Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 66 - fascículo 3
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

Preliminary results of a high-resolution refractometer using the Hartmann-Shack wave-front sensor–Part I
Autores: Luis Alberto Carvalho, Antonio Carlos Romao, Marcos Stefani, Luiz Antonio Carvalho, Jarbas Caiado de Castro, Fátima Yasuoka, Francisco Scannavino Júnior, Juselino dos Santos, Paulo Schor, Wallace Chamon
Cultivo primário de células epiteliais germinativas do limbo de olhos doadores
Autores: Fabiana Amorim de Lima, Magaly D’Angelo, Homero Augusto de Miranda II, Sérgio Felberg, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas, Paulo Elias Correa Dantas
Ceratoplastias penetrantes realizadas na Fundação Altino Ventura: revisão dos resultados e complicações
Autores: Daniela Endriss, Fernando Cunha, Marco Pólo Ribeiro, Jana Toscano
Toxicidade córneo-conjuntival do colírio de iodo-povidona: estudo experimental
Autores: Namir Clementino Santos, Luciene Barbosa de Sousa, Denise de Freitas, Moacyr Pezati Rigueiro, Marinho Jorge Scarpi
Efeitos da injeção subtenoniana posterior de corticóide em pacientes com uveíte
Autores: Luciana Peixoto Finamor, Maria Angélica P. Dimantas, Vânia Ewert de Campos, João Antônio Prata Jr., Cristina Muccioli 
Avaliação da função visual em pacientes com distrofia de cones
Autores: Marta Sato, Adriana Berezovsky, Paula Yuri Sacai, Solange Rios Salomão
Curva de aprendizado e flutuações a curto e longo prazos com perimetria de freqüência dupla (FDT)
Autores: Rui Barroso Schimiti, Vital Paulino Costa, Telma Gondim Freitas, Leopoldo Magacho, Enyr Saran Arcieri, Newton Kara-José
 
Malária ocular: estudo histopatológico experimental das alterações coriorretinianas
Autores: Paulo Roberto de Magalhães Silva, Kátia Luz Torres Silva, Paiva Gonçalves Filho, José Fernando Barandas, Gerson Cotta Pereira
Eficácia na utilização de córneas no transplante penetrante
Autores: Vinícius Coral Ghanem, David Leonardo Cruvinel Isaac, Maurício Abujamra Nascimento, Rosane Silvestre de Castro, Newton Kara-José 
Pars plana vitrectomy with the “reinverting operating lens system”: a step-up in vitreo retinal surgery
Autores: Osias Francisco de Souza, Newton Kara-José
Análise morfométrica e ultra-estrutural do nervo óptico de ratos induzidos a ingestão de álcool
Autores: Alvio Isao Shiguematsu, Silvana Artioli Schellini, Elisa Aparecida Gregório, Cláudia Helena Pellizzon, Sérgio Swann Müller, Carlos Roberto Padovani
Construção do sulco palpebral superior em pacientes orientais sem incisão cirúrgica - Experiência em 13 anos
Autores: Fábio Ezo Aki, Eduardo Kawata Sakae, Gláucia Helena Zeferino Baracat
 
Espectrofotometria de lentes oftálmicas filtrantes coloridas sob radiação ultravioleta e luz visível
Autores: Luís Felipe Fornaciari Ramos, Luciene Chaves Fernandes, Luiz Alberto Cury
 
Correlação entre a citologia e a histologia nas lesões intra-oculares suspeitas de malignidade
Autores: Zélia Maria da Silva Corrêa, Luciane Dreher Irion, James J. Augsburger, Susan Schneider, Clélia Maria Erwenne 
Adesivo de cianoacrilato no tratamento de afinamentos e perfurações corneais: técnica e resultados
Autores: Sérgio Felberg, Jonathan Clive Lake, Fabiana Amorim de Lima, Denise Atique, Sandra Cayres Naufal, Paulo Elias Corrêa Dantas, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas
Laceração canalicular: uma técnica simplificada de sutura
Autores: Juliana Vendramini Rossi, Marilisa Nano Costa 

Incidência e fatores de risco da retinopatia diabética em pacientes do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal-RN
Autores: Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Alexandre Henrique Bezerra Gomes, Israel Monte Nunes, Tatiana Lucena de Oliveira, Josivan Monteiro

Alterações fundoscópicas e sua associação clínica em pacientes com tuberculose, no Distrito Federal
Autores: Gustavo Federici Mendes, Rachel Cortinhas Toríbio, Tomaz Aiza Alvares, Rosicler Rocha Aiza Alvares

Nucleofragmentação horizontal: uma nova técnica para a cirurgia de catarata
Autores: Sérgio Jacobovitz, Alair Rodrigues de Araújo Júnior, Cristiano Menezes Diniz, Heryberto da Silva Alvim, Patrick Frensel de Moraes Tzelikis, Roberto Martins Gonçalves

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Preliminary results of a high-resolution refractometer using the Hartmann-Shack wave-front sensor – Part I
Luis Alberto Carvalho
Antonio Carlos Romao
Marcos Stefani
Luiz Antonio Carvalho
Jarbas Caiado de Castro
Fátima Yasuoka
Francisco Scannavino Júnior
Juselino dos Santos
Paulo Schor
Wallace Chamon

In this project we are developing an instrument for measuring the wave-front aberrations of the human eye using the Hartmann-Shack sensor. A laser source is directed towards the eye and its diffuse reflection at the retina generates an approximately spherical wave-front inside the eye. This wave-front travels through the different components of the eye (vitreous humor, lens, aqueous humor, and cornea) and then leaves the eye carrying information about the aberrations caused by these components. Outside the eye there is an optical system composed of an array of microlenses and a CCD camera. The wave-front hits the microlens array and forms a pattern of spots at the CCD plane. Image processing algorithms detect the center of mass of each spot and this information is used to calculate the exact wave-front surface using least squares approximation by Zernike polynomials. We describe here the details of the first phase of this project, i. e., the construction of the first generation of prototype instruments and preliminary results for an artificial eye calibrated with different ametropias, i. e., myopia, hyperopia and astigmatism.

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Cultivo primário de células epiteliais germinativas do limbo de olhos doadores
Fabiana Amorim de Lima
Magaly D’Angelo
Homero Augusto de Miranda II
Sérgio Felberg
Maria Cristina Nishiwaki-Dantas
Paulo Elias Correa Dantas

Objetivo: Padronizar cultivo primário de células epiteliais germinativas do limbo de olhos doadores do Banco de Olhos da Santa Casa de São Paulo. Métodos: Por meio de biópsias de aproximadamente 4 mm² realizadas na região do limbo cirúrgico do anel córneo-escleral remanescente de olhos doadores, foram obtidos explantes, que passaram por métodos de dissociação para obtenção de células epiteliais germinativas do limbo, as quais foram semeadas em placas de cultivo celular e encubadas na estufa a 37°C em atmosfera a 5% de CO2. As placas foram observadas em 21 dias, sendo avaliadas a aderência, a morfologia e a multiplicação celular. Resultados: Observamos que as células no decorrer dos 21 dias multiplicaram-se, passando da forma arredondada inicial ao processo de dissociação, para a forma poligonal como in vivo, além de demonstrarem maior aderência à placa de cultivo. Conclusão: Neste estudo foi possível demonstrar que o cultivo de células epiteliais límbicas in vitro pode ser realizado.

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Ceratoplastias penetrantes realizadas na Fundação Altino Ventura: revisão dos resultados e complicações
Daniela Endriss
Fernando Cunha
Marco Pólo Ribeiro
Jana Toscano

Objetivo: Identificar as principais complicações e causas de insucesso das ceratoplastias penetrantes realizadas na Fundação Altino Ventura, Recife-PE. Métodos: Revisaram-se os prontuários médicos de 205 pacientes, submetidos a ceratoplastia penetrante na Fundação Altino Ventura, no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000, com tempo de seguimento pós-operatório maior ou igual a seis meses. Avaliaram-se dados demográficos e relacionados aos períodos pré, per e pós-operatório. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 48,4 (± 22,1) anos, sendo 108 (52,7%) do sexo feminino. As principais indicações do transplante penetrante de córnea foram ceratocone (49 casos, 23,9%), ceratopatia bolhosa pós-facectomia (48 casos, 23,4%) e distrofias (24 casos, 11,7%). A complicação pós-operatória mais freqüentemente encontrada foi glaucoma em 65 casos (31,7%). Cinqüenta pacientes (24,4%) apresentaram sinais clínicos de rejeição do botão, havendo evolução para insucesso do transplante em 13 (26,0%) destes casos. Observou-se que 16,0% (n=8) dos pacientes com rejeição foram submetidos a três ou mais procedimentos cirúrgicos, diferença estatisticamente significante em relação ao grupo que não desenvolveu rejeição (3,2%, n=5) (p<0,05). Quarenta e cinco (22,0%) transplantes realizados evoluíram com opacificação total do botão doador. Conclusão: Os fatores de risco para falência do transplante de córnea identificados neste estudo concordam com os da literatura mundial. O glaucoma foi a principal complicação pós-operatória identificada e o principal fator predisponente à rejeição e falência do transplante.

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Toxicidade córneo-conjuntival do colírio de iodo-povidona: estudo experimental
Namir Clementino Santos
Luciene Barbosa de Sousa
Denise de Freitas
Moacyr Pezati Rigueiro
Marinho Jorge Scarpi

Objetivo: Avaliar a toxicidade ocular do colírio de iodo-povidona a 2,5% e a 0,5% sobre a superfície ocular, na regeneração do epitélio corneal e as alterações histopatológicas da córnea. Métodos: Realizaram-se estudos experimentais consecutivos em coelhos albinos, nos quais se fez a ablação do epitélio de uma área circular central da córnea de 6,5 mm de diâmetro. Em cada experimento foram utilizados 20 animais (40 olhos), sendo que no olho direito foi instilado o colírio de iodo-povidona (caso) e no olho esquerdo água destilada (controle), em intervalos de uma hora, durante três dias consecutivos. Durante o experimento, os animais foram submetidos a exames biomicroscópicos diários para avaliação da superfície córneo-conjuntival e realização de fotografias seriadas da área sem epitélio, corada com fluoresceína, para medida da área projetada da lesão com auxílio de analisador de imagem computadorizado. No final do experimento, os animais foram sacrificados para avaliação histopatológica das córneas. Resultados: O colírio de iodo-povidona a 2,5% comprometeu a regeneração epitelial, causou conjuntivite em 100% dos olhos, com produção de secreção de aspecto mucoso em 80%, ceratite ponteada em 40% e edema estrômico leve em 10% dos casos. Os achados histopatológicos foram úlcera de córnea, degeneração hidrópica das células endoteliais e infiltrado inflamatório com predomínio de eosinófilos em 100% dos casos. Nos olhos em que se instilou iodo-povidona a 0,5%, assim como nos controles, observou-se completa regeneração da lesão epitelial (p<0,001) após 72 horas do início do experimento. Do ponto de vista histopatológico, epitelização normal em todos os casos e controles, em apenas um caso observou-se discreto infiltrado de leucócitos perilímbicos. Conclusão: A toxicidade ocular do colírio de iodo-povidona é dependente da concentração da solução, sendo que o colírio a 2,5% mostrou-se inadequado para utilização em intervalos de uma hora e a 0,5% não causou toxicidade significante.

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Efeitos da injeção subtenoniana posterior de corticóide em pacientes com uveíte
Luciana Peixoto Finamor
Maria Angélica P. Dimantas
Vânia Ewert de Campos
João Antônio Prata Jr.
Cristina Muccioli

Objetivo: Determinar os efeitos da injeção subtenoniana posterior de corticóide (ISPC) sobre a pressão intra-ocular (Po) e acuidade visual em uma série de pacientes com uveíte. Métodos: Estudo prospectivo de 18 pacientes que foram submetidos à injeção subtenoniana posterior de acetato de triancinolona (Kenalogâ 40 mg - 9 pacientes, 14 injeções) ou acetato de metilprednisolona (Depomedrolâ 40mg - 9 pacientes, 15 injeções) para tratamento de inflamação intra-ocular crônica e/ou edema macular cistóide. Resultados: A acuidade visual final melhorou em 92% dos pacientes após a primeira injeção periocular de corticóide. Cinqüenta por cento melhoraram 1 linha e 42% melhoraram pelo menos 3 linhas, sendo que o tempo médio para a melhora foi de 3 semanas. Aumento da pressão intra-ocular ocorreu em 44 % dos pacientes (8 pacientes) com média de 31 mmHg, variando de 21 a 38 mmHg. O aumento da pressão intra-ocular foi mais freqüente nos pacientes jovens e nos que receberam Kenalogâ, com início, em média, após 2,5 semanas. Conclusão: A injeção subtenoniana de corticóide é uma forma de tratamento eficaz para a baixa acuidade visual secundária a alguns tipos de uveíte, como uveíte intermediária, doença de Behçet, síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada, vasculite retiniana e artrite reumatóide. Porém, pode induzir aumento da pressão intra-ocular em alguns pacientes, especialmente em crianças e jovens.

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Avaliação da função visual em pacientes com distrofia de cones
Marta Sato
Adriana Berezovsky
Paula Yuri Sacai
Solange Rios Salomão

Objetivo: Avaliar a função visual pela eletrorretinografia de campo total e pela acuidade visual em pacientes com distrofia de cones. Métodos: Um grupo de 23 pacientes (16 do sexo feminino e 7 do sexo masculino) com distrofia de cones foi avaliado no Laboratório de Eletrofisiologia Visual Clínica do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo. A avaliação constou de: sinais e sintomas, acuidade visual medida pela tabela ETDRS ou de Snellen e função retiniana pela eletrorretinografia de campo total. As amplitudes pico-a-pico (mV) e o tempo de culminação da onda-b (ms) foram comparadas com normas descritas na literatura. Resultados: A acuidade visual no melhor olho variou de 0,07 a 3,00 logMAR (20/25-MM a 10 cm), com média de 0,85±0,64 logMAR (20/140). A média da amplitude pico-a-pico das respostas escotópicas de bastonetes foi de 144,29±80,05 mV com média do tempo de culminação da onda-b de 92,85±9,02 ms (normal para a idade). A média da amplitude pico-a-pico para respostas fotópicas de cones foi de 5,06±8,59 mV (reduzida para a idade) com média do tempo de culminação da onda-b de 43,4±14,5 ms (atrasado para a idade) nos pacientes com resposta detectável e para as respostas do flicker, a amplitude foi de 5,00±9,00 mV (reduzida para a idade) com média do tempo de culminação da onda-b de 32,90±12,87 ms (atrasado para a idade). Conclusão: A acuidade visual média encontrada neste grupo de pacientes com distrofia de cones foi de 0,85 logMAR (20/140). A fotofobia foi o sintoma mais freqüente juntamente com a baixa de visão e deficiência de visão de cores. Em 10/23 pacientes o diagnóstico foi feito pela eletrorretinografia, devido à ausência de alterações fundoscópicas.

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Curva de aprendizado e flutuações a curto e longo prazos com perimetria de freqüência dupla (FDT)
Rui Barroso Schimiti
Vital Paulino Costa
Telma Gondim Freitas
Leopoldo Magacho
Enyr Saran Arcieri
Newton Kara-José

Objetivo: Avaliar as flutuações que ocorrem a curto e a longo prazos e a curva de aprendizado que ocorre em indivíduos normais submetidos à perimetria de freqüência dupla. Métodos: Vinte indivíduos normais foram submetidos à perimetria de freqüência dupla, durante quatro sessões, com intervalos semanais. Na última sessão, realizaram-se três exames seguidos. As médias de sensibilidade e as flutuações a curto e longo prazos foram calculadas. Foi também avaliada a curva de aprendizado, pela comparação dos valores de MD ("mean deviation") nas quatro sessões. Resultado: Na avaliação a curto prazo, a média total de sensibilidade foi 31,91 ± 1,20 dB e as médias de MD e PSD ("pattern standard deviation") foram 0,84 ± 1,85 e 3,73 ± 1,55 dB, respectivamente. A média total das flutuações a curto prazo foi 1,72 ± 0,38 dB. Na avaliação a longo prazo, a média total de sensibilidade foi 31,75 ± 1,11 dB e as médias de MD e PSD foram 0,68 ± 1,90 dB e 3,67 ± 0,10 dB, respectivamente. A média total das flutuações a longo prazo foi 2,16 ± 0,26 dB. Os MDs médios da primeira, segunda, terceira e quarta sessões foram 0,11 ± 2,14 dB, 0,47 ± 1,64 dB, 1,16 ± 1,62 dB e 0,98 ±1,92 dB, respectivamente. Observou-se aumento significativo do MD na terceira e quarta sessões em relação à primeira sessão (p< 0,05). Conclusão: As sensibilidades detectadas pela perimetria de freqüência dupla apresentam flutuação a curto e longo prazo. Observou-se também claro efeito do aprendizado que deve ser considerado quando se realiza esse tipo de exame pela primeira vez.

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Malária ocular: estudo histopatológico experimental das alterações coriorretinianas
Paulo Roberto de Magalhães Silva
Kátia Luz Torres Silva
Paiva Gonçalves Filho
José Fernando Barandas
Gerson Cotta Pereira

Objetivo: Realizar análise histopatológica dos tecidos uveal e retiniano em modelo murino que fortemente se assemelha ao desenvolvimento de malária cerebral humana, correlacionando as alterações oculares com achados encontrados em órgãos-alvo como o cérebro. Métodos: Utilizamos camundongos de linhagem isogênica CBA/J por desenvolverem malária e evoluírem para forma grave ou cerebral quando inoculados com Plasmodium berghei (ANKA). Foi realizada inoculação via intraperitoneal e a parasitemia obtida diariamente. Para correlacionarmos as alterações com a evolução da malária, os camundongos foram sacrificados no 3º, 7º e 9º dia de infecção. Após a enucleação, o globo ocular foi fixado em solução de Bouin e incluído em parafina. Os cortes foram corados com hematoxilina-eosina, tricrômica de Gomori e Giemsa. Resultados: Foram observados acúmulos de pigmentos maláricos (hemozoína) em diversas estruturas oculares, na fase inicial da doença, até alterações endoteliais de vasos retinianos, adesão de monócitos na parede vascular e congestão do lúmen vascular por hemácias parasitadas (seqüestro) em tecido uveal na fase tardia da infecção. Os níveis de parasitemia mostraram curva ascendente e significativa por volta do sétimo dia. Neste modelo observamos alterações semelhantes àquelas encontradas em outros órgãos-alvo como o cérebro. Conclusões: O modelo de malária murina permite a correlação dos achados oculares com outros órgãos-alvo da infecção. O seqüestro de células vermelhas parasitadas, na fase tardia, é responsável pela maioria das alterações oculares da malária, provavelmente com base nos fenômenos obstrutivos similares aos processos que envolvem o sistema nervoso central.

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Eficácia na utilização de córneas no transplante penetrante
Vinícius Coral Ghanem
David Leonardo Cruvinel Isaac
Maurício Abujamra Nascimento
Rosane Silvestre de Castro
Newton Kara-José

Objetivos: 1) Verificar qual o impacto da criação do Cadastro Técnico Único (CTU) para o Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp) no tempo de preservação de córneas utilizadas em transplantes penetrantes eletivos, e 2) comparar a incidência de falência primária em transplantes penetrantes de córnea nos períodos pré e pós-criação do CTU. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo no Hospital de Clínicas da Unicamp, avaliando-se 15 transplantes penetrantes de córnea consecutivos entre 1 de janeiro e 30 de abril de 2000 e 24 transplantes consecutivos entre 1 de maio e 20 de setembro de 2000 (córneas sob o controle do Cadastro Técnico Único), num total de 39 transplantes. Resultados: O tempo médio entre a preparação das córneas e o transplante foi de 3,8 dias (±1,78) no período pré-CTU, e de 6,0 dias (±2,97) no período pós-CTU, representando aumento no tempo de preservação de 36,7%. Houve diferença estatisticamente significativa (p=0,02) entre os dois grupos. Nenhum caso de falência primária do enxerto foi observado entre os 39 pacientes transplantados nos dois grupos. Conclusão: Com base nestes resultados, conclui-se que a nova disposição do Sistema Estadual de Transplantes aumentou de forma estatisticamente significativa o período de permanência das córneas no meio de preservação, o que pode comprometer o tempo de vida útil do transplante, aumentar a incidência de falência primária ou levar a maior número de córneas perdidas por excederem o tempo de preservação limite, preconizado na literatura.

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Pars plana vitrectomy with the “reinverting operating lens system”: a step-up in vitreo retinal surgery
Osias Francisco de Souza
Newton Kara-José

Objective: To analyze the efficacy of the panoramic viewing system (PVS) Reinverting Operating Lens System (ROLS) and the plano-concave Landers lens system in pars plana vitectomy (PPV). Methods: The authors retrospectively analyzed the records of 117 PPV, 87 patients, performed between December 1996 and August 1998. The PPV was divided into two groups. Group 1 included 54 surgeries, with the Landers system. Group 2 included 63 surgeries with the ROLS. Results: There were no statistical significant differences between the two groups, regarding pre and postoperative parameters. Surgeries employing the Landers system had an average time significantly higher than the ROLS group (p<0.001). When the surgical time was analyzed according to the disease, surgeries lasted significantly longer when the Landers system was used (p<0.05), except for the Uveitis group (p= 0.262). Surgeries in group 2 required less air-fluid and lens exchanges, less use of perfluorocarbon liquid (PFCL), and less need for scleral depression during the procedure. Conclusion: The use of ROLS significantly reduced the time for PPV, lowering the need for air-fluid exchange, lens exchange, PFCL use, and scleral depression. The PVS ROLS offered several advantages over the Landers plano-concave lens system during the surgery, without changing the final results

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Análise morfométrica e ultra-estrutural do nervo óptico de ratos induzidos a ingestão de álcool
Alvio Isao Shiguematsu
Silvana Artioli Schellini
Elisa Aparecida Gregório
Cláudia Helena Pellizzon
Sérgio Swann Müller
Carlos Roberto Padovani

Objetivo: Analisar os efeitos da ingestão crônica de álcool sobre o nervo óptico em um modelo murino adulto. Métodos: Doze ratos machos da raça Wistar, de 30 dias de idade, foram divididos por sorteio em 2 grupos experimentais: “tratado” (TG), com 8 animais, alimentados com ração-padrão para roedores de laboratório e uma mistura de água de torneira e etanol ad libitum; “controle” (CG), com 4 animais, alimentados com a mesma ração e água de torneira pura ad libitum. Após 40 semanas todos os ratos foram sacrificados, sendo os nervos ópticos de ambos os olhos preparados para microscopia óptica e eletrônica. A área de secção transversal de cada nervo a aumento de 500, assim como número de fibras axonais dentro de 5 campos aleatoriamente selecionados a aumento de 2000 foram medidos com auxílio de digitalizador de imagens acoplado ao microscópio óptico. Foram realizadas fotomicrografias de 10 campos aleatoriamente selecionados de cada nervo (5 centrais e 5 periféricos) a aumento de 4200 em microscópio eletrônico de transmissão. Resultados: A análise morfométrica não mostrou diferenças estatisticamente significativas entre os 2 grupos estudados. Em contraste com o CG, o exame ultra-estrutural dos nervos ópticos do TG mostrou um intenso desarranjo das bainhas de mielina, que se tornaram espessadas, com separação de suas lamelas, apresentando, por vezes, degenerações interlamelares elétron-densas, além da presença de muitas organelas degeneradas. Conclusão: Os achados desse estudo mostram alterações ultra-estruturais no nervo óptico de ratos adultos após ingestão crônica de álcool, sem modificações morfométricas significativas.

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Construção do sulco palpebral superior em pacientes orientais sem incisão cirúrgica - Experiência em 13 anos
Fábio Ezo Aki
Eduardo Kawata Sakae
Gláucia Helena Zeferino Baracat

A blefaroplastia em pacientes orientais jovens tem como principal objetivo a construção do sulco palpebral superior. Existem inúmeras técnicas cirúrgicas com tal propósito, podendo ser divididas em 2 grandes grupos: métodos com incisão cirúrgica (blefaroplastia clássica) e métodos sem incisão cirúrgica ou com incisões cirúrgicas mínimas. Objetivo: Apresentar a técnica sem incisão cirúrgica, a importância do planejamento pré-operatório, as principais indicações e as modificações para cada tipo de paciente. Método: No período de janeiro de 1989 a janeiro de 2002 (13 anos), foram operados 647 pacientes com a técnica sem incisão cirúrgica. Inicialmente, usávamos a técnica com 3 pontos para a confecção do sulco. A partir de 1996, foi iniciado o uso da técnica com apenas dois pontos, sendo operado 308 pacientes (47,60%) com essa técnica até 2002. Os pacientes foram acompanhados ambulatorialmente por período médio de 2 anos. Resultados: Foram extremamente satisfatórios e foram necessárias reoperações em 19 pacientes (2,93%) por causa da assimetria na altura dos sulcos e em 12 (1,85%) devido à queixa de sulco pouco visível e estreito. No planejamento pré-operatório deve-se determinar a forma do sulco e a quantidade de pontos necessária, de acordo com a espessura da pele da pálpebra. Do total, 97,84% dos pacientes desejaram um sulco que se iniciava junto à prega epicantal, pois oferecia resultado mais natural. Conclusão: A técnica é de fácil execução, de pequeno risco cirúrgico e com poucas complicações, apresentando resultado satisfatório, natural e duradouro, mas sua indicação deve ser precisa e o planejamento pré-operatório é determinante para se obter um bom resultado.

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Espectrofotometria de lentes oftálmicas filtrantes coloridas sob radiação ultravioleta e luz visível
Luís Felipe Fornaciari Ramos
Luciene Chaves Fernandes
Luiz Alberto Cury
 

Objetivo: Determinar a transmitância das lentes oftálmicas filtrantes coloridas submetidas à radiação UV A e luz visível e comparar seus resultados na faixa de comprimento de onda compreendida entre 320 e 800 nanômetros (nm). Métodos: Análise espectrofotométrica das lentes filtrantes amarela 1, laranja, verde e fumê da marca “Danny” e amarela 2 da marca “Rio de Janeiro”, disponíveis em nosso meio, utilizando-se espectrofotômetro Modelo 6.400, marca JEM Way. Resultados: Todas as lentes estudadas apresentaram padrões de transmitância bastante individualizados, com curvas variáveis para os diversos comprimentos de onda. Na faixa es- pectrofotométrica de 320 a 400 nm, todas as lentes apresentaram transmitância inferior a 4% sendo que a lente amarela 1 apresentou a maior média (3,7 %) ao passo que a fumê apresentou a menor média 0,45%. Contudo não foi observado uma diferença estatisticamente significativa entre estas lentes; a lente amarela 2 mostrou melhor proteção em comparação à lente amarela 1 e a laranja. Na análise espectrofotométrica realizada em diferentes posições da mesma lente constatou-se diversidade na curva de variância, apesar de não demonstrar diferença estatisticamente significativa. Conclusões: Para se indicar um filtro com segurança, as propriedades espectrais do filtro devem ser determinadas pela análise espectrofotométrica. É mais importante a capacidade de filtrar radiações luminosas do que somente ser colorido ou não.

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Correlação entre a citologia e a histologia nas lesões intra-oculares suspeitas de malignidade
Zélia Maria da Silva Corrêa
Luciane Dreher Irion
James J. Augsburger
Susan Schneider
Clélia Maria Erwenne

Objetivo: Correlacionar os achados citológicos da biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) de lesões intra-oculares suspeitas de malignidade com a histopatologia obtida quando o tratamento de escolha foi enucleação ou ressecção da lesão tumoral. Métodos: Análise retrospectiva de 51 pacientes submetidos à biópsia aspirativa com agulha fina com fins diagnósticos ou para correlação cito-histológica. Foram excluídos os casos com lesões não sólidas, tratamento conservador e biópsias guiadas por ultra-som. Após exclusões, 20 olhos de pacientes contendo lesões intra-oculares suspeitas de malignidade foram estudados, sendo 12 do sexo feminino, com idades entre 2 e 78 anos. Todas biópsias foram realizadas pela primeira autora sob observação direta (microscópio) ou indireta (oftalmoscopia binocular indireta). A rota escolhida foi transaquosa para os tumores de segmento anterior e transvítrea com acesso escleral para os tumores de segmento posterior, exceto os casos suspeitos de retinoblastoma, biopsiados com acesso pela periferia da córnea. Foram obtidas 2 amostras de áreas diferentes do tumor em todos os casos com agulha calibre 25. As amostras colhidas foram encaminhadas para processamento, fixação e coloração pelo método de Papanicolaou e hematoxilina-eosina. Os espécimens obtidos para histopatologia foram corados pela hematoxilina-eosina. Resultados: Três casos eram tumores de segmento anterior (íris) e 17 de segmento posterior, sendo 3 retinoblastomas. Nove pacientes foram submetidos à biópsia aspirativa com agulha fina com fins diagnósticos e 11 para correlação cito-histológica após enucleação. Somente dois casos apresentaram quantidade insuficiente de material para diagnóstico e posteriormente revelaram ser um granuloma e um melanoma maligno de coróide. Conclusões: A biópsia aspirativa com agulha fina parece ser um método diagnóstico confiável baseado na correlação cito-histológica neste grupo de pacientes.

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Adesivo de cianoacrilato no tratamento de afinamentos e perfurações corneais: técnica e resultados
Sérgio Felberg
Jonathan Clive Lake
Fabiana Amorim de Lima
Denise Atique
Sandra Cayres Naufal
Paulo Elias Corrêa Dantas
Maria Cristina Nishiwaki-Dantas

Objetivos: Relatar a experiência obtida com o uso de adesivo de cianoacrilato em 22 casos seriados, e não comparativos, de afinamentos ou perfurações corneais de etiologia variada. Também visa descrever a técnica proposta para a aplicação do adesivo. Métodos: Foram estudados 22 olhos de 22 pacientes que apresentavam afinamentos ou perfurações corneais, tratados com adesivo de cianoacrilato (Super Bonder®- Loctite, Brasil), no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, entre outubro de 1998 e abril de 2000. Os parâmetros avaliados foram: idade do paciente, sexo, acuidade visual antes e após aplicação do adesivo (com a correção em uso), medida (em milímetros) da perfuração ou afinamento, doença ocular que levou diretamente à necessidade da aplicação do adesivo, necessidade de “patch” ou transplante tectônico após tentativa de selar a lesão com o adesivo, número de aplicações realizadas, tempo de permanência da cola, efeitos indesejáveis após a colocação do adesivo e evolução do caso. Resultados: A acuidade visual dos pacientes manteve-se inalterada após a aplicação da cola em 15 casos (68%). Com relação ao tamanho das lesões, a maioria pertence ao grupo que variou entre 1 e 2 milímetros (63%). As infecções constituíram a mais freqüente indicação para o uso do adesivo (50%). Doze pacientes (54%) não necessitaram transplante ou “patch” de córnea. Dos 22 olhos estudados, onze (50%) necessitaram de apenas uma aplicação do adesivo. Conclusão: No presente estudo, o cianoacrilato mostrou-se seguro e de grande utilidade na manutenção da integridade ocular em casos de afinamentos e perfurações corneais.

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Laceração canalicular: uma técnica simplificada de sutura
Juliana Vendramini Rossi
Marilisa Nano Costa

Os autores descrevem a utilização do cateter de teflon como molde intracanalicular visando tornar a sutura do canalículo lacrimal mais simples e acessível a todo oftalmologista. A técnica consiste em identificar os cotos canaliculares e, após introdução de cateter de teflon (número 22 ou 24) no lúmem canalicular, realizam-se três pontos cardinais transfixantes de sutura do canalículo com o fio nylon monofilamento (Mononylon®) ou poliglactina trançada (Vicryl®) 8-0. Esta técnica está indicada em casos de lacerações regulares, que possibilitem a cateterização do canalículo.

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Incidência e fatores de risco da retinopatia diabética em pacientes do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal-RN
Carlos Alexandre de Amorim Garcia
Alexandre Henrique Bezerra Gomes
Israel Monte Nunes
Tatiana Lucena de Oliveira
Josivan Monteiro

Objetivo: Estudar a incidência e fatores de risco (tempo de doença e presença de hipertensão arterial sistêmica) para retinopatia diabética em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário Onofre Lopes no período de 1992 – 1995. Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário e submetido, sob a supervisão do autor, a exame oftalmológico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta sob midríase (tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada análise dos prontuários referente ao tempo de doenças e diagnostico clínico de hipertensão arterial sistêmica. Resultados: Dos 1002 diabéticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi inviável), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabética (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabética proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes já fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etária, a acuidade visual, tempo de doença, presença de catarata e hipertensão arterial sistêmica e comparados entre si. Com relação ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos (3,7%) o tipo de diabetes não foi determinado. Conclusões: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doença tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabética, e que a hipertensão arterial sistêmica não constituiu fator de risco em relação à diminuição da acuidade visual nos pacientes hipertensos.

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Alterações fundoscópicas e sua associação clínica em pacientes com tuberculose, no Distrito Federal
Gustavo Federici Mendes
Rachel Cortinhas Toríbio
Tomaz Aiza Alvares
Rosicler Rocha Aiza Alvares

Objetivo: Avaliar a incidência de lesões de fundo de olho em pacientes com tuberculose no Distrito Federal e identificar fatores de risco para o aparecimento dessas lesões. Métodos: Em estudo prospectivo, foi realizada oftalmoscopia binocular indireta em 292 pacientes com tuberculose sistêmica. Estes pacientes foram avaliados em cinco diferentes Hospitais Regionais do Distrito Federal, entre 1º de agosto de 1997 e 30 de julho de 1998. Análise multivariada foi aplicada para identificar associações entre a variável “lesão de fundo de olho” e as variáveis “sexo, idade, baciloscopia, HIV, localização da tuberculose, internação dos pacientes, tempo de sintomas, procedência e experiência anterior com tratamento”. Resultados: Os resultados deste estudo mostraram incidência de 5,5% de lesões fundoscópicas em pacientes com tuberculose. Análise multivariada mostrou que a co-infecção pelo HIV, internação dos pacientes e tuberculose miliar foram fatores de risco para a presença de lesões de fundo de olho. Quando essas características estiveram presentes simultaneamente, a probabilidade de um indivíduo apresentar estas lesões foi de 66%. Conclusões: Na avaliação da incidência de lesões de fundo de olho em pacientes com tuberculose, devem ser levadas em consideração certas características individuais, visto que fatores de risco como a co-infecção pelo HIV, tuberculose miliar, e internação, influenciaram na presença destas lesões.

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Nucleofragmentação horizontal: uma nova técnica para a cirurgia de catarata
Sérgio Jacobovitz
Alair Rodrigues de Araújo Júnior
Cristiano Menezes Diniz
Heryberto da Silva Alvim
Patrick Frensel de Moraes Tzelikis
Roberto Martins Gonçalves

Objetivos: Estudar in vitro a eficácia de um par de instrumentos na divisão de núcleos extraídos por meio da técnica extracapsular. Métodos: A amostra foi constituída de 47 núcleos obtidos de facectomias extracapsulares. Foram classificados em maduros (4+) e imaturos (1 a 3 +), de pacientes com acuidade visual variando de 20/60 à percepção luminosa. Um par de instrumentos, desenvolvido por um dos autores, foi utilizado para fragmentação. Para tal, foi idealizado suporte constituído de gel e metilcelulose sobrejacente. Resultados: A média de idade foi de 67,38 anos sendo que a maior parte dos pacientes (66%) possuía acuidade visual inferior a 20/400. Um percentual de 42,6% das cataratas eram maduras. A fixação e segmentação foram fáceis em 95,7% e 91,5% dos núcleos, respectivamente. Conclusão: O par de instrumentos idealizados é eficaz em executar a fixação e segmentação dos núcleos.

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