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Resumo dos artigos deste fascículo
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Imunofluorescência direta no diagnóstico de casos
suspeitos de penfigóide cicatricial ocular Autores: Waleska Belmino Chaves Donato, Myrna Serapião dos Santos, Namir Santos, Luciene Barbosa de Souza, Moacyr Pezati Rigueiro e José Álvaro Pereira Gomes |
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| Tratamento do blefaroespasmo e distonias faciais correlatas com toxina botulínica - estudo de 16
casos Autores: Roberto Murillo Limongi de Souza Carvalho, Cíntia Fabiane Gomi, Arthur Limongi de Souza Carvalho, Suzana Matayoshi e Eurípedes da Mota Moura |
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| Dry eye evaluation and immunohistochemical study of the conjunctiva and lacrimal gland of patients submitted to bone marrow transplantation Autores: Rosana Nogueira Pires da Cunha, Mauro Campos, Frederico Luis Dulley, Bianca Rojas e Charles Stephen Foster |
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Ceratoconjuntivite alérgica e complicações no segmento ocular anterior de pacientes Autores: Patrícia Bezerra de Menezes Botelho, Patrícia Marback, Luciene Barbosa de Sousa, Mauro Campos e Luiz Antonio Vieira |
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| Entendimento dos médicos intensivistas sobre o processo de doação de córneas Autores: Adriana Maria Rodrigues e Elcio Sato |
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| A
ultra-sonografia diagnóstica (modo B) na avaliação pós-operatória das cirurgias vítreo-retinianas Autores: Zélia Maria da Silva Corrêa e Ítalo Mundialino Marcon |
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Estudo retrospectivo e comparativo de quarenta e
três olhos com hidropisia aguda em quinhentos e sessenta e sete casos de
ceratocone Autores: Frederico Valadares de Souza Pena, Ari de Souza Pena e Patrícia Garcia de Araújo |
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Uso da medicação
homeopática no tratamento da ceratoconjuntivite primaveril – resultados
iniciais Autores: Cláudio Maciel de Sena, Marco Antônio Tanure, Antônio Carlos G. Cruz, Fernando Trindade e Frederico Augusto de Souza Pereira |
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Avaliação de um
novo implante intra-orbitário: resultados preliminares Autores: Thierry Malet, Cláudio Asperti Spera e Ana Paula Ximenes Alves |
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Trauma ocular
ocupacional por corpo estranho superficial Autores: Fernando Antônio de Macedo Leal, Arthur Pereira da Silva e Filho, Daniela Martins Neiva, Josilene Carvalho Soares Learth e Durwagner Barros da Silveira |
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Avaliação dos tipos
de glaucoma no serviço de oftalmologia da UNICAMP Autores: Andréia Peltier Urbano, Telma Gondim Freitas, Enyr Saram Arcieri, Alessandra Peltier Urbano e Vital Paulino Costa |
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Qualidade de
vida dos pacientes portadores de síndrome de Stevens-Johnson Autores: Ruth Nogueira, Maciel Franca, Marcelo G. Lobato, Ricardo Belfort, Camila B. Souza e José Álvaro P. Gomes |
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Membrana amniótica no
tratamento dos afinamentos corneais e esclerais Autores: Daniella Fairbanks, Luiz Antônio Vieira, Walner Daros dos Santos, Greicie Cristina Guerra Attie, José Álvaro Pereira Gomes e Denise de Freitas |
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Condutas
reabilitacionais em pacientes com baixa visão Autores: Micheline Borges Lucas, Daena Barros Leal, Sueli Scridelli Tavares, Eveline Araújo Barros e Silvana Trigueiro Aranha |
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| Imunofluorescência direta no diagnóstico de casos
suspeitos de penfigóide cicatricial ocular Waleska Belmino Chaves Donato Myrna Serapião dos Santos Namir Santos Luciene Barbosa de Souza Moacyr Pezati Rigueiro José Álvaro Pereira Gomes Objetivos: O objetivo deste estudo é caracterizar por meio do exame oftalmológico os pacientes com suspeita clínica de penfigóide cicatricial ocular e apresentar os resultados obtidos com a técnica de imunofluorescência direta. Métodos: Estudo prospectivo realizado no setor de Córnea e Doenças Externas da Universidade Federal de São Paulo. Foram examinados 18 pacientes com suspeita clínica de penfigóide cicatricial ocular e realizadas biópsias de conjuntiva para o processamento da imunofluorescência direta em 13 pacientes (26 olhos), que não estavam na vigência de imunossupressão sistêmica ou terapêutica antiglaucomatosa tópica. Resultados: Segundo o estadiamento de Foster, a proporção de olhos classificados de I a IV foram: 3,8%, 3,8%, 77%, 15,4% respectivamente. Apenas 3 (23%) pacientes apresentaram imunofluorescência direta positiva. Conclusão: A maioria dos pacientes encontravam-se em estágio avançado da doença, o que denota retardo no diagnóstico. A imunofluorescência direta apresentou baixa sensibilidade em detectar depósitos de imunocomplexos na membrana basal da conjuntiva, quando comparada aos dados da literatura. |
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Tratamento do blefaroespasmo e distonias faciais correlatas com toxina botulínica - estudo de 16
casos Roberto Murillo Limongi de Souza Carvalho Cíntia Fabiane Gomi Arthur Limongi de Souza Carvalho Suzana Matayoshi e Eurípedes da Mota Moura Objetivo: Analisar a eficácia do tratamento com Botox® e estudar o comportamento destes pacientes após aplicações sucessivas, dando ênfase ao possível efeito de tolerância após o uso prolongado deste medicamento. Métodos: Foi realizado estudo prospectivo em 16 pacientes com distonias faciais no ambulatório de Oftalmologia, no Setor de Plástica Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre abril de 1998 a março de 1999. Todos os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, neurológico e tomografia computadorizada de crânio. Os pacientes com sintomas importantes de espasmo foram tratados com aplicação da toxina botulínica tipo A (Botox®). Dez pacientes eram do sexo feminino. A idade média foi 64,75 anos. Resultados: Dentre as distonias faciais, o espasmo hemifacial foi o mais encontrado, num total de 8 pacientes.O índice de sucesso do Botox® foi de 87,5 %, com duração média do efeito de 30 a 90 dias, variando de acordo com o número de aplicações. Conclusões: O tratamento dos espasmos faciais com a toxina botulínica mostrou-se eficaz em 87,5 % de nossos pacientes. |
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Dry eye evaluation and immunohistochemical study of the conjunctiva and lacrimal gland of patients submitted to bone marrow transplantation Rosana Nogueira Pires da Cunha Mauro Campos Frederico Luis Dulley Bianca Rojas Charles Stephen Foster Objetivos: A glândula lacrimal e a conjuntiva são os tecidos oculares primariamente afetados pela doença enxerto-versus-hospedeiro (DEVH) crônica, e seu envolvimento clínico é caracterizado por ceratoconjuntivite seca (CCS). Os objetivos deste estudo foram os de avaliar a freqüência dos sintomas e sinais de CCS em pacientes submetidos ao transplante de medula óssea (TMO) e identificar a população celular por análise imuno-histoquímica de biópsias da conjuntiva e glândula lacrimal desses pacientes, correlacionando esses achados com o quadro clínico ocular. Métodos: Quarenta e sete pacientes foram classificados em dois grupos: Grupo I, pacientes com DEVH ocular, submetidos ao TMO alogênico e Grupo II, pacientes sem DEVH ocular, submetidos ao TMO alogênico e autólogo. Exame ocular completo, incluindo testes clínicos da função lacrimal, e biópsias de conjuntiva e glândula lacrimal foram realizadas nos períodos pré e pós-transplante. Estudou-se a população celular, por meio de análise imuno-histoquímica das biópsias, utilizando um painel de anticorpos monoclonais. Resultados: Dos 28 (82,4%) pacientes com DEVH crônica, 13 (46,4%) apresentaram DEVH ocular. Dos seis pacientes sem DEVH, um (16,7%) apresentou DEVH ocular. Nenhum paciente submetido a TMO autólogo apresentou DEVH ocular e 14 (41,2%) dos 34 pacientes com TMO alogênico desenvolveram DEVH ocular. Todos os pacientes com DEVH ocular (Grupo I) apresentaram sintomas e os mais freqüentes foram ardor, sensação de corpo estranho, visão borrada e secura ocular. O teste de rosa bengala foi um dos mais sensíveis e o exame biomicroscópico foi considerado muito útil na avaliação das alterações conjuntivais e corneanas, as quais estavam sempre presentes nos pacientes com DEVH ocular deste estudo. Na conjuntiva e na glândula lacrimal dos pacientes sem DEVH ocular não houve reação imunológica significante, concordando com os testes de função lacrimal. Houve aumento da população de linfócitos T, dos linfócitos T auxiliadores (Th/i) e linfócitos T supressores-citotóxicos (Ts/c) após o transplante na conjuntiva e glândula lacrimal de pacientes com DEVH ocular. Conclusões: Pacientes submetidos ao TMO alogênico podem desenvolver DEVH ocular, caracterizado por ceratoconjuntivite seca. O estudo imuno-histoquímico de biópsias da conjuntiva e glândula lacrimal desses pacientes sugere que esses tecidos são alvo de reação imunológica mediada pelos linfócitos T. |
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Ceratoconjuntivite alérgica e complicações no segmento ocular anterior de pacientes Patrícia Bezerra de Menezes Botelho Patrícia Marback Luciene Barbosa de Sousa Mauro Campos Luiz Antonio Vieira Introdução: A alergia ocular é condição que pode ocasionar sintomas de coceira, ardor e lacrimejamento, podendo também ser ameaçadora para visão. A fisiopatologia envolve mecanismos de hipersensibilidade imunológica. Devido a fatores imunológicos, o segmento anterior destes pacientes está mais suscetível a alterações que ameaçam a acuidade visual, tais como: opacidades corneanas, ceratocone e catarata. Métodos: Foram revistos, retrospectivamente, 186 pacientes com ceratoconjuntivite alérgica e selecionados pacientes que possuíam alterações de segmento anterior e acuidade visual menor ou igual a 0,6 corrigida em um ou ambos os olhos. A AV 0,6 foi escolhida aleatoriamente a fim de agrupar os pacientes. Estes pacientes foram analisados quanto à idade, sexo, tipo de alergia, tempo de aparecimento da doença (considerado como tempo de aparecimento de sintomas), tempo de latência (tempo que surgiu a complicação após o primeiro dia de atendimento), alterações sistêmicas, efeitos colaterais das drogas e complicações oculares. Estes pacientes não poderiam melhorar a AV com tratamento tópico e tinham acompanhamento mínimo de 3 meses. Resultados: As alterações de segmento anterior que causaram AV menor ou igual a 0,6 (refração ou estenopeico) sem possibilidade de melhora com medicação tópica foram: úlcera em escudo: 5 casos, catarata: 3 casos, opacidade corneana: 6 casos, perfuração ocular: 2 casos e ceratocone: 13 casos. Conclusão: Pacientes com ceratoconjuntivite alérgica podem ter como principais causas de baixa acuidade visual alterações de segmento anterior, entre elas, opacidades corneanas, ceratocone e catarata. |
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Entendimento dos médicos intensivistas sobre o processo de doação de córneas Adriana Maria Rodrigues Elcio Sato Objetivo: Avaliar o conhecimento e atitudes dos médicos intensivistas sobre o transplante de córnea. Métodos: Questionário a 100 médicos intensivistas. Resultados: Todos os médicos conheciam e incentivavam a doação de córneas, porém somente 57% deles haviam feito alguma solicitação para doação. Quarenta e quatro médicos (44%) não se acharam aptos a responder a dúvidas de possíveis doadores e todos estavam interessados em se atualizar a este respeito. Conclusão: Parece haver falta de informação e divulgação nas escolas médicas sobre transplante de córneas. Um melhor conhecimento dos profissionais da saúde poderia trazer melhoria na situação atual dos transplantes no Brasil. |
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A ultra-sonografia diagnóstica (modo B) na avaliação
pós-operatória das cirurgias vítreo-retinianas Zélia Maria da Silva Corrêa Ítalo Mundialino Marcon Objetivo: Analisar as indicações, técnica e achados da ultra-sonografia (modo B) no acompanhamento pós-operatório de cirurgias vítreo-retinianas. Métodos: Análise retrospectiva de 441 ultra-sonografias de 400 pacientes realizadas no período de 09/01/98 a 15/02/2000. Destas, 55 foram solicitadas para acessar o pós-operatório de cirurgias vítreo-retinianas. Após exclusões, foram estudados 50 ultra-sons, todos realizados pela primeira autora usando o mesmo equipamento. A técnica de exame usada foi de contato em 46 casos, imersão em 3 e ambas em 1 caso. Outras variações técnicas como mudanças de decúbito foram usadas em casos especiais. Resultados: Dos 50 exames de pacientes submetidos à cirurgia vítreo-retiniana, 30 eram homens e 20 mulheres. A idade dos pacientes variou entre 1 e 82 anos, com média de 44,74± 21,09 anos. As cirurgias avaliadas foram 13 retinopexias e 37 vitrectomias via pars plana. O momento de solicitação do exame foi do 1º ao 48º mês após a cirurgia, com média de 6,94±10,19 meses. As principais indicações para o ultra-som foram: fundoscopia inadequada em 16 casos (32%), hemorragia vítrea em 17 (34%) e catarata em 9 (18%). Entre os 50 olhos estudados, 25 apresentavam a retina aplicada (50%) e 24 (48%) apresentavam a retina descolada. Considerando os 37 olhos vitrectomizados, 26 (52%) apresentavam óleo de silicone intra-ocular, 8 (16%) com soro fisiológico/humor aquoso, 1 (2%) com gás (C3F8), 1 (2%) com gás e perfluorocarbono residual, e 1 (2%) com perfluorocarbono líquido. Conclusão: A ultra-sonografia modo B permite acesso conveniente e não invasivo para avaliação das estruturas intra-oculares em situações de opacidade dos meios no pós-operatório das cirurgias vítreo-retinianas. |
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Estudo retrospectivo e comparativo de quarenta e três olhos com
hidropisia aguda em quinhentos e sessenta e sete casos de ceratocone Frederico Valadares de Souza Pena Ari de Souza Pena Patrícia Garcia de Araújo Objetivo: Comparar as características clínicas e os resultados do tratamento cirúrgico entre casos com e sem hidropisia aguda, do total de 567 pacientes com ceratocone. Métodos: Foram revistos os prontuários de todos os casos de ceratocone acompanhados entre 1982 e 2000 no Hospital Universitário Antônio Pedro - UFF e na Clínica Oftalmológica Souza Pena, em Niterói. Acuidade visual, tempo de evolução, tipo de correção ótica, morfologia do ceratocone, classificação ceratométrica e resultados cirúrgicos foram as principais variáveis comparadas entre os dois grupos. Resultados: A incidência de hidropisia aguda foi 5,8%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao sexo, história familiar e atopia. No grupo da hidropisia aguda, 72,7% dos casos foram classificados como periféricos, contrastando com 21,4% do grupo controle (p < 0,05). Dezenove por cento dos pacientes foram submetidos à ceratoplastia penetrante. Dentre os 1062 olhos que não desenvolveram hidropisia aguda, 8,4% foram operados, ao passo que 88,4% dos olhos com hidropisia submeteram-se ao transplante de córnea (p < 0,05). O resultado pós-operatório não diferiu entre os dois grupos. Conclusão: O ceratocone periférico esteve mais associado à hidropisia aguda e, conseqüentemente, à indicação de ceratoplastia penetrante. O prognóstico do tratamento cirúrgico não diferiu entre os grupos desta amostra. |
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| Uso
da medicação homeopática no tratamento da ceratoconjuntivite primaveril –
resultados iniciais Cláudio Maciel de Sena Marco Antônio Tanure Antônio Carlos G. Cruz Fernando Trindade Frederico Augusto de Souza Pereira Objetivo: Apresentar os primeiros resultados do uso da Homeopatia entre os pacientes com conjuntivite primaveril, avaliados no Serviço de Córnea e Doenças Externas do Hospital São Geraldo. Métodos: Foram incluídos no presente estudo 13 pacientes apresentando ceratoconjuntivite primaveril, examinados no período de janeiro de 1998 a dezembro de 1999. A idade média dos pacientes foi de 9,5 anos, sendo nove do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Todos os pacientes já haviam feito uso de corticóide tópico antes da sua inclusão no estudo. Antes de iniciar o tratamento homeopático, todos os pacientes foram examinados por um dos autores, sendo acompanhados pelo mesmo médico, mensalmente até os seis meses e depois trimestralmente até completar um ano do tratamento homeopático. O tratamento homeopático foi realizado por meio de uma dose única, via oral, baseando-se na totalidade sintomática do paciente. Resultados: A porcentagem de melhora dos sinais e sintomas, entre os pacientes, foi de: lacrimejamento e dor ocular 100%; secreção ocular 92%; sensação de corpo estranho 86%; prurido e fotofobia 84%; relatavam diminuição ou ausência do desconforto que a ceratoconjuntivite primaveril provocava nas suas atividades diárias 84%; nódulos de Trantas 62,5%; hiperemia conjuntival 61%; erosões epiteliais 58% e hipertrofia da papila tarsal 8%. Conclusão: Este estudo sugere efeito benéfico da medicação homeopática no tratamento da ceratoconjuntivite primaveril, com melhora dos sinais e sintomas da doença. Sugere-se a realização de estudo duplo-cego, com maior número de casos, para a confirmação desses resultados. |
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Avaliação de um novo implante intra-orbitário: resultados preliminares Thierry Malet Cláudio Asperti Spera Ana Paula Ximenes Alves Objetivo: Apresentar novo tipo de implante orbitário, com formato original, o modo de utilização e os resultados clínicos preliminares. Métodos: Os autores descrevem a técnica cirúrgica utilizada para a inserção do novo implante em 22 pacientes, como implante primário ou secundário. Os pacientes foram avaliados de forma prospectiva quanto aos seguintes aspectos: cosmético (grau de sulco suprapalpebral e enoftalmia), mobilidade, centragem e volume do implante. O tempo de seguimento variou de 3 a 15 meses (média 1 ano). Resultados: Observou-se resultado cosmético satisfatório, sem casos de enoftalmia ou de sulco suprapalpebral importante, bem como boa mobilidade das próteses adaptadas sobre o novo implante. Não houve casos de infecção, migração ou extrusão do implante. Conclusão: Os resultados pós-operatórios com o novo implante são comparáveis aos implantes com pinos externos. Contudo um estudo multicêntrico, com maior tempo de controle pós-operatório é necessário, para avaliação mais acurada das complicações potenciais. |
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Trauma ocular ocupacional por corpo estranho superficial Fernando Antônio de Macedo Leal Arthur Pereira da Silva e Filho Daniela Martins Neiva Josilene Carvalho Soares Learth Durwagner Barros da Silveira Objetivo: Estudar a ocorrência de trauma ocular provocado por corpos estranhos superficiais durante a realização de atividades ocupacionais. Métodos: Estudo prospectivo de pacientes portadores de trauma ocular ocupacional atendidos no serviço de urgência do Hospital Getúlio Vargas (HGV) / Universidade Federal do Piauí (UFPI), no período de outubro de 1997 a março de 1999. Os seguintes dados foram coletados: idade, sexo, profissão, olho afetado, atividade realizada durante o trauma, natureza do corpo estranho, localização do mesmo e doença ocorrida. Resultados: Foram estudados 713 pacientes, sendo 686 (96,21%) do sexo masculino e 27 (3,79%) do sexo feminino. Os pacientes foram acometidos principalmente na terceira década de vida, correspondendo a um total de 312 pacientes (43,75%). Com relação à atividade desenvolvida durante o trauma, 158 pacientes (22,16%) eram metalúrgicos, 153 (21,46%) serralheiros e 126 (17,67%) mecânicos. No tocante ao corpo estranho, 489 (68,58%) eram ferro e 47 (6,59%) outros metais. Referente a localização, 587 corpos estranhos (81,64%) estavam localizados na córnea, 75 (10,43%) na conjuntiva tarsal e 49 (6,81%) na conjuntiva bulbar. Além dos corpos estranhos 361 (48,39%) dos pacientes apresentaram abrasão córneo-conjuntival. Conclusão: O corpo estranho superficial é importante causa de trauma ocular ocupacional. A atividade desenvolvida principalmente por indivíduos do sexo masculino na metalurgia, serralheria e mecânica foi a principal causa do trauma, sendo o ferro e outros metais os mais freqüentes corpos estranhos encontrados. |
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| Avaliação dos
tipos de glaucoma no serviço de oftalmologia da
unicamp Andréia Peltier Urbano Telma Gondim Freitas Enyr Saram Arcieri Alessandra Peltier Urbano Vital Paulino Costa Objetivo: Avaliar a freqüência dos tipos de glaucoma no Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. Métodos: Estudo transversal de 329 pacientes atendidos no Setor de Glaucoma da Universidade Estadual de Campinas entre 1 de outubro e 20 de dezembro de 2000, com avaliação dos tipos de glaucoma e conduta terapêutica. Resultados: De 329 pacientes atendidos no Ambulatório de Glaucoma, 132 foram encaminhados ao ambulatório por suspeita de glaucoma (40,1%) e 197 como glaucoma diagnosticado (59,9%). Dos 132 suspeitos de glaucoma, 90 (68,2%) foram confirmados como tendo glaucoma e 42 (31,8%) encontram-se em acompanhamento. Dos 329 pacientes avaliados, 283 (86%) tinham glaucoma, 42 (12,8%) suspeita de glaucoma, 2 (0,6%) diagnóstico de glaucoma excluído e 2 (0,6%) hipertensão ocular. Dos 530 olhos glaucomatosos, havia 298 (56,2%) glaucomas primários de ângulo aberto, 108 (20,4%) glaucomas primários de ângulo estreito, 21 (4%) glaucomas pós-facectomia, 19 (3,6%) glaucomas congênitos e 16 (3%) glaucomas de pressão normal. A conduta terapêutica adotada foi inicialmente clínica em todos os casos. Após seguimento médio de 10,5 meses, 89 (16,8%) olhos necessitaram tratamento com laser: 72 (13,6%) iridotomias, 7 (1,3%) trabeculoplastias e 10 (1,9%) panfotocoagulações. Cento e setenta e cinco olhos (33%) foram submetidos a tratamento cirúrgico. Conclusão: O tipo mais freqüente de glaucoma observado foi o glaucoma primário de ângulo aberto, seguido por glaucoma primário de ângulo estreito. Glaucomas como o de pressão normal e o pseudo-exfoliativo foram pouco freqüentes na população estudada. |
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Qualidade de vida dos pacientes portadores de síndrome de
Stevens-Johnson Ruth Nogueira Maciel Franca Marcelo G. Lobato Ricardo Belfort Camila B. Souza José Álvaro P. Gomes Objetivo: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes portadores de síndrome de Stevens-Johnson. Métodos: Foram avaliados 14 pacientes com SSJ no período de 1998 e 1999 no Setor de Córnea do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Empregou-se o questionário S. F. 36 – pesquisa em saúde. A pontuação indica melhor condição de saúde. A mesma avaliação foi repetida quatro vezes em intervalo de três meses. Resultados: As médias das médias das 4 avaliações dos 14 pacientes apresentaram importante redução dos seus valores em todos os subitens do S.F. 36 (41,04±22,38 para aspectos físicos, 53,82±22,82 para aspectos sociais, 26,24±22,46 para aspectos emocionais, 34,95±25,45 para capacidade funcional, 42,03±31,85 para dor, 46,33±18,37 para vitalidade, 46,18±24,83 para saúde mental e 50,26±16,29 para saúde geral). Conclusão: O questionário S.F. 36 representa método adequado de avaliação de aspectos físicos e emocionais em pacientes com baixa de acuidade visual, que nos permitiu detectar comprometimento importante nas funções básicas dos pacientes com SSJ. Mais pacientes com maior tempo de seguimento são necessários para aprimorar a análise de qualidade de vida nesses pacientes e avaliar os efeitos do acompanhamento psicológico. |
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Membrana amniótica no tratamento dos afinamentos corneais e esclerais Daniella Fairbanks Luiz Antônio Vieira Walner Daros dos Santos Greicie Cristina Guerra Attie José Álvaro Pereira Gomes Denise de Freitas Objetivo: Investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento e restabelecimento de espessura dos afinamentos córneo-esclerais e epitelização corneal. Métodos: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesáreo e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada a -80ºC. Sete olhos de 7 pacientes, sendo 4 portadores de afinamento corneal por afecções neurotróficas (Grupo 1: 2 herpes simples vírus; 1 após transplante de córnea; 1 por radioterapia) e 3 portadores de afinamento escleral após exérese de pterígio (Grupo 2: 2 com beta-terapia e 1 sem beta-terapia) foram submetidos à cirurgia para restabelecimento da superfície ocular e espessura córneo-escleral empregando membrana amniótica. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 12 meses (variação entre 11 meses e 15 meses). Um caso de úlcera neurotrófica secundária a radioterapia apresentou insucesso. Obtivemos sucesso do restabelecimento da superfície ocular e da espessura nos outros 6 casos. Em relação à acuidade visual, 1 caso obteve melhora e os outros 6 permaneceram inalterados. A média de tempo de epitelização foi de 26,6 ± 5,8 dias para o grupo 1 e 10,6 ± 4,0 dias para o grupo 2. Conclusões: O uso de membrana amniótica constitui opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos de afinamento córneo-escleral. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento. |
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Condutas reabilitacionais em pacientes com baixa visão Micheline Borges Lucas Daena Barros Leal Sueli Scridelli Tavares Eveline Araújo Barros Silvana Trigueiro Aranha Objetivo: Determinar os principais diagnósticos etiológicos dos pacientes com baixa visão e apresentar as condutas reabilitacionais mais indicadas de acordo com idade, acuidade visual e necessidades de cada grupo de acordo com a doença de base. Métodos: Realizou-se estudo transversal, no qual pesquisaram-se 229 pacientes com baixa visão no período de dois anos, dos quais 27 (11,8%) foram excluídos por apresentarem acuidade visual maior que 20/60. Os dados analisados foram idade, sexo, motivo de procura de serviço de visão subnormal, diagnóstico, acuidade visual para perto e para longe com e sem auxílio óptico, recurso óptico indicado, se houve indicação para adaptação de auxílio óptico e estimulação visual. Resultados: O diagnóstico mais freqüente em crianças e adolescentes foi catarata congênita binocular; na faixa etária de 20 a 59 anos prevaleceu retinose pigmentar e no grupo de idade maior que 60 anos os diagnósticos mais freqüentes foram glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. Conclusão: Entre os pacientes com idade de 7 a 39 anos o auxílio óptico para longe mais indicado foi telelupa monocular de 2,5X de aumento. Acima de 60 anos foram mais indicados os auxílios ópticos para perto do tipo lentes asféricas. Das 117 pessoas que receberam indicação de auxílio para perto, 71,0% atingiram visão de até 1,25M e dos 59 pacientes que receberam indicação de auxílio para longe, 56,0% atingiram visão de até 20/60. |
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