelar ou penetrante.

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P 238
MIOPIA TRANSITÓRIA COM QUEMOSE NO LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

Paulo de Souza Neto, Caroline Antunes de Almeida Silva, Micheline Cavalcante Silva, Marise Maria de Magalhães Dantas de Oliveira, Juliana Maria Palmeira Canuto
Universidade Federal de Alagoas

Introdução: O lupus eritematoso sistêmico (LES) pode apresentar complicações oculares como conjuntivite, episclerite, ceratoconjuntivite seca, vasculite retiniana e neuropatia óptica. Foi relatado um paciente com LES que apresentou quemose e miopia transitória na ausência de anasarca ou de anormalidades de fundo de olho. Relato do Caso: Uma mulher de 19 anos com LES desenvolveu miopia transitória, edema periorbital e quemose que não foram associadas a outras complicações oculares ou com anasarca e responderam bem ao tratamento com corticosteróides. Comentários conclusivos: Essas condições são manifestações oculares raras do LES. Esses pacientes são beneficiados com exame de fundo de olho, mas a refração deve ser retardada.

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P 239
Importância da cicloplegia na refração automatizada objetiva e refração subjetiva

Walberto Santana Passos Júnior, Luciana Débora Manetti, Silvana Artioli Schellini, Carlos Roberto Padovani, Carlos Pereira Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Comparar a refração objetiva automática (dinâmica e estática) com a refração subjetiva sob cicloplegia, demonstrar o valor do uso da cicloplegia na realização do exame refracional. Método: Foram examinados 100 pacientes (200 olhos), com idade entre 5 e 40 anos, avaliando-se a auto-refração dinâmica e estática e a refração subjetiva sob cicloplegia, usando o aparelho de auto-refração Nidek ARK - 900. Os dados coletados foram submetidos à análise estatística (Taxa de Concordância dos métodos e Intervalos de Confiança). Resultados: Houve melhora dos Índices de Concordância entre auto-refração e refração subjetiva após a cicloplegia, principalmente com relação ao grau esférico e eixo cilíndrico. Conclusão: A cicloplegia é de grande valia para a obtenção dos valores da refração objetiva automatizada em pacientes abaixo de 40 anos, tendo em vista o aumento da acurácia do método.

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P 240
ATROFIA CORIORRETINIANA PARAVENOSA PIGMENTADA

Adriana Claudino Rossi Módolo, Cleide Guimarães Machado, Jefferson Luis Alves Batista, Maria Kiyoko Oyamada, Suel Abujamra
Instituto Suel Abujamra - SP

Objetivo: Analisar, através do estudo de um caso isolado de atrofia coriorretiniana paravenosa pigmentada (ACPP) em uma família, as características e o caráter hereditário da patologia comparando-os com dados da literatura. Método: Relato de um caso de ACPP. Relato do caso: ADC, 22 anos, feminino, branca, acuidade visual sem correção de 20/40 em ambos os olhos (AO) e de 20/20 em AO com refração estática de + 0,75DE –1,25DC 180° em olho direito e de +0,50DE –1,00DC 180° em olho esquerdo. A biomicroscopia não apresentou alterações. A fundoscopia mostrou em AO atrofia do epitélio pigmentar peripapilar, atrofia do epitélio pigmentar no trajeto das veias retinianas com depósito de pigmentos perivenosos com espículas ósseas, retina aplicada e mácula sem alterações. A angiografia fluoresceínica revelou defeito em janela peripapilar e ao redor das grandes veias retinianas por atrofia do EPR, com lesões de bloqueio de fluorescência com formato de espículas ósseas, depósitos de pigmento nas áreas de atrofia do EPR, principalmente nasais. O exame fundoscópico dos familiares, realizado nos pais, sete irmãos, e no filho da paciente não mostrou alterações. Conclusão: O grande número de familiares de primeiro grau, da paciente estudada por nós examinados, nos permite sugerir várias possibilidades em relação ao caráter hereditário desta afecção. É possível se tratar de um caso isolado, sem componente hereditário. Na hipótese de haver componente hereditário, é improvável que seja transmissão ligada ao X, uma vez que a paciente é a única familiar acometida em uma prole com vários irmãos do sexo masculino. A possibilidade de herança autossômica dominante na família estudada do gene, seria provável somente se a penetrância fosse muito baixa, nesses casos. Evidentemente, são hipóteses não conclusivas, mas que vêm acrescentar informações aos estudos de hereditariedade desta doença.

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P 241
MACULOPATIA EM OLHO DE BOI – RELATO DE DOIS CASOS

Adriana Moser, Priscila Greboge Prevedello, André Mózena, Mário Teruo Sato, Ana Tereza Ramos Moreira
Universidade Federal do Paraná

Introdução: O uso prolongado de cloroquina pode causar alterações retinianas importantes, sendo a maculopatia em olho de boi um estágio avançado destas. Relato de casos: Nós apresentamos dois casos de desenvolvimento de maculopatia em olho de boi, após 6 e 12 anos de uso da droga. O teste de cores, o campo visual e a angiografia apresentaram alterações. O eletrooculograma das pacientes apresentou-se inalterado após interrupção do uso da droga. Comentário conclusivo: Acreditamos que o rastreamento oftalmológico dos usuários de cloroquina é importante, principalmente quando as doses utilizadas ultrapasssam 250 mg ao dia ou uma dose cumulativa total de 300 gramas.

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P 242
Oftalmia Simpática – Relato de um caso

Adriana Moser, Cassiana Kannenberg, Alexandre Grandineti, Tatiana Lucia Possette, Ana Tereza Ramos Moreira
Universidade Federal do Paraná

Introdução: Oftalmia simpática é uma uveíte rara e grave, associado principalmente a traumas perfurantes e cirúrgicos. Relato do caso: Apresentamos um caso de trauma perfurante ocular que permaneceu com exposição uveal por 20 dias e desenvolveu oftalmia simpática 2 dias após evisceração do olho traumatizado. A evolução foi satisfatória após tratamento com corticóide e ciclosporina. Comentário conclusivo: A oftalmia simpática é uma uveíte rara que, com o desenvolvimento dos imunossupressores, teve grande melhora no prognóstico. O diagnóstico precoce associado ao tratamento pode conduzir à boa evolução, como a do caso apresentado.

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P 243
Glaucoma após vitrectomia com colocação de Buckle - Relato de UM caso

Alexandre Kazuo Misawa, Bráulio Folco Telles de Oliveira, Emerson Fernandes de Castro, Hisashi Suzuki
Universidade de São Paulo - São Paulo

Introdução: O glaucoma após cirurgia de vitreoretiniana é uma condição comumente encontrada necessitando tratamento clínico ou cirúrgico de imediato. Há diversas teorias que explicam a sua fisiopatogenia, e não existe somente um mecanismo que explique todas as alterações encontradas. Além disso, está relacionado a diversos fatores de risco. Relato de caso: L.M., 49 anos, masculino com queixa de baixa acuidade visual progressiva em olho direito com duração de três meses e diagnosticado descolamento de retina tracional e hemorragia vítrea. Realizou vitrectomia posterior e endolaser, com boa evolução inicial. Um mês após apresentou nova piora visual com novo diagnóstico de descolamento de retina, proliferação vítreo-retiniana e rotura gigante. Exame de entrada (olho direito): percepção luminosa, biomicroscopia com catarata subcapsular 2+, pressão intra-ocular de 15 mmHg. Realizou vitrectomia via pars plana, introflexão escleral com "buckle" e faixa 360°, troca fluido-gás, endolaser e colocação de óleo de silicone. Evoluiu com PIO elevada mesmo com colírios hipotensores, melhorando o quadro somente após o corte da faixa de silicone. A ultra-sonografia biomicroscópica (UBM) mostrou descolamento de corpo ciliar 360°. Comentários conclusivos: O principal fator determinante para o desenvolvimento do glaucoma foi a passagem de "buckle" escleral. Embora não seja um método descrito na literatura como procedimento, o corte da faixa de silicone foi suficiente para controlar a PIO, quando os hipotensores oculares não estavam sendo suficientes para reduzí-la. Quanto ao descolamento de corpo ciliar pode ocorrer pelo aumento da pressão venosa por obstrução da drenagem secundário à colocação da faixa ou pela descompressão abrupta causada pelo corte da faixa. Como não foi realizado a UBM antes do corte da faixa não temos como diferenciá-los.

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P 244
TELEANGIECTASIA PARAFOVEAL BILATERAL ASSOCIADA A MEMBRANA EPIRRETINIANA EVOLUINDO PARA BURACO MACULAR PÓS VITRECTOMIA - RELATO DE CASO

Ana Carolina Maiello, André Marcelo Vieira Gomes, Eduardo Ribeiro de Vianna Bandeira, Ricardo Toshiro Miyamoto, Luis Eduardo Marques de Aguiar, Suel Abujamra
Instituto Suel Abujamra - SP

Introdução: A teleangiectasia parafoveal tipo 2 é a mais comum pela classificação proposta por Gass. Os pacientes apresentam-se na 5ª ou 6ª década de vida, ambos os sexos podem ser afetados e incidência familiar tem sido descrita. Relato de caso: Relatamos o caso de um paciente de 60 anos, sexo masculino, que apresentava teleangiectasia parafoveal bilateral e membrana epirretiniana com queixa de metamorfopsia. Após documentação com OCT e retinografia, foi realizada cirurgia de vitrectomia posterior via pars plana e "peeling" de membrana OD, evoluindo no pós-operatório com buraco de mácula Conclusão: A cirurgia para membrana epirretiniana associada a teleangiectasia é pouco descrita na literatura. O relato da evolução pós-operatória deste paciente é importante para alertar aos oftalmologistas quanto ao prognóstico e suas possíveis complicações como formação de buraco macular.

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P 245
LESÃO MACULAR POR LASER DE DISCOTECA

André Gustavo Conforti Bastos, Manoel Penteado Queiroz Abreu, Rodrigo Barbosa Abreu, Juliana Andrigheti Coronado Antunes
Instituto Penido Burnier - SP

Introdução: Os autores apresentam o relato de um caso envolvendo lesão macular por laser. O primeiro relato de caso sobre lesão macular por laser foi publicado há quatro décadas, envolvendo acidentes em laboratórios e o uso indiscriminado dos “Lasers Pointers”. O caso aqui apresentado descreve uma queimadura macular por laser em discoteca, fato este nunca antes publicado em literatura médica pertinente. Relato do caso: A.C.L.M.O, 16 anos, sexo feminino, compareceu em nosso instituto no dia 27/08/02 com queixa de diminuição da acuidade visual (AV) em olho direito (OD), relatando que havia “queimado” OD com laser há 1 dia, em uma discoteca da cidade. Segundo a paciente, os participantes da festa apresentavam sua face emoldurada por um laser de espectro verde durante vários segundos, e a mesma relatava ter fixado seu olhar diretamente na fonte de luz durante alguns segundos. Ao exame apresentava AV OD: 0.8 / OE: 1.0, exame de tela de Amsler normal e exame de fundo de olho demonstrando em OD palidez da retina em região perifoveolar decorrente do fototraumatismo. Optou-se inicialmente por corticoterapia IM e uso de antiinflamatório tópico ocular em OD, obtendo-se um resultado imediato favorável. Comentários conclusivos: O relato acima mencionado visa alertar para uma nova realidade que, ao nosso ver, está ameaçando os jovens. Trata-se do primeiro caso de maculopatia por laser em discoteca, na qual os participantes de uma festa apresentavam sua face emoldurada por um tipo de laser de espectro verde. Deste modo, o caso aqui relatado mostra a falta de cuidado e a banalização do uso de um instrumento transmissor de energia que pode acarretar sérios riscos à visão das pessoas e, conseqüentemente, à sua capacidade produtiva.

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P 246
DISTROFIA MACULAR PSEUDOINFLAMATÓRIA DE SORSBY

André Luís Carvalho de Moura Bastos, Oscar Villas Boas, Flávia Villas-Bôas, Humberto Castro Lima, Roberto Alexandre Fonseca
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública – Salvador - BA

Introdução: A distrofia pseudoinflamatória de Sorsby é uma distrofia macular, de herança autossômica dominante, que se manifesta por volta da 4ª e 5ª décadas de vida, caracterizada por uma perda rápida e progressiva da acuidade visual central e periférica, associada a um descolamento seroso e hemorrágico da mácula, não associado a drusas. Relato dos casos: caso 1: paciente feminina, branca, 48 anos com história de baixa de acuidade visual progressiva em AO há sete anos. Tinha acuidade visual de 20/150 e J7 com melhor correção. Apresentava ao exame de fundoscopia indireta, alterações retinianas de aspecto amarelo-esbranquiçados em mácula. EOG e ERG normais. História familiar negativa. Caso 2: paciente feminina, mulata média, 38 anos, com história de baixa de acuidade visual progressiva em AO há 2 anos. Acuidade visual de 20/150 em AO e menor que J7 com melhor correção. Ao exame de fundoscopia indireta apresentava lesão macular de coloração amarela-esbranquiçada característico, além de lesão amarelada periférica. EOG e ERG normais. Tinha uma tia materna com características de perda da visão. Conclusão: Os autores descreveram dois casos bem documentados de distrofia pseudoinflamatória de Sorsby.

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P 247
APRESENTAÇÃO INCOMUM DE NEURORETINITE SUBAGUDA UNILATERAL DIFUSA (DUSN)

Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Alexandre Henrique Bezerra Gomes, Raul Nunes Galvarro Vianna, Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Introdução: DUSN é uma doença rara de mau prognóstico visual quando não tratada. Apresentamos um paciente onde a identificação e fotocoagulação da larva preveniu a perda visual. Relato de Caso: Jovem de 22 anos com história de perda visual há 14 dias. Acuidade visual 20/20 OD e 20/25 OE. Fundo de olho esquerdo mostrava uma discreta papilite, vitreite, flebite e lesões amarelo-esbranquiçadas na retina nasal próximo ao nervo óptico. DUSN foi suspeitada e um exame com lentes de contato identificou uma larva móvel na região ínfero-nasal. 15 dias após o tratamento com laser de argônio, a inflamação estava resolvida e a acuidade visual era 20/20. Após 8 meses o fundo de olho mostrava apenas uma área de atrofia do epitélio pigmentar da retina correspondente a região de fotocoagulação. Discussão: DUSN é uma doença causada por um nematódeo que caminha no espaço subretiniano causando inflamação. Esta doença acomete crianças e adultos jovens causando perda visual no olho afetado. Em nossa série de 70 pacientes oriundos de área endêmica do Nordeste do Brasil, somente quatro foram diagnosticados no estágio inicial da doença. Um fator que pode complicar o diagnóstico é que DUSN pode mimetizar toxoplasmose, tuberculose ou sífilis. No caso apresentado, o diagnóstico de DUSN foi realizado na fase inicial. A acuidade visual do paciente evoluiu de 20/25 para 20/20 após a fotocoagulação. Isto está de acordo com a observação de Gass, na qual a acuidade visual não evolui, a não ser que a larva seja fotocoagulada logo após o início da perda visual. No nosso caso a fotocoagulação causou uma discreta exacerbação da inflamação, o que provavelmente ocorreu devido à liberação de antígenos da parede do nematódeo. O diagnóstico precoce e a instituição de tratamento adequado são essenciais para a recuperação visual nos pacientes.

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P 248
CERATOPRÓTESE TEMPORÁRIA COM CAMPO AMPLO DE VISÃO

Carlos G. Arce, Jorge Mitre, António López-Fernández, Fátima Maria Mitsue Yasuoka, Paulo Schor
Universidade Federal de São Paulo / Faculdade de Medicina do ABC / Universidade de São Paulo - São Carlos

Objetivo: Reportar uma ceratoprótese temporária (CPT) com campo de visão amplo. Formato: Desenvolvimento de desenho de uma nova lente. Métodos: A lente consiste na modificação da CPT de Eckardt, com um cilindro óptico plano-côncavo de 3,0 mm de espessura, com -71,64 D no ar e -22,51 no olho, e seis furos periféricos para sutura. Um menisco de fluído na sua superfície anterior produz um maior poder negativo. Resultados: A CPT de Mitre-Arce é feita sob pedido em oito diâmetros de zona óptica, desde 7,0 até 8,7 mm. Os diâmetros mais populares vão de 7,5 a 8,2 mm. Quase 130 unidades foram fornecidas a oftalmologistas latino-americanos durante os últimos quatro anos. Conclusões: O desenho plano-côncavo desta lente facilita a visualização do fundo na ceratoplastia penetrante combinada com vitrectomia, ao produzir um campo de visão mais amplo que o de outras CPT disponíveis.

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P 249
OCLUSÃO ARTERIAL RETINIANA BILATERAL COMO MANIFESTAÇÃO INICIAL DE LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO - RELATO DE UM CASO

Cristiano Toesca Espinhosa, Daniela Fonseca, Enyr Saran Arcieri, Leonardo Bruno Oliveira, Magno Antônio Ferreira
Universidade Federal de Uberlândia – MG

Objetivo: Relatar um caso de oclusão arterial retiniana bilateral como manifestação inicial de lupus eritematoso sistêmico (LES). Material e Método: Paciente do sexo masculino, 38 anos, atendido no Serviço de Urgências Oftalmológicas do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, apresentando perda súbita da visão no olho direito e posterior baixa de acuidade visual no olho esquerdo, sendo realizado exame oftalmológico completo e pesquisado evidências clínicas e laboratoriais de oclusão arterial retiniana. Resultados: Paciente apresentava quadro compatível de oclusão da artéria oftálmica em olho direito e oclusão de ramo da artéria central da retina em olho esquerdo, sendo confirmado o diagnóstico de LES. Conclusão: Diante de um quadro inicial de oclusão vascular retiniana devemos estar atentos à possibilidade de associação a um quadro sistêmico menos freqüente, sendo necessária a realização de uma investigação clínica/laboratorial detalhada.

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P 250
ASTROCITOMA E DOENÇA DE BOURNEVILLE, DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE RETINA – RELATO DE CASO

Cristiano Toesca Espinhosa, Daniele Maria Ladeira Andrade, Marcos Alonso Garcia
Santa Casa da Misericórdia de Santos - SP

Objetivo: Relatar quadro clínico e sinais presentes em um caso de astrocitoma em paciente do sexo masculino com 29 anos de idade. Material e Método: Estudo e avaliação de caso realizado no serviço de urgências oftalmológicas da Santa Casa da Misericórdia de Santos. Resultados: São infreqüentes os casos de astrocitoma de retina e do nervo óptico como lesões isoladas; são encontrados com maior freqüência associados à esclerose tuberosa, que é uma facomatose. Em nosso caso, relatamos paciente do sexo masculino, com 29 anos, com tumor de aspecto nodular, amelanocítico, delimitado, em OE, abrangendo cavidade vítrea, sem alteração sistêmica associada. Conclusão: Discutindo os aspectos clínicos desta entidade e sua apresentação ocular isolada, e pouco descrita na literatura mundial, viemos a relatar este caso; ressaltando a importância e necessidade de investigação neurológica e dermatológica para descartar a Doença de Bourneville (esclerose tuberosa) como diagnóstico diferencial.

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P 251
COROIDORRETINOPATIA SEROSA CENTRAL: FORMA ATÍPICA - RELATO DE CASO

Daniela Fonseca, Magno Antônio Ferreira, Cristiano Toesca Espinhosa, Enyr Saran Arcieri, Leonardo Bruno de Oliveira
Universidade Federal de Uberlândia – MG

Objetivo: Relatar um caso de forma atípica de coroidorretinopatia serosa central. Material e Método: Paciente do sexo masculino, apresentando baixa de acuidade visual em ambos os olhos, foi submetido a exame oftalmológico completo e angiofluoresceinografia digital. Resultados: Paciente apresentava descolamento seroso da retina em pólo posterior no olho direito e em região inferior em olho esquerdo e na angiofluoresceinografia foi evidenciado múltiplos pontos de vazamento em ambos os olhos e com sinal da “calha” em direção à região inferior em olho esquerdo. Conclusão: Frente um caso de descolamento de retina seroso salientamos a importância da angiofluoresceinografia na elucidação diagnóstica podendo ter como hipótese uma forma atípica de coroidorretinopatia serosa central.

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P 252
NEURORETINITE IDIOPÁTICA ESTRELADA DE LEBER

Daniela Garcia Zoca, Andrea Mara Simões Torigoe
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Introdução: Em 1916 Leber descreveu uma síndrome que se caracterizava por edema de nervo óptico e estrela macular conhecida como neurorretinite Idiopática de Leber. Ocorre mais freqüentemente em menores de 50 anos de idade, tem resolução espontânea e geralmente tem bom prognóstico visual. Relato de caso: Paciente de 7 anos, sexo masculino, se apresentou no setor de oftalmologia da UNICAMP em julho de 2002 com quadro de baixa acuidade visual em olho direito percebido em um exame escolar; ao exame mostrava acuidade visual de 0,4 em olho direito e 1,0 em olho esquerdo, pressão bi-digital normal em ambos os olhos, ortotrópico e com reflexo fotomotor direto diminuído em olho direito, com reflexo consensual normal nesse olho. A fundoscopia mostrou exudatos duros e alguns algodonosos periarcadas, principalmente inferior, borramento de papila, vasos embainhados no setor nasal e estrela macular. A angiografia mostrou vazamento nasal a papila; tinha exame físico sem alterações. No acompanhamento de 8 meses, o paciente manteve a acuidade visual de 0,4 em olho direito, evoluindo com melhora dos exsudatos, sendo que o fundo de olho no último exame mostrava apenas palidez de papila e alteração no epitélio pigmentar da retina no feixe papilo-macular. Comentários: O paciente tinha quadro oftalmológico compatível com a descrição da doença e apesar do prognóstico visual ser bom, pode não haver melhora da acuidade visual devido à palidez de papila residual e alterações no epitélio pigmentar da retina, que foi o que aconteceu com o paciente em questão.


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