Temas Livres
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XV Congresso Brasileiro de 
Prevenção e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 106
TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CONJUNTIVA PARA PTERÍGEO PRIMÁRIO E RECORRENTE. AVALIAÇÃO DE 777 CIRURGIAS

Dorotéia Matsuura, Rodrigo Vaz de Queiroz Silva, Rodrigo Tamietti Durães, Leonardo Akaishi, Canrobert Oliveira

Hospital Oftalmológico de Brasília - DF

Objetivo: Avaliar a ocorrência de recidivas nas cirurgias de pterígeo realizadas com transplante autólogo de conjuntiva. Material e Métodos: Foram realizadas 777 cirurgias de pterígeo com transplante autólogo de conjuntiva entre janeiro de 1996 e junho de 2001. Os pterígeos foram classificados, de acordo com o tamanho, em grau I (até 1,5 mm do limbo), II (1,5-3 mm do limbo), III (3-5 mm) e IV (além de 5 mm do limbo). A amostra foi separada em dois grupos: 1- primário (sem cirurgias prévias) e 2- recidivado (com uma ou mais cirurgias prévias). Quanto à distribuição por faixa etária, 548 casos pertenciam ao grupo abaixo de 50 anos de idade e 229 casos, acima de 50 anos de idade. Resultado: O tempo médio de seguimento foi de 6 meses. Recorrência foi observada em 39 (5%) olhos. Trinta e três (85%) pertenciam ao grupo abaixo de 50 anos de idade e 6 (15%) ao grupo acima de 50 anos. Vinte e seis (66%) eram primários e 13 (34%) recidivados. Quanto ao tamanho, do total de 777 cirurgias, 150 (19,3%) casos foram classificados como grau I, 400 (51,5%) II; 200 (25,8%) III e 27 (3,4%) IV. As complicações relatadas foram: granuloma (3 casos), simbléfaro (4 casos), retração do enxerto (6 casos) e "dellen" (2 casos). Conclusão: O transplante autólogo de conjuntiva regenera a superfície ocular e restaura a barreira límbica entre o epitélio córneo-conjuntival através das "stem cells" transplantadas. É uma técnica muito eficaz para o tratamento de pterígeos primários e recidivados pois apresenta um pequeno número de recorrências e complicações.

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TL 107
TRANSPLANTE DE MEMBRANA AMNIÓTICA PRESERVADA ASSOCIADO AO TRANSPLANTE DE CONJUNTIVA AUTÓLOGO NO TRATAMENTO DO PTERÍGIO PRIMÁRIO E RECIDIVADO

Alessandra Guerra Daros Castellano, Rommel Josué Zago, Ana Cristina Alvarez Carvalho, Rafael Potrich Reichmann, Hamilton Moreira

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - PR

Objetivo: Determinar a eficácia do transplante de membrana amniótica associado ao transplante de conjuntiva autólogo no tratamento do pterígio. Métodos: Analisou-se prospectivamente 30 pacientes com pterígio primário ou recidivado, com idade entre 20 e 60 anos que se apresentaram de forma consecutiva ao ambulatório de oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e foram submetidos à mesma técnica proposta. Todos os pacientes foram submetidos a uma classificação pré-operatória do grau do pterígio. Foram analisados os aspectos de exposição solar na infância e vida adulta; idade; raça; sexo; se primário ou recidivado; tratamento clínico anterior e se trabalhavam em ambiente exposto ao sol. Resultados: Participaram do estudo 17 homens e 13 mulheres, com idade média de 37,6 anos. No seguimento pós-operatório observaram-se 12 complicações, sendo as mais graves 1 caso de Dellen corneano e 1 caso de úlcera corneana, a complicação mais freqüente foi a retração do enxerto conjuntival com 6 casos. Seis pacientes que tiveram ao terceiro mês classificação de recidiva corneana ou conjuntival foram submetidos à injeção subconjuntival de triancinolona. Ao final do sexto mês classificou-se 22 pacientes como sucesso cirúrgico e 8 pacientes como insucesso, sendo destes, 5 recidivas conjuntivais e 3 recidivas corneanas. Ressalta-se que os pacientes submetidos à injeção de triancinolona foram considerados como insucesso, mesmo os que obtiveram boa melhora no seu quadro. Conclusão: Embora a análise estatística não tenha mostrado nenhuma significância quando comparados os fatores de prognóstico pré-operatório com o resultado final, neste estudo observou-se que é um procedimento seguro e com um grau de recidiva semelhante ao do transplante de conjuntiva autólogo. Sendo opção aos casos em que não há conjuntiva doadora suficiente para cobrir toda a área a ser excisada.

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TL 108
Freqüência da Infestação por Demodex folliculorum como Possível Causa de Blefarites Crônicas. Estudo Preliminar.

Anamaria Baptista Coutinho, Maria Cristina Martins, João Pessoa de Souza Filho, Acácio Alves de Souza Lima Filho, Marta de Filippi Sartori

Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP

Objetivo: Demonstrar a freqüência de Demodex folliculorum nas blefarites crônicas sintomáticas quando comparadas com as assintomáticas, em diferentes faixas etárias. Métodos: Estudo prospectivo, do tipo caso-controle onde foram selecionados 60 pacientes provenientes do Serviço de Oftalmologia do Complexo Hospitalar do Juqueri, localizado em Franco da Rocha - SP, com diagnóstico clínico de blefarite crônica, sendo 42 desses pacientes sintomáticos e 18 assintomáticos. Os pacientes foram subdivididos em 5 grupos de acordo com a faixa etária (15-25; 26-50; 51-70; 71-90; >90 anos), tanto para os portadores sintomáticos de blefarite crônica quanto para os assintomáticos. Foram epilados 6 cílios de cada olho, sendo 3 da pálpebra superior e 3 da pálpebra inferior, onde foi feita a pesquisa para Demodex folliculorum através de exame a fresco em microscópio óptico. Resultados: Observamos que a freqüência de Demodex folliculorum em pacientes sintomáticos com blefarite foi de 90,4%, tendo sido esta freqüência maior na faixa etária entre 26-50 anos (38%), seguida pela (28,6%) dos indivíduos entre 71 e 90 anos. Nos pacientes assintomáticos esta freqüência foi menor (55,5%) sendo 22,2% na faixa etária entre 26-50 anos e 22,2% entre 51-70 anos. Conclusões: Elevada freqüência de Demodex folliculorum em pacientes com blefarite crônica, sendo esta freqüência maior em pacientes numa faixa etária entre 26-50 anos e sintomáticos.

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TL 109
ANÁLISE DO CRESCIMENTO BACTERIANO A PARTIR DE AMOSTRAS DE CONJUNTIVA E PÁLPEBRA NA VIGÊNCIA OU NÃO DE ANTIBIÓTICO

Cecília Tobias de Aguiar Moeller, Maria Cecília Zorat Yu, Michel Eid Farah, Manoel Armando Azevedo Santos, Ana Luisa Höfling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Demonstrar a utilização do meio de cultura na forma líquida como auxiliar no diagnóstico de infecção ocular. Materiais e Métodos: Foram colhidas amostras de conjuntiva e pálpebra de pacientes submetidos às cirurgias de catarata e refrativa em três momentos: antes da cirurgia e sem profilaxia antibiótica e nos pós-operatórios com uso de antibiótico tópico e sem a utilização do mesmo por 15 dias. As amostras foram semeadas em meio líquido "Brain Heart Infussion" (DIFCO) e sólido de ágar BHI sangue (DIFCO). Nos três períodos foram analisados os tipos de bactérias isoladas em cada meio de cultura. Resultados: Das amostras de conjuntiva e pálpebra submetidas ao cultivo em meios sólido e líquido nos períodos anterior à profilaxia com antibiótico tópico e após a interrupção do mesmo por 15 dias houve, respectivamente, 97% e 64,3% de crescimento bacteriano. A mesma avaliação durante o uso de antibiótico tópico apresentou crescimento bacteriano em 28,6% dos cultivos. A comparação dos resultados das culturas em meios sólido e líquido evidenciou um crescimento bacteriano significantemente maior de cocos Gram positivos no meio líquido nos três períodos analisados, enquanto bacilos Gram positivos apresentaram crescimento significantemente maior em meio sólido no período anterior à profilaxia antibiótica. Conclusão: A análise do cultivo de amostras de conjuntiva e pálpebra apresenta isolamento de cocos Gram positivos significantemente maior no meio líquido em todos os períodos estudados, enquanto bacilos Gram positivos foram significantemente mais isolados em meio sólido quando não havia influência de antibiótico tópico. Esta diferença de positividade nos cultivos em meios líquido e sólido para os diferentes tipos de bactérias isoladas e em diferentes situações de tratamento com antibiótico tópico ressalta a necessidade de utilização dos dois meios de cultura para a determinação da microbiota bacteriana patogênica da conjuntiva e pálpebra humana.

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TL 110
ENTRÓPIO SENIL E SUA RELAÇÃO COM ENOFTALMO

Cláudia Cabral Dettmer Bornancin, Ana Cristina de Carvalho, Rodrigo Beraldi Kormann, Luciane Moreira, Hamilton Moreira

Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Observar se os pacientes com entrópio senil apresentam enoftalmo associado. Método: Foi realizado estudo prospectivo com 17 pacientes que procuraram o ambulatório de oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e Hospital de Olhos do Paraná no período de novembro de 2001 a março de 2002 com entrópio senil. Foram incluídos os pacientes acima de 50 anos de idade com diagnóstico clínico de entrópio senil à inspeção. Realizou-se exoftalmometria em todos os pacientes e considerou-se como enoftalmo aqueles com valor igual ou maior a 2 mm entre os olhos, desde que possuíssem aspectos sugestivos de doença (sulco superior profundo e aparência posteriorizada do globo ocular). Resultados: Dos 17 pacientes (34 olhos), 12 (70,60%) eram do sexo feminino e 5 (29,40%) do sexo masculino. A idade variou de 50 a 83 anos (média de 70,5 anos). Diagnosticou-se 11 (64,70%) pacientes com entrópio senil unilateral e 6 (35,30%) com entrópio senil bilateral. Com relação aos pacientes com entrópio senil unilateral, 5 (45,45%) apresentaram exoftalmometria simétrica e 6 (54,55%) assimétrica. Nos pacientes com entrópio senil bilateral,3 (50%) possuíam exoftalmometria simétrica e 3 (50%) assimétrica. Conclusão: Concluímos que o enoftalmo é um importante fator contribuinte para o desenvolvimento de entrópio senil.

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TL 111
EPIDEMIOLOGIA DA CONJUNTIVITE ALÉRGICA

Débora Marcolini, Schneider, Jonathan Lake, Sergio Felberg, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas

Santa Casa de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Determinar o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no Ambulatório de Alergia Ocular da Santa Casa de São Paulo (AAOSCSP). Materiais e Método: Duzentos e trinta e um prontuários dos pacientes atendidos no AAOSCSP, no período de março de 1996 a março de 2001, foram analisados através de estudo retrospectivo. Os dados coletados foram agrupados segundo o tipo de alergia ocular. Em cada tipo de alergia ocular, os dados foram re-agrupados de acordo com sexo, idade e cor da pele. Além de outras doenças oculares associadas à conjuntivite alérgica foram, também pesquisadas outras atopias (bronquite, rinite, dermatite). Resultados: Aproximadamente 70% dos nossos pacientes eram portadores das formas mais graves de alergia ocular, Ceratoconjuntivite Primaveril (CCP) e Ceratoconjuntivite Atópica (CCA). Os pacientes de sexo masculino e os de cor branca foram os mais acometidos em todas as formas de conjuntivite alérgica. Conjuntivite alérgica foi mais freqüente em jovens. As doenças oculares mais freqüentemente associadas à conjuntivite alérgica foram infecção por Chlamydia trachomatis e ceratocone.Os pacientes com CCA não apresentaram acometimento corneal significativo, fato atribuído, provavelmente, à baixa idade dos pacientes com esse diagnóstico em nosso estudo. As doenças alérgicas sistêmicas foram associadas com freqüência significante à conjuntivite alérgica em todas as suas formas. Conclusão: O perfil epidemiológico da nossa população é diferente daqueles descritos em trabalhos realizados em países europeus e nos Estados Unidos, tais diferenças devem ser conhecidas e divulgadas com a finalidade de realizar-se diagnósticos mais precisos e para que tratamentos mais eficazes sejam instituídos e pesquisados dentro da nossa realidade.

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TL 112
Perfil de 172 pacientes DOCUMENTADOS e tratados no Ambulatório de Alergia Ocular da Santa Casa de São Paulo

Denise Atique, Dario Grechi Goulart, Marcela Colussi Cypel-Gomes, Jonathan Clive Lake, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Traçar o perfil do paciente portador de alergia ocular baseado nos seus dados epidemiológicos, na sua resposta ao tratamento e nas complicações de sua doença. Materiais e Métodos: Foram analisados 172 prontuários dos pacientes com diagnóstico de ceratoconjuntivite alérgica primaveril (CCP), atópica (CCA), sazonal (CAS) e perene (CAP) e que tiveram seguimento mínimo de 6 meses no Ambulatório de Alergia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. A análise estatística foi feita pelo método da variância e qui-quadrado. Resultados: A alergia ocular mais freqüente foi a CCP (n= 95; 55,2%); com predominância do sexo masculino (n=117; 68,1%). A idade média foi 11,7 anos (± 8,7 anos). Também foi a doença que mais acometeu a visão, sendo que 52,7% tiveram AV = 1,0; dos pacientes com CCA, 54,4% tinham AV=1,0, daqueles com CAS, 75% e daqueles com CAP, 100% tinham AV=1,0. 96,8% dos portadores de CCP apresentaram maior freqüência das crises no calor, e 91,4% dos portadores de CCA, no frio. As alterações corneais foram mais freqüentes nos pacientes com CCP (n=57; 60,0%).Entre as medicações usadas, 21,6% (n=45) precisaram corticosteróides, sendo que 36,8% destes pacientes portavam CCP (n=35). A ressecção de papilas gigantes com transplante autólogo de conjuntiva foi feita em oito pacientes, sendo sete deles portadores de CCP e um de CCA. Comentários: CCP é o tipo de conjuntivite alérgica mais freqüente em nosso serviço. A droga mais eficaz na nossa experiência parece ser o cromoglicato dissódico, sendo que os corticosteróides são potentes agentes antiinflamatórios que, nestes pacientes, muitas vezes são as únicas drogas capazes de fazer cessar as crises.

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TL 113
EXPRESSÃO DAS METALOPROTEINASES DE MATRIZ (MMP-2 e MMP-9) NO PTERÍGIO

Erika Hoyama, Silvana Artioli Schellini, Deilson Elgui de Oliveira, Carlos Eduardo Bacchi, Carlos Roberto Padovani

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Avaliar a presença e expressão das metaloproteinases-2 (MMP-2) e 9 (MMP-9) no pterígio (Pt). Método: Foi realizado estudo prospectivo, controlado e duplo cego, avaliando-se 69 pacientes por imunohistoquímica quanto à expressão das MMP-2 e MMP-9 em fragmentos de tecido do Pt e de conjuntiva normal. Os pacientes foram classificados quanto à idade, sexo, localização e tipo de lesão – Pinguécula (GPi), Pt primário (GP) ou Pt recidivado (GR), e GP e GR com aplicação prévia de 5-fluoruracil subconjuntival (GPF e GRF, respectivamente). Os resultados foram submetidos à análise morfométrica computadorizada e à análise estatística. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 51,62 anos. Desses, 37 apresentavam GP, 13 GPF, 19 GR, 10 GRF e 5 GPi. Com o método utilizado, não foi possível avaliar a expressão da MMP-2. Quanto à avaliação da MMP-9, houve semelhança na resposta de expressão nos diferentes grupos, não ocorrendo diferença significativa de resposta em nenhum dos grupos. Conclusão: A MMP-9 está presente e encontra-se distribuída de forma semelhante no tecido conjuntival normal e no Pt. Não foram observadas diferenças de expressão nos vários tipos de Pt estudados.

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TL 114
ESTUDO DA FREQÜÊNCIA DE PTERÍGIO EM PACIENTES DO PROJETO "VISÃO PARA TODOS" NO AMAPÁ

Graziela Campanelli Pereira, Flávio Eduardo Hirai, Núbia Cristina de Freitas Maia, Bruno Castelo Branco, Mirela Gualtieri

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a freqüência de pterígio em pacientes atendidos no Projeto "Visão para Todos" em Macapá, AP e as características desses pacientes. Material e Métodos: Análise retrospectiva de 668 prontuários de pacientes atendidos ambulatorialmente, no ano de 1999, analisando-se nos pacientes que apresentavam pterígio o sexo, idade, raça, procedência e profissão. Resultados: Destes 668 pacientes, 136 (20,4%) apresentavam pterígio. Sendo que 72 dos 136 pacientes (53%) apresentavam pterígio nos 2 olhos. Dentre os 136 pacientes avaliados, 78 (57,4%) eram do sexo feminino. A raça predominante foi parda (69,9%). A idade variou entre 23 e 92 anos, sendo que a faixa etária predominante foi de 61 a 70 anos (29,4%). Cento e seis pacientes (78%) eram residentes de Macapá. Conclusão: Os efeitos da luz nos olhos estão sendo crescentemente reconhecidos. Dano agudo causado pela luz tal como queimadura solar das pálpebras, fotoceratite e retinopatia solar são bem reconhecidos. O efeito da exposição à luz cronicamente é associado a doenças oculares tais como cataratas, degeneração macular relacionada à idade, pterígio e ceratopatia de Labrador. A incidência dessas patologias pode ser reduzida através da instituição de medidas preventivas como a conscientização dos pacientes, uso de óculos de proteção solar e chapéus.

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TL 115
CARACTERÍSTICAS DOS PACIENTES ATENDIDOS NO PROJETO "VISÃO PARA TODOS" NO AMAPÁ

Graziela Campanelli Pereira

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Caracterizar o perfil dos pacientes atendidos no Projeto "Visão para Todos" em Macapá, AP. Material e Métodos: Análise retrospectiva de 668 prontuários de pacientes atendidos ambulatorialmente, analisando-se sexo, idade, raça, procedência, profissão. Resultados: Destes 668 pacientes, 381 (57%) eram do sexo feminino. A idade da amostra variou de 1 a 99 anos, com média 59,13 e mediana 62 anos. A faixa etária predominante foi dos 51 aos 70 anos (46,75%). A raça predominante foi parda (70,05%). Quinhentos e doze pacientes (76,7%) eram residentes de Macapá. As patologias mais freqüentes encontradas foram o pterígio em 136 pacientes (20,4%) e a catarata em 353 (53,3%) dos pacientes.

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TL 116
COMPARAÇÃO ENTRE ROTAÇÃO DE RETALHO E TRANSPLANTE DE MEMBRANA AMNIÓTICA EM CIRURGIAS DE PTERÍGIO

Joaquim Pereira Paes, Hélia Soares Angotti, Nilo Holzchuh, Carlos Arieta, Rita Tereza Cunha Paes

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) / Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro – Uberaba – MG

Objetivo: A proposta deste estudo é determinar se a membrana amniótica pode ser usada como uma alternativa à técnica convencional, rotação de retalho, para excisão de pterígio. Material e Métodos: Estudo prospectivo do uso de membrana amniótica em cirurgia de pterígio (grupo A), comparado com a técnica convencional de rotação de retalho (grupo B) em pacientes com pterígio primário. O grupo A incluía 21 olhos e o grupo B consistia de 16 olhos. Em ambas as cirurgias o tecido removido foi submetido a análise histopatológica e o resultado da cirurgia avaliado pelo exame clínico foi documentado por fotografias. A taxa de recorrência, sintomatologia e aparência final foram comparadas. Resultados: No grupo B, a taxa de recorrência foi de 12,5% (média de seguimento de 6 meses). Esta taxa foi significantemente maior quando comparada com 4,76% observada no grupo A (média de seguimento de 6 meses). Conclusão: As propriedades da membrana amniótica de agir como membrana basal, efeito anti-fibrinogênio e formação de tecido avascular, efeito analgésico e possibilidade de crescimento de um novo tecido conjuntival, fazem com que esta seja uma excelente opção para cirurgia de pterígio. A baixa recorrência e o excelente aspecto estético permite usarmos o transplante de membrana amniótica como primeira escolha na exérese de pterígio.

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TL 117
RESULTADOS DO TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CONJUNTIVA EM PTERÍGIO NUM ESTUDO DE 41 CASOS DO HOSPITAL DE OLHOS DO PARANÁ

Karine Horta Barbosa, Paulo Horta Barbosa, Leonardo Tostes Poli, Hamilton Moreira, Cinara de Oliveira

Hospital de Olhos do Paraná – Curitiba – PR

Objetivo: Analisar a eficácia do transplante autólogo de conjuntiva no tratamento do pterígio. Material e Métodos: Foram analisados por um estudo retrospectivo 41 pacientes com pterígio primário e recidivado, submetidos a transplante autólogo de conjuntiva no Hospital de Olhos do Paraná, no período de janeiro a outubro de 2001. Além da eficácia quanto ao índice de recidiva, também foram analisados fatores como sintomatologia após recidiva e necessidade de reintervenção cirúrgica. O trabalho descreve a técnica cirúrgica utilizada por dois cirurgiões do serviço, os quais, através de um questionário e exame biomicroscópico dos pacientes, avaliaram os resultados deste procedimento. Resultados: Dos 41 casos de pacientes com pterígio (33 primários e 8 recidivados), 3 (7,3%) recidivaram. Desses 3 casos 2 fizeram, pelo menos duas, exéreses simples anteriormente e 1 era primário. Todos os 3 casos de recidiva referem estar assintomáticos. Conclusão: O transplante autólogo de conjuntiva representa uma das mais eficazes técnicas cirúrgicas para o tratamento do pterígio, tanto pelos baixos índices de recidiva quanto pela ausência de sintomas nos casos recidivados.

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TL 118
anestesia tópica no tratamento cirúrgico do pterígeo

Leonardo Péricles Medeiros de Araújo

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Introdução: Anestesia tópica na oftalmologia atual é uma realidade. Vemos cada vez com maior freqüência a utilização deste método na nossa prática diária. Objetivos: Analisar o uso da anestesia tópica para a cirurgia de pterígeo. Metodologia: Setenta pacientes foram operados de pterígeo no Hospital Universitário Onofre Lopes – UFRN, no período de junho a outubro de 2001 com a técnica de retalho conjuntival e uso de anestesia tópica com cloridrato de tetracaína (100 mg/ml) de 1 em 1 min por 5 minutos no pré-operatório imediato e 5 em 5 minutos no trans-operatório. Não houve critérios de exclusão. Resultados: A média de idade foi 48,12 anos com pterígeo nasal e tamanho de 2/3 da DLP mais freqüentemente detectados. Oitenta por cento dos pacientes não reclamaram de dor e 18,5% necessitaram de gotas adicionais para completar a analgesia. O tempo médio de cirurgia foi 12,8 minutos. A maioria dos pacientes foram operados com tempo de cirurgia inferior a 15 minutos sem sensação álgica ou relação com o tamanho do pterígeo. No grupo de lesões recidivadas o nível de dor foi mais alto em relação aos não-recidivados. A epitelização ocorreu em 100% dos casos no 7º dia de pós-operatório. Conclusão: A anestesia tópica com tetracaína se mostrou eficaz para a analgesia na cirurgia de pterígeo.

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TL 119
CAUSAS DE FALÊNCIA DA RECONSTRUÇÃO DA SUPERFÍCIE OCULAR EM QUEIMADURAS QUÍMICAS E SÍNDROME DE STEVENS JOHNSON

Myrna Serapião dos Santos, Catia Regina Teixeira Valadares, Vera Lucia D. Monte Mascaro, José Alvaro Pereira Gomes

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: O objetivo desse estudo é avaliar as causas de falência da reconstrução da superfície ocular em pacientes com diagnóstico de queimadura química (QQO) e síndrome de Stevens Johnson (SSJ), submetidos ao transplante de células germinativas limbares e de conjuntiva de doador vivo relacionado (lr-CLAL), associado ao transplante de membrana amniótica (MA). Métodos: Foram avaliados 15 pacientes com QQO (6 pacientes) e SSJ (9 pacientes) que evoluiram com falência da reconstrução da superfície ocular após lr-CLAL associado ao transplante de MA e foram caracterizados os fatores e causas relacionadas com a falência. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 17,5 meses (5-30 meses) e o de desenvolvimento de falência cirúrgica foi de 6,5meses (1-24 meses). Falência precoce foi observada em 11 pacientes (73,5%) e tardia em 4 (26,5%). A principal causa de falência foi inflamação crônica e olho seco severo em 8 pacientes (53%), seguido por infecção pós-operatória em 4 (26,5%), rejeição em 2 (13,5%) e provável exaustão das células germinativas transplantadas em 1 paciente (6,5%). Conclusão: Inflamação crônica e olho seco severo foram as principais causas de falência da reconstrução da superfície ocular em pacientes com QQO e SSJ, submetidos a lr-CLAL e transplante de MA observadas nesse estudo.

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TL 120
USO DA AZITROMICINA PARA O CONTROLE DO TRACOMA EM INSTITUIÇÃO

Norma Helen Medina, Iara Maria Ramalho Luz, Maria de Fátima Costa Lopes, Lúcia Costa Vieira, Ligia Santos Abreu Caligaris

Fundação Nacional de Saúde – Centro Nacional de Epidemiologia – Brasília - DF / Secretarias de Estado da Saúde do Ceará e São Paulo / Secretarias Municipais de Saúde de São Paulo e Bebedouro - SP

Introdução: A Organização Mundial de Saúde preconiza o tratamento em massa quando a prevalência de tracoma inflamatório (TF/TI) alcança 20%. A estratégia para o controle da doença inclui além do tratamento antibiótico, atividades de educação em saúde e de saneamento. Estudos têm mostrado que o uso sistêmico de azitromicina em dose única é tão bom quanto, ou, até melhor, que o uso de tetraciclina tópica para o tratamento de tracoma ativo. Objetivo: Avaliar o impacto do uso da azitromicina no tratamento de tracoma em instituição. Método: Foram submetidos a exame ocular externo 125 pessoas de uma instituição filantrópica em Juazeiro do Norte, Ceará. Foi instituído o tratamento supervisionado em massa com dose única de azitromicina oral. Foram realizadas atividades de educação em saúde. As visitas de avaliação do tratamento ocorreram 2, 6 e 17 meses após o uso do medicamento. Resultados: Dos 125 examinados, foram detectados 44 (35,2%) casos de tracoma inflamatório folicular (TF). A prevalência após dois meses do tratamento foi de 32,4%. Após 6 meses do tratamento a prevalência foi de 7,1% e após 17 meses a taxa foi de 6,4%. Houve uma diferença estatisticamente significativa entre a prevalência no momento do diagnóstico e 6 meses e 17 meses (p < 0,005). Nas visitas de controle observou-se uma melhora nas condições de higiene pessoal e ambiental da instituição. Conclusão: A prevalência do tracoma na instituição foi semelhante à encontrada em áreas endêmicas de países em desenvolvimento e muito maior que os dados de estudos na região Sudeste do Brasil. As ações desenvolvidas, não só pelo uso em massa da azitromicina, mas pela adoção de medidas de educação em saúde e melhorias físicas ambientais tiveram impacto na diminuição dos casos de tracoma. O uso de azitromicina oral em dose única mostrou-se de fácil operacionalização, diminuindo o número de casos de tracoma inflamatório após o tratamento, sendo uma alternativa para o controle do agravo.

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TL 121
CERATITE POR MYCOBACTERIUM ABSCESSUS PÓS CIRURGIA REFRATIVA A LASER – RELATO DE DOIS CASOS

Patricia Lima Contarini, Jorge Luiz Mello Sampaio, José Paulo Gagliardi Leite

Clínica particular da Dr. Patricia Contarini – RJ

Objetivo: Relatar dois casos de infecção corneana por Mycobacterium abscessus em pacientes submetidas a cirurgias refrativas a laser, por cirurgiões distintos, em uma mesma clínica oftalmológica na cidade do Rio de Janeiro. Salientar medidas preventivas, investigação laboratorial e condutas terapêuticas adequadas. Material e Métodos: São descritos o curso clínico e a avaliação laboratorial das pacientes, uma delas submetida à ceratectomia fotorrefrativa (PRK) e a segunda submetida a ceratotomia lamelar pediculada (LASIK) e tratadas topicamente com colírio fortificado de amicacina e claritromicina oral. Resultados: A microscopia dos raspados corneanos corados pelo método de Ziehl-Neelsen evidenciou a presença de bacilos álcool-ácido resistentes e os cultivos revelaram crescimento de Mycobacterium abscessus. O tratamento com colírio fortificado de amicacina e claritromicina oral controlou a infecção corneana. A cultura específica para microbactérias foi realizada em todas as soluções com possível suspeita epidemiológica, mas a fonte de infecção não foi identificada. Conclusão: Apesar de raras, as infecções corneanas podem ocorrer em cirurgia refrativa a laser. São descritos dois casos de pacientes contaminadas por Mycobacterium abscessus e tratadas com êxito. Os autores alertam para a necessidade de investigação laboratorial sistemática nos casos de infecções corneanas atípicas. Considerando os relatos na literatura de má evolução clínica da infecção corneana por este agente, e em alguns casos com diagnóstico inicial incorreto de Nocardia, os autores sugerem que o diagnóstico laboratorial precoce e correto, aliado à terapêutica antimicrobiana adequada alteraram favoravelmente o curso da doença.

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TL 122
Avaliação da resposta terapêutica em pacientes com ceratoconjuntivite alérgica

Patricia M. F. Marback, Denise de Freitas, Augusto Paranhos Jr, Rubens Belfort Jr

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a resposta ao tratamento clínico com associação entre estabilizador de membrana de mastócito e corticóide tópicos nas ceratoconjuntivites alérgicas (atópica e primaveril). Métodos: Pacientes com diagnóstico clínico de ceratoconjuntivites atópica e primaveril tratados com estabilizador de membrana de mastócito e corticóide tópicos. Era observado o intervalo de tempo de ocorrência de recidiva após a suspensão da corticoterapia em cada grupo. Resultados: A mediana para o tempo de "sobrevida" em pacientes com ceratoconjuntivite primaveril foi de 274 dias (IC 95%; 178,20; 369,80), ou seja, metade dos pacientes apresentavam recidiva da ceratite neste período, 25% em 178 dias e 75% em um ano. Na ceratoconjuntivite atópica foi de 171 dias (IC 95%; 162,43, 179,57) ou seja, recidiva em metade dos pacientes em 171 dias, em 25% dos pacientes em 162 dias e em 75% dos pacientes em 180 dias. O tempo de sobrevida foi estatisticamente menor em pacientes com ceratoconjuntivite atópica (p=0,0288). Conclusão: Uma vez necessária a corticoterapia, o uso de estabilizador de membrana não evita recidiva da ceratite após suspensão do corticóide, principalmente em pacientes com ceratoconjuntivite atópica.

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TL 123
Perfil clínico e epidemiológico de pacientes com conjuntivite alérgica atendidos em serviço universitário

Patricia M. F. Marback, Denise de Freitas, Rubens Belfort Jr

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes com conjuntivite alérgica atendidos em serviço universitário de um centro urbano. Material e Métodos: Pacientes encaminhados com diagnóstico clínico de conjuntivite alérgica eram avaliados através de fichas padronizadas. Sinais e sintomas específicos eram graduados. Resultados: 38,6% presentavam ceratoconjuntivite primaveril; 38,6%, ceratoconjuntivite atópica; 12,6%, conjuntivite alérgica perene e 10,1% sem diagnóstico definido. Os sintomas eram mais graves em pacientes com ceratoconjuntivites. Houve correlação entre história de alergia na família, alergia extra-ocular e sexo e gravidade dos sinais e sintomas. Conclusão: A população estudada apresentou quadro exclusivamente crônico, com sintomas perenes. A maioria dos pacientes eram crianças e tiveram diagnóstico de formas consideradas graves e com risco potencial de seqüelas, incluindo perda de linha de visão.

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TL 124
CERATITE POR ACANTHAMOEBA - AVALIAÇÃO DE 17 PACIENTES USUÁRIOS DE LENTES DE CONTATO

Paula Gomes Pereira Bicudo, Patricia Lima Contarini, Rossiane Maria Gudziki Pereira, Jorge Luiz Mello Sampaio

Clínica particular da Dra. Patricia Cantarini / Hosp. Municipal Miguel Couto - RJ

Objetivo: Relatar 17 casos de ceratite por Acanthamoeba, descrevendo os aspectos clínicos, tratamento instituído e resultados. Material e Métodos: Análise retrospectiva dos prontuários de 17 pacientes com diagnóstico clínico ou clínico-laboratorial de ceratite por Acanthamoeba, entre maio de 1998 e abril de 2002. Resultados: Em relação ao sexo,14 pacientes (82,4%) eram do sexo feminino. A idade variou de 14 a 63 anos (média de 31,5 anos). O principal fator predisponente da infecção foi o uso de lentes de contato gelatinosas em 100% dos pacientes. O olho direito foi acometido em 52,9% dos casos. O tratamento foi realizado com colírios de: isotionato de propamidina 0,1% (Brolene), polihexametilbiguanida 0,02% (PHMB) e Neomicina 1%. O colírio de corticóide foi prescrito após o início da terapêutica específica e do controle da infecção em olhos que se mostravam excessivamente inflamados. Foram realizadas ceratoplastias penetrantes em três pacientes (17,6%) e indicada em outros dois pacientes (11,8%). Uma paciente (5,9%) evoluiu com descolamento de retina após a ceratoplastia penetrante, sendo submetida a retinopexia. Seis (35,3%) pacientes apresentaram opacificação do cristalino e quatro (23,5%) pacientes desenvolveram hipertensão ocular durante o tratamento. Conclusão: A ceratite por Acanthamoeba é uma infecção grave relacionada ao uso de lentes de contato gelatinosas. Os resultados obtidos na amostragem sugerem que a localização da lesão e o período entre o início dos sintomas e tratamento específico interferem no prognóstico visual final.

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TL 125
Conduta conservadora no manuseio de fraturas de órbita em "blowout"

Allan Christian Pieroni Gonçalves, Pedro Carlos Carricondo, André Gustavo Bombana Nioletti, Rita de Cássia Andrade Klein

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Discutir a conduta em pacientes portadors de fratura tipo "blowout" da órbita. Material e Método: São descritos cinco casos de pacientes acompanhados clinicamente sem necessidade de intervenção cirúrgica. Discussão: A fratura da órbita tipo "blowout" refere-se a um tipo particular de fratura que principalmente acomete o osso maxilar e o osso etmóide, que formam respectivamente o assoalho e a parede medial da órbita. As principais alterações decorrentes deste tipo de fratura são o enoftalmo e a restrição da motilidade, com conseqüente diplopia em algumas posições do olhar. Estas seqüelas são as que exigem a atenção do oftalmologista e que podem necessitar de correção cirúrgica. Entretanto não existe um consenso quanto ao momento e à conduta a ser seguida, com autores advogando a correção cirúrgica precoce e outros a observação clínica.

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TL 126
IMPLANTE PRIMÁRIO DE PRÓTESE INTRA-OCULAR PÓS ENDOFTALMITE INFECCIOSA

Ana Carolina Cordeiro de Andrade, Silvia Regina Valgas, Carlos Augusto Bastos, Hamilton Moreira, Rodrigo Beraldi Kormann

Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Avaliar a eficácia do implante primário em pacientes submetidos a evisceração pós endoftalmite infecciosa. Pacientes e Métodos: Análise prospectiva de 6 pacientes com endoftalmite infecciosa, submetidos a evisceração com implante primário intra-ocular, tipo esfera de Mulles. Resultados: O período de segmento foi em média 4,9 meses. Em 5 (83,3%) pacientes, utilizou-se prótese intra-ocular de 16 mm e em um (16,7%) paciente, a de 18 mm. Até o momento, apenas um (16,7%) paciente apresentou complicação (exposição) sendo submetido a enxerto escleral com boa evolução. Conclusão: O implante primário em pacientes com endoftalmite infecciosa submetidos a evisceração é eficaz, devendo ser o procedimento de escolha, pois evita a necessidade de nova intervenção cirúrgica.

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TL 127
UTILIZAÇÃO DA HIALURONIDASE NO BLOQUEIO FUNCIONAL IDIOPÁTICO DA VIA LACRIMAL

Ana Carolina Fava Salata, Felipe do Carmo Carvalho, Ana Maria Marcondes, Marilisa Nano Costa

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Objetivo: Avaliar os aspectos clínicos e radiológicos do uso de irrigações seriadas de hialuronidase no tratamento de pacientes portadores de bloqueio funcional idiopático. Materiais e Métodos: Foram realizadas aplicações em 10 pacientes (13 olhos), com diagnóstico de obstrução funcional idiopática. O diagnóstico foi feito com base na sondagem, irrigação da via lacrimal e na dacriocistografia. A dacriocistografia foi realizada antes e após o tratamento e os pacientes foram questionados quanto à melhora da sintomatologia após as aplicações. Injetou-se 2 ml da solução de hialuronidase em cada via lacrimal, em quatro sessões, com intervalo de 2 dias. Resultado: Houve melhora clínica e radiológica em 11 (84,61%) vias lacrimais estudadas. Conclusão: A aplicação de hialuronidase em pacientes com obstrução funcional idiopática da via lacrimal promove melhora clínica e radiológica, podendo ser uma opção terapêutica.

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TL 128
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE TECIDOS DÉRMICOS ACELULARES DE ORIGEM HUMANA E PORCINA – ESTUDO EXPERIMENTAL NO RATO

Erika Hoyama, Silvana Artioli Schellini, Mariângela Esther Alencar Marques, Romualdo Rossa, Carlos Roberto Padovani

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Avaliar a resposta inflamatória do implante de tecidos dérmicos acelulares (TDA) de origem humana (H) e porcina (P) no subcutâneo do rato. Método: Foram criados, cirurgicamente, dois bolsões subcutâneos na região dorsal de 25 ratos (5 animais/grupo). O TDAH foi fixado no bolsão superior e o TDAP no inferior. Os animais foram sacrificados no 7º, 15º, 30º, 60º e 180º pós-operatório (PO) e os TDAs e tecidos adjacentes (TA) removidos e submetidos a avaliação histopatológica. A resposta inflamatória foi quantificada usando sistema de imagem computadorizado, avaliando-se área de neovascularização, infiltração celular inflamatória, formação capsular e a taxa de absor-ção dos TDAs. Os resultados foram submetidos a análise estatística. Resultados: O TDAP mostrou infiltrado inflamatório celular mínimo no 7º PO que aumentou no 15º PO. No 30º PO observou-se pseudocápsula ao redor do implante e regressão da inflamação. No 60º PO, a inflamação e pseudocápsula ainda persistiam de forma discreta. No 180º PO, vacúolos vazios foram visualizados no interior do TDAP. O TDAH mostrou infiltrado inflamatório mais intenso que o observado no TDAP, que também aumentou até o 15º PO. A pseudocápsula e a inflamação também ocorreram no 30º PO, mas a presença dos vacúolos vazios no interior do TDAH foi observada mais precocemente, já no 60º PO, ocorrendo um aumento dos mesmos até o 180º PO. O TDAH desencadeou resposta inflamatória maior que o TDAP durante todos os momentos experimentais. A taxa de absorção dos TDAs também foi maior no humano que no porcino. Conclusão: Ambos TDAs, de origem humana e porcina mostraram ser inertes e parcialmente integrados aos tecidos adjacentes, apesar de apresentarem certo grau de absorção quando implantados no subcutâneo de ratos. Assim, o TDAP pode ser uma boa alternativa para uso como biomaterial.

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TL 129
AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA AO IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE MATRIZ ÓSSEA ASSOCIADA À BMP

Fábio Henrique Ferraz, Mariângela Esther Alencar Marques, Erika Hoyama, Carlos Roberto Padovani, Silvana Artioli Schellini, Romualdo Rossa

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Avaliar a resposta tecidual ao implante de matriz óssea associada ao BMP em cobaias. Método: Matriz óssea associada ao BMP (IBM-BMP) (Homus Biotecnologia - São Paulo - Brasil) foi implantada no subcutâneo de 20 cobaias (4 animais/grupo), sacrificadas no 7º, 15º, 30º, 60º e 180º pós-cirurgia, sendo o IBM-BMP e o tecido adjacente avaliado histopatologica e morfometricamente. A reação inflamatória foi quantificada usando sistema de imagem digital, determinando-se a espessura do tecido inflamatório e número de neovasos presentes no material, assim como a espessura da pseudocápsula ao redor do implante. Os resultados foram submetidos a análise estatística. Resultados: A reação inflamatória aumentou até 15 dias depois da cirurgia, com formação de pseudocápsula fibrosa ao redor do implante. A partir de então, a inflamação diminuiu (P<0,05) após o 30º dia, voltando a aumentar depois de 60 dias. Houve diminuição significativa da espessura da pseudocápsula (P<0,05). O número de neovasos diminuiu progressivamente até 60 dias, quando voltou a aumentar (P<0,05). Não houve variação da área total do IBM-BMP, apesar da contínua absorção do implante. Conclusão: O IBM-BMP induz a reação inflamatória mínima. Apesar de ocorrer absorção, o IBM-BMP é gradualmente substituído por reação tecidual do hospedeiro e a área total é mantida.

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TL 130
ESTRATÉGIA DE CAPACITAÇÃO EM CIRURGIA PALPEBRAL BASEADA EM MODELO ANIMAL

João França Lopes, Flávio Buzalaf, Beatriz Yae Hanaoka, Suzana Matayoshi, Henrique Shiguekiyo Kikuta

Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: Desenvolvimento de um método de treinamento prático em cirurgia palpebral baseado em modelo animal, orientado para o oftalmologista geral e para o iniciante em cirurgia palpebral. Material e Métodos: O modelo porcino foi selecionado devido à semelhança com relação à pálpebra humana. Após breve estudo dirigido com material didático abordando aspectos básicos em cirurgia palpebral e roteiro prático detalhado dos procedimentos a serem realizados, passou-se ao treinamento prático. As técnicas de cirurgia palpebral abordadas foram ressecção pentagonal com reconstrução direta e por planos da pálpebra e técnica original de Bick. O treinamento foi monitorizado cuidado-samente por instrutores com ampla experiência no assunto. Cada aluno tinha à disposição 4 pálpebras. Resultados: Catorze oftalmologistas foram treinados através deste modelo no 1o Curso de Cirurgia Palpebral em Animal em dezembro de 2001. Ao final do treinamento, os alunos se mostraram mais confiantes na realização dos procedimentos realizados, acreditando que a experiência havia contribuído positivamente para o desenvolvimento prático em cirurgia palpebral. Conclusão: O modelo animal porcino de treinamento pode ser uma etapa valiosa na transição da esfera teórica para a habilitação prática em Plástica Ocular, e pode ser utilizado como estratégia eficaz na capacitação em ressecção pentagonal com reconstrução direta e por planos da pálpebra e técnica original de Bick.

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TL 131
DACRIOCISTORRINOSTOMIA. TÉCNICA DE KASPER

Lívia Maria Bittencourt Nossa, Marcelo Severo Almeida, Andréa Leone Costa, Epaminondas Castelo Branco Neto, Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia

Objetivo: Avaliar os resultados da dacriocistorrinostomia pela técnica de Kasper. Material e Método: Estudamos retrospectivamente os prontuários dos 78 pacientes submetidos à dacriocistorrinostomia externa pela técnica de Kasper, no período de dezenove anos. Foram analisados: idade, sexo, causa, doenças concomitantes, necessidade de re-operação, cirurgia prévia, presença de fístula, bilateralidade e complicações. Resultados: A cura foi obtida em 88,5% dos casos. Os resultados cirúrgicos não mostraram diferença estatisticamente significante, no que diz respeito ao sexo, causa, presença de fístula e bilateralidade. Nos dois casos em que foi empregada entubação, por falha da cirurgia anterior, não foi obtida a cura. Conclusão: A técnica de Kasper foi eficaz no tratamento das obstruções adquiridas do ducto nasolacrimal.

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TL 132
CORISTOMA ÓSSEO EPISCLERAL – RELATO DE CASO

Lucieni Cristina Barbarini Ferraz, Silvana Artioli Schellini, Érika Hoyama, Sheila Cristina Lordelo Wludarski, Mariângela Esther de Alencar Marques

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Coristoma ósseo episcleral é uma lesão rara localizada no quadrante temporal superior, formada por tecido ósseo maduro. No presente estudo é apresentado um caso de coristoma ósseo episcleral onde o diagnóstico foi feito após exame histopatológico. Há 28 casos relatados na literatura desde 1863 e não conhecemos nenhum caso descrito na literatura nacional.

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TL 133
TECIDO DÉRMICO ACELULAR PORCINO ASSOCIADO A COBERTURA IMPERMEÁVEL NO TRATAMENTO DE FERIDAS CUTÂNEAS EXTENSAS

Mariângela Esther Alencar Marques, Erika Hoyama, Silvana Artioli Schellini, Romualdo Rossa, Carlos Roberto Padovani

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Avaliar a resposta clínica e inflamatória do implante de tecido dérmico acelular porcino (TDAP) associado à cobertura impermeável (I) no tratamento de feridas cutâneas extensas, utilizando o rato como modelo experimental. Método: Foram criadas, cirurgicamente, duas feridas cutâneas extensas na região dorsal de 16 ratos (4 animais/grupo). Na ferida superior foi implantado o TDAP associado ao I (GI) e na inferior, somente o TDAP (GP). No pós-operatório (PO), os implantes receberam colagenase pomada de 12-12 horas até o dia do sacrifício. Os animais foram avaliados clinicamente e por fotodocumentação, imediatamente antes do sacrifício que foi realizado no 7º, 15º, 30º e 60º PO, sendo os TDAPs e tecidos adjacentes (TA) removidos e submetidos a avaliação histopatológica. Resultados: A cobertura impermeável permaneceu sobre o TDAP até, no máximo, o 15º PO. Clinicamente, os TDAPs associados ao I apresentavam menor grau de desidratação do que os do GP. Histologicamente, no GP observou-se úlcera epitelial recoberta por extensa crosta fibrinoleucocitária, derme com edema, infiltrado inflamatório celular e hemácias, em maior quantidade que no GI. No 60º PO, o GI apresentava epitélio com características semelhantes ao normal, enquanto no GP, ainda se visualizava formações ulcerosas, afinamento do epitélio e ausência de queratina. Conclusão: Para o tratamento de feridas cutâneas extensas, os resultados clínicos e histopatológicos são melhores com o uso do TDAP associado à cobertura impermeável.

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TL 134
O USO DO LASER DE ARGÔNIO NO TRATAMENTO DA TRIQUÍASE

Nilson Lopes da Fonseca Jr, Lúcia Miriam Dumont Lucci, Leonardo Vieri Paulino, José Ricardo Lima Carvalho Rehder

Faculdade de Medicina do ABC - SP

Objetivo: Avaliar a eficácia da técnica de termoablação dos folículos pilosos dos cílios (em triquíase) com argônio laser e observar a preferência dos pacientes submetidos a este tratamento, pela anestesia tópica com colírio anestésico ou pela anestesia local injetável. Materiais e Método: Estudo prospectivo de 55 pálpebras de portadores de triquíase, tratados com foto-coagulação dos folículos pilosos com Argon green laser (Alcon® - EUA). Neste estudo avaliou-se a idade e o sexo dos pacientes, o número de sessões realizadas, a evolução após as aplicações e a preferência pelo tipo de anestesia. Os parâmetros utilizados foram: (1) Mira – 150 µm; (2) Potência – 750 mW; (3) Tempo de exposição – 0,2 s. Cada cílio recebeu, no máximo, 9 disparos por sessão. Resultados: Dentre os participantes do estudo 58,98% eram do sexo feminino. A idade média foi de 70,82 anos. Observou-se um percentual de cura de 69,09% (38 pálpebras), sendo 29,09% (16 pálpebras) com apenas uma sessão de laserterapia. Quanto ao procedimento anestésico, houve uma preferência pelo procedimento ser realizado sob anestesia local injetável. Conclusão: A termoablação dos folículos pilosos com laser de argônio sob anestesia local injetável é uma opção de tratamento para a triquíase que apresenta bons resultados.

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TL 135
SÍNDROME DE HORNER NA INFÂNCIA – RELATO DE CASO

Rony Carlos Preti, Claudia Akemi Shiratori, Silvana Artioli Schellini, Plínio Ferraz, Márcia Lima

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu – SP

Objetivo: Os autores relatam caso de criança portadora de síndrome de Horner e discutem o diagnóstico. Relato do caso: Criança do sexo masculino, 2 anos e 1 mês, desde o nascimento apresenta pálpebra esquerda caída, associada a pupila esquerda de menor tamanho. Evidenciou-se rubor facial pronunciado à direita e anidrose à esquerda, após atividade física. Teste fenilefrina 2,5% evidenciou pupilas de igual tamanho após 40 minutos. Comentários: A síndrome de Horner é condição infreqüente, principalmente na infância, caracterizada por déficit da inervação simpática do ramo oftálmico dos nervos cérvico-torácicos. Existem particularidades durante a semiologia que auxiliam em localizar o nível da lesão e assim, estabelecer a etiologia do quadro, o que, contudo, nem sempre possível.

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TL 136
ESTUDO EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO BIOMECÂNICO DA PÁLPEBRA RECONSTRUÍDA - RESULTADOS PRELIMINARES

Suzana Matayoshi, Beatriz Yae Hanaoka, Flávia Montini Coelho Magalhães, Regina Noma Campos, Nelson Fontana Margarido

Universidade de São Paulo – São Paulo

O processo de cicatrização palpebral é um assunto pouco estudado na literatura oftalmológica. Objetivos: 1. Criação de um modelo experimental de reconstrução e cicatrização palpebral em coelhos, 2. Avaliação do comportamento biomecânico da pálpebra, representado pela sua resistência tênsil pós-reconstrução, 3. Determinar a contribuição da sutura da borda, tarso e pele na resistência da pálpebra à ruptura. Material e Métodos: Estudo prospectivo, experimental, mascarado conduzido em coelhos, onde foi realizada cirurgia palpebral com ressecção de um fragmento com espessura total no centro da pálpebra inferior e reconstrução borda a borda. Os animais foram divididos em 3 grupos: G1- sutura clássica da pálpebra; G2- sutura da borda e do tarso G3 – sutura da borda e pele. Os animais foram avaliados no 7º PO, sacrificados e as pálpebras submetidas a exame histológico e teste de resistência à tensão. Resultados: Foram avaliadas 64 pálpebras provenientes de 32 animais. Os animais do grupo 1 apresentaram maior reação inflamatória palpebral, com presença de muitas células inflamatórias. O ensaio biomecânico não mostrou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Conclusões: Os resultados preliminares demonstraram que o modelo experimental se mostrou viável, de fácil execução, reproduzindo as alterações encontradas em trauma palpebral e permitindo a avaliação de cicatrização palpebral sob uma nova ótica.

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TL 137
RESULTADO VISUAL DE CAMPANHA DE CATARATA EM SERVIÇO DE RESIDÊNCIA EM OFTALMOLOGIA DE MOGI DAS CRUZES

Karine Koller, Marta Fabiane Gouvêa Barioni, Marcelo Alves Vilar de Siqueira, Ériko Hidetaka Katayama, Mariza Toledo de Abreu

Universidade de Mogi das Cruzes - SP

Objetivo: Avaliar os resultados visuais das cirurgias de catarata realizadas pelos residentes do segundo ano de oftalmologia em Mogi das Cruzes. Casuística e Método: Estudo retrospectivo sobre os pacientes da Campanha de Catarata 2001, submetidos à facectomia extra-capsular, comparando acuidade visual pré e pós-operatórias corrigidas, levando em consideração complicações operatórias que pudessem influenciar o resultado cirúrgico final e a possível influência de comorbidades oculares associadas. Resultado: A acuidade visual pós-operatória, com correção, foi superior a 20/40 (0,7) em 81,2% dos casos, em contraste com 67,4% de acuidade visual pré-operatória inferior a 0,1, sendo que houve significativa diferença entre a acuidade visual final nos pacientes que apresentavam alguma comorbidade ocular em relação aos que não apresentavam. As complicações operatórias encontradas foram: opacificação de cápsula posterior (66,7%), edema macular cistóide (20%), corectopia (6,7%) e alto astigmatismo (6,7%). Conclusão: A facectomia extracapsular executada pelos residentes do segundo ano de oftalmologia de nosso serviço mostrou-se eficaz no tratamento da catarata, revelando bons resultados e reafirmando a efetividade e resolução da campanha de catarata, mesmo em serviço onde os cirurgiões encontram-se em treinamento.

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TL 138
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM FERIMENTO PERFURANTE OCULAR ATENDIDOS NO HOSPITAL DAS
CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP EM 2001

Laura Martins Clemencio Duprat Cardoso, Leandro Cabral Zacharias, Vinícius Paganini Nascimento

Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: Analisar as atuais condições de ocorrência de ferimentos perfurantes oculares e o perfil epidemiológico dos pacientes admitidos no Pronto-Socorro Oftalmológico do Hospital das Clínicas da FMUSP. Materiais e Métodos: Estudo realizado na Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da FMUSP em 98 pacientes admitidos no Pronto-Socorro com diagnóstico de ferimento perfurante ocular (FPO) no período de maio a dezembro de 2001. Destes 5 pacientes apresentaram ferimento perfurante bilateral, resultando em 103 olhos. Resultados: Dos 98 pacientes com diagnóstico de FPO, 88 (89,8%) eram do sexo masculino. O grupo etário dos 21 a 30 anos foi o mais exposto, correspondendo 31,6% dos pacientes. A principal causa de FPO foi domiciliar responsável por 31,6% dos casos, seguido dos acidentes ocupacionais (27,6%), automobilístico (21,4%), violência (14,3%) e lazer/esporte (5,1%). Dos FPO decorrentes de acidente profissional apenas 1 (3,7%) fazia uso de óculos de proteção. Já o uso de cinto de segurança foi utilizado por 3 pacientes (14,28%), sendo que em 1 caso o banco se encontrava quebrado. A presença de CEIO foi evidenciada em 8,74% dos olhos com perfuração. Conclusão: Os FPO acometem principalmente crianças e adultos jovens. Nos últimos 10 anos, observou-se mudanças nas principais causas de perfuração ocular, sendo atualmente as mais freqüentes as domiciliares e relacionadas ao trabalho, com significante queda dos acidentes automobilísticos. Campanhas de prevenção e conscientização da população são mandatórias a fim de se reduzir o número de FPO.

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TL 139
ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS EM INFECÇÕES CONGÊNITAS NO BERÇÁRIO

Leandro Cabral Zacharias, Sandra Francischini, Rosa Maria Graziano, Romy Schmidt Brock, Clea Rodrigues Leone

Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivos: Avaliar a incidência de alterações oftalmológicas em pacientes com suspeita de infecção por toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus ainda no berçário. Sugerir protocolo de seguimento oftalmológico a longo prazo para as crianças com suspeita de infecção congênita. Material e Métodos: Foi avaliada a incidência de alterações oculares em recém-nascidos (RN) de mães com sorologia positiva para toxoplasmose, rubéola ou citomegalovírus no período de janeiro de 1998 a março de 2002 no Berçário Anexo à Maternidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), durante permanência no berçário, recebendo posteriormente seguimento ambulatorial. Estes recém-nascidos foram submetidos a fundoscopia indireta sob midríase medicamentosa. Resultados: Foram examinados 122 recém-nascidos, sendo 80 (65,57%) com suspeita de toxoplasmose, 19 (15,57%) citomegalovírus, 15 (12,29%) rubéola e 13 (10,65%) com infecção congênita em investigação. 6,25% das crianças com suspeita de infecção congênita por toxoplasmose, 10,52% por citomegalovírus e 13,33% das crianças com suspeita de rubéola apresentaram alterações oftalmológicas. Conclusão: O exame oftalmológico do recém-nascido com infecção congênita é importante não só para auxiliar o diagnóstico diferencial entre as diversas infecções como também para avaliar o grau de comprometimento ocular e sua evolução após a instituição do tratamento adequado. O acompanhamento oftalmológico não deve ser negligenciado para diagnóstico, tratamento e reabilitação visual das crianças com acometimento ocular o mais precoce possível. Preconizamos avaliação dos RN com suspeita de infecção congênita ainda nos primeiros quinze dias de vida (se possível durante internação no berçário), e reavaliação periódica e criteriosa de acordo com a infecção congênita suspeita.

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TL 140
COMO É ENSINADA A OFTALMOLOGIA, COM INTEGRAÇÃO HORIZONTAL E VERTICAL, NO CURSO DE GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE MEDICINA DE CAMPOS, VISANDO À PREVENÇÃO DA CEGUEIRA

Osvaldo da Costa Cardoso de Melo, Demócrito Jonathas Azevedo, Henrique Amorim Fernandes, Ricardo Guerra Peixe

Faculdade de Medicina de Campos - RJ

Objetivo: Dar aos médicos formados na Faculdade de Medicina de Campos conhecimentos de Oftalmologia que lhes permitam tornarem-se médicos com espírito crítico para decisões diagnósticas e orientações terapêuticas, ensinando-lhes a aprender e a valorizarem sua auto-construção. Material e Métodos: Cada aluno recebe, devidamente traduzido ao Português, o "Ophthalmology - Study Guide for Medical Students", produzido pela Academia Americana de Oftalmologia e é ainda utilizado o material instrucional sugerido por ele. Adaptamos a sua metodologia pedagógica às características dos estudantes brasileiros que, mesmo já na universidade, estão acostumados a uma forma paternalística de ensino. Usamos as lições do grande psico-pedagogo Carl Rogers para transmitir aos nossos alunos que a auto-valorização do processo ensino/aprendizagem está exatamente na modificação de sua condição de objeto para sujeito naquele processo, o que exige sua participação direta. O trabalho é desenvolvido, da 1ª à 4ª séries, em turmas de 42 alunos divididos em 6 grupos de 7 alunos. Na 5ª e na 6ª séries, com participação em mesas redondas de grandes quadros clínicos com manifestações oftalmológicas, como AIDS, Diabetes, Colagenoses, etc. Resultados: 90% a 95% dos estudantes demonstram haver adquirido entre 85% e 95% da competência desejável. Conclusões: Reafirmamos o que já escrevemos antes: É importante que os Professores de Oftalmologia não se dediquem apenas aos programas de Residência Médica ou a Cursos de Especialização, mas que se dediquem a ensinar, também na Graduação, dando, ao futuro médico que não vá ser Oftalmologista, os conhecimentos para que cada um que se forme em suas escolas se capacite a ser mais um combatente na Batalha da Prevenção da Cegueira.

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