Volume 65 - fascículo 4 Resumo dos Painéis do XV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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P 071 Objetivo: Descrever um caso de glaucoma induzido por corticosteróides. Relato de caso: Descrição de um paciente de 38 anos, branco, que procurou oftalmologista com queixa de diminuição da acuidade visual do olho direito. Este fazia uso de crônico de corticosteróide inalatório somente na narina direita. O paciente apresentava no OD: aumento da PIO, defeito no campo visual, escavação do nervo óptico aumentada em relação ao OE e diminuição da espessura da camada de fibras nervosas no quadrante inferior, avaliada pelo GDx. Discussão: Corticosteróides inalatórios podem elevar a PIO. É interessante notar neste caso que o paciente usava corticosteróide inalatório somente na narina direita e desenvolveu glaucoma no olho ipsilateral. Pacientes que fazem uso destes medicamentos devem ser alertados quanto aos riscos e procurar oftalmologista com mais freqüência. |
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P 072 A anemia falciforme (AF) é uma das afecções genéticas mais comuns. As manifestações oculares nesta doença são conseqüências de fenômenos vaso-oclusivos que ocorrem em todo o organismo e são determinadas por alteração estrutural na molécula de hemoglobina levando ao "afoiçamento" das hemácias e conseqüente aumento da viscosidade sangüínea e da capacidade de adesão dos eritrócitos ao endotélio. Estudos revelam casos em que a AF, determinando hipóxia retiniana, pode levar à rubeosis iridis, neovascularização de seio camerular e conseqüente glaucoma neovascular, entretanto, pouco se relata sobre a ligação da doença com outros tipos de glaucoma. A associação AF/glaucoma, observada em alguns pacientes em seguimento clínico desde 1997 no serviço de oftalmologia da Universidade Federal de Alagoas, motivaram este estudo que tem como objetivo identificar a freqüência de associação e tipo de glaucoma mais envolvido com AF. Foram avaliados 47 pacientes através de biomicroscopia, tonometria de aplanação, gonioscopia e fundoscopia. Os pacientes suspeitos de alterações glaucomatosas eram submetidos, ainda, à perimetria computadorizada e curva tonométrica, caso necessário. Dos pacientes estudados 31 apresentam AF e o grupo-controle foi composto por familiares desses pacientes, sendo, estes, portadores de traço falciforme (HbAS). Observou-se, no estudo, acometimento glaucomatoso, estatisticamente semelhante, nos dois grupos, entretanto, os dados sugerem que os pacientes com AF apresentam maior predisposição para glaucoma de pressão normal, enquanto o grupo controle, maior associação com glaucoma crônico de ângulo aberto. Enfatizamos neste trabalho a necessidade de um exame fundoscópico minucioso nesses pacientes, com preocupação não apenas com possíveis lesões retinianas determinadas pela doença, mas também na tentativa de identificar alterações papilares incipientes que nos conduzam a um diagnóstico precoce da doença, com tratamento adequado, prevenindo complicações que podem levar à cegueira. |
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P 073 Objetivo: Avaliar 11 casos de glaucoma crônico de ângulo fechado (GCAF) primeiramente diagnosticados como síndrome de íris plateau. Métodos: Descrição da história clínica, exame oftalmológico, ultrabiomicroscopia (UBM) e tratamentos adotados para cada caso. Discussão: O glaucoma crônico de ângulo fechado é o estágio final de várias patologias, dentre as quais a síndrome de íris plateau, considerada como uma entidade rara por vários autores. Apresentamos 11 casos de GCAF selecionados a partir de 15 casos de síndrome de íris plateau atendidos no ambulatório de oftalmologia do HC-UFPR. Dos 11 pacientes, cinco apresentaram acuidade visual final menor ou igual a 20/400, sendo que em 3 pacientes, bilateralmente, denotando a gravidade da doença. Conclusão: Síndrome de íris plateau é uma doença grave que muitas vezes evolui para GCAF e perda da acuidade visual funcional. |
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P 074 Objetivo: Determinar o nível de pressão intra-ocular (Po) médio na população do município de Piraquara – PR. Os autores realizam um estudo comparativo de Po entre todos os indivíduos examinados e os saudáveis (sem suspeita ou diagnóstico de glaucoma). Material e Método: Foram incluídos 2893 olhos, divididos em dois grupos: população total (grupo total) e saudáveis (grupo controle). A amostra foi ainda analisada por faixas etárias e sexos. Resultado: A pressão intra-ocular média encontrada no grupo total foi de 15,3 mmHg e no grupo controle, 14,8 mmHg. Em relação ao sexo feminino, obteve-se uma Po média de 15,4 mmHg e ao masculino, de 15,1 mmHg (valores para o grupo total). Na faixa entre 40 e 49 anos, a média de pressão foi 15,0 mmHg; entre 50 e 59 anos, 15,4 mmHg e a partir de 60 anos, 15,7 mmHg (todos do grupo total). A Po mostrou-se significativamente maior no grupo total (p < 0,0001). Os valores para o sexo feminino foram maiores que para o masculino no grupo total (p = 0,0216). Encontraram-se níveis de Po significativamente mais altos na faixa etária mais elevada em relação à mais jovem, na população total (p < 0,05). Conclusão: A população saudável em relação ao glaucoma apresentou níveis de pressão intra-ocular estatisticamente mais baixos que a população total. |
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P 075 Objetivo: Analisar 39 curvas tensionais diárias de pacientes primariamente diagnosticados como portadores de glaucoma de pressão normal. Métodos: Foram analisados 39 pacientes portadores de glaucoma e pressão intra-ocular (Po) no consultório abaixo de 22 mmHg. Estes pacientes foram submetidos à internação em Hospital especializado e realizado a curva tensional diária (6:00; 9:00; 12:00; 15:00; 18:00; 21:00 e 0:00 horas). Em todos os horários a tonometria foi realizada à lâmpada de fenda com tonômetro de Goldmann, com exceção da aferição das 6:00 que foi realizada com o paciente no leito utilizando-se o tonômetro Perkins. Todos os pacientes não se encontravam em tratamento para o glaucoma ou estavam sem utilizar nenhuma medicação anti-glaucomatosa por pelo menos 15 dias. Para fins de análise estatística foi escolhido aleatoriamente um olho de cada paciente. Resultados: As médias da Po em mmHg encontradas foram: consultório (15,41 e 15,82); 6:00 (16,92 e 17,25); 9:00 (16,28 e 16,61); 12:00 (16,13 e 16,20); 15:00 (16,20 e 16,20); 18:00 (15,79 e 15,73); 21:00 (15,70 e 15,76); 0:00 (16,35 e 16,77). A média da variação da Po durante o dia nestes pacientes foi de 4 + 1,83 mmHg. Os picos da Po foram encontrados: 39,10% dos casos as 6:00; 12,82% as 9:00; 12,38% as 12:00; 12,18% as 15:00; 6,41% as 18:00; 1,28% as 21:00 e 15,79% as 0:00. Observaram-se 3 casos de reclassificação de GPN para glaucoma crônico simples (GCS) devido a picos pressóricos acima de 21 mmHg na curva tensional diária (CTD). Conclusão: Neste estudo realizado numa amostra de população brasileira com GPN diagnosticado no consultório, a CTD foi capaz de detectar a amplitude e os picos de Po, e re-classificou 7,69% da amostra para GCS. |
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P 076 Objetivo: Este estudo tem como objetivo realizar um levantamento epidemiológico do glaucoma em uma população de uma região brasileira tendo como grupo de estudo a população acima de 40 anos do município de Piraquara – PR, analisando a importância dos métodos de triagem. Métodos: Este é um estudo descritivo realizado durante a primeira etapa do Projeto Glaucoma do HC-UFPR no período de junho de 1999 a novembro de 2001. Neste estudo foram triados 2742 pacientes acima de 40 anos, os quais foram submetidos a uma anamnese dirigida, avaliações das câmaras anteriores, medida da pressão intra-ocular (Po) e fundoscopia. Os pacientes suspeitos de glaucoma foram encaminhados para retornar ao ambulatório de Oftalmologia do HC-UFPR para exame oftalmológico completo e anamnese dirigida. Resultados: Do total de pacientes triados retornaram 306 pacientes de 415 suspeitos. Foram confirmados 122 casos de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) sendo 59 (2,15%) de glaucoma crônico simples (GCS) e 63 (2,3%) de glaucoma de pressão normal (GPN); além de 10 pacientes com diagnósticos de glaucoma secundário ou glaucoma de ângulo estreito e 14 casos de hipertensão ocular (HO). Do grupo de GCS 39 eram mulheres e 20 eram homens; já no grupo de GPN 31 eram mulheres e 32 eram homens. Foi também demonstrada a freqüência de hipertensos e diabéticos nos dois grupos, assim como outras patologias. Foram calculadas as médias dos valores da Po e da espessura corneana central (ECC). Conclusão: Nesta amostra da população, as prevalências de GCS e GPN encontradas foram semelhantes, o que serve como um alerta para o fato de que a fundoscopia é um exame muito importante na triagem para detecção do glaucoma. |
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P 077 Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do tartarato de brimonidina 0,2% em reduzir a pressão intra-ocular quando administrado por via sublingual, comparado com administração tópica. Material e Métodos: Foram avaliados 28 pacientes portadores de glaucoma de ângulo aberto em tratamento em nosso serviço. Os pacientes foram orientados a não utilizar o medicamento anti-glaucomatoso por 36 horas antecedentes aos dias de estudo. Na primeira avaliação, um único profissional mediu a pressão intra-ocular dos pacientes através de um mesmo tonômetro de aplanação. Logo após, foi administrado 1 gota de tartarato de brimonidina 0,2% por via sublingual e decorridos 30 minutos, uma nova avaliação da pressão intra-ocular foi realizada. No segundo dia de avaliação, mediu-se novamente a pressão intra-ocular de todos os pacientes antes e 30 minutos depois de instilar 1 gota de tartarato de brimonidina 0,2% por via ocular. Resultados: Após a instilação de 1 gota de tartarato de brimonidina 0,2% por via sublingual, dos 21 pacientes avaliados, 15 (71,43%) apresentaram redução da pressão intra-ocular (em ambos os olhos, 4 (19,05%) não apresentaram alteração da PIO e em 2 pacientes a pressão intra-ocular reduziu somente em um dos olhos (9,52%), sendo que a redução média foi de 2,1 mmHg. Por via ocular, dos 21 pacientes examinados, 17 (80,95%) diminuíram a pressão intra-ocular em ambos os olhos, 3 (14,29%) mantiveram-na inalterada, em 1 paciente (4,76%) a pressão intra-ocular reduziu em um olho e a redução média foi de 2,85 mmHg. Conclusão: O tartarato de brimonidina 0,2% administrado por via sublingual mostrou-se eficaz na redução da pressão intra-ocular. Portanto, a via sublingual parece ser uma nova e interessante maneira de reduzir a pressão intra-ocular de pacientes com glaucoma. Porém, novos estudos ainda são necessários para comprovar a eficácia e segurança deste novo tratamento. |
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P 078 Objetivo: O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia da esclerectomia profunda não perfurante em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto não controlados por um tratamento clínco máximo. Métodos: Foram analisados 30 olhos com glaucoma primário de ângulo aberto não controlados por tratamento clínico. Todos os olhos apresentavam pressão intra-ocular superior a 20 mmHg e/ou agravamento do campo visual associados à neuropatia óptica glaucomatosa. Os pacientes foram submetidos a uma esclerectomia profunda não perfurante. Em 7 pacientes com risco de falha da bolha foi utilizada a Mitomicina C per operatória. Resultados: Para uma pressão intra-ocular pré-operatória média (com 3 colírios) de 21,78 mmHg para o grupo sem Mitomicina C e de 20,14 mmHg para o grupo com Mitomicina C, os autores encontraram uma pressão pós-operatória média (sem tratamento clínico), respectivamente, ao final de 90 dias de 14,48 mmHg e 15,57 mmHg e ao final de 360 dias de 15,15 mmHg e 17,75 mmHg. Os resultados são discutidos. Conclusão: A esclerectomia profunda não perfurante é uma técnica cirúrgica filtrante sedutora, mostrando-se eficaz na diminuição da PIO até 1 ano de acompanhamento. |
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P 079 Objetivo: Relato de um caso de ceratoglobo congênito com megalocórnea associada. Método: Avaliação de um paciente dos 4 meses aos 3 anos de idade com exame oftalmológico completo. Resultado: Exame oftalmológico com presença de ceratoglobo e megalocórnea bilateral. A acuidade visual normal. O paciente não apresentava nenhuma alteração sistêmica. Conclusão: Descrito um caso de uma criança com ceratoglobo associado a megalocórnea com acuidade visual normal sendo uma associação rara descrita na literatura. Por não ter doença ocular ou sistêmica associada, pode tratar-se de um ceratoglobo primário não se tendo descrições em literatura. |
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P 080 Objetivo: Verificar percepções referentes à orientação sobre o uso de lentes de contato, entre indivíduos que atuam em hospital universitário. Material e Método: Entrevistas aplicadas em amostra não-probabilística de usuários de lentes de contato. Resultados: Amostra de 201 sujeitos, com média de idade de 23,5 anos; 69,2% do sexo feminino e 71,1% com escolaridade superior incompleta. A principal fonte de orientação foi o oftalmologista, exclusiva (50,6%) ou associada a outras (45,3%). Foi ministrada em todas as consultas em 48,3% dos casos, de forma escrita e verbal (40,8%). Mais de 50,0% não se reconheceram como bons usuários de lentes de contato, por não adotarem as medidas recomendadas. Conclusão: As orientações foram incompletas, eventuais, nem sempre escritas, sugerindo a necessidade de reforçar ações educativas com vistas à prevenção de complicações. |
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P 081 Introdução: Este trabalho apresenta o resultado dos atendimentos feitos no ano de 2001 no HOS, no Setor de Lentes de Contato. Objetivo: Avaliar as variáveis intervenientes no processo de descuido com a higiene das lentes. Metodologia: Foi avaliado: idade, tempo de uso, tipo de LC, forma de limpeza e depois comparado-as entre os pacientes do SUS e dos convênios. Conclusão: Propomos um manual do usuário em linguagem acessível e muito ilustrativo. |
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P 082 Objetivo: Avaliar o grau de satisfação entre os usuários de lentes rígidas gás permeável e gelatinosas. Material e Método: Avaliados subjetivamente 75 pacientes que tiveram suas lentes adaptadas no serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba no ano de 2001, quanto ao grau de satisfação com suas lentes em quatro níveis de intensidade, ótimo, bom, regular e insuficiente. Resultados: Nas lentes rígidas gás permeável, 46% dos pacientes classificaram sua satisfação como ótima, 32% como bom, 11% como regular e 11% como insuficiente. Nas lentes gelatinosas, 50% dos pacientes classificaram sua satisfação como ótima, 33% bom, 10% como regular e 7% como insuficiente. Conclusão: Pode-se indicar lentes rígidas gás permeável sem receio de que as mesmas provoquem menor satisfação dos usuários comparadas as lentes gelatinosas, levando-se em conta a necessidade do uso e a realização de uma boa adaptação. |
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P 083 Objetivo: Avaliar a indicação e a venda de lentes de contato tóricas em óticas da cidade de Curitiba. Material e Método: Foi realizado um estudo transversal em 41 óticas da cidade de Curitiba, no período compreendido entre fevereiro e março de 2002, através de questionário. Este foi aplicado por autores deste trabalho munidos com receitas de óculos no grau de –1,00D –1,75D a 180° e –1,00D –1,00D a 180°. Resultado: Das 41 óticas pesquisadas, 11 (26,8%) vendiam lentes de contato e destas, 8 (72,7%) faziam testes de tolerância com as lentes de contato. Em uma ótica se cobrou honorários para colocação de lente de prova e outra ofereceu exame com oftalmologista. Quanto à indicação das lentes de contato, 7 (63,6%) óticas indicaram lentes de contato gelatinosa descartável simples e 4 (36,3%) óticas indicaram lentes de contato gelatinosa descartável tórica. Em caso de possíveis complicações 10 (90,9%) óticas aconselharam procurar oftalmologista e em 1 (9%) foi aconselhado procurar contatólogo. Conclusão: Adaptação e venda de lente de contato por pessoal sem formação médica é preocupante, visto que neste estudo foi observado que em todas as óticas o atendimento foi realizado por leigos, pessoas que estão indicando lentes de contato incorretas aos futuros usuários. |
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P 084 Objetivo: Analisar a melhora na acuidade visual de pacientes com ceratocone que foram submetidos à adaptação de lente de contato rígida no Hospital de Clínica do Paraná no período de 1996 a 2001. Materiais e Métodos: Foram estudados retrospectivamente os prontuários de 29 pacientes com ceratocone, sendo avaliados os seguintes dados: idade à admissão no Serviço; sexo; doenças associadas; história familiar; acuidade visual sem correção; acuidade visual com lente de contato rígida; bilateralidade; classificação do ceratocone. Resultados: Os casos foram bilaterais em 21 pacientes (72,4%). Houve uma leve predominância do sexo feminino (55,2%). Em 13,2% dos pacientes havia história de atopia. Apenas 3,4% tinham história familiar de ceratocone. A acuidade visual com adaptação de lente de contato rígida foi de 20/40 ou melhor em 83,4% dos olhos com ceratocone. Conclusão: O uso de lente de contato é uma ótima opção para pacientes portadores de ceratocone. Avanços técnicos nos materiais e desenhos das lentes de contato têm proporcionado uma adaptação com mais conforto e melhor correção óptica. |
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P 085 O ceratocone consiste numa distrofia corneana com afinamento progressivo do ápice e sua protrusão. Geralmente é bilateral, assumindo a mesma forma de cone em ambos os olhos; tem evolução lenta, começando na segunda década de vida até aproximadamente os 40 anos de idade. A história familiar é positiva em 20% dos pacientes. Objetivo: Caracterizar os pacientes jovens portadores de ceratocone, correlacionando suas ceratometrias com o tipo de ceratocone, possibilidade de adaptação de lentes de contato, necessidade de correção cirúrgica por transplante e acuidade visual final. Material e Método: Através de um estudo observacional descritivo retrospectivo foram analisados 177 prontuários do ambulatório de lentes de contato do Hospital Escola Wladimir Arruda (HEWA) da Universidade de Santo Amaro, no período de junho/96 a maio/00. Resultado: Todos os pacientes apresentavam a afecção bilateralmente sendo 50% destes, menores de 20 anos. Quanto a gravidade, mais da metade apresentava formas de moderada a avançada contudo, em 75% dos olhos foi possível a correção com lentes de contato. Conclusão: A melhora da acuidade visual final na grande maioria dos olhos após correção com lentes de contato, mostra ser esta uma boa opção terapêutica. |
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P 086 Objetivos: Este trabalho tem como objetivo estabelecer qual a aceitação do uso de lente de contato dentre a população de baixa renda, e qual o perfil dos pacientes que desejam utilizar lente de contato. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo utilizando questionário aplicado a todos os pacientes, de um único oftalmologista, com queixa principal de refração que poderiam ser candidatos ao uso de lente de contato de indicação estética, no período de 01 de dezembro de 2001 a 31 de março de 2002. Não foram incluídos pacientes que apre-sentavam outras queixas principais que não fossem refrativas. Resultados: Cem pacientes atendiam aos critérios de inclusão, destes a idade variou entre 15 e 82 anos, apresentando uma idade média de 51,65 anos, destes, 69 eram mulheres, 31 homens e estudaram uma média de 5,33 anos. Do total 47 eram hipermétropes, 20 míopes, 17 astigmatas hipermetrópicos, 6 astigmatas miópicos, 4 astigmatas mistos e 6 emétropes apresentando apenas presbiopia. Na amostra, 18 pacientes mostraram desejo de usar lente de contato e tinham idade média de 30,83 anos, 14 (77,78%) mulheres e 4 (22,22%) homens, com em média de 8,55 anos de escolaridade, e 7 (38,88%) eram hipermétropes, 8 (44,45%) eram míopes, 2 (11,11%) astigmatas hipermetrópicos, e 1 (5,55%) astigmata miópico. O grupo de pacientes que não desejou usar lente de contato apresentava idade média de 56,22 anos, 55 (67,07%) mulheres e 27 (32,93%) homens, com uma média de 4,62 anos de escolaridade e 40 (48,78%) hipermétropes, 12 (14,63%) míopes, 15 (18,29%) astigmatas hipermetrópicos, 5 (6,97%) astigmatas miópicos, 4 (4,87%) astigmatas mistos e 6 (7,31%) emétropes que apresentavam apenas presbiopia. Das mulheres, 20,29% optaram por usar lente de contato e dos homens, 12,9% optaram. Conclusão: Os resultados desta pesquisa revelaram que os fatores idade, sexo e grau de escolaridade tem uma maior influência na preferência dos pacientes de baixa renda entre usar ou não usar lente de contato. |
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P 087 Objetivo: Informar os oftalmologistas a respeito de espasmo de acomodação persistente decorrente de traumatismo craniano e mostrar os achados à Imagem por Ressonância Magnética (IRM) nesta condição. Métodos: Relato de dois casos, sua história clínica, exame oftalmológico, estudo de ressonância magnética e seguimento. Resultados: Os dois pacientes apresentavam miopização decorrente de espasmo de acomodação que persistiu por um período de 15 e 4 anos (respectivamente) após terem estado em coma por traumatismo craniano grave. Nenhum deles tinha miose ou espasmo de convergência. O primeiro tinha múltiplas lesões na substância branca periventricular e sub-cortical envolvendo o lobo temporal esquerdo e as regiões frontais e occipitais bilateralmente. Sinal de alta intensidade também foi observado no vermis cerebelar e na região dorsal da ponte. Nenhuma alteração foi observada no mesencéfalo. Imagens com cortes de 3 mm de espessura também não revelaram anormalidades mesencefálicas. O segundo caso mostrava apenas uma lesão extensa no lobo temporal esquerdo à IRM, compatível com reação gliótica. Nenhuma alteração foi observada no mesencéfalo. Conclusão: Espasmo de acomodação persistente pode ocorrer em pacientes com lesão cerebral traumática sem acometimento do mesencéfalo. O estudo destes casos sugere uma lesão mais alta como responsável pela disfunção acomodativa. |
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P 088 Introdução: A síndrome de Aicardi foi descrita em 1965 por Aicardi e col. Representa 1 a 4% dos casos de espasmos infantis e ocorre provavelmente devido a uma mutação ligada ao X. Encontrada quase que exclusivamente em meninas, contudo já foram relatados dois casos em meninos, que apresentavam um cromossomo X extra (XXY), e somente um caso familial é conhecido. Achados característicos da síndrome incluem espasmos infantis, agenesia de corpo caloso e lacunas coriorretinianas (tríade característica), freqüentemente associados com coloboma do disco óptico. O prognóstico é ruim, com persistência das crises epiléticas e retardamento severo. A morte ocorre nos primeiros anos de vida. Casos Clínicos: Descrevemos os casos de duas pacientes, respectivamente com idades de 7 meses e 1 ano e 1 mês. Ambas apresentavam retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, hipotonia muscular, espasmos em flexão localizados e difusos, crises parciais e generalizadas, e microcefalia. Ao exame oftalmológico, em ambos os casos observou-se lacunas coriorretinianas (achado patognomônico da síndrome), e disco óptico anômalo. Discussão: A síndrome de Aicardi representa uma patologia rara, ligada ao X, com manifestações neurológicas e oftalmológicas características. Para fetos masculinos a morte ocorre intra-útero, e para meninas, nos primeiros anos de vida. Os dois casos descritos em nosso serviço apresentaram achados bastante semelhantes. As duas crianças apresentam um quadro evolutivo com piora das crises convulsivas, de difícil controle com medicação e retardo do desenvolvimento neuropsicomotor. Em ambas, foram encontradas agenesia do corpo caloso nos estudos por imagem do sistema nervoso central e lacunas coriorretinianas à oftalmoscopia indireta. O exame oftalmológico foi decisivo em ambos os casos, já que as alterações características encontradas, associadas à agenesia do corpo caloso fecham o diagnóstico da síndrome. |
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P 089 Objetivo: Mostrar a regressão espontânea de uma lesão no quiasma óptico em um paciente com NF-1, bem como a melhora da função visual. Caso clínico: DVS, 14 anos, masculino, com o diagnóstico de NF-1 baseado na presença de múltiplas manchas café-com-leite no tronco e membros superiores e inferiores, nódulos de Lisch irianos e neurofibromas no tronco. Ressonância Magnética mostrou o quiasma óptico espessado e tênue hiper-sinal na seqüência T2. Na avaliação neuroftalmológica apresentou: acuidade visual 20/20 em ambos os olhos e reflexos pupilares normais. Os discos ópticos tinham uma discreta palidez global. A perimetria computadorizada apresentou uma redução acentuada da sensibilidade nos hemicampos bitemporais. Duas perimetrias de seguimento revelaram uma melhora acentuada da sensibilidade, permanecendo uma alteração apenas, no quadrante temporal inferior de ambos os olhos. A Ressonância Magnética, após 1 ano, manteve-se inalterada. Conclusão: A regressão espontânea dos gliomas envolvendo os nervos ópticos e quiasma óptico já é conhecida. A melhora da função visual é variável e não está relacionada com o grau de redução do tumor. O mecanismo celular que leva a regressão espontânea ainda é desconhecido. Várias teorias têm sido propostas para explicá-lo. O tratamento dos gliomas das vias ópticas é controverso, com tendência a ser mais agressivo nos tumores de crescimento rápido, massas orbitárias desfigurantes ou grandes tumores comprimindo estruturas adjacentes. A possibilidade de gliomas ópticos, clinicamente signi-ficantes, poderem regredir espontaneamente deve ser considerada no planejamento do seu tratamento, evitando deficit causado por uma terapia agressiva. |
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P 090 Objetivo: Demonstrar a evolução de um caso típico de neuropatia óptica tóxica por etambutol como tratamento de tuberculose renal em associação à impregnação por amiodarona para tratamento de arritmia cardíaca num relato sui-generis de associação de toxicidade ocular. Material e Métodos: Estudo semiológico com história clínica e retinografias fluoresceínicas consecutivas (duas num espaço de três anos), juntamente com campimetria e eletrofisiologia ocular (ERG / EOG / PEV). Resultados: Demonstra-se o caráter evolutivo da neuropatia tóxica a medida que se prolonga o tratamento com repercussão visual. A melhora subjetiva é avaliada após suspensão da amiodarona Conclusão: O relato de caso é importante para enfocar valor destas drogas, na sua freqüência, a capacidade de prevenção, realçando suas nuances de toxicidade. |
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P 091 Objetivo: A neurofibromatose ou síndrome de Von Recklinghausen é uma doença do grupo das facomatoses ou hamartomatoses. É uma doença de etiologia desconhecida, hereditária, transmitida por um gene autossômico dominante com penetrância incompleta. O objetivo desse trabalho é relatar o caso de um portador de neurofibromatose, com enoftalmo pulsátil. Material e Métodos: O paciente de 62 anos, sexo masculino, foi examinado no Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas através de exame clínico, oftalmológico, ecografia ocular e tomografia computadorizada. Resultados: Na tomografia computadorizada foi observada ausência da asa maior do esfenóide, sendo esta provável contribuinte para o enoftalmo pulsátil. O caso evoluiu com trombose de veia central da retina e glaucoma neovascular, de difícil controle clínico, onde foi indicada denervação química. Conclusão: Com esse trabalho demonstramos um caso raro de neurofibromatose acompanhado de enoftalmo pulsátil e glaucoma neovascular, enfatizando a importância de um exame oftalmológico minucioso, visto que muitas complicações oculares podem ser evitadas. |
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P 092 Objetivo: Descrever um caso de fístula arteriovenosa e suas manifestações clínicas, chamando a atenção dos oftalmologistas para a valorização do trabalho multidisciplinar. Materiais e Métodos: Relato de caso de um paciente com uma fistula arteriovenosa dural sendo diagnosticado por um oftalmologista, após ter consultado com médicos de outras especialidades. Após a confirmação do diagnóstico levantado pelo oftalmologista, instituiu-se a terapêutica adequada. Disussão: Embora os sintomas oculares possam ser as primeiras manifestações da doença e simular outras doenças. Assim, deve ser ressaltado a importância da realização de um exame propedêutico minucioso em casos de alterações oculares atípicas. Conclusão: A correlação e o tratamento do paciente como um todo, exige a multidisciplinaridade para que se alcance o êxito terapêutico. |
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P 093 Objetivo: Relatar as alterações neuroftalmológicas encontradas em uma paciente com doença Moyamoya. Relato do caso: Neste estudo relatamos o caso de uma paciente do sexo feminino, de descendência japonesa, com 31 anos de idade, que apresentou doença cérebro-vascular oclusiva crônica há 3 anos com baixa da acuidade visual bilateral. A ressonância nuclear magnética de crânio evidenciou múltiplas áreas supra-tentoriais seqüelares a episódios isquêmicos pregressos no território da artéria cerebral posterior e, possivelmente, média à esquerda. A angio-ressonância magnética de crânio evidenciou alterações vasculares com padrão encontrado em Moyamoya. A perimetria computadorizada evidenciou hemianopsia homônima à direita. Conclusão: A paciente apresentou alterações neuroftalmológicas decorrentes de lesões cerebrais que comprometeram as vias visuais. |
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P 094 Objetivo: Comparar os resultados dos exames de campo visual realizados com a perimetria de dupla freqüência (FDT) com os exames de campo visual obtidos com perimetria acromática, em pacientes com lesões retroquiasmáticas comprovadas por exames de imagem, atendidos no Ambulatório de Neuroftalmologia do HC-Unicamp no período de maio a outubro de 2001. Sujeitos e Métodos: Foram selecionados 13 pacientes com lesões retroquiasmáticas comprovadas por Tomografia Computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética, após exame oftalmológico completo. Foram excluídos pacientes que apresentassem qualquer alteração oftalmológica que pudesse induzir defeitos de campo visual. Os pacientes foram submetidos à perimetria computadorizada acromática (perímetro Humphrey, programa 24-2, com estímulo III) e, a seguir, realizou-se o exame de FDT no modo C-20-5 (screening). Foram avaliadas as campimetrias de cada olho isoladamente. Resultados: Os exames de campo visual pela perimetria acromática mostraram-se alterados em 20 olhos (83,33%) e normais em 4 olhos (16,66%), conforme os critérios pré-determinados. Os exames de perimetria de dupla freqüência (FDT) foram considerados normais em dois olhos (8,33%), enquanto os exames de 22 olhos (91,66%) foram classificados como alterados. Ocorreu alteração concomitante de campo visual nos exames pelo FDT e perimetria acromática ocorreu em 19 olhos (79,16%). A simetria de quadrantes ocorreu em 16 olhos (66,66%), enquanto em 8 olhos (33,33%) houve disparidade de quadrantes. O tempo médio de duração do exame foi de 11min 5s ± 4min 6s por olho nos exames de perimetria acromática e de 1min 21s ± 40s nos exames com perimetria de dupla freqüência. Conclusão: A perimetria de dupla freqüência (FDT) mostrou-se um exame sensível na detecção de defeitos de campo visual em pacientes neurológicos, reduzindo significativamente o tempo de exame. |
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P 095 A tríade clínica da displasia septo-óptica (DSO) compreende a ausência de septo pelúcido, displasia congênita do nervo óptico e múltiplos defeitos endócrinos. Uma forma incompleta de DSO tem sido reconhecida com dois dos três elementos. Hipoplasia do nervo óptico pode ser unilateral ou bilateral e resulta em um variável grau de diminuição da visão. Os autores relatam um caso de displasia septo-óptica em um garoto de 9 anos com baixa visão e nistagmo presentes desde o nascimento. Ao exame oftalmoscópico, papila pequena com imagem em duplo contorno foi observada bilateralmente. Tomografia computadorizada e ressonância magnética foram usadas para estudar este paciente com hipoplasia de nervo óptico e ausência de septo pelúcido. |
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P 096 Objetivo: Estudar a anatomia dos nervos motores oculares. As noções básicas sobre o trajeto intra e extra-craniana dos nervos motores oculares são indispensáveis para a compreensão da semiologia neuro-oftalmológica. Material e Métodos: Estudo anatômico por microdissecções em dez cabeças de indivíduos adultos formolizados. Para cada cabeça, realizou-se dissecções dos nervos motores oculares. Resultados: Mostramos com grande nitidez o trajeto dos ramos dos nervos motores oculares. Conclusão: O estudo anatômico por microdissecção dos nervos motores oculares técnica mais adaptada para este tipo de estudo. |
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P 097 Objetivo: Estudar a anatomia das vias ópticas intra e extra craniana. As noções básicas sobre o trajeto vias ópticas intra e extra craniana são indispensáveis para a compreensão da semiologia neuro-oftalmológica. Material e Métodos: Estudo anatômico por microdissecções em dez cabeças de indivíduos adultos formolizados. Para cada cabeça, realizou-se dissecções das vias ópticas intra e extra craniana. Resultados: Mostramos com grande nitidez o trajeto dos ramos das vias ópticas intra e extra craniana. Conclusão: O estudo anatômico por microdissecção das vias ópticas intra e extra craniana, técnica mais adaptada para este tipo de estudo. |
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P 098 Objetivo: Estudar a anatomia do trigêmeo. As noções básicas sobre o trajeto extra e intra-craniano do nervo trigêmeo são indispensáveis para a compreensão da semiologia neuro-oftalmológica. Material e Métodos: Estudo anatômico por microdissecções em dez cabeças de indivíduos adultos formolizados. Para cada cabeça, realizou-se dissecções do nervo trigêmeo. Resultados: Mostramos com grande nitidez o trajeto dos ramos do nervo trigêmeo. Conclusão: O estudo anatômico por microdissecção do nervo trigêmeo é a técnica mais adaptada para este tipo de estudo. |
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P 099 Objetivo: Estudar a anatomia do nervo facial. As noções básicas sobre o trajeto intra e extra-craniana do nervo facial são indispensáveis para a compreensão da semiologia neuro-oftalmológica. Material e Métodos: Estudo anatômico por microdissecções em dez cabeças de indivíduos adultos formolizados. Para cada cabeça, realizou-se dissecções do nervo facial. Resultados: Mostramos com grande nitidez o trajeto dos ramos do nervo facial. Conclusão: O estudo anatômico por microdissecção do nervo facial técnica mais adaptada para este tipo de estudo. |
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P 100 Objetivo: Descrever a apresentação clínica e os achados diagnósticos aos exames de imagem de um caso incomum de cisto hemático intraconal espontâneo da órbita. Métodos: O paciente foi submetido a exame clínico e oftalmológico completos, tomografia computadorizada, ultra-sonografia orbitária, imagem por ressonância magnética e abordagem cirúrgica da lesão. Resultados: Observou-se uma proptose intensa com sinais congestivos e baixa visual. A tomografia computadorizada mostrou massa homogênea de limites bem definidos na órbita, comprimindo o globo ocular anteriormente. A ultra-sonografia mostrou lesão com baixa refletividade no seu interior. A imagem por ressonância magnética revelou lesão arredondada que nos cortes enfatizando T1 apresentava sinal isointenso em seu interior associado a halo de hipersinal periférico e possuía hipersinal nos cortes enfatizando T2; achados estes indicativos de lesão com sangue no seu interior. A abordagem cirúrgica confirmou a presença de um cisto hemático da órbita que foi drenado com excelente recuperação funcional. Conclusões: Cisto hemático intraconal deve ser incluído no diagnóstico diferencial das lesões bem delimitadas e de evolução aguda ou subaguda da órbita que apresentem hipersinal em T1 e em T2 à imagem por ressonância magnética. O tratamento deve ser feito em caráter de urgência, nos casos onde há proptose intensa ou risco de comprometimento visual. |
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P 101 Objetivo: Relatar um caso de doença de Erdheim-Chester com envolvimento orbital bilateral e informar os oftalmologistas a respeito desta condição incomum. Métodos: Relato de caso. Um paciente do sexo masculino, 41 anos de idade, apresentou com proptose, xantelasmas, edema de papila e restrição dos músculos extraoculares. A suspeita diagnóstica era de linfoma com envolvimento sistêmico e ela já havia sido submetido a uma biópsia do retroperitôneo, mas o diagnóstico ainda era indefinido. Resultados: O paciente foi avaliado através de tomografia computadorizada e imagem por ressonância magnética da órbita. Foi feita a suspeita de pseudotumor orbitário e uma biópsia foi realizada. Esta não revelou o diagnóstico correto que foi feito apenas após uma análise detalhada dos dados clínicos e de imagem e após uma revisão dos exames histopatológicos. O diagnóstico sistêmico só foi feito após o diagnóstico da afecção orbitária embora o paciente já estivesse sendo investigado do ponto de vista clínico por mais de um ano. Quando este foi realizado a condição clínica já era muito grave; o paciente veio a falecer alguns meses depois. Conclusão: A doença de Erdheim-Chester é uma condição sistêmica idiopática caracterizada por um processo xantogranulomatoso envolvendo o retroperitôneo, coração, pulmões, ossos e outros tecidos. A condição freqüentemente é fatal devido a complicações renais e cardiovasculares. Os achados oculares são incomuns e podem ser muito sugestivos do diagnóstico. Os oftalmologistas devem, portanto, conhecer as manifestações clínicas e os achados de imagem desta doença de tal forma a auxiliar no seu diagnóstico precoce. |
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P 102 Objetivo: Coloboma de nervo óptico é descrito em associação com outras alterações oculares, como colobomas atípicos de íris e retina, lenticone posterior, microftalmo, ciclopia, e cistos da bainha do nervo óptico. Entretanto, a associação de colobomas de nervo óptico e deformidade da parede do globo ocular não foi relatada previamente. O objetivo do presente trabalho é descrever dois casos de coloboma bilateral de nervo óptico associado a deformidades da parede do globo ocular visualizada através de tomografia de órbita. Material e Métodos: Descrição de dois casos clínicos Resultados: O primeiro caso apresentava nistagmo e colobomas de nervo óptico em ambos os olhos; o segundo caso apresentava defeitos faciais da linha média já corrigidos. Ambos os casos apresentavam alterações discretas no exame de ressonância magnética. Conclusão: Em ambos os casos relatados, observou-se colobomas de nervo óptico bilaterais associados a deformidades de parede ocular visualizados em ressonância. Apesar da relação conhecida com disgenesias óculo-cerebrais e malformações cerebrais, não temos conhecimento de descrições de achados tomográficos de alteração no formato do globo ocular associado a colobomas bilaterais de nervo óptico. |
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P 103 Microftalmo associado a cisto colobomatoso é uma anomalia congênita incomum, definida como uma massa cística revestida por neuroectoderme, protruindo por coloboma de coriorretina em olho microftálmico. É diagnóstico diferencial raro porém importante de tumores orbitários, sendo na maioria dos casos o exame clínico suficiente em elucidar o diagnóstico. Exames complementares como a ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética podem ser úteis em diferenciar cisto colobomatoso de olho cístico congênito, meningocele, meningoencefalocele, cistos da bainha do nervo óptico e teratomas da órbita. Objetivo: Relatar caso de cisto colobomatoso associado a microftalmo e colobomas contralaterais. Material e Métodos: Descrição de caso clínico. Resultado: Documentação retinográfica e através de ultra-sonografia e tomografia de órbita de cisto colobomatoso. Conclusão: Microftalmo associado a cisto colobomatoso resulta em defeito de fechamento da fissura embrionária entre a sexta e a sétima semana de gestação, sendo entidade clínica extremamente rara. Acredita-se que a conexão entre a cavidade cística e a vítrea levaria a um extravasamento de líquido do globo para dentro do cisto, mantendo pressão de distensão ocular baixa. Como o crescimento ocular é ao menos em parte vinculado à sua pressão de distensão interna, olhos com cistos permaneceriam pequenos. Descrevemos caso de cisto colobomatoso em olho microftálmico associado a microcórnea e colobomas coriorretinianos contralaterais, em paciente apresentando retardo mental. |
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P 104 Objetivo: Apresentar um caso raro pela importância de sua identificação precoce para aconselhamento genético dos pais. Métodos: Descrição de caso raro. Resultados: Recém nascido apresentando deformidades congênitas múltiplas – malformação e implantação baixa de pavilhão auricular, malformação nasal, implantação baixa de pênis, hérnia abdominal, sindactilia dos dedos da mão e agenesia de rim direito – associadas a criptoftalmia caracterizando a Síndrome de Fraser. Conclusão: Os sinais clínicos desta síndrome são facilmente identificáveis e o conhecimento destes torna-se importante para o aconselhamento genético dos pais. |
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P 105 Objetivo: Relatar um caso de granulomatose de Wegener com achados oftalmólogicos como manifestação inicial da doença. Material e Método: Revisão dos dados contidos no prontuário. Resultados: O diagnóstico foi estabelecido através do quadro sistêmico apresentado associado aos resultados dos exames laboratoriais, radiológicos e anatomopatológico. A evolução do quadro sistêmico foi benigna após instituição da terapêutica específica. Conclusão: Granulomatose de Wegener pode ter achados oftalmológicos como manifestação clínica inicial da doença. |