Temas Livres
Volume 64 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 141
HEMORRAGIA RETINIANA EM RECÉM-NASCIDOS
Paulo Escarião; João Carlos Bezerra Veloso; Alessandra Carneiro; Silvana Trigueiro; Eveline Barros
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

OBJETIVO: Analisar dados de freqüência de hemorragias retinianas, forma de apresentação e principais fatores de risco, detectados em projeto de triagem visual de neonatos. MÉTODOS: O projeto foi desenvolvido no período de abril a outubro de 2000 pela Fundação Altino Ventura. Examinaram-se 3280 neonatos em maternidades de referência do Estado de Pernambuco. Selecionou-se uma amostra de 1848 neonatos para o presente estudo. Informações neonatais, maternas e do exame fundoscópico foram coletadas e comparadas com um grupo controle. RESULTADOS: De um total de 1848 neonatos examinados, encontrou-se hemorragia retiniana em 234 casos (12,6%), com acometimento da região macular em 11 casos (4,7%). Não se observou associação entre sexo, idade gestacional, paridade e idade materna. Houve uma menor freqüência em casos de parto cesareano e uma maior freqüência em casos de hipóxia perinatal baseados no índice de Apgar. CONCLUSÃO: A frequência de hemorragia retiniana foi 12,6%, com acomentimento da região macular em 4,7%. O parto vaginal e hipóxia perinatal são fatores de risco.

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TL 142
TRIAGEM VISUAL EM ESTUDANTES ANALFABETOS DE ÁREAS RURAIS DO NORDESTE BRASILEIRO
Adriano Biondi Monteiro Carneiro; Solange Rios Salomão; Adriana Berezovsky; Rubens Belfort Jr
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a acuidade visual e a prevalência de ametropias em estudantes adultos do Programa Alfabetização Solidária. MÉTODOS: A acuidade visual foi medida em ambos os olhos pela Tabela de Snellen por professores locais previamente treinados em 17 municípios dos estados de Alagoas (n=15) e Paraíba (n=2). Pacientes com acuidade visual pior ou igual a 20/50 no melhor olho, idade superior a 40 anos, aparência anormal dos olhos ou queixas importantes foram selecionados para exame oftalmológico incluindo: Acuidade visual, retinoscopia, autorefração, exame externo e oftalmoscopia indireta. RESULTADOS: Foram avaliados 2021 estudantes (53,3% homens, idade variando de 18 a 86 anos, média 35 ± 13). Destes, 744 (36,8%) estudantes foram submetidos ao exame oftalmológico, 286 (38,4%) devido a baixa acuidade visual e 458 (61,62%) devido ao risco de presbiopia pela idade. Do total geral 484 (23,9%) estudantes receberam prescrição de óculos seguindo as seguintes prevalências: 22,4% (n=453) de présbitas, 9,2% (n=186) de hipermétropes, 12,8% (n=259) com astigmatismos, 0,5% (n=11) míopes. CONCLUSÃO: Baixa acuidade visual foi encontrada em 14,1% (n=286) dessa população. A alta prevalência de presbiopia se deve ao grande número de pacientes adultos motivados a se alfabetizarem e a correção óptica desses alunos tem grande relevância para o programa. A baixa prevalência de miopia nessa população rural está de acordo com a descrita na literatura.

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TL 143
CARACTERÍSTICAS DE UMA POPULAÇÃO DE ESCOLARES ANISOMÉTROPES
Renato Giovedi Filho; Milton Ruiz Alves; Marizilda Rita de Andrade Giovedi; Adamo Lui Netto; Humphry Weibem Tjioe Pwa
Universidade de São Paulo (USP); Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

OBJETIVOS: Correlacionar os diferentes tipos clínicos de anisometropia, encontrados em escolares com estrabismo e ambliopia e com anormalidades oculares e/ou de anexos. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram examinados 227 escolares do primeiro ano do ensino fundamental, anisométropes de uma ou mais dioptrias esféricas ou cilíndricas, anotando-se a ocorrência de estrabismo, ambliopia e de outras anormalidades oculares e ou de anexos. RESULTADOS: 43 (18,94%) escolares apresentavam estrabismo, sendo 16 (37,20%) deles portadores de anisometropia hipermetrópica, 127 anisométropes (55,94%) apresentavam ambliopia e destes, 95 (41,85%) não eram estrábicos. CONCLUSÃO: Entre os escolares anisométropes observou-se a ocorrência importante de estrabismo e ambliopia com e sem estrabismo. Para a identificação e terapêutica destes escolares, impõe-se o desenvolvimento de ações de oftalmologia sanitária nas escolas de ensino fundamental.

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TL 144
DISTRIBUIÇÃO ESPECIAL E DETERMINANTES SOCIAIS DO TRACOMA NA CIDADE DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA – AM
Antonio Augusto Velasco e Cruz; Norma Helen Medina; Glauco Francisco de Oliveira R. Gonçalves; Uilho Antonio Gomes
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto - SP

OBJETIVO: Determinar a prevalência e a distribuição espacial de tracoma na cidade de São Gabriel da Cachoeira. MÉTODOS: Foi realizado um inquérito epidemiológico clássico, tendo sido examinadas 1703 pessoas por meio de busca ativa domiciliar. Cinco equipes treinadas na detecção de tracoma visitaram todas as quadras da cidade sorteada pelo processo amostral. Tracoma foi classificado em TF (folicular), TI (inflamatório intenso), TS (Cicatricial), TT (triquíase) e CO (opacidade de córnea). Dados sociais foram obtidos de todos os domicílios visitados. RESULTADOS: A taxa média de tracoma foi de 8,6%. A endemia se distribuiu de modo não uniforme no espaço urbano, acometendo primariamente a população indígena. Fatores sociais como higiene facial e taxa de moradores por dormitório não foram significativos. CONCLUSÕES: O tracoma em São Gabriel da Cachoeira parece ser fortemente influenciado pelo contingente indígena da cidade.

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TL 145
VISÃO CROMÁTICA EM PACIENTES COM COLAGENOSE EM USO DE CLOROQUINA
Lúcia Carvalho de Ventura Urbano; Maria Amélia Vieira Vaz de Melo
Clínica Particular da Autora

As autoras examinaram 16 pacientes de 13 a 50 anos (32 olhos), sendo 15 mulheres e 1 homem com colagenose e em uso de cloroquina (7 sulfato de hidroxicloroquina e 9 difosfato de cloroquina). O tempo de uso variou de 1 a 60 meses. Aplicaram monocularmente o Ishihara, Panel D15, D15 dessaturado e D28 de Roth. Não registraram maior incidência de discromatopsia entre os usuários de uma ou da outra droga, bem como o tempo de uso. Concluíram no entanto que a incidência das alterações cromáticas foi alta na amostra analisada (62,5%). Sugerem a realização de exames (oftalmológicos e cromáticos), com intervalos regulares de 3 a 6 meses e também alertar o reumatologista do paciente, no caso ter sido diagnosticado discromatopsia.

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TL 146
EFEITO DO SEXO SOBRE O CAMPO VISUAL DE INDIVÍDUOS NORMAIS PRÉ-PRÉSBITAS
Carla Putz; Carina Graziottin Colossi
Instituto de Oftalmologia Ivo Corrêa-Meyer - RS

OBJETIVO: Analisar o efeito do sexo sobre o campo visual de indivíduos normais pré-présbitas. Como objetivo secundário, queremos verificar o quanto este se altera em um segundo exame devido ao efeito aprendizado. PACIENTES E MÉTODOS: Estudou-se 49 indivíduos normais de 17 a 40 anos. O aparelho utilizado foi o perímetro Humphrey, com o programa SITA-Standard 30-2. Os voluntários foram inicialmente submetidos a um exame de campo visual, o qual foi repetido no primeiro olho a ser examinado. A análise foi feita pelos índices do pacote estatístico STATPAC 2. RESULTADOS: Não houve diferença para os índices de confiabilidade entre homens e mulheres em um primeiro exame. No reteste, o sexo feminino apresentou uma melhora das respostas falso-negativas (p = 0,0229). A duração do exame, que foi menor para os homens no teste inicial (p = 0,0037), diminuiu para as mulheres no reteste (p = 0,0207), ficando semelhante à duração para os homens. As mulheres também apresentaram valores de sensibilidade global (MD) menores do que os homens em um primeiro exame (p = 0,0267), mas sofreram uma melhora no reteste (p = 0,0035), igualando com os homens. O PSD apresentou valores semelhantes entre os dois sexos tanto no teste quanto no reteste, mas as mulheres sofreram uma melhora no segundo exame (p = 0,0231). CONCLUSÃO: O sexo não parece influir nos índices de confiabilidade do exame. Não há diferença de sensibilidade, geral ou localizada, entre os dois sexos. As mulheres podem apresentar uma sensibilidade global menor no exame inicial, mas, pelo efeito aprendizado, os dois grupos tendem a se igualar num segundo exame.

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TL 147
DESENVOLVIMENTO DE UM MEDIDOR OBJETIVO DE TRANSPARÊNCIA DE CÓRNEAS DOADAS
Liliane Ventura; Marcelo Andrade da Costa Vieira; Flávio Isaac; Sidney Júlio de Faria e Sousa
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto

Foi desenvolvimento um sistema para se avaliar objetivamente a transparência média da córnea preservada, com o intuito de se propiciar uma medida mais acurada e padronizada do tecido corneano. A transparência da córnea doada é uma das avaliações óticas realizadas previamente à sua indicação ao transplante. O sistema compacto e portátil consiste de duas partes principais: a parte ótica e a parte eletrônica. A parte ótica consiste de uma luz branca, lentes e íris que colimam os feixes da luz que iluminam a córnea no seu meio preservante. A luz que passa através da córnea é detectada por um detector resistivo e a transparência média é apresentada num mostrador digital. No intuito de se obter apenas a transparência do tecido, o circuito eletrônico foi construído de modo a proporcionar a inserção de uma linha de base relativa ao líquido preservativo e o pote de acrílico previamente à medida da transparência da córnea. A manipulação do sistema consiste de três passos: 1. Colocar o pote de acrílico e o preservante no sistema e ajustá-lo, através de um botão, para 100% de transparência; 2. Preservar a córnea e colocá-la no sistema, que proporcionará a transparência do tecido. O medidor está conectado a um sistema de avaliação de densidade endotelial e estatísticas sobre a relação da transparência da córnea e da densidade endotelial deverá ser proporcionada nos próximos anos. O sistema está sendo utilizado no Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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TL 148
EFEITO DO NÍVEL CULTURAL SOBRE OS ÍNDICES DE CONFIABILIDADE DO CAMPO VISUAL
Carla Putz; Victor Delpizzo Castagno
Instituto de Oftalmologia Ivo Corrêa-Meyer – RS

OBJETIVO: Analisar o efeito do nível cultural sobre os índices de confiabilidade e duração do campo visual de indivíduos normais pré-présbitas. Como objetivo secundário, queremos verificar o quanto estes índices se alteram em cada grupo em um segundo exame. PACIENTES E MÉTODOS: Estudou-se 49 indivíduos normais de 17 a 40 anos, divididos em grupos, conforme a escolaridade: 1º grau, 2º grau e 3º grau. Foi utilizado o perímetro Humphrey, com o programa SITA-Standard 30-2. Os voluntários foram inicialmente submetidos a um exame de campo visual, o qual foi repetido no primeiro olho a ser examinado. A análise dos índices foi feita pelos índices do pacote estatístico STATPAC2. RESULTADOS: Foi observado um maior número de respostas falso-negativas no grupo que tem somente o 1º grau do que aquele com curso superior (p = 0,0011). A duração do exame foi menor no grupo com nível superior do que nos outros dois grupos (p = 0,0011). O grupo com o primeiro grau sofreu redução significativa na duração do exame em um segundo exame (p = 0,0138). CONCLUSÃO: Pacientes com nível de instrução menor parecem ter uma maior inconsistência das respostas (flutuação), que no entanto pode não se refletir nos índices de confiabilidade. O nível cultural deve ser levado em conta na interpretação do exame.

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TL 149
EFEITO DO NÍVEL CULTURAL SOBRE OS ÍNDICES GLOBAIS DO CAMPO VISUAL
Carla Putz; Victor Delpizzo Castagno
Instituto de Oftalmologia Ivo Corrêa-Meyer – RS

OBJETIVO: Este estudo pretende analisar o efeito do nível cultural sobre os índices globais e duração do campo visual de indivíduos normais pré-présbitas. Como objetivo secundário, queremos verificar o quanto estes índices se alteram em cada grupo em um segundo exame devido ao efeito aprendizado. PACIENTES E MÉTODOS: Estudou-se 49 indivíduos normais de 17 a 40 anos, subdividindo-os em 3 grupos: aqueles que tem o 1º grau, aqueles até o 2º grau e aqueles com o 3º grau (completo ou incompleto). O aparelho utilizado foi o perímetro Humphrey, com o programa SITA-Standard 30-2. Os voluntários foram inicialmente submetidos a um exame de campo visual, o qual foi repetido no primeiro olho a ser examinado. A análise foi feita pelos índices do pacote estatístico STATPAC 2. RESULTADOS: Foi observado um PSD maior no grupo que tem somente o 1º grau do que aquele com curso superior (p= 0,0022), mas nenhum dos 3 grupos teve alteração significativa deste índice em um novo exame. Os 3 grupos apresentaram um MD semelhante no primeiro exame, mas aquele com nível superior mostrou uma melhora em um reteste (p= 0,0146). A duração do exame foi menor no grupo com nível superior do que nos outros dois grupos (p= 0,0011). O grupo com o primeiro grau sofreu redução significativa na duração do exame em um segundo exame (p= 0,0138). CONCLUSÃO: Pacientes com nível de instrução menor podem ter uma maior inconsistência das respostas (flutuação). Como esta flutuação altera o PSD, simulando defeitos que não existem, o nível cultural deve ser levado em conta na interpretação do exame.

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TL 150
DISCROMATOPSIAS CONGÊNITAS E CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
Mario Teruo Sato; Daniel Roncaglio Gerra, Ana Cristina Alvarez de Carvalho; Alfredo Vidal Moreira; Carlos Augusto Moreira Jr.
Universidade Federal do Paraná

OBJETIVO: Apresentar a importância do uso da Tabela de Ishihara para o diagnóstico das discromatopsias congênitas, e avaliação da incidência em motoristas, observando-se os erros mais comuns no teste da Caixa de Cores. Além disso, abordar a relação entre discromatopsias congênitas, condução de veículos e acidentes de tráfego. PACIENTES E MÉTODOS: Foram examinados 523 motoristas, seguindo as normas da resolução 734/89 do Contran. Os motoristas foram submetidos ao teste de cores com a Tabela de Ishihara, e os que tinham discromatopsias foram submetidos ao teste da Caixa de Cores, com luzes dispostas como em um semáforo. RESULTADOS: Encontrou- se uma incidência de discromatopsias de 5,5% (29 pacientes). Destes, 3 pacientes foram excluídos do estudo, 16 possuíam o grau forte e 10, o grau moderado. Desse último grupo, 7 apresentaram-se com deuteranomalia e 3 com protanomalia. Dos 7 com deuteranomalia, 3 apresentaram alterações no teste da Caixa de Cores. Dos 3 com protanomalia, 1 paciente teve exame alterado. Dos pacientes de grau forte, 14 possuíam deuteranopia e 2 protanopia, sendo que todos apresentaram alterações no teste da Caixa de Cores. CONCLUSÃO: Todos os pacientes com discromatopsias de grau forte e metade dos pacientes com grau moderado cometeram erros no teste da Caixa de Cores. Conclui-se que não haveria necessidade de ser realizado o teste para diferenciar as cores, desde que se faça o uso da tabela de Ishihara para diagnosticar as discromatopsias congênitas.

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TL 151
LENTE DE CONTATO E CULTURA: IMPORTÂNCIA NO DIAGNÓSTICO DAS CERATITES INFECCIOSAS
Elisabeth Nogueira Martins; Ana Luisa Hoffling-Lima; Michel Eid Farah; Lênio S. Alvarenga; Maria Cecília Zorat Yu; Maria Regina Catai Chalita
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Estudar a eficácia da cultura das lentes de contato (LC) na identificação dos agentes etiológicos das ceratites infecciosas. METODOLOGIA: Foram revisados os prontuários do Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, de 1976 a 2000, sendo selecionados os casos de ceratite relacionada ao uso de LC nos quais foram realizadas as culturas das lentes. RESULTADOS: Foram incluídos 113 pacientes. Apenas lentes de contato gelatinosas foram submetidas a cultura e, destas 18,9% eram de uso terapêutico. Foi observado índice total de concordância entre o resultado da cultura de córnea e da LC, de 84% com maior valor no grupo de ceratites fúngicas (100%) quando comparados aos grupos de ceratite por Acanthamoeba sp (80%) e bacterianas (74,5%). Nos casos em que houve crescimento concomitante nas culturas de LC e de córnea, o mesmo microrganismo foi isolado em 97,3% dos casos. O agente etiológico mais freqüente no grupo de ceratites bacterianas foi Pseudomonas sp. Entre os casos discordantes (16%), foi mais freqüente o crescimento na cultura da LC (94,4%). CONCLUSÃO: A cultura da LC pode identificar o agente etiológico em grande número de casos de ceratite infecciosa em usuários de LC. A importância clínica do achado da cultura de LC positiva nos casos de ceratite com cultura de raspado corneal negativa requer maior investigação.

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TL 152
TESTE DE FOTOESTRESSE AVALIADO PELA CAMPIMETRIA VISUAL COMPUTADORIZADA
José Fernando Barandas; Renata Augusta Cordeiro; Emery Lopes
Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

RESUMO: Testar a possibilidade clínica de avaliar quantitativamente a redução da sensibilidade foveal após a estimulação luminosa no teste de fotoestresse, através da campimetria estática computadorizada, em indivíduos normais. Trinta olhos de indivíduos normais, divididos em 3 grupos tiveram sua sensibilidade foveal avaliada pelo programa "threshold" Macular 10.2 do campímetro automatizado Humphrey (Zeiss) 730-A10, com estímulos I e V (branco, azul ou vermelho), antes e após estimulação retiniana com dispositivo de "flash" eletrônico. Foram analisadas estatisticamente as modificações do valor de sensibilidade e de tempo de teste. Para o estímulo I os resultados foram discrepantes para os três estímulos cromáticos. Em alguns indivíduos houve redução do tempo de testagem enquanto para outros ocorreu aumento. Quanto à sensibilidade foveal, em alguns houve redução e em outros aumento. No entanto, para o estímulo V, em todas pesquisas houve aumento do tempo de teste (média de 7,8 segundos de acréscimo) e redução da sensibilidade foveal queda de 5,6 decibéis, em média). Os resultados demonstraram que com o emprego do estímulo de tamanho V, branco ou colorido, houve aumento no tempo de testagem e redução da sensibilidade foveal final, sugerindo possibilidade de aplicação clínica.

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TL 153
AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DE ASTIGMATISMOS PELA FOTORREFRAÇÃO EXCÊNTRICA TELESCÓPICA
José Fernando Barandas; Paiva Gonçalves Filho
Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

RESUMO: Objetivo de testar a associação do uso de lentes telescópicas do tipo catadióptrica e o emprego de duas fontes luminosas ortogonais simultâneas em um sistema único fotográfico para fotorrefração comparando com a técnica telescópica que emprega apenas uma fonte luminosa simples, na detecção e classificação de astigmatismos. Os dois sistemas empregaram uma máquina fotográfica "monoreflex" com objetiva catadióptrica de 500 mm, sendo o primeiro com uma fonte luminosa de filamento horizontal para pesquisa do meridiano vertical e o segundo com acréscimo de outra fonte ortogonal à anterior. Foram fotorrefratadas 2.292 ametropias astigmáticas experimentais em olho artificial. Um segundo examinador identificou e classificou as ametropias fotografadas. Para esta amostra experimental de ametropias a sensibilidade do aparelho idealizado foi de 0,58 e especifcidade de 1,00. O fotorrefrator com fonte simples identificou 1.470 ametropias enquanto o que emprega duas fontes totalizou 1.270. A eficiência de detecção com uma fonte simples foi maior que com o de duas fontes simultâneas, apresentando esta última, no entanto, melhor capacidade de identificação.

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TL 154
UTILIZAÇÃO DA BIOMICROSCOPIA ULTRA-SÔNICA NO DIAGNÓSTICO DAS CAUSAS RELACIONADAS AOS INSUCESSOS DAS CIRURGIAS DE GLAUCOMA COM IMPLANTES DE DRENAGEM
Maria Helena Mandello Carvalhaes; Norma Allemann; Aldery de Oliveira; João Antonio Prata Junior
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Descrever a utilização do método de imagem não invasivo, a biomicroscopia ultra-sônica (UBM), na identificação de causas dos insucessos das cirurgias antiglaucomatosas com implante de drenagem relacionadas a complicações em sua porção anterior, portanto não evidenciáveis pelo exame de ultra-som de 10 MHz. MÉTODOS: Foram estudados de modo retrospectivo 5 pacientes (5 olhos) submetidos à cirurgia com implante de tubo de Molteno e que não obtiveram controle adequado da pressão intra-ocular no pós-operatório. A biomicroscopia ultra-sônica foi utilizada devido à presença de um acentuado edema de córnea que impossibilitou o exame do segmento anterior à lâmpada de fenda. RESULTADOS: Observou-se toque endotelial do tubo em 3 casos e obstrução de sua porção anterior pela íris nos outros 2 casos. Outras alterações encontradas ao exame de UBM: câmara anterior rasa, afacia, subluxação do cristalino, íris em "fita", corectopia, espessamento corneano, iridectomia, sinéquias anteriores e posteriores. CONCLUSÕES: A biomicroscopia ultra-sônica mostrou-se útil na detecção de alterações no posicionamento do tubo na câmara anterior, o que pode vir a auxiliar no esclarecimento de certas causas de insucesso desta cirurgia de glaucoma com implantes de drenagem e no planejamento de posição destes de acordo com alterações encontradas no exame pré-operatório.

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TL 155
REFRATOMETRIA AUTOMATIZADA PORTÁTIL EM CRIANÇAS ABAIXO DOS CINCOS ANOS DE IDADE
João Antônio Prata; Rosangela Borges Ribeiro; João Antônio Prata Junior
Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - Uberaba – MG

OBJETIVO: Avaliar a concordância das medidas refracionais fornecidas pelo equipamento SureSightTM Welch Allyn com e sem cicloplegia, bem como, com os valores obtidos na refratometria convencional estática em crianças abaixo de cinco anos. MATERIAL E MÉTODOS: Toda população infantil de uma creche que consentiram o exame foram submetidas a exame refratométrico com o equipamento SureSightTM fornecido pela Welch Allyn com e sem cicloplegia e a medida refracional sob cilcloplegia obtida pela esquiascopia. Foram comparadas as medidas obtidas, com e sem cicloplegia, quanto ao equivalente esférico, refração esférica e cilíndrica para o olho direito e esquerdo, considerando-se cilindro negativo. RESULTADOS: Foram examinadas 107 crianças de um total de 110 integrantes, com idade média de 3,8 ± 1,2 anos. Observou-se equivalente esférico em OD de 1,1 ± 0,6D na refração automatizada dinâmica, de 3,9 ± 1,5D na automatizada estática e de 1,3 ± 0,9D na manual estática. Já em olho esquerdo observaram-se valores de 1,4 ± 1,1D, 3,9 ± 1,5D e 1,3 ± 0,9D para a refração automatizada dinâmica, estática e manual estática. Em ambos os olhos a comparação dos valores obtidos foi estatisticamente significante (pOD= OE<0,0001), sendo que comparações múltiplas não mostraram diferenças estatisticamente significantes para entre as medidas dinâmica automatizada e manual estática (p> 0,05). As demais comparações foram estatisticamente significantes (auto dinâmica x auto estática, auto estática x manual estática). O mesmo ocorreu para as comparações do componente esférico. No estudo da potência cilíndrica houve diferença estática entre as medidas e o teste de comparações múltiplas mostrou diferenças significantes entre a refração automatizada dinâmica e manual estática em ambos os olhos. CONCLUSÃO: Observou-se que as medidas dinâmicas obtidas com o equipamento SureSightTM são comparáveis as observadas com a medida refratométrica estática manual em crianças abaixo de 5 anos.

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TL 156
ERROS DE REFRAÇÃO EM ESCOLARES
Alex Luciano Magatti; Dina Floriano Machado de Araújo; João Alberto Holanda de Freitas; José Roberto Tebet; João Edward Soranz Filho
Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (PUC) - SP

OBJETIVO: Tendo em vista a importância da visão na educação e socialização da criança, o objetivo deste estudo é analisar a prevalência de problemas oculares em crianças da 1ª série do Ensino fundamental de escolas públicas atendidas pela "Campanha Olho no Olho" no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). MÉTODOS: Analisamos 473 crianças que foram triadas por professores treinados, sendo estas submetidas a nova avaliação da acuidade visual, seguidas de refração manual e computadorizada. Avaliamos sexo, idade e os erros de refração. RESULTADOS: O sexo prevalente foi o feminino (56,7%) e a faixa etária predominante foi a de crianças com 7 anos (67,3%). Foram encontradas 307 crianças emétropes e 169 crianças com ametropia, sendo que, dentre estas, o astigmatismo hipermetrópico composto foi o que apresentou maior índice, com 73 casos, seguido do astigmatismo miópico composto em 36 casos e hipermetropia em 29 casos. CONCLUSÃO: Baseando-se no fato que as alterações oftalmológicas acometem cerca de 20% das crianças em idade escolar e que os erros de refração são as ocorrências mais comuns, concluímos que campanhas nacionais como esta são modelos de atendimento eficiente em busca não apenas da reabilitação visual, mas também de uma maior socialização destas crianças.

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TL 157
NEOVASCULARIZAÇÃO EXPERIMENTAL EM RATOS INDUZIDA POR OCLUSÃO VENOSA RETINIANA
Elke Passos; Bahrm Khoobehi; Robert Grinstead; Márcio Nehemy
Lousiana State University - USA; Universidade Federal de Minas Gerais e Instituto da Visão - Belo Horizonte - MG

OBJETIVOS: Descrever um modelo experimental de indução de neovascularização ocular em ratos, pela oclusão das veias retinianas, utilizando-se a Hypocrellin A como fotosensibilizador e um dye laser, operando na freqüência de 568 nm de comprimento de onda. Demonstrar as características da retina dos ratos – tais como a perfusão retiniana e o desenvolvimento de neovascularização retiniana e do disco óptico - após a oclusão venosa nesse modelo, utilizando-se o oftalmoscópio de varredura a laser. MATERIAIS E MÉTODOS: Todas as veias retinianas de vinte e um ratos pigmentados foram ocluídas por fototrombose, utilizando-se a solução lipossomal de Hypocrellin A e o dye laser operando no comprimento de onda de 568 nm. O exame do fundus e a videoangiografia fluoresceínica, utilizando-se o oftalmoscópio de varredura a laser, foram realizadas aproximadamente 2 horas após a oclusão venosa, e repetidas a cada três dias. Quatro animais foram acompanhados por oito semanas e dezesseis animais foram acompanhados por três semanas. Realizou-se a análise histológica, pela microscopia óptica, em quatro olhos, oito semanas após a oclusão venosa, e em dezesseis olhos, três semanas após a oclusão venosa. RESULTADOS: A oclusão venosa foi realizada com sucesso, em todos os olhos. Sete de vinte olhos (35%) desenvolveram descolamento de retina exsudativo. Observaram-se áreas de não-perfusão capilar correspondendo a pelo menos metade da área total do fundus, em sete de vinte olhos (35%), e seis desses olhos haviam desenvolvido descolamento de retina exsudativo previamente. Nos olhos que desenvolveram algum tipo de neovascularização, esta apareceu no período de 12 a 15 dias após a oclusão venosa: quatro olhos desenvolveram neovasos de disco óptico, dois olhos desenvolveram neovascularização retiniana e um olho desenvolveu os dois tipos de neovascularização. CONCLUSÃO: O desenvolvimento de neovascularização nesse modelo esteve relacionado à extensão da isquemia retiniana. Observou-se que o desenvolvimento de descolamento de retina exsudativo associado à oclusão venosa foi um fator preditivo importante no desenvolvimento de neovascularização ocular nesse modelo.

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TL 158
ANGIOGRAFIA COM FLUORESCEÍNA E INDOcIANINA VERDE NAS ESTRIAS ANGIÓIDES
Noemi Naomi Nishide; Adriano Nakagawa; Tervo Aihara
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

INTRODUÇÃO: Estrias angióides são alterações no fundo de olho, lineares circundando o disco óptico. Pode estar presente em doenças sistêmicas, sendo a mais comum pseudoxantoma elástico. Suas complicações são causas importantes de baixa acuidade visual. OBJETIVO: Avaliar pacientes com estrias angióides diagnosticadas à fundoscopia e à biomicroscopia do fundo de olho e comparar os dados obtidos através de angiografia com fluoresceína e indocianina verde. MATERIAL E MÉTODO: Para este estudo prospectivo recrutamos dez pacientes com estrias angióides em ambos os olhos, diagnosticadas à fundoscopia. Foi realizado exame oftalmológico complexo angiografia com fluoresceína, e com indocianina verde. RESULTADO: Observamos lesões em "casca de laranja" de padrão hiperfluorescente. Estrias angióides mostraram-se à indocianina verde em quatro padrões: hiperfluorescentes, "track like", hiperfluorescentes associada a hipofluorescentes e hipofluorescentes. As estrias angióides mostraram-se mais numerosas e maiores com indocianina verde em comparação a angiofluoresceinografia. Observamos neovascularização de coróide com indocianina verde num caso no qual ela não foi diagnosticada e encontramos uma segunda neovascularização de coróide em outro caso apenas com indocianina verde. DISCUSSÃO: As lesões em "casca de laranja", à indocianina verde mostraram-se todas hiperfluorescentes. As estrias angióides se distribuem de maneira semelhante quanto à fluorescência em nosso trabalho e de outros autores. Neovascularização de coróide foi bem evidenciada com indocianina verde, coerente com resultados de outros autores. CONCLUSÃO: Este estudo demonstra que os exames de fundoscopia e biomicroscopia de fundo de olho possibilitam diagnóstico de estrias angióides. A angiografia com fluoresceína mostrou dados semelhantes aos encontrados à fundoscopia. Com indocianina verde é possível obter melhores informações sobre lesões em "casca de laranja" e estrias angióides. Indocianina verde determina um padrão para classificação de estrias angióides e possibilita melhor estudo da neovascularização da coróide.

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TL 159
COMPORTAMENTO DA CORÓIDE NA ANGIOGRAFIA FLUORESCEÍNICA EM PACIENTES COM A FASE INICIAL DA DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
Manuel A. P. Vilela; Cláudia Tyllmann; Adalmir M. Dantas
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - RJ e Instituto Ivo Corrêa-Meyer, Porto Alegre – RS

OBJETIVO: Analisar o comportamento da coróide nas fases iniciais da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) através da angiografia fluoresceínica. MÉTODOS: Noventa exames de pacientes com este diagnóstico foram comparados a 90 exames controles de indivíduos sem a doença e na mesma faixa etária, coletados, sempre, com o mesmo padrão técnico. O estudo é transversal, compreendendo o período entre 1985 e 1998. As imagens incluíram o momento antes do clarão coroideo e obedeceram a seqüência de uma foto a cada 1-2 s, no máximo, até a fase venosa tardia. Os angiogramas foram todos digitalizados para facilitar as análises que incluíram a observação dos tempos de chegada do contraste à coróide (tc), tempo de homogeneização do mesmo (th), diferença temporal entre (tc) e (th), morfologia do clarão, padrão de esvaziamento. RESULTADOS: Os resultados apontam um (tc) de 14,7s ± 4,5, (th) de 21s ± 5,3, diferença, entre estes últimos, de 6,3s ± 2,5. A morfologia do clarão foi sempre heterogênea predominando o enchimento de setores ou ilhas (52,2%). Para todos estes tempos e padrões não houve diferença estatística entre os grupos. CONCLUSÕES: Os achados indicam que não existe um padrão morfológico exclusivo de enchimento coroideo na DMRI inicial, e que as ilhas de hipofluorescência, eventualmente associadas à isquemia ou depósito de material são, na verdade, de ocorrência normal e regular em indivíduos sem a doença.

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TL 160
DESCRIÇÃO DE NOVA DISTROFIA MACULAR ASSOCIADA À SÍNDROME DOS CABELOS ANÁGENOS FROUXOS
Mário Teruo Sato; Rodrigo Marzagão; Jaime Arana; Nina Amália Brancia Pagnan; Carlos Augusto Moreira Júnior
Universidade Federal do Paraná

OBJETIVO: Descrever os achados oftalmológicos, dermatológicos e de microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) de nova distrofia macular associada à síndrome dos cabelos anágenos frouxos (SCAF). MÉTODOS: Uma família de sete pacientes, quatro deles afetados, foram examinados. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, teste de cores (Ishihara e Farnsworth D-15), ecografia, angiografia, exame laboratorias e dermatológico, teste do suor, MO e MEV dos fios de cabelo. RESULTADOS: Em duas irmãs afetadas encontramos no fundo de olho dispersões pigmentares em pólo posterior da retina, e com estafiloma da mácula e em dois irmãos foram encontradas as mesmas disperssões pigmentares em pólo posterior, com maior pigmentação e coloração amarelada em área macular e sem estafiloma. A avaliação na MO e MEV dos indivíduos afetados confirmaram a SCAF. Nos indivíduos não afetados em uma mulher e em um homem todos os exames foram normais, exceto que na MO e MEV encontramos algumas semelhanças com os indivíduos afetados. A análise genealógica da família demonstrou tratar-se de herança autossômica recessiva com expressão parcial no heterozigoto. CONCLUSÕES: Há somente um relato na literatura da associação de SCAF e coloboma ocular. Neste trabalho descrevemos os achados oftalmológicos, dermatológicos e de MO e MEV, de uma nova distrofia macular associada à SCAF, distrofia cujos achados fundoscópicos são diferentes entre homens e mulheres. Por se tratar do primeiro relato na literatura, os achados descritos sugerem fortemente que esta associação pode ser parte de uma nova entidade nosológica.

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TL 161
CONTRIBUIÇÃO PARA A NORMATIZAÇão do eletrorretinograma em pacientes normais, distribuídos por sexo e faixa etária
Mário Teruo Sato; Walter Yukihiko Takahashi; Carlos Augusto Moreira Júnior
Universidade Federal do Paraná

OBJETIVO: Comparar se há diferença entre os olhos, entre os sexos e as diferente etapas do eletrorretinograma (ERG) estandardizado por faixa etária. MÉTODOS: Avaliar 40 pacientes com exame oftalmológico normal, separados por sexo e estratificados por faixa etária de 8-65 anos (intervalo de 20 anos) a fim de se proceder a normatização do ERG, de acordo com o protocolo estandardizado preconizado pelo ISCEV (International Society for Clinical Electrophysiology of vision). RESULTADOS: Houve grande correlação entre os olhos direito e esquerdo (r=0,90) e diferenças significativas a 5% no teste t nas seguintes respostas do ERG, separados por faixa etária: (1) diminuição da amplitude (ms) da onda escotópica b, onda a e b (resposta máxima), com a idade e; 2) aumento do tempo de culminação (µv) da onda b (resposta máxima), fotópico b e flicker até os 60 anos. Não houve diferenças significativas na análise de variância (ANOVA) em quaisquer respostas, sem separação por faixas etárias e na média entre os sexos. CONCLUSÕES: O ERG é um exame sensível, de difícil realização e sujeito a influência de vários fatores, tais como: tipos diferentes de eletrodos, aparelhos, características da população em estudo (raça, idade e sexo) e do meio ambiente. No presente trabalho foi demonstrado que o sexo e idade do paciente tem influência sobre o ERG, e devem ser considerados para a normatização do mesmo, portanto cada serviço deve ter a sua própria normatização mas que levem em conta estas variáveis, para se comparar com pacientes anormais.

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TL 162
ACHADOS ECOGRÁFICOS EM PACIENTES COM CATARATA TOTAL
Raquel Goldhardt; Zélia Maria S. Corrêa; Alexandre Marcon; Ítalo M. Marcon
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

OBJETIVOS: Avaliar a prevalência e a natureza das patologias intra-oculares detectadas no exame ultra-sonográfico em pacientes com catarata total e comparar estes achados com aqueles obtidos após cirurgia de catarata. PACIENTES E MÉTODOS: Foram revisadas 551 ecografias oculares realizadas entre janeiro de 1999 e dezembro de 2000. Destas, 210 ecografias foram solicitadas devido à catarata total e impossibilidade de visualizar o segmento posterior. Os achados oculares foram documentados por fotografias e revisados para o estudo. RESULTADOS: Nos pacientes sem história de trauma, 66 olhos (33,4%) apresentaram segmento posterior aparentemente normal. Destes, 49 olhos (24,8%) tinham descolamento de vítreo posterior. Descolamento de retina foi diagnosticado em 20 olhos (10,1%). Nos pacientes com história de trauma foram encontrados 5 olhos com descolamento de retina (41,7%) e 4 olhos normais (33,3%). A concordância entre os achados ecográficos e pós-operatórios foi de 91,2%. O exame apresentou sensibilidade de 62% e especificidade de 98%. CONCLUSÃO: A avaliação pré-cirúrgica em casos de catarata total mostrou-se bastante específica em diagnosticar alterações do segmento posterior. O exame ecográfico é um importante método de avaliação pré-operatória em catarata densa permitindo acessar o segmento posterior do globo ocular e diagnosticar patologias que podem influenciar a estratégia cirúrgica e o prognóstico visual do paciente.

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TL 163
AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE ALTAS DOSAGENS DE DERIVADOS DA 4-AMINOQUINOLINA E ALTERAÇÕES DE CAMPO VISUAL
Raquel Goldhardt; Maria Cláudia Eichenberg; Zélia Maria Corrêa; Ítalo M. Marcon; Antônio Vaccaro Filho
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

INTRODUÇÃO: A cloroquina apresenta afinidade pelos pigmentos do olho causando toxicidade e perda da visão central. Devido ao seu metabolismo complexo, a meia- vida aumenta proporcionalmente à dose utilizada. O sinal mais precoce de toxicidade é a perda do campo visual paracental podendo ocorrer associado à perda do reflexo foveolar, aparecimento de halo parafoveal discreto e palidez do EPR. Tempo de aparecimento da maculopatia em relação à dosagem usada, bem como métodos de diagnóstico precoce não foram precisamente descritos nas publicações cientificas sobre o assunto. OBJETIVO: Avaliar a associação entre altas dosagens de derivados da 4- aminoquinolina com alterações na acuidade visual, fundo de olho e campo visual. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram estudados prospectivamente 86 pacientes em uso de cloroquina ou hidroxicloroquina (Plaquinol®) encaminhados do ambulatório de dermatologia e avaliados no Departamento de Oftalmologia. A avaliação inicial consistiu de: 1- exame da acuidade visual, 2- biomicroscopia do segmento anterior do olho, 3- oftalmoscopia indireta, 4- campimetria computadorizada, com estímulo vermelho, utilizando o programa 10.2 (central), 5- cálculo da dose diária e 6- cálculo da dose cumulativa usada pelo paciente. Foram consideradas doses tóxicas para usuários de cloroquina as igual ou maior de 100g e para hidroxicloroquina igual ou maior de 300g. RESULTADOS: Foram examinados 86 pacientes, todas mulheres, média de idade de 45,08 anos (DP = 14,63), em uso de cloroquina (13 pacientes) ou hidroxicloroquina (Plaquinol®) (73 pacientes). Verificou- se uma associação entre a exposição às drogas e a baixa da acuidade visual com diferença estatisticamente significativa (p=0,05) e risco relativo de 0,3 (IC = 0,1- 1,1). À oftalmoscopia indireta, nos usuários de Plaquinol® em doses não - tóxicas, 13 pacientes (21,8%) apresentaram alterações fundoscópicas, e apenas 3 (17,6%) pacientes usuários de doses tóxicas apresentaram alterações. Nos usuários de cloroquina em dose não- tóxicas nenhum paciente apresentou alterações e 5 pacientes (41,7%) usuários de doses tóxicas apresentaram alterações. Estes achados são independentes da idade já que os grupos foram pareados e não apresentaram diferença significativa entre as idades nos dois grupos. Comparando- se os pacientes com campo visual alterado com os não- alterados nos grupos de plaquinol® (p=0,999) e cloroquina (p=0,423), não houve diferença estatisticamente significativa entre alteração de campo visual e dosagem da medicação. CONCLUSÃO: A perda de acuidade visual maior ocorreu nos usuários de cloroquina. Esse dado ressalta a importância da medida da acuidade visual nos exames de avaliação e acompanhamento de pacientes em uso dos derivados da 5- aminoquinolina. Não foi encontrada diferença significativa entre os pacientes usuários de altas e baixas doses dos derivados da 4- aminoquinolina que apresentaram campos visuais alterados.

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TL 164
CARACTERÍSTICAS DAS DRUSAS NA ANGIOGRAFIA FLUORESCEÍNICA EM PACIENTES COM A FASE INICIAL DA DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
Manuel Vilela; Roberta dos Santos; Carina G. Colossi; Adalmir M. Dantas
Instituto Prof. Ivo Corrêa-Meyer e Universidade Federal de Pelotas - RS

OBJETIVO: Analisar as características das drusas nas fases iniciais, da Degeneração Macular Relacionada à idade (DMRI), através da angiografia fluoresceínica. MÉTODOS: Para tanto, 90 exames de pacientes com este diagnóstico foram coletados, sempre, com o mesmo padrão técnico. O estudo é transversal, compreendendo o período entre 1985 e 1998. As imagens incluíram o momento antes do clarão coroídeo e obedeceram a seqüência de uma foto a cada 1-2 s, no máximo, até a fase venosa tardia. Os angiogramas foram todos digitalizados para facilitar as análises que incluíram a observação do número, tipos, distribuição e fluorescência das drusas. RESULTADOS: As drusas duras foram numericamente mais prevalentes, seguidas pelos quadros mistos, sendo a distribuição dispersa a morfologia mais encontrada, sem relação ao sexo ou idade. Número superior a 20 drusas ocorreu em 57,8%. Fluorescência igual, maior ou menor que a coróide adjacente foi observada na mesma proporção de casos. CONCLUSÃO: Nas fases iniciais da DMRI predominam as drusas duras sobre as moles, geralmente em número superior a 20, distribuídas de forma dispersa, podendo ter fluorescência igual, menor ou maior que a coróide circunjacente.

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TL 165
UTILIZAÇÃO DE UM TELESCÓPIO COM LENTE DE CONTATO EM PACIENTES COM VISÃO SUBNORMAL
Jacó Lavinsky; Giovani Tomasetto; Emir Soares
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS

OBJETIVO: Avaliar a efetividade de um sistema de telescópio com lentes de contato em pacientes com visão subnormal. MÉTODOS: Quinze pacientes (média de idade de 60,7 anos) com visão subnormal, acuidade visual média de 20/245 foram selecionados para usar inicialmente um telescópio convencional e posteriormente um telescópio com lentes de contato (TLC). Os fatores em estudo foram acuidade visual obtida com os sistemas, variação no campo visual e a satisfação dos pacientes com os sistemas. RESULTADOS: Não houve diferença no campo visual entre os dois sistemas. A média da acuidade visual obtida com os dois sistemas foi 20/105. O campo visual obtido com o telescópio convencional e com o TLC foi de 22 e 52,1 graus respectivamente e essa diferença foi estatisticamente significativa p<0,01. Esses resultados correspondem a uma redução de 78,2% no campo visual com o telescópico convencional e de 49,5% com o TLC. CONCLUSÃO: O TLC pode ser utilizado como auxílio óptico em pacientes com visão subnormal. Ele produz um campo visual que é 136% maior a aquele produzido pelo telescópio convencional. Os pacientes jovens são os mais motivados a utilizar o TLC por causa de sua melhor aparência estética e o aumento do campo visual obtido quando comparado ao telescópio convencional.

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TL 166
ESTUDO DA REPRODUTIbiliDADE DAS MEDIÇÕES DE MEMBRANAS NEOVASCULARES SUBFOVEAIS REALIZADAS COM SISTEMA DE ANGIOFLUORESCEINOGRAFIA DIGITAL
Mauro Goldbaum; D. R. Guyer; K. B. Freund; L. A. Yannuzzi; Hisashi Suzuki
Universidade de São Paulo (USP)

OBJETIVO: Estudar a reprodutibilidade de medições de membranas neovasculares subfoveais (MNSF) feitas com um sistema de angiofluoresceinografia (AF) digital. MÉTODOS: Foram estudados 83 pacientes com MNSF. Todos foram submetidos a AF digital, sendo realizadas três medições de cada componente da lesão neovascular. Estas três medições foram comparadas com o teste não paramétrico de Friedman. RESULTADOS: A comparação das três medições mostrou para o componente clássico um c2 calculado de 1,186 (p = 0,553). Analisando o componente oculto, encontrou-se um c2 calculado de 3,961 (p = 0,138) enquanto que em relação ao componente não-vascular obteve-se um c2 calculado de 1,830 (p = 0,400). CONCLUSÃO: As medições de diferentes componentes de lesão neovascular realizadas com o sistema IMAGEnet são reprodutíveis.

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TL 167
METÁSTASE DE CORÓIDE DO CARCINOMA DE MAMA
Juliana M. Ferraz Sallum; Jane Chen; Karen Borrelli; Maria Cândida Sotto Maior
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Acredita-se que metástases intra-oculares de carcinomas de mama ocorrem com mais freqüência do que são clinicamente reconhecidos. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo prospectivo clínico dos casos de 114 pacientes com diagnóstico de carcinoma de mama, em diferentes estadios clínicos. As pacientes foram submetidas a exame clínico oftalmológico completo, com oftalmoscopia binocular indireta sob midríase. RESULTADOS: Das cento e quatorze pacientes (228 olhos) portadoras de carcinoma de mama incluídas neste estudo, cinco pacientes (3,0%) apresentaram metástase de coróide e nove pacientes (5,7%) apresentaram retinopatia por tamoxifeno. CONCLUSÕES: Os resultados deste estudo, sugerem o exame oftalmológico com mapeamento de retina deve ser realizado em pacientes com estadios clínicos avançados do carcinoma de mama em pacientes que fazem uso de tamoxifeno.

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TL 168
ACHADOS DO FUNDO DO OLHO EM PACIENTES ALTOS MÍOPES - UMA CORREÇÃO BIOMÉTRICA
Alejandro Mujica; Michel Eid Farah; Rafael Ernane Almeida Andrade; Lauro Toshihiko Kawakami; Akitoshi Oshima; Norma Allemann
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Correlacionar os achados fundoscópicos dos pacientes alto míopes com o comprimento axial. PACIENTES E MÉTODOS: Foram examinados 374 pacientes com miopia. Idade, sexo, raça, refração, acuidade visual, tonometria, gonioscopia, biomicroscopia anterior e posterior, ultra-sonografia em modos A e B, incluindo biometria, foram analisados em cada paciente. Foram incluídos 288 olhos de 170 pacientes, agrupados em quatro grupos (1) pela biometria: grupo A <26,5mm de comprimento axial (grupo controle); grupo B ³ 26,5mm e < de 28mm, grupo C ³ 28mm e < 30mm, e grupo D ³ 30mm de comprimento axial. (2) Pela refração: grupo A’ < -6D, grupo B, de -6D’ à < -12D, C’ de -12D à < -18D, e o grupo D’ ³ 18D. Foi avaliada a presença de lesões degenerativas relacionadas à alta miopia. RESULTADOS: Nos 288 olhos foram observados os seguintes achados oftalmoscópicos: 237 casos (87%) com crescente miópico, 161 casos (55,9%) com atrofia do epitélio pigmentado da retina (EPR) e coróide, 33 (11,5%) com mancha de Fuchs, 33 (11,5%) com "lacquer cracks", e 12 casos (4,2%) com membrana neovascular sub-retiniana. Adicionalmente foram encontradas freqüências diferentes no diagnóstico de descolamento posterior do vítreo pela biomicroscopia em 89 casos (31%) e pela ultra-sonografia em 175 caos (60,8%). Em relação a detecção de estafiloma posterior, o dado foi positivo pela biomicroscopia em 177 casos (61,5%), e pela ultra-sonografia em 228 casos (79%). Todos os achados degenerativos decorrentes da alta miopia tiveram uma relação direta com maior comprimento axial ou maior refração, exceto, o descolamento posterior do vítreo, que parece, também, estar associado a outros fatores. CONCLUSÃO: A refração como método isolado para diagnóstico e classificação da alta miopia é insuficiente, já que fatores corneanos e cristalinianos também geram miopia. A combinação de informações obtidas a partir de valores refracionais associados aos valores biométricos, ainda não está bem determinada na literatura, parece oferecer maior precisão no diagnóstico da alta míopia e de suas alterações associadas.

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TL 169
ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E DE FATORES DE RISCO DA DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE
Ana Paula Miyagusko Taba Oguido; Sandra Katsuki Mizubuti; Alexandre Hasegawa; Antonio Marcelo Barbante Cassela
Hospital de Olhos de Londrina - PR

OBJETIVO: Identificar a prevalência de DMRI e seus fatores de risco como sexo, idade, hábito de fumar e cor da íris na população de indivíduos acima de 50 anos da cidade de Londrina-PR. MÉTODOS: Os indivíduos cadastrados na Secretaria do idoso de Londrina, foram convocados para exame no período de agosto a dezembro de 2000. Um total de 785 pacientes foram examinados e a DMRI determinada através da biomicroscopia de fundo através de protocolo padrão. RESULTADOS: A média de idade dos participantes foi de 68,21 anos, e 64,5% eram mulheres. A prevalência de DMRI foi 9,94% como estimado pela amostra. A prevalência foi fortemente relacionada à idade (P<0,001). A cor clara da íris (P<0,001) e o hábito de fumar (P=0,0021) foi associado a DMRI. A prevalência da forma drusiforme foi observada em 8,4% e as formas tardias como atrófica e neovascular exsudativa e cicatricial 1,52%. CONCLUSÃO: Os dados comprovam a importância da DMRI na nossa população etnicamente diversa e sua associação com alguns fatores de risco. Essa alta prevalência continuará a aumentar a importância da DMRI com aumento da nossa população idosa.

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TL 170
INVESTIGAÇÃO ELETrOFISIOLÓGICA VISUAL NO DIAGNÓSTICOS DE DISTÚRBIOS VISUAIS
Paula Yuri Sacai; Adriana Berezovsky; Sérgio Costa Fantini; Solange Rios Salomão
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

PROPOSTA: Determinar a freqüência de diferentes categorias diagnósticas em um laboratório de eletrofisiologia visual clínica de um hospital universitário. MÉTODOS: Os pacientes participaram de um estudo prospectivo sendo submetidos a testes eletrodiagnóstios visuais no período de outubro de 1998 a outubro de 2000 (N = 570). Os exames de eletrorretinografia (ERG) de campo total e/ou focal foram realizados em 385 (68%) pacientes. Os exames de potenciais visuais evocados (PVE) por reversão de padrão e/ou flashes e varredura foram aplicados em 185 (32%) pacientes. RESULTADOS: Após avaliação do ERG, as categorias diagnósticas mais freqüentes foram identificadas na seguinte ordem: retinose pigmentária, doenças de Stargardt, distrofia de cones, degeneração do tipo cone-bastonete, retinotoxicidade devido a vários agentes (cloroquina, tamoxífeno, etc.) e trauma ocular, além de perdas visuais de causas idiopáticas. Em 23% dos casos, não foi possível obter o diagnóstico final ao primeiro exame. O grupo mais freqüente referido para o ERG foi para documentar ou excluir as degenerações tapetoretinianas (42%). Neste grupo, 109 casos de retinose pigmentária foram identificados: 90 casos isolados e 19 sindrômicos. Para o exame de PVE, as categorias diagnósticas mais freqüentes foram: doenças que afetam somente o nervo óptico (atrofia de nervo óptico, neurites ópticas, edema de disco óptico, etc.); condições neurológicos afetando a via visual (esclerose múltipla, paralisia cerebral, trauma crânio-encefálico, tumores, etc.), condições neurológicas e/ou doenças oculares pediátricas (catarata congênita, deficiência visual cortical, glaucoma congênito, etc.), e opacidade de meios (leucoma, trauma ocular, etc.). CONCLUSÕES: As indicações mais freqüentes e significativas para registros eletrofisiológicos visuais e decisões diagnósticas surgem deste amplo grupo de pacientes estudados. Um número de diagnósticos pode ser de difícil conclusão sem os testes eletrofisiológicos visuais. Dentre essas patologias incluem-se estágios iniciais da retinose pigmentária, distrofia progressiva de cones, retinopatia tóxica sem alterações fundoscópicas, disfunção de nervo óptico ou retiniana em opacidades de meios, envolvimento de nervo óptico em esclerose múltipla e doenças oculares infantis com ou sem alterações neurológicas.

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TL 171
PADRONIZAÇÃO DOS VALORES DE NORMALIDADE DO ELETRORRETINOGRAMA DE CAMPO TOTAL EM VOLUNTÁRIOS
Josenilson Martins Pereira; Paula Yuri Sacai, Solange Rios Salomão e Adriana Berezovsky
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

INTRODUÇÃO: O eletrorretinograma de campo total (ERG) é um registro complexo dos potenciais elétricos originários da retina em resposta à estimulação luminosa. O ERG tem sido amplamente usado como método de diagnóstico para doenças retinianas hereditárias como retinose pigmentária, disfunções de cones, cegueira noturna congênita e outras. A proposta deste estudo é estabelecer valores normativos para o ERG de campo total num grupo de voluntários adultos normais segundo o protocolo padrão recomendado pela Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual Clínica. METODOLOGIA: Participaram deste estudo 18 sujeitos com idade variando de 18 a 41 anos (Média 24,3 ± 5,8). Os critérios de inclusão foram: acuidade visual 0 logMAR (20/20 Snellen) com a melhor correção óptica, ausência de queixas visuais, ausência de história pregressa de distúrbios visuais, com história familiar negativa para distúrbios. Os ERGs de campo total foram obtidos em um olho após dilatação da pupila e adaptação do olho ao escuro por 30 minutos. Os ERGs foram registrados com eletrodo bipolar em forma de lente de contato (Gold Lens) com a córnea pré-anestesiada. O sistema utilizado foi o LKC UTAS E-3000 para aquisição e análise posterior dos dados. RESULTADOS: Para resposta de bastonetes, a média da amplitude foi de 256,5 ± 86,2 m V e a média do tempo de culminação da onda-b foi 80,8±6,9ms. Na máxima resposta, a média da amplitude obtida foi de 421,1± 98,4 m V. A média da amplitude para os potenciais oscilatórios foi de 163,4 ± 40,3 m V. Para as respostas de cones, a média da amplitude foi de 108,7 ± 43,8 m V e o tempo de culminação da onda-b foi 26,7 ± 1,2ms. A média da amplitude em resposta ao flicker foi de 75,3 ± 28,5 mV e o tempo de culminação da onda-b foi 27,5 ± 1,1ms. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos neste estudo estão de acordo com os descritos anteriormente na literatura. A inclusão de outras faixas etárias e o aumento no número de sujeitos testados são necessários para a determinação de valores normativos do ERG.

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TL 172
RETINOPATIA DA PREMATURIDADE
Elisabeth Nogueira Martins; Daniele Boni Sessino; Nilva S. Bueno Moraes
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a freqüência e características clínicas da retinopatia da prematuridade (RP) em uma série recente de pacientes atendidos em centro oftalmológico terciário. METODOLOGIA: Entre fevereiro e dezembro de 2000 avaliou-se todo o recém-nascido prematuro, encaminhado ao Setor de Retina e Vítreo do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP/EPM. Dados referentes à idade gestacional, peso ao nascimento, sexo, e fundoscopia (com depressão escleral) foram analisados. As características fundoscópicas foram catalogadas de acordo com a Classificação Internacional da RP. A fotocoagulação com laser de diodo foi realizada nos casos de retinopatia com progressão até o estágio III sendo a vitrectomia via pars plana indicada nos casos de retinopatia em estágio V. RESULTADOS: Foram avaliadas 271 crianças, sendo 47,5% do sexo feminino e com idade média de 71,5 dias de vida extra-uterina no primeiro exame, idade gestacional média de 30,4 semanas e peso do nascimento médio de 1384 gramas. Em 67,15% dos casos o exame inicial foi normal. Entre as crianças (32,85%) que apresentaram exame inicial alterado, 46% apresentaram regressão espontânea da retinopatia e 16,2% já apresentavam retinopatia em regressão ou cicatricial logo ao primeiro exame. Em 24,72%, foi indicada fotocoagulação e em 13,48% vitrectomia via pars plana. A proporção de pacientes com necessidade de tratamento foi maior em pacientes com peso ao nascimento inferior a 1000g. A presença de RP grave foi significantemente maior em pacientes oriundos de outros serviços. CONCLUSÃO: A prematuridade extrema foi o fator de risco mais importante nesta série. A maior proporção de pacientes com RP grave encaminhados de outros serviços e a baixa incidência de complicações em pacientes tratados indicam a eficácia do sistema da triagem, executada por retinólogos, na unidade de neonatologia.

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TL 173
HEMORRAGIA INTRACRANIANA E SÍNDROME DE TERSON – ESTUDO PROSPECTIVO
Sung Eun Song; Arnaldo F. Bordon; Juliana F. Sallum; Michel E. Farah
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Analisar a incidência, evolução clínica, alteração oftalmológica e prognóstico de vida de pacientes com hemorragia intracraniana e síndrome de Terson. MÉTODOS: Estudo prospectivo e consecutivo de pacientes admitidos no Pronto Socorro de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea aguda. Após exame neurológico, o mapeamento de retina foi realizado em todos pacientes na admissão e no 3º, 7º, 30º e 60º dia. Em todos os casos foi realizada a correlação entre a escala de Hunt & Hess e a presença de hemorragia intra-ocular. RESULTADOS: Dezessete pacientes foram examinados de julho a outubro de 2000. A síndrome de Terson foi observada em 5 casos (29,4%). Em 15 pacientes a etiologia da hemorragia foi ruptura de aneurisma cerebral e em 2 casos a causa foi relacionada a traumatismo crânio-encefálico. Não houve predominância significante de sexo (9F e 8M) e a idade mediana foi de 48 anos (22 a 80 anos). Houve 4 óbitos de pacientes com síndrome de Terson apenas 1 no grupo de pacientes sem alteração ocular. Não houve nenhuma correlação entre a gravidade do quadro clínico com a presença da síndrome de Terson. CONCLUSÃO: Neste estudo, a incidência da Síndrome de Terson foi de 29,4% e sua presença indicou alto risco de mortalidade (80% dos casos com síndrome de Terson).

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TL 174
ATIVADOR DE PLASMINOGÊNIO TECIDUAL NO TRATAMENTO DE HEMORRAGIA VÍTREA
Octaviano Magalhães Junior; Paulo Augusto de Arruda Mello Filho; Paulo Henrique Morales; Jorge Mitre; José Augusto Cardillo
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a eficácia do Ativador de Plasminogênio Tecidual (tPA) em promover um clearence mais rápido de uma hemorragia maciça experimental. MATERIAL E MÉTODOS: Foram injetados 0,4 ml de sangue autólogo por via transescleral no vítreo de 11 coelhos brancos da Nova Zelândia. Um dia depois, 0,2 ml (50 microgramas) de tPA foram injetados no vítreo de 5 olhos e 0,2 ml de substância salina foram injetados de maneira similar em 6 olhos. A hemorragia vítrea foi classificada baseada na somatória da capacidade de observar detalhes retinianos em diferentes quadrantes. RESULTADOS: Não foi visto redução estatisticamente significante do clearence da hemorragia vítrea no grupo com injeção de tPA. Outrossim, 4 dos 5 coelhos (80%) do grupo do tPA desenvolveram opacidades na face posterior do cristalino. CONCLUSÃO: Nesse modelo experimental o tPA não promoveu um clearence mais rápido da hemorragia vítrea.

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TL 175
ANÁLISE DA CAMADA DE FIBRAS NERVOSAS DA RETINA EM USUÁRIOS CRÔNICOS DE CLOROQUINA
M. Teresa B. C. Bonanomi; Felipe Andrade Medeiros
Universidade de São Paulo (USP)

OBJETIVO: Estudos prévios mostraram que as células ganglionares da retina são as primeiras a serem afetadas morfológica e bioquimicamente pela administração de doses tóxicas de cloroquina. O objetivo deste estudo é avaliar a camada de fibras nervosas da retina (CFN) através da polarimetria a laser em pacientes em uso crônico de cloroquina. MÉTODOS: Trinta e quatro pacientes em uso de cloroquina por doenças reumatológicas, por pelo menos 1 ano, e 20 indivíduos normais pareados por idade, sexo e raça foram estudados. Os critérios de inclusão para os dois grupos incluíram: idade de pelo menos 18 anos, sem história de doença ocular exceto erro de refração ou estrabismo, e sem história familiar de hipertensão ocular ou glaucoma. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo. Os critérios de exclusão foram: erro refracional maior que 5DE ou 2DC, acuidade visual corrigida menor que 20/40, pressão intra-ocular maior que 21mmHg, discos ópticos anômalos ou com escavação maior que 0,5 ou assimetria entre os dois olhos maior que 0,2. Os pacientes foram submetidos a análise da CFN com o aparelho GDx Nerve Fiber Analyzer. Um olho de cada paciente foi randomizado para análise estatística. RESULTADOS: A média ± DP da dose diária de cloroquina corrigida para o peso corpóreo foi 4,34 ± 1,15 mg/kg/dia. O tempo médio de administração de cloroquina (± DP) foi de 6,2 ± 4,1 anos. As médias de espessura da CFN nos dois grupos são mostradas na tabela.

Global Superior Inferior Temporal Nasal
Cloroquina 60,59 ± 11,21 65,59 ± 13,16 74,77 ± 14,84 36,15 ± 9,563 43,81 ± 7,946
Controle  69,14 ± 9,560 75,03 ± 10,53 87,23 ± 11,99 41,37 ± 9,446 46,48 ± 8,878
P* 0,006 0,009 0,002 0,056 0,261

* teste t de Student

Houve uma correlação estatisticamente significante entre as medidas global e quadrânticas da espessura da CFN e a dose diária de cloroquina corrigida para o peso corpóreo (p<0,05; Correlação por postos de Spearman). Maiores doses foram associadas a menores valores de espessura da CFN. CONCLUSÃO: Pacientes em uso crônico de cloroquina para doenças reumatológicas mostram medidas de espessura da CFN significativamente menores que indivíduos normais. Além disso, as medidas de espessura da CFN se correlacionam inversamente com a dose diária de cloroquina corrigida para o peso corpóreo.

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