Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 65 - fascículo 6
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

Achados ecográficos em pacientes com catarata total
Autores: Zélia Maria da Silva Corrêa, Raquel Goldhardt, Alexandre Seminoti Marcon, Ítalo Mundialino Marcon

Achados fundoscópicos em crianças portadoras de anemia falciforme no estado do Rio Grande do Norte
Autores: Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Maria Zélia Fernandes, Uchoandro Bezerra Costa Uchôa, Bruno de Morais Cavalcante, Raquel Araújo Costa Uchôa
Glaucoma de pressão normal e espessura corneana central
Autores: Kenji Sakata, Ian Selonke, Artur Schmitt, Alexandre Grandinetti, Viviane Sakata, Daniel R. Guerra, Lisandro Sakata

Anomalias oculares e características genéticas na síndrome de Marfan
Autores: Juliana Maria Ferraz Sallum, Jane Chen, Ana Beatriz Alvarez Perez

Um programa baseado na triagem visual de recém-nascidos em maternidades. Fundação Altino Ventura/2000
Autores: Liana Maria de O. Ventura, Simone Travassos, Antonio Guilherme Ventura, Luiz Trigueiro, Sergio Marques
Conhecimento e atitude da população do Hospital São Paulo sobre doação de córneas
Autores: Adriana Maria Rodrigues, Elcio Hideo Sato

Comparação a longo prazo entre a facectomia extracapsular combinada à trabeculectomia e à facotrabeculectomia
Autores: Carmo Mandia Jr., Niro Kasahara, Francisco Soares Seixas, Maurício Della Paolera, Geraldo Vicente de Almeida, Ralph Cohen

Avaliação da toxicidade ocular por derivados da 4-aminoquinolona
Autores: Raquel Goldhardt, Zélia Maria da Silva Corrêa, Maria Cláudia Eichenberg, Ítalo Mundialino Marcon, Antônio Vaccaro Filho
O perfil oftalmológico dos candidatos à carteira de motorista na cidade de Pelotas - RS
Autores: Wladimir Ribeiro Duarte, Maria Claudete Ribeiro Duarte, Carla Paranhos, Jussara Ribeiro Duarte Bocaccio, Francisco José Lima Bocaccio, Guaraciaba Ribeiro Duarte Sousa, Márcia Ribeiro Duarte
Falência primária pós-transplante de córnea em serviço universitário
Autores: Flávio Eduardo Hirai, Stefan Klatte, Keila Mattos Pacini, Elcio Hideo Sato
Prevalência de acuidade visual reduzida nos alunos da primeira série do ensino fundamental das redes pública estadual e privada de Londrina-PR, no ano de 2000
Autores: Gerson Jorge Aparecido Lopes, Antônio Marcelo Barbante Casella, Cristiane Assami Chuí

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Achados ecográficos em pacientes com catarata total
Zélia Maria da Silva Corrêa
Raquel Goldhardt
Alexandre Seminoti Marcon
Ítalo Mundialino Marcon

Objetivos: Avaliar a prevalência e a natureza das anomalias intra-oculares detectadas no exame de ultra-som em pacientes com catarata densa (total) e comparar estes achados com aqueles obtidos após cirurgia de catarata. Métodos: Foram revisados 724 ultra-sonografias oculares realizadas entre janeiro de 1999 e julho de 2001. Destas, 289 exames foram solicitadas em casos de catarata densa (total) pela impossibilidade de observar o segmento posterior. Os achados ultra-sonográficos foram documentados por fotografias e revisados para o estudo. Seguimento pós-operatório foi possível em 131 pacientes para avaliar sensibilidade e especificidade do ultra-som como método diagnóstico. A análise estatística foi feita com o teste t de “Student” usando o pacote estatístico SPSS "Statistical Package for the Social Science" 8.0 para Windows. Resultados: Foram estudados 289 pacientes com catarata densa, todos avaliados com ultra-som; 200 destes apresentavam alterações ecográficas em segmento posterior. Nos pacientes sem história de trauma ocular (n=268), 82 olhos (30,6%) apresentaram segmento posterior normal e 26 olhos (9,7%), descolamento de retina. Nos pacientes com história de trauma ocular (n=21) foram encontrados 8 olhos com descolamento de retina (38,1%) e 7 normais (33,3%). A concordância entre os achados ecográficos e pós-operatórios foi de 95,4% nos 131 pacientes com seguimento pós-operatório. O ultra-som apresentou sensibilidade de 91,3% e especificidade de 100%. Conclusão: Neste estudo, a avaliação pré-operatória de cataratas densas com ultra-som se mostrou eficiente em diagnosticar alterações do segmento posterior. A sensibilidade e a especificidade deste exame complementar na amostra estudada confirmam a importância do ultra-som na avaliação pré-operatória de pacientes com cataratas densas.

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Achados fundoscópicos em crianças portadoras de anemia falciforme no estado do Rio Grande do Norte
Carlos Alexandre de Amorim Garcia
Maria Zélia Fernandes
Uchoandro Bezerra Costa Uchôa
Bruno de Morais Cavalcante
Raquel Araújo Costa Uchôa

Objetivos: Detectar os principais achados fundoscópicos em crianças portadoras de hemoglobinopatias falciformes. Métodos: Foram estudados 26 pacientes com hemoglobinopatias falciformes, no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal, RN, que foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste qui-quadrado. Resultados: A idade média foi de 10,6 anos, com acuidade visual igual ou melhor que 20/25 na maioria, excetuando-se 3 olhos, que apresentavam outras doenças associadas. O tipo mais freqüente foi o SS com 57,7% (15/26) dos casos, seguido pelos SC e SA com 15,4% (4/26) cada, e pelo S-Thal com 11,5% (3/26). A freqüência da retinopatia por células falciformes foi maior após os 10 anos de idade, sendo mais freqüente, em valores relativos, no tipo S-Thal (100% dos casos) e, em valores absolutos, no tipo SS (9 casos). Os dois achados mais comuns foram tortuosidade venosa (12/26) e “black sunburst” (7/26). Conclusões: Observamos que a incidência de retinopatia por células falciformes aumentou após os 10 anos de idade e não evidenciamos achados da doença proliferativa. Portanto, enfatizamos a necessidade do exame oftalmológico precoce nos portadores de anemia falciforme, como forma de prevenir futuras complicações oculares.

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Glaucoma de pressão normal e espessura corneana central
Kenji Sakata
Ian Selonke
Artur Schmitt
Alexandre Grandinetti
Viviane Sakata
Daniel R. Guerra
Lisandro Sakata

Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a existência de diferença da espessura corneana central (ECC) em pacientes com glaucoma de pressão normal (GPN), glaucoma crônico simples (GCS) e pacientes normais (Controle). Métodos: Foram avaliados 113 pacientes dos quais 40 apresentavam GPN, 51 eram normais (Controles) e 22 apresentavam GCS. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo e tiveram aferidas sua Po (Goldmann) e ECC (Topcon SP-2000P). Resultados: A média da espessura corneana central (ECC) dos pacientes com GPN foi de 500,95 µ (d.p. 28,65 µ), o grupo controle teve média de 521,11 µ (d.p. de 43,30 µ) e o grupo de GCS apresentou média de 522,23 µ (d.p. de 27,87 µ.). O grupo de GPN apresentou uma ECC significativamente menor quando comparado com os grupo controle (p = 0,01) e GCS (p=0,006). Entre os grupos controle e GCS não houve diferença estatística significativa (p = 0,91). Conclusão: Observou-se que numa amostra da população brasileira a ECC dos olhos com GPN é significativamente menor do que a ECC dos pacientes com GCS e do grupo controle.

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Anomalias oculares e características genéticas na síndrome de Marfan
Juliana Maria Ferraz Sallum
Jane Chen
Ana Beatriz Alvarez Perez

Objetivo: Para se identificar as alterações oculares presentes na síndrome de Marfan, este trabalho apresenta a avaliação oftalmológica de 46 indivíduos portadores desta doença. Métodos: Estudo prospectivo com avaliação clínica de 46 pacientes portadores de síndrome de Marfan com avaliação oftalmológica completa. Dezessete pacientes também foram submetidos a exame genético clínico e estudo molecular. Resultados: Dos quarenta e seis pacientes incluídos neste estudo, as seguintes alterações oculares foram encontradas com maior freqüência: subluxação do cristalino (67,3%), hipoplasia de íris (23,9%), descolamento de retina (7,6%), córnea plana (2,2%), megalocórnea (2,2%) e miopia ou astigmatismo miópico (34,8%). Cinco pacientes (10,9%) apresentaram exame ocular normal em ambos os olhos. Detectou-se uma mutação patogênica distinta das relatadas na literatura em uma paciente, uma mutação de sentido trocado que ocorreu no éxon 28 levando à mudança de aminoácido C1166Y. Conclusões: As alterações oculares da síndrome de Marfan são freqüentes e o conhecimento do gene responsável FBN-1 e de sua expressão no olho auxiliam para o diagnóstico e tratamento destas anomalias.

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Um programa baseado na triagem visual de recém-nascidos em maternidades. Fundação Altino Ventura/2000
Liana Maria de O. Ventura
Simone Travassos
Antonio Guilherme Ventura
Luiz Trigueiro
Sergio Marques


Objetivo: Apresentar os dados obtidos de programa baseado na triagem visual de recém-nascidos, realizado em três maternidades públicas de referência do estado de Pernambuco, Brasil. Métodos: O projeto foi desenvolvido de forma prospectiva seguindo protocolo e organograma previamente elaborados. Para a sua execução contou-se com equipe multidisciplinar composta de 37 profissionais. Realizou-se a capacitação da equipe envolvida no projeto e ministrou-se palestras em cada maternidade, para os oftalmologistas, diretores, pediatras, neonatologistas, obstetras e enfermeiras. Os exames oftalmológicos foram realizados nas próprias maternidades públicas, com encaminhamento e tratamento dos casos de maior complexidade na sede da Fundação Altino Ventura. Pesquisou-se a flora conjuntival do recém-nascido e a vaginal materna, em 25 casos. Resultados: Capacitaram-se 20 oftalmologistas para o exame dos recém-nascidos. Examinaram-se 3.280 recém-nascidos (1.601 femininos e 1.679 masculinos). Foi detectado alguma anormalidade ocular ou fatores de risco em 701 casos (21,4%). A anormalidade ocular mais freqüente foi a hemorragia retiniana, vista em 255 casos (7,8%). O fator de risco para doença ocular de maior prevalência foi a retinopatia da prematuridade, detectada em 325 casos (9,9%), que foram encaminhados ao serviço especializado. Dos casos encaminhados, compareceram 65 pacientes (20,0%), e destes, em 15 casos (23,1%) havia algum grau de retinopatia da prematuridade. Na pesquisa, quanto à flora conjuntival do recém-nascido (50 olhos), 13 olhos (26,0%) apresentaram pelo menos um microrganismo. Em 18 casos de mães com cultura vaginal positiva para Staphylococcus epidermides, 10 (40,0%) apresentaram filho com a mesma bactéria em um ou ambos os olhos. Conclusões: Os autores enfatizam o pioneirismo do projeto, ressalvando que possibilitou maior interação entre oftalmologistas e profissionais de áreas afins, treinamento de oftalmologistas para o exame ocular nos recém-nascidos, permitindo a obtenção de importantes informações quanto às morbidades oculares da região, promovendo o adequado tratamento e seguimento dos casos indicados em idade precoce.
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Conhecimento e atitude da população do Hospital São Paulo sobre doação de córneas
Adriana Maria Rodrigues
Elcio Hideo Sato

Objetivo: O presente estudo teve por objetivo analisar o conhecimento e atitude da população em geral sobre transplante de córneas e, desta forma, tentar identificar as principais deficiências e barreiras para o aumento do número de doações. Métodos: Foi aplicado questionário a 321 pessoas que transitavam pelo Hospital São Paulo, centro de referência da cidade de São Paulo. Resultados: Do total de pessoas questionadas, 79,4% diziam-se doadoras de córneas e 20,6%, não. O principal motivo encontrado da não-doação foi o medo referente à venda de órgão e incerteza de receber o tratamento adequado à medida que se considera um doador em potencial. Foi encontrada uma diferença estatisticamente significante entre o conhecimento sobre transplante de córnea e o fato de dizer-se doador. Conclusão: Concluímos que melhoria na informação da população em geral é fator decisivo para aumentar a demanda de doadores.

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Comparação a longo prazo entre a facectomia extracapsular combinada à trabeculectomia e à facotrabeculectomia
Carmo Mandia Jr.
Niro Kasahara
Francisco Soares Seixas
Maurício Della Paolera
Geraldo Vicente de Almeida
Ralph Cohen

Objetivo: Comparar os resultados a longo prazo entre a cirurgia extracapsular da catarata combinada à trabeculectomia (FEC/TREC) e a facotrabeculectomia (FACO/TREC). Métodos: Os prontuários de 46 pacientes (53 olhos) submetidos à cirurgia combinada na Santa Casa de São Paulo entre janeiro de 1996 e novembro de 1999 foram revisados; dados relativos à pressão ocular (PO), acuidade visual (AV) e número de medicações foram analisados. Resultados: Em ambos os grupos, após seguimento médio de 18 meses, a acuidade visual melhorou e a pressão ocular diminuiu em relação aos valores pré-operatórios (P<0,05); 55,5% no grupo da facotrabeculectomia e 46,1% no grupo da catarata combinada à trabeculectomia obtiveram a pressão ocular final menor que 22 mmHg sem medicação (P=0,3). Conclusão: Ambas as técnicas são eficazes no tratamento simultâneo do glaucoma e da catarata. Entretanto, a facotrabeculectomia parece promover pressão ocular menor sem a necessidade do uso de medicações hipotensoras oculares em maior número de pacientes.

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Avaliação da toxicidade ocular por derivados da 4-aminoquinolona
Raquel Goldhardt
Zélia Maria da Silva Corrêa
Maria Cláudia Eichenberg
Ítalo Mundialino Marcon
Antônio Vaccaro Filho

Objetivo: Avaliar a associação entre altas dosagens de derivados da 4-aminoquinolona com alterações na acuidade visual, fundo de olho e campo visual. Métodos: Estudo prospectivo de 86 pacientes em uso de cloroquina ou hidroxicloroquina (Plaquinolâ) cuja visita inicial consistiu do exame da acuidade visual, biomicroscopia do segmento anterior do olho, oftalmoscopia binocular indireta, campimetria computadorizada (estímulo vermelho, programa 10.2-central), cálculo da dose diária e dose cumulativa usada pelo paciente. Consideradas doses cumulativas tóxicas de cloroquina ³100 g e hidroxicloroquina (Plaquinolâ) ³300 g. Resultados: Todos os 86 pacientes examinados eram mulheres, média de idade = 45,08 anos (DP=14,63), usando cloroquina (n=13) ou hidroxicloroquina (n=73). Verificou-se uma associação entre a exposição às drogas e a baixa da visão com significância estatística (p=0,05) e risco relativo=0,3 (IC=0,1-1,1). À fundoscopia, nenhum paciente usuário de cloroquina (dose não tóxica) apresentou alteração macular e 41,7% (n=5) daqueles com doses tóxicas apresentaram alterações. No grupo da hidroxicloroquina, 21,8% (n=13) apresentaram alterações fundoscópicas com doses não tóxicas, e 17,6% (n=3) com doses tóxicas. Comparando pacientes com alterações campimétricas e aqueles sem alterações nos grupos usando cloroquina (p=0,423) e hidroxicloroquina (p=0,999), não houve diferença estatisticamente significativa entre alteração de campo visual e dose tóxica da droga. Conclusão: A perda visual maior ocorreu nos usuários de cloroquina. Esse dado ressalta a importância da medida da acuidade visual na avaliação e acompanhamento de pacientes em uso dos derivados da 4-aminoquinolona. Não foi observada diferença significativa entre os usuários de altas e baixas doses dos derivados da 4-aminoquinolona que apresentaram alteração de campo visual.

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O perfil oftalmológico dos candidatos à carteira de motorista na cidade de Pelotas - RS
Wladimir Ribeiro Duarte
Maria Claudete Ribeiro Duarte
Carla Paranhos
Jussara Ribeiro Duarte Bocaccio
Francisco José Lima Bocaccio
Guaraciaba Ribeiro Duarte Sousa
Márcia Ribeiro Duarte

Objetivo: Estudar a acuidade visual dos candidatos a condutores de veículos da cidade de Pelotas e sua associação com as características sociodemográficas dos candidatos. Métodos: Foram examinados 1.010 candidatos a condutores em um serviço médico autorizado pelo Detran. Avaliou-se a acuidade visual, com e sem correção, bem como a sua relação com a visão de cores, sexo, idade e profissão dos entrevistados, por meio da análise de freqüências e de teste para associação. Resultados: Deste contingente 73,0% eram do sexo masculino, 65,0% tinham idade entre 18 e 45 anos, 51,4% ocupavam o setor de serviços e 25,0% utilizavam meio de correção visual. Sob o ponto de vista oftalmológico, 0,5% dos entrevistados não poderiam dirigir veículos automotores e 4,7% só poderiam obter habilitação para condução veicular, nas categorias A e B. Mostrou-se associada à acuidade visual baixa a maior longevidade. Conclusão: Baseado nos resultados, sugere-se menor intervalo de tempo para reavaliação visual dos motoristas das categorias C, D e E.

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Falência primária pós-transplante de córnea em serviço universitário
Flávio Eduardo Hirai
Stefan Klatte
Keila Mattos Pacini
Elcio Hideo Sato

Objetivo: Analisar os possíveis fatores relacionados à falência primária pós-transplante de córnea no Setor de Doenças Externas Oculares e Córnea da Universidade Federal de São Paulo. Métodos: Realizado estudo retrospectivo de 239 pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante no período de julho de 1999 a março de 2001. Casos de falência primária foram selecionados (grupo I) e dados dos doadores foram comparados com doadores de pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico no mesmo período (grupo II). Os dados sobre os doadores foram: idade, causa mortis, contagem de células endoteliais, tempo entre óbito e a enucleação (T1), tempo entre a enucleação e a preservação da córnea (T2) e o tempo de preservação do tecido até a cirurgia (T3). Resultados: Foram analisados dados de 164 pacientes, sendo 21 casos de falência primária (12,8%). A média de idade dos doadores do grupo I foi de 43,1 anos (±22,0) e no grupo II foi de 47,9 anos (±18,9). Não houve diferença estatística entre os diferentes intervalos de tempo (T1, T2, T3). As principais causas de morte foram trauma, câncer e doenças cardíacas. Conclusão: Os diversos fatores analisados no presente estudo não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos estudados. Dificuldades em determinar as causas exatas da falência primária de um botão corneano pós-transplante sugerem uma multifatoriedade envolvida na gênese desta entidade. O trabalho das equipes dos Bancos de Olhos e a notificação, por parte dos médicos, das complicações ocorridas no pós-operatório contribuem na diminuição da incidência das falências pós-transplante de córnea.

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Prevalência de acuidade visual reduzida nos alunos da primeira série do ensino fundamental das redes pública estadual e privada de Londrina-PR, no ano de 2000
Gerson Jorge Aparecido Lopes
Antônio Marcelo Barbante Casella
Cristiane Assami Chuí

Objetivos: Verificar a prevalência de acuidade visual reduzida em estudantes da 1a série do ensino fundamental das redes pública estadual e privada de Londrina – PR, zona urbana; comparar essas prevalências; verificar e comparar a prevalência de escolares utilizando correção óptica por ocasião do teste de acuidade visual e descrever as causas da acuidade visual reduzida nessa população. Métodos: Teste de acuidade visual foi realizado em 1688 alunos das escolas públicas estaduais e 611 alunos das escolas privadas. As crianças com acuidade visual menor ou igual a 0,7 foram encaminhadas para exame oftalmológico. Resultados: A prevalência de acuidade visual reduzida foi de 17,1% na rede pública estadual e 19,8% na rede privada, cuja diferença não tem significância estatística. A prevalência de escolares usando óculos foi de 2,4% na rede estadual e de 3,6% na rede privada; sem diferença estatisticamente significativa entre estes resultados. As causas de acuidade visual reduzida foram erro refracional, ambliopia, estrabismo e outras causas. Conclusão: A prevalência de acuidade visual reduzida entre escolares das redes pública estadual e privada foi estatisticamente igual, bem como a prevalência de escolares utilizando correção óptica. As causas de acuidade visual reduzida foram erro refracional, ambliopia, estrabismo, afacia por catarata congênita, catarata congênita zonular, persistência de vítreo primário hiperplásico, palidez do nervo óptico e alteração macular.

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