PAINÉIS
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XV Congresso Brasileiro de Prevenção
da Cegueira e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

| Pág. 01 | Pág. 02 | Pág. 03 | Pág. 05 | Pág. 06 | Pág. 07 | Pág. 08 |

P 106
MICROFTALMIA COM CISTO COLOBOMATOSO ORBITÁRIO

Tânia Pereira Nunes, Houyem Ben-Ayed, Mehrad Hamedani, Serge Morax, Suzana Matayoshi

Fondation Ophtalmologique Adolphe de Rothschild - Paris - França

Objetivo: Descrever três casos de microftalmia congênita associada a cisto colobomatoso orbitário e analisar a importância dos exames complementares no diagnóstico precoce e tratamento adequado. Método: Revisão dos achados clínicos e tratamento cirúrgico dos 3 casos. Resultados: Ultra-sonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e o estudo histológico da massa excisada estabeleceram o diagnóstico preciso de cisto colobomatoso. Conclusão: Microftalmia com cisto colobomatoso orbitário é um raro diagnóstico diferencial dos tumores congênitos orbitários. O diagnóstico precoce e um tratamento adequado são importantes para o bom crescimento órbito-palpebral.

Início da página

P 107
RABDOMIOSSARCOMA DE ÓRBITA – RELATO DE QUATRO CASOS

Lílian Midori Sameshima, José Vital Filho, Andréa Shizue Munemori Amaral, Sylvia Regina Cursino, Ronaldo Yuiti Sano

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Descrever quatro casos clínicos com evoluções distintas de rabdomiossarcoma de órbita, discutindo diagnóstico e tratamento. Material e Métodos: Foram coletados os dados de prontuários de quatro pacientes encaminhados para o nosso serviço. Resultados: Os quatro casos manifestaram-se de formas distintas do ponto de vista clínico e radiológico, evidenciando a multiplicidade de características dessa doença. O ponto em comum foi a rapidez da evolução. Houve demora no diagnóstico dos quatro casos, seja pela impossibilidade de avaliação por especialistas, seja pela grande distância dos centros de referência. Apesar disso, os pacientes apresentaram resposta satisfatória ao tratamento proposto (quimioterapia). Conclusão: Pela rápida evolução e pela gravidade do processo, o diagnóstico precoce nessa doença assume maior importância, pois está diretamente ligado ao prognóstico de vida.

Início da página

P 108
LINFOMA DE SACO LACRIMAL: RELATO DE DOIS CASOS

Lílian Midori Sameshima, Patrícia Lury Fuke, Ronaldo Yuiti Sano, José Vital Filho

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Descrever dois casos de pacientes com quadro clínico e evolução distintos do linfoma de saco lacrimal. Material e Método: Caso 1: paciente de 65 anos com massa endurecida, aderida a planos profundos na topografia da glândula lacrimal há 10 meses. Após 2 semanas apresentou aumento de linfonodos e piora do estado geral, evoluindo para o óbito. Caso 2: paciente de 29 anos com lesão endurecida na região do saco lacrimal direito há 7 meses, após a biópsia excisional o paciente evolui sem outras alterações. Não foram detectados outros focos e o paciente encontra-se em tratamento quimioterápico. Resultados: O resultado histopatológico das biopsias excisionais dos dois pacientes foi Linfoma Linfocítico não Hodgkin de células B. Conclusão: A análise destes casos evidencia a importância da avaliação diagnóstica e terapêutica precoces, com avaliação precisa do estadiamento, nas patologias das vias lacrimais.

Início da página

P 109
APRESENTAÇÃO CLÍNICA INCOMUM DO CARCINOMA DE GLÂNDULA SEBÁCEA

Julie Kobayasi, Tessa de Cerqueira Lemos Mattos, Sylvia Regina Temer Cursino, José Vital Filho, Maria do Carmo Aiko Makino

Santa Casa São Paulo

Objetivo: Descrever uma paciente com apresentação incomum de carcinoma de glândula sebácea. Material e Método: Relato de caso de uma paciente do sexo feminino, com 66 anos, apresentando ao exame externo tumor de pálpebra superior do olho esquerdo com sinais flogísticos há 1 ano. Resultado: Realizou-se exérese do tumor no qual o anátomo-patológico apresentou diagnóstico de carcinoma de glândula sebácea. Conclusão: O carcinoma de glândula sebácea pode se apresentar de forma atípica, e portanto deve-se incluir este tipo de tumor no diagnóstico diferencial dos carcinomas de pálpebras.

Início da página

P 110
CASOS DE RETINOBLASTOMA NA SANTA CASA DE SÃO PAULO DE 1996 A 2001

Paulo Tadeu Komatsu, Sylvia Regina Temer Cursino, Maria do Carmo Aiko Makino, José Vital Filho
Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Os autores apresentam uma comparação dos casos de retinoblastoma tratados entre 1996 e 2001 na Santa Casa de São Paulo com os descritos na literatura médica. Método: Consulta de prontuários médicos e análise de dados como idade do paciente no momento do diagnóstico, apresentação clínica, olho acometido, exames subsidiários, limites da neoplasia primária, presença de metástases e forma de tratamento realizados. Resultados: a idade média dos pacientes no momento do diagnóstico foi de 39,8 meses, 78,4% dos pacientes apresentaram metástases, 28,5% dos pacientes foram tratados com enucleação apenas e 81,5% com enucleação e quimioterapia. Conclusão: A idade dos pacientes no momento do diagnóstico é maior que a encontrada na literatura médica; os pacientes se apresentam em estádio avançado da doença necessitando assim tratamento mais agressivo.

Início da página

P 111
HIDROCISTOMA APÓCRINO DE SACO CONJUNTIVAL - RELATO DE CASO

Luciano de Sousa Pereira, Daniel de Souza Pereira, José Vital Filho, José Wilson Cursino, Sylvia Regina Temer Cursino

Santa Casa de São Paulo

Introdução: O Hidrocistoma apócrino é uma lesão cística rara, que usualmente ocorre na face, podendo acometer as pálpebras a partir da obstrução do ducto de uma glândula de Moll. Objetivo: Descrever um caso de apresentação incomum de Hidrocistoma apócrino. Método: Relato de caso e discussão. Conclusão: O estudo baseia-se na importância de se documentar um caso raro de Hidrocistoma apócrino em localização atípica.

Início da página

P 112
HEMANGIOPERICITOMA DE ÓRBITA: RELATO DE CASO

Carlos Eduardo Harder Esgaib, Sylvia Regina Temer Cursino, Maria do Carmo Aiko Makino, José Vital Filho

Santa Casa de São Paulo

Introdução: O hemangiopericitoma é um tumor extremamente raro e a órbita é um local de envolvimento incomum. Estima-se que não mais de trinta casos da doença tenham sido relatados. A localização deste tumor é muito variada, acometendo também órgãos tóraco-abdominais. Neste trabalho, relatamos um caso de hemangiopericitoma de localização orbitária. Objetivo: Descrever os achados clínico-patológicos de um paciente com hemangiopericitoma. Material e Método: Estudo de caso observado. Resultados: O diagnóstico foi estabelecido pelo exame histológico, auxiliado pelo quadro clínico e radiológico. Conclusão: O hemangiopericitoma deve ser lembrado em casos de tumoração orbitária, apesar de ser muito pouco freqüente.

Início da página

P 113
GLIOMA DO NERVO ÓPTICO – RELATO DE 3 CASOS

Vanessa de Macedo Batista, Maria do Carmo Aiko Makino, José Vital Filho, Sylvia Regina Temer Cursino

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Apresentar 3 casos de glioma do nervo óptico e discutir suas características em relação a literatura mundial. Material e Método: Os 3 casos apresentados foram avaliados clínica e radiologicamente, sendo realizada ressecção extensa do tumor. Resultados: Confirmou-se através do exame anátomo-patológico o diagnóstico de glioma do nervo óptico. Além disso, estes 3 pacientes não apresentavam sinais de neurofibromatose e evoluíram sem sinais de recidiva do tumor até o momento. Conclusão: Considerando-se a dificuldade em se prever, com antecedência, qual será o comportamento do tumor, concordamos com a literatura que devemos tratá-lo como neoplasia.

Início da página

P 114
RELATO DE UM CASO DE ENXERTO DE TECIDO ACELUlAR DE PORCO EM CONJUNTIVA APÓS EXERESE DE UM carcinoma espinocelular

Patrícia Novita Garcia, Ricardo Holzchuh, José Vital filho, Romualdo Rossa, Maria do Carmo Makino

Santa Casa de São Paulo

Neste trabalho descrevemos o caso de uma paciente, M.B.M., 86 anos, sexo feminino, aposentada com tumoração em região nasal inferior de conjuntiva do olho direito móvel, indolor e com presença de neovascularização e grumos atingindo 2 mm da córnea lateral compatível com carcinoma espinocelular em região conjuntival do olho direito. Foi feita exerese dessa tumoração e realizado enxerto de tecido acelular de porco medindo 1,1 cm por 1,0 cm por 0,5 cm recobrindo a área removida; no segmento pós-operatório cinco meses após a cirurgia foi observado total recobrimento do enxerto por tecido conjuntival normal do paciente sem haver qualquer rejeição à esse; olho calmo, presença de pouca retração conjuntival e alguns neovasos na região superior do limbo, sendo, desse modo, a porcina um tecido apto para reconstrução de tecido conjuntival ocular. Como pesquisado na literatura não há relatos de caso referentes a enxertos de porcina em oftalmologia sendo este caso o primeiro relato apresentado. Em nosso caso a porcina se adapta perfeitamente para o recobrimento conjuntival não havendo rejeição ou qualquer outra alteração tecidual; desse modo, o enxerto de tecido acelular de porco torna-se uma opção para reconstrução tecidual em oftalmologia..

Início da página

P 115
PIT DE PAPILA E CISTO ARACNÓIDE EM UMA CRIANÇA COM MIOPATIA CENTRONUCLEAR: RELATO DE CASO

Cecília Tobias de Aguiar Moeller, Norma Allemann, Virginia Laura Lucas Torres, Paulo Góis Manso

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Demonstrar aspectos clínicos e de imagem relacionado às alterações oftalmológicas em um caso de miopatia congênita centronuclear. Material e Métodos: Relato de uma criança, masculina, oito anos de idade, com diagnóstico de miopatia centronuclear e proptose em olho esquerdo. Exame oftalmológico e de exames subsidiários de imagens foram realizados para descrever as malformações oculares com possível correlação com sua doença congênita. Resultados: Ao exame oftalmológico inicial, o olho esquerdo apresentava leve proptose e leve edema palpebral. Oftalmoplegia bilateral foi encontrada. Exame do segmento posterior revelou um pit de papila atípico em seu olho esquerdo. Nenhuma outra alteração retiniana foi encontrada em ambos os olhos. Imagem de Ressonância Magnética e Ultra-som (US) orbitário foram realizados e demonstraram cisto orbitário, com conteúdo líquido, saindo do nervo óptico e adjacente ao globo ocular esquerdo. US mostrou as dimensões do cisto retrorbitário e revelou uma comunicação mínima entre o pit de papila e o cisto. Ausência de estruturas ecogênicas no lúmen cístico sugeriram o diagnóstico de cisto aracnóide. Outros exames como potencial visual evocado, tomografia de coerência óptica sobre o pit de papila, melhor acuidade visual e fotografia da retina foram realizados com intuito de documentar este raro caso. Conclusão: Miopatia centronuclear é uma miopatia congênita rara, com anormalidade nas miofibrilas, causando fraqueza generalizada da musculatura extrínseca e envolvimento também da musculatura extrínseca extraocular e associações sistêmicas em alguns casos. Cisto aracnóide localizado em região orbitária é raro, com poucos casos descritos na literatura. Pit de papila é uma afecção congênita rara, com defeito circunscrito no disco óptico resultando na falha do fechamento da fissura embrionária. Para o nosso conhecimento, a associação de pit de papila e cisto aracnóide com miopatia centronuclear não foi ainda descrita na literatura.

Início da página

P 116
PAPEL DO FATOR DE CRESCIMENTO ENDOTELIAL VASCULAR (VEGF) NA PATOGÊNESE DO PTERÍGIO

Silvana Artioli Schellini, Erika Hoyama, Deilson Elgui de Oliveira, Carlos Eduardo Bacchi, Carlos Roberto Padovani

Faculdade de Medicina de Botucatu / Instituto de Biociências (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Avaliar o papel do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) no desenvolvimento do pterígio (Pt). Método: O estudo foi prospectivo, controlado e duplo cego, no qual foi avaliado um fragmento de conjuntiva normal e material de exérese de Pt, ambos do mesmo olho, sendo os materiais avaliados por imunohistoquímica para detecção do VEGF nos fibroblastos (fbl), células mononucleares (cmon) e endoteliais (end) nos tecidos. Os pacientes foram classificados quanto à idade, sexo, localização e tipo de lesão – Pinguécula (GPi), Pt primário (GP) ou Pt recidivado (GR), e GP e GR com aplicação prévia de 5-flurouracil subconjuntival (GPF e GRF, respectivamente). Os resultados foram submetidos à análise morfométrica computadorizada e à análise estatística. Resultados: A média de idade dos 68 pacientes avaliados foi de 51,62 anos. Desses, 37 apresentavam GP, 13 GPF, 19 GR, 10 GRF e 5 GPi. Os Pt apresentaram expressão de VEGF significativamente maior do que as pinguéculas nas células mononucleares, e não houve diferença significativa de expressão entre os grupos de Pt (GP, GPF, GR e GRF) ou entre os tipos celulares estudados (VEGF nos fbl, cmon ou end). Conclusão: O VEGF está mais expresso em monócitos do Pt do que nas pinguéculas, não havendo diferenças entre o tecido do Pt e o tecido conjuntival normal.

Início da página

P 117
PTERÍGIO – PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS EM SERVIÇO UNIVERSITÁRIO

Daniel Alves Montenegro, Francisco Irochima Pinheiro, Raquel Araújo Costa Uchôa, Marta Liliane Ramalho Rocha, Carlos Alexandre de Amorim Garcia

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivos: Analisar 43 olhos submetidos à cirurgia para exérese do pterígio, de acordo com a alteração média do poder cilíndrico da córnea ocorrida entre o pré e o pós-operatório, idade do paciente, sexo, raça, atividade profissional, tamanho e localização do pterígio. Material e Método: Análise prospectiva de 43 olhos de 40 pacientes submetidos a exérese do pterígio no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no período compreendido entre fevereiro e setembro de 2001. Informações dos exames pré e pós-operatórios foram registradas. Resultados: Ocorreu alteração refrativa de aproximadamente -0,50 dioptrias cilíndricas (p<0,05). A faixa etária dos pacientes variou de 21 a 78 anos. 47,50% dos pacientes eram do sexo masculino. 15% dos pacientes eram leucodérmicos, 65% faioderma e 20% melanoderma. 35% dos pacientes desempenhavam atividades profissionais relacionadas à exposição direta à radiação ultravioleta (UV). 32,55% dos pterígios atingiam 2/3 da distância limbo-pupilar (DLP) medial, 23,25% atingiam o bordo pupilar e/ou eixo visual medialmente, 20,93% atingiam 1/3 da DLP medial, 18,60% atingiam 1/2 da DLP medial, 2,32% atingiam 1/3 da DLP lateral e 2,32% atingiam 1/2 da DLP medial e 1/3 da DLP lateral. 23,25% dos pacientes apresentavam pterígio recidivado à época do exame pré-operatório. Conclusão: A remoção cirúrgica do pterígio influencia o poder cilíndrico da córnea. A faixa etária predominante situa-se entre a terceira e a sexta décadas de vida. Acomete igualmente em ambos os sexos, predominando nos faioderma. Independe da exposição profissional à radiação UV. 95% dos casos localizam-se medialmente e possuem tamanho superior ou igual à 1/3 da DLP.

Início da página

P 118
OLHO SECO NA MENOPAUSA

Regina Hitomi Sakamoto, Luciana Akemi Ishii, Silvana Artioli Schellini, Eliana Nahas, Carlos Roberto Padovani

Facudalde de Medicina de Botucatu – SP

Objetivo: Avaliar se a terapia de reposição hormonal (TRH) possui algum efeito sobre o olho seco (OS), em pacientes no período do climatério. Material e Métodos: Foram avaliadas 14 pacientes com diagnóstico de Síndrome do Climatério antes (M1) e 3 meses depois (M2) da introdução da TRH. Os parâmetros avaliados foram a idade, tempo de menopausa, presença de doenças ou uso de medicações associadas, sinais e sintomas oculares e fatores de exposição ambiental. O exame oftalmológico inclui topografia corneana, Teste de Shirmer I, tempo de quebra do filme lacrimal (BUT), e exame biomicroscópico completo. Os resultados foram submetidos à análise estatística. Resultados: A idade média das pacientes foi de 53,8 anos. As principais queixas encontradas foram sensação de corpo estranho (35%) e lacrimejamento (28%) tanto em M1 quanto em M2. As topografias corneanas mostraram alterações inespecíficas, e os testes de Schirmer I, e BUT não apresentaram diferença estatisticamente significativa em M1 ou M2. Conclusão: Nossos achados não mostraram relação entre a TRH e manifestações clínicas do olho seco em pacientes pós-menopausadas.

Início da página

P 119
ESCLERITE ANTERIOR EM SARCOIDOSE: RELATO DE CASO

Helena Parente Solari, Consuelo Adan, Virgínia Moça Trevisani, Fabiana Shinzato Higa, Luiz Antonio Vieira

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Apresentar um caso de sarcoidose cuja primeira manifestação foi esclerite. Material e Métodos: Relato de Caso. Resultado: A investigação etiológica da esclerite levou ao diagnóstico de sarcoidose. Conclusão: Este relato de caso demonstra a importância de se considerar a sarcoidose no diagnóstico diferencial das esclerites. A esclerite pode ser a manifestação inicial da sarcoidose.

Início da página

P 120
Carcinoma Mucoepidermóide da Córnea: relato de um caso

Patrícia M. F. Marback, Eduardo Marback, Cristine de Oliveira Libório, Roberto Lorens Marback

Universidade Federal da Bahia

Objetivo: Relatar um caso de carcinoma mucoepidermóide da córnea, sem envolvimento do limbo córneo-escleral, em paciente portador de xeroderma pigmentoso com história de cirurgia prévia no mesmo olho. Material e Métodos: Revisão do prontuário e das secções histopatológicas obtidas da lesão. Resultados: O estudo anátomo-patológico revelou carcinoma mucoepidermóide em região central da córnea, sem evidências de atipias na região periférica. Conclusão: A evolução do caso sugere a origem da neoplasia em células límbicas que migraram para a região central da córnea, ou a remota possibilidade de surgimento da lesão na região central da córnea, devido à doença de base do paciente (xeroderma pigmentoso).

Início da página

P 121
SÍNDROME LÁCRIMO-AURÍCULO-DENTO-DIGITAL (LADD): RELATO DE UM CASO E REVISÃO DA LITERATURA

Paula Renata Caluff Lobato, Ricardo Danilo Chagas Oliveira, André Luiz de Freitas Silva, Helaine Vinche Zampar, André Chang Chou

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – SP

A Síndrome de Levy-Hollister ou lácrimo-aurículo-dento-digital (LADD) é uma síndrome rara de herança autossômica dominante, que pode ocorrer de forma isolada ou em várias gerações de uma família. O diagnóstico é feito através da identificação de anormalidades do sistema lacrimal como ausência ou redução da produção de lágrimas, alterações ósseas, dentárias, de glândulas salivares e orelha externa. Uma criança de 10 anos com quadro clínico compatível com síndrome LADD é acompanhada no setor de Oftalmologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo desde os cinco meses de vida com quadro de olho seco severo. Devido as manifestações oculares ocorrerem precocemente no paciente acometido, o oftalmologista deve ter conhecimento das manifestações clínicas associadas para um diagnóstico e manejo adequados.

Início da página

P 122
IVERMECTINE NO TRATAMENTO DE MIÍASE - RELATO DE CASO

Mario Enrique Lovatón Rodriguez, Lísia Aoki, André Gustavo Bombana Nicoletti, Susana Matayoshi

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Relatar um caso de miíase associada a carcinoma basocelular de órbita, tratada com ivermectina prévio ao ato cirúrgico. Material e Métodos: Apresentamos um caso e enfatizamos a eficácia da ivermectina no tratamento da miíase, como terapêutica alternativa. Resultado: Após o tratamento com ivermectina via oral em dose única, observou-se a resolução completa do quadro de miíase num período de 48 horas. Conclusão: A Ivermectina pode ser utilizada com eficácia no tratamento da miíase orbitária, tornado desnecessária a remoção mecânica das larvas.

Início da página

P 123
INCIDÊNCIA DE PTERÍGIO NO PRONTO ATENDIMENTO DA SANTA CASA DE SÃO PAULO, DURANTE O MÊS DE MARÇO 2002

Ronaldo Yuiti Sano, João Baptista N. S. Malta, Ricardo Holzchuh, Nilo Holzchuh

Santa Casa de São Paulo

Objetivo: Avaliar a incidência de pterígios e seu impacto no serviço de Pronto Atendimento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, durante o mês de março de 2002. Métodos: Foram estudados os dois olhos de pacientes portadores de pterígio classificando-os quanto ao sexo, idade, profissão, olho acometido e estágio da doença. Resultados: Foram atendidos 1967 pacientes, dos quais 117 (5,95%) possuíam pterígio. Foram observados 58 homens e 59 mulheres com idade média de 45,61±14,95 anos. Encontramos 170 (8,64%) pterígios nos 117 pacientes, sendo que 140 (82,36%) localizados na região medial, 70 (41,18%) no OD e 70 (41,18%) no OE. Os pterígios foram divididos em: grau I os que atingiam até o limbo, 32 (18,82%); grau II os que atingiam a periferia da córnea, 77 (45,29%); grau III os que ficavam entre a periferia da córnea e região pupilar, 47 (27,65%) e grau IV os que atingiam a região pupilar, 14 (8,24%). Tiveram indicação cirúrgica 61 pterígios (35,89%). Conclusão: A incidência de pterígio encontrada no Pronto Atendimento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo no mês de março de 2002, foi de 170 correspondendo a 8,64% dos casos atendidos e 1% dos casos do Pronto Atendimento Geral. Foram indicados para cirurgia 61 (35,89%) pterígio o que significa uma demanda de pelo menos 3 pterígios por dia, necessitando de 3 horários de centro cirúrgico a cada dia, representando certo impacto no atendimento de toda a clínica. Novas pesquisas, nesta área, devem ser feitas, para melhor entendimento do impacto dessa doença em um serviço escola como é o da Santa Casa de São Paulo.

Início da página

P 124
ANÁLISE DA PORÇÃO LATERAL DA FENDA PALPEBRAL E DO POSICIONAMENTO DOS CÍLIOS PALPEBRAIS SUPERIORES USANDO IMAGEM DIGITAL

Amilton de Almeida Sampaio Junior, Erika Hoyama, Silvana Artioli Schellini, Antônio Augusto Velasco e Cruz, Carlos Roberto Padovani

Faculdade de Medicina de Botucatu – SP

Objetivos: Utilizar o processamento digital de imagens para estudar o ângulo palpebral lateral e o ângulo dos cílios da pálpebra superior com o eixo visual. Métodos: Foram avaliados 180 pacientes atendidos no HC da FMB - UNESP, com idade entre 0 a 86 anos, divididos igualmente nos dois sexos e em faixas etárias (em anos): de 0 a 3, 4 a 12, 13 a 20, 21 a 40, 41 a 60 e ³ 61 anos. As imagens foram captadas por uma filmadora digital Sony e transferidas para um computador Macintosh, sendo analisadas pelo programa NIH image. Os parâmetros avaliados foram: ângulo formado pelo encontro das pálpebras superior e inferior no canto lateral e ângulo formado entre os cílios da porção mais alta da pálpebra superior e o eixo visual. Resultados: Não houve diferenças importantes entre os dois sexos, nas faixas etárias estudadas. Conclusão: O processamento de imagens digitais permitiu o estudo do ângulo palpebral lateral e do eixo visual com os cílios da pálpebra superior. Na avaliação segundo sexo e faixas etárias não foram evidenciadas diferenças importantes.

Início da página

P 125
ESTUDO DAS ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS E ULTRA-ESTRUTURAIS DA CAMADA DE FOTORRECEPTORES DA RETINA DE RATOS DIABÉTICOS

Ivana Cardoso Pereira, Silvana Artioli Schellini, Claudia Pellizon, Erika Hoyama, Carlos Roberto Padovani

Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP – SP

Objetivo: Avaliar a influência da colagenase na lesão epitelial produzida por radiofreqüência (rf). Material e Métodos: 30 cobaias receberam aplicação de rf na região dorsal e foram divididas em 2 grupos (G): G1- cicatrização espontânea e G2- aplicação de pomada de colagenase. Os animais foram sacrificados em 5 momentos (M) experimentais: 1 (M1), 7 (M2), 15 (M3), 30 (M4) e 60 (M5) dias após o início do experimento. Após o sacrifício, a região que recebeu a rf foi fotografada, removida, fixada em formol e preparada para exame histopatológico e morfométrico. Os resultados foram submetidos à análise de variância não paramétrica para o modelo com dois fatores (grupo e momento). Resultados: Houve diferença entre os grupos principalmente nos tempos iniciais, quando os animais de G1 apresentaram área desnuda por tempo maior, além da formação de espessa crosta melicérica. Histológicamente observou-se atraso no processo cicatricial em G1, com crosta fibrinóide e muitas células inflamatórias até M3. Nos outros momentos experimentais (M4 e M5), não foram observadas diferenças entre os dois grupos. A morfometria mostrou espessura maior da epiderme e espessura menor da derme no G1, nos momentos iniciais de observação. Nos momentos finais não foram observadas diferenças entre os grupos. Conclusões: A pomada de colagenase tornou mais rápida a cicatrização da ferida induzida pela rf.

Início da página

P 126
PAPEL DO PAPILOMAVIRUS NA PATOGÊNESE DO PTERÍGIO

Regina Hitomi Sakamoto, Erika Hoyama, Silvana Artioli Schellini, Claudia Akemi Shiratori, João Candeias

Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Botucatu – SP

Objetivo: Identificar se o HPV (papiloma vírus) está envolvido na patogênese do pterígio. Métodos: Trinta e seis portadores de pterígio, atendidos na Faculdade de Medicina de Botucatu, com idade entre 16 e 79 anos (média de 56,5), 24 (67,0%) do sexo feminimo e 12 (33,0%) do sexo masculino foram submetidos à excisão cirúrgica. Uma pequena amostra de conjuntiva normal foi excisada do olho normal contralateral em cada paciente. Os tecidos removidos foram submetidos ao exame de reação de polimerase de cadeia (PCR) para detecção do DNA do HPV. Resultados: O PCR foi negativo no pterígio e conjuntiva normal em todas as amostras analisadas. Conclusão: este estudo mostrou ausência de HPV na conjuntiva normal e no pterígio, sugerindo não estar o HPV relacionado com a patogênese do pterígio.

Início da página

P 127
USO DA PELE DO PREPÚCIO PARA CORREÇÃO DO ECTRÓPIO CICATRICIAL

Eliana Aparecida Forno, Marcio Manetta, Roberto Anbar, Edilson Antonio Nunes, José Alvaro Pereira Gomes

Universidade de São Paulo / Clínica de Olhos Suel Abujamra - SP / Universidade de Santo Amaro - SP / Universidade Federal de São Paulo

Objetivo: Apresentar um caso de queimadura química em que se utilizou a pele do prepúcio para correção de ectrópio e retração palpebral. Paciente e Método: Paciente masculino, 43 anos, foi vítima de queimadura extensa de face comprometendo toda a pele palpebral e globo ocular bilateralmente, sendo que o olho esquerdo havia sido eviscerado. O olho direito apresentava extensa retração e ectrópio da pálpebra superior associados à conjuntivalização parcial da córnea. A lesão corneana foi tratada com enxerto de membrana amniótica e na reconstrução palpebral utilizou-se enxerto de pele do prepúcio. Resultado: Houve correção da retração com fechamento palpebral completo e melhora da opacidade corneana, com resultado estético satisfatório e melhora da acuidade visual. Conclusão: A pele do prepúcio é uma pele fina, delicada e apresenta pouca contração, tornando-a boa opção para correção do ectrópio cicatricial em pacientes do sexo masculino. É uma opção a ser considerada em situações em que haja necessidade de grande quantidade de tecido e limitação de outros sítios doadores.

Início da página

P 128
IMPERFURAÇÃO DO DUCTO LÁCRIMO-NASAL: A SONDAGEM APÓS UM ANO DE IDADE PODE AINDA SER EFICAZ? RELATO DE TRÊS CASOS

Pollyana Assunção Hueb Marchi, Ana Carolina Fava Salata, Marilisa Nano Costa

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Objetivo: Relatar três casos de sondagem de vias lacrimais em crianças acima de um ano que obtiveram resultados satisfatórios. Métodos: Foram abordados quadro clínico e diagnóstico dos pacientes. O tratamento de imperfuração do ducto lácrimo-nasal consistiu na realização de sondagem das vias lacrimais. Resultados: As crianças evoluíram com melhora do quadro clínico, sem necessidade de realização de dacriocistorrinostomia. Conclusão: A sondagem pode ser eficaz em alguns casos de imperfuração do ducto lácrimo-nasal em crianças maiores que um ano.

Início da página

P 129
COMPLICAÇÃO DE TUBO DE SILICONE DE VIA LACRIMAL: RELATO DE 2 CASOS

Fernanda Chimello Takay, Lísia Aoki, Suzana Matayoshi

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Apresentar dois casos de complicações com o tubo de silicone e a conduta nesses casos. Pacientes e Métodos: Relato de dois casos intervencionais. Resultados: Dois casos de encarceramento de silicone em saco lacrimal no pós-operatório de dacriocistorrinostomia foram submetidos à exploração cirúrgica e desencarceramento pelo Método de Gonnering. Conclusões: A abordagem cirúrgica proposta no presente estudo foi eficaz e atraumática para a via lacrimal.

Início da página

P 130
AUMENTO DE TECIDOS MOLES USANDO POLIETILENO GEL - ESTUDO EXPERIMENTAL EM RATOS

Suely Romano Bernardes, Silvana Artioli Schellini, Mariangela Esther Alencar Marques, Carlos Roberto Padovani, Romualdo Rossa

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Avaliar o polietileno gel (PG) como material a ser usado para aumento de partes moles. Método: O PG foi injetado na região dorsal de 24 ratos, 3 deles sacrificados após: 7 (G1), 15 (G2), 30 (G3), 45 (G4), 60 (G5), 90 (G6), 180 (G7) e 365 (G8) dias após a injeção. O material foi removido e preparado para exame histopatológico e morfométrico. Os resultados foram avaliados sob análise estatística. Resultados: O PG persiste no local da infiltração e o volume injetado foi mantido durante todo período experimental. O exame histopatológico mostrou mínima reação tecidual, com poucas células inflamatórias no G1 e G2 e densa fibrose após G3. Não ocorreu extrusão ou necrose na pele sobrejacente. Conclusão: O PG demonstrou ser um bom material para aumento dos tecidos moles, resultando em mínima reação inflamatória, persistindo no local da implantação e mantendo o volume injetado.

Início da página

P 131
PSEUDO–OBSTRUÇÃO NASOLACRIMAL EM CRIANÇAS

Claudia Akemi Shiratori, Silvana Artioli Schellini, Maria Rosa Bet de Moraes Silva, Carlos Roberto Padovani

Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

Objetivo: Avaliar os sinais e sintomas e as características do exame cinedacriocistográfico em crianças portadoras de PONL. Os processos inflamatórios nasais acarretam dificuldade de drenagem de lágrimas, configurando a pseudo-obstrução nasolacrimal (PONL), que deve ser diferenciada da obstrução verdadeira. Pacientes e Método: Foram analisadas 47 crianças portadoras de PONL quanto a idade, sexo, cor, queixas e lateralidade, início dos sintomas e o exame cinedacriocistográfico. Os resultados foram submetidos à análise estatística. Resultados: 65,96% das crianças eram do sexo feminino e 85,11% da cor branca (p<0,01). Dentre as queixas, 70,46% dos casos eram referidas desde o nascimento, sendo o lacrimejamento a mais freqüente (58,15%) (p<0,01). A cinedacriocistografia evidenciou a patência das vias lacrimais, já havendo dilatação do saco lacrimal em 23,40% das crianças, hipertrofia de cornetos em 85,11%, desvio de septo em 17,02% e sinais de sinusopatia crônica em 31,92%. Conclusões: A PONL causa obstrução relativa da drenagem lacrimal, produzindo sintomas e podendo acarretar dilatação da via lacrimal. A cinedacriocistografia pode ser útil no diagnóstico, diferenciando a PONL da obstrução nasolacrimal congênita.

Início da página

P 132
CERATOACANTOMA DA CONJUNTIVA

Fernanda Braga Perdigão, Renato Natalino, Roberto Caldato, Marcelo Torigoe, Maria Letícia Cintra

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

O ceratoacantoma é uma neoplasia da pele acometendo principalmente áreas expostas e de apresentação rara em mucosas, como a conjuntival. É relatado um caso de paciente do sexo feminino, 34 anos, com diagnóstico de ceratoacantoma conjuntival. A paciente apresentava lesão nodular em conjuntiva nasal, de rápido crescimento. Realizou-se exérese da lesão no olho direito, sendo o material encaminhado para estudo anátomo-patológico. Descreveremos os achados clínicos, aspectos histopatológicos e seu principal diagnóstico diferencial.

Início da página

P 133
APRESENTAÇÃO DE TÉCNICA CIRÚRGICA SIMPLES PARA CORREÇÃO DE ENTRÓPIO SENIL - PRIMEIROS RESULTADOS

Rejane Carvalho Aires, Ricardo Kanecadan

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

Objetivo: Apresentar uma técnica cirúrgica alternativa à de Jones para correção de entrópio involucional. Metodologia: Descrever a técnica cirúrgica e os primeiros resultados comparativos com a de Jones. Resultados: Sendo a amostra pequena, não foi possível a aplicação de testes estatísticos importantes. Porém, a distribuição dos resultados nos dá segurança para prosseguir na aplicação desta nova técnica.

Início da página

P 134
RINOSPORIDIOSE DE PÁLPEBRA – RELATO DE CASO

Daniel Gadioli, Paulo Hilário Valim Ferreira, Mônica Alves, Simão Raskin, Wegno Brum

Clínica Raskin - SP

Objetivo: Relatar um caso de rinosporidiose de pálpebra atendido em nosso serviço em abril de 2001. Relato de caso: Paciente com queixa de massa polipóide em pálpebra. Após avaliação oftalmológica completa foi indicada excisão cirúrgica da lesão palpebral com análise anatomopatológica e seguimento ambulatorial do caso. Conclusão: Apesar de afecção incomum no Brasil, a rinosporidiose palpebral deve ser considerada no diagnóstico diferencial das lesões palpebrais.

Início da página

P 135
Incidência do procedimento de reconstrução de pálpebra inferior em hospital oftalmológico
Davi Araf, Cassiana Hermann Pisanelli, Ana Paula Toniello, Omar M. Assae, Michelle Hamui da Cunha Prata
Hospital CEMA - SP

Os autores realizaram um estudo retrospectivo em 15 pacientes do setor de Cirurgia Plástica Ocular do Hospital CEMA (São Paulo - SP) que foram sub-metidos à reconstrução de pálpebra inferior, analisando as causas, procedimentos realizados e população envolvida, no período de julho de 2000 a janeiro de 2001, além de revisar as diversas técnicas cirúrgicas.

Início da página

P 136
ESTUDO DO EPIBLÉFARO: INCIDÊNCIA E TRATAMENTO CIRÚRGICO

Mariana Pereira de Ávila, Renata Canovas, José Ricardo Carvalho Lima Rehder, Lúcia Miriam Dumont Lucci

Faculdade de Medicina do ABC - SP

Epibléfaro é uma anomalia palpebral congênita rara e que geralmente ocorre em indivíduos da raça amarela. Devido a pouca sintomatologia, muitas vezes o diagnóstico e o tratamento são feitos tardiamente. Objetivos: Verificar o perfil da população acometida e avaliar os resultados do tratamento proposto. Pacientes e Método: Nove pálpebras (seis pacientes), sendo que cinco deles foram submetidos à correção cirúrgica através da técnica de Hotz e um apre-sentou resolução espontânea. Resultados: Entre os seis pacientes estudados somente um (16,6%) era do sexo masculino e que não foi necessário cirurgia. Cinco pacientes do sexo feminino (83,4%) foram submetidos à técnica de Hotz e não apresentaram recidiva. Em relação à raça, 66,67% são da raça amarela. A faixa etária mais comum foi entre 20 a 30 anos (50%). A pálpebra inferior foi a mais acometida e três pacientes apresentaram epibléfaro bilateral. Conclusão: Os autores concluíram que esta anomalia ocorre mais em indivíduos do sexo feminino e que a técnica de Hotz é a ideal para a sua correção.

Início da página

P 137
INCONTINÊNCIA PIGMENTAR (SÍNDROME DE BLOCH-SULZBERGER): RELATO DE CASO

Mariluze Sardinha, Suzana Matayoshi, Davi Araf

Universidade de São Paulo - São Paulo

Incontinência pigmentar é uma rara doença hereditária caracterizada por alterações pigmentares da pele, associadas às manifestações dentárias, esqueléticas, oculares e do SNC. Sua patogênese é desconhecida e geralmente é letal em embriões do sexo masculino. O caso apresentado refere-se a uma criança de sete anos do sexo feminino acompanhada na clínica oftalmológica do HC-FMUSP em uso de prótese ocular devido phthisis bulbi à esquerda. A paciente apresentou alterações cutâneas ao nascimento que foram biopsiadas sendo diagnosticada incontinência pigmentar. Foi realizada avaliação genética que comprovou o diagnóstico da forma esporádica (Xq28.14) de incontinência pigmentar. A avaliação da paciente evidenciou alterações dentárias, do sistema nervoso central e oculares. O envolvimento ocular é descrito em cerca de 20-35% dos pacientes com a síndrome, as alterações vasculares e pigmentares da retina são as manifestações oculares mais encontradas, entretanto pode-se, ainda observar catarata, estrabismo, atrofia óptica e alterações corneanas. Descolamento de retina é raro, geralmente visto no início da infância.

Início da página

P 138
OCLUSÃO TEMPORÁRIA DOS PONTOS LACRIMAIS COM FIO CATEGUT 5-0 EM PACIENTES COM OLHO SECO – experiência na UNISA

Márcio Manetta, Cintia Gomes Galvão, Giovanna Anusca dos Santos Firmo, Roberto Anbar, Andre Luis Borba da Silva

Universidade de Santo Amaro - SP

Objetivo: Analisar a importância da oclusão temporária dos pontos lacrimais com categut 5-0 como teste terapêutico e método de triagem para indicação da oclusão definitiva dos pontos lacrimais em portadores de olho seco. Material e Método: Foram avaliados 24 olhos de 12 pacientes portadores de olho seco no setor de Plástica Ocular de março a setembro de 2001. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 58 anos e 84% eram do sexo feminino. Houve melhora dos sintomas em 83% dos casos dos quais destacam-se sensação de areia nos olhos, ardor ocular e lacrimejamento. Indicou-se a oclusão definitiva dos pontos lacrimais inferiores em 50% dos pacientes. Conclusão: A oclusão temporária freqüentemente realizada com colágeno ou plug de silicone, pode ser substituída pelo fio categut 5-0 cromado pois trata-se de um material absorvível e consiste num método simples, barato, eficaz e seguro para tomarmos decisões importantes como a cauterização definitiva dos pontos lacrimais inferiores.

Início da página

P 139
TRATAMENTO ESTÉTICO DA PÁLPEBRA SUPERIOR NA UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

Cíntia Gomes Galvão, Giovanna Anusca dos Santos Firmo, Ewerton Giacondino, Márcio Manetta, André Luis Borba da Silva

Universidade de Santo Amaro - SP

Objetivo: Avaliar o grau de satisfação dos pacientes submetidos ao tratamento cosmético das pálpebras superiores realizados na Universidade de Santo Amaro (UNISA). Material e Método: Foram selecionados 40 pacientes encaminhados ao setor de Plástica Ocular da (UNISA) com queixa de excesso de pele nas pálpebras superiores que lhes causavam desconforto visual e estético no período de fevereiro a dezembro de 2001. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 52 anos, sendo 100% do sexo feminino. Apenas 3 pacientes (7,5%) mostraram-se insatisfeitos com o procedimento. Conclusão: Os resultados mostram um elevado grau de satisfação entre os pacientes, notando-se certa gratidão pelo serviço e médicos que participaram da cirurgia.

Início da página

P 140
RESSECÇÃO MÚSCULO DE MULLER-CONJUNTIVA NO TRATAMENTO DA PTOSE MÍNIMA

Tânia Pereira Nunes, Houyem Ben-Ayed, Mehrad Hamedani, Serge Morax, Suzana Matayoshi

Fondation Ophtalmologique Adolphe de Rothschild - Paris - França

Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com a ressecção músculo de Muller-conjuntiva no tratamento da ptose mínima e analisar suas vantagens. Métodos: 22 pacientes (22 pálpebras) foram submetidos à ressecção músculo de Muller-conjuntiva. O grau de ptose no pré-operatorio variou de 1,0 mm a 3,0 mm (média: 2,0 mm). A quantidade de elevação palpebral produzida pela fenilefrina indicou a quantidade de tecido ressecado. Resultado: 18 pálpebras (82%) que foram tratadas com este procedimento tiveram resultado esteticamente correto. Conclusão: O procedimento de ressecção do músculo de Muller-conjuntiva é uma técnica relativamente simples para o tratamento da ptose mínima, com boa função do músculo elevador da pálpebra superior e teste à fenilefrina 10% positivo. Suas vantagens são: preservação do tarso e um resultado cirúrgico bastante previsível.

| Menu principal | Início da página |