Temas Livres
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XV Congresso Brasileiro de 
Prevenção e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 176
ESTUDO DO RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE RETINOPATIA DIABÉTICA EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO II COM POBRE CONTROLE GLICÊMICO

Rejane Carvalho Aires, Cláudio Renato Garcia

Hospital Oftalmológico de Sorocaba – SP

Objetivo: É avaliar o controle glicêmico realizado em um modelo de saúde pública brasileiro e suas conseqüências no desenvolvimento de retinopatia diabética em pacientes não insulino-dependentes. Metodologia: Foram avaliados 401 pacientes de Sorocaba e região encaminhados pelos postos de saúde. Resultados: Foi observado que quanto menos tempo de diabetes maior é o número de pacientes em uso de hipoglicemiantes orais e com glicemia alta. E quanto mais complicações maior é o controle glicêmico. Conclusão: Há possibilidades de controle glicêmico precoce, porém isto só é realizado depois de severas complicações sistêmicas.

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TL 177
MANIFESTAÇÕES OFTALMOLÓGICAS EM INCONTINÊNCIA PIGMENTAR: RELATO DE CASO

Simone Vieira Cerveira, Maria Bernadete Ayres, Andréa Araújo Zin

Instituto Brasileiro de Oftalmologia / Instituto Fernandes Figueira – Fundação Oswaldo Cruz – RJ

Objetivo: Descrever os achados oftalmológicos e sistêmicos de paciente portador de incontinência pigmentar, discutindo a importância de acompanhamento rigoroso. Métodos: Relato de caso de recém-nascido apresentando lesões de pele bolhosas, submetido a exame oftalmológico completo. Resultado: Evolução com descolamento de retina e microftalmia unilaterais. Conclusão: Incontinênica pigmentar é uma afecção rara, multisistêmica e que pode levar a complicações oculares que exigem avaliação oftalmológica seriada a curtos intervalos.

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TL 178
SÍNDROME DE TERSON COMO FATOR DE PROGNÓSTICO DE VIDA

Sung Eun Song, Arnaldo Furman Bordon, Juliana Ferraz Sallum, Michel Eid Farah

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar o prognóstico de vida dos pacientes com hemorragia subaracnoidea em relação a presença da síndrome de Terson. Métodos: Estudo prospectivo e consecutivo dos pacientes admitidos no Pronto Socorro de Neurocirurgia do Hospital São Paulo – Universidade Federal de São Paulo com diagnóstico de hemorragia subaracnoidea. Exame neurológico e fundoscópico foram realizados na admissão e nos dias 3, 7, 30 e 60. Em todos os casos o diagnóstico foi confirmado pela tomografia computadorizada e ao quadro clínico classificado de acordo com a escala de Hunt e Hess e Glasgow. O exame ocular foi realizado com oftalmoscopia indireta sob midríase. Resultados: Cinqüenta pacientes com diagnóstico de hemorragia subaracnoidea foram avaliados no estudo. E a síndrome de Terson foi observada em 15 pacientes (30%). Em 47 casos a hemorragia deve-se a ruptura de aneurisma cerebral e em 3 casos pós traumatismo crânio-encefálico. Quanto ao óbito, entre pacientes com síndrome de Terson ocorreu em 7 pacientes (46,7%), enquanto no grupo sem a síndrome em apenas 3 pacientes (8,6%). Achados oculares foram: hemorragia pré-retiniana, intra-retiniana, subretiniana e vítrea. Outras alterações como paresia do III nervo, papiledema e hemorragia subconjuntival também foram observadas. Conclusão: A presença da síndrome de Terson está associada ao aumento da taxa de mortalidade nos casos de hemorragia subaracnoidea (46,7% versus 8,6%; p < 0,01). Portanto, todos os pacientes deverão ser submetidos ao exame de fundo de olho para avaliar o fator de risco.

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TL 179
MEMBRANA AMNIÓTICA PARA A RECONSTRUÇÃO DA SUPERFÍCIE OCULAR NAS QUEIMADURAS QUÍMICAS

Alessandra Guerra Daros Castellano, Hamilton Moreira, Flávia Pereira Carvalho

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - PR

Objetivo: Avaliar a eficácia da membrana amniótica para a reconstrução da superfície ocular após queimaduras químicas severas. Material e Métodos: Vinte e um olhos de 14 pacientes portadores de queimadura química ocular severa (graus III e IV) foram submetidos ao transplante de membrana amniótica associado ao transplante de limbo e conjuntiva, no período de janeiro de 2000 a março de 2002. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 13,4 meses (variação entre 4 e 24 meses). De 21 olhos, sucesso foi obtido na reconstrução da superfície de 19 olhos (90,4%). Insucesso foi observado em 2 casos (9,5%). A maioria dos pacientes (90,4%) obtiveram melhora da acuidade visual. Conclusão: O transplante de membrana amniótica, associado ou não ao transplante de limbo e conjuntiva, é uma excelente terapêutica para a reconstrução da superfície ocular de pacientes com queimadura química grave.

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TL 180
TRAUMA OCULAR NO ADULTO EM HOSPITAL DE NÍVEL TERCIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE

Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Francisco Irochima Pinheiro, Marta Liliane Ramalho Rocha, Daniel Alves Montenegro, Gleyse Karina Lopes de Oliveira

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivo: Determinar qual ambiente se reveste de maior vulnerabilidade para o trauma ocular em adultos, relacionando-o com a gravidade da lesão e com a presença de proteção ocular na ocasião do acidente. Material e Método: Quarenta e nove pacientes adultos com trauma ocular foram atendidos, aleatoriamente, no período de 01 de março a 01 de outubro de 2001, pelo serviço de urgência oftalmológica do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). Esta amostra foi submetida a protocolo previamente elaborado, no qual se analisaram aspectos demográfico, tipo de atividade exercida na ocasião do acidente, uso ou não de proteção ocular, possível abuso de drogas, tipo de trauma, gravidade da lesão, além da conduta oftalmológica adotada. Resultados: O local de maior ocorrência do trauma ocular foi o ambiente de trabalho, com 57,10% dos casos, seguido pelo ambiente domiciliar. A presença de proteção ocular foi observada em apenas 14,30% da amostra. Já os casos categorizados como graves se concentraram mais nos pacientes sem proteção, perfazendo um total de 44,20%. A análise ainda evidenciou que o trauma ocular atingiu, com uma incidência maior, os pacientes adultos do sexo masculino (89,80%), com idade compreendida entre 20 e 39 anos (55,10%), e que a maior parte dos pacientes procurou atendimento no HUOL após 72 horas do trauma (61,20%) com lesões, em sua maioria, graves. Conclusão: A severidade da lesão ocular, provocada em adultos por traumatismos ocorridos no desempenho das atividades trabalhistas, está diretamente relacionada com a ausência de proteção ocular por ocasião do evento traumático.

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TL 181
Trauma Ocular: Epidemiologia de 1350 casos em São Paulo

José Ricardo A Reggi, Andréa Santucci França, Maria Cristina Nishiwaki Dantas, Dario Grechi Goulart, Paulo Elias Correa Dantas

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Determinar a incidência e principais causas das lesões em pacientes vítimas de traumatismos oculares. Material e método: Foi realizado um estudo retrospectivo dos prontuários de 1350 pacientes vítimas de traumatismos oculares atendidos no Pronto Socorro de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, entre 01 de janeiro a 30 de agosto de 2000. Resultados: Oitenta por cento dos pacientes do sexo masculino e 20% do sexo feminino. Houve predomínio de adultos jovens na idade produtiva (faixa etária entre 16 e 45 anos - (69%)). O principal motivo causador foi acidente de trabalho (40,7%), acidentes domésticos (22,7%), ferimentos causados por agressão (15,7%), acidentes automobilísticos (8,1%), acidentes na prática de esportes (6,7%) e acidentes provocados por animais (6,1%). Conclusão: As medidas preventivas empregadas até o momento, parecem ter modificado pouco o perfil das causas dos traumatismos oculares em nosso serviço nos últimos anos. É importante identificar os principais fatores de risco e implementar estratégias de prevenção efetivas, na tentativa de se reduzir substancialmente a elevada incidência encontrada em nosso meio.

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TL 182
HIFEMA TRAUMÁTICO: SEGUIMENTO DE UM ANO

Karolinne Maia Rocha, Dinorah Piacentini Engel, Filipe Brandão Accioly de Gusmão, Elizabeth Nogueira Martins, Nilva Simeren Bueno de Moraes

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a evolução de pacientes portadores de hifema decorrente de trauma ocular contuso quanto ao aumento da pressão intra-ocular, necessidade de procedimento cirúrgico, ocorrência de ressangramento, tempo de absorção do coágulo e acuidade visual inicial e final. Métodos: Foram avaliados cinquenta e quatro pacientes com idade superior a quinze anos, com diagnóstico de traumatismo ocular fechado, assistidos no Pronto Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo, no período de dezembro de 2000 a janeiro de 2002. O hifema foi classificado em cinco subgrupos, microscópico (hemácias na câmara anterior sem a formação de nível); grau I (menos de um terço da câmara anterior); grau II (um terço à metade da câmara anterior); grau III (um terço a total) e grau IV (hifema total). Resultados: Noventa e dois por cento dos pacientes avaliados eram do sexo masculino, com idade média de 30 anos. Na admissão 37% dos pacientes apresentaram PIO superior a 24 mmHg. Entre as lesões associadas ao hifema, as mais encontradas foram as alterações corneanas em 36%, seguidas por lesões do segmento posterior em 32% dos casos. O tempo médio de clareamento foi de 9 dias. Impregnação corneana foi observada como complicação em 10 pacientes. Durante a evolução seis pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. O tempo médio de seguimento foi de 44 dias. O ressangramento ocoreu em 8% dos casos. Em relação à acuidade visual final foi observado 27% com visão entre SPL a CD e 20% com acuidade final de 1,0. A baixa de visão persistente (CD a SPL) se correlacionou principalmente com o comprometimento do seguimento posterior. Conclusão: A classificação do hifema permite a avaliação da severidade da lesão, prognóstico e conduta. O tratamento ainda permanece controverso. A baixa acuidade visual final ocorre mais comumente devido a lesões do segmento posterior, catarata traumática e atrofia do nervo óptico. O sucesso do tratamento depende da identificação dos fatores de risco, medicação apropriada e indicação cirúrgica precisa.

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TL 183
COMPREENSãO DE ORIENTAÇÕES MÉDICAS FORNECIDAS A PACIENTES E SATISFAÇÃO EM RELAÇÃO AO ATENDIMENTO EM UM PRONtO SOCORRO DE OFTALMOLOGIA

Léa Cinthia Formigoni, Elisabeth Nogueira Martins, Nilva Simeren Bueno de Moraes
Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Objetivos: O objetivo deste estudo é verificar o grau de satisfação em relação ao atendimento e o nível de compreensão das orientações médicas dadas a pacientes atendidos pelo Pronto Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo, complexo hospitalar da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina. Métodos: Um total de 50 entrevistas foi realizado no período de Outubro a Novembro de 2001 em dias e horários aleatórios. As perguntas visaram estratificar os pacientes em categorias sócio-econômicas (delinear o padrão sócio-econômico dos pacientes) e o nível de compreensão de todas as explicações dadas pela equipe médica assim como avaliar o grau de satisfação em relação ao atendimento. Resultados: 28 pacientes (56%) haviam sido examinados pela primeira vez para sua queixa; 16 pacientes (32%) haviam sido previamente examinados em um hospital público antes de serem atendidos neste Pronto Socorro; 7 pacientes (14%) puderam repetir o nome do médico que havia lhes atendido; 7 (14%) não foram capazes de repetir seu diagnóstico; 14 pacientes (28%) não puderam explicar a gravidade de sua doença; 43 pacientes (86%) disseram Ter inteção de seguir o tratamento dado; 17 pacientes (34%) ainda tinham dúvidas por razões que variavam de vergonha ao tempo de duração da visita Trinta e oito pacientes (76%) referiram estar muito satisfeitos e 9 (18%) disseram estar moderadamente satisfeitos em relação a assistência. Os pacientes também foram subjetivamente avaliados pelo entrevistador em bom nível de compreensão ® 40 pacientes (80%), nível moderado de compreensão ® 5 pacientes (10%) e baixo nível de compreensão ® 5 pacientes (10%). Nenhum paciente referiu a intenção de procurar outro serviço. Conclusão: Outros estudos devem ser conduzidos para evidenciar possíveis alternativas para aprimorar a qualidade do relacionamento médico-paciente inserdo em um contexto sócio-econômico de um país em desenvolvimento.

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TL 184
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OCLUSÃO E NÃO OCLUSÃO NO TRATAMENTO DE ABRASÃO CORNEANA APÓS RETIRADA DE CORPO ESTRANHO DA CÓRNEA

Rafael Mourão Agostini, Guilherme Mourão Soares da Rocha, Jane Claudia Miranda, Daniela Vieira de Aguiar, João Agostini Netto

Santa Casa de Belo Horizonte - MG

Objetivo: Comparar a eficácia entre o tratamento com curativo oclusivo e sem curativo, das abrasões corneanas após a retirada de corpo estranho da córnea. Métodos: Cinqüenta e quatro pacientes com abrasão corneana após retirada de corpo estranho foram randomizados, de forma alternada, em dois grupos: um grupo com curativo oclusivo e o outro sem curativo. Os pacientes foram avaliados diariamente até a cura, em relação aos seguintes parâmetros: área da abrasão corneana, quantidade de dor, presença de fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão borrada. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos quanto à: área da abrasão corneana, tempo para se obter a cura, dor, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão borrada. Não ocorreu nenhuma complicação ocular ou sistêmica durante o tratamento em ambos os grupos. Conclusão: Abrasão corneana após retirada de corpo estranho, menor que 9 mm2 pode ser tratada apenas com antibiótico tópico de largo espectro e colírio cicloplégico, sem a necessidade do curativo oclusivo, tornando o tratamento mais simples e menos dispendioso.

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TL 185
TRAUMA OCULAR EM CRIANÇAS BRASILEIRAS: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Enyr Saran Arcieri, Flávio Jaime Rocha, Rafael Saran Arcieri, Renato Penha Machado

Universidade Federal de Uberlândia - MG

Objetivo: Estudar a freqüência, causas, condições em que ocorrem os traumas oculares de crianças que foram atendidas no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Material e método: Estudo retrospectivo de 38 crianças (15 anos de idade ou menos) que sofreram trauma ocular e foram atendidas na emergência do HC-UFU de janeiro de 1996 a dezembro de 2000. Os dados foram analisados com teste T-Student e Qui-quadrado. Resultados: Houve predomínio de acidentes em meninos numa proporção de 2,5:1. A média de idade foi de 8,7 ± 4,56 anos entre garotos e 7,00 ± 3,47 anos nas garotas. A média de follow-up foi de 22,63 ± 20,99 meses. Ocorreram 34 traumas penetrantes (89,5%), um trauma perfurante (2,6%), uma ruptura (2,6%) e 2 casos com corpo estranho intra-ocular associado (5,3%), com 71,1% dos casos acometendo somente a córnea. Os acidentes domésticos foram a causa mais comum de traumas. Visão igual ou superior a 20/40 foi encontrada em 13,1% dos casos com envolvimento corneano, 5,3% com envolvimento escleral, e nenhum com acometimento córneo-escleral. Seis pacientes (15,8%) perderam a visão completamente. Conclusão: Muitas crianças com traumas oculares permanecem com problemas de visão e é muito comum a ocorrência do acidente em casa, o trauma ocular continua sendo uma importante causa de visão incapacitante. Nós acreditamos que muitos traumas poderiam ser evitados se medidas preventivas fossem adotadas.

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TL 186
ACHADOS ULTRA-SONOGRÁFICOS NOS TRAUMATISMOS OCULARES AGUDOS

Rogério de Almeida Tárcia

Universidade Federal de Minas Gerais

Objetivo: Analisar os achados ultra-sonográficos de olhos acometidos por traumatismos, com o intuito de melhor orientar o oftalmologista quanto à conduta e ao prognóstico em cada situação. Material e Métodos: Foram estudados, através da ultra-sonografia ocular, 50 pacientes (51 olhos) vítimas de traumatismos oculares contusos e penetrantes, na sua fase aguda (até decorridas 2 semanas). Resultados: Indivíduos adultos, de cor branca, do sexo masculino, foram os mais acometidos, sendo a hemorragia vítrea o achado mais freqüente (84,3%), seguido pelo espessamento de coróide e corpo estranho intra-ocular (ambos com 25,5%), descolamento de retina (23,5%), formação de membranas (15,7%) e encarceramento do corpo vítreo na ferida (9,8%). Conclusão: A hemorragia vítrea é o achado ultra-sonográfico mais freqüente nos casos de traumatismos oculares agudos. A formação de membranas vítreas inflamatórias é freqüente e elas foram encontradas tanto em traumas penetrantes, quanto em traumas contusos. Estes dados sugerem que uma terapêutica anti-inflamatória precoce, em todos os casos de traumatismos oculares, se faz necessária pelo risco de tração retiniana.

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TL 187
ESTUDO DOS CASOS DE FERIMENTOS PERFURANTES OCULARES SUBMETIDOS A TRATAMENTO CIRÚRGICO NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

Sérgio Shibukawa, Marta Fabiane Gouvêa Barioni, Paulo Lemes dos Santos Neto, Ériko Hidetaka Katayama, Mariza Toledo de Abreu

Universidade de Mogi das Cruzes – SP

Objetivo: Estudar as causas e características dos ferimentos oculares penetrantes no município de Mogi das Cruzes. Casuística e Método: Realizou-se um estudo retrospectivo de 30 pacientes com lesões perfurantes oculares admitidos no serviço de oftalmologia da Universidade de Mogi das Cruzes, no período de maio a dezembro de 2001. Dos 30 pacientes, três apresentaram ferimento ocular bilateral, resultando num total de 33 olhos. Resultados: Observou-se maior freqüência em crianças e adultos jovens, sendo de 1 ano a 15 anos (26,7%) e dos 16 a 30 anos (36,7%). A maioria dos casos ocorreu em indivíduos do sexo masculino (80%). O agente mais comum foi lesão por material metálico (30%) e 20% dos casos ocorreu no local de trabalho; o mais freqüente foi a lesão de córnea (44,6%) e escleral (19,6%), sendo a sutura de córnea e escleral o procedimento cirúrgico mais realizado. Em pacientes com acuidade visual pré-cirúrgica <0,1 a melhora foi menos importante no pós-operatório. Conclusão: Os ferimentos perfurantes constituíram causa freqüente de trauma ocular e medidas preventivas necessitam ser tomadas para reduzir a sua ocorrência, demonstrando a gravidade do trauma perfurante.

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TL 188
ANGIOGÊNESE TUMORAL COMO FATOR PROGNÓSTICO PARA A DISSEMINAÇÃO DA DOENÇA EM RETINOBLASTOMA

Eduardo F. Marback, Víctor Arias, Augusto Paranhos Jr., Clélia M. Erwenne

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) / Hospital do Câncer AC Camargo - SP

Objetivo: Avaliar se a capacidade de induzir angiogênese, quantificada pela área vascular relativa do tumor (AVRT), tem importância prognóstica em retinoblastoma. Pacientes e Métodos: Este foi um estudo clinicopatológico comparativo, retrospectivo, não randomizado. Os espécimes cirúrgicos de pacientes com retinoblastoma unilateral tratados por enucleção no Hospital do Câncer AC Camargo no período de Janeiro de 1992 a dezembro de 1995 foram identificados, revisados e tiveram dados clínicos compilados. Novas secções histológicas foram coradas pela hematoxilina-eosina (HE) e submetidas à reação imuno-histoquímica com o anticorpo anti CD 34. As lâminas coradas pelo HE foram avaliadas quanto à invasão de coróide e nervo óptico. Quantificação da AVRT pelo método de Chalkley foi feita nas lâminas submetidas a imuno-reação com o anticorpo anti CD 34. Os casos foram divididos em 2 grupos, o Grupo I consistiu de 5 casos que desenvolveram disseminação da doença em um tempo médio de 10,4 meses após a enucleação. Os demais 19 casos constituíram o Grupo II, nenhum destes desenvolveu disseminação da doença em um tempo médio de acompanhamento de 54 meses. Nenhum dos 24 casos apresentou evidência de doença extra-ocular à época da enucleação. Resultados: A AVRT foi a única variável capaz de prever a disseminação da doença (p=0,008 pela regressão de Cox). O achado de uma AVRT maior ou igual a 3,9% obteve sensibilidade de 100% e especificidade de 79% para prever a disseminação da doença. Conclusões: A quantificação da angiogênese pela medida da AVRT, pode ajudar a identificar quais pacientes com retinoblastoma estão sob risco de desenvolver disseminação da doença após a enucleação.

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TL 189
MELANOMA DE CORÓIDE NECRÓTICO

André Gustavo Bombana Nicoletti, José Carlos Eudes Carani, Ruth Miyuki Santo, Pedro Carlos Carricondo, Mario Enrique Lovaton

Universidade de São Paulo - São Paulo

O melanoma de coróide é a neoplasia maligna ocular primária mais comum em adultos. Inúmeras lesões benignas e malignas podem simular a aparência oftalmoscópica do melanoma de coróide. Nestas circunstâncias, a enucleação do globo ocular representaria uma trágica perda para o paciente, pois em alguns casos tais lesões não determinam prejuízo funcional. Deste modo, exames subsidiários como as ultra-sonografias convencional e Doppler, acompanhadas pelo seguimento clínico, revestem-se da maior importância na avaliação dos tumores intra-oculares. Apresenta-se um caso de melanoma de coróide necrótico, em que estas modalidades diagnósticas foram fundamentais para o estabelecimento do diagnóstico diferencial. Considerando-se que o seguimento clínico não parece prejudicar o prognóstico destes pacientes, condena-se qualquer precipitação na investigação e tratamento de massas intra-oculares.

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TL 190
Carcinoma De Merkel Palpebral

André Gustavo Bombana Nicoletti, Ruth Miyuki Santo, Veralúcia Rosa Ferreira, Suzana Matayoshi

Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: O presente estudo aborda o raro carcinoma de Merkel, que é um tumor neuroendócrino cutâneo primário originado a partir das células de Merkel, que fazem parte da população de células dendríticas da epiderme, relacionadas à sensibilidade tátil. Material e Método: Apresenta-se três casos de carcinoma de Merkel palpebral, suas características clínico-epidemiológicas e o tratamento instituído. Resultado: Apenas em um caso houve o reconhecimento clínico da entidade. Nos demais o diagnóstico foi obtido somente através do exame histológico, sendo que em um destes, o diagnóstico inicial foi de calázio. As três pacientes foram operadas e não apresentaram evidências de disseminação sistêmica. Conclusões: A raridade e o fato de mimetizar entidades benignas freqüentemente levam a dificuldades no diagnóstico e atraso na instituição da terapêutica adequada.

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TL 191
CARCINOMA EPIDERMÓIDE DA PÁLPEBRA EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES

Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Carlos César Formiga Ramos, Erymar de Araújo Dantas, Ranni Pereira Santos, Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho

Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal - RN

Objetivo: Analisar as características epidemiológicas do carcinoma epidermóide em lesões da pálpebra, sendo observado os seguintes critérios: sexo, faixa etária e diagnóstico clínico. Métodos: Em estudo retrospectivo foram avaliados 16 laudos de biópsias de carcinoma epidermóide na pálpebra do Departamento de patologia do Hospital Universitário Onofre Lopes no período de 10 anos (janeiro de 1992 a dezembro de 2001). Resultados: Dos 16 pacientes, oito eram do sexo masculino e oito, do feminino, sendo verificado uma proporção de 1:1. A média das idades foi de 55,9 anos (DP ± 16,8). As faixas etárias mais acometidas foram a sétima (31,25%) seguidos pela sexta e oitava décadas de vida. Conclusão: Não houve predileção pelo sexo, e encontrou-se uma baixa incidência em adultos jovens, em nossa região.

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TL 192
CARCINOMA EPIDERMÓIDE DA CONJUNTIVA EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES

Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Carlos César Formiga Ramos, Erymar de Araújo Dantas, Ranni Pereira Santos, Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho

Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal - RN

Objetivo: Analisar as características epidemiológicas do carcinoma epidermóide em lesões na conjuntiva ocular. Métodos: Foram avaliados restrospectivamente 68 laudos de biópsias do departamento de patologia da UFRN referentes ao período de janeiro de 1992 a dezembro de 2001, dentre 50.701 laudos anatomopatológicos, sendo observado os seguintes critérios: sexo, faixa etária e diagnóstico clínico. Resultados: Verificamos uma prevalência do sexo masculino em 67,6% (N=46) dos casos. A média das idades foi de 47,9 anos (DP ± 19,5). O paciente mais jovem estava com 14 anos no momento do diagnóstico. As faixas etárias mais acometidas pelas lesões oculares foram a quarta (17,7%) e a sexta (23,5%) décadas de vida. Encontramos em 28% (N=19) dos pacientes, idade inferior a 40 anos. Em 10,3% (N=7) dos pacientes houve invasão orbitária. Conclusão: A maior parte dos diagnósticos clínicos foram sugestivos de lesão maligna. Em nosso estado, região de clima tropical, onde há uma maior exposição solar, principal fator predisponente a lesões epiteliais pelo carcinoma epidermóide, encontramos uma alta prevalência em adultos jovens, e uma predileção pelo sexo masculino.

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TL 193
AUSÊNCIA DE EXPRESSÃO DE RECEPTORES HORMONAIS EM LEIOMIOMAS DO CORPO CILIAR

Eduardo F. Marback, Ehud Zamir, Babak Shabatian, Narsing A. Rao

Doheny Eye Institute – University of Southern California – Los Angeles, CA, USA

Objetivo: Avaliar se o leiomioma do corpo ciliar apresenta expressão de receptores para estrógeno e/ou progesterona, o que tornaria possível a tentativa de terapia hormonal para esta neoplasia. Material e Métodos: Revisão histopatológica retrospectiva de 4 espécimes de leiomioma do corpo ciliar com diagnóstico confirmado por microscopia eletrônica e imunohistoquímica. Realizada pesquisa de expressão de receptores de estrógeno e progesterona através de reação imunohistoquímica. Resultados: Nenhum dos espécimes estudados expressou receptores de estrógeno e/ou progesterona. Conclusão: Como o leiomioma do corpo ciliar não expressão receptores de estrógeno e/ou progesterona, esta neoplasia provavelmente não apresenta resposta à terapia hormonal.

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TL 194
ACHADOS HISTOPATOLÓGICOS EM RETINOBLASTOMA: ESTUDO PRELIMINAR

João Pessoa de Souza Filho, Virginia Laura Torres, Ana Beatriz Toledo Dias, Marcia Serva Lowen, Maria Cristina Martins

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Descrever os achados histopatológicos de olhos enucleados com retinoblastoma. Métodos: Dez casos de retinoblastoma tratados por enucleação na Universidade Federal de São Paulo entre dezembro de 2000 e Outubro de 2001 foram revisados histopatologicamente. Os dados clínicos incluem idade, sexo, raça e envolvimento unilateral ou bilateral. Na revisão histopatológica foram avaliados a presença de neovascularização da íris e ângulo, grau de diferenciação do tumor e invasão do nervo óptico e coróide de acordo com a classificação de Khealfaoui. Resultados: De 10 pacientes, 5 eram meninos e 5 meninas, 6 da raça branca, 3 negros e 1 asiático. A idade variou de 2 a 28 meses (media 9,1 meses), sendo 3 casos bilaterais e 7 casos unilaterais. Todos os tumores caracterizavam-se histologicamente pela proliferação de pequenas células com alta razão núcleo/citoplasma e 8 (80%) eram bem diferenciados. O envolvimento da coróide foi observado em 6 (60%) dos casos (grau II) e invasão de nervo óptico em 3 (30%) casos (grau III). Todos os casos apresentavam neovascularização de íris e ângulo, necrose e calcificação. Conclusão: Neovascularização, necrose e calcificação foram achados mais comumente observados. A invasão do nervo óptico e coróide, dois dos mais importantes fatores prognósticos, foram encontrados em 30% e 60% dos casos respectivamente.

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TL 195
MELANOCITOMA DE CORPO CILIAR

Leonardo Tostes Poli, Paulo Horta Barbosa, José Fillus Neto, Jayme Arana, Carlos Augusto, Moreira Júnior

Hospital de Olhos do Paraná - Curitiba

Os autores relatam um caso de paciente do sexo feminino, 41 anos, com melanocitoma do corpo ciliar. O melanocitoma é definido como uma variante do nevus, localizado no disco óptico ou em algum lugar do trato uveal, com características de tumor benigno. Na maioria das vezes é tratado conservadoramente com cirurgia de iridociclectomia.

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TL 196
Meduloepitelioma não teratóide de corpo ciliar em adulto: Relato de Caso

Luciana Afonso Pires, Maria Cristina Martins, João Pessoa de Souza Filho, Virgínia Laura Lucas Torres, Clélia Maria Erwenne

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Documentar um caso de meduloepitelioma não teratóide de corpo ciliar em adulto. Métodos: Os autores descrevem um estudo de caso observado de um homem branco de 72 anos, com diminuição gradual da acuidade visual há dois meses em olho direito. O diagnóstico clínico foi de melanoma de corpo ciliar, sendo submetido a enucleação. Resultados: O exame histopatológico do espécime foi de meduloepitelioma não teratóide de corpo ciliar. Conclusão: O meduloepitelioma é um tumor raro em indivíduos adultos, sendo provavelmente o sétimo caso descrito na literatura. A lesão clínica pode mimetizar um melanoma maligno.

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TL 197
MELANOMA DE CORÓIDE ORIGINADO DE MELANOCITOMA UVEAL EM PACIENTE COM MELANOCITOSE OCULODERMAL

Marília Cavalcante Araújo, Fabiane Trindade Jerônimo, Daiane Memória Ferreira Santos, Fernando Queiroz Monte, José Luciano Leitão Alencar

Hospital Geral de Fortaleza - CE

Objetivos: Relatar o caso de um paciente de 73 anos apresentando, no olho direito, melanoma maligno de coróide originado de melanocitose oculodermal. Métodos: Os exames incluíram: inspeção externa, acuidade visual, biomicroscopia, oftalmoscopia, exames de imagem e histopatológico. Resultados: Os autores observaram pigmentação cutânea na distribuição do nervo trigêmio, ipsilateral. A acuidade visual era 0,5 no olho direito e 0,4 no olho adelfo. A biomicroscopia revelava hiperpigmentação uveal, escleral e episcleral. A oftalmoscopia mostrava massa coroidal pigmentada e descolamento de retina. A tomografia e ultra-sonografia foram sugestivas de melanoma maligno de coróide. O olho esquerdo era normal. Baseado nesses achados, o diagnóstico foi melanoma maligno de coróide. O olho foi enucleado. Ao exame histopatológico: Macroscopia: Globo ocular com esclerótica escura na maior extensão medindo 25x21x23 mm. Córnea 11x9 mm. Pupila 3 mm de diâmetro. Ao corte, vemos uma massa escura no pólo posterior medindo 9x5 mm e estendendo-se lateralmente por 15 mm. Retina tem descolamento subtotal. Microscopia: Córnea com estrutura normal com exceção de células pigmentadas na sua periferia. Há praticamente atalamia, pois existem sinéquias anteriores extensas. Esclerótica com forte pigmentação. Episclera também pigmentada. Corpo ciliar hiperpigmentado, sobretudo mais posteriormente. Cristalino com algumas células de Weddell e hiperpigmentação aderida ao seu equador. Coróide quase toda hiperpigmentada e no pólo posterior há massa constituída predominantemente por células fusiformes do tipo B com intensa pigmentação. Retina descolada. Conclusão: A neoplasia tem continuidade com o tecido na melanocitose peripapilar e a zona da melanocitose tem forma semelhante à periferia do tumor. Se fosse pura e simples invasão, predominaria os tecidos que pertenciam ao tumor, descaracterizando o tecido melanótico da coróide vizinha, dados consistentes com a transformação maligna da melanocitose.

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TL 198
TUMOR DERMÓIDE E ALTERAÇÕES ASTIGMÁTICAS: TRATAMENTO CLINICO OU CIRÚRGICO? RELATO DE UM CASO

Mônica Osório Tavares, Jorge Cazal, Gilmara Furtado, Eleusis Caetano

Hospital São João Batista / Centro de Dignostico Oftalmológico (CDO) - Volta Redonda - RJ

Objetivo: Descrever as alterações refracionais de um paciente com tumor dermóide limbar e discutir as principais características clinicas, assim como o seu manejo. Material e método: Paciente de 3 anos, sexo masculino, com história de tumor dermóide, diagnosticado com 24 dias, com tratamento conservador, com lentes de contato rígidas gás permeável, visando sua reabilitação visual. Resultado e discussão: O ato de tratar o recém-nascido ou até mesmo uma criança com cirurgia implica em riscos elevados no que diz respeito à anestesia. Optamos pelo método conservador, que se trata da utilização de lente de contato rígida gás permeável, devido as boas condições estruturais familiares e a boa adaptação do paciente com o método, com isso previnimos a anisometropia e a aniseconia e, consequentemente, a ambliopia. Conclusão: O método foi efetivo na prevenção da ambliopia.

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TL 199
CORPO ESTRANHO EPISCLERAL SIMULANDO MELANOMA UVEAL

Pedro Carlos Carricondo, André Gustavo Bombana Nicoletti, Luciana Oyi de Oliveira, Vera Regina Cardoso Castanheira

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Relatar três pacientes que apresentaram corpo estranho episcleral simulando clinicamente melanoma uveal com crescimento extra-ocular que foram encaminhados para a realização de Biomicroscopia Ultra-sônica (UBM), destacando sua utilidade no diagnóstico e conduta em comparação com os relatos descritos anteriormente ao método. Pacientes e Método: Notou-se em três pacientes do sexo masculino, entre 58 e 62 anos de idade, a ocorrência de pigmentação episcleral nodular na altura da fenda palpebral, observou-se em um deles alteração pigmentar no seio camerular na altura de lesão. Nenhum recordava de trauma ocular. Todos foram submetidos no Ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo a avaliação oftalmológica completa e avaliação ultra-sonográfica pela UBM com estudo da área suspeita. Resultado: Nos três casos relatados o exame de UBM demonstrou a presença de imagens com características ecográficas sugestivas de corpo estranho de natureza metálica sob a conjuntiva, descartando-se a ocorrência de melanoma intra-ocular, possibilitando conduta simples e resolutiva. Conclusão: Mesmo na ausência de história de trauma ocular o achado de lesão pigmentada episcleral impõe a necessidade de afastar a presença de corpo estranho subconjuntival, destacadamente nos casos de localização inter-palpebral, peri-ceráticos e no sexo masculino. Esta é a primeira série a relatar a possibilidade de realizar nestas situações a UBM, permitindo determinar a natureza das lesões pseudo-tumorais de forma simples e inócua, evitando a execução de procedimentos cirúrgicos desnecessários.

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TL 200
CARCINOMA SEBÁCEO: UM CASO ATÍPICO

Simone Haber Duellberg von Faber Bison, Valéria Pereira Lanzoni

Clínica Oftalmológica Dra. Simone Bison / Universidade Federal de São Paulo

Objetivo: Mostrar a importância do conhecimento das mais diversas apre-sentações clínicas do carcinoma sebáceo. Apresentação do caso: As autoras apresentam um caso atípico deste carcinoma envolvendo o canalículo lacrimal inferior em um paciente jovem atendido na clínica particular. A neoplasia foi inicialmente confundida com papiloma tanto clinicamente quanto pelo aspecto histopatológico da biópsia pré-operatória da parte da lesão que exteriorizava no ponto lacrimal. O diagnóstico de carcinoma sebáceo bem diferenciado foi confirmado pelo anatomo-patológico realizado pela técnica convencional de cortes embebidos em parafina apenas após a ressecção total do tumor. Conclusão: Deve-se sempre lembrar deste tumor no diagnóstico diferencial das lesões de pálpebra, já que ele tem um comportamento agressivo e tendência a disseminação com alta mortalidade.

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TL 201
ACHADOS HISTOPATOLÓGICOS EM RETINOBLASTOMA APÓS QUIMIOREDUÇÃO

Virgínia Laura Lucas Torres, Maria Cristina Martins, João Pessoa Souza Filho, Luciana Afonso Pires, Clélia Maria Erwenne

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Descrever os achados histopatológicos de olhos enucleados por retinoblastoma submetidos a quimioterapia prévia. Métodos: Sete olhos com retinoblastoma que receberam quimioterapia prévia a enucleação foram submetidos a preparação histológica de rotina, corados com hematoxilina-eosina e os cortes analisados sob microscopia óptica. Resultados: Um total de 7 olhos de 6 pacientes foram estudados. Neovasos de íris estavam presentes em três casos e exsudação em quatro casos e um caso apresentava células tumorais em câmara anterior. Todos os casos, exceto um, apresentaram células tumorais viáveis após quimioredução. Necrose e calcificação estavam presentes em todos os casos e em apenas dois casos não eram a característica predominante. Não foi identificada invasão do nervo óptico. Invasão da coróide estava presente em três casos. Gliose estava presente em todos os casos. Conclusão: Este estudo demonstra a variabilidade de achados histopatológicos nos casos de retinoblastoma submetidos a quimioredução independente do número de ciclos de quimioterapia. Estudos posteriores com ênfase no seguimento e evolução clínica dos pacientes são necessários para saber se tais achados histológicos poderiam auxiliar na escolha do tratamento do olho contralateral.

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TL 202
RETINOBLASTOMA: TRATAMENTO CONSERVADOR EM OLHOS COM SEMENTES VÍTREAS

Virgínia Laura Lucas Torres, Clélia Maria Erwenne, Carla Renata Donato Macedo, Luiz Fernando Teixeira

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Demonstrar a experiência pessoal dos autores no tratamento conservador de olhos com retinoblastoma apresentando sementes vítreas. Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes portadores de retinoblastoma atendidos no Instituto de Oncologia Pediátrica e Setor de Oncologia Ocular/ EPM UNIFESP, no período de janeiro de 2001 a abril de 2002. Resultados: Um total de 8 pacientes foram estudados. Destes, dois utilizaram quimioterapia sistêmica baseada no emprego da Ifosfamida (QT) associada a radioterapia de feixe externo (Rxt) com boa resposta (regressão das sementes vítreas e cicatrização da lesão), dois usaram QT associada a radioterapia por braquiterapia, também com boa resposta. Em quatro pacientes foi empregada inicialmente apenas QT, destes, em dois não houve reposta completa ao tratamento necessitando de Rxt em um caso e enucleação no outro, um caso teve resposta inicial mas perdeu o seguimento por abandono ao tratamento, e um caso obteve boa resposta. Conclusões: A observação desta pequena amostra é indicativa de que quimioterapia com ifosfamida associada a radioterapia (braquiterapia e radioterapia de feixe externo) oferece bom controle de retinoblastomas que cursam com sementes vítreas. A ifosfamida como terapia única não mostrou a mesma eficiência. No entanto, estudo com amostra significativa e adequado seguimento é necessário para futuras conclusões.

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TL 203
A correlação entre a citologia e a histologia em lesões intra-oculares suspeitas de malignidade

Zélia Maria da Silva Corrêa, Luciane Dreher Irion, James Jay Augsburger, Susan Schneider, Clélia Maria Erwenne

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

Objetivo: Correlacionar os achados citológicos da biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) de lesões intra-oculares suspeitas de malignidade com a histo-patologia obtida quando o tratamento de escolha foi enucleação ou ressecção da lesão tumoral. Pacientes e Métodos: Análise retrospectiva de 51 pacientes submetidos à BAAF com fins diagnósticos ou para correlação cito-histológica. Foram excluídos os casos com lesões não sólidas, tratamento conservador e biópsias guiadas por ultra-som. Após exclusões, 20 olhos de pacientes contendo lesões intra-oculares suspeitas de malignidade foram estudados. As biópsias foram realizadas pela primeira autora sob observação direta (microscópio) ou indireta (oftalmoscópio binocular indireta). A rota escolhida foi trans-aquoso para os tumores de segmento anterior e trans-vítrea com acesso escleral para os tumores de segmento posterior exceto os casos suspeitos de retinoblastoma, biopsiados com acesso pela periferia da córnea. Foram obtidas 2 amostras de áreas diferentes do tumor em todos os casos com agulha calibre 25 ("gauge"). As amostras colhidas foram encaminhadas para processamento, fixação e coloração tipo Papanicolau e hematoxilina-eosina. Os espécimens obtidos para histopatologia foram corados com hematoxilina-eosina. Resultados: Após exclusões, 20 pacientes foram estudados, sendo 12 mulheres. A idade dos pacientes variou entre 2 e 78 anos. Três casos eram tumores de segmento anterior (íris) e os demais de segmento posterior, sendo 3 retinoblastomas. Nove pacientes foram submetidos a BAAF com fins diagnósticos e 11 para correlação cito-histológica após enucleação. Somente dois casos apresentaram quantidade insuficiente de material para diagnóstico e posteriormente revelaram ser um granuloma e um melanoma maligno de coróide. Conclusões: A biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) parece ser um método diagnóstico confiável baseado na correlação cito-histológica neste grupo de pacientes.

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TL 204
ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA E ADQUIRIDA NO NORTE E NOROESTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Daíse Malheiros Meira, Fernando Oréfice, Lilian Maria Garcia Bahia de Oliveira, Ricardo Guerra Peixe, Acácio Muralha

Universidade Federal de Minas Gerais / Universidade Federal Fluminense / Universidade Estadual do Norte Fluminense

Objetivo: Este estudo foi projetado com a finalidade de avaliar a prevalência da toxoplasmose em Campos dos Goytacases (Campos), Rio de Janeiro, Brasil, no contexto das características sociais da população. Material e Método: 1050 indivíduos selecionadas aleatoriamente foram triados para toxoplasmose usando o ELISA. Todos eles se submeteram a uma oftalmoscopia binocular indireta. As lesões foram então classificadas em tipos A, B e C, de acordo com o seu aspecto morfológico. As lesões tipo A são aquelas com limites precisos, usualmente circundadas por um halo pigmentado e com grande destruição da retina e coróide. As lesões tipo B possuem um menor grau de destruição circundadas por um halo claro hipopigmentado. As lesões tipo C são basicamente áreas de hiperplasia ou atrofia RPE. Resultado: A soroprevalência mostrou taxas significativamente mais altas de toxoplasmose entre indivíduos de classe sócio-econômica mais baixa em comparação com aqueles de classe social alta. No entanto, não houve diferenças na prevalência das lesões oculares considerando-se o nível sócio-econômico da população. 10% de todos os indivíduos apresentaram lesões oculares consideradas como sendo devidas a toxoplasmose ocular. 21% destes apresentaram lesões tipo A, 59% lesões tipo B e 18% apresentaram lesão tipo C. 2% apresentaram tanto o tipo A quanto o tipo B. Conclusões: A água foi considerada o fator de risco mais importante como veículo da transmissão da toxoplasmose, fato este inédito na literatura internacional. A classificação morfológica das lesões pode ser de grande ajuda na determinação da importância de fatores ambientais e genéticos nas lesões da toxoplasmose.

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TL 205
AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL COMO FATOR PROGNÓSTICO EM PACIENTES HIV POSITIVOS PORTADORES DE RETINITE VIRAL HERPÉTICA: ARN E PORN

Alessandro Dantas Pennella, Simone Ribeiro de Araujo, Carla Mercedes Saavedra, Luciana Peixoto Finamor, Cristina Muccioli

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivos: Descrever as alterações oculares de pacientes HIV positivos portadores de Retinite Herpética (ARN e PORN) e avaliar relação entre a acuidade visual inicial e final. Métodos: Estudo retrospectivo dos prontuários médicos de prontuários de pacientes HIV positivos do Setor de Uveites da UNIFESP, Escola Paulista de Medicina no período de outubro de 92 à abril de 01 (8 anos e 6 meses). Os prontuários desses pacientes foram revisados, sendo selecionadas as alterações por ocasião da primeira consulta (Queixa principal, alterações do segmento anterior e posterior) e relacionar acuidade visual inicial com a acuidade visual final. Resultados: A acuidade visual dos pacientes com ARN piorou em 21 olhos (87,5%), manteve-se inalterada em 2 olhos (8,3%) e melhorou em 1 paciente (4,2%). Dentre os pacientes com PORN 15 olhos (100%) tiveram piora da acuidade visual final. Conclusão: As retinites virais herpéticas representam causa importante de baixa de acuidade visual (BAV) severa em pacientes com AIDS. Nos pacientes com ARN uma melhor acuidade visual inicial representou um melhor prognóstico em relação visual final. Nos pacientes com PORN a acuidade visual final foi muito baixa, independente da acuidade visual inicial.

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TL 206
TEMPO DE CHEGADA DO CONTRASTE ANGIOFLUORESCEINOGRÁFICO NA RETINA DE JOVENS PORTADORES DA FORMA HEPATOESPLÊNICA AVANÇADA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA

Ana Catarina Delgado de Souza, Carlos Teixeira Brandt, Liana Oliveira Ventura, Fernando Oréfice

Fundação Altino Ventura / Universidade Federal de Pernambuco

Objetivo: Avaliar o tempo de chegada do contraste angiofluoresceinográfico na retina de jovens portadores de estágio avançado de esquistossomose na forma hepato-esplênica, tratados clinica e cirurgicamente. Material e Métodos: Foi realizado estudo caso-controle, no qual 25 jovens (X=18,2 anos) portadores de EHE, tratados clinicamente e cirurgicamente, no Hospital das Clínicas – Universidade Federal de Pernambuco, durante o período de 1990 a 2001, foram submetidos a angiografia fluoresceínica digital e avaliados o tempo de chegada do contraste à fase venosa precoce do exame. O grupo controle consistiu de 36 jovens de faixa etária similar, submetidos ao exame pela mesma técnica, no mesmo hospital, sem esquistossomose mansônica. Resultados: Houve retardo do tempo braço-retina, na fase venosa precoce da angiofluoresceniografia igual ou maior que 70 segundos em três pacientes (12%) do grupo esquistossomótico e em nenhum do grupo-controle, entretanto o achado não alcançou significância estatística. Conclusão: Este retardo sugere a hipótese de que pode haver uma lentificação na circulação venosa ocular de pacientes esquistossomóticos.

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TL 207
ASSOCIAÇÃO DA SÍNDROME DE SWEET COM DOENÇA DE BEHÇET

Carlos Eduardo Villas Bôas Jr., Maria Auxiliadora M. F. Sibinelli, Carlos Roberto Neufeld

Santa Casa de São Paulo - SP

Objetivo: Apresentar um caso de paciente do sexo feminino de 46, que apresentou associação da doença de Behçet e Síndrome de Sweet, com envolvimento ocular bilateral acompanhado de alterações dermtológicas. Método: relato de caso. Resultado: Ao exame ocular a paciente apresentava diminuição da acuidade visual em ambos os olhos, decorrente de uveíte difusa com reação severa do segmento anterior, vitreíte de +3/+4 e vasculite na retina periférica. No exame clínico geral apresentava úlceras orais e genitais; placas eritemato-vesiculares nos membros superiores. O resulatdo do exame anatomo patológico das lesões de pele evidenciou vasculite com infiltrado neutrofílico característico da S. de Sweet. Conclusão: Embora raramente descrito, pode haver associação da D. de Behçet com a S. de Sweet.

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TL 208
AVALIAÇÃO DA DENSIDADE ENDOTELIAL DA CÓRNEA DE PORTADORES DE UVEÍTE

Carlos Eduardo Villas Bôas Jr, Maria Auxiliadora F. Sibinelli

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Avaliar o grau de comprometimento endotelial através da biomicroscopia especular para a análise da perda de células em portadores de uveíte com acometimento do segmento anterior, após a resolução do processo inflamatório. Material e método: Foram estudados, prospectivamente, 44 olhos de 22 pacientes com uveíte atendidos no ambulatório de oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), no período de dezembro de 2000 a junho de 2001. Foi realizado exame ocular e formulação das hipóteses diagnósticas sendo instituído o tratamento específico para cada caso. Após resolução da inflamação, os pacientes foram submetidos à biomicroscopia especular do endotélio corneal, no Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sendo os valores encontrados, comparados com os da córnea do olho adelfo e utilizados como controle. Resultados: A densidade endotelial dos olhos afetados variou de 585 cel./mm2 a 3424 cel./mm2, com média de 2476,18 ± 520,93 cel./mm2. Nos olhos adelfos variou de 2100 cel/mm2 a 3571 cel/mm2, com média de 2687,09 ± 379,46 cel./mm2. A análise estatística dos dados por meio do teste t de Student (com a < 0.05), para pareamento simples, mostrou diferenca estatisticamente significante (p < 0,02%) entre os olhos afetado e adelfo. Conclusão: Os dados obtidos sustentam a hipótese de que olhos com uveíte apresentam diminuição da densidade endotelial.

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TL 209
Aspectos virológicos e imunopatogênicos da uveite de recuperação imune em pacientes com retinite por citomegalovirus cicatrizada

Claudio R. Garcia, Cristina Muccioli, William R. Freeman

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) / University of California - San Diego – U.S.A.

Objetivo: Investigar o papel do citomegalovirus e da resposta imune na patogênese da uveite de recuperação imune (URI). Material e Métodos: Fluidos oculares (aquoso e vítreo) dos pacientes com URI foram coletados durante procedimento cirúrgico e comparados quanto à presença de linfocinas IL-6, IL-12, FNT-alfa, gama interferon e DNA do citomegalovirus. As espécimes dos pacientes controle foram obtidas de pacientes imunocompetentes submetidos a cirurgia para remoção de membranas epirretinianas não inflamatórias, remoção de membrana neovascular subretiniana ou hemorragia vítrea secundária ao diabetes. Resultados: Olhos com URI (11 pacientes, 17 amostras) apresentaram níveis significantes de IL-12 (média 53 pg/ml, p=.02), IL-6 (média 218 pg/ml), mas não apresentaram DNA para CMV (9/9). Os olhos com retinite ativa pelo CMV (17 pacientes, 28 amostras) tiveram níveis mais altos de IL-6 (média 581 pg/ml, p=.01), níveis insignificantes das outras linfocinas pesquisdas e foram positivos para o DNA do CMV (5/5). Conclusão: Os perfis de linfocina e virais diferem na retinite ativa e nos pacientes com URI e a presença de IL-12 nos olhos com URI é consistente com a geração de resposta imune específica de células T.

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TL 210
ANÁLISE PROSPECTIVA EM PACIENTES COM SOROLOGIA PARA TOXOCARA CANIS - AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA PRESENÇA DE DOENÇA OCULAR

Claudio R. Garcia, Luis Henrique Lima, Marcos Vinicius Silva

Hospital Oftalmológico de Sorocaba – SP / Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Sorocaba – SP / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Estudar de forma prospectiva a prevalência de comprometimento ocular em pacientes com sorologia positiva para Toxocara canis em população infantil em idade pré-escolar e escolar. Material e Métodos: Decidiu-se avaliar o solo de praças públicas de vários lugares diferentes, com escavação de 15 cm de profundidade e análise confirmatória para a presença de ovos de T. canis. Em todos os casos a quantidade de ovos do parasita foi positiva e decidiu-se avaliar 181 crianças de escolas e creches de Sorocaba com idade entre 3 a 8 anos escolhidas aleatoriamente a sorologia com teste de ELISA para T. canis. Todos os pacientes foram submetidos a exame físico geral e exame oftalmológico. O exame oftalmológico constou de avaliação de acuidade visual, biomicroscopia de segmento anterior e oftalmoscopia indireta realizada no ambulatório de especialidade de retina do Sistema Único de Saúde no Hospital Oftalmológico de Sorocaba. Os pacientes foram classificados quanto à presença ou ausência de comprometimento ocular secundário ao Toxocara canis. Resultados: Do total de pacientes avaliados, 65 (35%) apresentaram sorologia positiva, com valores ³0,375, valor considerado "cut-off" para positividade. Do grupo total de pacientes examinados não se detectou presença de lesões fundoscópicas em nenhum dos casos. Avaliações periódicas prospectivas estão agendadas a cada seis meses. Conclusão: O trabalho preventivo de avaliação e acompanhamento prospectivo apresenta-se como a melhor alternativa para detectar e tratar condições consideradas não erradicadas na população geral que podem, quando não tratadas levar à cegueira.

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