Volume 65 - fascículo 4 Resumo dos Painéis do XV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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P 176 A ocorrência de casos de corpo estranho (CE) ocular é bastante comum em serviços de urgência oftalmológica, representando a causa mais importante de trauma ocular. A alta freqüência dos episódios, a fácil forma de prevenção e as possíveis complicações oculares, podendo levar inclusive à cegueira, motivaram este estudo que tem como objetivo descrever os aspectos morfológicos, epidemiologia e prevenção relacionados ao problema. Foi realizado estudo randomizado e prospectivo de 302 pacientes atendidos no serviço de urgência oftalmológica da Clínica Raskin, Campinas - SP, no período de maio a dezembro de 2000, sendo realizados inquérito epidemiológico, medida da acuidade visual, inspeção, biomicroscopia de segmento anterior, medida do corpo estranho, oftalmoscopia direta e indireta, radiografia de órbita e ultra-sonografia ocular, sendo, estes três últimos procedimentos, realizados apenas em pacientes com suspeita de CE intra-ocular. Como resultado da pesquisa encontramos uma incidência maior em pacientes do sexo masculino (95,03%), com faixa etária entre 20 e 49 anos (78,48%) e que não estavam utilizando equipamento de proteção individual - EPI (52,65%). O grupo de profissionais mais acometidos foi os serralheiros (25,17%) e o EPI mais utilizado, óculos com proteção lateral (55,97%). As principais queixas clínicas referidas foram sen-sação de CE (79,80%), dor ocular(13,58%) e irritação(8,61%). À biomicroscopia observamos hiperemia conjuntival e injeção ciliar em 93,71 e 24,83% dos pacientes, respectivamente. O tipo de material freqüentemente envolvido, metálico (71,19%), sendo a principal estrutura ocular afetada, a córnea (82,79%), principalmente em quadrantes inferiores. Constatamos, neste estudo, diversas formas de negligência de normas de segurança do trabalho, falta de uma política preventiva direcionada e total inobservância a trabalhos anteriormente publicados sobre o tema. Enfatizamos, enfim, a urgente necessidade de uma maior conscientização dos fatores preventivos, sugerindo algumas medidas neste sentido. |
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P 177 Objetivo: Analisar as causas de insucesso na Campanha de Catarata de 2001 em Mogi das Cruzes. Casuística e Método: Na Campanha de Catarata de Mogi das Cruzes de 2001, foram examinados 983 pacientes. Destes, foram selecionados 466 pacientes (47,4%) com acuidade visual menor ou igual a 0,4 e encaminhados à Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes para exame oftalmológico. Dos pacientes encaminhados, 146 (31,3%) apresentavam catarata e tiveram indicação cirúrgica. Foram colhidos dados dos prontuários e anotadas as informações sobre as causas pelas quais a cirurgia não foi realizada. Resultados: Dos 146 pacientes da Campanha de Catarata em Mogi das Cruzes em 2001 com indicação cirúrgica, a cirurgia foi realizada em 83,8% dos pacientes. As principais causas de suspensão da cirurgia foram: condição clínica desfavorável (37%), condição ocular desfavorável (21,8%), ansiedade e não-cooperação do paciente (17%) e não comparecimento do paciente (15,2%). Conclusão: O melhor controle clínico e planejamento do preparo pré-operatório destes pacientes, através de orientações sobre o procedimento cirúrgico, permitirá aumentar os resultados favoráveis nas próximas campanhas e aumentar o número de cirurgias realizadas. |
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P 178 Objetivo: Descrever as alterações vítreo-retinianas da toxocaríase ocular periférica observadas pela biomicroscopia ultra-sônica (UBM). Materiais e Método: Estudo descritivo de 12 pacientes com toxocaríase ocular forma periférica com diagnóstico clínico e confirmação laboratorial pelo método ELISA. Foram estudados 12 olhos de 12 pacientes pertencentes a ambos os sexos e sem restrição de faixa etária. Após consentimento informado, os pacientes foram submetidos ao exame de UBM no olho afetado sob anestesia tópica. Resultados: Os achados mais freqüentes foram: membranas vítreas (10 casos), pseudocistos (6 casos) e granuloma periférico (6 casos). Achados menos freqüentes incluíram: formações císticas (3 casos), descolamento de retina periférico (3 casos), espessamento do corpo ciliar (2 casos), retificação da raiz da íris (2 casos) e sinéquias posteriores (1 caso). Conclusão: A UBM é um exame complementar útil ao esclarecimento diagnóstico em casos de toxocaríase ocular periférica, desde que o padrão de suas alterações seja devidamente conhecido. |
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P 179 Objetivo: Avaliar a incidência de déficit visual entre crianças com baixo rendimento escolar matriculadas na primeira série do ensino fundamental em escolas públicas da cidade de Curitiba. Material e Método: Foram examinadas por um único oftalmologista 178 crianças com baixo rendimento escolar, idade entre 6 e 12 anos, no período de outubro de 1998 a dezembro de 2001. Avaliou-se a acuidade visual com a tabela de Snellen, refração subjetiva e objetiva sob cicloplegia. Analisando o olho de melhor acuidade visual classificou-se os pacientes quanto a refração em A) emétrope, B) com erro refrativo até 3,00D, C) de 3,25 a 6,00D, D) acima de 6,25D. Classificou-se ainda a ametropia em miopia; hipermetropia; astigmatismo miópico, hipermetrópico e misto. Os pacientes foram considerados emétropes quando apresentaram miopia até 0,5D, hipermetropia até 1,0D e astigmatismo até 0,5D, de acordo com as orientações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para a Campanha Olho no Olho. Resultados: A acuidade visual inicial do melhor olho variou de 20/20 a 20/400 sendo que 110 crianças (62%) apresentaram acuidade de 20/20 e 68 (38%) apresentaram acuidade menor que esta. Quanto à refração 112 (62%) pacientes foram considerados emétropes, 44 (25%) com erro refrativo até 3,00D, 17 (10%) entre 3,25 a 6,00D e 5 (3%) acima de 6,25D. Quanto ao tipo de ametropia, das 66 crianças amétropes, 21 (32%) apresentaram astigmatismo miópico, 13 (20%) miopia, 10 (15%) astigmatismo misto, 16 (24%) astigmatismo hipermetrópico, 6 (9%) hipermetropia. Conclusão: Em nosso estudo, 38% das crianças com baixo rendimento escolar precisaram de correção óptica. Esta incidência é menor do que a encontrada na literatura quando se utiliza amostras formadas por todos os escolares, não somente os com baixo rendimento escolar. Assim sendo, não podemos relacionar déficit visual com o baixo rendimento escolar. |
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P 180 Paciente adulto, oriental, admitido no serviço de triagem oftalmológica com queixa vaga de dor ocular em ambos os olhos há tempos. Ao exame, foi observada massa de coloração escura retro-iriana em olho direito às três horas, com o restante do exame sem alterações. Foi feita a hipótese diagnóstica de melanoma. À US foi revelado um esboço de imagem cística sendo solicitado a UBM que revelou múltiplos cistos em olho direito. Uma vez diagnosticada a presença de lesões retro-irianas, e o paciente evoluindo assintomaticamente, orientamos acompanhamento clínico-oftalmológico. |
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P 181 Objetivo: Os autores apresentam uma avaliação estatística de cinco anos do Projeto Boa Visão, correspondente ao período de outubro de 1995 a dezembro de 2000. Métodos: Dentre 94.583 escolares das escolas públicas municipais de Goiânia, 16.806 (17,76%) foram selecionados para exame oftalmológico na unidade volante do Projeto. Resultados: Após 5 anos do início deste Projeto, apresentamos os resultados relativos a acuidade visual, refratometria, biomicroscopia, fundoscopia e paralelismo ocular. Foram prescritos 6.290 óculos e realizadas 127 cirurgias. Conclusão: O número de alunos necessitando de avaliação oftalmológica, procedimentos cirúrgicos realizados, exames complementares e correções prescritas, comprovam a importância do diagnóstico e tratamento de patologias oculares na prevenção da cegueira e melhora na qualidade de vida, sobretudo na infância. |
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P 182 Objetivo: Este estudo tem o propósito de descrever o perfil oftalmológico de uma população com características peculiares, estimando a prevalência de doenças oculares e emitir análise crítica dos resultados. Fornece ainda material para possível monitoramento de algumas das principais desordens oftalmológicas. Tipo de estudo: "Survey" descritivo. Local: Colônia Witmarsun, de colonização alemã. Participantes: Pacientes com idade mínima de 12 anos que se apre-sentaram voluntariamente para exame oftalmológico após divulgação nos meios de comunicação local e no hospital. Método: Aplicação de um questionário estruturado pelos próprios pesquisadores no momento da consulta oftalmológica. Resultados: Foram atendidos neste mutirão 14,10% da população local. A idade média foi de 37,91 anos com mínima de 12 (estabelecida na triagem) e máxima de 89 anos. 57,45% tinham como nível de escolaridade o primeiro grau incompleto 41,13% nunca haviam consultado um oftalmologista. Os principais motivos relatados pelo adiamento da consulta oftalmológica foram: boa acuidade visual (46,55%), dificuldades financeiras (43,10%) e de locomoção (10,35%) 88,89% tinham acuidade visual de 20/40 ou melhor no melhor olho sem correção. Foram identificados erros refracionais em 43,10% Foram receitados óculos para 51,06% dos pacientes e 4,25% foram encaminhados para avaliação complementar ou cirurgia. Conclusões: Observou-se um baixo nível sociocultural na população estudada além de baixa cobertura de exame oftalmológico. As ametropias foram a principal causa de déficit visual e o Isolamento regional é um dos responsáveis pela falta de acesso ao exame, além de dificuldades financeiras. |
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P 183 Objetivo: Determinar a incidência no abuso do uso de medicações tópicas oculares prévias ao atendimento no pronto socorro oftalmológico do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC). Método: Foram entrevistados todos os pacientes acima de 14 anos atendidos no pronto socorro oftalmológico do HUEC em uma semana, num total de 137. Considerou-se automedicação o uso de medicamento por conta própria, aquisição de medicamento na farmácia sem consulta médica prévia e também o uso de drogas indicadas por amigos ou parentes. Resultados: Dos 137 pacientes, 87 (63,50%) eram do sexo masculino e 50 (36,5%) do sexo feminino, com idade entre 14 e 84 anos (média 35,81 anos). A alta medicação foi realizada por 27 (19,70%) pessoas. Os colírios anestésicos foram usados por 8 (29,63%) pacientes que se automedicaram; 4 (14,82%) fizeram uso de colírios e pomadas de antibiótico associada com corticóide; 12 (44,45%) usaram colírios vasoconstritores; 1 (3,71%) utilizou colírio antibiótico e 2 (7,42%) utilizaram outras substâncias. Conclusão: A incidência de automedicação na população em estudo foi de 19,70%. Vários fatores contribuem para esta prática, como o aspecto inofensivo dos colírios, a facilidade de administração e o fácil acesso às drogas oftalmológicas diretamente nas farmácias. Há de se combater a automedicação através de campanhas que alertem quanto aos perigos para os olhos e, consequentemente, para a visão. |
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P 184 Objetivo: Avaliar o grau de conhecimento e utilização da oftalmoscopia direta pelo médico residente em Clínica Médica e ressaltar a importância deste exame como procedimento de rotina durante o exame físico geral. Material e Método: Foram analisados 31 médicos residentes em Clínica Médica de três diferentes hospitais-escola em Curitiba, através de protocolo com questões relacionadas à utilização, aprendizado e conhecimento sobre oftalmoscopia direta. Resultado: De um total de 31 médicos residentes avaliados, dezenove (61,3%) possuem oftalmoscópio e dezoito (58%) afirmaram saber utilizá-lo corretamente. Dezessete entrevistados (54,8%) foram ensinados durante a graduação a executar tal procedimento, e dezoito (58%) são orientados por seus preceptores a incluir a oftalmoscopia direta como parte do exame clínico. Um médico residente (3,2%) efetua a fundoscopia rotineiramente, e vinte e sete (87,2%) não se sentem seguros na realização deste exame. Vinte e sete (87,2%) e vinte e cinco (80,7%) dos entrevistados observaram, respectivamente, que seus colegas de residência e preceptores não realizam a fundoscopia. Todos os avaliados (100%) acreditam que a oftalmoscopia direta deve fazer parte do exame clínico geral. Com relação às patologias sistêmicas nas quais a oftalmoscopia direta pode ter utilidade no diagnóstico e acompanhamento, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hipertensão intracraniana, toxoplasmose, citomegalovirose foram as doenças mais frequentemente citadas. Conclusão: A totalidade dos médicos residentes avaliados acredita que a oftalmoscopia direta deve ser parte integrante do exame clínico geral. Entretanto, 96,8% não realizam o exame rotineiramente. |
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P 185 Introdução: A miastenia gravis é um distúrbio auto-imune caracterizado por uma redução da disponibilidade dos receptores pós-sinápticos de acetilcolina nas terminações nervosas das placas motoras de músculos esqueléticos. Ela resulta em enfraquecimento progressivo e fadiga da musculatura voluntária, afetando uma proporção de 2 mulheres para cada homem. Sua classificação distingue as formas progressiva, recidivante e ocular. O envolvimento ocular está presente em 90% dos casos, sendo a manifestação inicial em 60% dos pacientes. As alterações mais freqüentes são a ptose bilateral ou assimétrica, diplopia e movimentos nistagmoídes. Relato de Caso: Em 1996 a paciente S.M.S., feminina, com 21 anos, iniciou quadro de ptose palpebral em olho esquerdo e que evoluiu comprometendo o olho direito. Foi diagnosticado miastenia gravis, após avaliação clínica motivada pela queixa de diplopia e ptose palpebral. No ano de 1997 realizou tratamento farmacológico com Mestinom, Meticorten e Slow K e foi submetida a timectomia, continuando após com o tratamento clínico e acompanhamento. Neste período apresentou melhora progressiva com episódios de ressurgimento e remissão da ptose até abril de 2001, onde parou com seu tratamento clínico por conta própria. Procurou o serviço do Instituto Benjamin Constant com queixa de visão dupla. Foi submetida a anamnese e exame físico, direcionados ao distúrbio ocular, pesquisa da motricidade ocular e pesquisa objetiva e subjetiva do defeito refracional sendo feita sua correção esférica e prismática, conseguindo com os prismas normalizar o quadro de diplopia. Discussão: O uso de prismas pode ser útil em casos de diplopia relacionada a miastenia gravis quando há paresia ou paralisia e deseja-se uma correção de desvio vertical da imagem nestes pacientes. |
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P 186 Objetivo: Avaliar a influência do diabetes sobre a camada de fotorreceptores (camada de cones e bastonetes e camada nuclear externa) da retina de ratos diabéticos. Material e Método: Foi realizado experimento prospectivo, utilizando 20 ratos da raça Wistar, divididos em dois grupos: Grupo Controle (GC) e Grupo Diabético (GD). A indução do diabetes foi feita por injeção de aloxana, 42 mg/Kg de peso. Os animais foram observados em 3 momentos experimentais: M1- 15 dias após a indução do diabetes, M2- 1 mês após M1 e M3- 12 meses após M1. Nos momentos experimentais M2 e M3 foi realizada enucleação e preparo dos olhos para avaliação sob microscopia óptica e eletrônica de transmissão. Resultados: Os animais do GC em M3 apresentaram aumento de corpos densos e "cistos" glicogênicos na camada de cones e bastonetes e dispersão da cromatina na camada nuclear externa. Os ratos diabéticos de GD em M2 apresentaram as mesmas alterações observadas no GC em M3, em maior intensidade. Observou-se ainda, que os animais do GD em M3 tiveram mais alterações que os do GD em M2. Conclusão: O diabetes provoca lesões progressivas nos fotorreceptores retinianos. |
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P 187 Introdução: As lesões retinianas encontradas na pré-eclâmpsia são há muito estudadas. Vários padrões de acometimento retiniano já foram descritos. Também é descrita a diferenciação entre quadros de pré-eclâmpsia "pura" e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta, baseada em achados oftalmoscópicos. As lesões orgânicas (exsudatos duros, hemorragias e alterações nos cruzamentos artério-venosos) parecem ser encontradas apenas na última entidade. Métodos: Neste estudo, vinte gestantes (13 com pré-eclâmpsia "pura" e 7 com hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta) tiveram dados de seus prontuários coletados e foram submetidas à oftalmoscopia indireta. Resultados: Maior número de multíparas foi observada na amostra, estando 14 (70%) pacientes na sua segunda gestação ou mais e, apenas 6 (30%), na sua primeira gestação. As pressões diastólica e sistólica médias das pré-eclâmpticas foi significativamente menor que as do grupo das hipertensas com pré-eclâmpsia sobreposta (P<0,05). A alteração retiniana mais encontrada foi a vasoconstrição, ocorrendo em 55% das pacientes, sendo seguida por manchas amareladas opacas, presentes em 50% das gestantes e atrofia do epitélio pigmentar, observada em 40% dos casos. Não foram observados exsudatos duros ou hemorragias em nenhuma (0%) paciente do grupo da pré-eclâmpsia contra 1 (14,3%) e 2 (28,6%) pacientes, respectivamente, no grupo da hipertensão. Alteração nos cruzamentos artério-venosos foi observada em 2 (15,4%) pacientes do grupo da pré-eclâmpsia contra 4 (57,1%) do grupo da hipertensão. Conclusões: A oftalmoscopia mostrou-se, portanto, um recurso útil na diferenciação entre pré-eclâmpsia "pura" e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta. A lesão retiniana mais freqüentemente encontrada na pré-eclâmpsia é a vasoconstrição arteriolar, com incidência de 55%, seguida de perto pela mancha amarelada opaca, presente em 50% e a atrofia do epitélio pigmentar, observada em 40% das gestantes desta amostra. |
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P 188 Objetivo: Determinar o conhecimento da retinopatia diabética e a sua relação com fatores sócio-econômicos e culturais de pacientes diabéticos do sul do Brasil. Métodos: Realizamos um estudo prospectivo que incluiu 200 pacientes diabéticos que procuraram o serviço de oftalmologia da Santa Casa de Porto Alegre no período de junho de 2000 a março de 2002. Os pacientes incluídos neste estudo foram solicitados a responder um questionário sobre suas características sócio-demográficas, variáveis clínicas, dados relacionados a doença ocular e seu conhecimento a respeito da mesma. Em seguida, foram submetidos a um exame oftalmológico completo e estadiamento da retinopatia diabética. Resultados: Este estudo sugere significativa e direta associação entre o conhecimento da retinopatia diabética com o nível de instrução (p<0,05) e renda familiar (p=0,027) e descarta associação com níveis glicêmicos, acuidade visual, estágio da retinopatia e acompanhamento oftalmológico. Dados estatísticos sugerem uma tendência à correlação com tipo de diabetes (a doença ocular é mais conhecida pelos diabéticos tipo 1) e distância dos centros de tratamento (pacientes mais distantes dos grandes centros estariam menos informados a respeito da doença ocular). Entretanto, para confirmar estas tendências, deveriam ser incluídos um número maior de pacientes neste estudo. Discussão: O conhecimento do paciente diabético a respeito da sua doença ocular está intimamente associada com o grau de instrução e renda familiar do paciente, ao contrário do que afirmam algumas publicações, o acompanhamento oftalmológico não foi determinante na orientação desta amostra de pacientes diabéticos. |
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P 189 Objetivo: Verificar a freqüência de toxoplasmose ocular e de outras pato-logias oftalmológicas em pacientes HIV positivos do HDT/SES-GO. Métodos: Foram examinados através de anamnese, ectoscopia e oftalmoscopia binocular indireta, um total de 71 pacientes no período de 07/01/01 a 26/09/01 no HDT-GO, portadores de AIDS. Resultados: Foram incluídos 26 mulheres (36,6%) e 45 homens (63,4%), com idade média de 34,6 anos. Quanto à faixa etária 46 pacientes (64,8%) ficou entre 21 e 40 anos. Com relação a via de transmissão 58 pacientes (81,7%) adquiriram a infecção através de contato sexual apenas, 1 (1,4%) por abuso de drogas EV ao usarem seringas contaminadas, 3 (4,2%) relataram contato sexual e abuso de drogas endovenosas, 3 (4,2%) referiram contato sexual sem proteção e transfusão sangüínea, 3 (4,2%) por contaminação transplacentária e 1 (1,4%) pacientes por transfusão sangüínea somente e 2 (2,8%) desconhecem a forma de contágio. Com relação a preferência sexual a maioria 62 (87,3%) dos pacientes eram heterossexuais. 66 pacientes apresentaram queixa ocular (93,0%) e dos 5 (7,0%) que não manifestaram alteração alguma, 1 paciente ao exame de fundo do olho apresentava placas de coriorretinite em atividade bilateral. Encontramos 29 (40,84%) pacientes com alterações patológicas no pólo posterior ocular, sendo por ordem de freqüência: 1º) Alterações relacionadas ao HIV (manchas algodonosas): 12 pacientes (16,90%); 2º) Citomegalovirose: 7 pacientes (9,86%); 3º) Toxoplasmose: 6 pacientes (8,45%); 4º) Alterações neuro-oftalmológicas (neurocriptococose): 2 pacientes (2,81%) Papiledema: 1 paciente Atrofia óptica: 1 paciente 5º) Sífilis: 1 paciente (1,41%). 6º) 1 paciente de causa indeterminada (1,41%). Conclusão: A retinite por CMV foi a alteração mais comum, seguida por toxoplasmose ocular. |
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P 190 Objetivo: Avaliar os efeitos da ingestão crônica de etanol nos fotorreceptores retinianos de ratos adultos. Métodos: Foi realizado estudo experimental prospectivo, utilizando 4 ratos que receberam água pura (grupo controle – GC) e 5 que receberam mistura de água e etanol (grupo "tratado" – GT) por 40 semanas. Após o sacrifício, os olhos foram removidos e a retina preparada para exame ultra-estrutural, avaliando-se as camadas de cones e bastonetes e a camada nuclear externa por meio de microscopia eletrônica de transmissão. Resultados: A comparação entre os 2 grupos mostrou menor número de mitocôndrias nos mióides do GT, assim como espaçamento entre os núcleos e presença de grumos de cromatina e núcleos picnóticos na camada nuclear externa. Conclusão: Os achados sugerem que a exposição crônica ao etanol induz a ocorrência de degenerações na camada fotorreceptora da retina em ratos. |
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P 191 Objetivo: Analisar um caso familiar de retinose pigmentar primária no Serviço de Retina do Hospital Escola Wladimir Arruda da Universidade de Santo Amaro, em São Paulo, no período de março de 2001 a março de 2002. Material e Método: Estudamos uma família procedente de Iraquora (BA), sem antecedentes familiares de retinose pigmentar primária, ou consangüinidade. Dos oito irmãos, quatro apresentaram história clínica compatível com a doença, porém, somente três submeteram-se ao estudo, baseado no exame oftalmológico e exames complementares: VDRL, retinografia, campo visual manual, eletrooculograma e eletroretinograma. Resultados: Obtivemos a confirmação do diagnóstico de retinose pigmentar primária, mediante o quadro clínico, VDRL não reagente em todos os pacientes, exames de fundo de olho e retinografias com graus variáveis de palidez do disco óptico, atrofia retiniana, atenuação do contorno vascular e pigmentação da retina com aspecto granular semelhante a osteoclastos. Todos os pacientes apresentaram campo visual manual tubular, sendo que dois deles com eletroretinograma e eletrooculograma subnormal e outro com eletroretinograma extinto e eletrooculograma normal. As características do acometimento familiar da doença mostraram-se típicas de herança autossômica recessiva. Conclusão: Como a gravidade da doença leva a maioria dos casos a um quadro de cegueira legal, torna-se imperativa a adequada orientação dos pacientes acometidos e de seus familiares, através da realização de aconselhamento genético que visa diminuir a incidência da doença. É essencial o acompanhamento dos pacientes pelo setor de visão subnormal para avaliação da possibilidade de uso de auxílios ópticos para melhora da acuidade visual e da qualidade de vida. A retinose pigmentar representa um desafio incentivando novas pesquisas científicas na busca de um tratamento eficaz, contribuindo assim para a evolução da Medicina. |
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P 192 Objetivo: Definir o efeito, o risco e a incidência de complicações retinianas após o Laser In Situ Keratomileusis (LASIK) em olhos míopes. Métodos: Em um estudo prospectivo, 200 olhos de 100 pacientes, 49 homens e 51 mulheres, com uma idade média de 29,7 anos, foram submetidos a uma exame de pólo posterior completo antes e 1 semana, 1, 3 e 12 meses depois de LASIK simultânea bilateral para a correção de miopia. A média do equivalente esférico era de -7,75 Dp (variando de -1,00 a -17,25 Dp). Tratamento preventivo foi realizado em lesões predisponentes a complicações retinianas, com laserterapia, antes da realização do LASIK. Resultados: Antes da cirurgia, os achados oftalmológicos foram: 86 olhos (43%) não apresentaram nenhuma anormalidade periférica, 49 (24,5%) apresentavam degeneração em paliçada (lattice), 18 (9%) branco sem pressão, 5 (2,5%) branco com pressão, 33 (16,5%) degeneração orocoroidal, 6 (3%) degeneração pavimentosa, 45 (22,5%) descolamento do vítreo posterior, 20 (10%) tração vítreo-retiniana e 12 (6%) buracos retinianos. Comparando a incidência dos achados antes e após 1 semana, 3 meses e um ano da cirurgia, não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Conclusão: Embora já tenham sido descritas complicações retinianas após LASIK, nossos dados não revelaram uma relação de causa-efeito entre o erro refrativo/procedimento realizado e complicações retinianas. As mudanças retinianas achadas após o LASIK nesta série de pacientes parecem refletir a predisposição natural dos míopes. |
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P 193 Objetivos: Com o objetivo de atender à população portadora de retinopatia diabética avançada, foi implantada uma campanha de prevenção à cegueira nos moldes propostos pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, financiada pelo Ministério da Saúde. Métodos: Estudo prospectivo de seguimento onde os pacientes são triados no ambulatório de Oftalmologia da ISCMPA e submetidos a exame oftalmológico completo, sendo encaminhados ao tratamento a laser de acordo com o estadiamento da retinopatia diabética. Foram registradas anamnese, aferição da acuidade visual e mapeamento da retina com oftalmoscópio indireto para classificar o estágio da retinopatia diabética. Resultados: De um total de 150 pessoas, 100 apresentavam diabete melito (66%), com média de idade 58,2 anos, e um desvio padrão de 11,3 anos. As mulheres representaram 51,3% da amostra, e os homens, 48,7%. A incidência de indivíduos cegos é de 3,4%. A maioria dos diabéticos (33,8%) apresentou uma acuidade visual entre 20/70 e 20/200. Dos indivíduos com diabete melito, 63% foram encaminhados para fotocoagulação a laser. Destes, 33 pacientes (52,4%) apresentavam RDNP moderada, 24 pacientes (38,1%) apresentavam RDP e 6 (9,5%) apresentaram edema macular com RDNP leve. Os indivíduos apresentavam em média 10,03 anos de diabete. Conclusões: Os resultados parciais demonstrando percentuais elevados de indicação de fotocoagulação na prevenção à cegueira em pacientes com retinopatia diabética demonstram a magnitude desta campanha. Torna-se imprescindível divulgar a prevenção. |
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P 194 Introdução: A Amaurose congênita de Leber é uma distrofia retiniana clinica e geneticamente heterogênea, caracterizada por baixa acuidade visual ou cegueira ao nascimento ou dentro dos primeiros dez anos de vida, nistagmo, reflexo pupilar ausente ou severamente reduzido, aparência normal ou anormal do polo posterior e ausência ou severa redução da atividade elétrica retiniana. Relato de caso: RRGM, 13 anos, masculino, com história de baixa acuidade visual desde o nascimento. Evoluiu com redução da acuidade visual, lacrimejamento, fotofobia e prurido ocular. Ao exame oftalmológico encontrou-se nistagmo horizontal bilateral com má fixação, acuidade visual em ambos os olhos: percepção luminosa, papila pálida, mácula com alterações na pigmentação, ausência de reflexo foveal, estreitamento arteriolar difuso, atrofia corior-retiniana difusa, pigmentos "tipo osteoclastos" e fundus em "sal e pimenta". Ao eletrorretinograma: resposta funcional retiniana e neural abolidas, bilateralmente. Discussão: O paciente atendido em nosso serviço apresenta alterações semelhantes a outros casos relatados na literatura. A maioria dos pacientes cursam com aparência normal do pólo posterior ou apresentam alterações discretas da granularidade do epitélio pigmentar e leve atenuação dos vasos. É possível que outros fatores além de uma simples mutação genética tenham um papel na heterogeneidade clínica desta desordem, já que menos de um terço dos pacientes apresentaram mutação genética. |
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P 195 Objetivo: Comparar resultados subjetivos (satisfação dos pacientes) aos dados objetivos (melhora da acuidade visual – AV) após o tratamento de DMRI e/ou MNVSR por TTT. Método: Foram avaliados retrospectivamente 23 prontuários de pacientes com diagnóstico angiofluoresceinográfico de DMRI submetidos a uma única aplicação de TTT. Observou-se a acuidade visual antes e um mês após a aplicação de TTT, e a satisfação dos pacientes com o tratamento. Resultados: Avaliamos 23 pacientes, com idades variando entre 53 e 88 anos (média 74,08), dos quais 15 eram do sexo feminino, e 8 do sexo masculino. Foram encontrados 12 olhos com melhora da acuidade visual, 6 olhos sem alteração da acuidade visual, 6 olhos com acuidade visual piorada. Em relação à satisfação, os resultados obtidos foram: muito satisfeitos (4 olhos), satisfeitos (13 olhos), insatisfeitos (7 olhos) e ainda cruzando-se os dados obteve-se muito satisfeitos com melhora da AV (3 olhos) e muito satisfeitos sem melhora da AV (1 olho); satisfeitos com melhora da AV (7 olhos), satisfeitos sem melhora da AV (3 olhos), e satisfeitos com piora da AV (3 olhos); insatisfeitos com melhora da AV (2 olhos), insatisfeito sem melhora da AV (2 olhos), e insatisfeitos com piora da AV (3 olhos).Conclusão: Em relação à acuidade visual, esta foi melhorada em 12 olhos, dos 24 estudados; a quantidade de pacientes muito satisfeitos ou satisfeitos atingiu a quantidade de 17 olhos, no intervalo de um mês. Observando-se os resultados acima, pode-se considerar a TTT como uma terapia alternativa ou adjuvante para o tratamento de DMRI. |
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P 196 Objetivo: Os autores descrevem o caso de uma paciente que teve como diagnóstico a síndrome de "topless". Material e Métodos: Paciente que em consulta oftalmológica relatava diminuição da visão desde a infância. Ao exame observou-se acuidade visual de 0,6 e 0,1, no olho direito e esquerdo, respectivamente. À fundoscopia visualizou-se desnudamento do trajeto superior da artéria central da retina; afinamento do leito peripapilar superior do nervo óptico; crescente peripapilar superior e palidez superior da papila. Na perimetria constatou-se diminuição global de sensibilidade, escotoma relativo nos quadrantes superiores e déficit visual inferior. Resultados: a paciente apresentou anormalidades compatíveis com síndrome de "topless" que consiste em hipoplasia do segmento superior do disco óptico. Conclusões: Como o diagnóstico dessa síndrome nem sempre é realizado, torna-se importante que se atente aos achados anômalos do disco óptico para que seja feito a avaliação adequada. Além de enfatizar que essa doença não ocorre apenas em filhos de mães portadoras diabete mellitus tipo I. |
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P 197 Descrevemos um caso de atrofia ocular unilateral em um recém-nascido prematuro com retinopatia da prematuridade no estadio 4a (descolamento de retina periférica, sem comprometimento macular) na zona II (área compreendida entre o polo posterior e o equador temporal e a periferia nasal), no olho direito; e estadio 3 (neovascularização vítreo-retiniana) na zona II, em olho esquerdo; associados à doença plus, após realização de crioterapia em ambos os olhos. |
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P 198 Objetivo: Relatar um caso de avulsão do nervo óptico após coice de cavalo. Método: Paciente 16 anos, masculino, sofreu trauma contuso, em olho direito, ao receber um coice de cavalo na região do globo ocular/órbita. O paciente foi submetido a exame oftalmológico, retinografia, ecografia ocular, raio-X de face, e tomografia computadorizada de crânio e órbita. Resultado: Ao exame oftalmológico era impossível a visualização do pólo posterior por causa de uma densa hemorragia vítrea. Os exames complementares, tomografia computadorizada de crânio e órbita e ultra-sonografia ocular, não evidenciaram as alterações sugestivas de avulsão completa do nervo óptico. O paciente foi submetido a vitrectomia posterior via pars plana e no per-operatório foi diagnosticado a avulsão completa do nervo óptico. Conclusão: A avulsão do nervo óptico é uma complicação pouco freqüente após trauma, e os meios diagnósticos atuais nem sempre conseguem evidenciá-la com precisão. |
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P 199 A retinite esclopetária representa uma ruptura corioretiniana, com presença de esclera intacta, provocada por qualquer projétil que atinja a órbita em alta velocidade. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de retinite esclopetária em um paciente de 47 anos após agressão por arma de fogo. Discutiremos o quadro clínico, fisiopatologia, diagnóstico, evolução e condutas desta patologia. |
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P 200 Objetivo: Observar a incidência de retinopatia da prematuridade na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba de 1 de janeiro a 31 de outubro de 2001. Método: Foram avaliados prospectivamente 64 recém-nascidos com peso de nascimento igual ou inferior a 1750 g e/ou idade gestacional menor que 35 semanas. Os recém-nascidos foram examinados por um único oftalmologista na segunda, quarta e sexta semanas de vida. Aqueles que desenvolveram retinopatia da prematuridade foram examinados a cada 2 semanas até a regressão da patologia. Resultados: A retinopatia da prematuridade foi encontrada em 8 (12,5%) das crianças estudadas. Os recém-nascidos que desenvolveram retinopatia da prematuridade apresentaram idade gestacional média de 31,25 semanas e peso de nascimento médio de 1171,5 g. De acordo com a Classificação Internacional da Retinopatia da Prematuridade foram encontrados 7 (87,5%) casos no estágio 1 e um caso (12,5%) no estágio 2. Houve regressão da patologia em todos os casos. Conclusão: A incidência de retinopatia da prematuridade no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba entre os recém-nascidos considerados de risco foi de 12,5%. |
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P 201 Objetivo: Analisar uma família onde alguns membros provavelmente possuem variações de penetrância da retinite punctata albescens e avaliar os diagnósticos diferenciais. Materiais e Métodos: Avaliamos através de acuidade visual, biomicroscopia, exame de fundo de olho, eletroretinograma, campo visual e angiofluoresceínografia uma família com indivíduos com alterações fundoscópicas sugestivas de retinitis punctata albescens. A paciente que iniciou o estudo apresentava alteração macular atrófica que pode acompanhar as variações da retinose pigmentar e retinite punctata albescens. No exame de uma das irmãs da paciente encontramos um quadro sugestivo de fundus albipunctatus. Todos os familiares foram examinados na coleta dos dados para discussão dos possíveis diagnósticos diferenciais. Resultados: Dos indivíduos avaliados, seis apresentaram alguma alteração fundoscópica e três mostraram eletroretinogramas com padrão fora da normalidade. A paciente apresentou um campo visual com alterações tanto de periferia como escotoma central. Conclusão: Nessa família observamos provavelmente uma expressão variada de uma mesma distrofia com penetrância diferente nos diversos indivíduos, embora nesse caso o diagnóstico principal provavelmente é retinite punctata albescens pelas características fundoscópicas, pelos achados de história e eletroretinográficos. |