Temas Livres
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XV Congresso Brasileiro de 
Prevenção e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 036
TRANSPLANTE DE MEMBRANA AMNIÓTICA NA CERATOPATIA BOLHOSA

Alessandra Guerra Daros Castellano, Anne Margrith Canto Bardal, Cristiano Lago, Hamilton Moreira, Luciane Bugmann Moreira

Faculdade Evangélica do Paraná – Curitiba - PR

Objetivos: Avaliar o efeito do transplante de membrana amniótica no alívio da dor e melhora dos defeitos epiteliais recorrentes em portadores de ceratopatia bolhosa sintomática e pobre potencial visual. Material e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo com 9 pacientes, no período compreendido entre abril/2000 e dezembro/2001 no Serviço de Oftalmologia do HUEC (Hospital Universitário Evangélico de Curitiba). Pré-operatoriamente, a história médica de cada paciente foi avaliada e um exame oftalmológico completo foi realizado. Os pacientes foram avaliados com freqüência inferior ou igual a uma vez por semana, incluindo 1º pós-operatório (PO), 7º PO, 14º PO e 30º PO. Avaliação mensal foi realizada até o 6º mês pós-operatório. Resultados: A amostra foi composta por 3 (33,3%) pacientes do sexo masculino e 6 (66,6%) pacientes do sexo feminino, com idade entre 29 e 74 anos. Todos os pacientes apresentavam dor ocular, 7 (77,7%) apresentavam lacrimejamento, 8 (88,8%) pacientes queixavam-se de fotofobia e 4 (44,4%) apresentavam olho vermelho. A acuidade visual no pré-operatório era conta dedos em 6 (66,6%) pacientes, movimento de mãos em 2 (22,2%) pacientes e amaurose em 1 (11,1%) paciente. Após o procedimento, observou-se reepitelização de todos os pacientes entre o 12º e 21º pós-operatório. Os pacientes apresentaram melhora da dor e fotofobia após a 1ª semana do transplante de membrana amniótica e permaneceram assintomáticos até o final do follow-up. Conclusão: A membrana amniótica tem potencial para restaurar a superfície corneana em pacientes com ceratopatia bolhosa sintomática, reduzindo a dor desses pacientes em pouco tempo. Contudo, o número de pacientes avaliados é pequeno e o follow-up é curto, mas essa terapêutica é uma alternativa que tem nos encorajado, assim como a outros pesquisadores, devido ao excelente resultado obtido.

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TL 037
CERATITE PROFUNDA BILATERAL ASSOCIADA A LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO – RELATO DE CASO

Consuelo B. D. Adan, Namir Santos, Virgínia Fernandes Moça Trevisani, Luciene Barbosa de Souza, Denise de Freitas

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

São apresentados os achados da biomicroscopia, biomicroscopia ultra-sônica (UBM) e microscopia confocal de ceratite estromal profunda bilateral numa paciente com lúpus eritematoso sistêmico (LES). O caso representa uma manifestação ocular rara no LES – a ceratoendotelite - cuja resolução se deu com o uso de corticosteróides tópicos. Entretanto, como seqüela evidenciou-se depósitos no estroma corneano profundo com aspecto de cristais polirefringentes. Na literatura são descritos apenas quatro casos com manifestação semelhante.

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TL 038
Avaliação da potencialidade de doação de córneas na cidade de natal – rn

Daniel Almeida Montenegro, Leonardo Péricles Medeiros de Araújo, Marcelo Mendes de Faria, Márcio Alexandre A. Florêncio dos Santos, Marco Antônio Rey de Faria

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Introdução: Com a demanda crescente e o surgimento de novos Bancos de Olhos em todo território nacional sentiu-se a necessidade de uma avaliação mais acurada da doação de tecido corneano que potencialmente poderíamos dispor para a realização de transplantes. Objetivos: Determinar a potencialidade de doação de córneas pré-captação na cidade de Natal – RN. Metodologia: Estudo retrospectivo transversal com análise de 324 registros de óbitos ocorridos no período de 1 a 31 de maio de 2001 na cidade do Natal – RN. Avaliou-se o perfil epidemiológico dos doadores em potencial usando o CID e os critérios de exclusão da Associação de Banco de Olhos dos Estados Unidos determinando a potencialidade de doação. Resultados: Os doadores em potencial somam 39% e os excluídos 61%. Os óbitos foram maiores nas faixas etárias de 46 a 74 anos e maiores de 75 anos com 29,6% e 38,5% respectivamente e, também, apresentando o melhor perfil para doação; em hospitais públicos correspondeu a 50,5% e privados 21,8%. As principais doenças de base foram do aparelho cardiocirculatório com 27,9% das mortes, sendo a principal "causas mortis" a insuficiência respiratória (24,1%). O critério de exclusão com maior percentual foi a idade com 60,9% do total dos excluídos. Conclusão: Aproximadamente 1/3 dos óbitos são potencialmente doadores de córneas. Encontram-se em sua maioria nos hospitais públicos.

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TL 039
CORPO ESTRANHO CORNEAL SUPERFICIAL - ASPECTOS LABORATORIAIS E EPIDEMIOLÓGICOS

Ednajar Tavares Macedo Filho, Aline do Lago, Ana Luísa Hofling de Lima, Luciene Barbosa de Sousa, Denise de Freitas

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Identificar por meio de cultura e bacterioscopia os microorganismos veiculados pelo corpo estranho corneal (CECO) e sua sensibilidade aos antibióticos em teste de antibiograma. Método: Foi realizado um estudo prospectivo a partir de pacientes que apresentaram CECO no período de 20 de julho a 20 de outubro de 2001 no Pronto Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo. Antes do tratamento, foi colhida uma amostra do fórnix conjuntival inferior ipsilateral e imersa em meio de tioglicolato para se identificar a flora normal do olho em estudo. O CECO foi removido e também imerso em outro tubo de tioglicolato. Os dois tubos foram observados em temperatura ambiente até que houvesse turvação do meio. Amostras dos dois tubos foram semeadas em meios sólidos de ágar sangue, chocolate e Sabouraud. Após crescimento nas placas realizou-se exame bacterioscópico e antibiograma. Resultados de cultura do CECO positivas foram comparadas às culturas da conjuntiva ipsilateral, a fim de excluir crescimento de flora normal. Resultados: Dos 101 pacientes, 92% (93/101), foram do sexo masculino com idade média de 35 anos (18 a 76 anos). Cerca de 62,4% (95% IC: 0,5218; 0,7182) tinham o olho direito acometido e 32,7% (95% IC: 0,2366; 0,4272) apresentaram crescimento bacteriano em cultura, sendo o microorganismo isolado mais comum Staphylococcus coagulase negativo presente em 15,8% dos pacientes (95% IC: 0,0933; 0,2444). Em 19,8% dos pacientes (95% IC: 0,1253; 0,2891), não houve correspondência entre o microorganismo isolado no corpo estranho e o isolado no fundo de saco conjuntival, tendo sido identificados: Streptococcus alfa hemolítico (n = 2), Staphylococcus aureus (n = 1), Moraxella sp (n = 1), Corynebacterium xerosis (n = 1). No antibiograma, 95% foram sensíveis ao Cloranfenicol e 90% à Ciprofloxacina, antibióticos usados na rotina de nosso serviço. Conclusão: O CECO foi importante vetor de contaminação corneal (19,8% dos casos), porém a grande maioria dos microorganismos foi sensível a antibioticoprofilaxia usada nesse serviço.

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TL 040
INDICAÇÕES DE TRANSPLANTES DE CÓRNEA NO HOSPITAL DE OLHOS DO PARANá E HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Fabio Eduardo Alves, Rodrigo Pazzeto, Leonardo Poli, Cinara Oliveira, Hamilton Moreira

Hospital de Olhos do Paraná

Objetivos: Revisar as indicações de ceratoplastias penetrantes (CP) realizadas no Hospital de Olhos do Paraná e Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná de 1992 a 2000. Material e Método: Estudo retrospectivo, revisando os prontuários de 2229 pacientes submetidos à CP, avaliando as indicações e o sexo dos pacientes. Resultado: No Hospital de Olhos do Paraná, de um total de 2088 CP, as principais indicações foram: 770 casos de ceratocone (36,88%), 433 de ceratopatia bolhosa (20,73%), 251 retransplantes (12,02%), 214 ceratites infecciosas (10,25%), 207 leucomas (9,91%), 55 distrofias corneanas (2,36%), 52 casos de trauma (2,49%) e 106 outras indicações (5,07%). No Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná de um total de 141 pacientes, foram encontrados: 35 casos de ceratocone (24,82%), 34 de ceratopatia bolhosa (24,11%), 26 ceratites infecciosas (18,43%), 23 retrans-plantes (16,31%), 10 leucomas (7,09%), 2 distrofias corneanas (1,41%), 2 casos de trauma (1,41%) e 9 outras indicações (6,38%). Conclusão: O número de ceratoplastias penetrantes teve um aumento entre o período de 1992 a 1995, seguindo-se um declínio até 2000. O transplante de córnea teve como principal indicação o ceratocone, seguido de ceratopatia bolhosa.

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TL 041
Detecção de cÉlulas em divisão no epitélio corneano com a Utilização do marcador bromodeoxiuridina (BrdU)

Fernando Betty Cresta, Milton Ruiz Alves

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Avaliar a eficácia do marcador BrdU em detectar células em divisão no epitélio corneano de coelhas em três diferentes situações de proliferação celular. Material e Métodos: Quinze coelhas albinas da raça Nova Zelândia, espécie Oryctolagus cuniculus, tiveram seus olhos aleatoriamente divididos em 3 grupos. o grupo A (hipoproliferação) incluiu 10 olhos que foram submetidos a instilação de 5-Fluoruracil, 9 mg/dia, topicamente; o grupo B (controle), instilação de tampão fosfato (total de 10 olhos) e grupo C (hiperproliferação), instilação de tampão fosfato após a remoção de uma área central do epitélio corneano de 10 mm (total de 10 olhos). após a realização do defeito epitelial central na córnea dos animais do grupo C, iniciou-se a instilação de colírio de 5-Fluoruracil nos olhos do grupo A e de tampão fosfato nos olhos do grupo B e C, na dosagem de uma gota a cada duas horas, por quatro dias. Realizou-se uma injeção na veia marginal da orelha de solução contendo 50 mg/kg de peso de 5-Bromo-2’-Deoxiuridina (BrdU), diluída em 30,3 mg/ml de fosfato esterilizado (PBS) com pH = 7,4, 15 horas antes do sacrifício. As córneas retiradas no quarto dia do experimento foram submetidas às técnicas imuno-histoquímicas para o marcador BrdU. Após a coloração, foram contadas o número total de células marcadas por cada 100 células basais, sob microscopia óptica e num aumento de 400 vezes. Resultados: A média de células marcadas (por 100 células basais) no grupo controle (B) foi de 7,17 (DP ± 0,74); no grupo com hiperproliferação (C), de 37,15 (DP ± 3,01) e no grupo com hipoproliferação (A), foi de 0,22 (DP ± 0,10). A análise de variância pelo teste de Kruskal-Wallis demonstrou que as diferenças intragrupo foram estatisticamente significativas (H = 25,88 e p < 0,00001*), resultado confirmado pela prova de Dunn. Conclusão: O uso do marcador BrdU permitiu detectar células em divisão em três diferentes situações de proliferação celular sem a utilização de marcadores radioativos.

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TL 042
PACIENTES QUE FIZERAM TRANSPLANTE DE CÓRNEA: O QUE SABEM SOBRE O PACIENTES QUE FIZERAM TRANSPLANTE DE CÓRNEA: O QUE SABEM SOBRE O PROCEDIMENTO?

Gerson López Moreno, Luciene Barbosa de Souza, Denise de Freitas

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivos: Avaliar o grau de entendimento dos pacientes que foram transplantados no setor de patologia externa e córnea da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sua patologia, tratamento realizado, prognóstico e satisfação do paciente com o resultado final. Métodos: 42 pacientes submetidos a transplante de córnea foram entrevistados através de um formulário com diversas variáveis que avaliou: o conhecimento geral do procedimento ao qual foi submetido, o tratamento pós-operatório, os sinais de rejeição e a satisfação final do paciente. Posteriormente os resultados foram tabulados e analisados. Resultados: Dos 42 pacientes entrevistados 64% não sabiam o que é um transplante de córnea, 67% não sabiam o que é rejeição, 30% não sabiam para que servem os colírios receitados e 71% dos pacientes estão satisfeitos com o resultado final do transplante. Conclusões: A grande maioria dos pacientes não sabe o que é um transplante de córnea, qual é importância do uso correto das medicações no pós-operatório e os sinais de rejeição, embora tenham realizado um procedimento tão importante.

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TL 043
INFLUÊNCIA DA DORZOLAMIDA TÓPICA NA ESPESSURA DA CÓRNEA DE COELHOS

Gildásio Castello de Almeida Jr., Sidney Júlio de Faria e Sousa

Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto

Objetivos: Estudar experimental e controladamente o efeito da dorzolamida, sobre a hidratação corneana de coelhos utilizando a paquimetria ultra-sônica da córnea, como indicador indireto deste fenômeno. Métodos: Foram estudados 28 coelhos, Nova Zelândia albinos, machos, com mais de 3,0 Kg de peso e com idade superior a 16 semanas, divididos aleatoriamente em quatro grupos: Grupo dorzolamida, Grupo contra-lateral dorzolamida, Grupo placebo e Grupo contra-lateral placebo. O estudo foi mascarado, e as medidas foram realizadas semanalmente às 11 horas da manhã por meio de um paquímetro ultra-sônico. O tempo do estudo foi de dezoito semanas. Os efeitos dos tratamentos sobre as espessuras das córneas foram medidas mediante uma variável chamada de porcentagem de variação paquimétrica (PVP). Resultados: O experimento revelou diferença marginalmente significativa (p=0,063) entre as porcentagens de variação paquimétrica nos olhos tratados com dorzolamida e placebo, mostrando que a dorzolamida não aumentou a espessura da córnea como era esperado no início do experimento. O grupo contra-lateral da dorzolamida mostrou uma diferença significativa da porcentagem de variação paquimétrica em relação ao grupo placebo (p=0,0034). Conclusão: Conclui-se que nas condições deste estudo a dorzolamida 2%, quando usada por dezoito semanas em olhos sadios de coelhos, diminuiu a espessura da córnea, talvez por ativar mecanismos compensatórios existentes na córnea.

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TL 044
USO DA CICLOSPORINA A 2% TÓPICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA EM CERATITES FÚNGICAS

Jeanette Huertas, Myrna Serapião dos Santos, Luis Antônio Vieira, Maria Cecília Zorat Yu, Luciene Barbosa de Souza

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com o uso da ciclosporina A 2% tópica no pós-operatório de transplante de córnea tectônico/terapêutico (TP) em ceratites fúngicas graves (CF). Métodos: Os dados de 21 pacientes com diagnóstico de CF grave que foram submetidos à TP tectônico/terapêutico por CF que usaram (15 pacientes) ou não (6 pacientes) ciclosporina A 2% tópica foram analisados em função da acuidade visual final, preservação do globo ocular, número de transplantes realizados e tempo de uso de antifúngicos. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante entre os dois grupos (com ou sem ciclosporina) com relação à acuidade visual final (p = 0,5232), preservação do globo ocular (p = 0,6578), número de transplantes realizados (p = 0,4499) e tempo de uso de antifúngicos (p = 0,4499). Conclusão: A ciclosporina A 2% tópica não mostrou nenhum efeito adicional como terapia associada no pós-operatório de TP em CF grave.

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TL 045
AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE CÉLULAS CALICIFORMES NA CÓRNEA HUMANA

Jeison de Nadai Barros, Vera Lucia Degaspare Monte Mascaro, Luciene Barbosa de Sousa, Ana Luisa Hofling-Lima

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Apresentar os resultados da análise de presença de células caliciformes na superfície de córneas com diagnóstico clínico de conjuntivalização. Métodos: Foram estudados por meio da citologia de impressão perilimbar 65 pacientes. As amostras foram obtidas do olho com aspecto clínico de conjuntivalização e coletadas entre fevereiro de 2000 e fevereiro de 2002 no Laboratório de Doenças Externas Oculares. Foi usado como controle um grupo de 100 olhos sem suspeita de conjuntivalização. Deficiência de limbo foi detectada quando uma ou mais células caliciformes íntegras eram encontradas na superfície da córnea. Resultados: Em 100% do grupo controle foi observada ausência de células caliciformes na córnea. Os pacientes que apresentavam conjuntivalização foram distribuídos em 2 grupos. O grupo 1 compreendeu 49 pacientes com deficiência primária de células germinativas limbares. Neste grupo, uma ou mais células caliciformes foram evidenciadas na superfície da córnea em 21 olhos (42,85%), confirmando a deficiência de células germinativas do limbo. Nas 28 amostras remanescentes (57,15%) não foram observadas células caliciformes na córnea. O grupo 2 englobou 16 pacientes com sinais clínicos de conjuntivalização recorrentes após cirurgia para reconstrução da superfície ocular. Nestes, foi possível detectar células caliciformes na superfície da córnea em 9 pacientes (56,25%). Em 20 olhos (57,14%) de um total de 35 que tiveram citologia negativa para células caliciformes na superfície da córnea, não havia célula caliciforme nem na conjuntiva, devido a metaplasia escamosa. Conclusão: A presença de células caliciformes na superfície da córnea detectada no exame de citologia de impressão em pacientes com suspeita clínica de conjuntivalização confirma o diagnóstico de deficiência de limbo. Dependendo da fase evolutiva da doença não se evidenciam células caliciformes nem na superfície da conjuntiva e por isso não são esperadas na córnea. Este fato pode ocorrer mesmo com presença de células caliciformes na conjuntiva. Existe a possibilidade de uso deste exame para acompanhar a evolução do tratamento das afecções de superfície ocular associadas a essa deficiência.

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TL 046
CERATITE HERPÉTICA BILATERAL – RELATO DE CASO

Karla Costa Resende, Larissa Almeida Andrade, José Bonifácio Barbosa Júnior, Márcia Fernandes Carneiro, Marta de Filippi Sartori

Faculdade de Medicina de Jundiaí - SP

Introdução: O vírus Herpes Simples é responsável por grande parte das infecções virais em humanos. A doença ocular é causada mais frequentemente pelo HSV tipo 1. A ceratite herpética recorrente é tipicamente doença unilateral, a bilateral ocorre em aproximadamente 3% dos pacientes. Objetivo: Relatar caso de ceratite herpética bilateral enfatizando o diagnóstico, tratamento e evolução. Material e Método: Relato do caso de paciente feminina, 60 anos, queixando-se de ardor e hiperemia ocular bilateral há 15 dias. Ao exame apresentava acuidade visual melhor corrigida para longe de 0,6/0,5,córnea hipoestésica e úlceras geográficas epiteliais em ambos os olhos (AO). Iniciou-se aciclovir pomada oftálmica 5x/dia. Retornou no 14º dia de tratamento com ausência das lesões epiteliais e presença de ceratite disciforme em AO. Acrescentou-se acetato de fluormetolona 4x/dia, obtendo-se recidiva do quadro epitelial no 5º dia, suspendendo-se então o corticosteróide, iniciando-se Aciclovir oral 800 mg/dia. Discussão: O diagnóstico baseou-se nas características biomicroscópicas das lesões. Instituiu-se teste terapêutico com Aciclovir pomada oftálmica. No 14º dia houve resolução do quadro epitelial, porém houve aparecimento de ceratite disciforme em AO, justificando o emprego do acetato de fluormetolona. Devido à presença de um quadro de recidiva epitelial no 5º dia, suspendeu-se o corticóide, manteve-se o Aciclovir tópico e se iniciou Aciclovir oral 800 mg/dia como profilaxia para novas recorrências. Realizou-se investigação clínica de patologia sistêmica ou alteração imunológica que justificasse a severidade do caso, porém todas as pesquisas foram negativas. Conclusão: A severidade e freqüência da ceratite herpética são multifatoriais e dependem não só de estresse imunológico, mas também das características do vírus em questão. É importante lembrar que a doença herpética mal conduzida pode levar a importante baixa de acuidade visual, ou mesmo perda da visão.

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TL 047
PERFIL SÓCIOECONÔMICO DE PACIENTES DE UM SERVIÇO OFTALMOLÓGICO PÚBLICO UNIVERSITÁRIO E ADERÊNCIA AO TRATAMENTO

Keila Barbosa de Oliveira Lima, Luiz Antonio Vieira, Luciene Barbosa de Sousa

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Conhecer e correlacionar o perfil sócioeconômico do paciente com a aderência ao tratamento. Abordar a questão relacionamento médico-paciente. Método: Pacientes oftalmológicos foram submetidos a uma pesquisa em forma de questionário abordando questões relacionadas às condições sócioeconômicas, aderência ao tratamento e relacionamento médico-paciente. Resultados: Os dados obtidos confirmam o baixo poder aquisitivo caracterizando o perfil social e econômico dos pacientes. 76% dos pacientes responderam entender a explicação médica, porém apenas 66% sabem o nome da doença que apresenta. O receituário médico é de grande importância, pois 92% dos pacientes nunca compraram medicação errada. Em relação à aquisição do medicamento, 54% referem ter comprado a medicação no mesmo dia; 63% nunca tiveram tratamento incompleto por falta de recursos, porém 48% fizeram reaproveitamento de colírios previamente utilizados. Conclusão: O sucesso do tratamento, além do perfil sócioeconômico, depende da relação médico-paciente. Num futuro próximo, os medicamentos genéricos poderão contribuir significantemente na aderência do paciente ao tratamento.

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TL 048
DISTROFIA GRANULAR VARIANTE SUPERFICIAL

Leandro Cabral Zacharias, Flávia Luz, Ruth M. Santo, Flávio Fernandes Villela, Milton Ruiz Alves

Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: Relatar uma família apresentando distrofia granular de córnea (DGC) variante superficial e discutir as subvariantes desta patologia. Material e Métodos: Exame oftalmológico completo no Serviço de Oftalmologia do HCFMUSP de oito membros de uma família com diagnóstico de distrofia granular padrão epitelial. Outros dez indivíduos da mesma família com queixas semelhantes não foram examinados por questões sócio-demográficas. Resultados: Dos 8 membros da família examinados, 7 apresentavam lesões corneanas, sendo que em todos os casos a apresentação era bilateral e as lesões situavam-se em camadas superficiais da córnea, totalizando-se portanto 14 olhos examinados com acometimento. As principais queixas visuais dos pacientes além da diminuição da acuidade visual foram: sensação de areia, episódios de hiperemia e fotofobia recorrentes, bilaterais, com duração de 2 a 3 dias e melhora espontânea. Não houve episódios de dor ocular intensa relatados. A diminuição da acuidade visual se iniciou em todos os pacientes na primeira década de vida, sendo sempre progressiva. Conclusão: A DGC padrão superficial difere da clássica por apresentar: início de baixa acuidade visual precoce (primeira a segunda década); necessidade precoce de intervenção cirúrgica; localização superficial das lesões (mais de 95% se localizam a frente da camada de Bowman); abundância das lesões, algumas vezes muito numerosas para serem contadas; presença de erosões epiteliais em alguns casos. A variante superficial da DGC parece apresentar alguns subtipos que compartilham a precocidade da baixa visual, da necessidade de tratamento cirúrgico, e a superficialidade das lesões na córnea. Aparentemente, engloba-se como variante superficial uma série de entidades, que variam na aparência biomicroscópica e presença de erosões epiteliais.

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TL 049
INJEÇÃO SUBCONJUNTIVAL DE SORO AUTÓGENO NO TRATAMENTO DE QUEIMADURA OCULAR POR ÁLCALI EM COELHOS

Marcela Colussi Cypel-Gomes, Denise Atique, Fabiana Amorim de Lima, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas, Paulo Elias Correa Dantas

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

Objetivo: O objetivo deste trabalho foi estudar a ação da injeção subconjuntival de soro autógeno, na evolução das complicações, após queimadura ocular grave por álcali induzida experimentalmente em coelhos. Material e Método: Foram utilizados trinta olhos de coelhos da raça Nova Zelândia, divididos em dois grupos, ambos submetidos a queimadura severa por álcali. Em 15 olhos, efetuamos, imediatamente após a queimadura, injeção de soro autógeno subconjuntival. Os resultados dos dois grupos foram avaliados e comparados logo após a queimadura e nos dias 1, 3, 7, 15 e 30, através de exame ocular externo e exame com lâmpada de fenda manual portátil. Os dados foram registrados em questionário previamente estabelecido. Resultados: O grupo de estudo apresentou re-epitelização da córnea mais rápida, na fase inicial do processo do que o grupo controle, diferença esta estatisticamente significante, assim como resultado final mais estável, com córneas mais conjuntivalizadas que o grupo controle, que evoluiu com córneas mais afinadas. Conclusão: Os resultados obtidos neste estudo experimental sugerem que soro autógeno tenha como efeito primário, agilizar o processo de cicatrização dos olhos após queimadura alcalina, diminuindo complicações tardias e melhorando o prognóstico quanto à estabilidade do processo inflamatório cicatricial nas condições propostas.

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TL 050
INDICAÇÕES DE CERATOPLASTIA PENETRANTE EM 86 CASOS ESTUDADOS NO SERVIÇO DE RESIDÊNCIA MÉDICA DE MOGI DAS CRUZES NO PERÍODO DE 1998 A 2001
Marcelo Alves Vilar de Siqueira, Marta Fabiane Gouvêa Barioni, Karine Koller, Ériko Hidetaka Katayama, Mariza Toledo de Abreu
Universidade de Mogi das Cruzes – SP

Objetivo: Estudar as principais indicações de ceratoplastia penetrante em pacientes operados no serviço de Residência Médica da Universidade de Mogi das Cruzes no período de 1998 a 2001. Casuística e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo de 86 casos submetidos à ceratoplastia penetrante no serviço de Residência Médica em Oftalmologia da Universidade de Mogi das Cruzes, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2001. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 34,84 anos. Em relação ao sexo, 48,8% eram do sexo feminino e 51,2% do masculino. As principais indicações encontradas foram: ceratocone (48,8%), leucoma central (12,8%), falência primária (8,1%), trauma ocular (7,0%), distrofia não-Fuchs (5,9%), queimadura ocular, ceratopatia bolhosa, esclerocórnea, trauma ocular, úlcera de córnea, descemetocele, distrofia Fuchs, herpes, infecção crônica. Conclusão: Nas indicações de cera-toplastia penetrante observadas pelos autores, observou-se que ceratocone, leucoma central, falência primária correspondeu a 69,8% das indicações, estando de acordo com a literatura e demonstrando a importância destas doenças na indicação de ceratoplastia.

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TL 051
ESCLERITE NECROTIZANTE: RELATO DE CASO

Maurício Schirmer, Ariane de Cássia Alves Nunes, Paulo Elias Correa Dantas, Luciene Barbosa de Souza

Hospital Oftalmológico de Sorocaba – SP

Objetivo: Relatar um caso de esclerite necrotizante combinada com ceratite ulcerativa periférica com diagnóstico posterior de granulomatose de Wegener (GW) e revisar a literatura pertinente. A característica da doença ocular, sua relação com o envolvimento sistêmico, os métodos diagnósticos e a resposta ao tratamento serão abordados. Método: Um paciente com esclerite necrotizante foi seguido por um período de 8 meses. A avaliação laboratorial incluiu os níveis sorológicos de c-ANCA (negativo). Um exame ocular completo com fotodocumentação e estudos de imagens foram realizados a cada consulta. Foi obtido tecido por biópsia para análise histopatológica. Relato de caso: Homem branco de 50 anos com história de olho vermelho há 6 meses. A acuidade visual era de 20/20. Vinha em uso de 60 mg/dia de prednisona via oral há cerca de 6 meses. O paciente foi encaminhado ao imunologista para avaliação sistêmica e tra-tamento com ciclofosfamida via oral. O c-ANCA foi negativo. Biópsia escleral mostrou inflamação granulomatosa. A avaliação sistêmica foi negativa. A remissão do quadro clínico foi obtida somente com pulsos de ciclofosfamida e metilprednisolona intravenosa cerca de 3 meses após. Neste momento, o aparecimento de manifestações sistêmicas levavam ao diagnóstico confirmatório de GW. O resultado final obtido foi reservado (escleromalácia perfurante e cegueira). Conclusão: A GW engloba um espectro de doença. Sua forma clássica é definida por critérios clínicopatológicos, incluindo a tríade de granulomas necrotizantes do trato respiratório, vasculite necrotizante focal generalizada e glomerulonefrite necrotizante focal. No caso descrito, a esclerite foi a manifestação inicial da doença. O curso da doença tem sido dramaticamente melhorado pelo tratamento proposto com ciclofosfamida e corticóides. Entretanto, a morbidade relacionada à doença é freqüentemente intensa e a terapia tem de ser continuada por um longo tempo a fim de diminuir a taxa de recidivas. A toxicidade resultante da terapia prolongada com ciclofosfamida tem encorajado a investigação de outros regimes terapêuticos alternativos.

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TL 052
MITOMICINA C SUBCONJUNTIVAL COMO TERAPIA ADJUVANTE NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PTERÍGIO: RESULTADOS PRELIMINARES

Mônica Alves, Stênio Ferreira Rosa, Daniel Gadioli, David Groisman Raskin, Milton Ruiz Alves

Clínica Raskin – Campinas - SP

Objetivo: Avaliar a eficácia do uso da mitomicina C em aplicação subconjuntival pré-operatória comparada com sua utilização intra-operatória como terapia adjuvante à excisão cirúrgica na prevenção de recidivas do pterígio. Métodos: 38 pacientes foram avaliados prospectivamente em 3 grupos de acordo com o tratamento proposto: grupo 1 injeção subconjuntival de 0,1 ml de mitomicina C 0,02%, 3 semanas antes da cirurgia, grupo 2 aplicação intra-operatória de mitomicina C 0,02% e grupo 3 excisão cirúrgica sem terapia adjuvante. Resultados: A utilização de mitomicina C como terapia adjuvante mostrou-se eficaz na prevenção de recidivas de pterígio tanto em injeções subconjuntivais pré-operatórias como em utilização intra-operatória. A freqüência de recidiva no sexto mês de seguimento dos pacientes avaliados neste estudo foi de 3,6% no grupo 1, 7,2% no grupo 2 e 10,8% no grupo 3. Conclusão: Nas condições deste estudo a aplicação de mitomicina C subconjuntival apresentou efetividade semelhante à aplicação intra-operatória como tratamento adjuvante à excisão cirúrgica de pterígio, promovendo concentração adequada de mitomicina C em fibroblastos ativados minimizando, entretanto a toxicidade epitelial.

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TL 053
ALTERAÇÕES TOPOGRáFICAS DA CÓRNEA EM PACIENTES COM CÉRATO-CONJUNTIVITE VERNAL

Paulo Elias Correa Dantas, Milton Ruiz Alves, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas

Santa Casa de São Paulo / Universidade de São Paulo – São Paulo

Objetivo: Propôs-se estudo clínico caso-controle de pacientes com cérato-conjuntivite vernal, com finalidade de obter-se, por meio de descritor quantitativo da superfície anterior da córnea (sumário diagnóstico de Holladay), infor-mações sobre as alterações topográficas, que pudessem determinar a freqüência da associação entre cérato-conjuntivite vernal e ceratocone, além de seus efeitos sobre o desempenho da visão destes pacientes. Material e Métodos: Foram examinados 342 olhos de 171 pacientes divididos em 2 grupos. Grupo 1 com 142 olhos de 71 pacientes com diagnóstico clínico de cérato-conjuntivite vernal (casos) e Grupo 2 com 200 olhos de 100 pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo (controles). Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, alem de topografia de córnea com o uso de descritor quantitativo do contorno óptico da superfície anterior da córnea (sumário diagnóstico de Holladay). Critérios clínicos e topográficos foram estabelecidos para o diagnóstico de ceratocone nos grupos estudados. Resultados: Diagnóstico clínico de ceratocone associado a CCV correspondeu a 9,85% (7 pacientes), enquanto que 22,53% (16 pacientes), de acordo com critérios estabelecidos para diagnóstico topográfico, apresentavam ceratocone no Grupo 1 (p<0,05). Comentários: Os resultados obtidos neste estudo mostram alta freqüência de ceratocone em pacientes com cérato-conjuntivite vernal. A performance visual destes pacientes é influenciada pelas aberrações provocadas por alterações da asfericidade corneal e de outras variáveis topográficas.

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TL 054
EFEITO DO CLOTRIMAZOL NA INIBIÇÃO DA ANGIOGÊNESE CORNEANA APÓS QUEIMADURA POR ÁLCALI

Pedro João Victorino Neto, Marcelo Luiz Gehlen, João Carlos Domingues Repka, Lismary Aparecida De Forville Mesquita, Hamilton Moreira

Faculdade Evangélica do Paraná - PR

Objetivo: Avaliar a eficácia da injeção subconjuntival de clotrimazol em inibir a angiogênese corneana em olhos de coelhos previamente queimados por álcali. Métodos: Foram utilizados 2 grupos de 9 coelhos albinos machos. Realizou-se queimadura química no olho esquerdo de todos os animais através dos discos de filtro de Whatman embebidos com hidróxido de sódio a 1 N. No primeiro grupo (controle) injetou-se 0,1 ml de soro fisiológico a 0,9% em região subconjuntival de ambos os olhos uma vez ao dia por 40 dias. No segundo grupo (experimento) procedeu-se a injeção subconjuntival de 0,1 ml de clotrimazol na concentração de 10 nM em ambos os olhos uma vez ao dia por 40 dias. Foi realizada avaliação clínica do processo através da biomicroscopia com lâmpada de fenda a cada 3 dias. As córneas foram removidas para avaliação histo-patológica da resposta inflamatória após 40 dias da queimadura. Resultados: A observação pela biomicroscopia por lâmpada de fenda durante a evolução do estudo não apresentou diferenças entre o grupo controle e experimento quanto à intensidade da reação inflamatória e presença de neovasos nas córneas avaliadas. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos no estudo histopatológico da córnea quanto à presença e intensidade da reação inflamatória, fibrose, presença de epitélio e neovascularização. Conclusão: O presente estudo demonstrou a ineficácia do clotrimazol subconjuntival com a finalidade de inibir a angiogênese corneana em olhos de coelhos previamente queimados com álcali.

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TL 055
ANÉIS DE FERRAra NO TRATAMENTO DO ASTIGMATISMO IRREGULAR

Sérgio Kwitko, Nórton S. Severo, Diane R. Marinho

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS

Objetivo: Determinar os resultados do implante de anéis de Ferrara em pacientes com astigmatismo irregular. Métodos: Sete olhos de 7 pacientes com diagnóstico de astigmatismo irregular foram submetidos a implante de anéis de Ferrara. Três olhos após transplante penetrante de córnea, 3 após ceratotomia radial e LASIK e um olho com astigmatismo irregular após LASIK. Resultados: A acuidade visual corrigida melhorou em 71,4% dos casos, em 14,4 ± 10,5 meses de seguimento. Não houve alteração em 1 caso (14,3%), e houve piora da melhor acuidade visual em um olho (14,3%). A acuidade visual não corrigida melhorou em 6 olhos (85,7%), e não sofreu mudança em um caso. O equivalente esférico diminuiu de –6,13 ± 6,54 D para –1,50 ± 2,87 D, e o astigmatismo refracional diminuiu de –7,63 ± 3,09 D para –3,33 ± 1,33 D após o procedimento. Conclusão: O implante de anéis de Ferrara é um procedimento seguro e reversível, com bons resultados em cerca de 70% dos casos de astigmatismo irregular pós-operatório, com um seguimento médio de 14 meses.

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TL 056
CERATOPLASTIAS PENETRANTES REALIZADAS NA FUNDAÇÃO ALTINO VENTURA: REVISÃO DOS RESULTADOS E COMPLICAÇÕES

Daniela Endriss, Fernando Cunha, Marco Pólo Ribeiro, Jana Toscano

Fundação Altino Ventura - Recife – PE

Objetivo: Identificar as principais complicações e causas de insucesso das ceratoplastias penetrantes realizadas na Fundação Altino Ventura. Métodos: Revisaram-se os prontuários médicos de 205 pacientes, submetidos a ceratoplastia penetrante na Fundação Altino Ventura, no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000, com tempo de seguimento pós-operatório maior ou igual a seis meses. Avaliaram-se dados demográficos e relacionados aos períodos pré, per e pós-operatório. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 48,4 (± 22,1) anos, sendo 108 (52,7%) do sexo feminino e 97 (47,3%) do masculino. As principais indicações do transplante penetrante de córnea foram ceratocone (49 casos, 23,9%), ceratopatia bolhosa pós-facectomia (47 casos, 22,9%) e distrofia (24 casos, 11,7%). As complicações mais freqüentemente encontradas no pós-operatório foram glaucoma em 70 casos (34,1%) e úlcera em 13 casos (6,3%). Cinqüenta pacientes (24,4%) apresentaram sinais clínicos de rejeição do botão, havendo evolução para insucesso do transplante em 13 (26,0%) destes casos. Observou-se que 16,0% (n=8) dos pacientes com rejeição foram submetidos a três ou mais procedimentos cirúrgicos, diferença estatisticamente significante em relação ao grupo que não desenvolveu rejeição (3,2%, n=5) (p<0,05). Quarenta e cinco (22,0%) transplantes realizados evoluíram com opacificação total do botão doador. Conclusão: Os fatores de risco para falência do transplante de córnea identificados neste estudo concordam com os da literatura mundial. O glaucoma foi a principal complicação pós-operatória identificada e o principal fator predisponente à rejeição e falência do transplante.

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TL 057
ESTUDO RETROSPECTIVO DE SÍNDROME DE BROWN NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS – FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Flávia Luz, Cíntia Fabiane Gomi, Mariza Polati

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Avaliar as características dos casos de Síndrome de Brown do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC – FMUSP). Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo de 21 casos de Síndrome de Brown no período de 1984 a 2000, acompanhados no serviço de motilidade ocular extrínseca do Departamento de Oftalmologia do HC – FMUSP. Resultados: 80% dos casos são congênitos. Apenas 13,3% são bilaterais. Observou-se também que a necessidade de cirurgia para a correção da síndrome ocorre em 13,3% dos casos. Não foi constatado nenhum tipo de complicação cirúrgica como paralisia do oblíquo superior, mesmo com a realização de tenotomia do próprio. Não houve casos de resolução espontânea. Conclusão: Encontramos divergências de resultados cirúrgicos do presente trabalho e descrições de outros autores. Fato que poderia ser explicado pelo pouco número de casos cirúrgicos que obtivemos ou pelo pouco tempo de seguimento pós-operatório dos mesmos.

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TL 058
TEMPO DECORRIDO ENTRE A 1ª CONSULTA OFTALMOLÓGICA E O APARECIMENTO DO ESTRABISMO EM CRIANÇAS DE 0 A 4 ANOS DE IDADE

João Antonio Prata, Rosângela Borges Ribeiro, João Antonio Prata Junior

Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro – Uberaba - MG

Objetivo: Avaliar o tempo decorrido entre aparecimento do estrabismo e a primeira consulta oftalmológica em pacientes atendidos no ambulatório de estrabismo da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM). Material e Métodos: Foram analisados os prontuários de pacientes atendidos no ambulatório de estrabismo da FMTM de 1995 a 1998 com idade de aparecimento do estrabismo abaixo dos 4 anos de idade. Analisou-se o tempo decorrido entre a primeira consulta oftalmológica e a idade de aparecimento do estrabismo. Resultados: 367 apresentaram estrabismo com início abaixo dos 4 anos de idade sendo 198 do sexo feminino e 169 do masculino, 290 brancos, 65 pardos e 12 negros. A maioria dos pacientes procurou atenção oftalmológica após 24 meses da observação do início do desvio (125 casos 34,2%). Nas 202 crianças cujo desvio iniciou-se antes do primeiro ano de vida (85 casos, 42,1%) também procuraram atendimento somente após dois anos. Já no grupo de crianças com aparecimento relatado após o primeiro ano de vida, a maioria fez a sua primeira avaliação oftalmológica dentro do primeiro mês da observação do desvio (71 casos, 43%). Essas diferenças foram estatisticamente significantes (P<0,0002). Conclusão: Os resultados sugerem que no Setor de Estrabismo da FMTM, crianças cujo estrabismo teve seu início antes do primeiro ano de vida tendem a procurar assistência mais tardiamente do que portadores de estrabismos de surgimento após um ano.

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TL 059
USO DA ANESTESIA SUBCONJUNTIVAL NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO ESTRABISMO

Marcos Pitarello Moya, Jorge Meireles Teixeira, Tomás Scalamandré Mendonça, Isabela Garcia, Célia Regina Nakanami

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a influência da anestesia subconjuntival no resultado da correção cirúrgica do estrabismo horizontal. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo em 68 pacientes submetidos a correção cirúrgica de estrabismo, dentre os quais 28 foram operados com anestesia tópica e subconjuntival e 40 operados apenas com anestesia tópica, sendo comparadas as médias do desvio ao longo do primeiro mês pós-operatório. Resultados: Ambos os grupos apresentaram desvio residual menor que 10,5 dioptrias prismáticas, e similares variações, tanto na esotropia (p=0,263) quanto na exotropia (p=0,133). Conclusões: O uso da anestesia subconjuntival não influenciou o desempenho da correção cirúrgica do estrabismo horizontal.

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TL 060
COMO PACIENTE DE ESTRABISMO PERCEBE A SI MESMO (ESTUDO PRELIMINAR)

Maria Cristina de Oliveira Regina, Keila Monteiro de Carvalho

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Introdução: A auto-percepção depende de fatores do ambiente, com crescente importância que os pares assumem na vida da criança, mas também do desenvolvimento para estabelecer-se. Objetivo: Verificar como o paciente de estrabismo se percebe. Método: Entrevista semidirigida;escolares entre 4 e 24 anos. Resultados: 81% que se afirmaram satisfeitos, posteriormente declararam alguma insatisfação; sob o coeficiente de concordância de Kappra (K = 0,095) significa ausência de concordância; 86% dos sujeitos entre 8 e 10 anos de idade apresentaram incongruência. Conclusão: A auto-percepção, revelou-se pior quando considerada a perspectiva do outro, que quando considerado o ponto de vista do sujeito. Predominantemente insatisfatória que satisfatória, exceto quanto à atividade acadêmica.

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TL 061
TIPOS DE REAÇÃO: O PACIENTE COM ESTRABISMO FRENTE ÀS PRESSÕES SOCIAIS DE NATUREZA VERBAL

Maria Cristina de Oliveira Regina, Keila Monteiro de Carvalho

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Introdução: O estrabismo tem levado a freqüentes pressões sociais de caráter verbal diretas. Representam para a maioria dos pacientes, autênticas agressões, levando-os a reações, que causam-lhes estranhamento, devido à intensidade, podendo gerar tensões pessoais e sociais. Objetivo: Identificar e comparar reações do paciente perante agressões verbais. Método: Entrevistas semidirigidas; escolares ou ex-escolares entre 4 e 20 anos. Resultados: Vivências muito intensas, não prevalentes: pacientes entre 11 e 14 anos; intensas e prevalentes entre 8 e 10 anos de idade; baixas intensidades: crescentes quanto a maior a idade; correlação: reação ativa e passiva. Conclusão: Perceber-se alvo de "bullying": conseqüências psicológicas.

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TL 062
RESULTADOS DA CORREÇÃO CIRÚRGICA EM PACIENTES PORTADORES DE ESOTROPIA

Priscilla de Cassia Silva Haas, Paula Piccoli da Costa, Ana Maria Junqueira
Santa Casa de Campo Grande - MS

Objetivo: Análise dos resultados cirúrgicos da correção de esotropia em pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Campo Grande. Métodos: Foram estudados os prontuários de 25 pacientes esotrópicos, operados para correção de estrabismo, em que se realizaram, apenas, cirurgia de recuo dos retos mediais e de ressecção dos retos laterais. Resultados: Obtivemos sucesso cirúrgico (0 - 8 Dp) em 24% dos pacientes; sucesso parcial (9 - 19 Dp) em 56%; insatisfatório (> 20 Dp) em 16% e hipercorreção em 4%. Conclusão: A análise dos resultados cirúrgicos foram compatíveis e semelhantes aos encontrados na literatura.

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TL 063
USO DE ADESIVO BIOLÓGICO DE FIBRINA NA MIOESCLEROPEXIA POSTERIOR EM MÚSCULOS RETO SUPERIORES DE COELHOS. I – ESTUDO CLÍNICO

Juliana Mantovani Bottós, Ana Tereza Ramos Moreira, Kátia Mantovani Bottós, Michele Buquera, Adilson dos Anjos

Universidade Federal do Paraná

Objetivo: 1. Verificar a capacidade de adesão do adesivo biológico de fibrina quando utilizado para reduzir o arco de contato com a esclera, do músculo reto superior de coelhos. 2. Comparar a redução da função do músculo reto superior, utilizando o adesivo biológico de fibrina, com a função do músculo reto superior contralateral utilizado como controle. Material e Método: A amostra foi constituída por 30 coelhos, 60 olhos. Em cada coelho, realizou-se mioescleropexia posterior com adesivo biológico em um dos olhos (30 olhos), enquanto o outro serviu como controle (30 olhos). Todos os animais foram sacrificados após 60 dias de pós-operatório. Avaliaram-se a hipofunção muscular e o tamanho das aderências produzidas no momento da cirurgia e no 60º dia de pós-operatório. Resultados: O coágulo de fibrina formou-se imediatamente a sua aplicação no músculo, e as fibras musculares apresentaram-se aderidas em poucos segundos à esclera. Todos os olhos operados com adesivo biológico de fibrina demonstraram hipofunção muscular após 60 dias, quando comparado ao músculo contralateral. O tamanho do coágulo formado inicialmente, relacionado às medidas obtidas após 60 dias, demonstrou uma porcentagem de redução de 28,48% e uma correlação ascendente e positiva (r=0,367204), porém fraca, elucidando a existência de múltiplas variáveis influenciando nessa redução. Não houve sinais de hiperemia, secreção conjuntival, ou qualquer outra complicação atribuída à cirurgia, ao final de 60 dias. Conclusão: O adesivo biológico de fibrina provoca adesão músculo-escleral, encurtando o arco de contato, ocasionando a hipofunção desejada. A aplicação do adesivo facilita a Mioescleropexia Posterior, evitando a perfuração ocular.

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TL 064
NOVA MUTAÇÃO NO GENE TGF
bI RESPONSÁVEL PELA DISTROFIA LATTICE DA CÓRNEA, FORMA ASSIMÉTRICA E DE APARECIMENTO TARDIO
Gustavo Victor, Maria Rita Passos-Bueno, Flávia Imbroisi Valle Errera, Juan Alzamora, Ruth Miyuki Santo

Universidade de São Paulo

Objetivo: Caracterizar as mutações no gene TGFbI nos membros de uma família brasileira com distrofia lattice de córnea, forma assimétrica e de aparecimento tardio. Métodos: Membros de uma família com distrofia lattice de córnea, forma assimétrica e de aparecimento tardio (tipo IIIA) foram submetidos à avaliação biomicroscópica. Quatro familiares (dois afetados e dois indivíduos sadios) foram submetidos à análise molecular. A análise das mutações, para o exon 14 do gene TGFbI, foi realizada pelo método do PCR (Polymerase Chain Reaction) seguido pelas técnicas de SSCP (Single-Stranded Conformation Polymorphism) e de sequenciamento automático. Resultados: Uma nova mutação, Val624Met, foi identificada no exon 14, na região da proteína queratoepitelina nos dois familiares afetados mas não nos familiares normais. A alteração também não foi encontrada na amostra controle, confirmando ser uma mutação patogênica. Conclusão: A identificação de uma nova mutação, Val624Met, no gene TGFbI, em uma região onde já foram descritas outras mutações, Asn622His e His626Arg, sugere que este segmento da queratoepitelina pode ter um importante papel biológico para o depósito de amilóide na distrofia lattice da córnea, forma assimétrica e de aparecimento tardio.

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TL 065
ACHADOS GENÉTICO-CLÍNICOS EM PACIENTES COM A SEQÜÊNCIA DE MÖBIUS CUJAS MÃES USARAM OU NÃO O MISOPROSTOL DURANTE A GRAVIDEZ

Paula Arruda, Miguelina Lorenzo Morfa, Liana Ventura, Marilyn Miller, Henderson Celestino de Almeida

Fundação Altino Ventura – Recife - PE

Introdução: A teoria mais aceita quanto a etiopatogenia da Seqüência de Möbius, é que resultaria de uma interrupção vascular em idade precoce da embriogenese devido a fatores genéticos ou ambientais. Este estudo teve como objetivo principal descrever os achados genético-clinicos em pacientes com a Seqüência de Möbius cujas mães usaram o ou não o misoprostol durante a gravidez. Métodos: Foram examinados 31 pacientes com o diagnóstico prévio de Seqüência de Möbius atendidos em três centros de referência do Estado de Pernambuco. Os pacientes foram avaliados por uma equipe multidisciplinar, de acordo com um protocolo previamente elaborado. Os critérios de inclusão para o estudo foram: a presença de paralisia congênita, uni ou bilateral do VI e VII nervos cranianos. Os pacientes foram estudados quanto aos achados genético-clínicos de acordo com a exposição ou não ao misoprostol durante a gravidez. Resultados: Um total de 28 casos atenderam aos critérios de inclusão para este estudo, com idades variando de um a 141 meses, média de idade de 43 meses, desvio padrão de 41 meses. O epicanto foi evidenciado em 25 casos (89,3%). Limitação da abdução foi vista em todos os pacientes (100%), boca em arco de cúpido em 18 casos (66,7%), piés eqüinovarus em 12 casos (44,4%). Havia dois casos (22,2%) com Seqüência de Poland-Möbius e anomalia de Poland-Möbius, respectivamente. Oito casos (28,6%) tinham antecedentes familiares positivos de enfermidades genéticas, tanto no grupo expostos quanto no de pacientes não expostos ao misoprostol durante a gravidez. Conclusão: No presente estudo os principais achados genético-clínicos observados nos pacientes com a Seqüência de Möbius foram as anomalias cranio-faciais e de membros, havendo também comprometimento dos nervos cranianos. Na amostra estudada houve elevada correlação entre o uso de misoprostol durante a gravidez e a Seqüência de Möbius, corroborando com dados de outros estudos em que sugere-se que esta droga atuaria como provável teratógeno, aumentando a incidência de anomalias congênitas.

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TL 066
CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICA DAS DOENÇAS DEGENERATIVAS DA RETINA DOS GRUPOS RETINA SÃO PAULO E RETINA VALE

Nichard Unonius, Juliana M. Ferraz Sallum, Michel Eid Farah

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Organizar um banco de dados regional dos portadores de doenças degenerativas da retina, visando classificar cada paciente de acordo com o tipo de distrofia e padrão de herança. Material e Método: Durante encontro do grupo Retina São Paulo em 05/05/2001, 243 pessoas foram registradas, sendo que 93 foram questionadas quanto a idade, origem, tipo de distrofia, história familiar e árvore genealógica, tipo de herança, outras anomalias sistêmicas e exames complemantares. Foram classificados quanto ao diagnóstico e padrão de herança. Resultados: Dos 243 pacientes registrados, as distrofias encontradas foram retinose pigmentária, doença de Stargardt, síndrome de Usher, amaurose congênita de Leber e coroideremia. Quanto à divisão por doença dos 93 pacientes arguidos, havia 62 pacientes com retinose pigmentária, 13 com doença de Stargardt, 13 com síndrome de Usher, 3 com amaurose congênita de Leber e 2 com coroideremia. Dos pacientes com retinose pigmentária, o padrão de herança detectado foi autossômico dominante em 4 casos (7%), autossômico recessivo em 20 casos (32%), ligado ao cromossomo X recessivo em 7 casos (11%), caso isolado em 29 (47%) e padrão indeterminado em 2 (3%). Para a doença de Stargardt 3 indivíduos (23%) seguiam o padrão de herança autossômico recessivo e 10 (77%) eram casos isolados. Dos pacientes com síndrome de Usher, 8 (61,5%) apresentavam herança autossômica recessiva, 4 (31%) eram casos isolados e 1 (7,5%) tinha o padrão de herança indeterminado. Os pacientes com coroideremia seguiam o padrão de herança ligado ao X recessivo. Para amaurose congênita de Leber, 1 paciente (33,5%) tinha padrão autossômico recessivo de herança e 2 (66,5%) eram casos isolados. Conclusão: Destaca-se assim a importância desta classificação como a primeira referência nacional dos padrões de hereditariedade das distrofias retinianas. É o primeiro passo para se proceder em seguida à classificação genético-molecular baseada no sequenciamento de cada gene responsável por cada um dos padrões de herança. A freqüência de cada tipo específico é semelhante à encontrada em outros trabalhos epidemiológicos de outros países.

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TL 067
CICLOFOTOCOAGULAÇÃO COM LASER DIODO EM GLAUCOMA ABSOLUTO, RESULTADO A LONGO PRAZO

Vera Christina Waller de Lima, Paulo Augusto de Arruda Mello, Edson Ferreira Quedas, João Antonio Prata Junior

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: 1) Relatar experiência de longo prazo com ciclofotocoagulação com Laser Diodo em Glaucomas absolutos. 2) Verificar a satisfação do paciente quanto à melhora do sintoma dor. Métodos: Foram selecionados casos de glaucomas absolutos com indicação de ciclofotocoagulação com laser de diodo acoplado a uma Sonda G Probe (Irís Medical). Todos os procedimentos foram realizados pelo mesmo cirurgião que realizou 20 aplicações (em média) com 2000 mW de potência em 270 graus de extensão, com a sonda colocada a 1,5 mm do limbo, por 2,0s. Considerou-se sucesso cirúrgico Po final ± 24 mmHg ou redução maior ou igual a 30% da Po inicial com remissão dos sintomas. Resultados: 79 casos tiveram acompanhamento médio de 23,25 ± 18,65 meses e observou-se sucesso em 69 (87,35%) casos e 10 (12,65%) casos de insucesso. A Po inicial média foi 50,06 ± 10,80 mmHg e a final 19,5 ± 8,42 mmHg. As principais complicações foram "Phitisis bulbi" em 7 (8,86%) casos e hipotonia prolongada em 3 (3,79%) casos. Conclusão: Observou-se freqüência de sucesso na melhora do sintoma dor, redução do número de medicações utilizadas, se bem que a Po final não seja considerada satisfatória. A incidência de complicação, levando-se em conta a gravidade dos casos foi relativamente pequena.

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TL 068
COMPARAÇÃO ENTRE TRABECULECTOMIA COM E SEM MITOMICINA C EM GLAUCOMA CONGÊNITO PRIMÁRIO

Adriana Maria Rodrigues, Augusto Paranhos Junior, Paulo Augusto de Arruda Mello, Cristiane Rollin de Moura

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar os resultados da trabeculectomia (TREC) com e sem mitomicina C (MMC) no glaucoma congênito na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Métodos: Avaliar retrospectivamente 91 crianças com glaucoma congênito primário. Resultados: Sessenta es sete por cento das crianças foram submetidas a trabeculectomia (TREC) sem mitomicina C (MMC) e 33% a TREC com MMC. A análise entre as pressões intra-oculares antes e após a cirurgia não mostrou diferença entre os grupos. O tempo de seguimento médio foi de 70,23 meses (Dp = 58,18) no grupo sem MMC e 43,78 meses (Dp = 31,27) no grupo com MMC. Não houve diferença estatistica no sucesso entre os grupos, tanto para uma pressão intra-ocular (Po) menor a 21 mmHg quanto para a Po menor ou igual a 15 mmHg. A incidência de complicações foi maior no grupo com MMC (p < 0,017). Conclusão: Os resultados da trabeculectomia sem mitomicina no glaucoma congênito primário foram comparáveis ao da trabeculectomia com mitomicina na população estudada.

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TL 069
RESULTADOS DOS IMPLANTES DE DRENAGEM DE MOLTENO MODIFICADO POR SUSANNA EM GLAUCOMA CONGÊNITO

Adriana Maria Rodrigues, Augusto Paranhos Junior, Denise Barroso de Mello, Aline da Silva Barbosa

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar os resultados clínicos com o uso dos implantes de drenagem do tipo Molteno modificado por Susanna no glaucoma congênito primário na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Métodos: Avaliação retrospectivas de 13 pacientes com glaucoma congênito primário refratários a tratamentos anteriores operados com a colocação de implantes de drenagem com pressão intra-ocular de sucesso foi considerada menor ou igual a 15 mmHg. Resultados: A probabilidade de sucesso avaliada pela curva de Kaplan Meier foi de 76,9% com tempo médio de sobrevida da cirurgia de 19 meses. A idade e quantidade de cirurgias prévias ao implante não interferiram no tempo de sucesso. A acuidade visual manteve-se inalterada em 61,5% das crianças e melhorou em 38,5%. Nenhuma complicação foi encontrada ao final do seguimento. Conclusão: Os implantes de drenagem surgem como opção cirúrgica para o tratamento de glaucoma refratário em crianças.

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TL 070
INCIDÊNCIA DE EDEMA MACULAR CISTÓIDE EM AFÁCICOS E PSEUDO-FÁCICOS EM USO DE LUMIGANâ

Alexandre Amorelli Resende, João Alberto Holanda de Freitas, Humberto Cenci Guimarães, Alexandre Ferreira Daniotti, Rafael Moreira Rêgo

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Sorocaba

Objetivo: Pacientes afácicos e pseudo-fácicos com cápsula rota em uso de bimatoprost 0,03%, Lumiganâ, foram examinados com a finalidade de se detectar edema cistóide de mácula clínico. Material e Métodos: Vinte e nove pacientes num total de 40 olhos tiveram tempo de seguimento que variou de 2-7 meses; média 5,1 ± 0,19 meses; a idade média foi de 60,79 ± 1,15 anos; e o tempo de pós-operatório quando do início do tratamento: 1 a 10 anos; média 5,05 ± 0,42 anos. Resultado: Não foi detectado nenhum caso de edema cistóide. Conclusão: O edema cistóide de mácula não foi muito freqüente nesta população, mas que pela gravidade e reversibilidade deva ser sempre pesquisado.

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