Volume 65 - fascículo 4 Resumo dos Painéis do XV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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P 202 Introdução: A doença de Coats é uma alteração anatômico-funcional primária da vasculatura retinínica, geralmente unilateral, mais comum em homens, menores de 10 anos, sem antecedentes familiares. Objetivo: Descrever um caso de apresentação da doença de Coats, no adulto, simulando coriorretinopatia central serosa. Método: Relato de caso e discussão. Conclusão: A coriorretinopatia central serosa é um dos diagnósticos diferenciais da doença de Coats, no adulto. |
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P 203 Introdução: Amaurose congênita de Leber constitui-se de um conjunto de doenças caracterizadas por baixa acuidade visual (20/80 a percepção luminosa), podendo apresentar-se ao nascimento ou nos primeiros dez anos de vida. São observadas alterações distróficas de fotorreceptores geralmente associadas a outras manifestações oculares (Hipermetropia, ceratocone, ceratoglobo, catarata, nistagmo, estrabismo e síndrome oculo-digital) e/ou sistêmicas (Deficiência mental, surdez, epilepsia, anormalidades do SNC, alterações renais, mal formações do esqueleto e disfunção endócrina). Relato de Caso: RSM, masculino, 1 ano e 5 meses apresentando nistagmo horizontal, dificuldades de preensão palmar e desconforto ocular evidenciando com esfregar constante dos olhos. Não apresentava antecedentes mórbidos ou doenças durante período gestacional. A criança durante a avaliação acompanhava a luz, seus reflexos pupilares encontravam-se atenuados, nistagmo horizontal presente, hipermetropia de +7,00 dioptrias esféricas e fundo de olho sem alterações. O ERG evidenciou resposta de bastonetes reduzidas em 60% em OD e extintas em OE, também observamos respostas de cones reduzidas 90% em OD e 97% em OE, configurando disfunção retiniana difusa em ambos os olhos. O PEV demonstrou comprometimento severo da via máculo-occiptal bilateral compatível com disfunção retiniana difusa e envolvimento macular. Discussão: A amaurose congênita de Leber é geralmente um conjunto de doenças de herança autossômica recessiva que pode apresentar-se na maioria dos casos com baixa da acuidade visual e exame de fundo de olho com aparência normal ou apenas alterações discretas do epitélio pigmentar da retina e leve atenuação vascular. As reações pupilares encontram-se ausentes ou severamente diminuídas e as crianças afetadas apresentam melhor visão sob intensa iluminação. O ERG e o PEV muito diminuídos ou extintos e a baixa acuidade visual, associados às manifestações clínicas contribuem para o diagnóstico desta anormalidade. |
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P 204 Objetivo: Demonstrar a evolução de um caso típico de retinopatia tóxica com tratamento prolongado de câncer de mama com quimioterapia por tamoxifeno durante quatro anos e destacar sua semiologia e importância. Material e Métodos: Estudo semiológico com história clínica e retinografias fluoresceínicas consecutivas, juntamente com campimetria e eletrofisiologia ocular (ERG / EOG / PEV). Resultados: Demonstra-se com grande precisão o caráter evolutivo da retinopatia tóxica à medida que se prolonga o tratamento com repercussão visual. Conclusão: O relato de caso é importante para enfocar valor desta patologia, na sua freqüência, a capacidade de prevenção, realçando suas nuances de toxicidade. |
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P 205 Objetivos: Os autores relatam o caso de um paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, submetido a cirurgia refrativa (LASIK) e que apresentou descolamento de retina regmatogênico em um dos olhos (olho direito) quatro meses após a realização da cirurgia. Métodos: Foi realizado mapeamento de retina sob midríase com o uso de oftalmoscópio indireto, documentação por retinografia e medida da acuidade visual em ambos os olhos durante o seguimento do caso. A cirurgia realizada foi de retinopexia primária com introflexão escleral em 360 graus com cinta de silicone 240 S e realização de drenagem e criopexia sob anestesia local assistida. Resultados: O paciente apresentava descolamento de retina inferior, atingindo a arcada vascular inferior, a mácula estava preservada e havia a presença de pequenas roturas retinianas com hemorragia local às 7:00 horas. Foi submetido à retinopexia primária com introflexão escleral em 360 graus com cinta de silicone 240 S e realização de drenagem e criopexia às 7:00 horas. No sétimo dia de pós-operatório foi realizada fotocoagulação com laser de diodo vermelho em barreira devido a persistência de pequena bolsa retiniana junto à introflexão escleral inferior. No último exame oftalmológico realizado (13 meses após a cirurgia), o paciente apresentava acuidade visual com correção de 20/60 (-2) l (-2,25-1,25 135°) e a retina totalmente colada. Conclusão: Embora a incidência de descolamento de retina pós-cirurgia refrativa seja baixo e haja controvérsias quanto ao fator causal, ressaltamos a importância da avaliação retiniana no pré-operatório e nos meses seguintes à cirurgia, preferencialmente por retinólogo, a fim de tratar lesões predisponentes, evitando complicações como o descolamento de retina e outras patologias com potencial cegante. |
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P 206 Objetivo: Traçar um perfil diagnóstico das principais manifestações oculares em diabéticos tipo 1 e tipo 2. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo com um grupo de 260 pacientes diabéticos atendidos no serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Onofre Lopes – UFRN. Todos os pacientes foram submetidos a fundoscopia binocular indireta, biomicroscopia e tonometria. Resultados: Houve 27 diabéticos tipo 1 com idade média de 40,9 anos (DP: 14,15), e 233 diabéticos tipo 2 com idade média de 59,27 anos (DP: 10,43). Verificou-se nos diabéticos tipo 1 uma média de 11,2 anos (DP: 7,07) de evolução do diabetes, e nos diabéticos tipo 2, uma média de 10,6 anos (DP: 7,4). Detectou-se a presença de retinopatia diabética em 19 pacientes diabéticos tipo 1 (70,3%), e em 116 diabéticos tipo 2 (49,8%). Nos diabéticos tipo 1 houve 12 casos (44,4%) de retinopatia não proliferativa, 7 casos (29,5%) de retinopatia proliferativa, e 4 casos (14,8%) com edema macular associado; enquanto que nos diabéticos tipo 2, houve 91 casos (39%) de retinopatia não proliferativa, 25 casos (10,7%) de retinopatia proliferativa e 32 casos (13,7%) com edema macular associado. Os diabéticos tipo 1 tiveram 8 casos (29,6%) de catarata, 1 de glaucoma e 1 de descolamento de retina; enquanto que os diabéticos tipo 2 apresentaram 48 casos (20,6%) de catarata, 17 casos (7,3%) de glaucoma e 5 casos (2,2%) de descolamento de retina. Conclusão: Encontramos uma alta incidência de retinopatia diabética, principalmente em diabéticos do tipo 1, a qual pode ser explicada pelo elevado tempo de evolução do diabetes melitus nestes pacientes; e ainda verificamos uma elevada incidência de catarata e glaucoma nos dois tipos de diabetes. |
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P 207 Sabe-se que o ambiente de trabalho é um local de risco potencial para a saúde do trabalhador. Dentre as doenças e lesões ocupacionais, as lesões oculares relacionadas ao trabalho têm grande importância, destacando-se não só pela morbidade, mas também pela sua freqüência. Entretanto, há muito poucos estudos a respeito dos acidentes de trabalho envolvendo os olhos. Em nosso país, eles praticamente inexistem. Objetivo: Levantar dados acerca da epidemiologia dos pacientes vítimas de lesão ocular relacionada ao trabalho, atendidos em pronto-socorro de oftalmologia de um hospital de referência. Métodos: Estudo prospectivo através de questionário. Resultados: A maioria dos pacientes foi constituída de homens jovens, procurando por atendimento de urgência em até 24 horas do trauma. As lesões mais freqüentes foram originadas por corpos estranhos superficiais. A maioria dos pacientes não usava equipamento de proteção individual no momento do acidente por considerá-lo dispensável em suas tarefas. Conclusão: É evidente a necessidade de fornecer EPI adequados mas, também, de estimular o seu uso não só através da obrigatoriedade como também através da educação quanto à sua importância na prevenção de acidentes. |
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P 208 Objetivo: Avaliar as condições de ocorrência e complicações dos casos com lesões penetrantes do globo ocular admitidos na Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Métodos: Análise retrospectiva dos prontuários de 153 pacientes que sofreram perfuração ocular e foram atendidos no Pronto-Socorro do HC-UFU no período de janeiro/1996 a dezembro/2000. A análise dos dados foi realizada através dos testes t de Student e qui-quadrado. Resultados: Houve predomínio das lesões no sexo masculino (82,4%) e a média da idade foi de 28,41 ± 16,64 anos. O acompanhamento médio desses pacientes foi de 22,21 ± 19,27 meses. Encontramos 131 perfurações (85,6%), 7 traumas penetrantes (2,7%), 6 rupturas (3,9%) e 12 casos com CEIO associado (7,8%), com 60,1% dos casos acometendo a córnea. Os agentes causadores dos ferimentos oculares foram: 44 acidentes domésticos (28,8%), 36 acidentes de trabalho (23,5%), 21 agressões (13,7%), 20 acidentes automobilísticos (13,1%) e 32 traumatismos diversos (20,9%). Os acidentes domésticos predominaram em indivíduos com menos de 20 anos (p<0,00001) e nas mulheres (p<0,0001), enquanto os acidentes de trabalho predominaram após os 21 anos (p<0,01). Visão igual ou superior a 20/40 foi alcançada por 16,3% dos pacientes com perfuração corneana, 10,0% com perfuração córneo-escleral e 47,6% com perfuração escleral (p<0,01). Vinte e seis pacientes (16,9%) perderam completamente a visão. Conclusões: Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o trauma ocular continua sendo uma causa importante de perda de visão. Acreditamos que muitos acidentes envolvendo o globo ocular poderiam ser evitados caso medidas preventivas fossem adotadas. |
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P 209 Objetivos: Demonstrar as lesões oculares provocadas por estes tipos de brinquedos que acometem crianças. Materiais e Métodos: Pacientes atendidos no ambulatório do Hospital de Olhos de Londrina entre outubro de 1999 a julho de 2000. Foram avaliados quanto ao sexo, idade, acuidade visual inicial e final, exame oftalmológico completo e tempo de seguimento. Resultados: Todos os pacientes eram do sexo masculino, com média de idade de 8,8 anos e com lesões unilaterais. A acuidade visual inicial foi de percepção de movimentos a 20/100 e a acuidade final de 20/20 a contar de dedos a 6 metros. Em apenas um caso foi realizado o tratamento cirúrgico. O seguimento variou de 1 a 6 meses (média de 2,2 meses). Os acidentes foram em ambiente doméstico e sem supervisão de adultos. Conclusão: Estes brinquedos podem provocar lesões oculares e ações de ação pública deveriam estabelecer melhor a legislação para a venda e uso destas armas de brinquedo. |
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P 210 Objetivo: Descrição de caso ilustrativo de trauma ocular causado por gancho metálico de corda elástica. Material e Método: Relato de caso e discussão. Resultado: Avaliação de paciente vítima de trauma contuso direto em olho esquerdo através de exame oftalmológico completo e tratamento do descolamento de retina por retinopexia pneumática com posterior seguimento ambulatorial. Conclusão: Lesões oculares graves estão associadas ao uso de corda elástica e é necessário uma ampla discussão sobre métodos de prevenção para este tipo de trauma. |
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P 211 Objetivo: Os autores apresentam um caso raro e ilustrativo de fístula carótida-cavernosa bilateral com manifestação unilateral pós-trauma. Material e Método: Paciente da Santa Casa de São Paulo foi avaliado com exame oftalmológico completo (exame externo, acuidade visual, palpação, ausculta, biomicroscopia, tonometria e fundoscopia), ultra-sonografia, ressonância magnética de crânio e angiografia. Resultados: A paciente apresentava sintomatologia ocular unilateral, mas os exames de imagem evidenciaram presença de fístula carótida-cavernosa bilateral. Conclusão: Os autores ressaltam a importância dos exames de imagem no diagnóstico das fístulas carótida-cavernosas pós-trauma. |
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P 212 Objetivo: Relato de caso de neonato de termo apresentando hemorragias retinianas nos quatro quadrantes de ambos os olhos, com alterações eletroretinográficas. Métodos: RN de 11 dias de vida, nascido de parto vaginal espontâneo, pesando 3070g, apresenta hemorragias retinianas superficiais e profundas nos quatro quadrantes de ambos os olhos. O eletroretinograma (ERG) encontra-se alterado. Aos dois meses de vida, após completa absorção das hemorragias retinianas o exame é normal. Resultados: Alguns trabalhos tentam correlacionar a presença de hemorragias retinianas no neonato com o futuro desenvolvimento de ambliopia e estrabismo. No nosso relato de caso, o RN apresentou completa absorção das hemorragias e normalização do ERG. |
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P 213 Objetivo: Os traumatismos oculares ocorridos durante atividades esportivas têm incidência progressivamente maior refletindo o crescimento da popularidade desta prática como recreação. O objetivo deste estudo foi avaliar a epidemiologia e a morbidade do trauma ocular relacionado ao esporte em crianças. Métodos: Os autores revisaram os prontuários de todos os pacientes assistidos no Pronto-Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo/EPM, vítimas de trauma ocular relacionado a esportes com idade igual ou inferior a quinze anos, durante o período de julho de 1997 a fevereiro de 2002. Resultados: Foram analisados os prontuários de 52 pacientes vítimas de trauma ocular relacionado ao esporte, destes 86,53% eram do sexo masculino, com idade média de 8,24 anos. Vinte e quatro (46,15%) pacientes apresentavam lesão de partes moles, 80,76% apresentavam alterações graves em segmento anterior e 53,84% em segmento posterior. Futebol foi a principal causa de trauma. Conclusão: Os resultados indicam que o trauma relacionado ao esporte é uma causa importante de morbidade ocular. A maioria dos traumas poderia ter sido evitada com uso de protetores oculares. Os oftalmologistas devem orientar e recomendar o uso de proteção aos praticantes de esporte. |
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P 214 Objetivo: Os traumatismos oculares ocorridos durante atividades esportivas têm incidência progressivamente maior refletindo o crescimento da popularidade desta prática. O objetivo deste estudo foi avaliar a epidemiologia, os tipos de lesões mais comuns e a evolução da acuidade visual no trauma ocular relacionado ao futebol, modalidade esportiva mais popular e mais praticada em nosso meio. Métodos: Os autores revisaram prontuários selecionados de pacientes vítimas de trauma ocular ocorrido durante jogo de futebol, com idade acima de 15 anos, assistidos no Pronto-Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo/EPM e Ambulatório do Trauma Ocular da UNIFESP/EPM durante o período de Julho de 1997 a Fevereiro de 2002. Resultados: Foram analisados os prontuários de 60 pacientes. Destes, 57 (95%) eram do sexo masculino, com idade média de 27,25 anos. Todos os pacientes apresentaram trauma fechado. Trinta e dois (53,33%) dos pacientes apresentavam lesão de partes moles. Quarenta e nove (81,7%) pacientes apresentavam alterações graves em segmento anterior (ceratite, hifema e/ou uveíte traumática) e 26 (43,3%) em segmento posterior (edema de Berlin, hemorragia vítrea e/ou descolamento de retina). O objeto responsável pelo trauma foi a bola em 80% dos casos. Conclusões: Devido ao alto índice e gravidade das complicações é necessária a avaliação de todos os pacientes com trauma fechado, mesmo que apresentem boa acuidade visual, bem como o pronto estabelecimento do tratamento indicado. |
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P 215 Objetivo: Relatar um caso de deslocamento de lente intra-ocular para o espaço subconjuntival após trauma ocular contuso em paciente pseudofácica. Métodos: Relato de caso de paciente feminina operada de facectomia extracapsular com implante de lente intra-ocular combinada com trabeculectomia há 6 meses que sofreu trauma ocular contuso e teve a lente intra-ocular deslocada para espaço subconjuntival, a conduta dos médicos do setor de Glaucoma da Universidade Federal de São Paulo foi de apenas observar sem intervenção cirúrgica pois a intervenção iria aumentar a chance de fechamento da trabeculectomia e não iria melhorar a acuidade visual melhor corrigida da paciente que era de percepção luminosa devido a neuropatia óptica glaucomatosa avançada. Após 4 meses do trauma a pressão ocular se mantém abaixo dos 15 mmHg e a lente intra-ocular se mantém no espaço subconjuntival. Conclusão: O deslocamento da lente intra-ocular para espaço subconjuntival após trauma ocular contuso é raro, mas pode ocorrer e a remoção da lente intra-ocular e reparo do dano ocasionado pelo trauma é o mais indicado na maioria das vezes. |
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P 216 Objetivo: Sendo o retinoblastoma o tumor intra-ocular mais freqüente na criança, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento geográfico do estado de Pernambuco, dividindo-o em mesoregiões e, consequentemente identificar o número de casos desse tumor neste estado, no período de 1985 a 1995. Métodos: Foram revisados 514 prontuários com algum tipo de câncer no Hospital Universitário Osvaldo Cruz - FESP - UPE, setor de oncologia pediátrica. Dentre esses, 37 crianças na faixa etária entre 5 meses a 15 anos que apresentaram retinoblastoma. Resultados: Foram analisados 37 casos de retinoblastoma, dos quais 25 casos foram procedentes da Região Metropolitana do Recife (RMR), 4 casos procedentes da Zona da Mata, 8 casos procedentes do Agreste, e 0 (zero) caso procedente do Vale do São Francisco e do Sertão. Conclusão: De acordo com os números de casos identificados e atendidos, observa-se a falta de informação e orientação em áreas menos favorecidas, como o Vale do São Francisco e Sertão, quanto ao diagnóstico precoce do retinoblastoma. |
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P 217 O melanoma de conjuntiva é um tumor com grande tendência de recorrência local e metástases à distância. É desejável para seu tratamento o emprego de técnicas que permitam sua completa remoção, diminuindo assim os riscos de recorrência e metástases. Porém, a exérese do tumor com margens de segurança amplas, geralmente, resulta em grandes defeitos conjuntivais. Para o manuseio destes defeitos tem-se proposto a utilização do transplante de membrana amniótica, tecido de origem fetal com crescente aplicação. Relata-se um caso de melanoma de conjuntiva tratado com exérese da lesão com amplas margens de segurança, empregando-se membrana amniótica na correção da área exposta. |
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P 218 Objetivo: Relatar um caso de leiomiossarcoma conjuntival. Material e Método: Revisão do prontuário e das secções histopatológicas obtidas da lesão. Resultados: O diagnóstico foi estabelecido através do estudo imunohistoquímico. O paciente encontra-se sem sinais de recidiva um ano e meio após a exenteração com radioterapia complementar. Conclusão: Leiomiossarcoma conjuntival deve ser incluído no diagnóstico diferencial dos tumores epibulbares. |
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P 219 Objetivo: Relatar um caso de entomoftoromicose mucosa envolvendo saco lacrimal e seios paranasais com provável inoculação conjuntival. Material e Método: Revisão do prontuário e das preparações histopatológicas do material obtido à biópsia. Resultados: O paciente apresentou regressão da sintomatologia após tratamento com iodeto de potássio. Conclusão: A entomoftoromicose pode ser incluída no diagnóstico diferencial das tumorações de saco lacrimal com possível inoculação conjuntival. |
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P 220 Objetivo: Os autores apresentam um caso de sarcoma de Kaposi palpebral e sua importância no seu diagnóstico, já que a lesão oftalmológica pode ser a primeira a aparecer, e esta, estar relacionada com a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Método: Uma lesão na pálpebra inferior esquerda foi examinada, retirada cirurgicamente e encaminhada para anatomia patológica. Resultado: Diagnosticado sarcoma de Kaposi. Conclusão: Os autores ressaltam a importância do diagnóstico preciso da lesão palpebral, porque ela pode ser o sinal inicial do sarcoma de Kaposi e estar relacionado com a AIDS. |
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P 221 Objetivo: Avaliar o número de casos, tipo histológico, locais acometidos e tratamento dos linfomas dos anexos oculares. Material e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo, de janeiro de 1991 a janeiro de 2001, para levantar os casos de linfoma dos anexos oculares. O diagnóstico foi estabelecido por exame clínico e oftalmológico, exame de sangue, tomografia computadorizada de crânio e órbita, biópsia da medula óssea e biópsia da massa. Resultados: Foram avaliados 9 casos de linfoma. Três apresentaram envolvimento sistêmico e dos anexos e 6 acometeram apenas os anexos oculares. Sete deles eram linfomas não-Hodgkin linfocítico "A" de pequenas células e dois linfomas tipo MALT. A órbita e a conjuntiva foram as estruturas mais afetadas. Conclusão: Os linfomas não-Hodgkin acometendo órbita e conjuntiva foram os predominantes nesta casuística, com boa resposta à radioterapia isolada e à radioterapia mais quimioterapia. |
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P 222 Objetivo: Relatar caso de meduloepitelioma em adulto, com metástase linfática, discutindo os achados histotapatológicos e a abordagem terapêutica. Métodos: Relato de caso de paciente com 24 anos. Resultados: O paciente foi submetido a enucleação do globo ocular por tumor com extensão extra-ocular. O diagnóstico histológico foi de meduloepitelioma malígno, não teratóide. Abandonou o acompanhamento, retornando após 2 anos, com recorrência orbitária e metástase ganglionar, evoluindo para óbito a despeito de quimioterapia adjuvante. Conclusão: Embora o prognóstico para meduloepiteliomas seja em geral bom, casos negligenciados podem evoluir para doença metastática. O tratamento precoce da lesão, no estadio intra-ocular ou orbitário, parece ser curativo. |
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P 223 Objetivo: Relatar dois casos ilustrativos, que apresentaram sinais clínicos distintos para o mesmo diagnóstico de linfoma de glândula lacrimal. Material e Método: Caso 1: paciente de 74 anos apresentando abaulamento em região temporal superior do olho esquerdo e exoftalmo há 6 meses. Referia diminuição da acuidade visual e restrição a abdução deste mesmo olho. Após realização de exames diagnósticos, foi realizada exérese da lesão. Caso 2: Paciente de 65 anos apresentava massa em topografia de glândula lacrimal esquerda, móvel, de consistência fibroelástica, há 6 meses. Após exame de imagem, foi submetido à biópsia excisional com orbitotomia súpero lateral e posterior radioterapia. Resultados: O anátomo-patológico indicou linfoma linfocítico não Hodgkin em ambos os casos. Conclusão: Observando-se os dois casos conclui-se que uma mesma patologia pode se apresentar de formas diferentes, mas que no entanto, seu reconhecimento e tratamento adequado podem levar a um bom prognóstico. |
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P 224 Objetivo: Relatar um raro caso de melanoma primário de coróide em uma paciente com antecedente de carcinoma de mama. Material e Método: Realizado exame oftalmológico em paciente do sexo feminino de 67 anos de idade com queixa de baixa acuidade visual e antecedente de carcinoma de mama tratado com mastectomia esquerda há três anos. Ao exame oftalmológico a paciente apresentava acuidade visual com melhor correção no OD:0,2 e OE:0,9, nenhuma alteração no exame externo, pressão intra-ocular 14 mmHg AO e biomicroscopia sem alterações. No exame fundoscópico foi constatado descolamento de retina temporal e massa subretiniana elevada no olho direito e degeneração macular relacionada à idade em ambos os olhos. A ultra-sonografia mostrou, no olho direito, nos meridianos das 8 às 10 horas, massa sólida, homogênea, de refletividade média-baixa, de superfície regular que media cerca de 13,7 mm (anteroposterior) por 17,1 mm (laterolateral) e altura de 9,1 mm. Optou-se pela enucleação do olho direito com hipótese diagnóstica de melanoma de coróide. Resultado: O exame anatomopatológico demonstrou melanoma maligno de coróide tipo fusiforme B. Conclusão: Na abordagem inicial da paciente, a principal suspeita era carcinoma metastático de coróide, embora o seguimento clínico, laboratorial e com exames de imagem não revelava nenhum foco de metástase desde a cirurgia mamária. A ultra-sonografia ocular foi o primeiro dado que contrariou tal suposição. No presente caso, a diferenciação do tumor, metastático ou primário, foi de fundamental importância clínica, uma vez que, após o diagnóstico de melanoma primário de coróide, excluiu-se a hipótese inicial de metástase da neoplasia pregressa, bem como iniciou-se novo estadiamento frente a nova neoplasia. |
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P 225 Um homem de 65 anos de idade apresentou história de proptose indolor à direita há seis meses, sem outras manifestações associadas. Foi realizada uma orbitotomia lateral, sendo completamente retirada uma massa bem definida e encapsulada. A análise histopatológica revelou um tumor composto de células alongadas dispostas em ambos os padrões Antoni-A e Antoni-B. O diagnóstico foi neurilemoma orbitário (óptico), o qual é um tumor bastante raro. |