PAINÉIS
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XV Congresso Brasileiro de Prevenção 
da Cegueira e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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INDICAÇÕES E EPIDEMIOLOGIA DAS CERATOPLASTIAS PENETRANTES EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA

João Alberto Holanda de Freitas, Roseli Akemi. Itano Horita, Marco Antônio Borges Leal, Humberto Cenci Guimarães, Fernando José Oliva

Conjunto Hospitalar Sorocaba (CHS) / Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC)

Introdução: Este estudo tem como objetivo identificar as indicações mais freqüentes, bem como a epidemiologia dos pacientes submetidos a ceratoplastia penetrante. Material e Método: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 58 pacientes, no período de janeiro a dezembro de 2001, no Serviço de Oftalmologia do Conjunto Hospitalar Sorocaba (CHS) - PUC/SP Resultados: Houve predomínio do sexo masculino, a idade dos pacientes teve dois picos, sendo um na faixa etária de 26 a 30 anos e outro de 71 a 75 anos, a principal indicação foi por ceratocone. Em relação à distribuição regional tem-se um predomínio de pacientes oriundos de cidades do Estado de São Paulo. Discussão: A idade dos pacientes do estudo é compatível com outros estudos, em relação ao sexo difere do estudo anteriormente realizado neste mesmo serviço, a indicação da ceratoplastia penetrante (CP) por ceratocone é uma unanimidade entre os diversos estudos. Conclusão: A amostragem do estudo ratifica que o ceratocone ainda é a principal causa de indicação do transplante de córnea no Brasil.

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P 037
FALÊNCIA PRIMÁRIA: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO

Karen Miyuki Kubokawa, Luciene Barbosa de Souza, Maurício Schirmer

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

Objetivo: A falência primária no transplante de córnea refere-se a um edema persistente e irreversível do enxerto no período pós-operatório imediato. Este estudo tem o objetivo de descrever a prevalência de falência primária no transplante de córnea em um hospital de referência terciária localizado no interior de São Paulo e determinar suas possíveis causas. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo de 909 pacientes submetidos ao transplante de córnea no Hospital Oftalmológico de Sorocaba no período de novembro de 2000 a janeiro de 2002. Foram avaliados fatores como idade, sexo do doador e receptor, causa de indicação do transplante, causa da morte do doador, intervalo entre óbito e preservação, tempo de preservação e tempo para diagnóstico da falência. Resultado: A prevalência de falência primária foi de 2,7%. Dentre os 25 pacientes que apresentaram falência, 64% eram do sexo masculino e 36% do sexo feminino. A idade média foi de 48,00 ± 20,46 anos. A indicação cirúrgica inicial do transplante teve como causa o ceratocone (33%), ceratopatia bolhosa (25%), leucoma (25%), falência (8,3%) e perfuração (8,3%). Em relação ao doador a idade média foi de 56,52 ± 9,68 anos. A contagem endotelial realizada através de microscopia especular prévia à preservação foi em média de 2828 céls/mm2, variando de 1562 a 3208 céls/mm2. O intervalo entre óbito e preservação foi de 2 a 21 horas, tendo média de 8 horas. Em relação ao intervalo de tempo entre preservação e transplante, ele variou de 7 a 16 dias, ou seja, 100% das córneas foram utilizadas após uma semana de preservação. Quanto à causa mortis do doador 28% foi por neoplasia, 16% cardiopatia, 8% trauma e 48% por outras causas. O tempo para diagnóstico da falência foi entre 5 a 90 dias, com média de 27,9 dias. Conclusão: A falência primária é relativamente rara. Este estudo ajuda a reforçar que todos os casos devem ser investigados quanto à idade do doador, causa da morte, meio de preservação e principalmente intervalo de tempo de armazenamento do tecido. O botão doador deve sempre ser avaliado e o banco de olhos notificados para pesquisa de possíveis fatores de risco.

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CERATOCONJUNTIVITE ATÓPICA COM CISTOS LIMBARES E PSEUDOGERONTÓXON - RELATO DE UM CASO E REVISÃO DE LITERATURA

Rejane Carvalho Aires, Luciene Barbosa de Souza

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

Objetivo: É apresentado o relato de um caso de ceratoconjuntivite atópica com sinais raramente observados na clínica. Metodologia: É descrito um caso com sinais típicos de ceratoconjunticite atópica além de ceratocone, pseudogerontoxon e cistos limbares superiores. Resultado: É apresentado a evolução da paciente no departamento de córnea e no de lente de contato. Conclusão: É feito uma revisão de literatura e discutido a importância do reconhecimento de todos os sinais desta doença crônica e seu tratamento.

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CERATOCONE ASSOCIADO A BLEFAROFIMOSE

Andréa Maria Cavalcante Santos, Micheline Cavalcante Silva, Adriano José Cavalcante Silva, Mário Jorge Santos, Luiz Alberto Molina Mônica

Universidade Federal de Alagoas

Objetivo: O ceratocone é uma ectasia corneana não inflamatória caracterizada por protusão cônica da córnea associada ao afinamento estromal, responsável, em casos avançados, por distorção significante da visão, acompanhada de perda visual profunda. Blefarofimose é uma desordem congênita que se apresenta com ptose, epicanto inverso e telecanto. O objetivo deste trabalho é relatar um caso raríssimo de associação entre ceratocone e blefarofimose. Métodos: Relatamos um caso de ceratocone associado a blefarofimose em uma paciente de 18 anos com sinais clássicos das duas desordens associadas, evidenciados através de exame clínico e topografia corneana. Resultados: A paciente foi submetida à adaptação de lentes de contato rígidas gás-permeáveis onde apresentou acuidade visual de 20/25 em olho direito e 20/30 em olho esquerdo. Foi sugerida correção cirúrgica para a ptose, entretanto a paciente dispensou tal tratamento. Conclusão: A importância deste trabalho foi relatar um caso de paciente portadora de ceratocone e blefarofimose em suas manifestações clássicas, representando uma associação raríssima, não encontrada pelos autores na literatura mundial.

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A TÉCNICA DO RELÓGIO: PREVENINDO ASTIGMATISMO – CUIDADOS COM AS SUTURAS EM TRANSPLANTES DE CÓRNEA

Ademar Valsechi

Clínica particular do autor - Florianópolis - SC

Objetivo: Destacar a sutura como uma das principais causas de astigmatismo no pós-operatório de transplante de córnea, às vezes, com resultado estético perfeito, mas com resultado visual decepcionante. Material e Método: Demonstração da atividade prática do autor, revelando suas variações técnicas no manu-seio das suturas corneanas. Conclusão: A sutura de córnea deve equilibrar as forças radiais e para isso, o cirurgião deve ter em mente a figura de um relógio, facilitando a colocação dos pontos, seja sutura em pontos separados, contínua ou mista.

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PERFIL DAS ÚLCERAS CORNEANAS ATENDIDAS NO HC-UNICAMP

Elizabeth Maria Maia, Leandro Costa de Araújo, Fernanda Braga Perdigão, Rosane Silvestre de Castro

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

As úlceras corneanas ocupam lugar de destaque na prática oftalmológica pois exigem um diagnóstico correto e escolha adequada do tratamento, buscando reduzir as seqüelas oculares. Objetivo: Descrever o perfil das úlceras corneanas atendidas no serviço de urgência do HC-UNICAMP. Material e método: Estudo prospectivo, não comparativo, descritivo, realizado com um grupo de 36 pacientes atendidos no setor de Urgência Oftalmológica no período de junho a novembro de 2001, os quais receberam diagnóstico de úlcera corneana infecciosa. Realizou-se coleta de cultura, envio do material para exame laboratorial e terapia adequada para cada caso. Resultado: A maioria dos pacientes foram do sexo masculino, de meia-idade. O patógeno mais freqüente foi Staphylococcus epidermides, seguido por Streptococcus pneumoniae. Caso isolado de Acanthamoeba em usuário de lente de contato gelatinosa. Nos casos de úlceras fúngicas, o único patógeno identificado foi o Fusarium sp. Nas ulcerações bacterianas, os colírios fortes de cefazolina e gentamicina foram os mais utilizados. Em 45% houve necessidade de mudança da antibioticoterapia tópica por resistência à cefazolina. A resposta às quinolonas foi adequada. Conclusão: Uma avaliação oftalmológica completa, associada à história do paciente e exame laboratorial tornam-se fundamentais para o manejo e sucesso do tratamento das ulcerações corneanas.

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PERFIL DAS DOAÇÕES DE CÓRNEAS NO BANCO DE OLHOS DO CONJUNTO HOSPITALAR DE SOROCABA (CHS), FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC/SP)

Humberto Cenci Guimarães, João Alberto Holanda de Freitas, João Edward Soranz Filho, Lúcia Helena Massuda, Luciano Mesquita Simão

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Sorocaba

Objetivo: Traçar o perfil das doações de córneas obtidas pelo Banco de Olhos do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de fichas de doações realizadas no período de janeiro de 1995 a março de 2002, quanto a diversas variáveis referentes ao doador. Resultados: Foram captadas as córneas de 700 doadores, sendo que 100% foram obtidas através de enucleação. Observou-se um acréscimo progressivo a cada ano no número de doações. Em setembro 1995 iniciou-se os trabalhos no banco de olhos do CHS/PUC-SP com 17 doações; em 1996 foram conseguidas 58 doações; em 1997, 58 doações; em1998, 79 doações; em 1999, 147 doações; em 2000, 72 doações; em 2001, 185 doações e até março de 2002 foram conseguidas 84 doações. A maioria dos doadores encontraram-se na faixa etária entre 40 e 49 anos, 17,85%. Ocorrreu predominância de doadores do sexo masculino que foram 507 (72,42%). A soropositividade para HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis durante o período do foi 12 casos (1,71%). As principais doenças relacionadas como causa mortis foram acidentes 230 (32,85%), seguida por alterações do aparelho vascular 120 (17,14%). Conclusão: O sucesso da doação de córneas no banco de olhos depende essencialmente da equipe civil de abordagem e orientação dos familiares. A faixa etária e a predominância de doadores do sexo masculino está relacionado ao local de implantação deste banco de olhos pois o Conjunto Hospitalar de Sorocaba é um hospital terciário com referência em atendimento de politraumatizados.

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CIRURGIAS DE TRANSPLANTE PENETRANTE DE CÓRNEA REALIZADAS EM PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA ENTRE 1997 E 2001: ANÁLISE PRÉ E PÓS-OPERATÓRIA DOS PACIENTES

Jayse de Campos Galvão, Lorena Farias Lima, Alfredo José Muniz de Andrade, Fernando Antônio Arruda Ramalho Lopes, Francisco de Assis Cordeiro Barbosa

Centro de Oftalmologistas Associados de Pernanbuco

Objetivo: Avaliar a influência das condições pré-operatórias e as complicações pós-operatórias na acuidade visual (AV) final dos pacientes operados de transplantes penetrante de córnea. Material e Método: Foi realizado estudo retrospectivo com 116 pacientes (116 olhos) operados de transplantes penetrante de córnea pelo Programa de Residência Médica do RHP/COAP entre janeiro de 1997 e dezembro de 2001. Os casos foram caracterizados e analisados segundo idade dos pacientes, tipo de cirurgia realizada, diagnóstico pré-operatório, ocorrência de condições pré-operatórias desfavoráveis a cirurgia de transplante de córnea e a presença de complicações pós-operatórias. A AV e pressão intra-ocular dos pacientes foram anotadas antes da cirurgia e na última consulta realizada. Para rejeição da hipótese nula se utilizou valor de p£0,05. Resultados: Dos 116 pacientes operados, a AV corrigida progrediu para melhor em 44% dos casos cirúrgicos, permanecendo inalterada em 33,6% e piorando em 22,4%. Não ocorreu associação estatisticamente significante entre condições identificadas no pré-operatório e os resultados das acuidades visuais finais dos pacientes. Da análise das cirurgias realizadas se verificou que as acuidades visuais dos pacientes melhoraram significativamente em 50,7% das cirurgias de transplante simples, ficou inalterada em 87,5% dos retransplantes e melhorou em 40,5% das cirurgias tríplices. Dos diagnósticos pré-operatórios analisados houve melhora estatisticamente significante da AV em 40,8% dos pacientes com leucoma, 40,6% dos pacientes com ceratopatia bolhosa do pseudofácico e 84,2% dos pacientes com ceratocone. Das complicações no pós-operatório das cirurgias, a piora da AV final dos pacientes estava significativamente relacionada com o número de complicações ocorridas. Conclusão: As condições pré-operatórias não influenciaram nos resultados visuais finais dos pacientes. A cirurgia de transplante penetrante de córnea foi eficaz em melhorar a maioria AV dos pacientes operados. Os melhores resultados visuais das cirurgias de transplante penetrante de córnea simples ocorreu nos pacientes com ceratocone e foi observado menor porcentagem de melhora na AV nos pacientes que tiveram pelo menos uma complicação durante o acompanhamento após a cirurgia.

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P 044
PROPRIEDADES ANTIMICROBIANAS DO ETIL-CIANOACRILATO

Roberta Pereira de Almeida Manzano, Luís Otávio Belluzzo Guarnieri, Richard Yudi Hida, Maria Cristina Nishiwaki-Dantas, Sandra Cayres Naufal

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

Objetivo: Avaliar as propriedades antimicrobianas do etil-cianoacrilato (cola Superbonderâ) in vitro para microorganismos associados a infecções da córnea. Materiais e Métodos: Os microorganismos, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativo, Acinetobacter baumanii, Morganella morganii, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Enterococcus faecalis, foram semeados em meio de Müller-Hinton. Para o Streptococcus pneumoniae e o Streptococcus pyogenes, o meio de cultura utilizado foi o Agar sangue. Foram utilizados dois métodos: no primeiro, instilou-se uma gota de cola diretamente no meio de cultura; no outro, foi colocado o disco "blanc" na placa e, em seguida, instilada uma gota de cola sobre o disco. As placas foram incubadas a 35 ± 2°C e as leituras realizadas após 24 horas. Do interior do halo de inibição, quando existente, foi realizado repique para uma placa de Agar sangue, com a finalidade de conferir o efeito bactericida da cola. Estas placas foram lidas em 24 e 48 horas. A análise estatística incluiu os seguintes métodos: estatística descritiva, teste "t" de Student e teste do qui-quadrado, com níveis de significância de 5%. Resultados: O etil-cianoacrilato inibiu o crescimento de todos os microorganismos gram positivos testados e apresentou efeito bactericida superior a 80% para todos eles. Entre os gram negativos, houve inibição apenas da Escherichia coli e do Enterococcus faecalis e efeito bactericida de 45 e 50% respectivamente. Conclusão: O etil-cianoacrilato apresenta ação bacteriostática e bactericida in vitro, principalmente contra bactérias gram positivas.

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P 045
Midríase e Atrofia da Íris no Pós-OperatÓrio de Transplante de Córnea: Síndrome de Urrets-Zavalia - relato de caso

Daniela Jardim, Aurélio Cazal, Jorge Cazal, Arlindo Portes

Centro Oftalmológico Laser da Tijuca - RJ

Objetivo: Descrever um caso incomum de midríase e atrofia da íris associado a ceratoplastia penetrante pós ceratocone. Material e Método: Relato de caso e discussão. Resultado: Foi observado a síndrome em toda sua expressão de sinais e sintomas, recorremos ao uso medicamentosos combinado de medicação tópica simpaticolítica e parasimpaticomimética. A terapêutica demonstrou-se parcialmente eficaz com diminuição da midríase paralítica de 8,0 mm para 6,0 mm. Conclusão: Não há terapêutica farmacológica eficaz para o tratamento da midríase associada à síndrome de Urrets-Zavalia.

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P 046
ESTRABISMO E SÍNDROME DE WILLIAMS: RELATO DE 3 CASOS

Frederico José Corrêa Lobato, Cíntia Gomi, Mariza Polati

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Os autores apresentam neste artigo 3 casos de estrabismo associados à Síndrome de Williams examinados no setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e fazem uma breve revisão bibliográfica sobre o tema. Método: Foram examinados pacientes encaminhados pelo Departamento de Genética portadores de Síndrome de Williams e estrabismo para o Setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Hospital das Clínicas da FMUSP, onde foi realizado o exame oftalmológico completo, além do exame sensorial binocular e de motilidade ocular. Resultado e Conclusão: A casuística de nosso serviço é muito pequena para inferir qualquer conclusão, mas todos os 3 casos acima relatados são de esotropia, sendo um dos casos, esotropia de pequeno ângulo.

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P 047
ACHADOS OFTALMOLÓGICOS EM 28 CRIANÇAS PORTADORAS DA SEQÜÊNCIA DE MÖBIUS

Liana Oliveira Ventura, Henderson Celestino de Almeida, Marilyn Miller, Laura Patrícia Ferreira Santos, Ana Carolina Colier

Fundação Altino Ventura – Recife – PE

Objetivo: Descrever e analisar os principais achados oftalmológicos encontrados em uma série de casos de Seqüência de Möbius. Casuística e Métodos: Foram examinados 31 pacientes com o diagnóstico prévio de Seqüência de Möbius, atendidos em três centros oftalmológicos de referencia do Estado de Pernambuco. Um total de 28 pacientes atenderam aos critérios de inclusão para o presente estudo e nestes foi realizado um estudo clínico de corte transversal, seguindo um protocolo previamente elaborado, onde analisaram-se os dados oftalmológicos. Resultados: Foi observada a presença de epicanto em 25 pacientes (89,3%), blefaroptose em 14 (50,0%), ceratopatia de exposição em cinco (17,8%) e alteração do reflexo de Bell em três (10,7%). A acuidade visual monocular variou de 1 a 0,03. A ametropia mais encontrada foi o astigmatismo, diagnosticado em 33 (58,9%) do total de 56 olhos examinados. A ambliopia esteve presente em 18 pacientes (64,2%). Na posição primária do olhar havia esotropia em 16 casos (57,2%) e ortotropia em sete (25,0%). O exame de fundo de olho foi normal em 26 pacientes. Conclusão: Na amostra estudada observou-se que os pacientes portadores da Seqüência de Möbius apresentavam alterações oftalmológicas importantes no que diz respeito a presença de ametropias, desvio ocular, ceratopatia de exposição e ambliopia. Os autores sugerem que esses pacientes sejam avaliados precocemente visando o diagnóstico e tratamento adequado.

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P 048
AMBLIOPIA POR ESTRABISMO: ESTUDO RETROSPECTIVO DE PACIENTES DA CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Deborah Salerno Costa, Rita de Cássia Andrade Klein, Cristiane de Almeida Leite, Maria Antonieta da Anunciação Ginguerra, Mariza Polati

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Avaliar a eficiência da terapia oclusiva através da análise do papel da aderência ao tratamento, da gravidade da ambliopia e da idade no início do tratamento em pacientes portadores de ambliopia por estrabismo. Material e Métodos: Foi feita análise de 569 prontuários de pacientes com ambliopia por estrabismo atendidos no setor de motilidade ocular extrínseca do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP no período de 1983 a 2000. Foram excluídos pacientes que perderam seguimento, pacientes maiores de 12 anos ou com doenças oculares associadas. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo e avaliação da motilidade ocular, divididos por faixas etárias e classificados quanto ao tipo de estrabismo, gravidade da ambliopia e aderência ao tratamento. Resultados: Foram incluídos 201 pacientes (35,3%), destes grande parte (48,2%) tinha idade entre 7 a 12 anos. Não houve diferença de aderência nos diversos grupos etários. A taxa de sucesso foi maior nos pacientes com boa aderência independente da gravidade da ambliopia, porém a aderência ao tratamento foi menor nos casos com ambliopia mais grave. O grupo com ambliopia grave obteve a menor taxa de sucesso no tratamento. A taxa de sucesso foi maior nos grupos etários mais jovens. Conclusão: A eficácia do tratamento oclusivo é comprometida pela chegada tardia de grande parcela dos pacientes ao atendimento oftalmológico, o que faz com que os resultados sejam piores ou a ambliopia já esteja estabelecida de forma irreversível. Nota-se melhores resultados quanto mais precoce for iniciado o tratamento. A boa aderência ao tratamento oclusivo pode ser obtida a despeito da idade do paciente e desempenha um papel fundamental na eficácia terapêutica. A aderência dos pacientes tende a ser menor quanto maior a gravidade da ambliopia, tendo uma influência negativa no sucesso do tratamento.

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P 049
RESPOSTA DOS PACIENTES COM BLEFAROPTOSE POR MIASTENIA GRAVIS AO TESTE DO GELO

Flávia Ignacio da Silva, Mauro Goldchmit

Santa Casa de São Paulo / Universidade de Santo Amaro (UNISA)

Objetivo: Estudar a resposta dos pacientes com blefaroptose por miastenia gravis (MG) ao teste do gelo. Material e Método: Foram estudados 4 pacientes com Miastenia Gravis acompanhados no Departamento de Neurologia da Santa Casa de São Paulo. A medida da rima palpebral foi realizada no início do teste. Em seguida, colocou-se uma luva cirúrgica contendo gelo sobre as pálpebras com ptose ou sobre as com ptose mais pronunciada nos casos bilaterais. Logo após, extraiu-se nova medida da rima palpebral. O teste foi considerado positivo quando houve aumento igual ou maior que 2 mm da rima palpebral após a colocação do gelo. Resultados: Dos 4 pacientes submetidos ao teste do gelo, 2 apresentaram resultado positivo (paciente 2 com blefaroptose total mostrou abertura palpebral para 4 mm e paciente 4 com rima de 5 mm apresentou aumento da rima palpebral para 10 mm). Não foi evidenciada mudança da rima palpebral após o teste do gelo nos outros 2 pacientes. Conclusão: O teste do gelo apresentou resultado positivo em 50% dos pacientes. Este teste é simples, rápido e não invasivo e pode ajudar no diagnóstico diferencial dos pacientes com blefaroptose, entretanto seu resultado negativo não exclui o diagnóstico de MG.

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P 050
PARESIA UNILATERAL DOS NERVOS TROCLEAR E ABDUCENTE ASSOCIADA À TROMBOSE SÉPTICA DE SEIO LATERAL PÓS-OTITE MÉDIA AGUDA: RELATO DE CASO E ABORDAGEM CIRÚRGICA

Mônica Alves, Luiz Carlos Gagliardi, Denis de Faro, Clinton Lanziani Janeiro, Simão Raskin

Clínica Simão Raskin – Campinas – SP

Os autores descrevem um caso de paresia unilateral dos nervos troclear e abducente após quadro de trombose séptica do seio lateral decorrente de otite média aguda. O exame ortóptico mostrou esotropia e hipertropia com hiperfunção dos músculos retos mediais e oblíquo inferior e hipofunção dos retos laterais e oblíquo superior à esquerda e sinal de Bielschowsky presente. Seguiu-se planejamento cirúrgico com recuo de reto medial e oblíquo inferior e ressecção de reto lateral com resultados satisfatórios.

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P 051
SÍNDROME DE ANTIELEVAÇÃO APÓS TRANSPOSIÇÃO BILATERAL ANTERIOR DO MÚSCULO OBLIQUO INFERIOR, NO TRATAMENTO DO DESVIO VERTICAL DISSOCIADO

Jeanette Huertas, Claudia Pabon, Jorge Meirelles, Helena Tanaka, Célia Nakanami

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Correlacionar a freqüência da síndrome de antielevação (SAE) após transposição anterior do músculo obliquo inferior (TAOI) no tratamento do desvio vertical dissociado (DVD). Método: Estudo retrospectivo, não comparativo, no qual foram estudados 18 pacientes com DVD associado a hiperfunção do músculo obliquo inferior bilateral, submetidos a TAOI bilateral. Exames pré-operatórios e pós-operatórios da motilidade ocular foram realizados. A técnica cirúrgica de anteriorização do músculo obliquo inferior foi realizada inserindo-se o obliquo inferior (OI) em um único ponto, na borda temporal do reto inferior na altura da sua inserção. Resultados: SAE foi observada em 5 pacientes (27,7%). Conclusão: A reinserção do OI na altura da inserção do reto inferior em apenas 1 ponto, pode estar associada a uma baixa incidência de SAE.

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P 052
ECTOPIA LENTIS SIMPLES ASSOCIADA A DOENÇA DE STARGARDT

Rúbia Dias Furtado de Araújo, Ester Sakae Yamazaki, Fernanda Braga Perdigão, Adriana Bührer Alves do Nascimento, Priscila Hae Hyun Rim

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Objetivo: Os autores apresentam um caso raro e inédito de Ectopia lentis simples associada a doença de Stargardt, filho de pais consangüíneos e aparentemente de transmissão autossômica recessiva. Método: Foram realizados exames de biomicroscopia, fundoscopia, retinografia, angiofluoresceinografia e biomicroscopia ultra-sônica. Avaliação sistêmica com exame cardiológico e neurológico, screening para homocistinúria e outros. Resultados: Os cristalinos de ambos olhos estavam subluxados temporalmente com ausência de zônula na porção nasal equatorial. Na retinografia e angiografia foram evidenciados aspectos característicos da doença. As alterações oculares causadas pelas duas entidades resultaram em acentuada diminuição da acuidade visual que com correção óptica é de 20/200 no olho direito e 20/400 no olho esquerdo. Fenotipicamente normal, não foram encontradas anormalidades sistêmicas. Conclusão: Ectopia lentis simples é uma condição hereditária de traço autossômico dominante, no entanto, no presente caso a transmissão aparentemente é do tipo autossômico recessivo, cuja forma lista no "Mckusick’s Mendelian Inheritance in Man", embora não bem estabelecida. A doença de Stargardt é transmitida de forma autossômica dominante (cromossomo 6 e 13q34) e autossômica recessiva (cromossomo 1p21-p13). No nosso caso, o padrão de herança pode ser autossômica recessiva considerando a consangüinidade e pais fenotipicamente normais.

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P 053
ANÁLISE GENÉTICA DOS GENES PITX2 E FOXC1 EM PACIENTES COM SÍNDROME DE RIEGER DO BRASIL

Adriana Silva Borges, Remo Susanna Junior, José Carlos Eudes Carani, Alberto J. Betinjane, Wallace L. Alward, Edwin M. Stone, Val C. Sheffield, Darryl Y Nishimura

Universidade de São Paulo / Howard Hughes Medical Institute, University of Iowa, Iowa (USA)

Objetivo: Axenfeld-Rieger síndrome é uma desordem autossômica dominante, geneticamente heterogênea, que é caracterizada por defeitos no segmento anterior do olho, glaucoma, e anomalias extra-oculares. Este estudo se propõe a examinar dois genes reconhecidamente envolvidos na gênese da síndrome de Rieger, PITX2 e FOXC1, na pesquisa de mutações em cinco famílias brasileiras com síndrome de Axenfeld-Rieger. Pacientes e Método: Cinco famílias num total de 23 pacientes afetados com síndrome de Axenfeld-Rieger foram recrutados para este estudo. Rastreamento de mutações numa seqüência de bases foram realizadas para os genes PITX2 e FOXC1. Análise de associação foi utilizada para o estudo de uma grande família onde não foram encontradas mutações para os genes PITX2 e FOXC1. Resultados: Duas das cinco famílias estudadas apresentaram mutações no gen PITX2, contudo nenhuma das famílias estudadas apresentaram mutações no gen FOXC1. Haplotipagem de três regiões numa grande família com síndrome de Axenfeld-Rieger, excluiu associação com as regiões do 4q25 (PITX2), 6p25 (FOXC1) e 13q14 (RIEG2).

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P 054
SÍNDROME DE RIEGER: RELATO DE CASO

Paula Piccoli da Costa, Priscilla de Cássia Silva Hass, Ana Cláudia Alves Pereira

Santa Casa de Campo Grande – MS

Introdução: A disgenesia iridocorneana consiste de várias desordens congênitas, envolvendo a córnea e a íris, algumas das quais podem estar associadas ao glaucoma. Inclui a síndrome de Axenfeld-Rieger, a anomalia de Peters e a aniridia. A anomalia de Rieger é uma patologia autossômica dominante, com alto grau de penetrância (95%), na qual se observam embriotóxon posterior e anomalias de íris, que incluem hipoplasia estromal, buracos de íris, corectopia, ectrópio uveal e glaucoma em 50% dos casos. A síndrome de Rieger refere-se à anomalia de Rieger associada com alterações dentárias e faciais. Relato de caso: Paciente de 8 anos, do sexo masculino, encaminhado ao serviço com suspeita de glaucoma congênito. Apresentou à ectoscopia hipertelorismo, buftalmos e asa do nariz plana e ampla. Ao exame oftalmológico encontrou-se baixa de acuidade visual em OE, escleras finas e azuladas, megalocórnea, estrias de Haab, câmara anterior rasa, hipoplasia estromal, corectopia, ectrópio uveal, malformação do cristalino, PIO elevada (média de 32 e 30 mmHg respectivamente), deslocamento parcial da linha de Schwalbe e sinéquias anteriores à gonioscopia, e rarefação do epitélio pigmentar da retina, escavação total, vasos em baioneta e com anasalamento à oftalmoscopia. Discussão: A síndrome de Rieger é caracterizada por malformações no segmento anterior do olho, acompanhada por um espectro de malformações dentais, craniofaciais e somáticas. As manifestações extraoculares, especialmente as dentais e craniofaciais, servem para distinguir a síndrome de outras disgenesias iridocorneanas. Nosso objetivo foi o de relatar um caso dessa síndrome, lembrando que um rápido diagnóstico e intervenção terapêutica são decisivos, não só nela, como em todos os casos de glaucoma congênito, devendo o oftalmologista estar atento aos achados que sugiram tais patologias.

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P 055
LIBERAÇÃO DE MITOMICINA C. INFLUÊNCIA DE DIFERENTES MATERIAIS

Tamara Margatho Ramos, Maria Rosa Bet de Moraes Silva

Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP) – SP

Objetivo: Avaliar a quantidade de Mitomicina C liberada por diversos materiais de mesmo tamanho para aplicação de Mitomicina C facilmente encontrados em Centro Cirúrgico de Hospital Universitário. O tipo de material utilizado para aplicação de Mitomicina C em trabeculectomias pode influenciar a liberação e portanto o resultado cirúrgico. Material e Métodos: Foram estudados 20 fragmentos de 5 por 5 mm de cada um dos 5 materiais: Lyostypt, esponja de Weck, pano absorvente utilizado para limpeza, algodão em placa e algodão de cotonete quanto a volume de saturação e quantidade de Mitomicina C (0,5 mg/ml) liberada. Na primeira etapa estudou-se o volume de saturação de cada material. Na segunda etapa foi aplicado 0,1 ml de solução de Mitomicina C a 0,5 mg/ml e mediu-se o maior halo da sua liberação no papel de filtro e a quantidade liberada (pela diferença de peso do papel de filtro antes e depois da liberação da droga). Resultados: O volume absorvido por cada material variou de 0,144 ml (pano absorvente) a 0,216 ml esponja de Weck. A liberação da Mitomicina C também foi variável sendo a maior do algodão em placa e do pano absorvente. A esponja de Weck e o algodão de cotonete liberam quantidades semelhantes. Conclusões: Os diferentes materiais liberaram quantidades diferentes de Mitomicina C. Isto pode explicar a diferença de resultados nas trabeculectomias com Mitomicina C. É importante conhecer e padronizar o material utilizado e também o volume utilizado para obter avaliações mais precisas de resultados. O algodão de cotonete por liberar quantidade semelhante de Mitomicina C poderia substituir a esponja de Weck nas trabeculectomias.

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P 056
TEMPO DE TERAPÊUTICA PROPICIADO POR FRASCO DE COLÍRIOS HIPOTENSORES OCULARES

Paulo Gelman Vaidergorn, Remo Susanna Jr, Adriana Silva Borges, Jair Giampani Jr

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Determinar o tempo médio de terapêutica propiciado pelos seguintes colíros hipotensores oculares: bimatoprost (LumiganÒ, Allergan), latanoprost (XalatanÒ, Pharmacia), travoprost (TravatanÒ, Alcon) e unoprostona (ResculaÒ, Novartis). Método: Contou-se o conteúdo total, em gotas, de seis unidades de colírio de cada medicamento, a fim de se obter um número médio de gotas por frasco. Com base neste número, foi calculado o número médio de gotas por ml e o tempo médio de tratamento propiciado por medicação. Resultados: Houve variação no número de gotas por ml no grupo das quatro drogas, que foram, em ordem decrescente: XalatanÒ, 43,4 ± 1,6, TravatanÒ, 38,7 ± 2,2, ResculaÒ, 37,6 ± 1,3, e LumiganÒ 34,9 ± 1,8 gotas por ml. Quanto à durabilidade média de terapêutica, supondo uma gota por instilação, sem que haja perda, um frasco de XalatanÒ (2,5 ml) seria suficiente para 54,2 ± 2,0 dias de tratamento, enquanto que um de LumiganÒ (3,0 ml), 52,3 ± 2,7 dias, um de ResculaÒ (5,0 ml), 50,0 ± 1,7 dias e um de TravatanÒ (2,5 ml) duraria 48,4 ± 2,7 dias. Conclusões: Entre os fatores a serem considerados ao se prescrever colírios hipotensores oculares, devem merecer atenção o número de gotas e a conseqüente extensão da terapêutica propiciada por frasco de medicamento.

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P 057
ANÁLISE DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA COM GDxTM: VALIDADE DIAGNÓSTICA EM PACIENTES SUSPEITOS DE GLAUCOMA

Rodrigo Almeida Vieira Santos, Hellmann Dantas, Antônio Guilherme Ventura, Marco Polo Ribeiro, Daniela Lyra Antunes, Hélder Viana

Fundação Altino Ventura – Recife - PE

Objetivo: Determinar a validade diagnóstica do GDx Scanning Laser System em pacientes suspeitos de glaucoma. Métodos: Foram submetidos ao exame com o GDx Scanning Laser System, 48 pacientes (87 olhos) suspeitos de glaucoma com pressão intra-ocular acima de 20 e abaixo de 25 mmHg com campo visual normal. Analisou-se a sensibilidade e especificidade deste exame de analisador de fibras nervosas. Resultados: Considerando como exame anormal a presença de pelo menos um índice alterado, entre pacientes suspeitos de glaucoma e normais, observou-se uma sensibilidade de 65,5% e especificidade de 81,25%. Conclusão: O GDx Scanning Laser System apresenta pouca capacidade na diferenciação entre pacientes suspeitos de glaucoma e pacientes normais.

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P 058
PREVENÇÃO DA CEGUEIRA POR GLAUCOMA: CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE PACIENTES

Paula Renata Caluff Lobato, Ricardo Danilo Chagas, André Luiz de Freitas Silva, Isaac Neustein, Marcelo Jordão Lopes

Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – SP

Objetivo: Identificar os conhecimentos e práticas de pacientes portadores de glaucoma. Método: Estudo "Survey" transversal, realizado em pacientes portadores de glaucoma do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo entre os meses de maio e agosto de 2001. A coleta de dados foi realizada através de questionário de múltipla escolha. Resultado: Total de cento e dezoito pacientes, 34% do sexo masculino e 66% do sexo feminino, com idade entre 19 e 57 anos. Destes, 15% não sabiam serem portadores de glaucoma; 55% referiam sintomas porém não relacionados ao glaucoma; 77% sabiam referir o nome do colírio usado; 51,8% não faziam nada após a instilação de colírios; 73,4% não sabiam os efeitos colaterais causados pelos colírios; 66% não sabiam referir a pressão intra-ocular normal; 52% não sabiam qual a função do exame de campo visual. Conclusão: Os resultados obtidos no trabalho confirmam o desconhecimento dos pacientes em relação a sua doença, resultando em baixa adesão ao tratamento com comprometimento do prognóstico visual.

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P 059
ESTRATÉGIA RÁPIDA TOP (TENDENCY ORIENTED PERIMETRY) COM PERÍMETRO OCTOPUS 101 EM POPULAÇÃO NORMAL

Emilio R. Suzuki Jr., Cibele Lima Belico, Wander Duarte Batista, Carlos Rubens de Figueiredo, Wagner Duarte Batista

Santa Casa de Belo Horizonte - MG

Objetivo: Avaliar a estratégia TOP (Tendency Oriented Perimetry) em indivíduos normais. Material e Métodos: Foram avaliados 47 olhos de 47 indivíduos normais submetidos a exame de perimetria computadorizada com estratégia TOP com o aparelho Octopus 101 durante o período de junho a dezembro de 2001 na Santa Casa de Belo Horizonte. Avaliaram-se os seguintes itens: tempo do exame, MS, MD, LV, RF e especificidade. Resultados: O exame durou em média 2,17 minutos (dp ± 0,26). A média do MS foi de 28,12 dB(dp ±1,68), MD de 0,50 dB (dp ± 1,30), LV de 3,40 dB2 (dp ± 1,48), RF de 7,79% (dp ± 9,46). A especificidade foi de 89,4%. Conclusão: A estratégia TOP apresentou resultados de índices globais compatíveis com a normalidade, compatíveis com uma população normal.

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P 060
REPRODUTIBILIDADE DO MEDIDOR DE FLUXO SANGÜÍNEO OCULAR PULSÁTIL (POBF)

Emilio R. Suzuki Jr., Carlos Rubens de Figueiredo, Bruno Pimentel de Figueiredo, Wander Duarte Batista

Santa Casa de Belo Horizonte - MG

Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade do POBF em 100 olhos de 100 pacientes. Material e Métodos: Foram realizadas duas medidas do fluxo sangüíneo ocular pulsátil (FSOP) em 100 pacientes, com intervalo de uma hora entre a primeira e a segunda medida. Resultados: A média da primeira medida de fluxo sangüíneo ocular pulsátil (F1) foi de 16,67 µl/s. com DP ± 7,65. A média da segunda medida de fluxo sangüíneo ocular pulsátil (F2) foi de 16,99 µl/s. com DP de ± 7,89. A média da diferença entre F1 e F2 foi de 0,471 µl/s. com DP ± 1,88. A repro-dutibilidade do POBF foi avaliada quanto ao aumento ou diminuição do fluxo sangüíneo ocular após uma hora de intervalo. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as duas medidas (p>0,05). Conclusão: Não se observaram diferenças estatisticamente significativas do fluxo sangüíneo ocular pulsátil entre a primeira e segunda medida.

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P 061
PERFIL OFTALMOLÓGICO DOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO DE GLAUCOMA DO HOSPITAL DE OLHOS LEIRIA DE ANDRADE (HOLA – CE)

Ariana Fernandes Almeida, Sammy Dumont Bento Araújo, Roma Medeiros de Almeida, Osmânia Oliveira de Freitas Pinheiro

Hospital de Olhos Leiria de Andrade - CE

Objetivo: Demonstrar a importância de uma avaliação oftalmológica precoce dos pacientes glaucomatosos. Material e Métodos: Foram analisadas retrospectivamente as fichas de 142 pacientes que procuraram o ambulatório do Hospital de Olhos Leiria de Andrade (HOLA – CE) no período de junho de 2001 a abril de 2002. Resultados: Observou-se que 52,84% dos pacientes tinham idade maior que 60 anos, com discreta predominância do sexo feminino (57,74%). A acuidade visual apresentada pela maioria dos olhos estava acima de 0,6 na escala de Snellen (24,19%). Verificou-se que a PIO na admissão estava acima de 21 mmHg em 42,25% dos olhos e dentre estes, as escavações encontradas entre 0,6 e 1,0 no seu maior diâmetro perfaziam 54,44%. Conclusão: Os autores enfatizam a necessidade de maior esclarecimento do glaucoma por parte da população, a fim de proporcionar um diagnóstico precoce, como forma de retardar o dano glaucomatoso, e assim preservar a qualidade de visão dos pacientes.

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P 062
Alterações morfológicas no estroma do corpo ciliar de ratos normais e diabéticos aloxânicos

Evandro Portaluppe Bosso, Silvana Artioli Schellini, César Tadeu Spadella, Elisa Aparecida Gregório, Carlos Roberto Padovani

Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP) - SP

Objetivo: Avaliar a presença de alterações morfológicas no estroma do corpo ciliar de ratos normais e diabéticos aloxânicos. Material e Métodos: 20 ratos da raça Wistar, saudáveis, com 3 meses de idade cada, divididos por sorteio em 2 grupos experimentais, com 10 animais cada: grupo controle (GC) e grupo diabético (GD), com a indução do diabetes por injeção endovenosa de Aloxana. Foram sacrificados 5 animais de cada grupo (GC e GD) em 2 momentos experimentais: momento 1 (M1) 1 mês e momento 2 (M2), 12 meses após o início do estudo. Após o sacrifício, os olhos foram removidos e preparados para exame do corpo ciliar à eletrônica de transmissão, tendo sido avaliado o estroma do corpo ciliar. Resultados: A avaliação morfológica do estroma do corpo ciliar dos animais do GC mostrou que no M2 ocorreram alterações como aumento de corpos densos e lisossomos, vesículas, vacúolos e "figuras de mielina" nas células endoteliais e pericitos, assim como espessamento da membrana basal, principalmente do epitélio ciliar. Os animais diabéticos (GD) também apresentaram as mesmas alterações, porém em maior intensidade, além de alterações em terminações nervosas amielínicas e em fibroblastos. Todas as alterações foram mais freqüentes no M2, sendo mais acentuadas e importantes no GD do que no GC. Conclusões: Ratos normais (GC) no M2 apresentaram algumas alterações morfológicas no estroma do corpo ciliar. Porém, os ratos diabéticos apresentaram lesões mais freqüentes, intensas e importantes, com caráter evolutivo.

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P 063
SÍNDROME DE KABUQUI: ACHADOS OFTALMOLÓGICOS-RELATO DE CASO

Fabiana Shinzato Higa, Márcia Cristina Pimenta Souza e Silva, Maria Elisa Katayama, Juan Clinton Llerena Jr, Riuitiro Yamane

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Objetivo: Descrever os achados oftalmológicos na Síndrome de Kabuqui. Material e Método: Relato de caso de paciente de 8 anos com Síndrome de Kabuqui e baixa da acuidade visual. Resultado: No exame oftalmológico foi encontrado astigmatismo, ptose, microcórnea, coloboma de nervo óptico, coloboma de retina e coróide e um aumento da escavação da cabeça do nervo óptico. Conclusão: Os autores ressaltam a importância do exame oftalmológico nos pacientes portadores da Síndrome de Kabuqui.

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P 064
ANÁLISE, ATRAVÉS DA OFTALMOSCOPIA, DAS ALTERAÇÕES PAPILARES E RETINIANAS EM PACIENTES GLAUCOMATOSOS: IMPORTÂNCIA NO DIAGNÓSTICO E SEGUIMENTO CLÍNICO

Márcia de Araújo Medeiros, Michel Moreira Leite, Cristina Satiko Mashiba, Simão Raskin, Luiz Carlos Gagliardi

Instituto de Olhos F. Raskin – Campinas - SP

Objetivo: Analisar as alterações papilares e retinianas em pacientes com diagnóstico de glaucoma através de exame clínico oftalmológico e de perimetria visual, mostrando que os aspectos do nervo óptico são de suma importância pelo aparecimento precoce de evidencias de lesão glaucomatosa e de sua progressão. Material e Métodos: Quarenta e cinco pacientes acompanhados no serviço de oftalmologia da Clínica Raskin, Campinas - SP, foram estudados aleatória e prospectivamente no período de junho de 2001 a janeiro de 2002. A avaliação clínica foi feita por três examinadores, através da oftalmoscopia direta à lâmpada de fenda, havendo concordância de 70% entre eles. A idade média dos pacientes foi de 63,2 anos. Sendo 23 (51,1%) do sexo masculino. A maior parte da amostra 34 (75,5%) tinha glaucoma crônico simples. Onde 11 (24,4%) faziam tratamento para glaucoma há menos de um ano, 23 (51,1%) entre 1 a 5 anos e 11 (24,4%) há mais de 5 anos. Resultados: A oftalmoscopia evidenciou alterações papilares e/ou retinianas em 100% dos pacientes, havendo acometimento em 73 (82,9%) dos olhos examinados. A alteração mais observada foi a assimetria de escavação, em 35 (81,3%) dos pacientes. Observamos anasalamento dos vasos em 73,8% dos olhos, halo peripapilar em 69,3%, "notch" em 65,9%, sinal da baioneta em 62,5%, atrofia difusa da camada de fibras nervosas em 52,2%, aumento concêntrico da escavação em 47,7%, "dot sign" em 44,3%, vaso em passarela em 34,0%, estrias de Susanna em 31,8%, fosseta adquirida do nervo óptico em 29,5%, aumento vertical da escavação em 20,4% e escavação nasal em 5,6%. Conclusão: Observa-se neste estudo, a importância do conhecimento das alterações papilares e retinianas determinadas pelo glaucoma, possibilitando, assim, um diagnóstico precoce e tratamento adequado, prevenindo ou retardando a progressão da doença e suas complicações, inclusive, a cegueira.

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p 065
ANIRIDIA - relato de caso

Priscilla de Cássia Silva Hass, Paula Píccoli da Costa, Ana Cláudia Alves Pereira

Santa Casa de Campo Grande – MS

Introdução: A aniridia é uma afecção ocular bilateral e rara, caracterizada por significativas anormalidades oculares congênitas e adquiridas, dentre as quais, a mais importante é a marcada hipoplasia da íris. Outras alterações incluem anomalias da córnea, do cristalino e do segmento posterior. Os portadores de aniridia apresentam fotofobia e acuidade visual diminuída. O glaucoma ocorre em uma incidência variável de 6 a 75% dos casos. Relato de caso: TAN, 14 anos, masculino, negro, com história de baixa acuidade visual progressiva, fotofobia e "ausência de íris" em ambos os olhos (AO). Ao exame oftalmológico encontramos: acuidade visual em olho direito (OD) movimento de mãos e em olho esquerdo (OE) percepção luminosa; completa ausência de íris, catarata, sub-luxação temporal do cristalino, escavação total, palidez temporal de papila, dispersão pigmentar na região macular e rarefação do epitélio pigmentar da retina em AO. A PIO média foi de 16 mmHg no OD e 20 mmHg no OE. Evoluiu com controle inadequado do glaucoma com o tratamento clínico, sendo submetido à cirurgia fistulizante anti-glaucomatosa em AO. Discussão: O paciente atendido em nosso serviço apresenta alterações bilaterais, catarata, sub-luxação de cristalino, nistagmo e alterações do segmento posterior, o que se mostra compatível com os dados da literatura. Foi constatado no exame gonioscópico, a presença de coto de íris, confirmando a assertiva universalmente aceita de que o termo aniridia só é válido no sentido clínico. Evoluiu controle inadequado do glaucoma com o tratamento clínico, refratariedade que também foi relatada por outros autores.

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P 066
PERFIL DOS PACIENTES CADASTRADOS EM UMA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AJUDA A PORTADORES DE GLAUCOMA

Cristiano Toesca Espinhosa, Onaldo Araújo Nascimento, Paulo Augusto de Arruda Mello

Santa Casa de Misericórdia de Santos - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Objetivo: Traçar o perfil dos pacientes cadastrados em uma Associação Brasileira de Ajuda a portadores de Glaucoma, seus familiares e amigos. Método: Foram avaliadas as fichas de inscrição com perguntas pré-formuladas como: sexo, idade, endereço de origem, se portador ou não de glaucoma e como obteve informação sobre a associação. Resultados: Três mil quatrocentos e quatorze pessoas estavam inscritas na associação até o final deste estudo, com predomínio do sexo feminino com 2092 (61,72%), a idade variou de 13 dias de vida a 92 anos, 1438 (42,12%) tinham idade acima de 40 anos e 1038 (30,4%) abaixo; 938 (27,47%) não responderam esta variável; 2139 (62,6%) eram portadores de glaucoma e 604 (17,6%) não portadores; 483 (14,12%) não sabem se são portadores e 188 (5,5%) não responderam esta variável; a região de maior prevalência foi a sudeste com 2787 (81,6%); a principal forma de conhecimento sobre a associação foi pela divulgação na mídia. Conclusão: Observou-se neste estudo a importância deste tipo de associação no sentido de orientação e apoio aos pacientes portadores de glaucoma, seus amigos e familiares, assim como um maior número de inscritos das regiões sudeste e sul demonstrando a necessidade de uma maior divulgação nos outros estados, para que um maior número de pessoas seja beneficiada com este tipo de trabalho.

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P 067
POLARIMETRIA DE VARREDURA A LASER EM PACIENTES PORTADORES DE FIBRAS DE MIELINA

Jair Giampani Junior, Felipe Andrade Medeiros, Roberto Freire Santiago Malta, Remo Susanna Junior

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivos: Avaliar a influência das fibras de mielina papilares e/ou peripapilares na análise quantitativa da camada de fibras nervosas da retina através do polarímetro de varredura a laser (NFA II- GDx, LDT INC, San Diego, CA). Métodos: Série de casos de 8 pacientes portadores de fibras de mielina unilaterais como única alteração oftalmológica exceto erro refracional. Cada paciente foi submetido a um exame oftalmológico básico, incluindo melhor acuidade visual corrigida, biomicroscopia de segmento anterior e posterior (Volk 78D), medida da pressão ocular (PIO) e gonioscopia, além da polarimetria de varredura a laser (NFA II- GDx). Pacientes portadores de neuropatias ópticas de qualquer etiologia (inclusive glaucoma) e/ou com antecedentes familiares de glaucoma foram excluídos do estudo. Resultados e conclusões: As fibras de mielina papilares e/ou peripapilares causam alterações na birrefringência da camada de fibras nervosas da retina, dificultando a valorização do exame. Há o aparecimento de espículas no gráfico "double-hump", podendo ser observado tanto um aumento quanto uma redução na espessura medida da CFN pelo polarímetro de varredura a laser.

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P 068
FLUTUAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR EM PACIENTES GLAUCOMATOSOS TRATADOS CLÍNICA OU CIRURGICAMENTE

Felipe Andrade Medeiros, Alexandre Pinheiro, Frederico Castelo Moura, Bruno Campelo Leal, Remo Susanna Jr.

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: O objetivo do estudo foi comparar a flutuação da pressão intra-ocular (PIO) em pacientes glaucomatosos sob uso de terapia hipotensora ocular com a de pacientes glaucomatosos previamente submetidos a trabeculectomia. Neste estudo, foram também avaliados os picos e flutuações da PIO dos mesmos pacientes em resposta ao teste de sobrecarga hídrica (TSH). Materiais e Métodos: O estudo incluiu 30 pacientes com diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto em uso de medicação hipotensora ocular e sem história de cirurgia intra-ocular prévia (grupo clínico), e 30 pacientes com o mesmo diagnóstico submetidos a uma ou mais trabeculectomias prévias e sem uso de medicação hipotensora ocular no período do estudo (grupo cirúrgico). Todos os pacientes foram submetidos a uma curva tensional diária –CTD (8:30-17:00/ intervalo de 3 horas) seguida pelo TSH. Resultados: O pico e a flutuação da PIO durante a curva tensional diária foram significantemente maiores no grupo clínico do que no grupo cirúrgico, sendo que o mesmo foi observado com o teste de sobrecarga hídrica. Partindo-se de uma PIO inicial (antes do TSH) de 10,6 mmHg, a flutuação média na PIO foi de 13% no grupo cirúrgico e 40% no grupo clínico. Conclusão: Pacientes trabeculectomizados demonstram menores flutuações da pressão intra-ocular durante a curva tensional diária e após o teste de sobrecarga hídrica quando comparados a pacientes sob tratamento medicamentoso. Este efeito pode representar um benefício adicional da cirurgia no controle da pressão intra-ocular de pacientes glaucomatosos.

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P 069
AVALIAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR APÓS TRABECULECTOMIAS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO, NATAL – RN

Marcos Fábio de Almeida Barbosa, Marta Liliane Ramalho Rocha, Alexandre Henrique Bezerra Gomes, Carlos Alexandre de Amorim Garcia, Raquel Araújo Costa Uchôa

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivo: Avaliar a pressão intra-ocular (PIO) após trabeculectomias realizadas no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal – RN. Material e Métodos: Realizado estudo retrospectivo de 50 pacientes submetidos à trabeculectomia no serviço de Oftalmologia do HUOL, durante o período de julho de 1999 a agosto de 2000. O resultado cirúrgico baseou-se na análise da pressão intra-ocular (PIO) pós-operatória, em um seguimento mínimo de 3 meses, considerando-se satisfatórios os casos que obtiveram PIO menor ou igual a 21 mmHg, independentemente de medicação associada. Foi utilizado o teste qui-quadrado na avaliação estatística dos resultados, com significância p<0,05. Resultados: Dos 50 prontuários de pacientes estudados, apenas 30 (60%) preencheram os critérios de inclusão deste trabalho. Nestes trinta pacientes, foram realizadas 49 trabeculectomias, evidenciando-se controle pressórico pós-operatório satisfatório em 71,4% (35/49) dos casos, sendo estatisticamente significante (p<0,05). Destes, 57,2% (20/35) não necessitaram de medicação anti-glaucomatosa associada. Conclusão: Houve redução estatisticamente significante da PIO após trabeculectomia em 71,4% dos casos. Não houve necessidade de medicação anti-glaucomatosa associada em 57,1% (20/35) dos casos. A análise dos resultados deste estudo mostrou uma alta freqüência de sucesso cirúrgico compatível com resultados encontrados na literatura.

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P 070
CASOS DE ENDOFTALMITE EM HOSPITAL ESCOLA DURANTE UM PERÍODO DE CINCO ANOS

Tiana Gabriela Burmann, Gabriel Zatti Ramos, Zélia Maria S. Corrêa, Ítalo Mundialino Marcon

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

Objetivo: Descrever as condutas tomadas frente a casos de endoftalmite e alertar a importância do diagnóstico etiológico no manejo e prognóstico desta patologia. Materiais e Métodos: Avaliação retrospectiva de todos os casos de endoftalmite pós-operatória num período de cinco anos em um Hospital Escola. O volume cirúrgico médio anual do serviço de oftalmologia desta instituição são 1800 cirurgias /ano sendo que o número de casos de endoftalmite apurados foram cinco nos últimos cinco anos que corresponde a cerca de 0,27% do volume cirúrgico estimado. Os casos serão descritos individualmente bem como as condutas tomadas frente a cada um deles. Resultados: Caso 1: Homem de 63 anos, manejado exclusivamente com antibiótico (ATB) tópico e sistêmico evoluiu com acuidade visual (AV) final=ausência de percepção luminosa (NPL). Caso 2: Mulher de 83 anos, manejada com ATB tópico, sistêmico e intra-vítreo evoluiu com AV final=NPL. Caso 3: Homem de 69 anos, manejado com ATB tópico, sistêmico e intra-vítreo além de vitrectomia via pars plana (VVPP), evoluiu com AV final=NPL. Caso 4: Homem de 53 anos manejado com ATB tópico, sistêmico, intra-vítreo além de VVPP, evoluiu com AV final=movimentos de mão (MM). Caso 5: Mulher de 72 anos, manejada com ATB tópico, sistêmico, intra-vítreo além de VVPP, evoluiu com AV final=20/100. Conclusão: Os casos de endoftalmite têm uma grande diversidade clínica e isso dificulta estabelecer uma padronização no tratamento desta complicação cirúrgica. A suspeita precoce, o isolamento do agente etiológico e o manejo adequado são os principais fatores associados com o êxito do tratamento.

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