PAINÉIS
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XV Congresso Brasileiro de Prevenção
da Cegueira e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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DOENÇA DE COATS NO ADULTO, SIMULANDO CORIORRETINOPATIA CENTRAL SEROSA - Relato de caso

Homero Augusto II, Frederico Augusto Costa Reis, Daniel de Souza Pereira, Ricardo Themudo Lessa Waetge, Teruo Aihara

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Introdução: A doença de Coats é uma alteração anatômico-funcional primária da vasculatura retinínica, geralmente unilateral, mais comum em homens, menores de 10 anos, sem antecedentes familiares. Objetivo: Descrever um caso de apresentação da doença de Coats, no adulto, simulando coriorretinopatia central serosa. Método: Relato de caso e discussão. Conclusão: A coriorretinopatia central serosa é um dos diagnósticos diferenciais da doença de Coats, no adulto.

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P 203
Amaurose Congênita de Leber – Relato de Caso

Eduardo Muranka, Roberto Mitraud, Ricardo V. Alves, Simone B. Maranhão, Ruiz S. Alonso

Instituto Benjamin Constant – RJ

Introdução: Amaurose congênita de Leber constitui-se de um conjunto de doenças caracterizadas por baixa acuidade visual (20/80 a percepção luminosa), podendo apresentar-se ao nascimento ou nos primeiros dez anos de vida. São observadas alterações distróficas de fotorreceptores geralmente associadas a outras manifestações oculares (Hipermetropia, ceratocone, ceratoglobo, catarata, nistagmo, estrabismo e síndrome oculo-digital) e/ou sistêmicas (Deficiência mental, surdez, epilepsia, anormalidades do SNC, alterações renais, mal formações do esqueleto e disfunção endócrina). Relato de Caso: RSM, masculino, 1 ano e 5 meses apresentando nistagmo horizontal, dificuldades de preensão palmar e desconforto ocular evidenciando com esfregar constante dos olhos. Não apresentava antecedentes mórbidos ou doenças durante período gestacional. A criança durante a avaliação acompanhava a luz, seus reflexos pupilares encontravam-se atenuados, nistagmo horizontal presente, hipermetropia de +7,00 dioptrias esféricas e fundo de olho sem alterações. O ERG evidenciou resposta de bastonetes reduzidas em 60% em OD e extintas em OE, também observamos respostas de cones reduzidas 90% em OD e 97% em OE, configurando disfunção retiniana difusa em ambos os olhos. O PEV demonstrou comprometimento severo da via máculo-occiptal bilateral compatível com disfunção retiniana difusa e envolvimento macular. Discussão: A amaurose congênita de Leber é geralmente um conjunto de doenças de herança autossômica recessiva que pode apresentar-se na maioria dos casos com baixa da acuidade visual e exame de fundo de olho com aparência normal ou apenas alterações discretas do epitélio pigmentar da retina e leve atenuação vascular. As reações pupilares encontram-se ausentes ou severamente diminuídas e as crianças afetadas apresentam melhor visão sob intensa iluminação. O ERG e o PEV muito diminuídos ou extintos e a baixa acuidade visual, associados às manifestações clínicas contribuem para o diagnóstico desta anormalidade.

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P 204
RETINOPATIA TÓXICA POR TAMOXIFENO

Eduardo de França Damasceno, Armando Magalhães Neto, Rodrigo Tavares Schüller, Rodrigo Ambrósio, Adalmir Morterá Dantas

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Objetivo: Demonstrar a evolução de um caso típico de retinopatia tóxica com tratamento prolongado de câncer de mama com quimioterapia por tamoxifeno durante quatro anos e destacar sua semiologia e importância. Material e Métodos: Estudo semiológico com história clínica e retinografias fluoresceínicas consecutivas, juntamente com campimetria e eletrofisiologia ocular (ERG / EOG / PEV). Resultados: Demonstra-se com grande precisão o caráter evolutivo da retinopatia tóxica à medida que se prolonga o tratamento com repercussão visual. Conclusão: O relato de caso é importante para enfocar valor desta patologia, na sua freqüência, a capacidade de prevenção, realçando suas nuances de toxicidade.

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P 205
RELATO DE CASO DE DESCOLAMENTO DE RETINA APÓS LASIK E A IMPORTÂNCIA DO EXAME DA RETINA PRÉ E PÓS-CIRURGIAS REFRATIVAS

Fábio Ceccon Silva, Roberto Velleda Bermudez

Oftalmologistas Associados do Paraná

Objetivos: Os autores relatam o caso de um paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, submetido a cirurgia refrativa (LASIK) e que apresentou descolamento de retina regmatogênico em um dos olhos (olho direito) quatro meses após a realização da cirurgia. Métodos: Foi realizado mapeamento de retina sob midríase com o uso de oftalmoscópio indireto, documentação por retinografia e medida da acuidade visual em ambos os olhos durante o seguimento do caso. A cirurgia realizada foi de retinopexia primária com introflexão escleral em 360 graus com cinta de silicone 240 S e realização de drenagem e criopexia sob anestesia local assistida. Resultados: O paciente apresentava descolamento de retina inferior, atingindo a arcada vascular inferior, a mácula estava preservada e havia a presença de pequenas roturas retinianas com hemorragia local às 7:00 horas. Foi submetido à retinopexia primária com introflexão escleral em 360 graus com cinta de silicone 240 S e realização de drenagem e criopexia às 7:00 horas. No sétimo dia de pós-operatório foi realizada fotocoagulação com laser de diodo vermelho em barreira devido a persistência de pequena bolsa retiniana junto à introflexão escleral inferior. No último exame oftalmológico realizado (13 meses após a cirurgia), o paciente apresentava acuidade visual com correção de 20/60 (-2) l (-2,25-1,25 135°) e a retina totalmente colada. Conclusão: Embora a incidência de descolamento de retina pós-cirurgia refrativa seja baixo e haja controvérsias quanto ao fator causal, ressaltamos a importância da avaliação retiniana no pré-operatório e nos meses seguintes à cirurgia, preferencialmente por retinólogo, a fim de tratar lesões predisponentes, evitando complicações como o descolamento de retina e outras patologias com potencial cegante.

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P 206
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES OCULARES DIAGNOSTICADAS EM DIABÉTICOS TIPO 1 E TIPO 2

Ranni Pereira Santos, Erymar de Araújo Dantas, Nívea Saldanha Xavier

Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal

Objetivo: Traçar um perfil diagnóstico das principais manifestações oculares em diabéticos tipo 1 e tipo 2. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo com um grupo de 260 pacientes diabéticos atendidos no serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Onofre Lopes – UFRN. Todos os pacientes foram submetidos a fundoscopia binocular indireta, biomicroscopia e tonometria. Resultados: Houve 27 diabéticos tipo 1 com idade média de 40,9 anos (DP: 14,15), e 233 diabéticos tipo 2 com idade média de 59,27 anos (DP: 10,43). Verificou-se nos diabéticos tipo 1 uma média de 11,2 anos (DP: 7,07) de evolução do diabetes, e nos diabéticos tipo 2, uma média de 10,6 anos (DP: 7,4). Detectou-se a presença de retinopatia diabética em 19 pacientes diabéticos tipo 1 (70,3%), e em 116 diabéticos tipo 2 (49,8%). Nos diabéticos tipo 1 houve 12 casos (44,4%) de retinopatia não proliferativa, 7 casos (29,5%) de retinopatia proliferativa, e 4 casos (14,8%) com edema macular associado; enquanto que nos diabéticos tipo 2, houve 91 casos (39%) de retinopatia não proliferativa, 25 casos (10,7%) de retinopatia proliferativa e 32 casos (13,7%) com edema macular associado. Os diabéticos tipo 1 tiveram 8 casos (29,6%) de catarata, 1 de glaucoma e 1 de descolamento de retina; enquanto que os diabéticos tipo 2 apresentaram 48 casos (20,6%) de catarata, 17 casos (7,3%) de glaucoma e 5 casos (2,2%) de descolamento de retina. Conclusão: Encontramos uma alta incidência de retinopatia diabética, principalmente em diabéticos do tipo 1, a qual pode ser explicada pelo elevado tempo de evolução do diabetes melitus nestes pacientes; e ainda verificamos uma elevada incidência de catarata e glaucoma nos dois tipos de diabetes.

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P 207
TRAUMA OCULAR RELACIONADO AO TRABALHO

Elvio Ferreira Junior, Pedro Carlos Carricondo, André Gustavo Bombana Nicoletti

Universidade de São Paulo – São Paulo

Sabe-se que o ambiente de trabalho é um local de risco potencial para a saúde do trabalhador. Dentre as doenças e lesões ocupacionais, as lesões oculares relacionadas ao trabalho têm grande importância, destacando-se não só pela morbidade, mas também pela sua freqüência. Entretanto, há muito poucos estudos a respeito dos acidentes de trabalho envolvendo os olhos. Em nosso país, eles praticamente inexistem. Objetivo: Levantar dados acerca da epidemiologia dos pacientes vítimas de lesão ocular relacionada ao trabalho, atendidos em pronto-socorro de oftalmologia de um hospital de referência. Métodos: Estudo prospectivo através de questionário. Resultados: A maioria dos pacientes foi constituída de homens jovens, procurando por atendimento de urgência em até 24 horas do trauma. As lesões mais freqüentes foram originadas por corpos estranhos superficiais. A maioria dos pacientes não usava equipamento de proteção individual no momento do acidente por considerá-lo dispensável em suas tarefas. Conclusão: É evidente a necessidade de fornecer EPI adequados mas, também, de estimular o seu uso não só através da obrigatoriedade como também através da educação quanto à sua importância na prevenção de acidentes.

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P 208
TRAUMA OCULAR - ESTUDO DOS CASOS ATENDIDOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

Renato Penha Machado, Rafael Saran Arcieri, Enyr Saran Arcieri, Flávio Jaime Rocha

Universidade Federal de Uberlândia - MG

Objetivo: Avaliar as condições de ocorrência e complicações dos casos com lesões penetrantes do globo ocular admitidos na Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Métodos: Análise retrospectiva dos prontuários de 153 pacientes que sofreram perfuração ocular e foram atendidos no Pronto-Socorro do HC-UFU no período de janeiro/1996 a dezembro/2000. A análise dos dados foi realizada através dos testes t de Student e qui-quadrado. Resultados: Houve predomínio das lesões no sexo masculino (82,4%) e a média da idade foi de 28,41 ± 16,64 anos. O acompanhamento médio desses pacientes foi de 22,21 ± 19,27 meses. Encontramos 131 perfurações (85,6%), 7 traumas penetrantes (2,7%), 6 rupturas (3,9%) e 12 casos com CEIO associado (7,8%), com 60,1% dos casos acometendo a córnea. Os agentes causadores dos ferimentos oculares foram: 44 acidentes domésticos (28,8%), 36 acidentes de trabalho (23,5%), 21 agressões (13,7%), 20 acidentes automobilísticos (13,1%) e 32 traumatismos diversos (20,9%). Os acidentes domésticos predominaram em indivíduos com menos de 20 anos (p<0,00001) e nas mulheres (p<0,0001), enquanto os acidentes de trabalho predominaram após os 21 anos (p<0,01). Visão igual ou superior a 20/40 foi alcançada por 16,3% dos pacientes com perfuração corneana, 10,0% com perfuração córneo-escleral e 47,6% com perfuração escleral (p<0,01). Vinte e seis pacientes (16,9%) perderam completamente a visão. Conclusões: Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o trauma ocular continua sendo uma causa importante de perda de visão. Acreditamos que muitos acidentes envolvendo o globo ocular poderiam ser evitados caso medidas preventivas fossem adotadas.

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P 209
Traumatismo ocular por projétil de BRINQUEDO de pressão

Alexandre Hasegawa, Antonio Marcelo Barbante Casella, Urcel Thomaz Leroux Ycaza, Alexandre Zenkiti Hirade

Hospital de Olhos de Londrina - PR

Objetivos: Demonstrar as lesões oculares provocadas por estes tipos de brinquedos que acometem crianças. Materiais e Métodos: Pacientes atendidos no ambulatório do Hospital de Olhos de Londrina entre outubro de 1999 a julho de 2000. Foram avaliados quanto ao sexo, idade, acuidade visual inicial e final, exame oftalmológico completo e tempo de seguimento. Resultados: Todos os pacientes eram do sexo masculino, com média de idade de 8,8 anos e com lesões unilaterais. A acuidade visual inicial foi de percepção de movimentos a 20/100 e a acuidade final de 20/20 a contar de dedos a 6 metros. Em apenas um caso foi realizado o tratamento cirúrgico. O seguimento variou de 1 a 6 meses (média de 2,2 meses). Os acidentes foram em ambiente doméstico e sem supervisão de adultos. Conclusão: Estes brinquedos podem provocar lesões oculares e ações de ação pública deveriam estabelecer melhor a legislação para a venda e uso destas armas de brinquedo.

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P 210
TRAUMA OCULAR POR GANCHO DE CORDA ELÁSTICA – RELATO DE CASO

Diogo de Paula Soares, Cássio Sewo Mitsuhashi, Leonardo Saliba Ferreira da Cunha, Alessandro Soares Both, João Guilherme Oliveira de Moraes, Francisco Grupenmacher

Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba

Objetivo: Descrição de caso ilustrativo de trauma ocular causado por gancho metálico de corda elástica. Material e Método: Relato de caso e discussão. Resultado: Avaliação de paciente vítima de trauma contuso direto em olho esquerdo através de exame oftalmológico completo e tratamento do descolamento de retina por retinopexia pneumática com posterior seguimento ambulatorial. Conclusão: Lesões oculares graves estão associadas ao uso de corda elástica e é necessário uma ampla discussão sobre métodos de prevenção para este tipo de trauma.

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P 211
FÍSTULA CARÓTIDA-CAVERNOSA BILATERAL COM MANIFESTAÇÃO UNILATERAL PÓS-TRAUMA

Andrea Alejandra Gonzalez Martinez, Vanessa Cristina Ruegger, Maria do Carmo Aiko Makino, Mário Luis Marques Conti, José Vital Filho

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Os autores apresentam um caso raro e ilustrativo de fístula carótida-cavernosa bilateral com manifestação unilateral pós-trauma. Material e Método: Paciente da Santa Casa de São Paulo foi avaliado com exame oftalmológico completo (exame externo, acuidade visual, palpação, ausculta, biomicroscopia, tonometria e fundoscopia), ultra-sonografia, ressonância magnética de crânio e angiografia. Resultados: A paciente apresentava sintomatologia ocular unilateral, mas os exames de imagem evidenciaram presença de fístula carótida-cavernosa bilateral. Conclusão: Os autores ressaltam a importância dos exames de imagem no diagnóstico das fístulas carótida-cavernosas pós-trauma.

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P 212
ALTERAÇÕES ELETRORETINOGRÁFICAS EM NEONATOS DE TERMO COM HEMORRAGIAS RETINIANAS

Licia Matieli, Elisabeth Martins, Nilva Moraes, Adriana Berezovsky, Solange Salomão

Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

Objetivo: Relato de caso de neonato de termo apresentando hemorragias retinianas nos quatro quadrantes de ambos os olhos, com alterações eletroretinográficas. Métodos: RN de 11 dias de vida, nascido de parto vaginal espontâneo, pesando 3070g, apresenta hemorragias retinianas superficiais e profundas nos quatro quadrantes de ambos os olhos. O eletroretinograma (ERG) encontra-se alterado. Aos dois meses de vida, após completa absorção das hemorragias retinianas o exame é normal. Resultados: Alguns trabalhos tentam correlacionar a presença de hemorragias retinianas no neonato com o futuro desenvolvimento de ambliopia e estrabismo. No nosso relato de caso, o RN apresentou completa absorção das hemorragias e normalização do ERG.

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P 213
TRAUMA OCULAR EM CRIANÇAS RELACIONADO À PRÁTICA ESPORTIVA

Aline Silveira Moriyama, Camila Tanabe Matsuzaka, Elisabeth Nogueira Martins, Nilva Simeren Bueno

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Os traumatismos oculares ocorridos durante atividades esportivas têm incidência progressivamente maior refletindo o crescimento da popularidade desta prática como recreação. O objetivo deste estudo foi avaliar a epidemiologia e a morbidade do trauma ocular relacionado ao esporte em crianças. Métodos: Os autores revisaram os prontuários de todos os pacientes assistidos no Pronto-Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo/EPM, vítimas de trauma ocular relacionado a esportes com idade igual ou inferior a quinze anos, durante o período de julho de 1997 a fevereiro de 2002. Resultados: Foram analisados os prontuários de 52 pacientes vítimas de trauma ocular relacionado ao esporte, destes 86,53% eram do sexo masculino, com idade média de 8,24 anos. Vinte e quatro (46,15%) pacientes apresentavam lesão de partes moles, 80,76% apresentavam alterações graves em segmento anterior e 53,84% em segmento posterior. Futebol foi a principal causa de trauma. Conclusão: Os resultados indicam que o trauma relacionado ao esporte é uma causa importante de morbidade ocular. A maioria dos traumas poderia ter sido evitada com uso de protetores oculares. Os oftalmologistas devem orientar e recomendar o uso de proteção aos praticantes de esporte.

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P 214
TRAUMA OCULAR EM FUTEBOL

Camila Tanabe Matsuzaka, Aline Silveira Moriyama, Elisabeth Nogueira Martins, Nilva Simeren Bueno

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Os traumatismos oculares ocorridos durante atividades esportivas têm incidência progressivamente maior refletindo o crescimento da popularidade desta prática. O objetivo deste estudo foi avaliar a epidemiologia, os tipos de lesões mais comuns e a evolução da acuidade visual no trauma ocular relacionado ao futebol, modalidade esportiva mais popular e mais praticada em nosso meio. Métodos: Os autores revisaram prontuários selecionados de pacientes vítimas de trauma ocular ocorrido durante jogo de futebol, com idade acima de 15 anos, assistidos no Pronto-Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo/EPM e Ambulatório do Trauma Ocular da UNIFESP/EPM durante o período de Julho de 1997 a Fevereiro de 2002. Resultados: Foram analisados os prontuários de 60 pacientes. Destes, 57 (95%) eram do sexo masculino, com idade média de 27,25 anos. Todos os pacientes apresentaram trauma fechado. Trinta e dois (53,33%) dos pacientes apresentavam lesão de partes moles. Quarenta e nove (81,7%) pacientes apresentavam alterações graves em segmento anterior (ceratite, hifema e/ou uveíte traumática) e 26 (43,3%) em segmento posterior (edema de Berlin, hemorragia vítrea e/ou descolamento de retina). O objeto responsável pelo trauma foi a bola em 80% dos casos. Conclusões: Devido ao alto índice e gravidade das complicações é necessária a avaliação de todos os pacientes com trauma fechado, mesmo que apresentem boa acuidade visual, bem como o pronto estabelecimento do tratamento indicado.

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P 215
DESLOCAMENTO DE LENTE INTRA-OCULAR PARA ESPAÇO SUBCONJUNTIVAL APÓS TRAUMA OCULAR CONTUSO

Alexandre H. Príncipe de Oliveira, Amélia Murayama, Paulo Augusto de Arruda Mello

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Relatar um caso de deslocamento de lente intra-ocular para o espaço subconjuntival após trauma ocular contuso em paciente pseudofácica. Métodos: Relato de caso de paciente feminina operada de facectomia extracapsular com implante de lente intra-ocular combinada com trabeculectomia há 6 meses que sofreu trauma ocular contuso e teve a lente intra-ocular deslocada para espaço subconjuntival, a conduta dos médicos do setor de Glaucoma da Universidade Federal de São Paulo foi de apenas observar sem intervenção cirúrgica pois a intervenção iria aumentar a chance de fechamento da trabeculectomia e não iria melhorar a acuidade visual melhor corrigida da paciente que era de percepção luminosa devido a neuropatia óptica glaucomatosa avançada. Após 4 meses do trauma a pressão ocular se mantém abaixo dos 15 mmHg e a lente intra-ocular se mantém no espaço subconjuntival. Conclusão: O deslocamento da lente intra-ocular para espaço subconjuntival após trauma ocular contuso é raro, mas pode ocorrer e a remoção da lente intra-ocular e reparo do dano ocasionado pelo trauma é o mais indicado na maioria das vezes.

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P 216
ESTUDO GEOGRÁFICO POR MESOREGIÕES DO NÚMERO DE CASOS DE RETINOBLASTOMA EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO ESTADO DE PERNAMBUCO NO PERÍODO DE 1985 A 1995

Kíldare de Saboia, Afonso Medeiros, Pedro Falcão Neto, Marília Raposo Medeiros

Instituto de Olhos do Recife / Hospital de Olhos Santa Luzia - Recife - PE / Clínica de Olhos Dr. Alvacir Raposo - Recife – PE

Objetivo: Sendo o retinoblastoma o tumor intra-ocular mais freqüente na criança, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento geográfico do estado de Pernambuco, dividindo-o em mesoregiões e, consequentemente identificar o número de casos desse tumor neste estado, no período de 1985 a 1995. Métodos: Foram revisados 514 prontuários com algum tipo de câncer no Hospital Universitário Osvaldo Cruz - FESP - UPE, setor de oncologia pediátrica. Dentre esses, 37 crianças na faixa etária entre 5 meses a 15 anos que apresentaram retinoblastoma. Resultados: Foram analisados 37 casos de retinoblastoma, dos quais 25 casos foram procedentes da Região Metropolitana do Recife (RMR), 4 casos procedentes da Zona da Mata, 8 casos procedentes do Agreste, e 0 (zero) caso procedente do Vale do São Francisco e do Sertão. Conclusão: De acordo com os números de casos identificados e atendidos, observa-se a falta de informação e orientação em áreas menos favorecidas, como o Vale do São Francisco e Sertão, quanto ao diagnóstico precoce do retinoblastoma.

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P 217
USO DE MEMBRANA AMNIÓTICA PARA RECONSTRUÇÃO DA SUPERFÍCIE OCULAR APÓS EXÉRESE DE MELANOMA CONJUNTIVAL

Bruno Campelo Leal, Pedro Carlos Carricondo, Suzana Matayoshi, Ruth M. Santo, Milton Ruiz Alves

Universidasde de São Paulo – São Paulo

O melanoma de conjuntiva é um tumor com grande tendência de recorrência local e metástases à distância. É desejável para seu tratamento o emprego de técnicas que permitam sua completa remoção, diminuindo assim os riscos de recorrência e metástases. Porém, a exérese do tumor com margens de segurança amplas, geralmente, resulta em grandes defeitos conjuntivais. Para o manuseio destes defeitos tem-se proposto a utilização do transplante de membrana amniótica, tecido de origem fetal com crescente aplicação. Relata-se um caso de melanoma de conjuntiva tratado com exérese da lesão com amplas margens de segurança, empregando-se membrana amniótica na correção da área exposta.

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P 218
LEIOMIOSSARCOMA CONJUNTIVAL. RELATO CLÍNICO-PATOLÓGICO DE UM CASO

Lívia Maria Bittencourt Nossa, Guilherme José Nunes Marques Rocha, Eduardo Ferrari Marback, Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia

Objetivo: Relatar um caso de leiomiossarcoma conjuntival. Material e Método: Revisão do prontuário e das secções histopatológicas obtidas da lesão. Resultados: O diagnóstico foi estabelecido através do estudo imunohistoquímico. O paciente encontra-se sem sinais de recidiva um ano e meio após a exenteração com radioterapia complementar. Conclusão: Leiomiossarcoma conjuntival deve ser incluído no diagnóstico diferencial dos tumores epibulbares.

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P 219
ENTOMOFTOROMICOSE MUCOSA – RELATO DE CASO

Alessandra Santana, Betânia Fernandes, Lívia Maria Bittencourt Nossa, Roberto Lorens Marback, Achiléia Lisboa B.

Universidade Federal da Bahia

Objetivo: Relatar um caso de entomoftoromicose mucosa envolvendo saco lacrimal e seios paranasais com provável inoculação conjuntival. Material e Método: Revisão do prontuário e das preparações histopatológicas do material obtido à biópsia. Resultados: O paciente apresentou regressão da sintomatologia após tratamento com iodeto de potássio. Conclusão: A entomoftoromicose pode ser incluída no diagnóstico diferencial das tumorações de saco lacrimal com possível inoculação conjuntival.

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P 220
SARCOMA DE KAPOSI PALPEBRAL – RELATO DE CASO

Reginaldo Luis Arita, Onaldo Araújo do Nascimento, Valdemar Katayama Kjaer, José Vital Filho, José Wilson Cursino

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Os autores apresentam um caso de sarcoma de Kaposi palpebral e sua importância no seu diagnóstico, já que a lesão oftalmológica pode ser a primeira a aparecer, e esta, estar relacionada com a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Método: Uma lesão na pálpebra inferior esquerda foi examinada, retirada cirurgicamente e encaminhada para anatomia patológica. Resultado: Diagnosticado sarcoma de Kaposi. Conclusão: Os autores ressaltam a importância do diagnóstico preciso da lesão palpebral, porque ela pode ser o sinal inicial do sarcoma de Kaposi e estar relacionado com a AIDS.

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P 221
LINFOMA DE ANEXOS OCULARES: EXPERIÊNCIA DE 9 CASOS

Flavio Buzalaf, João França Lopes, Eliana Aparecida Forno Velasco, Ruth Miyuki Santo, Suzana Matayoshi

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Avaliar o número de casos, tipo histológico, locais acometidos e tratamento dos linfomas dos anexos oculares. Material e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo, de janeiro de 1991 a janeiro de 2001, para levantar os casos de linfoma dos anexos oculares. O diagnóstico foi estabelecido por exame clínico e oftalmológico, exame de sangue, tomografia computadorizada de crânio e órbita, biópsia da medula óssea e biópsia da massa. Resultados: Foram avaliados 9 casos de linfoma. Três apresentaram envolvimento sistêmico e dos anexos e 6 acometeram apenas os anexos oculares. Sete deles eram linfomas não-Hodgkin linfocítico "A" de pequenas células e dois linfomas tipo MALT. A órbita e a conjuntiva foram as estruturas mais afetadas. Conclusão: Os linfomas não-Hodgkin acometendo órbita e conjuntiva foram os predominantes nesta casuística, com boa resposta à radioterapia isolada e à radioterapia mais quimioterapia.

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P 222
Meduloepitelioma não teratóide Malígno do Corpo Ciliar com metástase Ganglionar em Adulto

Eduardo F. Marback, Patrícia Maria Fernandes Marback, Fabrício Mascarenhas de Oliveira, Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia

Objetivo: Relatar caso de meduloepitelioma em adulto, com metástase linfática, discutindo os achados histotapatológicos e a abordagem terapêutica. Métodos: Relato de caso de paciente com 24 anos. Resultados: O paciente foi submetido a enucleação do globo ocular por tumor com extensão extra-ocular. O diagnóstico histológico foi de meduloepitelioma malígno, não teratóide. Abandonou o acompanhamento, retornando após 2 anos, com recorrência orbitária e metástase ganglionar, evoluindo para óbito a despeito de quimioterapia adjuvante. Conclusão: Embora o prognóstico para meduloepiteliomas seja em geral bom, casos negligenciados podem evoluir para doença metastática. O tratamento precoce da lesão, no estadio intra-ocular ou orbitário, parece ser curativo.

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P 223
LINFOMA PRIMÁRIO DE GLÂNDULA LACRIMAL

Patricia Lury Fuke, Lílian Midori Sameshima, Ronaldo Yuiti Sano, José Vital Filho

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Relatar dois casos ilustrativos, que apresentaram sinais clínicos distintos para o mesmo diagnóstico de linfoma de glândula lacrimal. Material e Método: Caso 1: paciente de 74 anos apresentando abaulamento em região temporal superior do olho esquerdo e exoftalmo há 6 meses. Referia diminuição da acuidade visual e restrição a abdução deste mesmo olho. Após realização de exames diagnósticos, foi realizada exérese da lesão. Caso 2: Paciente de 65 anos apresentava massa em topografia de glândula lacrimal esquerda, móvel, de consistência fibroelástica, há 6 meses. Após exame de imagem, foi submetido à biópsia excisional com orbitotomia súpero lateral e posterior radioterapia. Resultados: O anátomo-patológico indicou linfoma linfocítico não Hodgkin em ambos os casos. Conclusão: Observando-se os dois casos conclui-se que uma mesma patologia pode se apresentar de formas diferentes, mas que no entanto, seu reconhecimento e tratamento adequado podem levar a um bom prognóstico.

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P 224
MELANOMA PRIMÁRIO DE CORÓIDE EM PACIENTE COM ANTECEDENTE DE CARCINOMA DE MAMA - RELATO DE CASO

Fernando Crosta, Sylvia Regina Temer Cursino, José Vital Filho, Maria do Carmo Aiko Makino

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Relatar um raro caso de melanoma primário de coróide em uma paciente com antecedente de carcinoma de mama. Material e Método: Realizado exame oftalmológico em paciente do sexo feminino de 67 anos de idade com queixa de baixa acuidade visual e antecedente de carcinoma de mama tratado com mastectomia esquerda há três anos. Ao exame oftalmológico a paciente apresentava acuidade visual com melhor correção no OD:0,2 e OE:0,9, nenhuma alteração no exame externo, pressão intra-ocular 14 mmHg AO e biomicroscopia sem alterações. No exame fundoscópico foi constatado descolamento de retina temporal e massa subretiniana elevada no olho direito e degeneração macular relacionada à idade em ambos os olhos. A ultra-sonografia mostrou, no olho direito, nos meridianos das 8 às 10 horas, massa sólida, homogênea, de refletividade média-baixa, de superfície regular que media cerca de 13,7 mm (anteroposterior) por 17,1 mm (laterolateral) e altura de 9,1 mm. Optou-se pela enucleação do olho direito com hipótese diagnóstica de melanoma de coróide. Resultado: O exame anatomopatológico demonstrou melanoma maligno de coróide tipo fusiforme B. Conclusão: Na abordagem inicial da paciente, a principal suspeita era carcinoma metastático de coróide, embora o seguimento clínico, laboratorial e com exames de imagem não revelava nenhum foco de metástase desde a cirurgia mamária. A ultra-sonografia ocular foi o primeiro dado que contrariou tal suposição. No presente caso, a diferenciação do tumor, metastático ou primário, foi de fundamental importância clínica, uma vez que, após o diagnóstico de melanoma primário de coróide, excluiu-se a hipótese inicial de metástase da neoplasia pregressa, bem como iniciou-se novo estadiamento frente a nova neoplasia.

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P 225
SCHAWANNOMA DO NERVO ÓPTICO – RELATO DE CASO

Fabiana Rega Gallucci, José Vital Filho, José Wilson Cursino, Sylvia R. T. Cursino

Santa Casa de São Paulo

Um homem de 65 anos de idade apresentou história de proptose indolor à direita há seis meses, sem outras manifestações associadas. Foi realizada uma orbitotomia lateral, sendo completamente retirada uma massa bem definida e encapsulada. A análise histopatológica revelou um tumor composto de células alongadas dispostas em ambos os padrões Antoni-A e Antoni-B. O diagnóstico foi neurilemoma orbitário (óptico), o qual é um tumor bastante raro.

 
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