Volume 65 - fascículo 4 Resumo dos Temas Livres do XV Congresso Brasileiro de Prevenção e Reabilitação Visual |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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TL 001 Os autores realizaram um estudo estatístico na intenção de comparar a evolução do atendimento dos pacientes encaminhados para realização de cirurgia de catarata, durante os dois últimos anos de participação da Clinica Oftalmológica Teixeira Pinto na Campanha Nacional de Cirurgia de Catarata. Objetivo: Avaliar quantitativamente as variáveis estatísticas e a evolução do atendimento nos anos de 2000 e 2001. Identificando possíveis falhas e pontos positivos e negativos. Material e Métodos: A coleta de dados foi feita por meio da analise do protocolo de identificação e do prontuário dos pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde do DF. Dados considerados: idade, sexo, naturalidade, tempo de espera para a cirurgia, acuidade visual, fundoscopia, biometria e tipo de cirurgia realizada. Dados considerados somente para pacientes operados. Conclusões: Com os resultados obtidos na análise dos diversos dados foi possível comparar a evolução destes dois anos de participação na Campanha Nacional de Cirurgia de Catarata. |
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TL 002 Introdução: A Catarata é a principal causa de cegueira no Brasil e a incidência de casos é maior do que o número de cirurgias realizadas anualmente. Considerando o sucesso obtido em 1999 e 2000 foi determinada a continuação em 2001 da Campanha Nacional da Catarata. A Clínica Oftalmológica Teixeira Pinto (COTP), sediada em Brasília - DF, uma entidade particular, foi convidada a participar desta Campanha em outubro de 2001 realizando 205 cirurgias neste período. Objetivo: Analisar o perfil dos pacientes, os exames realizados e resultados dos pacientes operados no serviço acima citado. Material e Métodos: Os pacientes foram encaminhados através da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal. Depois de realizada a consulta, somente aqueles pacientes portadores de catarata eram submetidos a cirurgias. A coleta de dados foi feita por meio da análise do protocolo de identificação e do prontuário dos pacientes. Dados considerados: idade, sexo, naturalidade, tempo de espera para a cirurgia, acuidade visual, fundoscopia, biometria e tipo de cirurgia realizada. Dados considerados somente para pacientes operados. Resultados: De um total de 342 pacientes examinados, 126 pacientes foi diagnosticado catarata, em 137 pacientes foi diagnosticado outra patologia. Foram realizadas 205 cirurgias em 126 pacientes no período de novembro e dezembro de 2001. 149 pacientes operaram os dois olhos no serviço neste período de tempo. Conclusão: É de grande importância a participação de clínicas particulares nestas campanhas nacionais, mas também é necessário uma melhor organização estrutural para evitar uma sobrecarga de trabalhos destas entidades. Pode-se resolver isso iniciando a participação destas clínicas no início do ano. |
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TL 003 Introdução: A opacidade da cápsula posterior é complicação freqüente no pós-operatório de facectomia. Objetivo: Apresentar o micro tip bipolar de radiofreqüência como alternativa para o tratamento da opacidade de cápsula posterior. Pacientes e método: 3 olhos que apresentaram opacidade e espessamento importante da cápsula posterior pós facectomia, em pacientes não colaborativos para a realização do Yag Laser, foram tratados com aplicação de radiofreqüência na cápsula posterior. Resultados: Nos 3 pacientes foi obtida abertura total da cápsula no eixo óptico, sem a observação de complicações vítreo-retinianas pós-operatórias. Conclusão: Os autores sugerem o uso da radiofreqüência para abertura da cápsula posterior em pacientes especiais. |
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TL 004 Introdução: Com o maior desenvolvimento tecnológico, notamos um aumento nos casos de traumatismos oculares em nossa população. Objetivos: Nosso objetivo com este trabalho é caracterizar a população infantil vítima de traumatismos oculares e avaliar sua recuperação visual. Material e Métodos: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 42 pacientes atendidos entre 1996 e 2001 com diagnóstico de catarata traumática no setor de Catarata Infantil do Departamento de Oftalmologia da FMRP. Resultados: A média de idade verificada foi de 9,95 anos, com grande prevalência no sexo masculino. Houve perfuração ocular em 20% dos casos. As principais complicações pós-operatórias foram a presença de leucoma corneano em 4 casos e a opacificação de cápsula posterior em 6 casos. A acuidade visual final foi menor que 20/100 em 60% dos casos. Conclusão: A catarata traumática é importante causa de baixa visual em crianças, e na sua maioria das vezes pode ser evitada. Esforços devem ser feitos no sentido de se prevenir os traumatismos oculares. |
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TL 005 Objetivo: Demonstrar os achados oftalmológicos e evolução do deslocamento anterior do cristalino em um paciente com síndrome de Weill-Marchesani e retinose pigmentar. Material e Métodos: Descrevemos um caso de um paciente masculino, com 51 anos e síndrome de Weill-Marchesani que apresentava microesferofacia, glaucoma secundário e retinose pigmentar. Alterações sistêmicas e oculares com a possível correlação com sua doença congênita é discutida. Resultados: Ao exame oftalmológico inicial, o diagnóstico de glaucoma de ângulo fechado foi realizado. Após iridotomia a laser, exames revelaram microesferofacia com subluxação inferior do cristalino, o que sugeriu o diagnóstico de síndrome de Weill-Marchesani. Exame de fundo de olho com oftalmoscópico indireto revelou retinose pigmentar. Durante acompanhamento em uma visita, após dilatação pupilar, o paciente apresentou luxação do cristalino para a câmara anterior com conseqüente toque endotelial. Ele foi submetido à cirurgia de emergência, sendo realizado extração extracapsular do cristalino e fixação iriana da lente intra-ocular. Acompanhamento de três meses é aqui descrito. Conclusão: Dilatação pupilar em pacientes com síndrome de Weill-Marchesani deve ser cuidadosamente realizada devido à possibilidade de luxação do cristalino. Uma variedade de manifestações oculares desta síndrome, como "ectopia lentis", glaucoma e microesferofacia, já foram descritas na literatura. O encontro de retinose pigmentar neste caso pode representar uma nova manifestação ocular associada à síndrome de Weill-Marchesani, uma vez que esta associação ainda não foi relatada. |
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TL 006 Introdução: Avaliar os aspectos clínicos (sistêmicos e oculares), cirúrgicos e resultado visual de 304 pacientes operados por catarata infantil. Material e Métodos: Trezentos e quatro pacientes operados consecutivamente de catarata (447 olhos), no período de janeiro de 1996 e abril de 2001 com idade entre um mês e 15 anos foram analisados quanto a características clínicas, cirúrgicas e resultados visuais. Resultados: A distribuição etária e por tipo de catarata é apresentada. A doença era bilateral em 143 casos, em 84 a leucocoria foi referida na história de entrada, e 112 casos eram de catarata congênita. Entre as causas, predominou trauma com 86 casos e em outras 158 não foi determinada a causa. A acuidade visual pós-operatória foi melhor que 20/60 em 36,2% dos casos. Ocorreu opacidade de cápsula posterior em 125 casos e em 80 casos foi necessária a reintervenção cirúrgica. Conclusão: Estudos futuros devem aprimorar os métodos de diagnóstico da catarata congênita e infantil, além apontar maneiras de reduzir os níveis de complicações cirúrgicas, principalmente opacidade de cápsula posterior e os esforços de prevenção devem dar mais atenção a fatores pré-natais e trauma ocular. |
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TL 007 Objetivo: Comparar os valores da pressão arterial media, freqüência cardíaca, SPO2 e dor ocular no per operatório da facoemulsificação, utilizando-se a técnica de anestesia tópica e a por bloqueio peri bulbar. Método: Foram incluídas no trabalho 124 cirurgias de catarata por facoemulsificação, sendo 64 pela anestesia tópica e 60 pelo bloqueio peri bulbar. Em cada cirurgia foram realizadas 4 medidas per operatórias da pressão arterial média, frequência cardíaca, SPO2 e a dor foi a aliada ao final da cirurgia pelo método análogo visual. Resultados: Os resultados obtidos na pressão arterial média, freqüência cardíaca e SPO2 não foram estatisticamente significativos entre os grupos de tópica e bloqueio. A dor avaliada no final da cirurgia foi estatisticamente maior no grupo tópica comparada ao grupo bloqueio (P = 0,00048). Conclusão: Na facoemulsificação, a anestesia tópica resultou em maior dor do que o bloqueio peribulbar, conforme avaliação ao final dos procedimentos. A pressão arterial média, a SPO2 e a frequência cardíaca não apresentaram diferença estatísticamente significativa entre as duas técnicas anestésicas. |
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TL 008 Objetivo: Relatar os resultados visuais e aspectos relacionados à catarata congênita por síndrome da rubéola congênita (SRC). Métodos: Foram avaliados 26 pacientes com diagnóstico de rubéola congênita foram submetidos a cirurgia de catarata entre 1996 e 2001, quanto a alterações oculares e sistêmicas associadas. Resultados: Os dados mostraram que em 9 casos a catarata era monocular, a forma predominante atingia todas as camadas do cristalino, lente intra-ocular foi implantada em 8 casos, 10 olhos tiveram complicações pós-operatórias, acuidade visual = 20/60 foi obtida em 16,3% dos casos e alterações sistêmicas estavam presentes em 50% (13) dos casos, sendo as mais freqüentes as alterações de sistema nervoso central. Conclusão: Esse estudo indica que a catarata por SRC apesar de prevenível é de ocorrência freqüente em nosso país e que considerando as dificuldades de tratamento e a possibilidade de prevenção com a vacina anti-rubéola, maior atenção deveria ser dada à imunização a exemplo de países desenvolvidos. |
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TL 009 Objetivo: Avaliar as características clínicas, cirúrgicas e resultados visuais de pacientes operados por catarata traumática na infância. Material e Métodos: Foram avaliados 79 pacientes atendidos no ambulatório de catarata infantil do Hospital das Clínicas da UNICAMP que apresentaram diagnóstico de catarata traumática e submetidos a cirurgia entre abril de 1996 e janeiro 2001. Os dados analisados foram: tipo do trauma, material responsável pela lesão, olho acometido, alterações prévias, complicações intra e pós-operatórias, resultado visual e tempo de seguimento. Resultados: A média de idade foi de 7 anos e o tempo de acompanhamento foi de 3 meses a 5,5 anos com média de 2,5 anos. O trauma foi penetrante em 51 (64,5%) pacientes e contuso em 28 (35,6%) deles. Os olhos foram lesados por madeira em 17 (21,5%) dos casos, metal em 25 (31,6%) e com outros materiais como vidro e plástico em 16 (20,2%), em 21 (26,5%) dos casos não foi possível identificar o material. Complicações pós-operatórias ocorreram em 31 (39,2%) casos e intra-operatória em 17 (21,5%). O resultado visual pós-operatório entre os pacientes com trauma perfurante foi menor que 0,1 em 43,1%, entre 0,1 e 0,3 em 33,3% e maior que 0,3 em 21,5%, sendo entre os pacientes de trauma contuso menor que 0,1 em 46,4%, entre 0,1 e 0,3 em 14,2% e maior que 0,3 em 28,5% dos pacientes. Em 59 (74,6%) casos foi colocada lente intra-ocular, sendo implantadas em 66,6% dos traumas perfurantes e em 89,2% dos traumas contusos. Conclusão: Esse estudo indica que apesar de resultado visual favorável alcançado em parte dos casos de catarata traumática em crianças, esse tipo de lesão é freqüentemente debi-litante e sua ocorrência deve ser minimizada com ações para prevenção de acidentes oculares. |
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TL 010 Objetivos: Demonstrar os resultados visuais de crianças submetidas a cirurgia por catarata monocular. Material e Método: Cinqüenta e nove pacientes (59 olhos) com catarata monocular submetidos a cirurgia, no período de janeiro de 1996 a abril de 2001 foram avaliados quanto à acuidade pré e pós-operatória, idade no início do acompanhamento, diagnóstico etiológico, técnica cirúrgica, implante de lente intra-ocular (LIO), complicações trans e pós-operatórias e o resultado visual final. Resultados: Vinte e quatro casos (40,7%) eram de catarata congênita, 22 casos (37,3%) do desenvolvimento, e em 13 casos (22%) não se determinou a época de aparecimento. Oito casos (13,56%) eram secundários a uveíte, 4 (6,78%) eram secundários à infecção e em 47 casos (79,66%) não se determinou a causa. Em 36 casos (61%) foi colocada LIO. A acuidade visual do olho operado melhorou em 30 olhos, sendo maior que 0,3 em casos 14 casos (23,73%), entre 0,1 e 0,3 em 19 casos (32,2%). Complicações pós-operatórias ocorreram em 33 casos (55,93%). Conclusão: A catarata congênita e infantil monocular persistem como entidades de difícil tratamento. A melhor seleção de casos com prognóstico e o comprometimento de equipe multidisciplinar que inclua os pais das crianças no programa de reabilitação visual pós-operatória poderá vir a somar aos já sofisticados recursos tecnológicos para tratamento de catarata. |
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TL 011 Objetivo: Avaliar o nível de satisfação e a acuidade visual final com e sem correção dos pacientes que foram submetidos a implante de lente intra-ocular multifocal do tipo Amo Array™ com ou sem doença ocular coexistente. Material e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo dos pacientes operados de catarata entre 1997 e 1999. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, com e sem doença ocular. A LIO multifocal foi implantada em todos os pacientes de acordo com critérios pré-estabelecidos. A acuidade visual foi checada no primeiro dia, na primeira semana e no primeiro mês pós-operatório com a tabela de Snellen e Jaeger. Foi enviado um questionário para todos os pacientes operados, com a finalidade de avaliar o nível de satisfação visual em diferentes atividades cotidianas. Resultados: Foram implantadas 91 lentes intra-oculares em 57 pacientes, dos quais 42 olhos não tinham doença ocular coexistente enquanto que 49 tinham. A amostra era composta por pacientes de idade entre 45 e 95 anos (76,2 ± 9,02), apresentando uma relação de 2 mulheres para cada homem. Dentre as doenças mais comumente encontrada tínhamos: Glaucoma primário de ângulo aberto (26%), glaucoma pseudoexfoliativo (20%), córnea guttata (22%) e degeneração macular relacionada à idade (13%). Sem o uso de lentes corretivas, 75% dos pacientes obtiveram visão melhor que 20/30 para longe enquanto que para perto 78% dos pacientes alcançaram visão melhor que J-3. O questionário demonstrou que 97% dos pacientes estavam satisfeitos com a lente implantada e que 91% escolheriam o mesmo tipo de implante novamente. Conclusão: Baseado na análise dos questionários e nos resultados da acuidade visual final, concluímos que a lente intra-ocular multifocal Amo Array™ é segura e satisfatória para pacientes com bom potencial visual, com ou sem doença ocular coexistente, tanto para visão de longe quanto para visão de perto. |
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TL 012 Objetivo: Analisar a mudança refracional dos pacientes submetidos a lensectomia por catarata congênita. Método: Analise retrospectiva dos prontuários dos pacientes com diagnostico de catarata congênita submetidos a lensectomia via pars plicata antes de 1 ano de idade, estudando a mudança da refração em cada consulta pós-operatória até no mínimo 30 meses após a cirurgia. Resultado e Conclusão: 42,05% dos pacientes apresentaram acuidade visual melhor que 20/200, e melhora do desenvolvimento e comportamento visual nos testes verbais e não verbais. Todos os pacientes apresentaram alta hipermetropia após a cirurgia, com redução progressiva conforme aumentava a idade. |
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TL 013 Objetivo: Comparar o efeito de duas técnicas de facectomia (facoemulsificação e extracapsular) no posicionamento da pálpebra superior. Métodos: Foi analisado o posicionamento palpebral de dois grupos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata: facoemulsificação e extracapsular. As imagens foram digitalizadas (antes e 30 dias após a cirurgia) e processadas com o programa NIH 1,62. O posicionamento palpebral foi medido em relação a uma linha horizontal que unia os cantos medial e lateral da fenda palpebral, passando pelo centro da pupila. Resultados: O posicionamento palpebral foi afetado de maneira diferente segundo a técnica utilizada. Na facoemulsificação a diferença média entre a posição palpebral superior pós e pré-operatória foi de -0,54 mm. Na extracapsular esta diferença aumentou para -1,41 mm. O teste t de Student (amostras pareadas) mostrou que as médias das diferenças entre os dois grupos são significativamente diferentes p = 0,0068. Conclusões: A técnica de cirurgia de facoemulsificação induziu uma menor variação do posicionamento palpebral em relação à cirurgia extracapsular no pós-operatório recente. |
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TL 014 Objetivo: Comparar o resultado da acuidade visual após a cirurgia da catarata congênita em olhos microftálmicos, com o resultado da acuidade visual obtido em olhos não microftálmicos operados de catarata congênita. Material e Método: Dos 1050 pacientes atendidos no período de dezembro de 1989 a dezembro de 1998, foram estudados 76 pacientes portadores de microftalmia associada à catarata congênita. Dos 76 pacientes, 38 (60 olhos microftálmicos) tiveram possibilidade de cirurgia da catarata congênita e compuseram o Grupo l. O grupo controle (Grupo II) foi constituído de 31 crianças (51 olhos afácicos) do mesmo ambulatório, que eram portadoras de catarata congênita unilateral ou bilateral, mas sem microftalmia ou outras afecções oculares, também submetidas às mesmas técnicas cirúrgicas, com eixo óptico livre, e com segmento mínimo de três anos. O resultado da acuidade visual foi analisado segundo a lateralidade e a idade em que foi realizada a cirurgia nas diversas etiologias nos Grupos I e II. Resultados: Acuidade visual de olhos afácicos bilaterais do Grupo I (microftálmicos) operados até o 4º mês de idade nas diversas etiologias, os pacientes com rubéola apresentaram melhor acuidade visual do que os portadores de toxoplasmose e síndromes. Acuidade visual dos olhos afácicos bilaterais do Grupo I operados após os 4 meses de idade segundo as diversas etiologias não houve diferença estatística significante. Nos pacientes com cataratas unilaterais ficaram com análise estatística prejudicada devido ao pequeno tamanho da amostra. Notou-se uma tendência ao melhor resultado visual dos pacientes com rubéola do Grupo II quando comparado com o Grupo I, sugerindo um resultado visual pior nos olhos microftálmicos. Esta tendência foi também observada na etiologia idiopática. O maior número de bons resultados ocorreram na rubéola (82,7%) e nas hereditárias (75%). Conclusão: 1- A rubéola apresentou tendência para melhores resultados visuais nas micro-ftalmias bilaterais. 2- Os olhos microftálmicos tem tendência a ter resultados de acuidade visual piores do que os olhos não microftálmicos. 3- Se considerarmos acuidades visuais iguais e acima de 20/200 (cegueira legal) como bem sucedidos, nesta pesquisa a porcentagem dos olhos microftálmicos afácicos que atingiram esses índices foram: na rubéola (82,7%), nas hereditárias (75,0%), nas idiopáticas (58,3%) e na toxoplasmose (44,4%). |
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TL 015 Objetivo: Determinar a frequência da microftalmia associada a catarata congênita e sua frequência etiológica. Material e Métodos: Foram estudados 76 pacientes portadores de microftalmia associado à catarata congênita dos 1050 pacientes atendidos no ambulatório de catarata congênita da UNIFESP-EPM, no período de dezembro de 1989 a dezembro de 1998. Todas as crianças foram encaminhadas à Pediatria para avaliação e esclarecimento etiológico sistêmico. Exames complementares foram solicitados conforme indicação do pediatra. Sorologias para toxoplasmose, lues, citomegalovírus e rubéola foram feitas de rotina em todas as crianças. Cataratas com suspeita de origem genética foram encaminhadas ao ambulatório de genética do Hospital São Paulo. Resultados: Dos 76 pacientes com microftalmia complexa, 40 (52,6%) eram do sexo masculino e 36 (47,4%) eram do sexo feminino; 72 (81,5%) eram brancos e 14 (18,5%) não brancos. 39 pacientes apresentaram microftalmia e catarata congênita bilaterais e 37 pacientes unilaterais, fazendo um total de 115 olhos. O diâmetro horizontal da córnea dos 115 olhos variou de 5 a 10 mm com maior porcentagem (54%) 62 olhos de 7 a 8 mm. O diâmetro ântero-posterior variou de 13 a 21 mm com a maior porcentagem (46%) 53 olhos de 15 a 17 mm. Quanto ao tipo morfológico da catarata a maior porcentagem foi de cataratas totais (71,3%). A maior freqüência etiológica de catarata congênita e microftalmia ocorreu nos casos de doenças infecciosas com 42 (55,3%). Conclusões: 1- A freqüência da catarata congênita associada aos olhos microftálmicos foi de 7,23% no ambulatório de catarata congênita da UNIFESP. 2- A freqüência etiológica das microftalmias associados à catarata congênita foram: doenças infecciosas 42 (55,3%) casos, seguido de idiopáticas 20 (26,3%), colobomas 6 (7,9%), hereditárias 5 (6,6%), persistência do vítreo primário hiperplásico 2 (2,6%) e associado a síndrome 1 (1,3%) caso. |
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TL 016 Objetivo: Avaliar a concordância entre tomografia de coerência óptica (OCT) e angiofluoresceinografia (AF) no diagnóstico do edema macular cistóide (EMC) secundário a cirurgia de catarata. Métodos: Estudo prospectivo observacional comparativo de 15 olhos com provável EMC. Pacientes com baixa de acuidade visual e alterações na biomicroscopia de fundo após cirurgia de catarata foram submetidos aos exames de OCT e AF na mesma visita. O diagnóstico do EMC foi realizado considerando a presença de vazamento de fluoresceína na angiografia e o espessamento retiniano e/ou espaços cistóides e/ou líquido subretiniano através do OCT. Resultados: Quinze olhos de 15 pacientes foram envolvidos. Treze olhos mostraram resultados semelhantes no OCT e AF, sendo que 10 olhos apresentaram EMC e 3 olhos não apresentaram EMC. Dois olhos com EMC foram diagnosticados apenas pelo OCT. A concordância entre os exames foi boa (Kappa = 0,6667; p = 0,0031) sem tendência para achados positivos ou negativos (McNemar X2 = 1,7778; p = 1,0). Conclusão: Conforme este estudo preliminar, OCT parece ser tão efetivo quanto a AF na detecção do EMC com boa concordância entre os dois métodos. |
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TL 017 Objetivo: Estudar a catarata pediátrica pós-trauma, com relação ao tipo de trauma, o tempo decorrido entre este e a cirurgia e a correlação entre a acuidade visual com o tratamento realizado. Método: Estudo retrospectivo de pacientes atendidos no serviço de Catarata Congênita da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo, no período de agosto de 1988 a dezembro de 2001, com diagnóstico de catarata pediátrica pós-trauma. Resultados: Foram revisados 66 prontuários de pacientes com diagnóstico de catarata pediátrica após trauma, correspondendo a uma incidência de 4,80% do total de casos atendidos no serviço. Com relação ao sexo 47 (71,22%) pacientes eram do sexo masculino e 19 (28,78%) do sexo feminino. Do total de traumas 35 (53,03%) foram contusos, 21 (31,82%) penetrantes e 10 (15,15%) não classificados. Os pacientes foram vítimas de trauma ocular em média aos 5 anos e 2 meses de idade, sendo submetidos à cirurgia em média aos 12 anos e 8 meses. As principais complicações pós-operatórias descritas foram seqüelas de uveítes em 13 pacientes (21,12%) e opacificação de cápsula posterior em 10 (15,15%). As acuidades visuais iniciais e final foram obtidas em 30 olhos. Os pacientes foram acompanhados em média por 2 anos. Conclusão: A melhora de acuidade visual foi estatisticamente significante (teste de Wilcoxon p<0,001), sendo mais intensa nos olhos submetidos a tratamento cirúrgico (p<0,001) do que nos olhos submetidos a tratamento clínico (p = 0,043). |
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TL 018 Objetivo: Avaliar a acurácia do retinômetro de Heine (RH) e do orifício estenopéico multiperforado (OEM) no prognóstico da acuidade visual pós-facectomia. Material e método: Foram examinados 65 olhos com o RH e o OEM. Após a facectomia os pacientes foram submetidos à refração. Resultado: O RH teve bons resultados em 21% e 44%, nos grupos 1 e 2 respectivamente. O OEM teve bons resultados em 26% e 52%, nos grupos 1 e 2 respectivamente. Conclusão: O RH tem acurácia semelhante ao OEM no prognóstico da AV pós-facectomia. Pacientes com alterações maculares tem maior proporção de falsos positivos. |
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TL 019 Objetivo: Este trabalho visa identificar a freqüência etiológica das cataratas que se apresentam em crianças, determinando a morfologia, a época de instalação, as alterações da musculatura extrínseca ocular (MEO). Metodologia: No período de janeiro de 1998 a dezembro de 2001, foram revisados 428 prontuários de crianças portadoras de catarata, que foram atendidas no ambulatório de catarata congênita do departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Sendo coletados dados sobre: acuidade visual, biomicroscopia, tonometria de aplanação, refração, fundo de olho direto e indireto; a ecografia (quando impossibilidade de observação do fundo de olho pela opacidade de meios); a biometria. Esta série incluiu pacientes com diagnóstico de catarata congênita e catarata do desenvolvimento. Foram excluídos os pacientes com cataratas traumáticas e secundárias. Resultados: Dos 207 pacientes selecionados 117 pacientes (56,52%) apresentavam catarata congênita e 90 pacientes (43,47%) apresentavam catarata do desenvolvimento; Do total dos pacientes 106 (51,20%) eram portadores de catarata unilateral. Quanto à morfologia, 86 crianças (41,54%) apresentavam catarata zonular e 65 (31,40%) apresentavam catarata total. A etiologia idiopática foi a mais freqüente, observada em 151 crianças (72,94%). Foram observados 108 pacientes (52,17%) que apresentavam alterações da MEO. Conclusão: As cataratas congênitas e de desenvolvimento apresentaram-se mais na forma unilateral. Sendo mais freqüente o tipo zonular e de etiologia idiopática. Observamos metade das crianças com alteração de MEO, sendo uma maior prevalência de endotropias secundárias. |
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TL 020 Objetivos: Identificar o nível de conhecimento de indivíduos portadores de catarata senil em relação ao seu problema visual e à assistência oftalmológica disponível nesta cidade. Pacientes e Métodos: Realizou-se um estudo longitudinal prospectivo na cidade de Curitiba - PR, durante o ano de 2001. A população estudada consistiu de indivíduos que compareceram aos mutirões de livre acesso / Projeto Catarata, realizados como parceria entre o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e a Prefeitura Municipal de Curitiba, em 2 Unidades de Saúde. Resultados: Quanto à situação ocupacional dos entrevistados, 36,7% eram aposentados, 22,8% eram do lar, 5,1% apresentavam como profissão comerciante, 5,1% eram autônomos e 3,6% agricultores. Em relação à escolaridade, 6,6% eram analfabetos, 33,8% apresentavam Ensino Fundamental, 24,3% concluíram o 1º Grau do Ensino Médio, 27,2% o 2º Grau do Ensino Médio e 8% tinham Nível Superior concluído. A maior parte dos entrevistados (77,9%), quando questionados, referia saber o que é catarata, porém, apenas 3,7% de toda a amostra sabia tratar-se de alteração no cristalino. As causas de catarata mais citadas pelos entrevistados foram a idade (19,9%) e "vista cansada" (8,8%) e 54,4% não souberam informar. Em relação à possibilidade de tratamento gratuito, previamente a este Projeto Catarata, 57,4% não tinham conhecimento da mesma, enquanto 42,6% sabiam que isto era possível. Conclusão: A população estudada apresenta bom nível sócio-econômico e educacional, diferindo dos demais trabalhos de catarata. O Sistema Único de Saúde ainda é principal provedor da saúde de nossa população. A principal informação adquirida é que a catarata é uma doença cuja cura é essencialmente cirúrgica e apresenta boa recuperação visual. Embora o nível sócio-econômico de nossa população seja superior à média nacional, a falta de conhecimento ainda é nítida. |
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TL 021 Objetivo: Este estudo visa destacar as principais características clínicas e tratamento nos pacientes portadores de Síndrome de Stickler (artro-oftalmopatia hereditária). Métodos: Dez pacientes portadores de Síndrome de Stickler foram examinados no Setor de Catarata Congênita da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, entre 1992 a 2001. Foram observados a idade de início e o grau de miopia, presença de catarata, doença vítreo-retiniana e anormalidades faciais. Resultados: Vinte olhos em dez pacientes (6 masculinos e 4 femininos), com idade variando de 6 meses a 12 anos, entraram no estudo. Todos os pacientes exibiram algum grau de hipoplasia facial; a acuidade visual média foi 20/100; o grau médio de miopia foi -14.25 DE; catarata presente em 10 olhos; descolamento de retina em 8 olhos; 2 olhos cegos e 1 olho com phthisis bulbi. Conclusão: Este estudo revela que erros refracionais significativos, catarata e anormalidades vítreo-retinianas podem ser detectados precocemente nos pacientes portadores de Síndrome de Stickler. O diagnóstico e o tratamento precoce são importantes, assim como o aconselhamento genético para a família. |
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TL 022 Objetivo: Este estudo objetiva analisar os resultados e complicações cirúrgicas em bebês portadores de catarata congênita unilateral. Métodos: Foram estudados retrospectivamente quinze bebês com catarata congênita unilateral diagnosticada antes de um ano de idade. Todos os bebês foram submetidos à cirurgia e reabilitação visual com óculos ou lente intraocular, além de tratamento oclusivo para ambliopia. Resultados: Lensectomia foi realizada em 8 olhos. Três olhos foram tratados com facectomia extracapsular sem LIO e 4 olhos com phaco com implante de LIO. O resultado visual variou de 20/140 à percepção de luz. A complicação mais freqüente foi a membrana inflamatória secundária. Três olhos precisaram de reoperação. Um olho apresentou glaucoma. Cinco pacientes desenvolveram exotropia e 3 esotropia. Conclusão: O tratamento da catarata congênita unilateral é controverso e continua sendo um grande desafio para os oftalmologistas. No entanto, os melhores resultados foram obtidos nos bebês que iniciaram o tratamento precocemente. |
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TL 023 O autor descreve uma técnica para dissecar o núcleo cataratoso em duas porções: uma externa, ou camada externa, e outra interna, ou núcleo interno. A camada externa é segmentada com a ponteira do facoemulsificador e o gancho de Sinskey ou um "chopper" e o núcleo interno luxado e emulsificado sempre em primeiro lugar. A emulsificação da camada externa originou dois modelos cirúrgicos, um para cataratas maduras e outro para cataratas moderadamente duras. Nas cataratas maduras, emulsificamos cada divisão da camada externa anterior e depois a porção posterior, deslocada para câmara anterior. Nas cataratas moderadamente duras, é possível separar um conjunto de lamelas formadas por fibras duras, tanto anteriores como posteriores das lamelas superficiais que permanecem protegendo a cápsula posterior. As lamelas duras são emulsificadas no espaço que surge depois da emulsificação do núcleo interno, que denominamos de espaço intranuclear. A nucleodissecção assim como os modelos cirúrgicos referidos mostraram-se de grande utilidade e são usados na nossa rotina cirúrgica. |
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TL 024 Objetivo: Apresentar a descrição clínica de 7 casos de leucocorias pré-cristalinianas e propor uma nova classificação para as leucocorias incluindo as causas do tipo pré-cristalinianas em crianças. Metodologia: Revisão de prontuários e fichas clínicas de pacientes atendidos no ambulatório de setor de catarata congênita, inclusos os pacientes que apresentavam leucocoria e excluídos aqueles que apresentavam sem alteração de cristalino e retrocristalinianas observadas pela oftalmoscopia direta e indireta e à ultra-sonografia ocular. Resultados: Dos 7 pacientes, todos apresentavam história de leucocoria unilateral. A ultra-sonografia mostrava ausência de: descolamento de retina, alteração da parede ocular e de ecos membranáceos posteriores e ausência de alterações cristalinianas. Dos 7 pacientes observados; 2 tinham xantogranuloma juvenil e apresentavam membrana inflamatória pupilar; 3 dos pacientes tinham uma membrana inflamatória secundária a uveíte de causa idiopática; 1 paciente apresentava provável membrana inflamatória de etiologia rubéola congênita e, 1 dos pacientes apresentava membrana pré-cristaliniana secundária a hemorragia organizada. Conclusão: Como esses pacientes não puderam ser agrupados na classificação vigente, propõe-se uma nova classificação de leucocorias que incluiria as causas pré-cristalinanas. |
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TL 025 Objetivo: Determinar se a administração de clonidina, por via oral ou peribulbar, acentua a analgesia e a anestesia na cirurgia oftalmológica e avaliar a estabilidade hemodinâmica, o controle da ansiedade, o efeito sedativo, o consumo de fármaco sedativo (propofol) e os efeitos adversos. Casuística e Método: 60 pacientes foram distribuídos em um dos quatro grupos, e premedicados por via oral com 2 ml de clonidina ou placebo. O bloqueio peribulbar consistia de anestesia local, mais 1 ml da solução teste. O grupo controle recebia solução salina via oral como premedicação e solução salina peribulbar. O grupo da clonidina ocular, recebia solução salina via oral e 30 µg de clonidina peribulbar. O grupo da clonidina oral, recebia 150 µg de clonidina oral e solução salina peribulbar. O grupo da clonidina oral + peribulbar, recebeu 75 µg de clonidina via oral e 15 µg de clonidina peribulbar. Resultados: Os grupos foram similares. O tempo de latência do bloqueio peribulbar foi mais curto no grupo da clonidina ocular que no grupo controle (p<0,05). O grupo controle apresentou níveis de hipertensão arterial maiores, quando comparados a outros grupos (p<0,05). O uso de analgésicos pela primeira vez, foi mais tardio nos pacientes que receberam clonidina peribulbar, quando comparados ao grupo controle (p<0,05). Os analgésicos usados pelo grupo da clonidina ocular, foram em menor quantidade que no grupo controle (p<0,05). Conclusões: A administração de clonidina por via oral ou peribulbar mostrou-se eficaz no controle da ansiedade e das alterações hemodinâmicas durante o período intra-operatório, proporcionando efeito ansiolítico. A clonidina peribulbar promoveu redução no tempo de latência do bloqueio anestésico, aumento da duração do bloqueio sensitivo e redução do consumo de analgésicos no pós-operatório. |
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TL 026 Objetivo: Relatar a importância do tratamento precoce das endoftalmites. Métodos: Relatou-se um caso de endoftalmite tardia em uma paciente pseudofácica. Resultado: Endoftalmite por Pseudomonas aeruginosa. Conclusão: Ressaltou-se a importância do acompanhamento pós-operatório de todos os pacientes submetidos a cirurgia da catarata ser feito cuidadosamente. Acredita-se que alguns fatores ajudaram no sucesso do tratamento, como o fato de a paciente ter procurado o médico no dia do início dos sintomas, o atendimento ter sido imediato e o tratamento agressivo. |
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TL 027 Objetivo: Capturar digitalmente e analisar por meio de programa de detecção, a imagem da borda de lâminas cirúrgicas utilizadas para a obtenção de cortes em cirurgias refrativas lamelares corneanas. Métodos: A lâmina de microcerátomo foi colocada sobre uma superfície difusora de luz, com iluminação indireta e intensificada a partir de fonte de luz halógena e fibra óptica. A captura foi realizada pelo Microscópio Digital Intel com placa de captura conjugada, e entrada de sinal por porta USB. A imagem convertida em formato BMP foi armazenada no computador pessoal para posterior análise. A área capturada em cada foto com aumento de 60xx foi de aproximadamente 1,5 mm. Para determinar os contornos de bordas e proceder a análise das mesmas foi utilizado o programa gratuito NIH-Image (www.nih-image.org), que permite a interpolação de uma linha de base a partir de um gráfico de dispersão com mais de 8000 pontos. A partir da linha o desvio padrão médio dos pontos (DPMP), correspondente ao coeficiente de correlação de Person, foi obtido. Resultados: Foi possível adquirir imagens das lâminas após exposições. A iluminação se mostrou adequada para a precisão esperada. Após definir o traço do perfil da lâmina foi possível sobrepor o traço do perfil sobre a imagem, e comparar o quanto o traço se aproxima do perfil. Os resultados da "retitude" das lâminas foram apresentados com base nos seus DPMP, permitindo a comparação e demonstração de desgaste relacionado ao uso. Em 5 lâminas novas o DPMP foi de 3,5 e após simulação de um único impacto proposital se elevou para 19,1, ou mais de 6 vezes. Conclusão e discussão: Foi possível avaliar, numericamente, o desgaste de lâminas utilizadas em cirurgias refrativas lamelares corneanas, por um método simples e barato. A partir de tais resultados um amplo estudo do número máximo de reutilizações relacionado ao seu desgaste está sendo realizado. Tal resultado permitirá determinar o fator de segurança relacionado ao número de usos, e servirá de base para a construção de um protótipo que deverá, no futuro, realizar uma medida em tempo real, imediatamente antes das cirurgias, prevenindo complicações relacionadas ao mal estado das lâminas. É importante ressaltar que o método pode ser utilizado em qualquer lâmina cirúrgica, sendo portanto de ampla utilização em medicina e cirurgia. |
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TL 028 Objetivo: Analisar os resultados laboratoriais de pacientes com ceratite pós-cirurgia refrativa, correlacionando o procedimento cirúrgico realizado e tempo de manifestação da infecção, como também, os resultados do cultivo e esfregaço. Método: As amostras foram obtidas de pacientes submetidos a Ceratotomia Radial (CR), Ceratotomia Fotorefrativa, (PRK) e Laser in Situ Ceratomileusis (Lasik). As infecções foram classificadas como precoce, quando ocorreram até 30 dias após a cirurgia, e tardia, quando diagnosticadas após 30 dias. A quantificação do grau de concordância entre cultivo e esfregaço foi feita através do coeficiente de Kappa e o estudo de associação entre o tipo de cirurgia e infecção foi feito através do teste de qui-quadrado de Pearson. Resultados: Dentre 93 amostras, 39 (41,95%) foram de pacientes submetidos a Ceratotomia Radial, sendo 14 (35,89%) infecções precoces e 25 (64,10%) tardias; 39 (41,39%) de Lasik, sendo 23 (58,97%) precoces e 16 (41,02%) tardias; 15 (16,12%) de PRK, sendo 9 (60%) precoces e 6 (40%) tardias. 83 amostras de córnea foram submetidas a cultivo e esfregaço para bactérias, 40 culturas (48,19%) e 36 esfregaços (43,37%) foram positivos. 72 amostras foram submetidas a cultivo e esfregaço para fungos, 4 culturas (5,55%) e 4 exames diretos (5,55%) foram positivos. Conclusão: Os resultados obtidos revelam uma concordância moderada entre cultivo e esfregaço para bactéria (Kappa = 0,516) e uma fraca concordância entre cultivo e esfregaço para fungos (Kappa=0,206). Com relação à associação entre o tipo de cirurgia e infecção não houve associação entre as variáveis envolvidas (p=0,084). |
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TL 029 Objetivo: Descrever os achados da microscopia confocal in vivo em um caso no qual LASIK para correção de astigmatismo miópico composto foi realizado em ambos olhos e que no pós-operatório precoce, o paciente desenvolveu epitelização da interface no olho esquerdo. Métodos: Estudo descritivo, onde se relata e discute a epitelização da interface após LASIK e os achados da Microscopia Confocal in vivo nesta complicação. Resultados: Após realizar LASIK o paciente apresentou no 1o pós-operatório (PO) AVsc 20/40 OD e 20/25 OE, retornando no 3o PO com AVsc de 20/25p OD e 20/150 OE, sendo observado epitelização da interface em OE à biomicroscopia. A microscopia confocal in vivo (MC) no OE revelou: epitélio, flap e interface normal à MC e epitelização da interface, ao examinarmos o achado biomicroscópico. Após a retirada do epitélio o paciente apresentou AVsc 20/20 AO. Conclusão: Este relato de caso descreve, pela primeira vez no Brasil, os achados da microscopia confocal in vivo na epitelização da interface após LASIK. Apesar de ser uma complicação em que geralmente há um desconforto visual e diminuição (quantitativa e/ou qualitativa) da AVsc, a epitelização da interface pode ser resolvida com relativa facilidade. |
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TL 030 Objetivo: Avaliar as alterações que ocorrem na sensibilidade corneana e secreção lacrimal após a cirurgia de laser in situ keratomileusis (LASIK) e suas implicações clínicas. Métodos: Foram examinados 38 olhos de 19 pacientes, 9 homens e 10 mulheres submetidos à cirurgia de LASIK para correção de miopia com equivalente esférico médio de –3,88 D (±1,94 D). A sensibilidade corneana foi medida com o estesiômetro de Cochet-Bonnet, na região central da córnea. A secreção lacrimal foi avaliada através dos testes de Schirmer, medida do tempo de rotura do filme lacrimal, secreção basal e sintomatologia apresentada. Os exames foram realizados antes e após 7, 30, 90, 180 e 270 dias da cirurgia ou até que os valores retornassem aos níveis pré-operatórios. Resultados: Antes da cirurgia, a média da sensibilidade corneana foi de 55 mm, (variando de 50 a 60 mm); o teste de Schirmer apresentou média de 20 mm (variando de 10 a 30 mm); o tempo de rotura do filme lacrimal alcançou média de 15 s (variando de 8 a 28 s); o teste de secreção basal obteve média de 13 mm (variando de 6 a 20 mm). Todos os pacientes recuperaram seus valores pré-operatórios de sensibilidade corneana e secreção lacrimal entre 90 e 180 dias após a cirurgia. Durante os 9 meses de seguimento, 5 pacientes (10 olhos) não apresentaram qualquer sintoma relacionado a olho seco, e 4 pacientes ainda referiam alguma sintomatologia mesmo após a recuperação dos valores pré-operatórios tanto da sensibilidade corneana quanto da secreção lacrimal. Conclusão: Após a cirurgia de LASIK a sensibilidade corneana e a secreção lacrimal podem ficar reduzidas por até 6 meses. Neste período, 73% dos pacientes apresentaram sintomas de olho seco. Estudos futuros são necessários para avaliar os efeitos destas alterações sobre a fisiologia corneana. |
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TL 031 Objetivo: Realizar uma série de casos consecutivos, intervencionista comparando dois aparelhos de excimer laser para correção de miopia e astigmatismo com Lasik. Material e Métodos: Foram estudados 11 olhos de 11 pacientes com miopia variando de –0,50 a –11,25 e astigmatismo de –0,50 a –4,25 e 11 olhos de 11 pacientes com miopia de –0,50 a –8,50 e astigmatismo de –0,50 a –4,75 no período de março de 2000 a julho de 2001. Os pacientes realizaram Lasik num olho com o excimer laser da Summit Apex Plus e o outro olho com o excimer laser Mel 70 (Aesculap-Meditec). O seguimento pós-operatório foi de 1, 3 e 12 meses. Resultados: A média da idade foi 32 anos. A média do equivalente esférico (EE) pré-operatório foi de –4,74 no Summit, –4,8 no Mel 70, 1 mês 0,54, 3 meses 0,58 e 12 meses –0,014 no Summit e 1 mês 0,02, 3 meses 0,04 e 12 meses –0,43 no Mel 70. Não houve diferença significante (p=0,500) entre eles, como também não houve em relação a acuidade visual sem correção (AVSC) 1 mês (p=529), 3 meses (p=0,833) e 12 meses (p=0,573), acuidade visual com correção (AVCC) 1 mês (p=0,542), 3 meses (p=0,466) e 12 meses (p=0,252). Após 1 ano de cirurgia no grupo do Summit 90,9% ficaram com AVCC = 20/20 e 73% no Mel 70, 81,8% no Summit ficaram com AVSC = 20/20 e 45,5% no Mel 70. Em relação ao EE 73% no Summit ficaram entre ± 1,00D e 82% no Mel 70. Em relação a perda de 1 ou mais linhas tivemos 27,3% no Mel 70 e 9% no Summit apesar de não ser significante (p=0,250). Complicações: 2 casos de DLK no Mel 70 com boa resolução e 45,5% de fibrose leve da borda do flap no Mel 70 em 1 ano de pós-operatório. Conclusão: Não houve diferença estatística entre os dois lasers quanto a AVSC, AVCC, EE e perda de linha de visão com correção após 1 ano de cirurgia. Consideramos os 2 lasers eficientes e seguros para o tratamento de miopia e astigmatismo. |
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TL 032 LASER IN SITU CERATOMILEUSIS PARA HIPERMETROPIA Walton Nosé; Breno Barth; Adriana dos Santos Forseto, Gustavo Victor; Regina Aidar Menon Nosé Eye Clinic Day Hospital - São Paulo - SP OBJETIVO: Avaliar a eficácia, estabilidade, previsibilidade e segurança do Laser in situ keratomileusis para correção da hipermetropia (H-LASIK), usando um estudo retrospectivo. MÉTODOS: O H-LASIK foi realizado em um grupo de 40 olhos, utilizando o microcerátomo Hansatome Bausch & Lomb e o excimer laser Chiron Technolas PlanoScan 217-C. A média do equivalente esférico (EE) pré-operatória foi de +2,74 ± 1,27D (mínimo + 1,00; máximo +6,25D). RESULTADOS: No 6º MPO 32 (80%) olhos estavam com EE da ametropia £ +0,50D, 38 (95%) com EE £ +1,00D, e 40 (100%) tinham EE £ +2,00D. Quanto ao ganho de linhas na melhor AVCC no 6º MPO, 25 olhos (62,50%) permaneceram com a AVCC inalterada, 7 olhos (17,5%) ganharam 1 linha de visão. 7 olhos (17,5%) perderam 1 linha de visão. Um olho (2,5%) perdeu 3 linhas na melhor AVCC. A média do EE pós-operatória no 6º MPO foi de -0,09 ± 0,48D (range -1,00 to +1,5D). CONCLUSÃO: O H-LASIK para correção da hipermetropia mostrou ser seguro efetivo, previsível e estável. Estudos com maior seguimento devem ser realizados para melhor avaliação da estabilidade deste procedimento. |
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TL 033 OBJETIVO: Avaliar a eficácia, segurança e previsibilidade do excimer laser in situ keratomileusis (LASIK) na correção de erros refrativos após cirurgia de catarata e implante de LIO (LIO). MÉTODOS: Neste estudo prospectivo foram incluídos 25 olhos (21 pacientes; idade média: 57,08 ± 14,47 anos) submetidos a LASIK para correção de ametropias pós-cirurgia de catarata. As cirurgias foram realizadas com os microcerátomos Automated Corneal Shaper e Hansatome, e com os aparelhos de excimer laser VISX 20/20B e Chiron Technolas 217C. RESULTADOS: O seguimento médio após a cirurgia de LASIK foi de 12,36 ± 6,8 meses. Ao último exame pós-operatório 4 olhos (16%) apresentavam acuidade visual sem correção (AVs/c) ³ 20/20 e 22 (88%) ³ 20/40. A média do equivalente esférico (EE) apresentou uma redução de -3,32 ± 2,81 dioptrias (D) (0,50 a -14,00D) no pré-operatório para -0,12 ± 0,49D (1,00 a - 1,00D) no pós-operatório. Dezessete olhos (68%) ficaram com EE refracional dentro da faixa de ± 0,50D da ametropia, e 25 olhos (100%) entre ± 1,00D. O componente cilíndrico foi reduzido de -1,74 ± 1,72DC para -0,41 ± 0,42DC (correção média de 76,4%). Não houve perda da melhor acuidade visual corrigida. CONCLUSÃO: O LASIK mostrou-se uma técnica eficaz, segura e previsível para a correção de erros refrativos pós cirurgia de catarata. |
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TL 034 Objetivo: O tratamento das descentrações de zona óptica após cirurgia corneal foto-refrativa como PRK ou LASIK são ainda difíceis. Objetivo deste trabalho foi de demonstrar a utilidade de tratamento foto-refrativo guiado pela frente de ondas para o tratamento das ablações grosseiramente descentradas. Métodos: Três olhos com ablações descentradas primárias de mais que 1 mm foram tratadas pelo LASIK (ou re-LASIK) guiado pela frente de ondas. Aberrometria foi efetuada pelo aberrômetro tipo Tscherning e excimer laser com 'ponto volante' (flying spot) do tamanho menor que 1 mm foi utilizado para ablação foto-refrativa. As pupilas foram dilatadas até no mínimo 7 mm de diâmetro para fins de aberrometria. As topografias pré-operatórias, refração subjetiva, melhor acuidade visual corrigida (MAVC) e acuidade visual não corrigida foram comparadas com os de três meses após a cirurgia guiada pela frente de ondas. Resultados: Três meses após a cirurgia os três olhos apresentaram um reposicionamento significativo e ampliação da zona de ablação. Erro óptico total foi diminuído de 28% a 61% comparado com os valores pré-operatórios. Em dois olhos MAVC saltou em 2 linhas e em outro em uma linha. Todos os pacientes relataram ausência de visão dupla monocular após a cirurgia. Conclusões: Tratamento foto-refrativo guiado pela frente de ondas mostrou-se eficiente para o tratamento das ablações grosseiramente descentradas. As limitações clínicas deste novo procedimento, bem como as precisas indicações e contra-indicações, necessitam de comprovação em estudos com maior número de indivíduos. |
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TL 035 Objetivo: Avaliar o impacto na qualidade de vida de pacientes présbitas, após o fornecimento de óculos pelo SUS. Métodos: O Projeto foi planejado para ser executado em 3 etapas nos estados de São Paulo e Piauí simultaneamente com a entrega de 1000 óculos (800 em São Paulo e 200 no Piauí). Os pacientes foram submetidos a exame de refração (1a etapa), receberam os óculos (2a etapa) e retornaram após 1 mês de uso dos óculos (3a etapa) para reavaliação da acuidade visual e qualidade de vida subjetiva. Foram analisados somente os dados obtidos dos primeiros 61 pacientes que completaram as 3 etapas do projeto. Scores de qualidade de vida foram calculados para análises estatísticas analíticas das mudanças subjetivas de qualidade de vida após o uso dos óculos. Resultados: A média do score de qualidade de vida anterior a entrega dos novos óculos foi de 67,11 pontos, subindo a 91,56 após 1 mês de uso dos óculos nas atividades de rotina. A análise da diferença da pontuação foi submetida ao teste pareado de Wilcoxom e revelou diferença estatisticamente significante de -6,03 (p<0,001). O teste de Kappa foi aplicado e mostrou piora da visão em 3,28% dos pacientes, permanecendo inalterada em 22,95% e melhorou em 73,77% com os novos óculos, com significância ao teste de McNemar, x2=39,34 (p<0,001). Conclusão Os resultados preliminares do Projeto Piloto para distribuição de óculos pelo SUS evidenciou mudança significativa na qualidade de vida dos pacientes que receberam os óculos. |