Volume 64 - fascículo 4 Resumo dos Temas Livres do XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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TL 106 OBJETIVO: Apresentar os achados clínicos, diagnóstico e evolução de 31 casos de doenças inflamatórias da periferia da córnea. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo de pacientes portadores de doenças inflamatórias da periferia da córnea atendidos no setor de doenças externas oculares e córnea da UNIFESP-EPM no período de set./99-out./00. Todos os pacientes desta série foram submetidos ao exame oftalmológico completo, avaliação clínica e reumatológica. Além de exames laboratoriais para investigação de doenças sistêmicas associadas. RESULTADOS: Dos 31 casos de doenças inflamatórias da periferia da córnea 22,6% (7 casos) foram associados à artrite reumatóide, 12,9% (4 casos) à tuberculose, 9,7% (3 casos) a rosácea, 6,5% (2 casos) pós cirurgia de catarata e associada a olho seco secundário à esclerose sistêmica, granulomatose de Wegener, sífilis e pós-herpes em 3,2% (1 caso) cada. Em 35,5% (11 casos) não houve definição diagnóstica. Todos os pacientes evoluíram com afinamento corneal local, sendo que 38,7% (12 casos) evoluíram com perfuração e 12,9% (4 casos) apresentaram afinamento importante requerendo intervenção. Todos os pacientes referiram baixa da acuidade visual após o aparecimento da doença ocular. CONCLUSÃO: As doenças inflamatórias da periferia da córnea são potencialmente graves com prováveis mecanismos imunológicos subjacentes, entretanto, muitos quadros ainda permanecem sem caracterização quanto aos verdadeiros mecanismos etiopatogênicos envolvidos. |
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TL 107 OBJETIVOS: Penfigóide Cicatricial Ocular (PCO) é uma doença crônica, progressiva, autoimune que provoca cicatrizes nas membranas mucosas podendo levar a cegueira. Este estudo prospectivo objetiva avaliar a sensibilidade da técnica de imunofluorescência direta em pacientes com suspeita clínica de PCO. É importante a realização do diagnóstico precoce para que o tratamento seja instituído o mais breve possível, objetivando melhores resultados. MÉTODOS: Foram realizadas biópsias de conjuntiva para o processamento da imunofluorescência em 11 pacientes (22 olhos) com suspeita clínica de PCO, que não estavam na vigência de imunussupressão sistêmica ou terapêutica anti-glaucomatosa tópica. RESULTADOS: Destes 11 pacientes (22 olhos), apenas 2 (18,2%) apresentaram imunofluorescência positiva para depósitos de imunocomplexos na membrana basal conjuntival. CONCLUSÃO: Em nossa amostra, a imunofluorescência apresentou baixa sensibilidade quando comparada aos dados da literatura. Sugerimos que técnicas complementares como a imunoperoxidade seja realizada naqueles casos em que a imunofluorescência for negativa. |
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TL 108 OBJETIVO: Avaliar a albumina como fixador de material obtido de raspado conjuntival para citologia esfoliativa. MÉTODO: Foi realizada citologia esfoliativa conjuntival através de um estudo prospectivo em quarenta e seis olhos de vinte e três pacientes com conjuntivite alérgica. Foram realizadas três colheitas, na fase aguda, após uso de corticosteróides e após uso de estabilizador de membrana de mastócito; em dois tipos de lâminas, com e sem albumina sendo submetidas à coloração pelo método de Giemsa. RESULTADOS: Dos vinte e três pacientes, cinco (21,7%) eram do sexo feminino e dezoito (78,3%) do sexo masculino, com média de 10,8 anos. Dezoito (78,3%) apresentaram conjuntivite primaveril e cinco (21,7%) ceratoconjuntivite atópica. Após análise estatística da citologia conjuntival, as lâminas tratadas com albumina apresentaram maior número de células epiteliais íntegras em relação às não tratadas, apenas nos grupos pré-tratamento e no grupo do tratamento B. A contagem de neutrófilos foi significativamente maior no grupo de tratamento B nas lâminas não tratadas com albumina em relação às tratadas. Na contagem de eosinófilos não houve diferença entre as lâminas tratadas com albumina em relação às não tratadas, já no grupo de tratamento B houve diferença estatística entre olho direito e esquerdo na lâmina sem albumina. CONCLUSÃO: A albumina não favoreceu de maneira estatisticamente significante nos resultados, não sendo indicada como fixador na citologia esfoliativa. |
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TL 109 INTRODUÇÃO: Apresentamos nesse estudo para uso oftalmológico a biomembrana natural de látex extraída da Hévea brasiliensis, adicionada à L-polilisina a 0,1% em sua polimerização, material este que vem sendo utilizado a fim de promover neoformação tecidual e cicatrização, tendo sido aplicada em úlceras de membros inferiores, meringoplastias e reconstrução do pericárdio. OBJETIVO: Pretende- se avaliar o uso dessa biomembrana na superfície ocular, em especial nas pterigioplastias, admitindo-se que ela também atua como uma função de barreira ao crescimento do feixe fibrovascular sobre a córnea, repovoando rapidamente a área excisada com epitélio sadio. MÉTODOS: A biomembrana foi implantada em 100 olhos recobrindo a área de esclera nua após a pterigioplastia, sendo suturada no local com fio mononylon 10-0. Como grupo controle, foram submetidos a pterigioplastia com transplante autólogo de conjuntiva 25 olhos. RESULTADOS: Do grupo de pacientes que receberam a biomembrana, 25% apresentaram sinais de recidiva, embora 70% desses estejam assintomáticos. Do grupo submetido a cirurgia com transplante de conjuntiva, 8% apresentaram sinais de recidiva. Não houve complicações maiores com o uso da biomembrana e não foi registrado caso de alergia. 27% dos olhos operados com a biomembrana ainda estão com menos de três meses de seguimento pós-operatório. CONCLUSÃO: É possível com esse estudo atestar a biocompatibilidade da biomembrana com a superfície ocular e sua capacidade cicatrizante, o que abre o campo de seu uso para outras afecções que não o pterígio. Com relação ao índice de recidivas, há muito ainda que progredir no uso da biomembrana, como por exemplo em sua associação com outras substâncias. |
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TL 110 OBJETIVOS: Estudar a flora bacteriana aeróbica conjuntival em pacientes clinicamente diagnosticado com conjuntivite viral aguda. MATERIAIS E MÉTODOS: A colheita de material por raspado conjuntival foi realizada em 30 pacientes com história de até 3 dias da instalação dos sintomas. Foi colhido também material de 30 indivíduos saudáveis (controles). Pacientes em uso de quaisquer medicação tópica ou sistêmica, usuários de lentes de contato, com doença ocular ou sistêmica foram excluídos. Os limites de idade para inclusão foram 18 e 40 anos. RESULTADOS: Em 33,3% dos pacientes houve crescimento bacteriano no exame de cultura, sendo os microorganismos Haemophilus influenza (50%) e Streptococcus pneumoniae (50%). No grupo controle, em 6,66% houve positividade do exame, sendo o estaflococo o organismo identificado. Uma diferença significante foi observada entre os grupos no que se refere a positividade da cultura. O tempo de cura e evolução da doença também foram estudados no grupo. CONCLUSÃO: Foram encontradas bactérias que normalmente não compõem a microbiota normal ocular nos pacientes na fase aguda da conjuntivite viral, entretanto, este fato parece não ter influenciado na duração e evolução da doença. |
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TL 111 INTRODUÇÃO: A alergia ocular é uma condição que pode ocasionar sintomas de coceira, ardor e lacrimejamento, porém pode ser ameaçadora para visão. A fisiopatologia envolve mecanismos de hipersensibilidade imunológica. Devido a fatores imunológicos, o segmento anterior destes pacientes está mais susceptível a alterações que ameaçam a acuidade visual, tais como: opacidades corneanas, ceratocone e catarata. MATERIAL E MÉTODOS: Foram revistos 186 pacientes retrospectivamente e selecionados 27 pacientes que possuíam alteração de segmento anterior e AV £ 0,6 corrigida em um ou ambos os olhos. Estes pacientes foram analisados quanto a idade, sexo, tipo de alergia, tempo de aparecimento da doença, tempo de latência (tempo que surgiu a complicação após o primeiro dia de atendimento), alterações sistêmicas, efeitos colaterais das drogas e complicações oculares. Estes pacientes não poderiam melhorar a AV com tratamento tópico e tinham follow-up mínimo de 3 meses. RESULTADOS: As alterações de segmento anterior que causaram AV £ 0,6 (refração ou estenopeico) sem possibilidade de melhora com medicação tópica foram: úlcera em escudo: 5 casos; catarata: 3 casos; opacidade corneana: 6 casos; perfuração ocular: 2 casos e ceratocone: 13 casos. CONCLUSÃO: Pacientes com ceratoconjuntivite alérgica podem ter como principais causas de baixa acuidade visual alterações de segmento anterior, entre elas, opacidades corneanas, ceratocone e catarata. |
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TL 112 OBJETIVO: Investigar a microbiota fúngica de pacientes portadores de hanseníase residentes no Hospital-colônia e de indivíduos normais. MATERIAL E MÉTODOS: Grupo A: sessenta e um pacientes portadores de hanseníase, residentes no Hospital-colônia de Goiânia. Grupo B: Trinta e sete indivíduos de várias localidades de Goiânia sem sinais e sintomas de qualquer alteração oftalmológica sistêmica. RESULTADOS: No grupo A foram isolados fungos da conjuntiva de 12 pacientes (19,67%), sendo que o gênero Candida foi o mais isolado seguido de Aspergillus spp e Penicillium spp. No grupo B foram isolados fungos da conjuntiva de 7 indivíduos normais (18,92%), sendo encontrados apenas fungos filamentosos dos gêneros Aspergillus spp, Penicillium spp, Absidia spp, Fusarium spp, Mucor spp, Fonsecae petrosae. CONCLUSÃO: Candida spp (6,66%) foi o gênero predominante na flora conjuntival dos portadores de hanseníase. Nos indivíduos normais foram encontrados fungos do gênero Aspergillus spp, Penicillium spp, Absidia spp, Fusarium spp, Mucor spp, Fonsecae petrosoi. |
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TL 113 OBJETIVOS: Avaliar a freqüência e evolução de complicações associadas às ceratoplastias penetrantes realizadas por Residentes no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. MATERIAL E MÉTODOS: Análise retrospectiva de 177 casos de ceratoplastias penetrantes realizadas no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, no período de julho de 1996 a julho de 1999. Informações provenientes dos períodos pré-operatório per-operatório e pós-operatório foram registradas. Entre as complicações avaliadas incluem-se: falência, rejeição, glaucoma, deiscência de sutura, úlcera infecciosa pós-operatória, endoftalmite, defeito epitelial persistente, descolamento de retina, trauma ocular contuso e catarata pós-cirúrgica. RESULTADOS: A incidência de falência foi 14,7% e a de rejeição 13,6%. Glaucoma pós-operatório esteve presente em 17,5% dos casos. Deiscência de sutura ocorreu em 4%, descolamento de retina em 1,1%, trauma ocular contuso em 1,1%, úlcera infecciosa após o transplante em 4% e defeito epitelial presistente em 8,5% dos casos. Houve associação estatística entre falência e as seguintes variáveis: idade do paciente; presença de úlcera de córnea pré-operatória; presença de cirurgia ocular prévia; atalamia pré-operatória e pós-operatória; sinéquia pós-operatória; afacia após realização do transplante combinado à facectomia; glaucoma, úlcera e defeito epitelial persistente pós-operatórios (p<0,05). Não houve associação estatística entre rejeição e algum destes fatores. CONCLUSÃO: A incidência de complicações das ceratoplastias penetrantes realizadas por Residentes do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas é concordante com os relatos na literatura. Os fatores identificados previamente em outras séries também foram considerados associados à evolução desfavorável na presente amostra. |
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TL 114 OBJETIVO: Relatar o uso do laser de argônio no tratamento dos tumores palpebrais benignos. PACIENTES E MÉTODO: 27 pacientes portadores de 44 lesões palpebrais benignas foram submetidos a tratamento dos tumores com laser de argônio. Os parâmetros utilizados foram: tempo de exposição de 0,3 segundos, mira de 500µm, potência de 1000 a 1200 mW e nº de disparos em média de 160 disparos por lesão. O tempo de seguimento foi de 2,8 meses em média. RESULTADOS: A maioria das lesões acometia a pálpebra superior. A lesão mais tratada foi o "skin tag". Houve necessidade de maior número de disparos para lesões císticas. Nenhum paciente teve complicações com o tratamento e o resultado foi bom em todos os casos. CONCLUSÃO: O laser de argônio é uma ótima alternativa para o tratamento de lesões benignas da pálpebra. |
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TL 115 OBJETIVO: Apresentação de dois casos raros de ectrópio congênito das quatro pálpebras, associados à Síndrome de Down, descrevendo a técnica cirúrgica utilizada. Mostra-se o diagnóstico diferencial entre o ectrópio congênito e a eversão congênita das pálpebras. MÉTODOS: Relato de casos. RESULTADOS: O lagoftalmo, conseqüente da deformidade palpebral em casos de ectrópio congênito acometendo as quatro pálpebras, evolui, com descompensação corneana, exigindo a reconstituição palpebral através de alongamento vertical, com a colocação de enxerto cutâneo e reforço do tendão lateral através de uma tira tarsal. Em contraste, a eversão congênita, que é caracterizada pela conjuntiva protusa e edemaciada em quadros de pálpebras evertidas, geralmente regride espontaneamente com a adoção de medidas terapêuticas conservativas. CONCLUSÕES: O ectrópio congênito das quatro pálpebras é patologia extremamente rara, e a eversão congênita deve ser considerada como principal diagnóstico diferencial. O tratamento cirúrgico através de enxerto palpebral e reforço do tendão lateral deve ser precoce nos casos em que o logoftalmo levar à descompensação corneana. |
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TL 116 Realizou-se estudo prospectivo para avaliar a tolerância, biocompatibilidade, estabilidade e eficácia do implante de polietileno poroso (Polipore®, Homus Biotecnologia, Solótica, Brasil) usado como enxerto expansor da pálpebra inferior, em 7 pacientes portadores de retração palpebral cicatricial (3), paralítica (3) ou secundária à proptose (1). Os implantes foram confeccionados em forma de placa, e via transconjuntival, fixados na placa tarsal e nos músculos retratores da pálpebra inferior. Os pacientes foram avaliados durante dois meses, e não observamos nenhuma complicação com o uso deste material. |
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TL 117 OBJETIVO: Apresentar os dados epidemiológicos da triquíase e entrópio cicatricial por tracoma, e as cirurgias realizadas no Setor de Plástica Ocular da Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP). MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 3976 prontuários, 203 pacientes com triquíase e entrópio cicatricial por tracoma de 1989 a 2000. RESULTADOS: De 3976 prontuários achamos 203 (5,1%) pacientes com triquíase e entrópio cicatricial por tracoma. As mulheres (53,1%) foram mais acometidas do que os homens (36,9%). A idade média foi 68,5 anos e 92% dos pacientes tinham entre 50 a 89 anos. A cirurgia de rotação marginal foi a mais realizada. CONCLUSÃO: Nos países em desenvolvimento a triquíase e entrópio cicatricial por tracoma continua sendo um problema, as mulheres adultas são as mais acometidas e a cirurgia de rotação marginal é a mais indicada para tratá-la. |
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TL 118 Comparar por meio de estudo prospectivo bilateral, os resultados cirúrgicos obtidos com a técnica de "tarsal strip", para correção de ectrópio senil bilateral em 15 pacientes (30 pálpebras inferiores), utilizando os fios de Nylon e Mersilene 5-0 para cada lado acometido. Quando variamos o tipo de fio usado na sutura ao periósteo, observamos algumas complicações com o Mersilene 5-0, como a formação de granuloma e hipocorreção, e nenhuma complicação relacionada ao uso do Nylon 5-0. |
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TL 119 OBJETIVO: Estudar a incidência de blefaroptose após facectomia extracapsular e analisar as possíveis causas. MÉTODOS: Foram selecionados 117 pacientes com catarata senil, sendo feita facectomia extracapsular, no Hospital Universitário Antônio Pedro - U.F.F. - Niterói – Rio de Janeiro durante o período compreendido entre junho de 1999 a junho de 2000. Foi registrada com régua milimetrada a medida desde o limbo inferior até a margem palpebral superior em posição primária do olhar e desde a margem palpebral superior até o sulco palpebral com os olhos fechados; sendo comparadas no pré-operatório e com 30 e 60 dias pós-cirúrgicos. Num grupo de 67 pacientes foi utilizado para abertura palpebral blefarostato e retopexia superior com seda 4-0 e em outro grupo de 50 pacientes a abertura foi feita com sutura de fixação palpebral com seda 4-0 e retopexia superior. Todas as medições e cirurgias foram feitas pelo mesmo cirurgião. RESULTADOS: Ptose pós-cirúrgica em 27 dos 117 pacientes (23,1%), destes em 24 foi usado o blefarostato mais retopexia e em 3 utilizou-se fixação palpebral com fio (seda 4-0) e retopexia. CONCLUSÃO: O uso de blefarosfato associado a retopexia superior cursa com uma maior incidência de blefaroptose; utilizando sutura de fixação palpebral e retopexia esta condição diminui. |
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TL 120 OBJETIVO: Relatar os resultados cirúrgicos obtidos com o uso da membrana amniótica (MA) na correção do simbléfaro. MATERIAL E MÉTODOS: Análise retrospectiva de 15 olhos de 14 pacientes submetidos a cirurgia de correção de simbléfaro com o uso da MA foi feita. A MA foi obtida de partos cesários, preservada em glicerol e meio de preservação de córnea 1:1 e mantida a -80°C. Foi feita a liberação das adesões palpebrais, com abertura do fórnix conjuntival, seguida pela remoção do tecido fibrovascular episcleral e transplante de MA em todos casos. Em 11 olhos foram usadas lentes esclerais, e no restante, sutura transfixante. RESULTADOS: Foram 9 homens (60%) e 5 mulheres (40%), com média de idade de 48 anos (16-74 anos). O tempo médio de seguimento foi de 9 meses (3-18 meses). Foram 6 casos (40%) de doenças cicatriciais, 5 casos (33,3%) de pterígio recidivado e 4 casos (24,6%) de trauma pós-cirúrgico. Resultado satisfatório foi obtido em 2 olhos (13,2%), melhora em 3 (20%), recidiva em 9 (60%) e piora em 1 (6,65) caso. CONCLUSÃO: Nesse estudo não obtivemos resultados satisfatórios com o uso da MA na correção de simbléfaro. Entretanto, sugerimos que estudos clínicos com melhor padronização, maior casuística e com critérios objetivos de avaliação sejam realizados, para que possamos estabelecer melhor as indicações para o uso da MA na correção do simbléfaro. |
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TL 121 OBJETIVO: Correlacionar as técnicas cirúrgicas usadas na correção do ectrópio lacrimal com os resultados obtidos. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo, sendo avaliadas 30 pacientes (38 cirurgias) com ectrópio lacrimal. RESULTADOS: Todos os ectrópios lacrimais foram adquiridos, sendo senil o mais freqüente (83,3%). As duas técnicas cirúrgicas que mais obtiveram bons resultados foram: fusotarsoconjuntival (66,6%) e a associação desta com o "tarsal strip" lateral 80%). CONCLUSÃO: As melhores técnicas encontradas em nosso estudo, na correção desta patologia, são: fusotarsoconjuntival, "tarsal strip" lateral e a associação de ambas. |
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TL 122 OBJETIVO: Apresentar os resultados dos testes de avaliação da drenagem lacrimal em crianças no Setor de Vias Lacrimais da Escola Paulista de Medicina EPM-UNIFESP. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de todos os prontuários de crianças, 0 a 10 anos de idade, que procuraram o ambulatório de Vias Lacrimais da EPM, no ano de 2000 com queixa de epífora. RESULTADOS: O teste de desaparecimento do corante (TDC) foi negativo em 54,3% e positivo em 45,7%. O Teste de observação da fluoresceína oral (TOFO) foi negativo em 60,5% e positivo em 39,5%. Os dois testes foram correspondentes em 84%. Conclusão: Quando o TOFO é positivo a drenagem lacrimal pode ser considerada pérvia. O diagnóstico clínico de obstrução da drenagem lacrimal, depende de mais de uma prova (7), sendo a associação do TDC e o TOFO uma boa opção. |
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TL 123 OBJETIVO: Descrever a técnica cirúrgica realizada no Setor de Plástica Ocular da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, e avaliar os resultados obtidos e as complicações utilizando o implante de poliethileno poroso. PACIENTES E MÉTODOS: Análise prospectiva de 9 pacientes submetidos a evisceração com implante poroso sintético, obedecendo a critérios de inclusão. Realizou-se peritomia límbica, com remoção da córnea, esclerotomia 360 graus entre o nervo óptico e a inserção dos músculos retos, implante do poliethileno poroso sem envoltório e síntese por planos. RESULTADOS: Dos 9 pacientes, 5 (55,6%) tinham diagnóstico pré-operatório de glaucoma absoluto, 3 (33,3%) de trauma ocular antigo e 1 (11,1%) phthisis bulbi pós uveíte. O seguimento variou de 1 a 8 meses (média de 4,1 meses). Os implantes utilizados tinham tamanho 14, 16, 18. Não houve complicações. CONCLUSÃO: É necessário maior número de pacientes e um maior tempo de seguimento para significativas conclusões, no entanto temos obtido boa mobilidade da prótese ocular e ausência de complicações. |
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TL 124 OBJETIVO: O propósito deste estudo é identificar a posição normal da pálpebra superior, assim como a prevalência de ptose unilateral e ptose bilateral em crianças entre 4 e 11 anos de idade. MÉTODO: Para isso, foram examinadas 789 crianças no período de abril de 1999 a abril de 2000, sem queixas em relação à altura da posição da pálpebra superior, em dois municípios diferentes com o fim de evitar vícios familiares e raciais. RESULTADO: Levando- se em conta os casos com medidas limites se obteve um achado de ptose bilateral mais freqüente (20 crianças) do que o de ptose unilateral (8 crianças). Assim como a posição palpebral normal prevalecente neste grupo foi de 8 a 12mm do limbo inferior até a margem palpebral. CONCLUSÃO: O estudo mostra dados percentuais diferentes do encontrado na literatura pois só os casos mais graves de ptose unilateral procuram os ambulatórios de plástica ocular, e todo trabalho que for realizado com a população destes ambulatórios terão sempre maior percentual de ptose unilateral diferente da população normal onde a maioria é de ptoses bilaterais. |
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TL 125 OBJETIVO: Relatar 20 pacientes portadores de dermolipoma e 10 pacientes com prolapso de gordura orbitária, ressaltando aspectos que podem auxiliar para o diferencial clínico destas duas entidades. MÉTODO: Foi realizado estudo retrospectivo de 12 anos, avaliando-se portadores de dermolipoma e de prolapso de gordura orbitária, atendidos na Faculdade de Medicina de Botucatu-SP. RESULTADOS: No período foram detectados 20 (1,6 pacientes/ano) portadores de dermolipoma e 10 (0,8 pacientes/ano), de prolapso de gordura orbitária. Quanto ao sexo, o dermolipoma acometeu mais mulheres e o prolapso de gordura orbital ocorreu mais em homens. A maioria dos pacientes eram brancos. Nos portadores de dermolipoma, a lesão foi encontrada no canto externo em todos os pacientes, sendo bilateral em apenas um caso; nos com prolapso de gordura orbital, a lesão localizava-se no canto externo em 9 dos 10 pacientes. Sete pacientes com dermolipoma possuíam associação com outras patologias oculares e em dez pacientes a lesão estava presente desde o nascimento. CONCLUSÃO: O dermolipoma é semelhante ao prolapso de gordura orbitária quanto a localização e aparência clínica. Porém, o dermolipoma está presente desde o nascimento, mais em meninas, podendo estar associados a outras patologias oculares. O prolapso de gordura orbitária é uma alteração que ocorre em indivíduos idosos, geralmente do sexo masculino. |
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TL 126 OBJETIVO: Avaliar as diversas técnicas cirúrgicas para correção do ectrópio cicatricial, proporcionando a melhor opção para cada caso. MATERIAL E MÉTODO: Estudo retrospectivo com 10 pacientes do Setor de Plástica Ocular da EPM – UNIFESP com ectrópio cicatrial submetidos à intervenção cirúrgica: enxerto de pele, tarsal strip e associação de enxerto e tarsal strip. RESULTADOS: As causas do ectrópio cicatricial foram 50% trauma prévio e 50% alterações de pele. Quanto a técnica cirúrgica empregada: 2 casos foram submetidos ao enxerto, 2 tarsal strip e 6 associação de enxerto e tarsal strip. CONCLUSÃO: A escolha da técnica cirúrgica para a correção do ectrópio cicatricial depende das alterações anatômicas encontradas em cada caso. Nos casos onde o ectrópio é discreto e sem encurtamento da lamela anterior: a técnica do tarsal strip é a mais indicada. O enxerto de pele isolado foi realizado nos casos onde havia somente encurtamento da lamela anterior. A associação de enxerto e tarsal strip proporciona correção tanto do encurtamento da lamela anterior como reforça a tensão horizontal da pálpebra. |
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TL 127 INTRODUÇÃO: Esse estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar pacientes submetidos a enucleação com implante de esfera de hidroxiapatita não revestida. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 28 pacientes tratados com enucleação e implante primário de esfera de PMMA não revestido realizado entre julho de 1998 a outubro de 2000. A técnica cirúrgica tem sido previamente reportada por outros tipos de implantes. A prótese foi adaptada com cerca de 1 mês de pós-operatório na maioria dos pacientes com bom resultado final, incluindo mobilidade e aparência cosmética da prótese. RESULTADOS: As indicações de enucleação dividiram-se entre olho cego doloroso e tumores intra-oculares (melanoma e retinoblastoma). Observamos um caso de extrusão do implante em uma paciente com duas enucleações prévias sem sucesso, resultado esteticamente satisfatório na maioria dos casos (87%). DISCUSSÃO: O implante de PMMA sem revestimento tem um bom resultado, baixo custo e elimina o risco de reação imunológica e transmissão de viroses. |
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TL 128 OBJETIVO: 1) Verificar ações desenvolvidas por professores em relação aos sinais e sintomas indicativos de dificuldades visuais escolares; 2) Obter informações de modo a contribuir para o planejamento de ações preventivas direcionadas à saúde ocular na escola. MÉTODOS: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Campinas/SP, que atuavam com alunos portadores de visão subnormal em 1999, compondo a população de análise. Foram incluídas 12 escolas municipais e 11 escolas estaduais onde se localizava essa população. Foi utilizado questionário auto-aplicado como instrumento de coleta de dados. RESULTADO: De 84 professores atuantes, 68 (81,0%) responderam o questionário. A média de tempo de experiência profissional de magistério foi de 20,8 anos. A maioria (92,6%) não relatou formação específica na área da deficiência visual. Em relação ao conhecimento sobre os sinais e sintomas indicativos de dificuldade visual, 36,8% indicaram todas as opções apresentadas; 55,9% dos professores identificaram alunos que apresentavam dificuldades visuais. Entre os que declararam ter identificado esses alunos, 86,9% proveram orientações ao escolar e 52,5% aos familiares para encaminhamento do problema. CONCLUSÃO: Os professores referiram conhecimento sobre os sinais e sintomas indicativos de dificuldade visual do escolar. No entanto, ainda parece inexpressiva a execução de ações em relação à detecção de dificuldades visuais e de medidas para minimizar ou solucionar problemas. |
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TL 129 INTRODUÇÃO: Os programas de detecção de baixa acuidade visual em escolares através do teste de acuidade visual, além de estabelecerem a prevalência de baixa acuidade visual nessa população, dado importante para a comunidade científica, tem um efeito social marcante: correção dos problemas visuais encontrados, propiciando uma melhor qualidade de vida e de performance escolar da criança. Na cidade de Londrina, há quatro anos é realizado o teste de acuidade visual nos escolares do 1º grau da rede pública, com baixa participação das escolas da rede privada. No entanto, este programa de saúde ocular não gerou um estudo que revelasse a prevalência de baixa acuidade visual nesta cidade. OBJETIVOS: (i) verificar a prevalência de baixa acuidade visual em escolares da 1ª série do ensino fundamental das redes pública estadual e privada da cidade de Londrina – PR, zona urbana; (ii) comparar essas prevalências; (iii) verificar a prevalência de escolares já corrigidos e (iv) descrever as causas da baixa acuidade visual nessa população. MATERIAL E MÉTODOS: professores treinados realizaram teste de acuidade visual com tabela de optotipos "E" de Snellen, a uma distância de 6 metros, em 1688 alunos da rede pública estadual e 611 alunos da rede privada. As crianças que apresentaram acuidade visual menor ou igual a 0,7 em um dos olhos foram encaminhadas para exame oftalmológico. RESULTADOS E CONCLUSÃO: a taxa de prevalência de baixa acuidade visual em escolares da 1ª série do 1º grau foi de 17,1% (intervalo de confiança de 95%: 15,4 – 19,0) na rede pública estadual e 19,8% (intervalo de confiança de 95%: 16,8 – 23,2) na rede privada, cuja diferença não tem significância estatística. A prevalência de escolares usando óculos por ocasião do teste de acuidade visual foi de 2,4% na rede estadual e de 3,6% na rede privada; não houve diferença estatisticamente significativa entre estes resultados. A causa mais freqüente de baixa acuidade visual foi erro refracional, seguido de ambliopia, estrabismo e outras causas. Portanto, estes dados mostram que o teste de acuidade visual em escolares deve continuar e esforços devem ser feitos para maior adesão das escolas da rede privada. |
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TL 130 OBJETIVOS: Sabe-se que 85% do contato do homem com o mundo dá-se atráves da visão. O presente projeto teve como objetivo promover assistência oftalmológica às crianças menores de 16 anos de idade, através da prevenção de doenças oculares e reabilitação visual com o tratamento das doenças encontradas, doação de óculos e recursos ópticos especiais nos casos indicados. MÉTODOS: O projeto foi realizado em todo o Estado de Pernambuco no período de maio de 1999 a setembro de 2000, sob a coordenação da Fundação Altino Ventura e Rotary Clube de Recife, com o apoio da Fundação Rotária Internacional, cuja população alvo foi dividida em dois grupos: Grupo I: crianças menores de 16 anos matriculadas nas escolas públicas e/ou pertencentes à comunidades de baixa renda; e Grupo II: 40 crianças atendidas e selecionadas no Departamento de Visão Subnormal da Fundação Altino Ventura. RESULTADOS: De um total de 29.934 crianças triadas pelos professores, 9.456 (31,6%) passaram pelo reteste visual, e destes 6.097 (64,5%) submeteram-se ao exame oftalmológico completo. Houve indicação de uso de óculos em 2.974 dos casos, e a queixa visual mais freqüente foi a cefaléia em 1.174 (6,9%) pacientes. Quatrocentos e doze (2,4%) apresentavam visão reduzida sem correção. COMENTÁRIOS: Estudos como este tornam-se indispensáveis para o conhecimento da realidade da saúde ocular em nosso meio, e assim, propiciar o planejamento e execução de medidas adequadas ao combate a baixa visão ou cegueira. |
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TL 131 OBJETIVO: Este estudo teve por objetivos: 1) verificar se há diferença no tempo de preservação das córneas antes e após a criação do Cadastro Técnico Único; e 2) comparar a incidência de falência primária de transplantes penetrantes de córnea nestes dois períodos. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo no Hospital de Clínicas da Unicamp, avaliando-se 15 transplantes penetrantes de córnea consecutivos entre 1 de janeiro e 30 de abril de 2000 e 24 transplantes consecutivos entre 1 de maio e 20 de setembro de 2000 (córneas sob controle do Cadastro Técnico Único), num total de 39 transplantes. RESULTADOS: O tempo médio entre a preparação das córneas e o transplante foi de 3,8 dias (±1,78) no período pré Cadastro Técnico Único (CTU), e de 6,04 dias (±2,97) no período pós CTU. Houve diferença estatisticamente significante (p=0,02) entre os dois grupos. Nenhum caso de falência primária do enxerto foi observada entre os 39 pacientes transplantados nos dois grupos. CONCLUSÃO: Baseado nos resultados deste estudo, conclui-se que a nova disposição do Sistema Estadual de Transplantes alterou de forma estatisticamente significante o período entre a preparação e a realização do transplante, sem alterar a incidência de falência primária. |
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TL 132 OBJETIVO: Determinar a prevalência de erros refrativos, estrabismo, ambliopia e anisometropia, das crianças pertencentes à população de maior renda per capita no Brasil. MÉTODO: Foram examinadas 2.640 crianças, residentes da cidade de São Caetano do Sul, entre zero e seis anos de idade, divididas em duas amostras (A e B). A amostra A consistiu de 476 crianças que foram examinadas por dez oftalmologistas e onze técnicos oftálmicos, durante o Dia Nacional de vacinação (20 de junho de 1998) contra a poliomielite. A amostra B, consistiu em 2.164 crianças que freqüentavam escolas municipais, entre quatro e seis anos de idade e que foram examinados por dois oftamologistas durante o ano de 1998. RESULTADOS: A prevalência de estrabismo foi de 1,78% e a de anisometropia foi de 0,64%. A prevalência de ambliopia foi de 1,39% sendo determinada apenas na amostra B. O principal tipo de erro refrativo encontrado na amostra A foi a hipermetropia £ 2D e na amostra B foi o astigmatismo hipermetrópico composto. Necessitaram de prescrição óptica 14,11% das crianças pertencentes a amostra A e 5,64% da amostra B. CONCLUSÃO: Mesmo em um município com perfil sócio-econômico privilegiado, a prevalência de estrabismo, anisometropia, ambliopia, erro refrativo não foi inferior à relatada na literatura. Cabe também concluir que, com relação a metodologia de rastreamento, o Dia Nacional de vacinação contra a Pólio mostrou-se uma efeciente ferramenta metodológica já que há grande participação da população alvo. |
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TL 133 Alterações da superfície ocular estão relacionadas a doenças neurológicas, lagoftalmo noturno, infecção, coma e ventilação mecânica, condições mais freqüentes em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Este trabalho tem o objetivo de diagnosticar as doenças externas oculares, assim como seus fatores associados, e implantar medidas profiláticas e terapêuticas relacionadas às mesmas em pacientes criticamente enfermos internados na UTI do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Foram examinados 45 pacientes internados na UTI no período de agosto a dezembro de 2000, e as alterações oculares diagnosticadas foram correlacionadas com fatores como período de internação, escala de coma de Glasgow (ECG), ventilação artificial e nível de consciência. No grupo de pacientes estudado as alterações da superfície ocular foram mais freqüentes naqueles que estavam recebendo ventilação artificial, com maior tempo de internação, com ECG menor ou igual a 7 e que estavam sedados ou inconscientes. Assim, devem ser implementadas medidas de prevenção, além do exame oftalmológico freqüente nestes pacientes de risco visando diagnóstico e tratamento precoce das lesões oculares. |
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TL 134 OBJETIVO: Analisar as condições de trabalho da Campanha Olho no Olho em municípios do Estado do Maranhão e sugerir alternativas aos problemas encontrados. MATERIAIS E MÉTODOS: Equipe médica integrada por oftalmologistas da Universidade Estadual de Campinas, da Universidade Federal do Maranhão e da Sociedade Maranhense de Oftalmologia executaram a campanha nas cidades de Itapecuru-Mirim, Chapadinha, Barra do Corda e Coroatá, examinando escolares da 1ª série do ensino fundamental da rede pública. Ametropias foram diagnosticadas por retinoscopia e outros problemas oftalmológicos foram encaminhados para consulta completa na capital do estado. RESULTADOS: Foram triados por professores 9214 escolares, dos quais 2331 (25,2%) foram encaminhados para exame. Compareceram 1675 alunos (71,8% dos encaminhados) e foram prescritos 449 óculos. Observou-se alto índice de falso-positivos (59,7%) e baixa cobertura da campanha (40,7%). CONCLUSÃO: A garantia da qualidade do programa em edições futuras baseia-se na sugestão de alternativas aos problemas encontrados, possibilitando aos escolares a solução de seus problemas visuais e aos oftalmologistas brasileiros o exercício de sua cidadania. |
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TL 135 OBJETIVO: Analisar o risco de contaminação dos colírios de fluoresceína e de anestésico em serviço de residência de oftalmologia com pronto atendimento. MÉTODOS: Realizou-se cultura da solução remanescente e das tampas dos frascos de colírios de fluoresceína e anestésico abertos entre um e sete dias. Utilizou-se para investigação de microrganismos caldo BHI, onde adicionou-se saponina, cisteína, SPS e PABA, por técnicas laboratoriais de rotina recomendadas pelo National Committee for Clinical Laboratory Standarts (NCCLS). Também realizou-se bacterioscopia de Gram das soluções. RESULTADOS: Foram analisadas 78 colírios, destes 49 de anestésico e 29 de fluoresceína. Todas as culturas foram negativas. Na bacterioscopia foram encontrados microrganismos em 37 amostras, revelando cocos Gram positivo em 34 e bacilos Gram negativo em 3. CONCLUSÃO: Na microscopia foram observadas bactérias, embora os resultados das culturas sejam negativos. Assim sendo, estes colírios apresentam risco de contaminação. |
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TL 136 Foram analisados 42 casos de evisceração realizadas no Hospital Universitário Onofre Lopes (UFRN) no período de janeiro de 1999 a novembro de 2000. A principal patologia de base que determinou a evisceração foi o glaucoma (34,28%) seguido do trauma ocular (31,42%). Os homens foram os mais afetados com predominância do trauma ocular (31,42%). Nas mulheres predominou o glaucoma (22,85% de todos os casos), sendo que não houve trauma ocular neste grupo. A dor ocular predominou (45,71%) como fator determinante para a indicação imediata do procedimento seguido da endoftalmite com 31,42% dos casos. |
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TL 137 OBJETIVO: Delinear o perfil dos oftalmologistas cursando o mestrado profissionalizante em administração da prática oftalmológica da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo. MÉTODO: Análise das respostas a um questionário contendo perfil sócio-econômico, científico, conhecimentos de informática e conhecimento de língua estrangeira. RESULTADOS: 77% nasceram, cursaram medicina (73%) e residência (83%) no sudeste. 54% são homens. 40% entre 25 – 30 anos e 20% entre 46 – 50 anos. 43% estão fazendo sub especialização ou R3, e 60% já são sub especialistas. 66% cursaram medicina em faculdades privadas. Tem renda próxima a faixa nacional. 96% gostariam de produzir mais trabalhos científicos. 63% são voluntários em cursos de medicina e 61% voluntários em residências. 60% tem conhecimentos melhores do que moderados em inglês. 78% tem noção melhor que moderada de como trabalhar com computador. CONCLUSÃO: O perfil do aluno do mestrado profissionalizante é de pessoas que nasceram e fizeram sua formação no estado de São Paulo, com distribuição semelhante entre os sexos, várias faixas etárias, muitos deles ainda em treinamento; a maioria deles vindos de faculdades privadas, com renda próxima a média nacional, com interesse científico, e bons conhecimentos de inglês e uso do computador. |
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TL 138 OBJETIVO: Avaliar os casos de aposentadoria por deficiência visual na região metropolitana do Recife de modo a facilitar estratégias para prevenir a invalidez. MÉTODOS: Avaliação retrospectiva de 637 prontuários de pacientes aposentados no Posto de atendimento ao Segurado do INSS de Afogados no período de 2,5 anos. RESULTADOS: 2,7% dos casos de aposentadoria de origem oftamológica, sendo 5,9% devido a acidente de trabalho e 94,1% por doença comum. As doenças oculares mais freqüentes foram: glaucoma, retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva, luxação do cristalino por Síndrome de Marfan e queimadura química. CONCLUSÃO: o conhecimento das oftalmopatias que levaram à aposentadoria é importante no sentido de executar medidas de prevenção de cegueira e reabilitação visual. |
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TL 139 OBJETIVO: Identificar as principais morbidades oculares numa população de neonatos assistidos pelo Sistema Único de Saúde em maternidades de referência no Estado de Pernambuco, orientando o seguimento e tratamento dos casos necessários. MÉTODOS: Realizou-se um estudo de corte transversal numa população de recém-nascidos em três maternidades públicas, no período de abril a outubro de 2000. Executou-se o exame oftalmológico através de visitas semanais, por uma equipe de oftalmologistas, orientando-se o seguimento e tratamento dos casos com alterações oculares ou fatores de risco. RESULTADOS: Examinaram-se 3280 recém-nascidos: 1403 (42,8%) na Maternidade da Encruzilhada (CISAM), 1232 (37,5%) na Maternidade do Hospital Barão de Lucena (MHBL) e 645 (19,7%) na Maternidade do Hospital Agamenon Magalhães (MHAM). Eram pré-têrmo 11,8% dos casos, sendo estes mais freqüentes na MHBL (13,3%). Encaminhou-se ao serviço especializado 21,4% dos neonatos com alterações oculares ou com fatores de risco. Destes, 46,4% eram pré-têrmo e 37,9% receberam algum tipo de oxigenoterapia, observando-se maior percentual na MHBL (45,4%). Nasceram de parto cesariano 29,4%. Detectou-se conjuntivite em 3,0% dos olhos, leucocoria em 0,4% e hemorragia subconjuntival em 2,0%. À fundoscopia, encontraram-se hemorragias retinianas em 7,8% dos casos, com acometimento macular em 4,3%. CONCLUSÕES: As doenças oculares mais freqüentes foram as hemorragias retinianas e conjuntivites. Os principais fatores de risco observados foram a prematuridade e as doenças infecciosas neonatais. Os autores enfatizam que o exame ocular deve ser realizado rotineiramente nos neonatos. |
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TL 140 OBJETIVO: Realizar exame oftalmológico em recém-nascidos nas primeiras 48 horas de vida em busca de afecções oculares e correlacioná-las com a suspeita clínica dos pediatras. MÉTODOS: Foram examinados todos os recém-nascidos no período de julho a dezembro do ano 2000 no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba. Os 667 pacientes (total da amostra) foram avaliados por médicos residentes de Oftalmologia, independente se havia ou não alguma suspeita de alteração ocular diagnosticada por pediatras. Os pediatras/neonatologistas solicitavam um pedido de consulta no caso de suspeita de patologia ocular. Procedeu-se a inspeção e oftalmoscopia direta (avaliação do reflexo vermeho à distância) em todos os pacientes. Nos recém-nascidos com alterações, verificadas na inspeção ou na oftalmoscopia direta, realizou-se exame de tonometria e oftalmoscopia indireta. RESULTADOS: Em 3,75% dos pacientes avaliados encontrou-se alguma patologia ocular. As principais afecções oculares foram as opacidades corneanas, detectadas pelo exame de reflexo vermelho à distância ausente nesta patologia. Aproximadamente 60% dos recém-nascidos portadores de patologias oculares passariam desapercebidos pelos pediatras, neonatologistas e pais pois não foram suspeitadas por eles. DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: Verifica-se a necessidade do atendimento oftalmológico dos recém-nascidos devido ao fato de que muitas anormalidades oculares não são diagnosticadas precocemente pelos pediatras em exames de rotina. |