Volume 66 - fascículo 4 Resumo dos Painéis do XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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001 Introdução: Freqüentemente quatro técnicas são utilizadas para implante de lente intra-ocular (LIO) em olhos afácicos sem suporte capsular: LIO de câmara anterior com apreensão das alças na iris ou com suporte angular e LIO de câmara posterior com fixação escleral ou iriana. Objetivos: Avaliar os benefícios e complicações do implante de LIO de câmara posterior com fixação iriana. Materiais e métodos: Trabalho retrospectivo. Revisados onze pacientes submetidos ao implante primário ou secundário de LIO posterior, usando a técnica de sutura na íris. Foram analisados sexo, idade, acuidade visual pré e pós-operatório, tempo de implante, follow-up e complicações. Resultados: Os achados pré-operatórios foram: cristalino subluxado em 3 olhos (27,2%), cristalino intumescente em 1 olho (9%), cristalino em reabsorção em 2 olhos (18,1%), afacia em 3 olhos (27,2%) e descentramento de LIO em 1 olho (9%). Acuidade visual pré-operatória com correção variou de movimentos de mão a 20/30. Houve uma melhora da acuidade visual em 10 olhos (91%) e piora em 1 olho (9%). As complicações pós-operatórias foram: endoftalmite em 1 olho (9%), descentramento de LIO em 1 olho (9%) e aumento de pressão intra-ocular em 5 olhos (45,4%). Dicussão: A técnica utilizada para a fixação iriana foi de McCannel modificada. Foram utilizadas LIOs dobráveis em vários casos permitindo o implante com incisão pequena. Estes procedimentos foram realizados por vários cirurgiões, com experiências diferentes, o que pode justificar um alto índice de complicações. Conclusão: A técnica de sutura de LIO na íris é uma boa opção para o implante de LIO em afácicos sem suporte capsular. O treinamento do cirurgião é importante para melhores resultados visuais e menores complicações. |
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002 Objetivo: Identificar o perfil dos pacientes submetidos à facectomia e avaliar a qualidade do tratamento cirúrgico, em um hospital público de Florianópolis (SC). Método: Foram estudados retrospectivamente os prontuários de 108 pacientes submetidos à facectomia no período de julho de 2000 a junho de 2001 no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis (SC). Analisando-se dados referentes à idade, sexo, tipo de catarata, tipo de cirurgia, complicações e a ocorrência de doença ocular prévia. Resultados: A idade média foi de 66,5 anos e predominância do sexo feminino. A facectomia por emulsificação ultra-sônica (FACO) foi à técnica cirúrgica mais utilizada, com menos complicações em relação à facectomia extra-capsular (FEC). Conclusão: Os dados coletados permitiram estabelecer o perfil dos pacientes, e identificar a técnica cirúrgica mais utilizada, a mais segura e as complicações mais freqüentes de acordo com moldes do serviço oferecido. |
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003 Objetivo: Descrever a técnica de bloqueio retrobulbar com apenas 2ml de xilocaína 2% para a cirurgia de facoemulsificação desenvolvida por nosso anestesista e os resultados obtidos com esta técnica em uma série de pacientes. Material e Métodos: Foram selecionados 19 pacientes, com risco cirúrgico ASA I e II, que seriam submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação através de incisão córnea clara. O bloqueio retrobulbar foi realizado por nosso anestesista em todos os pacientes. A anestesia foi realizada através de punção no terço externo da pálpebra inferior com agulha 30x7mm atingindo o espaço retrobulbar (cone muscular), injetando-se 2ml de xilocaína 2% sem vaso constritor e posterior compressão com balão de Honan. Foi realizada a avaliação da acuidade visual com a tabela de Snellen após a cirurgia de catarata para avaliar em que momento o bloqueio perdia o efeito. Resultados: Foram analisados 19 pacientes, sendo 12 mulheres e 11 olhos direitos. A idade média dos pacientes foi de 71,26 anos. Todos os pacientes tinham o globo ocular paralisado e mantinham o movimento palpebral de abrir e fechar. A duração do efeito anestésico foi em média de 82,11 minutos. Considerou-se o término do efeito anestésico o momento em que o paciente retornava a acuidade visual, que em média foi de 0,35 (variando de 0,1 a 0,4). A acuidade visual final com correção, avaliado um mês após a cirurgia, foi em média de 0,9. Conclusão: Concluimos que o bloqueio retrobulbar com apenas 2ml de xilocaína 2% permite uma boa acinesia do globo ocular sem que se perca os movimentos palpebrais para a cirurgia de facoemulsificação. A vantagem desse método é rápida recuperação visual e a não oclusão ocular após a cirurgia. |
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004 Objetivo: Avaliar os resultados iniciais com o aprendizado da técnica de facoemulsificação por nucleodissecção circunferencial. Materiais e Métodos: Foram estudados retrospectivamente os dados pré, intra e pós-operatórios de 37 olhos de 31 pacientes submetidos a facoemulsificação pela técnica de nucleodissecção circunferencial. Sete olhos foram excluídos do estudo por falta do sumário impresso pelo aparelho de facoemulsificação e 2 pela necessidade de conversão para a técnica de “stop and chop” ou extração extra-capsular. Resultados: O tempo médio de duração da cirurgia contado a partir do início do uso do facoemulsificador foi de 17 minutos; o tempo médio de ultra-som total gasto foi de 8 segundos, excluindo-se os 4 olhos nos quais não foi necessário o uso de ultra-som, o tempo médio passou para 9,3 segundos. As únicas complicações encontradas foram uma ruptura de cápsula posterior e a necessidade de conversão de técnica, todas ocorridas nos casos iniciais. Conclusão: A técnica de nucleodissecção circunferencial revelou-se uma opção de fácil aprendizado com resultados iniciais animadores. |
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005 Objetivos: Avaliar as crianças com catarata do ambulatório de oftalmologia do Hospital Geral de Fortaleza de janeiro de 1999 a março de 2003. Material e Métodos: Foram realizados estudos descritivos dos pacientes menores de 18 anos. O exame incluiu o do reflexo vermelho, biomicroscopia e oftalmoscopia indireta. Resultados: Avaliaram-se 66 pacientes de 1 mês a 13 anos, média 5,2 anos. Predominou o sexo masculino. A etiologia congênita foi a principal. O principal tipo foi à catarata total. Houve associação com malformações oculares e sistêmicas. Conclusões: O diagnóstico de catarata infantil está sendo feito muito tardiamente, prejudicando o tratamento de ambliopia que estes pacientes desenvolvem. |
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006 Objetivo: Examinar a posição das alças das lentes intra-oculares (LIOs) com fixação no sulco ciliar e analisar o envolvimento delas com outras estruturas intra-oculares, além de eventuais complicações. Materiais e Métodos: Este estudo foi realizado no Hospital de Olhos de Pernambuco e Fundação Altino Ventura, de forma prospectiva. Foram estudados 25 olhos de pacientes previamente afácicos. Os olhos com LIOS foram suturados através da fixação trans-escleral e examinados nos pós-operatório pela biomicroscopia ultra-sônica. Nove (36%) eram do gênero masculino e 16 (64%) do feminino. Doze (48%) cirurgias foram realizadas nos olhos direitos e 13 (52%) nos olhos esquerdos. A média de seguimento foi de 22,5 meses (DP= 15,35 meses). Resultados: A melhor correção visual no pós-operatório foi de 20/50 ou melhor em 52% dos olhos e 20/30 ou melhor em 40% dos olhos. Todas as alças foram localizadas nos 25 olhos. As posições das 50 alças foram determinadas. Observa-se que das 50 alças (25 LIOs), seis (12%) estavam localizadas no sulco escleral. Das 44 alças (88%) fora do sulco ciliar, 19 (43%) estavam posterior ao sulco ciliar e 11 (25%) estavam anteriores ao sulco ciliar. Comentários: Demonstrou-se através da biomicroscopia ultra-sônica que a técnica de fixação trans-escleral é um procedimento que dificulta a colocação das alças de lentes intra-oculares na sua posição adequada. |
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007 Introdução: As causas de miopia são aumento do comprimento axial, da curvatura corneana ou do cristalino, subluxação anterior do cristalino ou aumento do seu índice de refração (esclerose nuclear – EN). A EN pode ocorrer mais cedo em míopes. Relato de caso: NUC, 39 anos, masc, com baixa acuidade visual (AV) há 2 anos. Usava lentes corretivas desde 15 anos, com última refração há 3 anos (OD: -3,00 D e OE: -4,00 D). Negava trauma, inflamação ou cirurgia. Ao exame, AV sem correção: conta dedos a 1 metro em ambos os olhos (AO). Com correção: OD: -18,25 D, -2,00 Dcil. 95° e OE: -20,50 D, -2,00 Dcil. 30°, sua AV era 20/100p e 20/200 em OD e OE. Ceratometria e tonometria normais. A biomicroscopia, catarata nuclear 2+ a 3+/4 (LOCS-II), branco-amarelada, bilateral. Fundoscopia normal. Comprimento axial OD: 24,38 mm e OE: 24,33 mm. Pela fórmula SRK-T se chegou ao valor de +17,00 (const 118,50) em AO para deixá-los emétropes. Realizada facoemulsificação com implante da LIO em AO. Após 30 dias da segunda cirurgia, apresentava AV de 20/25 e 20/25 parcial, OD e OE, respectivamente, com correção de OD: -0,50 D, -0,75 Dcil. 165° (e. e. –1,00D) e OE: -0,75 D, -0,75 Dcil 70° (e. e. –1,25D). Conclusão: Apesar de mais comum em idosos, a catarata nuclear pode ser congênita ou ocorrer em míopes jovens. Paciente de 39 anos, com miopia simples, evoluiu em 2 anos com piora da AV, pelo surgimento de catarata nuclear em AO e aumento severo da miopia induzida pela EN, com curvatura corneana, comprimento axial e fudoscopia normais. Paciente recuperou a AV corrigida em AO, após cirurgias bem sucedidas, com baixa ametropia residual. |
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008 Objetivo: Demonstrar a importância da ultra-sonografia ocular como método diagnóstico e prognóstico no pré-operatório de catarata, na visibilização de alterações não detectáveis ao exame clínico. Materiais e Métodos: O exame de ultra-sonografia foi realizado em 200 olhos de 200 pacientes nos quais era inviável o exame de fundo de olho antes da facectomia. Uma semana após a cirurgia, a oftalmoscopia binocular indireta foi realizada. Resultados: A idade média dos pacientes foi 62 anos com 53% de homens e 47% de mulheres. A catarata senil foi o tipo mais encontrado com 86% dos casos, seguida pela catarata traumática com 8%, secundária a inflamação ocular com 4% e congênita com 2% dos casos. No que se refere aos achados ecográficos, 44% dos olhos não apresentaram alterações, 24%, apresentaram alterações vítreas, 23,5%, descolamento do vítreo posterior, 4%, descolamento de retina, 2%, aspecto de atrofia retiniana localizada, 2%, sugestivos de escavação papilar aumentada e 0,5% apresentou aumento da espessura coriorretiniana. O exame fundoscópico realizado após a cirurgia, confirmou a maioria das alterações diagnosticadas pela ecografia. Conclusão: A ecografia é um método indispensável no pré-operatório da cirurgia de catarata por se tratar de um exame fácil, barato e confiável no sentido de identificar possíveis alterações não visibilizadas ao exame fundoscópico, melhorando o prognóstico pós-cirúrgico. |
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009 Objetivo: Avaliar a predizibilidade da fórmula SRK/T na cirurgia de facoemulsificação. Material e Métodos: Estudo prospectivo envolvendo 43 pacientes com catarata nuclear submetidos à cirurgia de facoemulsificação. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião com a lente intra-ocular implantada no saco capsular. O erro refracional após 30 dias de pós-operatório foi comparado ao erro refracional programado calculado pela biometria utilizando a fórmula SRK/T. Resultados: O comprimento axial dos pacientes variou de 21,73mm a 24,28mm. A média das refrações programadas foi de -0,426D e do equivalente esférico pós-operatório foi de -0,165D. Trinta e dois pacientes (86%) apresentaram um erro biométrico de até ±1,00D. A diferença entre o erro refracional obtido e o programado apresentou uma discreta tendência hipermetrópica (0,260 ± 0,748 D p=0,052). Conclusão: A fórmula SRK/T demonstrou uma boa predizibilidade para o cálculo de lente intra-ocular em olhos com comprimentos axiais médios. |
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010 Objetivo: Analisar os resultados dos dois Mutirões de Catarata realizados pela Residência Médica em Oftalmologia da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), no ano de 2002. Material e Métodos: Foram atendidos 1188 pacientes nos dois mutirões (790 no primeiro e 398 no segundo), submetidos a um fluxograma de atendimento (avaliação oftalmológica e clínica) para cirurgias de catarata, os dados obtidos foram catalogados e analisados (sexo, idade, acuidade visual, tonometria, complicações). Resultados: Quanto ao sexo (50% masculino e 50% feminino) e tonometria (11 mmHg) não houve diferenças. A média de idade dos pacientes atendidos foi de 53,9 anos no primeiro e 48,6 anos no segundo, e dos operados 66,7 anos e 67,1 anos. A acuidade visual dos atendidos foi 0,6 em ambos, porém dos operados observamos uma diferença, sendo de 0,1 no primeiro e de 0,3 no segundo. As complicações foram principalmente às perdas vítreas sendo 7 e 3, respectivamente. Do total de pacientes atendidos no primeiro mutirão, 16% tiveram diagnóstico de catarata, e no segundo 21%. Conclusão: Pode-se concluir que projetos assistenciais comunitários promovem uma maior facilidade de acesso da população ao tratamento e contribui para reabilitação de deficientes visuais na região implantada, tendo seus resultados ampliados a cada novo evento. |
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011 Objetivos: Comparar as técnicas "stop-and-chop" e "quick-chop" de facoemulsificação. Métodos: Quarenta e três pacientes com catarata moderada foram submetidos a facoemulsificação com as técnicas "stop-and-chop" (grupo 1) ou "quick-chop" (grupo 2). Parâmetros de ultra-som e contagem endotelial pré e pós-operatória foram analisados. Resultados: Grupo 2 teve tempo equivalente de facoemulsificação (TEF) mais curto (0,47 ± 0,33s no grupo 2 e 5,05 ± 2,42s no grupo 1; p<0,001). Houve uma diminuição na contagem endotelial em ambos os grupos (p<0,001), mas nenhuma diferença foi encontrada entre os grupos (p=0,396). Conclusão: A técnica "quick-chop" de facoemulsificação utilizou menor TEF e ambas as técnicas causam dano endotelial similar quando realizadas por um cirurgião experiente. |
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012 Objetivo: Comparar complicações pós-operatórias de três diferentes técnicas cirúrgicas para correção da catarata. Métodos: Foram avaliados 401 olhos operados por um mesmo cirurgião durante o Mutirão da Cirurgia de Catarata/2001 no Hospital Petrópolis de Porto Alegre e Hospital São Lucas da PUC-RS, sendo seguidos pelo período máximo de seis meses utilizando lâmpada de fenda (Burton 2000), Tonometria de aplanação de goldmann e oftalmoscopia indireta. Resultados: A incidência de hifema, edema de córnea, opacificação da cápsula posterior na técnica de extração extracapsular do cristalino (EECC) foram respectivamente 5,8%, 13,5% e 10,6%. Na técnica de facoemulsificação e Mini-Nuc foram 6,3% e 2,6% de edema de córnea respectivamente; 7,7% e 6,1% de opacificação da cápsula posterior respectivamente; e 2,6% de hifema na técnica de Mini-Nuc. Não evidenciou-se hifema na técnica de facoemulsificação. Conclusão: As técnicas de facoemulsificação e Mini-nuc são menos predispostas a complicações quando comparadas a extração extracapsular do cristalino (EECC). |
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013 Objetivos: Através de estudo retrospectivo de pacientes operados de catarata em hospital universitário, procuramos conhecer características biométricas encontradas em nosso meio, fazendo um levantamento das seguintes medidas e valores: curvatura corneana (através de ceratometria), comprimento axial do olho (pela ecobiometria) e grau da lente intra-ocular implantada. Estes últimos dados podem ser úteis para racionalizar a aquisição de um estoque de lentes disponíveis nos almoxarifados de hospitais. Casuística e Métodos: Analisados 128 pacientes adultos, acima de 40 anos de idade, operados seqüencialmente de catarata durante dois meses (no período de 22/09 a 21/11/1998). Verificou-se sexo, idade, ceratometria (em dioptrias), comprimento axial do olho (em milímetros) e o grau das lentes implantadas (calculadas pela fórmula SRK II, com a constante 118,3). Resultados: Nossos pacientes tinham idade média de 67 anos. Houve ligeiro predomínio de pacientes do sexo feminino. Análise da curvatura anterior da córnea: olho direito: Km de 43,64 D e olho esquerdo: Km de 44,70 D. Média do comprimento axial dos dois olhos: 22,76 mm. O grau médio das lentes intra-oculares implantadas (constante 118,3), foi de + 22,25 D. Conclusões: A curvatura média das córneas que analisamos, responsável pelo poder dióptrico, é muito semelhante aos valores apresentados por outros autores, mas o comprimento axial médio dos olhos de nossa amostra apresentou valores um pouco menores. Com relação aos graus das lentes implantadas, com constante 118,3, variaram de 17 a 28 D, sendo esta uma faixa interessante para manter em estoque em almoxarifados de hospital. |
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014 Objetivo: Descrever e avaliar a eficácia do Nd:YAG laser em crianças pseudofácicas. Material e Métodos: Foram estudados prospectivamente 24 olhos de 22 pacientes pseudofácicos no Serviço de Catarata Congênita da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, no período de junho de 2001 a março de 2003, com opacidade da cápsula posterior, submetidos a capsulotomia posterior com Nd:YAG laser. Analisamos a idade na cirurgia, tipo de cirurgia, tipo e localização da LIO, tempo entre a cirurgia e a opacidade capsular posterior, o número de sessões, energia utilizada, lateralidade, a acuidade visual pré e pós Yag. Resultados: Todos os 24 olhos pseudofácicos foram submetidos a capsulotomia com Nd:Yag laser. Destes, 4 (16,6%) apresentavam LIO acrílica, 18 (75%) de PMMA. Sendo 12 LIOs no saco capsular e nove no sulco ciliar. A energia foi de 0,8mJ a 2mJ por disparo, total de 100mJ por sessão. A utilização do Nd:Yag laser foi eficiente em 22 (91,6%) olhos. Em 2 (8,3%) olhos houve necessidade de capsulotomia cirúrgica. Conclusão: A capsulotomia com Nd:Yag laser mostrou ser uma boa opção para a obtenção da transparência do eixo visual e melhora da qualidade visual em crianças pseudofácicas. |
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015 Objetivo: Analisar o dano endotelial corneano causado na cirurgia de catarata utilizando-se procedimento de facoemulsificação com técnica "quick shop" e implante de lente intra-ocular. Material e Métodos: Foram avaliados 20 olhos randomizados em pacientes com diagnóstico de catarata senil. No pré-operatório entre outros exames, foi avaliada a microscopia especular de cada paciente. Todos foram submetidos à cirurgia de catarata pelo procedimento de facoemulsificação e técnica de "quick shop" com anestesia tópica e sedação pelo mesmo cirurgião. Foi avaliada a perda endotelial com uma microscopia especular de controle no 90º pós-operatório. Resultado: O índice de perda endotelial registrado no trabalho foi de 8,46%. Conclusão: O índice alcançado está dentro dos padrões registrados na literatura, diretamente ligada a habilidade cirúrgica do profissional. |
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016 Objetivo: Avaliar aspectos clínicos e econômicos da cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação (FACO), quando comparada à técnica de extração extracapsular do cristalino (EECP) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Métodos: Estudo prospectivo em que foram selecionados consecutivamente 162 pacientes, portadores de catarata senil, atendidos em projetos comunitários para identificação e posterior tratamento da catarata (Projetos-Catarata), que atenderam aos critérios de inclusão para o estudo. Esses projetos foram realizados pelo HCFMUSP, entre outubro de 2001 e junho de 2002. Os pacientes selecionados foram randomizados para comporem dois grupos, que seriam submetidos à cirurgia de catarata pela técnica de FACO e de EECP. Resultados: Nas condições do estudo, a técnica de FACO permitiu o uso de anestesia tópica, reduziu o número de retornos e o tempo de duração do período pós-operatório. A utilização da FACO, no HCFMUSP, tornou a cirurgia mais rápida, otimizou o centro cirúrgico e apresentou vantagens econômicas para o hospital. Conclusão: No tocante às condições do HCFMUSP, os custos totais da cirurgia de catarata mediante a técnica de FACO são maiores do que os custos com a técnica de EECP. Além disso, a remuneração efetuada pelo Sistema Único de Saúde para a cirurgia por FACO confere maiores vantagens econômicas ao HCFMUSP do que a cirurgia por EECP. Ressalte-se que o modelo de avaliação sócio-econômico desenvolvido nesse estudo pode servir de embasamento para pesquisas semelhantes. |
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017 Objetivo: Avaliar a capacidade de otimização do centro cirúrgico, para a realização de cirurgias de catarata, com a utilização do pacote cirúrgico pré-montado, quando comparado com a seleção individual dos insumos necessários para a cirurgia, no Centro Cirúrgico Ambulatorial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (CCA-HCFMUSP). Métodos: Estudo prospectivo em que foram analisadas 60 cirurgias de catarata por facoemulsificação, avaliando-se o tempo necessário para o preparo da sala cirúrgica antes do início da cirurgia e para a remoção dos materiais utilizados após a realização da mesma, com a utilização do pacote cirúrgico pré-montado e com a separação individual dos insumos necessários. Avaliar a percepção da equipe de enfermagem a respeito do pacote pré-montado. Resultados: Nessa pesquisa, o tempo médio necessário, antes da cirurgia, para o preparo da sala cirúrgica e, após a cirurgia, para remoção dos materiais utilizados, nos procedimentos que utilizaram o pacote pré-montado foi de aproximadamente seis minutos e treze segundos, enquanto que nas cirurgias que utilizaram a seleção individual dos insumos necessários foi de aproximadamente oito minutos e quatro segundos. Estima-se que a eficiência do CCA seja 6,7% maior quando o pacote cirúrgico pré-montado é utilizado, quando comparado à seleção individual dos insumos necessários. Conclusão: No tocante às condições do HCFMUSP, a utilização do pacote pré-montado para a cirurgia de catarata contribuiu significantemente para a otimização do CCA. A utilização rotineira do pacote cirúrgico pré-montado confere vantagens operacionais para a equipe de enfermagem do CCA-HCFMUSP. |
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018 Objetivo: Relatar um caso infreqüente de bolsa conjuntival filtrante pós-cirurgia de catarata, a conduta realizada, bem como apresentar uma breve revisão bibliográfica de casos semelhantes na literatura. Material e Método: Relato de caso. Resultado: E.M.S., 81 anos, sexo masculino, casado, aposentado, natural e residente em Belo Horizonte - MG. Procurou o HSG-UFMG com quadro de lacrimejamento e desconforto ocular há cerca de 28 dias, associado ao aparecimento de uma lesão superior no olho direito. Na história pregressa o paciente referia cirurgia de catarata, no OD, feita pela técnica extracapsular, no próprio HSG-UFMG há 4 anos. Ao exame oftalmológico paciente apresentava bolsa conjuntival elevada na região nasal superior, de cerca de 8,00mm x 5,00 mm de extensão, córnea transparente, câmara anterior média, íris eutrófica, e pseudofacia. A pressão intra-ocular do OD era de 10 mmHg e do OE de 15 mmHg às 09:20. A biomicroscopia ultra-sônica revelou a presença de um espaço anecóico cístico subconjuntival, comunicando-se com a câmara anterior através de um pequeno trajeto intra-escleral. Paciente foi submetido a um procedimento de crioterapia diretamente sobre a lesão conjuntival evoluindo com redução importante da bolsa e melhora dos sintomas. Conclusão: Baseado nos trabalhos apresentados na literatura o aparecimento de bolsa filtrante é uma complicação infreqüente. Não se deve menosprezá-las, pois, podem levar a graves complicações. Deve-se ter conhecimento desta complicação relacionada à cirurgia de catarata, assim como das diversas formas de tratamento. A biomicroscopia ultra-sônica pode ser utilizada como uma importante ferramenta no estudo das bolsas filtrantes. A crioterapia se mostrou um procedimento simples, seguro e eficaz no tratamento da bolsa filtrante. |
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019 Introdução: Os autores realizaram um estudo estatístico na intenção de comparar a evolução do atendimento dos pacientes encaminhados para realização de cirurgia de catarata, durante os três últimos anos de participação da Clinica Oftalmológica Teixeira Pinto na Campanha Nacional de Cirurgia de Catarata. Objetivo: O referido trabalho tem como objetivo avaliar quantitativamente as variáveis estatísticas e a evolução do atendimento nos anos de 2000, 2001 e 2002. Identificando possíveis falhas e pontos positivos e negativos. Material e Métodos: A coleta de dados foi feita por meio da análise do protocolo de identificação e do prontuário dos pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde do DF. Dados considerados: idade, sexo, naturalidade, tempo de espera para a cirurgia, acuidade visual, fundoscopia, biometria e tipo de cirurgia realizada. Dados considerados somente para pacientes operados. Conclusões: Com os resultados obtidos na análise dos diversos dados foi possível comparar a evolução destes três anos de participação na Campanha Nacional de Cirurgia de Catarata. |
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020 Introdução: Cataratas polares anteriores (CPA) piramidais são opacidades cônicas que se projetam para a câmara anterior a partir da cápsula anterior do cristalino. Na grande maioria dos pacientes a opacidade permanece aderida e estável durante toda a vida. O objetivo deste trabalho é documentar uma manifestação incomum das CPA piramidais: a deiscência espontânea das pirâmides para a câmara anterior causando descompensação endotelial e edema corneal bilateral. Relato do caso: Paciente feminina, de 66 anos, branca apresentava edema corneal localizado inferiormente no olho direito associado à lesão nodular branco-esclerótica compatível com a pirâmide anterior da CPA que era observada. O olho esquerdo apresentava edema corneal difuso intenso e presença de uma CPA com a região piramidal deslocada para a câmara anterior. Comentários: A pirâmide anterior pode permanecer inabsorvida na câmara anterior por longo período pois é composta de tecido colágeno denso. Isto causa perda endotelial progressiva e edema corneal e deve ser considerado indicação de remoção cirúrgica da CPA e de seu fragmento. Ressalta-se, também, a importância do bom senso no julgamento das CPA, considerando-se tamanho da opacidade, simetria das opacidades e componente cortical associado, na tentativa de se evitar ambliopia. |
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021 Objetivos: Analisamos prontuários de pacientes operados de catarata, buscando um perfil dos principais problemas médicos encontrados, dos exames mais solicitados pelo Serviço e as alterações laboratoriais e clínicas mais comuns. Casuística e Métodos: O grupo foi constituído por 128 pacientes facectomizados sob anestesia local, durante um período de 2 meses. Levantamos sexo, idade, antecedente pessoal, diagnósticos feitos por avaliação clínica e laboratorial pré-operatória, classificação do risco anestésico-cirúrgico (ASA), avaliação de vários parâmetros laboratoriais como hemograma completo, coagulograma, uréia, creatinina, glicemia, sódio, potássio e urina rotina e evolução clínica e oftalmológica pós-operatória. Resultados: A faixa etária variou entre 40 e 92 anos e houve predomínio do sexo feminino. Analisamos em conjunto os antecedentes pessoais relatados pelos pacientes e os diagnósticos feitos após avaliação clínica do risco cirúrgico e laboratorial pré-operatória. 50% dos pacientes relatavam hipertensão arterial sistêmica (HAS) e 13% diabetes mellitus (DM). A HAS foi responsável por 77% dos diagnósticos dos exames pré-operatórios e 15,8% foi de DM. Quanto ao risco cirúrgico, 31,1% dos pacientes foram considerados ASA 1 e 63% ASA 2. Os exames solicitados estavam dentro dos valores de referência em 91% dos casos e 9% apresentaram alteração, o que não motivou o cancelamento da cirurgia. A maioria dos pacientes foi operada sem intercorrências pré-operatórias e foi baixo o índice de complicações clínicas pós-operatórias. Conclusões: As informações dos pacientes e os achados dos exames tiveram forte correlação e a maioria dos pacientes tem baixo risco para a anestesia proposta. Novos estudos poderão orientar uma maneira mais racional, ágil e menos onerosa de preparar pacientes para as facectomias. |
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022 Objetivos: Demonstrar as complicações pós-operatórias mais freqüentes da facectomia extra-capsular com implante de LIO feita através de incisão escleral tunelizada durante o ano de 2002 no HU/UNOESTE. Pacientes, materiais e Métodos: Realizou-se estudo observacional retrospectivo dos prontuários dos pacientes (40 a 90 anos) submetidos a facectomia extra-capsular com implante de LIO através de incisão escleral tunelizada durante o ano de 2002. Foram avaliadas as principais complicações no pós-cirúrgico correlacionando sexo e idade. Resultados: A faixa etária mais submetida à cirurgia foi de 70-79 anos (57 cirurgias, 42,85%). Em relação às complicações não houve diferenças entre as idades e os sexos, e 59 cirurgias (44,36%) não tiveram complicações. As complicações mais freqüentes foram: uveíte anterior (29%); edema de córnea (24%), corectopia (20%), atrofia de íris (7%) e outras (7%). Conclusões: A catarata é mais freqüente na faixa etária de 70-79 anos e por isso o número de complicações também é maior. Por se tratar de hospital escola, o número de complicações foi reduzido e as complicações mais graves, contornáveis em todos os casos. |
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023 Introdução: Lenticone anterior bilateral está relacionada com a síndrome de Alport em mais de 90% dos casos. Esta síndrome é uma doença progressiva e hereditária que acomete os rins e os sistemas visual e auditivo. Relato do caso: Paciente de 28 anos com diminuição da acuidade visual progressiva, já com diagnóstico prévio de síndrome de Alport. Apresentava lenticone anterior bilateral, sendo que em OD havia ruptura da cápsula anterior do cristalino e catarata polar anterior. Discussão: A síndrome de Alport é uma doença hereditária que afeta o colágeno da membrana basal celular. Seu diagnóstico é feito através da presença de 3 dos 4 seguintes critérios: história familiar positiva, surdez neurossensorial progressiva, anomalias oculares características e provas ultra-estruturais de alterações glomerulares. As alterações oculares mais freqüentes são: lenticone anterior, catarata polar anterior, catarata cortical ou subcapsular anterior ou posterior, esferofacia e distrofia corneana polimórfica. Raramente observa-se a combinação de lenticone anterior e posterior. O lenticone anterior está associado com uma diminuição do número de células epiteliais e afinamento da cápsula anterior do cristalino. Lenticone posterior é uma condição rara. Na retina pode-se observar manchas retinianas amareladas perimaculares. Estudos eletrofisiológicos e a angiofluoresceínografia são normais. Geralmente a transmissão é dominante e ligada ao X. Observam-se mutações no gene COL4A5 do cromossomo X, que codifica a cadeia 5-alfa do colágeno tipo IV. Achados ultra-estruturais incluem: múltiplas roturas lineares no centro, geralmente verticais, localizadas nos 2 terços internos da cápsula, e a presença de material conectivo e vacúolos. Atualmente vários pacientes com lenticone anterior já foram submetidos à extração cirúrgica do cristalino transparente e implante de lente intra-ocular, com ótimos resultados. |
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024 Objetivo: Avaliar o efeito da posição do pedículo e da espessura da placa de profundidade sobre a sensibilidade corneana (SC) após LASIK para baixa miopia. Métodos: Um estudo prospectivo avaliou 40 olhos de 40 pacientes submetidos à cirurgia de LASIK para corrigir miopia entre –1,00 e –2,50 D. A SC foi medida antes e após cada mês da cirurgia, até a recuperação dos valores pré-operatórios. A SC foi medida utilizando-se o estesiômetro de Cochet-Bonnet nas regiões central, temporal, inferior, nasal e superior do disco corneano. Para a confecção do disco, utilizou-se o microceratótomo ACS, que cria um pedículo nasal (PN) com placas de profundidade de 130 ou 160µm e o microceratótomo Hansatome, que cria um pedículo superior (PS) com placas de 160 ou 180µm. Os olhos foram divididos em quatro grupos de acordo com a posição do pedículo e da espessura da placa (EP) utilizada: Grupo 1, PN e EP de 130µm; Grupo 2, PN e EP de 160µm; Grupo 3, PS e EP de 160µm; Grupo 4, PS e EP de 180µm. Resultados: A SC retornou aos níveis pré-operatórios após 3,3 (± 0,48), 4,3 (± 0,48), 5,4 (± 0,84) e 6,1 (± 1,10) meses, respectivamente nos grupos 1, 2, 3 e 4. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas entre todos os grupos, exceto entre os grupos 3 e 4. Em todos os grupos, a recuperação da SC ocorreu lenta e gradualmente, apresentando-se sempre maior na região do pedículo; a área central foi à última a recuperar os níveis pré-operatórios. Conclusões: A posição do pedículo e a espessura da placa, parecem ser fatores importantes na redução temporária e na recuperação da SC após a cirurgia de LASIK para baixa miopia. Os grupos com pedículo nasal, apresentaram recuperação mais rápida. Correlação positiva foi encontrada entre a espessura da placa e o tempo gasto para a recuperação da SC. |
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025 Objetivos: Determinar a segurança, eficácia, previsibilidade e estabilidade da técnica “laser in situ keratomileusis” (LASIK), três anos após a cirurgia, para a correção de alta anisometropia em crianças, para as quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. Métodos: Nove olhos de nove pacientes, três do sexo masculino e 6 do sexo feminino, com idade média de 11,5 anos (variando de 8 a 15 anos), foram submetidos à técnica LASIK utilizando-se o excimer laser Chiron Technolas 217-C. O tempo mínimo de seguimento foi de 36 meses. Resultados: Três anos após o LASIK, a acuidade visual sem correção (AVSC) melhorou pelo menos 5 linhas em todos os olhos; cinco olhos (55,5%) apresentavam AVSC de 20/50 ou melhor. Seis olhos (66,6%), apresentavam acuidade visual com correção (AVCC) de 20/50 ou melhor e cinco olhos (55,5%) ganharam pelo menos 1 linha na AVCC. Devido a ambliopia, nenhum olho apresentou AVSC de 20/20 ou melhor. A média do equivalente esférico pré-operatório foi reduzida de -7,66 (± 3,75) D para -1,02 (± 1,26) D e a do astigmatismo, de -3,11 (± 2,09) D para -0,75 (± 0,25) D. A maior anisometropia encontrada foi de 1,5 D. Conclusões: Após três anos de seguimento, a técnica LASIK parece ser uma opção segura e eficaz na correção de alta anisometropia em crianças entre 8 e 15 anos de idade, para os quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. A progressão do erro refracional relacionada à idade não impediu o uso da correção visual adequada. |
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026 Objetivo: Avaliar alterações, após uso repetido, na borda e superfície de corte de lâminas de 2 modelos de microceratótomos (Moria® e Hansatome®), através de fotografias por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Métodos: Dois grupos de sete lâminas de cada uma das marcas, utilizadas de zero a seis vezes, foram fotografadas por MEV. As imagens foram analisadas quanto ao desgaste e a presença de depósitos na superfície. Resultados: Na série de lâminas de Moria®, observa-se uma tendência marcante ao acúmulo de depósitos sobre a superfície após usos repetidos. Já no grupo de Hansatome®, o intenso desgaste do material, com denteamento da borda cortante, foi o ponto de destaque. Conclusões: A reutilização das lâminas de microceratótomos provoca alterações relevantes na sua qualidade, com possíveis implicações na qualidade da cirurgia refrativa. |
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027 Objetivo: Avaliar o tamanho pupilar de acordo com sexo, idade e ametropia. Material e Métodos: Foram avaliados 80 pacientes, 56 mulheres e 24 homens. Dois subgrupos foram considerados: de acordo com a idade: 7-20 anos; 21-40 anos; > 40 anos, e de acordo com a ametropia: hipermétropes e míopes. Foram excluídas doenças sistêmicas. O diâmetro pupilar foi medido usando o pupilômetro do campímetro de Goldmman. As medidas foram feitas por três examinadores em duas intensidades luminosas 1000asb e 700asb. O fotômetro GessenLunaSIX e fotômetro de Goldmman foram utilizados para calibrar a intensidade luminosa. Resultados: O diâmetro pupilar médio foi de 4,18±1,13 (700 asb) e 3,90±1,07 (1000asb). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes no diâmetro pupilar de acordo com o sexo. A diferença média da pupila entre homens e mulheres de 7-20 anos foi de 0,32 (p < 0,31). Na faixa etária de 21-40 anos foi de 0,89 (p<0,08) e entre homens e mulheres acima de 40 anos foi 0,02 (p<0,93). Hipermétropes entre 7-20 anos apresentaram diâmetros pupilares maiores quando comparados com hipermétropes de outra faixa etária e pacientes míopes. Conclusão: Pacientes com idade maior que 40 anos tem diâmetro pupilar menor. Não foi encontrada diferença significante entre sexos. Este estudo mostrou diferença no tamanho da pupila quando hipermetropia e idade foi considerada. Este estudo sugere que a cirurgia refrativa em pacientes acima de 40 anos teria um resultado mais satisfatório em termos de qualidade visual, já que esses pacientes apresentam pupila de menor tamanho e portanto com menor número de aberrações. |
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028 Objetivo: Avaliar a recuperação visual pós-LASIK com Excimer Laser Ladarvision 4000. Métodos: Trata-se de série de casos de 38 olhos de 21 pacientes operados com Excimer Laser Ladarvision 4000. A técnica operatória utilizada foi o LASIK para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia. O microcerátomo utilizado foi o SKBM. A acuidade visual não-corrigida (AVNC) foi mensurada através da tabela de Snellen no primeiro pós-operatório e um mês após o procedimento. Resultados: Do total de olhos, 39,5% obtiveram AVNC de 20/20 ou melhor, 57,9% 20/25 ou melhor e 81,5% apresentaram 20/40 ou melhor nas primeiras 24 horas. Vinte e cinco olhos foram avaliados trinta dias após a cirurgia e contatou-se que 56% apresentavam AVNC de 20/20 ou melhor, 72% 20/25 ou melhor e 88% 20/40 ou melhor. Conclusão: A recuperação visual pós-LASIK dos pacientes operados com esse equipamento é rápida e satisfatória, permitindo independência visual nas primeiras 24 horas e com uma acuidade visual de até duas linhas da pré-operatória corrigida em aproximadamente 81% dos casos. |
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029 Introdução: A ceratite infecciosa é uma das mais graves complicações pós-operatórias da cirurgia refrativa atual. Os autores relatam um caso incomum de ceratite fúngica no pós-operatório precoce da ceratectomia fotorrefrativa (PRK). Relato do caso: Paciente masculino, de 35 anos, trabalhador da indústria madeireira, foi submetido a PRK em ambos os olhos, sem intercorrências, com diferença de 3 dias entre cada procedimento. No 5º dia de pós-operatório do segundo olho operado foi observada uma úlcera paracentral de 3,5 x 3,5 mm e aspecto branco-acinzentado com bordas infiltradas em forma de dedos de luva. Na microscopia do raspado corneano foram observadas hifas hialinas septadas. As culturas foram negativas. O tratamento foi iniciado com natamicina 5% e anfotericina 0,15% tópicos e cetoconazol oral 400mg/dia, com resolução completa da lesão após 6 semanas, persistência de fibrose subepitelial de 2+ e acuidade visual de 20/40 sem correção. Comentários: O defeito epitelial causado pelo procedimento, associado ao uso pós-operatório de corticosteróides e de lentes de contato, aumenta o risco de ceratite infecciosa. A origem da infecção fúngica em nosso paciente parece ter relação com seu ambiente de trabalho, já que se sabe da presença de fungos em material orgânico como madeira, solo, plantas e vegetais. O aspecto biomicroscópico da úlcera e a história de contato com material orgânico foram fatores que facilitaram o diagnóstico já no 5º dia do pós-operatório, com instituição precoce da terapia. O acompanhamento cuidadoso no pós-operatório precoce e a orientação do paciente quanto a sinais e sintomas de infecção e quanto à exposição a possíveis contaminantes ambientais são de grande importância para o sucesso da cirurgia fotorrefrativa, evitando complicações graves como a ceratite infecciosa. |
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030 Objetivo: Descrever as características do uso de correção óptica entre estudantes de medicina do estado de Pernambuco. Método: Foi realizado um estudo transversal através de questionário de auto-aplicação com 879 acadêmicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) abrangendo todos os períodos do curso médico. Resultados: Sessenta e três por cento dos estudantes usam algum tipo de correção, sendo a maioria (67,9%) exclusivamente óculos e, apenas 0,9% realizaram cirurgia refrativa. A média de idade para início do uso da correção foi de 13,59 anos. O principal motivo do uso exclusivo de óculos foi a comodidade (55,6%) e do uso de lentes de contato foi o estético (69,4%), sendo mais freqüente entre as mulheres. O tipo de lente preferido foi a gelatinosa descartável (68,8%). Dos que já usaram lentes no passado, a causa mais comum do abandono foi a pouca comodidade (55,1%). Foi visto que 52% não desejam mudar de correção óptica, principalmente entre os que usam lentes (85,2%), mas se a cirurgia refrativa fosse gratuita, grande parte dos usuários de lentes se submeteriam a ela (45,1%). Os motivos mais citados para não aceitação da cirurgia refrativa foram o pequeno grau de correção óptica (41,7%) e a incerteza dos resultados (23,7%). Conclusão: Os autores sugerem uma melhor divulgação da cirurgia refrativa no meio acadêmico. |
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031 Objetivo: Descrever o caso de um paciente com distrofia endotelial de Fuchs submetido à ceratoplastia lamelar endotelial profunda. Material e Métodos: Relato de caso. Paciente masculino de 72 anos com queixa de diminuição progressiva da acuidade visual em ambos os olhos. Ao exame apresentava acuidade visual com correção de movimentos de mão no olho direito e conta dedos a 3 metros no olho esquerdo; à biomicroscopia apresentava edema estromal corneano de intensidade leve a moderada secundário à distrofia endotelial de Fuchs, pior no olho direito; escavação de 0,4 em ambos os olhos e fundo miópico; paquimetria central revelou espessura de 652µ no olho direito. O paciente foi submetido à ceratoplastia lamelar endotelial profunda no olho direito. Resultados: Após o procedimento, o paciente apresentou melhora da acuidade visual do olho em questão (20|200 com estenopeico), superfície ocular sem defeito epitelial, com botão endotelial bem posicionado, sem edema corneano; quadro ceratométrico muito semelhante ao do pré-operatório e com paquimetria central de 527µ no 20° pós-operatório. Conclusões: Pacientes com indicação de transplante de córnea por disfunção endotelial (distrofia endotelial de Fuchs ou ceratopatia bolhosa do pseudofácico) podem ser submetidos a uma nova técnica de transplante - ceratoplastia lamelar endotelial profunda, ficando isentos das complicações com suturas como astigmatismos altos e irregulares, infecções e neovascularizações, apresentando quadro ceratométrico e refracional mais estável e com recuperação pós-operatória mais rápida. |
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P 032 Objetivo: Apesar dos avanços ocorridos nas últimas décadas, os transplantes de limbo ainda representam um dos grandes desafios da oftalmologia atual, razão pela qual objetivamos descrever e discutir, no presente trabalho, 4 pacientes submetidos a transplante de limbo acompanhados em nosso Serviço. Material e Métodos: Através de revisão de prontuários e acompanhamento clínico, coletamos os dados necessários para a descrição dos 4 casos que serão aqui apresentados. Resultado: São descritas as condutas adotadas no manejo dos 4 pacientes submetidos a transplante de limbo acompanhados em nosso Serviço. Também revisamos e comentamos brevemente a literatura acerca dos transplantes limbares. Conclusão: Dada a existência de diferentes modalidades de Tx limbar, a escolha entre uma ou outra técnica dependerá de diversos fatores, como a extensão do defeito limbar, enquanto o sucesso pós-operatório depende, dentre outros fatores, das condições prévias de lubrificação ocular (qualitativa e quantitativamente) e do grau de isquemia da região limbar receptora. Finalizando, acreditamos que os casos apresentados ilustram, em parte, o desafio que estes procedimentos representam e contribuem com a comunidade médica ao somar informações acerca de tal modalidade terapêutica. |
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P 033 Objetivo: O trabalho consiste de relato de um caso de hidropisia aguda em uma criança de oito anos de idade com ceratocone, além de considerações acerca da fisiopatologia, prognóstico, evolução e conduta frente a esse diagnóstico. Relato do caso: Os autores relatam o caso de um paciente masculino, de oito anos, que foi trazido ao pronto socorro do Hospital Oftalmológico de Sorocaba após aparecimento súbito de mancha branca em olho direito. Após avaliação clínica, confirmou-se o diagnóstico de hidropisia aguda decorrente de ceratocone, através de topografia corneana. O olho contralateral não apresentou alterações clínicas e topográficas sugestivas de ceratocone. A lesão evoluiu com opacificação corneana difusa e comprometimento severo da acuidade visual. Conclusão: O caso descrito, com envolvimento ocular unilateral e avançado, especialmente antes da puberdade, constitui forma de apresentação incomum do ceratocone. |
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P 034 Objetivo: Análise do transplante penetrante de córnea realizadas no Hospital de Olhos de Londrina - PR, após a implantação do programa nacional de transplantes no Brasil, como o número de transplantes realizados, tempo de espera na lista de transplante, bem como as médias etárias, índice de sucesso, rejeição e falência dos transplantes. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, através da análise dos prontuários dos pacientes do ambulatório, serviço do Sistema Único de Saúde do Hospital de Olhos de Londrina, que foram submetidos ao transplante penetrante de cónea. Foram analisadas 96 cirurgias de 90 pacientes, de um total de 108 realizadas no período de janeiro de 1999 a junho de 2002. Resultados: Os casos foram distribuídos segundo as categorias diagnósticas proposta por Linquist, e as principais indicações foram: ceratocone (34,3%), leucoma (22,9%), ceratopatia bolhosa (14,6%) e retransplante (13,5%). A média de idade foi de 44,6 anos, mínimo de 9 e máximo de 82 anos. O sexo masculino representou 53,1% dos pacientes e o feminino 46,9. Os números totais de transplantes por ano foram 9, 26, 33 e 28 nos anos de 1999, 2000, 2001 e 2002 respectivamente. O tempo médio de espera do transplante do ano de 2000, 2001, e até junho de 2002 foi respectivamente de 32; 9,9 e 7,6 meses. Conclusão: Observamos um decréscimo significativo do tempo de espera de transplante de córnea, bem como o aumento de número de cirurgias dos pacientes do ambulatório do Hospital de Olhos de Londrina, desde a implantação da Central Regional de Transplantes, resposável pela captação e distribuição de órgãos, evidenciando a efetividade do seu importante trabalho para a nossa comunidade. |
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P 035 Introdução: A ceratite marginal de Fuchs é uma rara doença caracterizada por episódios de exacerbações de infiltrado corneano periférico em adultos de meia idade. Nas áreas de ceratite recorrente há a tendência para formação de pseudopterígios. A acuidade visual geralmente não é muito afetada, pois a parte central da córnea é poupada. Objetivo: Esta publicação objetiva descrever a evolução de um caso de ceratite marginal de Fuchs, no qual houve progressão de pseudo-pterígeos atingido o eixo visual com conseqüente baixa de visão, além do tratamento proposto. Relato de Caso: A paciente foi acompanhada por 4 anos, tendo o pseudopterígio atingido o eixo visual e a paciente veio a apresentar catarata. Foi optado pelo tratamento cirúrgico, onde foi realizada a ressecção do pseudopterígio e transplante de membrana amniótica na área de esclera nua. Paciente evoluiu bem, estando no momento no 1º mês de pós-operatório, para posterior cirurgia de catarata. Conclusão: O procedimento cirúrgico nestes pacientes parece estar então indicado naqueles casos em que a ceratite marginal comprometa a visão e/ou resulte em úlceras com alto risco de perfuração, como foi o caso desta paciente. |
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036 Introdução: O colágeno XVIII é uma proteína da matriz extracelular encontrada nas membranas basais dos endotélios vasculares e epitélios do corpo. Na extremidade c-terminal dessa proteína, encontra-se a endostatina. Quando clivada, a endostatina funciona como um poderoso agente antiangiogênico. A neovascularização da córnea é decorrente de diversas patologias e é causa de rejeição de transplantes. A avascularidade da córnea é intrigante já que não existem barreiras contra a penetração dos vasos sangüíneos do limbo no estroma corneano. Objetivo: Determinar a expressão do colágeno XVIII/endostatina em córneas e correlacionar com a avascularidade dessa estrutura. Materiais e métodos: Foram coletadas 5 córneas recusadas para transplantes e 3 anéis periféricos de córneas doadoras após a retirada do botão central para transplante. Esses tecidos foram fixados usando metanol/dimetil sulfóxido a -20°C. O processamento obedeceu ao protocolo histológico padrão. Foi realizada imunomarcação para o colágeno XVIII usando anticorpo policlonal contra o colágeno XVIII/endostatina e as imagens foram analisadas em microscopia confocal. Resultados: O colágeno XVIII/endostatina foi encontrado na membrana basal do epitélio corneano além da membrana basal do endotélio dos vasos límbicos. Foi também encontrada, marcação puntiforme dispersa no estroma límbico ao redor dos vasos sangüíneos de todas córneas analisadas. Conclusão: As formações puntiformes de colágeno XVIII/endostatina encontradas ao redor dos vasos sangüíneos do limbo sugerem que essa proteína esteja mantendo a avascularidade da córnea. O Colágeno XVIII/Endostatina estaria formando uma proteção biológica contra a vascularização corneana. Tal fato é de grande interesse já que, no futuro, um inibidor da degradação dessa proteína pode ser usado contra a vascularização da córnea. |