Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Volume 65 - fascículo 4
Resumos e Artigos Completos

Resumo dos artigos deste fascículo

Tratamento do pterígio recidivado por transplante autólogo de conjuntiva
Autores: Jorge Taveira Samahá, Silvana Artioli Schellini, Regina Hitomi Sakamoto, Carlos Roberto Padovani

Alterações topográficas do disco óptico provocadas pela ingestão oral de glicerina
Autores: Marcelo Teixeira Nicolela, Roberto Murillo L de Souza Carvalho, Sylvia Pasternak, Adriana Borges da Silva, Remo Susanna Júnior
Correlação clínico-laboratorial de úlceras infecciosas de córnea
Autores: Adália Dias Dourado Oliveira, Itelo Carneiro da Costa, Adael Sansoni, Myrna Serapião, Maria Emília Xavier Santos Araújo

Complicações da luxação do cristalino para a cavidade vítrea
Autores: Jacó Lavinsky, Odinei Fior, Raquel Goldhardt, Luciana Meister Dei Ricardi

Perfil epidemiológico do trauma ocular penetrante antes e após o novo código de trânsito
Autores: Paulo Caldas Silber, Luciene Barbosa de Souza, Maira Tiyomi Sacata Tongu
Resultados a longo prazo do uso de drogas antiproliferativas na trabeculectomia primária
Autores: Eleonore J. Norris, Joyce C. Schiffman, Paul F. Palmberg, Paulo Augusto de Arruda Mello

Avaliação e conduta em escolares portadores de visão subnormal atendidos em sala de recursos
Autores: Keila Miriam Monteiro de Carvalho, Cássia Cristiane de Freitas, Eliane Midori Kimolto, Maria E. Rodrigues Freire Gasparetto

Síndrome de Usher: características clínicas
Autores: Josilene de Carvalho Soares Liarth, Ednaldo Atem Gonçalves, João Orlando Ribeiro Gonçalves, Daniela Martins Neiva, Fernando Antonio de Macêdo Leal
Estudo da retina de coelhos após injeção intravítrea de bupivacaína
Autores: Hermelino Lopes de Oliveira Neto, Michel Eid Farah, Ricardo Luiz Smith, Maria Cristina Martins
Estudo dos conhecimentos de pacientes com hipertensão, diabetes ou glaucoma sobre suas doenças
Autores: Kenji Sakata, Silvane Bigolin, Agostinho Bryk Junior, Maria Claudia Gomes Komatsu, Lisandro Sakata, Leciana Rorato Chiconelli Vanzo, Hilton Iran Ruthes
Heterogeneidade genética em atrofia óptica autossômica dominante
Autores: Juliana Maria Ferraz Sallum, Michel Eid Farah, Irene Hussels Maumenee
Reasons not to select patients for corneal refractive surgery
Autores: André Luiz Parolin Ribeiro, Paulo Schor, Norma Allemann, Wallace Chamon, Mauro Silveira de Queiroz Campos
Descompressão da bainha do nervo óptico para tratamento do papiledema no pseudotumor cerebral
Autores: Mário Luiz Ribeiro Monteiro

Menu principal | Índice de artigos

Tratamento do pterígio recidivado por transplante autólogo de conjuntiva
Jorge Taveira Samahá
Silvana Artioli Schellini
Regina Hitomi Sakamoto
Carlos Roberto Padovani

Objetivo: Avaliar a resposta ao tratamento do pterígio recidivado, usando a técnica do transplante autólogo de conjuntiva. 
Métodos:
Foi realizado estudo retrospectivo de 36 pacientes (36 olhos), portadores de pterígio recidivado, submetidos a transplante autólogo de conjuntiva. O tempo de seguimento mínimo foi de seis meses. 
Resultados:
Observou-se recidiva em 41,6% dos pacientes, perda do enxerto em 5,5% e deiscência de sutura em 2,7%. 
Conclusões:
O transplante de conjuntiva é procedimento com baixo índice de complicações. Porém, quando usado no tratamento do pterígio recidivado, a taxa de recorrência permanece alta.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |

Alterações topográficas do disco óptico provocadas pela ingestão oral de glicerina
Marcelo Teixeira Nicolela
Roberto Murillo L de Souza Carvalho
Sylvia Pasternak
Adriana Borges da Silva
Remo Susanna Júnior

Objetivo: Verificar os efeitos na topografia do disco óptico após a ingestão de glicerina, uma droga que pode atuar significativamente tanto na pressão intra-ocular (Po) como na pressão do líquido cérebro-raquidiano (PLCR). 
Métodos:
Foram estudados 14 pacientes glaucomatosos recentemente diagnosticados com pressão intra-ocular acima de 25 mmHg, sem uso prévio de terapia hipotensora. Foram analisados parâmetros topográficos com o "Heildelberg Retina Tomograph" antes e após a ingestão de glicerina. 
Resultados:
A administração de glicerina produziu uma redução significante da pressão intra-ocular de 28,2% (95% IC de 20,7 a 32,1%). Não foram observadas alterações estatisticamente significantes após ingestão de glicerina nos seguintes parâmetros topográficos: área da escavação, volume da escavação, área da rima, volume da rima, medida da forma da escavação, profundidade média da escavação e profundidade máxima da escavação. 
Conclusões:
Nenhuma mudança significante foi observada nos parâmetros topográficos com o "Heildelberg Retina Tomograph" após a ingestão de glicerina.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Correlação clínico-laboratorial de úlceras infecciosas de córnea
Adália Dias Dourado Oliveira
Itelo Carneiro da Costa
Adael Sansoni, Myrna Serapião
Maria Emília Xavier Santos Araújo

Objetivo: Avaliar a resposta terapêutica inicial instituída para úlceras de córneas infecciosas correlacionando-a com os achados laboratoriais. 
Métodos
: Foram estudados prospectivamente 24 casos de úlcera de córneas infecciosas atendidos no Setor de Córnea e Patologia Externa do Hospital do Servidor Público Estadual - São Paulo, no período entre julho de 1997 e novembro de 1999. Acompanhou-se a resposta destes pacientes ao tratamento antibiótico inicial (cefalotina 50 mg/ml e gentamicina 14 mg/ml ou ciprofloxacina 0,3%), verificando-se a necessidade de modificação deste tratamento a partir dos testes microbiológicos pré-tratamento. Resultados: Dezessete culturas (70,83%) foram positivas e sete (29,17%) negativas. Apenas em três amostras analisadas pelo exame direto e coradas pelo método de Gram, observou-se a presença de algum microrganismo, sendo que em duas (8,33%) houve correlação com a cultura. Três pacientes (12,5%) apresentaram piora clínica e foram submetidos à mudança da medicação inicialmente instituída de acordo com a cultura e antibiograma. Todos os pacientes (100%) cursaram com a cura do processo infeccioso. 
Conclusão
: Pela análise dos resultados, observa-se que o tratamento tópico com antibióticos de amplo espectro ou associação de colírios com antibióticos fortificados foi, na maioria dos casos, eficaz na abordagem terapêutica inicial das ceratites infecciosas.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Complicações da luxação do cristalino para a cavidade vítrea
Jacó Lavinsky
Odinei Fior
Raquel Goldhardt
Luciana Meister Dei Ricardi

Objetivo: Avaliar as complicações pré e pós-vitrectomia, sua correlação com o tempo de permanência do núcleo no vítreo e a acuidade visual final, bem como as complicações a longo prazo. 
Métodos:
Estudo retrospectivo de 12 pacientes que apresentavam fragmentos do cristalino no vítreo pós-facectomia, submetidos a vitrectomia no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) entre novembro de 1994 e junho de 2000. 
Resultados:
Após a queda do núcleo no vítreo, 5 pacientes apresentaram edema corneano, 3 uveíte, 8 glaucoma, 1 descolamento de retina e todos tiveram redução da acuidade visual. Submetidos à vitrectomia, no pós-operatório imediato 2 apresentavam hifema, 6 glaucoma, 2 descolamento de retina, 1 phthisis bulbi, 1 edema macular cistóide, 2 perfluorocarbono na câmara anterior e 7 edema corneano. No pós-operatório tardio, a maioria das complicações se resolveram (média de 6 meses). O tempo de permanência do núcleo luxado foi menor que 15 dias para 3 pacientes e maior que 15 dias para 9 pacientes. 
Conclusão:
Os resultados sugerem que os fragmentos do cristalino retidos na cavidade vítrea devem ser removidos prontamente para impedir a resposta inflamatória, melhorando, assim, o prognóstico visual.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Perfil epidemiológico do trauma ocular penetrante antes e após o novo código de trânsito
Paulo Caldas Silber
Luciene Barbosa de Souza
Maira Tiyomi Sacata Tongu

Objetivo: Comparar o perfil epidemiológico dos pacientes com trauma ocular penetrante (TOP) antes e após a regulamentação do novo código de trânsito. 
Métodos
: Estudo retrospectivo de 253 pacientes com TOP examinados na Seção de Trauma Ocular (UNIFESP) de janeiro de 1997 a abril de 1999. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo I, pacientes com trauma ocular antes da implantação do novo código; Grupo II, história de trauma após sua implantação. Os pacientes foram avaliados em relação a diferentes aspectos do trauma e exame oftalmológico. 
Resultados
: Os achados epidemiológicos em relação à idade, sexo e raça foram similares em ambos os grupos. No grupo I, os pacientes entre 21 e 50 anos apresentaram distribuição similar quanto à etiologia do trauma, ao passo que no grupo II, no mesmo intervalo de idade, predominaram os acidentes automobilísticos. Em relação ao uso do cinto de segurança, 60% e 92% dos pacientes não estavam usando o cinto, nos grupos I e II, respectivamente. 60% dos pacientes no grupo II mencionaram consumo de álcool, contra 40%, no grupo I. 
Conclusão
: Apesar das medidas de impacto tomadas pelo governo para controlar os acidentes, os danos do trauma ocular continuam relacionados a fatores passíveis de prevenção, como o uso do cinto de segurança e consumo de álcool.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Resultados a longo prazo do uso de drogas antiproliferativas na trabeculectomia primária
Eleonore J. Norris
Joyce C. Schiffman
Paul F. Palmberg
Paulo Augusto de Arruda Mellorri

Objetivo: Avaliar comparativamente a longo prazo os resultados cirúrgicos de trabeculectomias nas quais foram utilizadas injeções subconjuntivais de 5-fluorouracil (5-FU) no pós-operatório ou aplicações de mitomicina C (MMC) peroperatória. 
Métodos:
Estudo retrospectivo de 133 olhos submetidos a trabeculectomia primária. 
Resultados:
A pressão ocular não apresentou valores estatisticamente significantes em nenhuma das visitas de pós-operatório quando comparados os grupos em que se utilizou a mitomicina C ou 5-fluorouracil. Em cada um dos grupos analisados separadamente, os níveis da pressão ocular não apresentaram diferenças estatisticamente significantes nos períodos pré e pós-operatório. A incidência de complicações pós-operatórias também não apresentou diferença estatisticamente significante à exceção de alterações epiteliais na córnea, mais freqüentes no grupo tratado com 5-fluorouracil. Nos dois grupos, destacou-se a elevada incidência de desenvolvimento/progressão de catarata. Conclusão: O uso de mitomicina C ou 5-fluorouracil promoveu redução importante e estável da pressão ocular, com índices de complicações semelhantes.

 
| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 
Avaliação e conduta em escolares portadores de visão subnormal atendidos em sala de recursos
Keila Miriam Monteiro de Carvalho
Cássia Cristiane de Freitas
Eliane Midori Kimolto
Maria E. Rodrigues Freire Gasparetto

Objetivo: Identificar melhora no desempenho visual de escolares portadores de visão subnormal após avaliação e conduta realizadas no Serviço de Visão Subnormal da Disciplina de Oftalmologia/FCM/UNICAMP. 
Métodos:
Foram avaliados 14 escolares portadores de visão subnormal (VSN), de seis a 30 anos de idade, que freqüentaram salas de recursos para deficientes visuais, nos municípios de Americana e Santa Bárbara d’Oeste – São Paulo, durante o ano de 1998. Os escolares foram submetidos à avaliação oftalmológica especializada completa e intervenção pedagógica. 
Resultados:
A doença mais prevalente foi a catarata congênita operada, com quatro casos (28,6%) seguida da coriorretinite macular bilateral e malformações oculares, com dois casos (14,3%) cada uma. Oito escolares (57,2%), apresentaram VSN grave, quatro (28,6%) VSN profunda, um (7,1%) VSN moderada e um (7,1%) visão quase normal. Desses escolares, 85,7% tiveram auxílios ópticos prescritos mas apenas 58,3% adquiriram-nos melhorando o seu desempenho visual. Dos escolares estudados, 12 (85,7%) encontravam-se em atraso em relação à escolaridade esperada. 
Conclusão
: Todos os escolares apresentaram melhora do desempenho visual na escola ainda que 85,7% apresentassem VSN grave e profunda. O desempenho do grupo poderia ter sido ainda melhor se todos pudessem ter adquirido o auxílio óptico prescrito. Faz-se, portanto, necessária uma ação social para que os escolares carentes possam adquirir os auxílios e dessa forma concretizar as prescrições. Para o bom desempenho do escolar portador de VSN, se faz necessária a parceria entre a área da saúde, escola, família e ensino especializado. É altamente recomendável a divulgação dos benefícios das salas de recurso.

 
| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Síndrome de Usher: características clínicas
Josilene de Carvalho Soares Liarth
Ednaldo Atem Gonçalves
João Orlando Ribeiro Gonçalves
Daniela Martins Neiva
Fernando Antonio de Macêdo Leal

Objetivos: Descrever e analisar as manifestações clínicas da síndrome de Usher bem como, estudar o padrão hereditário da doença nos pacientes examinados. 
Métodos
: Foram estudados quatro pacientes, com diagnóstico de síndrome de Usher, na clínica oftalmológica de um hospital geral universitário, no período de dezembro de 1997 a março de 1999. Os pacientes foram submetidos a exames de acuidade visual, refração, biomicroscopia, oftalmoscopias direta e indireta, tonometria, retinografia, campo visual com perímetro de Goldman e audiometria. Foi desenhado o heredograma da família e realizado anamnese e oftalmoscopia binocular indireta de 63 familiares. 
Resultados
: Dos quatro pacientes com síndrome de Usher, 1 foi do tipo I e 3 do tipo II. A acuidade visual dos pacientes variou de 20/100 a 20/400 e a disacusia de moderada a grave. Todos apresentaram retinose pigmentar típica e campo visual tubular. Não foram detectados outros casos de associação de retinose pigmentar e surdez dentre os familiares examinados. 
Conclusão
: É importante enfatizar ao oftalmologista, o diagnóstico de síndrome de Usher, diante de um caso de retinose pigmentar, chamando atenção para o seu padrão de herança autossômica recessiva, assim como para a orientação ao paciente sobre as manifestações clínicas da doença e importância do acompanhamento oftalmo-otorrinolaringológico.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |

Estudo da retina de coelhos após injeção intravítrea de bupivacaína
Hermelino Lopes de Oliveira Neto
Michel Eid Farah
Ricardo Luiz Smith
Maria Cristina Martins

Objetivo: Avaliar alterações morfológicas causadas por injeção intravítrea de bupivacaína, anestésico local de ação prolongada muito utilizado em bloqueios regionais oculares, na retina de coelhos albinos. Métodos: A droga na concentração de 0,75% em 0,1 mL foi injetada na cavidade vítrea próximo a retina num olho, enquanto solução salina balanceada em igual volume foi injetada no olho contralateral (controle). Foram realizadas oftalmoscopias indiretas antes, durante, imediatamente após e nos períodos de 1h, 24h e 72h, microscopias de luz e eletrônica de transmissão em 24 e 72 horas depois da administração do anestésico. 
Resultados
: No exame oftalmoscópico imediatamente após a injeção de bupivacaína, encontrou-se em todos os casos a retina com aspecto esbranquiçado próximo ao local da injeção, fenômeno atribuído à presença de depressão alastrante, também observada (com menor freqüência e intensidade) nos olhos do grupo controle. Outras alterações encontradas incluíram: edema de retina, 6 (60%); área de condensação vítrea, 5 (50%); e pulso arterial de papila, 2 (20%). 
Conclusões
: Injeção intravítrea de bupivacaína em concentração de 0,75% (usada para anestesia local retrobulbar, peribulbar ou outra técnica em cirurgias oculares prolongadas) não desencadeou alterações morfológicas quando estudadas pela microscopia de luz; porém desencadeou alterações sugestivas de edema discreto nas células horizontais da retina de coelhos albinos, estudados com microscopia eletrônica de transmissão, nos períodos de 24 e 72 horas.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |

Estudo dos conhecimentos de pacientes com hipertensão, diabetes ou glaucoma sobre suas doenças
Kenji Sakata, Silvane Bigolin
Agostinho Bryk Junior
Maria Claudia Gomes Komatsu
Lisandro Sakata
Leciana Rorato Chiconelli Vanzo
Hilton Iran Ruthes

Objetivo: Investigar o nível de conhecimento dos pacientes com diagnóstico de glaucoma sobre a sua doença, bem como comparar com o número de pacientes com suspeita de hipertensão ou diabetes com conhecimento da sua doença. 
Métodos:
Realizou-se estudo descritivo durante a primeira etapa do Projeto Glaucoma no ano de 1999 no município de Piraquara-PR, onde foi atendida a população local acima de 40 anos realizando-se exame oftalmológico (tonometria, fundoscopia), aferição da pressão arterial e teste de glicemia. Resultados: Foram atendidas 922 pessoas. Duzentos e seis pacientes foram triados como suspeitos de serem diabéticos, dos quais 42,72% (n=88) sabiam de sua doença. Encontraram-se 625 pacientes com suspeita de hipertensão, dos quais 60,64% (n=379) afirmavam serem hipertensos. Foram encontrados 150 pacientes com suspeita de glaucoma crônico simples sendo que destes, apenas 3,33% (n=5) sabiam de sua doen-ça, ao passo que 96,67% (n=145) a desconheciam. 
Conclusão:
O nível de conhecimento de pacientes com diagnóstico de glaucoma é extremamente baixo comparado com o número de pacientes com suspeita de terem hipertensão arterial ou diabetes.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |

Heterogeneidade genética em atrofia óptica autossômica dominante
Juliana Maria Ferraz Sallum
Michel Eid Farah
Irene Hussels Maumenee

Objetivos: A atrofia óptica autossômica dominante, tipo Kjer ou juvenil, é neuropatia óptica hereditária que causa perda de acuidade visual, anormalidades da visão de cores e defeitos do campo visual, caracterizada por palidez do disco óptico. O gene desta doença foi mapeado por análise de ligação genética em um intervalo de 1,4 cM no cromossomo 3q28-29 entre os marcadores microssatélites D3S3669 e D3S3562. Embora a maioria das famílias estudadas tenha mostrado ligação para a região cromossômica 3q28-29, uma família foi mapeada no cromossomo 18q12.2-12.3. Este trabalho analisa a ligação da atrofia óptica em três famílias com marcadores polimórficos para os cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. 
Métodos:
Cinqüenta e sete indivíduos de três famílias foram submetidos a exame oftalmológico e coleta de sangue. O DNA foi extraído e amplificado em reações de polimerase em cadeia (PCR) com marcadores polimórficos para os cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. Os fragmentos de PCR foram mensurados em seqüenciador automático (373 DNA sequencer). Estes números foram utilizados como alelos para análise de haplótipos. Os "lod scores" foram calculados pelo programa MLINK. 
Resultados:
Na primeira família houve suspeita da atrofia óptica mapear para o cromossomo 3q28-29, mas sem significância estatística no valor do "lod score". Na segunda família a atrofia óptica apresentou ligação para este locus. Os eventos de recombinação nesta família localizaram o gene num intervalo de 2 cM entre os marcadores D3S3669 e D3S2305. O "lod score" máximo obtido foi de 3,56 no theta de 0,00 com o marcador D3S3669. A terceira família não apresentou ligação nos cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. 
Conclusão:
O fato da terceira família não mapear para nenhum dos dois loci já descritos é indicativo de que existe heterogeneidade genética na atrofia óptica autossômica dominante e levanta a possibilidade de existir um terceiro locus para esta doença.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Reasons not to select patients for corneal refractive surgery
André Luiz Parolin Ribeiro
Paulo Schor
Norma Allemann
Wallace Chamon
Mauro Silveira de Queiroz Campos

Purpose: To present how the section of Refractive Surgery of the Federal University of São Paulo assesses the candidates and the reasons to indicate for corneal refractive surgery. 
Methods
: We examined 1626 patients. Anamnesis, complete ophthalmologic examination and corneal topography were performed in all patients. The patients spontaneously seeked evaluation at the Refractive Surgery Section by telephone without a previous screening. Reasons to refuse patients for refractive surgery were previously established by the Refractive Surgery Section. 
Results
: Based on current technology and clinical experience, 265 patients (16.29%) were refused for excimer laser corneal refractive surgery. Myopia of patients who had insufficient preoperative corneal pachymetry for the laser treatment was the main cause for refusal (51 patients). Cataract (45 patients), keratoconus (31 patients), amblyopia (21 patients), hyperopia > 5 diopters and mixed astigmatism (19 patients), presbyopia (unaware ness of the need for optical correction after the procedure; 16 patients), pupillary diameter > 5mm (9 patients), single eye (9 patients), progressive myopia (8 patients), postradial keratotomy (7 patients) and low ametropia (7 patients) were among the reasons for the refusal. Conclusion: Candidates for excimer laser corneal refractive surgery may present risk factors that should be known in order to avoid compli-cations.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |
 

Descompressão da bainha do nervo óptico para tratamento do papiledema no pseudotumor cerebral
Mário Luiz Ribeiro Monteiro

Objetivos: Avaliar a eficácia da descompressão da bainha do nervo óptico (DBNO) realizada em olhos com papiledema e perda visual, de pacientes com pseudotumor cerebral. 
Métodos
: Foram estudados 17 pacientes (24 olhos) submetidos à descompressão da bainha do nervo óptico entre janeiro de 1991 e janeiro de 1999. Todos tinham diagnóstico de pseudotumor cerebral e foram operados por apresentar perda da acuidade (AV) e/ou do campo visual (CV). Duas pacientes não toleraram o tratamento clínico com diuréticos e corticóides e, nos demais, a medicação não surtiu efeito satisfatório. Quatro pacientes já haviam sido submetidas à derivação lombo-peritoneal. 
Resultados
: A cirurgia foi unilateral em dez pacientes e bilateral em sete. Quatro tiveram cirurgia bilateral e simultânea devido à gravidade da perda visual. A acuidade visual e/ou o campos visuais melhorou em 14, permaneceu inalterada em 9 e piorou em apenas 1 dos 24 olhos operados. A paciente que apresentou piora já tinha perda visual acentuada e rapidamente progressiva, com apenas uma ilha paracentral de visão e conta dedos no pré-operatório. Houve resolução do edema em todos os olhos operados, seguido de atrofia óptica em muitos deles. Os pacientes que não melhoraram a função visual foram aqueles operados já com perda acentuada da função visual. Hemorragia moderada trans-operatória ocorreu em duas cirurgias. 
Conclusões
: A descompressão da bainha do nervo óptico pode ser útil para proteger a função visual de pacientes com papiledema por pseudotumor cerebral que não respondem adequadamente ao tratamento clínico, além de poder servir como tratamento complementar para pacientes já submetidos à derivação lombo-peritoneal.

| Artigo Completo | Menu principal | Índice de artigos |

| Atualização Continuada 1Atualização Continuada 2 |

| Relato de Caso 1 | Relato de Caso 2 | Relato de Caso 3 |