PAINÉIS
Volume 65 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XV Congresso Brasileiro de Prevenção 
da Cegueira e Reabilitação Visual

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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CAUSAS DE SUSPENSÃO DE CIRURGIA DE CATARATA NO NORDESTE DO BRASIL

Luiz Antônio Trigueiro, João Carlos Veloso, Carlos Gustavo Lima, João Carlos Arraes, Rodrigo Pessoa Cavalcanti Lira, Ronald Fonseca Cavalcanti

Fundação Altino Ventura - Recife - PE

Objetivo: Verificar as causas de suspensão de cirurgia de catarata em dois hospitais de referência a fim de sugerir medidas para melhorar a eficiência do serviço prestado à população. Métodos: Este estudo transversal incluiu pacientes selecionados para cirurgia de catarata, com anestesia local, no período de julho a agosto de 2001 e foi desenvolvido em dois hospitais de referência da Região Nordeste do Brasil, sendo um público - Fundação Altino Ventura (FAV) e um privado - Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). Foram excluídos os pacientes com menos de 40 anos de idade, os submetidos previamente a cirurgia ocular, os com indicação de anestesia geral e os que sofreram infarto agudo do miocárdio até três meses antes da cirurgia. As causas de suspensão de cirurgia foram classificadas em: administrativas; não comparecimento do paciente; condições clínicas inadequadas. As administrativas incluíram: falta de prontuário; ausência de funcionários; falta de horário; falta de acompanhante; desistência do paciente; e falta de material cirúrgico. Resultados: A amostra foi composta de 725 indivíduos com facectomias agendadas, sendo 563 (77,6%) da instituição pública e 162 (22,4%) da privada. Em ambas a predominância foi do sexo feminino (FAV 62,0% e HOPE 74,4%). A média de idade foi de 69,7 + 10 anos, não havendo diferença significativa entre as instituições (p 0,254). Do total de cirurgias, 640 (88,3%) foram realizadas e 85 (11,7%) foram suspensas. A prevalência de cancelamentos na FAV (13,7%) foi superior ao HOPE (5,0%) [p 0,004]. As causas foram: não comparecimento (na FAV em 4% dos pacientes e no HOPE em 3,7%), condição clínica adversa (na FAV em 8,8% e no HOPE em 0,6%), e motivo administrativo (na FAV em 0,8% e no HOPE em 0,6%). Conclusões: Os dados sugerem que a prevalência de facectomias suspensas é maior na rede pública que na privada. Entretanto não houve assimetria significativa entre as instituições em relação à participação do não comparecimento e de motivos administrativos como causas do cancelamento, portanto a diferença na freqüência de suspensão deveu-se ao fator condição clínica.

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ECTOPIA LENTIS EM SETE MEMBROS DE UMA MESMA FAMÍLIA COM SÍNDROME DE MARFAN: RELATO DE CASOS

Micheline Cavalcante Silva, Michel Moreira Leite, Adriano José Cavalcante Silva, Cynthia de Araújo Batista Pereira, Alcir Carvalho de Melo

Universidade Federal de Alagoas

Objetivo: A síndrome de Marfan é uma doença do tecido conectivo, multissistêmica, transmitida por herança de padrão autossômico dominante com expressão fenotípica variável e resultado da mutação de um alelo do gene da fibrilina. Na tríade clássica, encontramos alterações esqueléticas, cardiovasculares e oculares. A anomalia ocular mais característica é a ectopia lentis, encontrada em até 80% dos casos. Os autores apresentam sete membros de uma mesma família com síndrome de Marfan, descrevendo as principais alterações clínicas encontradas, com enfoque para as manifestações oculares, correlacionando-as com casos descritos na literatura. Material e Método: Os pacientes foram examinados, prospectivamente, no período de janeiro de 2001 a fevereiro de 2002 no Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas, sendo submetidos à anamnese; exame físico geral; avaliação cardiológica, através de ecocardiograma e exame oftalmológico através de avaliação da acuidade visual, inspeção e motricidade ocular, biomicroscopia de segmento anterior, tonometria de aplanação, gonioscopia, oftalmoscopia direta e indireta, biometria ocular e exame de refração. Resultado: A ectopia estava presente em todos os pacientes estudados. Desses, dois foram submetidos ao tratamento cirúrgico e outros dois aguardam ainda o mesmo procedimento. Em três pacientes optou-se por conduta expectante, em vista da acuidade visual satisfatória com a correção de lentes. Conclusão: Enfatiza-se, no trabalho, a difícil decisão de indicação cirúrgica devido a pobre melhora na acuidade visual e as possíveis complicações per e pós-operatórias.

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MUTIRÃO DE CATARATA: PROJETO COMUNITÁRIO PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA CATARATA EM ALFENAS, ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL

Juliano Lopes Carvalho, Daniela Maggione Leão, Luis Fernando Ávila Hueb, Jael Patrícia Santos Soares, José Álvaro Pereira Gomes

Universidade de Alfenas – MG

Objetivo: A Residência de Oftalmologia da Universidade de Alfenas (UNIFENAS) juntamente com o Ministério da Saúde e secretarias municipais de saúde de cidades da região de Alfenas, realizaram o I Mutirão de Catarata no Instituto de Olhos da UNIFENAS, com o propósito de facilitar o acesso da população a projetos assistenciais comunitários de prevenção da cegueira, diagnosticando e tratando pacientes portadores de catarata acima de 55 anos, solucionando assim um importante problema de saúde pública ocular. Material e Métodos: Foram atendidos 790 pacientes, submetidos a um fluxograma de atendimento (avaliação oftalmológica e clínica) para cirurgias de catarata. Resultados: Dentre os pacientes avaliados foram diagnosticados 130 cataratas, as quais, 102 tiveram tratamento cirúrgico. Vinte e oito não foram possíveis de tratamento devido a avaliação clínica. Conclusão: Pode-se concluir que projetos assistenciais comunitários de prevenção da cegueira promovem uma maior facilidade de acesso da população ao tratamento e contribui para reabilitação de deficientes visuais na região do projeto implantado.

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Estudo comparativo do endotélio corneano com dois tipos de viscoelásticos: OFTVISCÒ e VITRAXÒ na cirurgia de catarata por facoemulsificação

Urcel Thomaz Leroux Ycaza, Alexandre Hasegawa, Nobuaqui Hasegawa, Leandro Fujii, Marcelo Araújo

Hospital de Olhos de Londrina - PR

Objetivo: Comparar qual dos dois viscoelásticos utilizados de rotina no Hospital de Olhos de Londrina, proporciona melhor proteção para o endotélio corneano do trauma causado pela cirurgia de catarata por facoemulsificação. Métodos: Estudo prospectivo dos pacientes submetidos à cirurgia de catarata por facoemulsificação, no período de fevereiro até novembro de 2001. 16 pacientes foram incluídos neste estudo piloto e foram avaliados quanto às complicações e à contagem endotelial pré e pós-operatório nas primeiras 24h, 7º, 15º, 30º e 90º dias. Resultados: A média de perda de células endoteliais com o Oftvisc foi de 27,8% e o Vitrax foi de 23,3%. Em 81% dos pacientes, a acuidade visual final variou entre 20/20 a 20/60. Conclusões: As perdas de células endoteliais não apresentaram diferenças significantes. A metilcelulose é uma alternativa para diminuir os custos na facoemulsificação e nos mutirões de catarata.

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PROBLEMAS DA VIDA DIÁRIA EM PACIENTES COM CATARATA OPERADOS NO CENTRO CIRÚRGICO AMBULATORIAL DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS

Leda Mine Takei Lower, Edméa Rita Temporini-Nastari, Newton Kara-José

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

Objetivos: Identificar as dificuldades diárias mais comuns percebidas por pacientes à espera de cirurgia de catarata no Centro Cirúrgico Ambulatorial. Identificar domínios da qualidade de vida do paciente afetados pelo problema visual. Método: Foi realizada uma pesquisa exploratória através de entrevistas gravadas com pacientes entre 50 a 70 anos previamente à cirurgia de catarata. Após o consentimento do paciente, eram realizadas perguntas abertas a respeito da visão do paciente. Os problemas espontaneamente referidos pelos pacientes foram computados. Resultados: Foram entrevistados 14 pacientes, 6 do sexo feminino e 9 do sexo masculino. Entre as pacientes do sexo feminino, todas referiram espontaneamente que a visão estava atrapalhando para realizar trabalhos manuais. Dois pacientes citaram dificuldade para pegar ônibus. Dos 14 pacientes, 7 referiram dificuldade para subir ou descer escadas. Quatro pacientes referiram dificuldade para andar na rua. Fazer compras foi a queixa de 1 paciente. Os serviços domésticos foram divididos em atividades que exigiam uma melhor visão para longe e atividades que exigiam uma melhor visão para perto: catar feijão, lavar verdura, passar roupa. Um paciente referiu dor (cefaléia) como problema relacionado à catarata. A catarata também foi associada a problemas com cuidados pessoais. Sete pacientes referiram dificuldade para leitura. Dificuldade para assistir televisão também foi citada. Os pacientes do sexo masculino também referiram dificuldades para trabalhos manuais. Guiar carro foi lembrado por 4 pacientes como difícil e 5 se referiram à dificuldade de guiar à noite. Um pacientes se queixou de dificuldade em jogos. Quanto aos aspectos emocionais, medo, irritação, depressão e preocupação foram os sentimentos mais citados como decorrentes da catarata. Conclusão: Os pacientes do Centro Cirúrgico Ambulatorial apresentam um universo de respostas próprio que pode ser investigado através de pesquisa exploratória. Este tipo de estudo serve como base para futuras pesquisas acerca da qualidade de vida destes pacientes.

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P 006
EFICÁCIA DO EXAME DE AVALIAÇÃO POTENCIAL DA VISÃO (PAM) EM ESTIMAR A MELHORA DA ACUIDADE VISUAL PÓS FACECTOMIA

Beatriz S. Takahashi, Walter Y. Takahashi, Fernando Susanna

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Avaliar a eficácia do PAM para prever melhora da acuidade visual após cirurgia de catarata. Material e Métodos: 155 olhos foram submetidos a cirurgia de catarata. Foram comparados a AV pré-operatória com a medida com o PAM, a acuidade visual medida com o PAM com a AV pós-operatória. Resultados: 141 olhos (90,96%) tiveram o resultado com PAM melhor do que a AV pré, 11 olhos (7,10%) AV com PAM igual à AV pré e 3 olhos (1,94%), AV com PAM pior do que a AV pré. 106 olhos (68,38%) tiveram a AV pós melhor que a medida pelo PAM, 22 olhos (14,19%) AV pós igual ao PAM e 27 olhos (17,42%) AV pós pior que PAM. Conclusão: o exame de PAM mostrou ter boa eficácia para prever melhora da AV pós cirurgia de catarata. Em mais de 2/3 dos olhos, a visão pós-operatória final foi ainda melhor do que a medida pelo PAM.

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CARACTERÍSTICAS, RESULTADOS E COMPLICAÇÕES DE 1451 CIRURGIAS DE EXTRAÇÃO DE CATARATA REALIZADAS DE JANEIRO DE 2000 A JANEIRO DE 2001 NA CLÍNICA RASKIN, CAMPINAS – SP

Stênio Ferreira Rosa, Simão Raskin, Daniel Gadioli, Júnior Kuczmainski, David Raskin

Clínica Raskin – Campinas - SP

Objetivo: Avaliar características, resultados e complicações das cirurgias de catarata realizadas no período de um ano na Clínica Raskin, Campinas - SP. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente prontuários de 1451 pacientes submetidos a cirurgia para extração de catarata entre janeiro de 2000 e janeiro de 2001. Resultados: 54,16% dos pacientes eram do sexo feminino e 45,83% do sexo masculino, a média de idade foi de 67,96 ± 11,38 anos, a acuidade visual pré-operatória média foi de 0,05 ± 0,10 e pós-operatória média foi de 0,58 ± 0,27. Dentre as doenças sistêmicas diabetes e hipertensão arterial foram mais freqüentes. Entre as doenças oculares destacaram-se glaucoma e retinopatias. Durante a cirurgia, complicações como perda vítrea, hifema tiveram ocorrência relativamente baixa. No pós-operatório complicações freqüentes foram entre outras, hérnia de íris, opacificação capsular posterior, edema macular cistóide e conjuntivite.

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CATARATA POLAR POSTERIOR: ASPECTOS CIRÚRGICOS

Suane Castro Milhomen, Márcia Beatriz Tartarella, Glória Fátima Britz Colombi, Isabella Almeida Brito Garcia

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - SP

Objetivo: Analisar as complicações cirúrgicas mais comuns em casos de catarata polar posterior de crianças operadas no ambulatório de catarata congênita da Universidade Federal de São Paulo, no período de fevereiro de 1996 a setembro de 2001. Métodos: Foram estudados retrospectivamente 21 pacientes com catarata polar posterior, unilaterais ou bilaterais, dos quais 8 pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico totalizando 10 olhos. Os pacientes foram divididos em 5 grupos, recebendo cada um deles uma técnica cirúrgica que foi realizada sob anestesia geral. Grupo I (2 olhos) - facoemulsificação com implante de lente intra-ocular no saco capsular do tipo Acrysof MA30BA e Mediphacos SK-72. Grupo II (3 olhos) - extração extracapsular de catarata com implante de lente intra-ocular no sulco do tipo Acrysof MA30BA, Mediphacos SK-72 e Visiontech. Grupo III (1 olho) - extração extracapsular de catarata sem implante de LIO e confecção de capsulotomia posterior primária. Grupo IV (1 olho) - extração extracapsular de catarata sem implante de LIO e com capsulotomia posterior primária. Grupo V: (3 olhos) lensectomia via pars plicata e vitrectomia anterior. Nestes pacientes foram analisadas as complicações pós-operatórias até os 6 meses após a cirurgia. A idade dos pacientes estabelecida nesta série, abrange entre 3 meses a 14 anos. O exame de esquiascopia foi realizado durante a primeira semana de pós-operatório em todos os casos sendo prescritas as correções ópticas necessárias. Resultados: Em um seguimento pós-operatório de 6 meses nos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico para cataratas do tipo polar posterior na infância, diagnosticamos a ocorrência das seguintes complicações pós-operatória: sinéquias anteriores na incisão, corectopias, descentração da lente intra-ocular, formação de opacidade de cápsula posterior secundária no eixo visual e glaucoma. Conclusão: A complicação pós-operatória mais freqüente foi a formação de opacidade de cápsula posterior secundária no eixo visual, isto só não ocorreu quando empregamos a técnica de vitrectomia via pars plicata associada a uma vitrectomia anterior.

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Descolamento da membrana de descemet após cirurgia de facoemulsificação – tratamento e resultados

Alexandre S. Marcon, Christopher J. Rapuano, Peter R. Laibson, Elisabeth J. Cohen

Serviço de Córnea, Wills Eye Hospital, Jefferson Medical College of Thomas Jefferson University, Filadélfia, PA, EUA

Objetivo: Analisar as possíveis causas, o tratamento e os resultados do descolamento da membrana de Descemet (DMD) após cirurgia de facoemulsificação. Métodos: Revisão retrospectiva dos prontuários de 10 pacientes (13 olhos) que consultaram no Serviço de Córnea do Wills Eye Hospital, entre 1986 e 2001, com DMD após cirurgia de facoemulsificação. Aprovação da comissão de ética em pesquisa foi obtida. Resultado: As cirurgias de facoemulsificação envolveram nove "clear-cornea" e quatro incisões limbares. Dos 13 olhos, 7 resolveram apenas com o tratamento clínico em um tempo médio de 10,7 semanas (4-20 semanas). Um caso interrompeu seu ‘"follow-up" quando apresentava melhora com o tratamento clínico. Cinco olhos receberam injeção de gás SF6 na câmara anterior. Desses, 3 DMD resolveram em um tempo médio de 12,7 semanas (1-24), um caso repetiu a injeção (sem melhora após 10 semanas) e outro necessitou ceratoplastia penetrante. Conclusão: Os casos de DMD parecem estar aumentando. Isso pode ser explicado pelo aumento do número de procedimentos cirúrgicos do tipo "clear-cornea". Tratamento clínico parece ser adequado em muitos casos e pode ser a terapia inicial apropriada. Quando necessário, a injeção do gás SF6 na câmara anterior pode também ter bons resultados, mas não em todos os casos.

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P 010
ALtERAÇÕES REFRATOMÉTRICAS PÓS FACECTOMIA POR FACOEMULSIFICAÇÃO: COMPARAÇÃO ENTRE DUAS LENTES INTRA-OCULARES, EXPANSÍVEL DE ACRÍLICO E PMMA

Cristina Cardoso Pais, Marco Antônio de Souza Alves

Hospital dos Servidores do Estado - RJ

Objetivo: Comparar o astigmatismo induzido pela cirurgia levando-se em conta a ceratometria pré e pós-operatórias assim como o grau esférico alcançado após a cirurgia de facoemulsificação utilizando-se lente intra-ocular acrílica expansível de 3,2 mm (Aqua®) sem sutura, e lente de PMMA de 5 mm por 6 mm (Slim®) com um ponto. Foi planejado pré-operatoriamente uma miopia residual de –1,00. Material e Método: Foram avaliados prospectivamente 26 olhos, e acompanhamento pós-operatório de um mês. Aleatoriamente, os pacientes foram divididos em dois grupos. No grupo 1 (n=12), a técnica realizada foi facoemulsificação com implante de lente intra-ocular de acrílico expansível (Aqua®) por uma incisão às 12h, de 3,2 mm sem sutura, e no grupo 2 (n=14) lente intra-ocular de PMMA de 5 mm por 6 mm (Slim®) por uma incisão de 5 mm e sutura com 1 ponto. A incisão foi sempre límbica superior independente da ceratometria pré-operatória. Foram avaliados o astigmatismo ceratométrico, refração subjetiva e biomicroscopia pré e pós-operatórias com 1 semana e 1 mês. Resultados: O astigmatismo ceratométrico induzido foi maior no grupo 2 que no grupo 1. Na refração esférica com a lente Aqua®, 58,3% dos pacientes ficaram hipermétropes. Com a lente Slim®, 57,1% ficaram míopes. Conclusão: A hipermetropia observada com a lente Aqua® se deve à instablidade do grau e também à provável compressão do transdutor do ecobiômetro. Com a lente Slim®, 57,1% dos pacientes ficou com a miopia próxima do esperado. Mesmo existindo a possibilidade da hipermetropização devida à compressão na ecobiometria, a imprevisibilidade do grau com a lente Aqua® foi relevante. Córneas esféricas ou com pouco astigmatismo deve-se preferir a lente Aqua® por modificar menos a curvatura. Nesse estudo quase 50% manteve praticamente a mesma ceratometria quando o astigmatismo contra-a-regra era pouco ou até aproximadamente 1D, acima disso foi observado um aumento do astigmatismo contra-a-regra com lente Aqua®.

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PREVALÊNCIA DA CATARATA SENIL EM MUNICÍPIO DE 5.690 HABITANTES NO SEMI-ÁRIDO DO NORDESTE

Astênio César Fernandes, Yone Maria Rocha César Fernandes, Silvana Patrícia Vasconcelos da Rocha, Márcia Trovão Duarte Cavalcanti, Daniela Araújo Toscano da Nóbrega

Universidade Federal da Paraíba

Objetivo: Identificar a prevalência da catarata senil no município de Malta - no sertão da Paraíba, Nordeste do Brasil, com 5.690 habitantes. Material e Métodos: Através dos agentes da Secretaria de Saúde do município houve uma busca ativa nas comunidades da zona rural e urbana, alcançando pessoas acima de 50 anos, com deficiência visual - mesmo quando corrigida com óculos, permitindo assim a realização de exames para possível detecção de catarata. Uma equipe composta por três estudantes de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e três médicos oftalmologistas, sendo dois docentes da UFPB, executou triagem de 245 pacientes, baseada em protocolo estabelecido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Inicialmente, avaliou-se a acuidade visual dos pacientes utilizando-se a tabela de Snellen. Os pacientes que apresentaram acuidade visual igual ou inferior a 20/100 no melhor olho, sob midríase foram submetidos a outros exames (biomicroscopia, tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta). Resultados: Examinou-se 245 pacientes, dos quais 144 mulheres e 101 homens; com faixa etária predominante entre 60-69 anos (41,63%). Cento e dez pacientes (45%) foram liberados, enquanto 135 (55%) foram encaminhados aos exames. Noventa e sete pacientes tiveram indicação cirúrgica; sendo 64 em ambos os olhos, e 33 em um olho. A facectomia foi indicada, portanto, para o total de 161 olhos. Conclusão: Os pacientes foram encaminhados a serviços credenciados, para facectomia, através da Campanha Nacional de Catarata do Ministério da Saúde do Brasil. A prevalência de catarata senil nessa população foi de 1,7%.

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P 012
TrÊs anos pós LASIK em crianças anisométropes de 8 a 15 anos de idade

Belquiz Amaral Nassaralla, João Jorge Nassaralla Júnior
Instituto de Olhos Goiânia - GO

Objetivos: Determinar a segurança, eficácia, previsibilidade e estabilidade da técnica "laser in situ keratomileusis" (LASIK), três anos após a cirurgia, para a correção de alta anisometropia em crianças, para as quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. Métodos: Nove olhos de nove pacientes, três meninos e 6 meninas, com idade média de 11,5 anos (variando de 8 a 15 anos), foram submetidos à técnica LASIK utilizando-se o excimer laser Chiron Technolas 217. O tempo mínimo de seguimento foi de 36 meses. Resultados: Três anos após o LASIK, a acuidade visual sem correção (AVSC) melhorou pelo menos 5 linhas em todos os olhos; cinco olhos (55,5%) apresentavam AVSC de 20/50 ou melhor. Seis olhos (66,6%), apresentavam acuidade visual com correção (AVCC) de 20/50 ou melhor e cinco olhos (55,5%) ganharam pelo menos 1 linha na AVCC. Devido a ambliopia, nenhum olho apresentou AVSC de 20/20 ou melhor. A média do equivalente esférico pré-operatório foi reduzida de -7,66 (± 3,75) D para -1,02 (± 1,26) D e a do astigmatismo, de - 3,11 (± 2,09) D para -0,75 (± 0,25) D. A maior anisometropia encontrada foi de 1,5 D. Conclusões: Após três anos de seguimento, a técnica LASIK parece ser uma opção segura e eficaz na correção de alta anisometropia em crianças entre 8 e 15 anos de idade, para os quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. A progressão do erro refracional relacionada à idade não impediu o uso da correção visual adequada.

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P 013
EfeitoS da técnica LASIK SOBRE a sensibilidade da córnea humana

Belquiz Amaral Nassaralla, João Jorge Nassaralla Júnior

Instituto de Olhos Goiânia - GO

Objetivo: Avaliar as alterações que ocorrem na sensibilidade da córnea humana após LASIK para a correção de diferentes graus de miopia. Métodos: 102 olhos míopes de 58 pacientes foram incluídos neste estudo. Os olhos foram divididos em 4 grupos: Grupo 1, de -0,75 a -3,75 D; Grupo 2, de -4,00 a -7,75 D; Grupo 3, de -8,00 a -11,75 D; Grupo 4, de -12,00 a -16,00 D. A sensibilidade corneana foi medida antes e após 1, 7, 30, 90, 180, 270 e 365 dias da cirurgia, ou até sua total recuperação. Resultados: Imediatamente após a cirurgia, o disco corneano apresentava-se completamente anestésico e sua recuperação variou dependendo da profundidade da ablação. Níveis normais de sensibilidade corneana, mas não sua total recuperação, foram encontrados após 90 dias nos Grupos 1 e 2 e após 180 dias nos Grupos 3 e 4. A recuperação total da sensibilidade corneana foi encontrada após 180 dias nos Grupos 1 e 2 e após 270 dias nos Grupos 3 e 4. Conclusões: Após LASIK, a sensibilidade corneana fica diminuída nas áreas central e paracentral por até 9 meses. A profundidade da ablação parece ser um importante fator na redução temporária da sensibilidade, assim como em sua recuperação.

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P 014
LASIK X PRK APÓS CIRURGIA DE DESCOLAMENTO DE RETINA

Adriano Jorge Mattoso Rodovalho, Marcelo Guimarães Brandão Rêgo, André Adolfo Alves da Rocha, Belquiz Rodrigues do Amaral Nassaralla, João J. Nassaralla Júnior

Instituto de Olhos de Goiânia - GO

Objetivo: Comparar os resultados obtidos pelas técnicas de laser in situ keratomileusis (LASIK) e photorefractive keratectomy (PRK) na correção de miopia e astigmatismo em olhos previamente submetidos à cirurgia de descolamento de retina (DR) com buckle escleral. Métodos: Vinte e cinco olhos de 22 pacientes com alterações refracionais significativas após a cirurgia de DR foram avaliados. Em 14 olhos de 13 pacientes foi realizado LASIK e em 11 olhos de 9 pacientes, PRK. O intervalo mínimo entre a cirurgia de DR e a cirurgia refrativa foi de 12 meses. O tempo de seguimento foi de, pelo menos, 12 meses. Resultados: Doze meses após a cirurgia a média do equivalente esférico (EE) no grupo submetido ao LASIK diminuiu de –6,49D antes da cirurgia para –0,17D e a média do cilindro de –1,10D para –0,23D. A média do EE no grupo submetido ao PRK foi reduzida de –5,35D para +0,02D e a média do cilindro, de –1,38D para –0,54D. Em ambos os grupos, 11 olhos apresentaram melhora da acuidade visual sem correção de pelo menos 4 linhas. Conclusão: Tanto o LASIK quanto o PRK foram seguros e eficazes para a correção do erro refracional induzido após a cirurgia de DR. Nossos resultados não apresentaram diferenças significativas entre os procedimentos. Estudos posteriores envolvendo maior amostragem e seguimento mais prolongado contribuirão para melhor avaliação da cirurgia refrativa em pacientes submetidos à cirurgia com buckle escleral.

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P 015
ANÁLISE DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA APÓS CIRURGIA REFRATIVA

Mauricio Flank, Niro Kasahara, Jorge Mitre, Cristiano Caixeta Umbelino, Ralph Cohen

Santa Casa de São Paulo / Hospital de Olhos de São Paulo - São Paulo - SP

Objetivo: Verificar as possíveis alterações da medida da camada de fibras nervosas da retina (CFNR), através do GDx™, após o LASIK e o PRK. Método: Utilizou-se 27 olhos de 15 pacientes (58% homens e 42% mulheres), divididos em 2 grupos (grupo LASIK: equivalente esférico £ -4,00 dioptrias; grupo PRK: £ -2,75 dioptrias). Foi feita comparação entre as avaliações do GDx™ (Analisador de Fibras Nervosas – Laser Diagnostic Technologies Inc, San Diego, Califórnia) pré e pós-operatórias. Analisaram-se os valores absolutos de espessura da CFNR e dos demais parâmetros do GDx™ para os dois grupos, e também foi realizada correlação entre estes. Resultados: Houve redução significante (p<0,02) em todos valores absolutos de espessura (em µm), principalmente nas regiões superiores e inferiores da CFNR, em todos pacientes do grupo LASIK. No grupo PRK as reduções não ocorreram em todos valores de espessura da CFNR (somente na média total e média inferior) e nos parâmetros do GDx™ (simetria, razão inferior, espessura média, média da elipse e média inferior). Na comparação dos resultados dos dois grupos, houve diferenças estatisticamente significantes, demonstrando que as alterações no grupo LASIK foram mais acentuadas em relação as alterações do grupo PRK. Conclusões: Pacientes do grupo LASIK tiveram espessura da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) diminuída nos exames pós-operatórios. Pacientes do grupo PRK não mostraram alterações de espessura tão significativas quanto aos pacientes do grupo LASIK.

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P 016
ECTASIA CORNEANA PÓS-LASIK – RELATO DE CASO

Éber José Dal Molin, Cínara Oliveira, Hamilton Moreira

Hospital de Olhos do Paraná – Curitiba – PR

Objetivo: Relatar o caso de um paciente que apresentou aumento da pressão intra-ocular após cirurgia refrativa com LASIK (laser in situ keratomileusis) associado a ectasia corneana. Material e Métodos: Anamnese, exame oftalmológico e exames complementares: paquimetria corneana, topografia corneana, ceratometria corneana, pressão intra-ocular medida com tonômetro de Perkins. Resultados: Ectasia corneana ocorrida após 4 meses da cirurgia refrativa com LASIK, com aumento da pressão intra-ocular, comprovada pela topografia corneana. Conclusão: Este relato ressalta a importância na identificação de pacientes com maiores riscos de desenvolver ectasia pós-LASIK e da determinação de parâmetros na espessura do leito corneano residual.

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P 017
INFILTRADOS SUBEPITELIAIS ASSOCIADOS À CERATOCONJUNTIVITE VIRAL APÓS CERATECTOMIA FOTORREFRATIVA

Enyr Saran Arcieri, Edimar Tiago França, Rafael Saran Arcieri, Flávio Jaime Rocha

Universidade Federal de Uberlândia - MG

Objetivo: Relatar 3 casos de ceratoconjuntivite por adenovírus em pacientes submetidos a ceratectomia fotorrefrativa (PRK) e que desenvolveram apenas infiltrados subepiteliais. Métodos: Três pacientes que foram submetidos a PRK bilateral simultâneo e foram acometidos por ceratoconjuntivite por adenovírus no pós-operatório. Resultados: Todos pacientes apresentaram quadro de ceratoconjuntivite por adenovírus entre 2 e 3 meses após a cirurgia refrativa. Evoluíram com opacidades corneanas subepiteliais em 5 olhos, sem o desenvolvimento de "haze" associado e com acuidade visual final sem correção melhor ou igual a 20/30. Conclusão: Apesar de pacientes submetidos a PRK poderem desenvolver cicatrização corneana severa após quadros infecciosos, tais quadros podem seguir sua evolução natural.

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P 018
LASIK NUM OLHO E PRK NO OUTRO OLHO DO MESMO PACIENTE: QUALIDADE DE VISÃO A LONGO PRAZO

Otávio Siqueira Bisneto, Alexandre Lass Siqueira, Osny Sedano Filho, Hamilton Moreira

Hospital de Olhos do Paraná

Objetivo: Realizamos este estudo com o objetivo de avaliar as técnicas de ceratectomia fotorrefrativa (PRK) e laser in situ keratomileusis (LASIK), em pacientes submetidos à cirurgia de miopia de baixo e moderado grau, sendo um olho submetido à PRK e outro à LASIK. Material e Método: Os pacientes estudados foram submetidos ao exame oftalmológico, onde verificou-se: acuidade visual (AV) sem correção, AV com melhor refração, biomicroscopia, teste de ofuscamento, topografia computadorizada de córnea, teste de sensibilidade de contraste com e sem ofuscamento. Para avaliação subjetiva da cirurgia os pacientes responderam ao questionário anexo. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião, no mesmo aparelho de Excimer Laser (Summit Omnimed®). Resultados: Foram incluídos no estudo 4 pacientes (8 olhos), com equivalente esférico refracional (EE) entre –1,50 e –5,75 dioptrias (D), sendo a média do EE no pré-operatório –3,25D para LASIK e –3,50D para PRK. O seguimento pós-operatório foi semelhante nos dois grupos, média de 4 anos. A AV sem correção foi de 20/20 em todos os olhos. No teste de ofuscamento todos os olhos mantiveram AV de 20/20. O teste de sensibilidade de contraste sem ofuscamento mostrou todos os olhos dentro da curva de normalidade, porém, com ofuscamento 6 dos 8 olhos (metade de cada grupo), apresentaram curvas fora do padrão de normalidade. Em relação à avaliação subjetiva da cirurgia, todos os pacientes avaliaram a mesma como "boa". Discussão: Neste estudo tanto PRK quanto LASIK se mostraram tecnicamente seguros, eficazes e previsíveis para correção de baixa e moderada miopia. Ambos os grupos apresentaram queda da sensibilidade de contraste sob ofuscamento, sendo que na avaliação subjetiva notou-se certa insatisfação no grupo LASIK em relação a dirigir à noite, o que não aconteceu no grupo PRK. Os autores destacam que outros estudos com maior número de pacientes devem ser realizados para uma melhor avaliação do tema.

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P 019
CÓRNEAS NÃO UTILIZADAS NO BANCO DE OLHOS DE RECIFE

Marco Polo Ribeiro, João Arraes, Rodrigo Almeida, Ana Catarina Delgado, Márcio Mahon

Fundação Altino Ventura - Recife - PE

Objetivo: Determinar as causas de não utilização de córneas captadas pelo Banco de Olhos de Recife no período de maio de 1999 a maio de 2001. Métodos: Foram estudadas 502 córneas quanto à sorologia, dano do tecido doador, características do meio preservação e risco de metástases. Resultados: Do total de córneas estudadas, 51 (10,2%) não foram utilizadas, e destas, dez (2,0%) tiveram sorologia positiva para HTLV I/II, sendo a causa isolada de maior prevalência neste período, seguida por suspeita contaminação do meio em nove (1,8%) córneas e injúria do tecido doador em oito (1,6%). Discussão: Aspectos sorológicos e clínicos das principais patologias que apresentam risco de transmissão via transplante e como melhorar a segurança do tecido utilizado nos transplantes, além de disponibilizar maior número de córneas otimizando o número de córneas que deixam de serem utilizadas por erros na coleta ou contaminação do meio de preservação.

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AVALIAÇÃO DO TRANSPLANTE DE CÓRNEA NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Jailton Vieira Silva, Sidney Júlio de Faria e Sousa

Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto

Estatísticas nacionais sugerem a existência de uma enorme demanda de transplantes de córnea para a correção da deficiência visual de origem corneana. Essa cirurgia é considerada a mais bem sucedida forma de transplante clínico pela literatura dos países desenvolvidos. A política de saúde de nosso país tem privilegiado os serviços universitários como centros de referências para essas cirurgias. Essas instituições atendem populações com características sócio-econômicas muito diferentes daquela das regiões ricas, sugerindo a necessidade de verificar se os resultados seriam semelhantes aos da literatura em pauta. Objetivo: avaliar os resultados do transplante na recuperação da transparência da córnea num Hospital Universitário e estudar os eventuais fatores envolvidos no procedimento. Metodologia: Estudou-se, retrospectivamente, uma população de 146 pessoas operadas de transplante de córnea entre 1991 e 1992, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 95 anos e acompanhados por 36 meses. Resultados: As principais indicações foram leucomas (35%), ceratite bolhosa (28%) e ceratocone (26%). A proporção de falha de enxerto foi de 49%, em 3 anos. A ceratite bolhosa, a perfuração ocular e a cirurgia concomitante da catarata aumentaram significativamente a taxa de falha. O ceratocone teve comportamento inverso, sendo o menos susceptível a falhas. Rejeição foi observada em 25% dos pacientes não havendo associação estatisticamente significante entre rejeição e falha. Nos pacientes com falha de enxerto, a proporção de olhos com glaucoma aumentou de 9,7% para 36%. Conclusões: Encontramos uma elevada taxa de falhas em nossa casuística quando comparado com a literatura americana. A explicação para isso talvez esteja na combinação das imperfeições do atendimento massificado dos grandes ambulatórios universitários com a maior complexidade médica dos casos e as limitações práticas de um tratamento provavelmente muito dependente do nível educacional e econômico de quem o recebe.

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ÚLCERA DE MOOREN - RELATO DE CASO

Cristiano Toesca Espinosa, Alessandro Perussi Garcia, José Eduardo Teixeira Mendes, Márcio Costanzi, Marcos Alonso Garcia

Santa Casa de Misericórdia de Santos - SP

Objetivo: Relatar um caso de paciente de 44 anos, sexo feminino, com úlcera de Mooren bilateral sem associação com doença auto imune, valorizando sua característica idiopática, no serviço de oftalmologia da Santa Casa de Miseri-córdia de Santos. Material e Métodos: Caso de úlcera de Mooren triado do setor de emergência do serviço de oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Santos, acompanhado junto ao ambulatório de segmento anterior em torno de 6 meses com exames laboratoriais admissionais e exames oftalmológicos periódicos e completos. Resultados: Paciente em tratamento com corticoterapia tópica e sistêmica associado a antibioticoterapia local com melhora do quadro em torno de 30 dias. Seguiu com tratamento irregular, com recidiva do quadro ao suspender medicação. Ao restituirmos o tratamento com corticoterapia sistêmica e tópica houve boa evolução. Conclusão: Vale salientar que a úlcera de Mooren é uma doença ocular de diagnóstico clínico, podendo estar associado a antecedentes de traumas, cirurgias e infecções, porém de natureza idiopática. Em nosso estudo, concluímos uma melhora importante do quadro com uso de corticóide sistêmico e tópico associado a antibioticoterapia.

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TRANSPLANTE DE CÓRNEA: CONSENTIMENTO INFORMADO x CONSENTIMENTO ESCLARECIDO

Alexandre Hasegawa, Urcel Thomas Leroux Ycaza, José Eduardo de Siqueira, Leonardo Prota, Anderson da Silva Mendes

Hospital de Olhos de Londrina (HOFTALON) / Universidade Estadual de Londrina - PR

Objetivo: Estudo comparativo da validade do consentimento informado e esclarecido na ceratoplastia penetrante. Matérias e Métodos: Foram avaliados os pacientes indicados para a ceratoplastia penetrante no Hospital de Olhos de Londrina no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000. Todos os pacientes forneceram o consentimento informado da cirurgia e, posteriormente, foi realizado o esclarecimento da cirurgia e comparado o grau de conhecimento dos pacientes. Resultados: Após a leitura do termo de consentimento informado, 49,25% dos pacientes responderam sobre a cirurgia de maneira satisfatória. Quando foi realizado o esclarecimento da cirurgia em uma lingua-gem acessível, a resposta ocorreu em 73,13%. Conclusão: O termo de consentimento informado é um instrumento importante na prática médica atual, porém, respeitamos mais a autonomia do paciente quando oferecemos informações em linguagem simples e não apenas técnica.

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CAUSAS DE IMPEDIMENTO DA UTILIZAÇÃO DE CÓRNEAS NO BANCO DE OLHOS DE CURITIBA

Gracy Kelly Polati da Silva, Rommel Josué Zago, Rafael Potrich Reichmann, Luciane Moreira, Hamilton Moreira

Faculdade Evangélica do Paraná

Objetivo: Este estudo tem como objetivo traçar as causas da não utilização de córneas doadas no Banco de Olhos de Curitiba. Material e Método: Estudo retrospectivo de fichas de doadores de córnea em que as mesmas não puderam ser utilizadas, no período de janeiro de 1997 a dezembro de 2001, quanto a diversas variáveis referentes ao doador. Resultado: Foram doadas 1408 córneas sendo que 230 (16,33%) não puderam ser utilizadas. Observou-se um decréscimo progressivo a cada ano tanto no número de doações quanto no número de córneas inutilizadas. Neste período houveram 115 doadores que não puderam ter suas córneas utilizadas e destes, 75 (65,22%) eram do sexo masculino e 40 (34,78%) do sexo feminino. A maior parte dos doadores com impedimento da utilização de suas córneas encontrava-se na faixa etária entre 60 a 69 anos, correspondendo a 31 (26,95%). A principal causa mortis foi devido às alterações dos aparelhos respiratório e cardiológico, com 38 (33,04%) dos doadores sem utilização das córneas. A principal causa do impedimento do uso das córneas foi em decorrência de alterações encontradas ao exame sorológico dos doadores, sendo a soropositividade para Hepatite B com 48 (41,74%) casos como principal fator. Conclusão: Campanhas de conscientização da população são necessárias para que se aumente o número de doações, sendo importante a participação dos médicos, principalmente os oftalmologistas nestas campanhas.

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PROJETO "TRANSPLANTE DE CÓRNEA" EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA: RESULTADOS PRELIMINARES

Rodrigo Luís Goldschmidt, Maurício Schirmer, Luciene Barbosa de Sousa

Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

Objetivo: Analisar os resultados do "Projeto Transplante de Córnea" em um hospital de referência terciária em oftalmologia. Métodos: Foram analisados, retrospectivamente, 347 prontuários dos pacientes operados pelo projeto, no período de julho/2000 a março/2001, avaliados quanto ao número de cirurgias/mês, sexo, idade, patologia, tempo de espera na fila de transplante. Resultados: A distribuição dos 347 pacientes quanto ao sexo foi de: 181 homens (52,2%) e 166 mulheres (47,8%). As principais indicações de ceratoplastia penetrante, em ordem decrescente, foram: ceratocone (46,5%), leucoma sensu lato (17,3%), ceratopatia bolhosa do pseudofácico (14,2%), falência secundária à rejeição (7,2%), urgência (perfuração traumática ou infecciosa) (4,6%), distrofia endotelial de Fuchs (3,5%), outras distrofias e degenerações (3,5%) e com-plicações pós-cirurgia refrativa (0,9%). Foram evidenciados dois grupos distintos, divididos quanto à idade e patologia: jovens entre 10 e 40 anos com ceratocone (75,6%) e idosos de 70 a 90 anos com ceratopatia bolhosa do pseudofácico (62,8%). O tempo médio de espera na fila de transplante foi de 74,64 dias. Conclusão: No transplante penetrante da córnea não há predominância quanto ao sexo. O ceratocone é a principal indicação, seguido de leucoma e ceratopatia bolhosa do pseudofácico. Do nosso ponto de vista, o tempo de espera para a cirurgia encontra-se bastante satisfatória.

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P 025
INDICAÇÕES DE TRANSPLANTE PENETRANTE DE CÓRNEA EM SERVIÇO DE REFERÊNCIA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

Marcos Fábio de Almeida Barbosa, Marta Liliane Ramalho Rocha, Marco Antônio Rey de Faria, Raquel Araújo Costa Uchôa, Francisco Irochima Pinheiro

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Objetivo: Determinar as principais indicações de ceratoplastia penetrante em serviço de referência em oftalmologia no estado do Rio Grande do Norte. Material e Método: Foram analisados 185 prontuários de pacientes efetivamente inscritos no Banco de Olhos até outubro de 2001 com indicação de cerato-plastia penetrante. Resultado: As indicações mais freqüentes foram ceratopatia bolhosa (24,86%), lesões corneanas ou seqüelas devido a ceratites infecciosas (22,70%), ceratocone (16,22%) e distrofias corneanas (11,35%). O sexo de maior prevalência foi o masculino (54,59%). A faixa etária de maior predomínio foi entre os 71 e 80 anos (20,00%). Conclusão: A análise do resultado mostrou que a ceratopatia bolhosa e as seqüelas devido às ceratites infecciosas foram as principais indicações de ceratoplastia penetrante em nosso meio.

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MITOMICINA C SUBCONJUNTIVAL COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PTERÍGIO: DESCRIÇÃO DE TÉCNICA CIRÚRGICA

Mônica Alves, Milton Ruiz Alves

Clínica Raskin – Campinas - SP

Objetivo: Descrição de técnica cirúrgica para tratamento de pterígio com uso da mitomicina C em aplicação subconjuntival pré-operatória como terapia adjuvante na prevenção de recidivas do pterígio. Conclusão: Nas condições deste estudo a aplicação de mitomicina C subconjuntival apresentou efetividade como tratamento adjuvante à excisão cirúrgica de pterígio, promovendo concentração adequada de mitomicina C em fibroblastos ativados minimizando, entretanto a toxicidade epitelial.

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P 027
POTENCIAIS DOADORES DE CÓRNEA NO HC FMB-UNESP

Ricardo Kazuhito Yamamoto, Fabiano Peres Miguel, Amélia Kamegasawa

Universidade Estadual Paulista (UNESP) Botucatu - SP

Introdução: Houve grande progresso da cirurgia de transplante de córnea nas últimas décadas. Os melhores resultados obtidos pela evolução técnica foram responsáveis pelo aumento de sua indicação. Os Bancos de Olhos devem procurar prover tecido de boa qualidade e em maior quantidade possível. Objetivo: Efetuar o levantamento do número de potenciais doadores de córnea, das doações efetivadas e dos transplantes realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP (HC-FMB-UNESP), no ano de 2001. Materiais e Métodos: Foram obtidas junto ao SAME do HC-FMB as relações de óbitos por especialidades ocorridos no ano. Desconsideraram-se como potenciais doadores os óbitos provenientes das especialidades: Moléstias Infecciosas e Parasitárias; Pediatria; Ginecologia e Urologia. Os demais dados foram obtidos junto à OPC e Banco de Olhos deste Serviço. Resultados: Ocorreram 719 óbitos no HC-FMB em 2001; destes, teoricamente 596 eram potenciais doadores de córnea. Foram captadas 50 córneas; destas 22 eram inviáveis (6 por sorologia positiva; 9 por septicemia; 11 por tecido inadequado; 6 por câncer). Realizaram-se 16 transplantes (8 urgências; 8 eletivas) neste Serviço. Conclusão: Do total de óbitos, 82,9% foram considerados potenciais doadores de córnea. Destes o número de doações efetivadas representaram apenas 4,19%. Este baixo rendimento do Banco de Olhos - HC-FMB-UNESP, assim como de outras instituições, provavelmente deve-se, principalmente ao fato dos mesmos atuarem apenas com os Residentes dos serviços de Oftalmologia aos quais estão ligados que devido obrigações diversas próprias da especialidade, não têm disponibilidade suficiente para desempenhar de forma satisfatória essa atividade.

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P 028
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E ANÁLISE DO CERATOCONE ATRAVÉS DE TOPOGRAFIA CORNEANA COMPUTADORIZADA: ESTUDO COM 96 CÓRNEAS

Michel Moreira Leite, Marcia de Araújo Medeiros, Cristina Satiko Mashiba, Micheline Cavalcante Silva, Luiz Carlos Gagliardi

Clínica Raskin – Campinas - SP

O ceratocone é uma distrofia ectásica caracterizada pelo afilamento e protusão da córnea central e/ou paracentral, que progressivamente assume a forma cônica. Há diversos fatores relacionados ao processo, sendo, ainda, motivos de discussões a etiologia, hereditariedade e patologia da doença. Neste trabalho realizamos um estudo retrospectivo, através do prontuário médico e de sistema de análise topográfica computadorizada, em 96 córneas de 51 pacientes atendidos na clínica Raskin, Campinas - SP, no período de junho de 2000 a dezembro de 2001. Para critério diagnóstico do ceratocone, além de alterações clínicas e ceratoscópicas, utilizou-se pelo menos um dos seguintes parâmetros topográficos: diferença maior do que 1,4 dioptria entre pontos situados superior e inferiormente a 3 milímetros do centro óptico, presença de área central ou paracentral com mais de 47 dioptrias e diferença entre a ceratometria central entre os 2 olhos maior que 1 dioptria. Dos pacientes analisados 28 (54.9%) eram do sexo feminino e 23 (45,1%) eram homens. A idade variou de 9 a 48 anos, com idade média de 27,6 anos. Em 6 (11,7%) pacientes foi observado ceratocone unilateral. Observamos ceratocone suave (ceratometria menor que 48 dioptrias) em 55,4% dos pacientes; moderado (entre 48-54 dioptrias) em 28,6% e severo (>54 dioptrias) em 16% dos pacientes. Verificou-se maior associação do astigmatismo ceratométrico com miopia em relação à hipermetropia ou mesmo à ausência de grau esférico. A localização do ápice do cone foi inferior em 67% dos casos estudados, central ou paracentral em 25,1% e em 7,9% das córneas observamos localização superior. Tomou-se como conduta a indicação de uso de lente de contato, com resultado visual satisfatório, em 37 pacientes, 10 pacientes tiveram indicação de lentes corretoras e outros 4 foram submetidos a cirurgia, sendo, em 2 casos, realizados implante de anel de Ferrara e outros 2 pacientes submetidos a transplante de córnea.

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P 029
Distrofia corneana lattice tipo III e glaucoma: Relato de caso

Graziela Rosas Salaroli, Augusto Paranhos Júnior, Vera Christina Waller de Lima, Luciene Barbosa de Sousa

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Descrever um caso de distrofia corneana lattice tipo III associada a glaucoma primário de ângulo aberto. Metodologia: Relato de caso de um paciente negro, do sexo masculino, 38 anos, com baixa acuidade visual há 6 meses em ambos os olhos. Resultados: O exame oftalmológico do paciente, especialmente a biomicroscopia à lâmpada de fenda, ultra-sonografia modo B e ultra-sonografia biomicroscópica sugerem distrofia corneana lattice tipo III associada a glaucoma primário de ângulo aberto. Conclusão: Este é o primeiro caso de distrofia corneana lattice tipo III associada a glaucoma, descrito em toda a literatura disponível pesquisada.

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P 030
AVALIAÇÃO TÉCNICA E COMPORTAMENTAL DOS RESIDENTES DE SEGUNDO E TERCEIRO ANO DURANTE UMA CIRURGIA EXPERIMENTAL

Marcelo Giannelli Lobato, Fábio Henrique Cacho Casanova, Ricardo Belfort, Camila Souza, Marcelo Carvalho Cunha

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Avaliar a amostra comportamental e a técnica cirúrgica de residentes de segundo e terceiro ano durante cirurgia experimental. Material e Métodos: Os residentes foram divididos em 2 grupos de acordo com o ano de residência, tendo os de segundo ano realizado uma cirurgia de perfuração córneo-escleral e os de terceiro ano, um transplante de córnea. Foram utilizados dois Inventários. O primeiro foi desenvolvido pelos autores para avaliar os residentes durante a cirurgia através da observação por um dos autores (MGL) e o segundo, o Inventário de Ansiedade Traço Estado (IDATE), foi respondido pelos próprios residentes. As cirurgias foram gravadas e avaliadas por três experientes cirurgiões. Resultados: Foram observados 13 residentes de segundo ano (grupo 1) e 11 residentes de terceiro ano (grupo 2). Os residentes de segundo ano apresentaram uma média de 47 min de cirurgia e os de terceiro ano uma média de 78min. A maior nota obtida dos residentes de segundo ano foi 9,0 apresentando um baixo grau de ansiedade e a média das notas foi 6,8 com médio grau de ansiedade neste grupo. Entre os residentes de terceiro ano, a maior nota foi 8,0 com grau médio de ansiedade e a média das notas foi 6,6 com grau de ansiedade entre médio e alto. Conclusão: Parece haver uma correlação negativa entre técnica cirúrgica e controle de ansiedade.

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P 031
MANIFESTAÇÕES OCULOCUTÂNEAS EM XERODERMA PIGMENTOSUM: RELATO DE CASO

Fernando Paganelli, Jean Talvani Viana Souza, José Álvaro Pereira Gomes, Luciene Barbosa de Souza

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Relatar as alterações oculares em um caso de xeroderma pigmentosum atendido no ambulatório de Oftalmologia Setor de Córnea da EPM-UNIFESP. Pacientes e Métodos: Feminino, 29 anos e portadora de xeroderma pigmentosum com alterações oculocutâneas exuberantes. Conclusão: As manifestações oculares no caso descrito são compatíveis com os achados da literatura mundial e demostra a importância do seguimento ambulatorial para prevenção de possíveis complicações.

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P 032
SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON EM PORTADOR DO HIV: RELATO DE CASO

Fernando Paganelli, Jean Talvani Viana Souza, José Álvaro Pereira Gomes, Luciene Barbosa de Souza

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Objetivo: Relato de casos sobre Síndrome de Stevens-Johnson em paciente HIV + em uso de antiretrovirais (Nevirapine) e acido acetilsalicilico. Pacientes e Métodos: Caso 1- Mulher, 43 anos, em uso de HAART que desenvolveu SSJ após uso de Nevirapina. Caso 2- Homem, 29 anos, em uso de HAART, que desenvolveu SSJ, após uso de ácido acetilsalicílico. Resultado e Conclusão: Em concordância com a literatura, Nevirapine e ácido acetil salicílico podem ser agentes causadores de Síndrome de Stevens-Johnson em pacientes HIV+. Reconstrução de superfície ocular pode ser tentada, porém o prognóstico é reservado para casos com olho seco severo e ceratinização.

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P 033 
CERATITE INFECCIOSA POR ACANTHAMOEBA - RELATO DE CASO

Márcia Cristina Feitosa Bentes de Sá, Gláucia Valéria Okamoto, Breno Barth, Telma Regina Pereira

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Descrever um caso típico de ceratite infecciosa por Acanthamoeba em usuário de lentes de contato gelatinosas relatando a freqüência e os fatores de risco envolvidos nesta patologia dando ênfase na sua evolução, diagnóstico e tratamento. Conclusão: O aumento do número de usuários de lentes de contato associado a não observação dos cuidados de higiene com as mesmas tem determinado relativo aumento na incidência da ceratite infecciosa por Acanthamoeba.

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P 034
DEPÓSITOS CORNEANOS POR OURO APÓS TRAUMA – RELATO DE CASO

Leandro Cabral Zacharias, Fernando Betty Cresta

Universidade de São Paulo - São Paulo

Objetivo: Descrever caso onde houve impregnação corneana por ouro após explosão. Material e Métodos: Relato de caso clínico Resultados: Há dez anos, a paciente trabalhava em joalheria. Estava preparando banho de ouro quando houve explosão do banho, atingindo a face. Evoluiu assintomática desde então. O exame biomicroscópico evidenciava depósitos de coloração amarelada ocupando região central e periférica da córnea e em conjuntiva, sem qualquer sinal inflamatório. Conclusão: O caso descrito se apresenta de maneira não usual, podendo ser considerado um novo diagnóstico diferencial das ceratoconjuntivites cristalinas. Dados de história da paciente, juntamente com o exame biomicroscópico, se mostraram essenciais para o diagnóstico de depósito corneano após explosão de banho de ouro. Provavelmente a estrutura química inerte do ouro não provocou reação inflamatória corneana, à semelhança do que ocorre na maioria dos casos de crisíase, de forma que a paciente manteve-se assintomática durante todo o período.

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P 035
INDICAÇÕES E RESULTADOS DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA TERAPÊUTICO "A QUENTE"

Helder Viana Santana, Márcio Mahon, Daniela de Almeida Lyra Antunes, Rodrigo Almeida Santos, Ana Danielle Tavares

Fundação Altino Ventura - Recife – PE

Introdução: A ceratoplastia a quente tem como objetivos: (1) restaurar a integridade estrutural do olho (transplante tectônico) ou (2) resolver uma ceratite infecciosa. O objetivo desta pesquisa foi avaliar os resultados dos transplantes de córnea terapêuticos realizados na Fundação Altino Ventura, sendo os mesmos analisados quanto às indicações, complicações, procedimentos cirúrgicos associados no tratamento, acuidade visual final e resolução do quadro clínico. Casuística e Métodos: Foram estudados retrospectivamente 52 prontuários de pacientes submetidos a transplante de córnea terapêutico. Resultados: A ceratite infecciosa foi a principal indicação encontrada (24 casos, 37,5%). Em segundo lugar observou-se o glaucoma (19 casos, 29,7%). Também foram observados casos de recorrência da doença, atrofia ocular e catarata, entre outras complicações. Em 32,7% (n=52) dos casos a acuidade visual final (AVF) havia melhorado em relação à pré- operatória. Em 40,4% (n=52) a AVF foi mantida e em 26,9% (n=52), diminuída. Em 80,8% (n=52) dos pacientes observou-se a erradicação da doença que indicou o transplante. Conclusões: A ceratoplastia terapêutica "a quente" é um procedimento bastante eficiente no que diz respeito à cura da enfermidade aguda, mas na maioria dos casos um segundo transplante será necessário para restabelecer a acuidade visual.

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