Volume 64 - fascículo 4 Resumo dos Temas Livres do XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia |
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Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
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TL 071 OBJETIVO: Avaliar a correção da hipertropia (HT) na posição primária do olhar (PPO) mediante retrocesso com transposição anterior unilateral do músculo oblíquo inferior (OI). MATERIAL E MÉTODOS: Estudamos prospectivamente 10 pacientes portadores de HT essencial submetidos a cirurgia de retrocesso com transposição anterior unilateral do músculo OI, com o objetivo de corrigir a HT na PPO. Nenhuma intervenção cirúrgica havia sido realizada nos músculos oculomotores desses pacientes. Os pacientes foram submetidos a desinserção do OI e sua re-inserção ao lado da extremidade lateral da inserção do músculo reto inferior, com apenas um ponto de sutura. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo Teste de Wilcoxon para duas amostras não independentes. RESULTADOS: Houve decrécimo significante da HT na PPO após o retrocesso com transposição anterior unilateral do músculo OI. A correção percentual média foi de 82,23% e a média das correções absolutas foi de 18,10 dioptrias. Dos 10 pacientes estudados, 9 (90%) terminaram com desvios menores ou iguais a 6 dioptrias. Quatro pacientes (40%) apresentaram pseudo-hipofunção de -2 do OI operado, retratando a limitação de elevação do olho causado pelo efeito anti-elevador do músculo anteriorizado, que não se modificou com o passar do tempo. CONCLUSÃO: O retrocesso com transposição anterior unilateral do OI é uma boa técnica para correção das grandes hipertropias associadas a marcadas hiperfunções do OI. |
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TL 072 INTRODUÇÃO: Anisotropias em "A" associadas à esotropia e sem hiperfunção de músculos oblíquos formam um grupo pequeno entre as anisotropias verticais. O presente estudo teve como objetivos avaliar o resultado da elevação de 5mm das inserções dos retos mediais para tratamento da anisotropia em A em pacientes com esotropia, e estudar a relação entre este resultado cirúrgico e a magnitude da esotropia pré-operatória na posição primária do olhar. MÉTODOS: Avaliaram-se os prontuários de 37 pacientes com esotropia submetidos a transposição de 5mm das inserções dos retos mediais para correção da anisotropia em "A" (de 10 D a 24D). Os pacientes foram divididos em três grupos, conforme a magnitude do "A": grupo I (A D de 10 D a 14 D), grupo II (A de 15 D a 19 D), e grupo III (A de 20 D a 24 D). Considerou-se bom resultado, além da correção total do desvio, anisotropias com "A" menor que 10 D ou "V" menor que 15 D, e mau resultado um "A" maior ou igual a 10 D. Para análise estatística, foram utilizados testes do Qui-quadrado e de Fisher. RESULTADOS: Houve 70,3% de bons resultados. Observou-se que a freqüência de maus resultados aumentou proporcionalmente à magnitude da anisotropia pré-operatória. A média da correção da anisotropia em A foi de 11,4 D (76,1%), equivalente a 2,3 D por milímetro de transposição. Verificou-se associação entre maus resultados e esotropias maiores que 40 D (p=0,0418). CONCLUSÃO: A elevação de 5mm das inserções dos músculos retos mediais é eficaz para correção da anisotropia em A em pacientes esotrópicos, levando a melhores resultados em anisotropias menores que 15 D, e está associada a maus resultados quando a esotropia pré-operatória é maior que 40 D na posição primária do olhar. |
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TL 073 OBJETIVO: Comparar a estabilidade da correção cirúrgica da esotropias entre o primeiro mês e o primeiro ano pós-operatório, em pacientes submetidos ao retrocesso de ambos os retos mediais ou retrocesso-ressecção monocular e analisar sua distribuição segundo o resultado obtido. MATERIAIS E MÉTODOS: Realizou-se estudo retrospectivo dos prontuários de sessenta e cinco pacientes esotrópicos submetidos à correção cirúrgica segundo as técnicas retrocesso bimedial e retrocesso-ressecção monocular. Comparou-se o resultado obtido na posição primária de olhar nos períodos pós-operatório de 1 mês e 1 ano. O método estatístico foi o Qui Quadrado com nível de significância de 5%. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significante entre as duas técnicas cirúrgicas quanto à estabilidade (p= 0,232). A porcentagem de estabilidade foi elevada nas duas técnicas cirúrgicas, 90,9% com retrocesso bimedial e 79,1 retrocesso-ressecção monocular. CONCLUSÃO: Observou-se elevada porcentagem de estabilidade pós-operatória na correção da esotropia sem diferença estatisticamente significante entre as duas técnicas. |
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TL 074 INTRODUÇÃO: Para se identificar as alterações oculares presentes na Síndrome de Marfan, este trabalho apresenta a avaliação oftalmológica de 46 indivíduos portadores desta patologia. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo prospectivo com avaliação clínica de 46 pacientes portadores de Síndrome de Marfan com avaliação oftalmológica completa. Dezessete pacientes também foram submetidos a exame genético clínico e estudo molecular. RESULTADOS: Dos quarenta e seis pacientes incluídos neste estudo, as seguintes alterações oculares foram encontradas com mais freqüência: subluxação do cristalino (67,3%), hipolasia de íris (23,9%), descolamento de retina (7,6%), córnea plana (2,2%), megalocórnea (2,2%) e miopia ou astigmatismo miópico (34,8%). Cinco pacientes (10,9%) apresentaram exame ocular normal em ambos os olhos. Detectou-se uma mutação patogênica distinta das relatadas na literatura em uma paciente, uma mutação de sentido trocado que ocorreu no éxon 28 levando à mudança de aminoácido C1166Y. CONCLUSÕES: As alterações oculares da Síndrome de Marfan são freqüentes e o conhecimento do gene responsável FBN-1 e de sua expressão no olho auxiliam para o diagnóstico e tratamento destas anomalias. |
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TL 075 ESTUDO DE GLAUCOMA PÓS-CERATOPLASTIA PENETRANTE Edimar Tiago França; Enyr Saran Arcieri; Rafael Saran Arcieri; Flávio Jaime Rocha Universidade Federal de Uberlândia - MG OBJETIVO: Identificar a incidência, analisar os fatores de risco e avaliar a evolução do glaucoma secundário à ceratoplastia penetrante. MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo de 228 pacientes que se submeteram a ceratoplastias penetrantes no período de janeiro de 1995 a janeiro de 2000 no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - MG. O tempo de acompanhamento variou de 4 a 60 meses (17,14 ± 13,65 meses). RESULTADOS: Foram avaliados 228 pacientes submetidos a ceratoplastia penetrante dos quais, 49 (21,5%) desenvolveram glaucoma. Os fatores de risco para o desenvolvimento de glaucoma foram: ceratopatia bolhosa (RR = 2,1774), herpes (RR = 1,8979) e trauma (RR = 1,0575). A média da PIO pré-transplante foi de 15,26 ± 5,37 mmHg. A PIO pós-transplante variou de 22 a 58 mmHg com média de 30,04 ± 7,06. O tratamento foi clínico em 36 pacientes (73,5%), clínico e cirúrgico em 10 (20,4%) e cirúrgico em 3 (6,1%). A PIO final atingida variou de 4 a 34mmHg (16,79 ± 5,36). CONCLUSÕES: A incidência de glaucoma pós-ceratoplastia penetrante é freqüente, sendo a ceratopatia bolhosa do afácico e pseudofácico, herpes, e trauma os fatores de risco para o desenvolvimento de glacoma. |
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TL 076 OBJETIVO: Estudar os efeitos da redução do diâmetro pupilar nos resultados da perimetria de freqüência dupla em um grupo de voluntários normais. MÉTODOS: Dezoito voluntários saudáveis participaram do estudo. Realizou-se perimetria de freqüência dupla no olho direito de cada participante (estratégia Full Threshold C-20). Para a Segunda sessão de perimetria, instilou-se uma gota de pilocarpina 2% no olho direito dos voluntários e refez-se o exame após 60 minutos. RESULTADOS: Sessenta minutos após adição de pilocarpina 2%, houve uma redução do diâmetro pupilar de 4,22 ± 0,17mm para 1,55 ± 0,51mm. Houve uma redução significativa da sensibilidade média após constrição pupilar de 5,67 ± 2,49 dB nos 5° centrais, 4,49 ± 2,73 dB entre 2,5° e 10° e 5,10 ± 3,55 dB entre 10° e 20° (p<0,01). Observou-se redução de 4,06 ± 2,67 dB no mean deviation e aumento de 0,64 ± 0,94 dB no pattern standard deviation (p<0,001). Não se observaram diferenças em relação às respostas falso-positivas, falso-negativas, perdas de fixação e duração média do exame. CONCLUSÕES: A alteração do diâmetro pupilar está associada a uma redução significativa dos limiares de sensibilidade dentro dos 20° do campo testado pela perimetria de freqüência dupla. É fundamental manter os diâmetros pupilares constantes em exames seriados para eliminar esse fator adicional de confusão na interpretação do exame. |
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TL 077 OBJETIVOS: Avaliar o controle pressórico a longo prazo de pacientes submetidos a trabeculectomia que desenvolveram bolha encapsulada (cística), tratados com needling ou terapia medicamentosa e de pacientes que não desenvolveram bolha cística. MATERIAL E MÉTODOS: Análise retrospectiva de 21 prontuários de pacientes que desenvolveram bolha cística após cirurgia filtrante no período de janeiro 1994 a janeiro 1996 no serviço de Glaucoma da Universidade de Campinas - UNICAMP, randomizados para tratamento de needling (N=12) ou terapia medicamentosa (N=9), seguidos por 6 meses a 4 anos. Selecionou-se, aleatoriamente, um grupo controle de 21 pacientes submetidos a trabeculectomia, no mesmo período, pela mesma equipe e que não desenvolveram bolha encapsulada. RESULTADOS: Observou-se maior pressão intra-ocular (PIO) média ao 6° mês no grupo de pacientes submetidos a needling (19,81 ± 4,07 mmHg) do que nos pacientes submetidos a terapia medicamentosa (14,00 ± 4,71 mmHg) ou pacientes que não desenvolveram bolha cística (12,38 ± 3,62 mmHg) (p<0,0001). Não houve diferença estatisticamente significativa quanto ao número de medicamentos utilizados pelos pacientes no pré-operatório (p=0,291). No entanto, os pacientes que desenvolveram bolha cística necessitaram de maior número de medicamentos para controle da PIO durante o seguimento (p<0,006). A curva de sobrevida de Kaplan Meyer revelou maior tendência à falência da cirurgia no grupo com bolha cística submetido a needling (p<0,05). CONCLUSÕES: Os pacientes que desenvolveram bolha cística necessitam de um maior número de drogas antiglaucomatosas e caminham mais freqüentemente para falência da cirurgia filtrante. |
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TL 078 OBJETIVO: Comparar a sensibilidade entre o campo visual com estímulo azul- amarelo com o campo visual com estímulo branco em indivíduos normais e suspeitos de glaucoma e avaliar a prevalência de alterações campimétricas nos casos suspeitos de glaucoma. MÉTODOS: Foram comparados dois grupos de pacientes: um deles com 25 pacientes suspeitos de glaucoma (50 olhos) e outro com 12 pacientes (24 olhos) dados como normais do ponto de vista clínico e campimétrico. Estes pacientes foram submetidos à campimetria computadorizada com estímulo branco Sita Standard® (Humphrey Instruments, San Leandro, Ca, USA) e com estímulo azul- amarelo Full- Threshold® (Humphrey Instruments, San Leandro, Ca, USA). Foram realizadas três medidas da pressão intraocular (PO) em dias diferentes e a média destas foi computada para análise estatística. Estes dados foram submetidos a tratamento estatístico com o programa SPSS. RESULTADOS: As médias das POs no olho direito do grupo com suspeita de glaucoma foi de 15,3 mmHg e no grupo de pessoas normais foi de 12 mmHg (p=0,004). As médias das pressões intra-oculares no olho esquerdo no grupo com suspeita de glaucoma foi de 14,5 mmHg e no grupo de pessoas normais foi de 11,8 mmHg (p=0,014). Nenhum dos pacientes normais apresentou campo visual (CV) com estímulo branco alterado. (Sensibilidade = 6% e especificidade = 100%). Quarenta e oito olhos do grupo com suspeita de glaucoma apresentou campo visual (CV) com estímulo blue-yellow alterado. (Sensibilidade 96% e especificidade: 71%). CONCLUSÃO: A realização do campo visual com estímulo azul- amarelo auxilia na detecção precoce do dano glaucomatoso, o objetivo principal no manejo destes pacientes. Trata- se de um bom exame para iniciar a avaliação de casos com suspeita de glaucoma, já que possui alta sensibilidade e detecta todos os casos de glaucoma já diagnosticados ou não. |
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TL 079 OBJETIVO: Analisar os resultados alcançados com a endociclofotocoagulação, que é um dos procedimentos de escolha em olhos afácicos ou pseudofácicos com glaucoma pediátrico refratário a toda medicação disponível e após cirurgias convencionais filtrantes. MÉTODO: Relatamos o caso de três pacientes pediátricos facectomizados, com glaucoma refratário, submetidos a endociclofotocoagulação. RESULTADOS: Dois pacientes alcançaram níveis pressóricos satisfatórios juntamente com o uso de medicação tópica. CONCLUSÃO: A endociclofotocoagulação é uma opção razoavelmente eficaz quando a medicação máxima e outras opções filtrantes não tenham alcançado resultados positivos em glaucomas pediátricos pós-facectomia. |
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TL 080 OBJETIVOS: Avaliar os resultados imediatos e a médio prazo do implante de Ahmed em pacientes com glaucoma complicado no Serviço de Oftalmologia do HCPA. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes submetidos à cirurgia para colocação do implante de Ahmed no Serviço de Oftalmologia do HCPA no período de setembro/1996 a maio/2000. Foram avaliados os dados demográficos, diagnóstico, complicações pós-operatórias e necessidade de reintervenção. Acuidade visual, pressão intra-ocular (Po) e uso de medicação antiglaucomatosa foram avaliados no pré e pós-operatório. RESULTADOS: Foram avaliados 19 olhos de 18 pacientes, com diferentes causas de glaucoma. A média de acompanhamento pós-operatório foi de 10,8m (01-24m). A taxa de sucesso no controle da PO (PO<21mmHg) na última visita foi (16 olhos) 84,2%. Três olhos não apresentaram controle da PO, com falência já na primeira avaliação pós-op. Sete olhos apresentaram o controle pressórico descrito sem medicação, enquanto 9 olhos necessitaram colírios (5 olhos-1 colírio; 4 olhos-2 colírios). Quanto à acuidade visual, dois olhos apresentaram perda de PL, os demais permaneceram com a visão inalterada. Como complicações, as mais graves forma hifema em 2 olhos, deslocamento do implante em 3; phthisis e perda de PL em 2; extrusão do prato em 1; e rejeição de Tx de córnea em 2 olhos. CONCLUSÃO: A taxa de sucesso média do implante de Ahmed para controle da pressão intra-ocular é comparável à de estudos prévios usando diferentes implantes. Do mesmo modo, a incidência de complicações é comparável à previamente descrita na literatura. Dessa forma, o implante de Ahmed mostrou-se uma opção terapêutica eficaz para pacientes com glaucoma refratário. |
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TL 081 OBJETIVO: Avaliar a eficácia e a segurança do uso de mitomicina-C em cirurgias de implante de Válvula de Ahmed. MÉTODOS: Estudo clínico prospectivo, randomizado, duplo-mascarado e multicêntrico. Foram incluídos pacientes que necessitaram de uma cirurgia de implante de válvula de Ahmed. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em relação ao uso intra-operatório de mitomicina-C (0,5mg/ml por 5 minutos) ou solução salina balanceada. "Sucesso cirúrgico" foi definido como pressão intra-ocular (PIO) pós-operatória menor que 22 mmHg, com ou sem drogas antiglaucomatosas. A análise dos dados foi feita através dos testes t de Student e Qui-quadrado. RESULTADOS: Após um período de seguimento médio de 6,52 ± 3,53 meses, todos pacientes apresentaram controle da PIO e foram considerados como sucesso. Não encontramos diferença estatisticamente significativa em relação aos valores médios da PIO e ao número de medicamentos utilizados tanto no pré como no pós-operatório nos 2 grupos estudados (P>0,05). Também não encontramos diferença estatisticamente significativa entre a incidência de complicações nos dois grupos. CONCLUSÕES: Os resultados do presente estudo indicam que a válvula de Ahmed propicia um controle pressórico adequado de glaucomas refratários a curto prazo. Também verificamos que, a curto prazo, o uso de mitomicina-C não está associado a maiores taxas de sucesso ou complicações no pós-operatório de implante de válvula de Ahmed. |
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TL 082 OBJETIVO: A prevalência do glaucoma varia de acordo com o grupo étnico estudado. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e o tipo de glaucoma em indígenas do Alto Rio Negro, noroeste do estado do Amazonas, Brasil. MÉTODOS: Nesta série foram examinados 332 indígenas, não selecionados, das tribos Arawak, Tukano, Maku e Yanomami. O método do exame ocular consistiu de medida da acuidade visual, refratometria, tonometria de aplanação, gonioscopia, ecobiometria, avaliação indireta do disco óptico com lâmpada de fenda e perimetria. RESULTADOS: A prevalência do glaucoma foi de 8,1% sendo que o glaucoma primário de ângulo fechado foi o mais freqüente (4,2%). A inserção anterior da íris foi observada em 29,5% dos indígenas. CONCLUSÃO: O glaucoma primário de ângulo fechado foi mais freqüente que o glaucoma primário de ângulo aberto nos indígenas do Alto Rio Negro. A hipermetropia, a presença de catarata, a inserção anterior da íris e o sexo feminino foram fatores relacionados com olhos de ângulo estreito e glaucoma primário de ângulo fechado. |
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TL 083 OBJETIVO: Analisar os resultados de trabeculectomia sem antiproliferativos em glaucomas primários de ângulo aberto e ângulo fechado. MÉTODOS: Foram analisados, retrospectivamente, os resultados de 176 trabeculectomias em pacientes com GPAA e 113 em pacientes com GPAF. RESULTADOS: A média de seguimento pós-operatório foi de 35,92 ± 25,74 meses no GPAF e 37, 30 ± 26,08 no GPAA. No pré-operatório a média da Po foi de 30,19±10,74 mmHg em GPAF e 25,66±6,86 mmHg em GPAA, no final do seguimento, a média da Po foi 14,77±4,60 mmHg no GPAF e 15,77±5,62 mmHg em GPAA. A acuidade visual (AV) diminuiu com a evolução do estudo. As complicações foram semelhantes em ambos os grupos. CONCLUSÃO: A redução da Po foi maior no grupo do GPAF. |
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TL 084 OBJETIVOS: Comparar a eficácia dos procedimentos: injeção de sangue autólogo X injeção de sangue autólogo associada com sutura de Palmberg em bolhas filtrantes que apresentam vazamento espontâneo tardio. MATERIAL E MÉTODOS: Dez pacientes que apresentavam Seidel positivo espontâneo tardio em bolhas filtrantes foram alocados aleatoriamente para um dos dois tratamentos. Os pacientes foram analisados em relação ao sexo, cor, idade, intervalo de tempo de cirurgia ao procedimento, uso de antimetabólito e presença de maculopatia hipotônica. A evolução da PIO, AV e necessidade de retratamento foram avaliadas. RESULTADOS: Dos dez pacientes, 6 (60%) foram do grupo SA e 4 (40%) do grupo S+P. A média de idade dos pacientes foi de 59,5 ±18,2 anos. Não houve diferença estatisticamente significativa em relação à idade, sexo, raça, uso de antimetabólitos, presença de maculopatia por hipotonia no pré-operatório. Houve um aumento significativo da PIO, três e seis meses em relação à PIO inicial no grupo SA (p= 0,04 e 0,034). No grupo S+P, houve um aumento significativo da PIO, seis meses após o procedimento (p=0,032). O seguimento médio foi de 7,16 ± 2,1 meses no grupo SA e 6,75 ± 3,77 meses no grupo S+P (p=0,817). No grupo SA, 4 pacientes (66,6%) necessitaram de retratamento e no grupo S+P, 1 paciente (25%) necessitou de retratamento (p=0,523). CONCLUSÃO: Apesar do pequeno número de pacientes, houve uma menor necessidade de retratamento no grupo S+P em relação à necessidade de retratamento no grupo SA. A combinação de sutura de Palmberg com a injeção de sangue autólogo parece ser uma opção válida para o tratamento dessa preocupante condição. |
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TL 085 OBJETIVOS: Avaliar as flutuações que ocorrem a longo e a curto-prazo bem como avaliar a curva de aprendizado que ocorre em indivíduos saudáveis utilizando o Frequency Doubling Perimetry. MÉTODOS: Vinte indivíduos jovens e saudáveis participaram do estudo. Os indivíduos foram submetidos à perimetria de freqüência dupla em um único olho (OD), durante quatro sessões com intervalos semanais, sendo que na última sessão, realizaram-se três exames seguidos com intervalos de descanso de 15 minutos entre os exames. Utilizou- se o programa N30 que testa 19 regiões dos 30 graus centrais no campo visual. Cada estímulo é apresentado em áreas específicas, consistindo em uma imagem de faixas verticais de 0,25 ciclos/grau, submetida a uma apresentação de alta freqüência temporal (25 Hz). As médias de sensibilidades bem como as flutuações a curto e longo-prazo foram estudadas. Também avaliou-se a curva de aprendizado que ocorre em exames repetidos pela observação do comportamento do MD (mean deviation) nas quatro sessões. RESULTADO: Na análise da variação a curto-prazo (3 exames realizados na última sessão), a média de sensibilidade total foi 31,90 ± 1,19 dB e as médias de MD e PSD foram + 0,84 ± 0,15 e 3,72 ± 0,2 dB, respectivamente. A média total das flutuações a curto- prazo foi 0,98 ± 0,61 dB. Na análise de flutuação a longo-prazo (utilizando os limiares das quatro sessões realizadas em dias diferentes), a média de sensibilidade total foi 31,69 ± 1,05 dB e as médias de MD e PSD foram + 0,68 ± 0,48 dB e 3,66 ± 0,19 dB, respectivamente. A média total das flutuações a longo prazo foi de 1,53 ± 0,64 dB. Na avaliação do efeito aprendizado compararam- se os MDs médios da primeira, segunda, terceira e quarta sessões e encontraram-se valores de 0,11 ± 2,14 dB, 0,47 ± 1,64 dB, 1,16 ± 1,62 dB e 0,98 ± 1,92 dB, respectivamente. Observou-se uma melhora progressiva nos índices do MD a partir da primeira sessão. CONCLUSÃO: As variações de sensibilidade avaliadas a longo e curto prazos com FDT são semelhantes às observadas em outros estudos da literatura. Observou-se também um claro efeito aprendizado que deve ser considerado quando se realiza esse tipo de exame pela primeira vez. |
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TL 086 Até o presente momento, as universidades não estão preparando os professores e os alunos para a chegada da nova era, onde as informações podem ser adquiridas de diversas formas, não somente através de livros e aulas, mas através de meios computadorizados, como o CD- ROM ou a Internet. OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo a criação de um modelo de ensino- aprendizagem (à distancia), capaz de prover conhecimento e informação sobre interpretação de campo visual computadorizado, utilizando a metologia de Ensino Baseado na Resolução de Problemas (Problem Based Learning). MATERIAL E MÉTODO: Foram selecionados 60 residentes em oftalmologia e 27 médicos oftalmologistas. Tiveram livre acesso à todas as informações do curso. Baseado no PBL, esse curso estimulou os alunos a participarem ativamente do seu próprio aprendizado, aprendendo a buscar as informações. Toda a comunicação entre alunos e professores foi realizado somente através da Internet. O grupo controle, que não teve acesso à informações do curso, foram submetidos às mesmas questões. RESULTADOS: Ao final do curso, foram desenvolvidos 9 problemas, com 36 questões ao todo. A maioria dos alunos tinha idade entre 20 e 30 anos e 67% dos alunos foram provenientes do Estado de São Paulo. Os alunos que participaram do curso via Internet tiveram uma melhor performance na avaliação que o grupo controle (p=0,0442 / x2=4,05). CONCLUSÃO: Curso e metodologia de ensino-aprendizado a distância capaz de fornecer informação e conhecimento sobre interpretação de campo visual computadorizado foi criado através da combinação da teleinformática (Internet) e modelo pedagógico de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL). Esta nova metodologia de ensino demostrou ser mais eficiente que os métodos tradicionais de ensino médico para fornecer capacitação na interpretação de campo visual computadorizado. |
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TL 087 O objetivo deste trabalho é avaliar os níveis de pressão-intra-ocular em olhos normais em crianças sob anestesia com halothane. Foram realizadas medidas de pressão intra-ocular (PIO) em 33 olhos de 24 crianças com idade abaixo de 6 anos com o tonômetro Perkins, estando as mesmas sob anestesia com halothane, sem uso de drogas pré-anestésicas. Os valores obtidos foram PIO média 11,67 ± 3,32 mmHg que estão de acordo com níveis tidos como fisiológicos, sugerindo a eficácia e segurança do procedimento. |
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TL 088 OBJETIVO: Avaliar o resultado da prova da prono-posição em quarto escuro (PPQE) em pacientes com glaucoma crônico simples (GCS) e em pacientes normais com ângulo aberto. MÉTODOS: Quatorze olhos de 7 pacientes portadores de GCS (grupo 1) e 20 olhos de 10 pacientes com exame oftalmológico normal (grupo 2) foram submetidos à PPQE. Os resultados dos dois grupos foram avaliados através de testes estatísticos: X2, Mann-Whitney e teste de Wilcoxon. RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significante entre a média da pressão intra-ocular inicial e a média da pressão intra-ocular final dos dois grupos (p<0,05). Três olhos do grupo 1 e 1 olho do grupo 2 apresentaram PPQE positiva. CONCLUSÃO: A PPQE pode elevar a PIO em portadores ou não de glaucoma com ângulo aberto. |
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TL 089 OBJETIVO: Verificar a existência de diferença estatisticamente significativa entre exames de campimetria computadorizada realizados com a utilização da correção total e do equivalente esférico, em pacientes com ametropia cilíndrica de valores iguais ou maiores que 1,50 dioptrias. MATERIAL E MÉTODO: Foram examinados 35 olhos de 20 pacientes portadores de ametropia cilíndrica, sem outras alterações oftalmológicas, entre dezembro de 1999 e junho de 2000. Após exame refratométrico foram realizados dois exames de campimetria computadorizada em cada olho, um com a correção total e outro com o equivalente esférico. Foi utilizada a estratégia SITA-standard 20-2. Foram utilizados como parâmetros de comparação os valores do Mean Deviation, Pattern Standart Deviation, perdas de fixação, falsos positivos, falsos negativos e tempo de duração dos exames. RESULTADOS: Os parâmetros Mean Deviation, Standart Pattern Deviation, falsos positivos, falsos negativos e tempo de duração dos exames não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os exames realizados com a correção total e com o equivalente esférico (p > 0,05). As perdas de fixação apresentaram diferença significativa entre os exames (p < 0,05) com menor número de perdas com o uso de equivalente esférico. CONCLUSÃO: Podem ser realizados exames de campimetria computadorizada utilizando a estratégia SITA, com o equivalente esférico, dentro da média de dioptrias analisada, sem que haja comprometimento dos resultados. |
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TL 090 INTRODUÇÃO: Atualmente, o glaucoma é uma das causas mais freqüentes de cegueira. É muito importante que o paciente tenha conhecimento sobre sua patologia. Como toda doença crônica, o glaucoma apresenta problemas no cumprimento ao tratamento. É necessário dar ênfase no acompanhamento contínuo ao tratamento clínico. OBJETIVO: Avaliar o cumprimento ao tratamento clínico dos pacientes com glaucoma crônico simples de ângulo aberto com e sem orientação psicológica. MATERIAL E MÉTODO: Foram avaliados 24 pacientes divididos em 8 pacientes do grupo de estudo, com orientação médica e psicológica, e 16 pacientes do grupo controle, com orientação médica. No grupo controle, a idade variou de 50 a 82 anos sendo 14 homens e 2 mulheres. Em relação à raça foram 10 brancos, 4 pardos e 2 negros. Destes 8 casados, 4 viúvos, 3 separados e 1 solteiro. As medicações variaram de 2 a 9 colírios. Houveram 13 casos cirúrgicos. No grupo de estudo a idade variou de 54 a 86 anos sendo 7 homens e 1 mulher. Em relação à raça foram 3 brancos, 3 pardos e 2 negros. Destes 4 casados, 2 viúvos, 1 separado e 1solteiro. As medicações variaram de 1 a 3 colírios e não houve casos cirúrgicos. RESULTADOS: Através da orientação médica e psicológica dada aos pacientes do grupo de estudo, verificou-se que a pressão intra-ocular após o segundo mês, diminuiu notoriamente, sem nenhum caso cirúrgico. O grupo controle, que recebeu somente orientação médica, notou-se o aumento da pressão intra-ocular, levando o paciente à cirurgia (80%). Não houve relação estatisticamente significante da pressão intra-ocular com o tempo de estudo. CONCLUSÃO: A análise dos resultados do presente trabalho revelam a necessidade de um cumprimento adequado ao tratamento do glaucoma. No grupo de estudo, somente com orientação psicológica, foi observado um maior cumprimento ao tratamento. Perante esses dados podemos observar a grande importância de um trabalho psicológico nos pacientes portadores de glaucoma crônico simples. |
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TL 091 OBJETIVO: Analisar a influência da idade em relação a alguns parâmetros de espessura da camada de fibras nervosas fornecidos pelo GDxTM Scanning Laser System® em indivíduos normais em nossa população. MÉTODOS: Voluntários de idades variadas foram submetidos a exames oftalmológico e de campo visual. Somente indivíduos normais foram inclusos. Medidas da camada de fibras nervosas foram obtidas através do GDxTM Scanning Laser System® e somente os olhos direitos foram considerados para análise. Regressão linear simples foi utilizado para estudar a relação entre cada parâmetro do GDx e idade. RESULTADOS: 77 indivíduos (77 olhos) foram selecionados com idade entre 23 e 87 anos (média ± D.P., 53,8 ± 19,5 anos). Os parâmetros razão superior, razão inferior, modulação máxima, modulação da elipse, espessura média, média superior e média inferior apresentaram uma diminuição estatisticamente significante (p<0,05) com o aumento da idade. O efeito da idade em relação aos parâmetros simetria, razão superior/nasal e integral superior não foi estatisticamente significante. O coeficiente de determinação (R2) ajustado variou entre 0,0127 e 0,1484. Todos os parâmetros demonstraram uma grande variabilidade mesmo entre indivíduos com a mesma idade. CONCLUSÃO: De uma forma geral os parâmetros fornecidos pelo GDxTM Scanning Laser System® diminuem com a progressão da idade, com uma baixa dependência em relação a esta e uma grande variação em indivíduos normais em nossa população. |
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TL 092 OBJETIVO: Verificar as alterações da pressão intra-ocular (Po) após trabeculoplastia seletiva (TS) em pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto durante o período de 6 meses de pós-operatório. MÉTODOS: Os pacientes foram submetidos a exames pré-operatórios, com 1 hora, 2 horas, 1 dia, 1 semana, 1 mês, 3 meses e 6 meses após a TS. A trabeculoplastia seletiva foi realizada em um olho de cada paciente com o laser Q-switched, frequency-doubled Nd:YAG laser Coherent Selecta 7000. Foi adotado como critério de sucesso uma redução pós-operatória da Po maior ou igual a 3 mmHg em relação a Po pré-operatória a partir da primeira semana da TS. RESULTADOS: Foram selecionados 24 olhos de 24 pacientes com idades que variavam de 35 a 82 anos (média ± DP: 62,7 ± 13,0 anos). Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre as médias da Po pré-operatória, 1 hora (p=0,3652) e 2 horas (p=0,0742) após a TS. A partir do primeiro dia da TS, houve uma redução da Po em relação ao pré-operatório estatisticamente significante. Ao final de 6 meses, a redução média da Po em relação ao pré-operatório foi de 3,5mmHg (16,7%) (p<0,0001). Observou-se uma diminuição da probabilidade de sobrevivência ao longo do tempo e aos 6 meses verificou-se uma proporção acumulada de sobrevida de 0,3333. A mediana do tempo de sobrevida foi de 3 meses. CONCLUSÃO: A trabeculoplastia seletiva demonstrou ser uma modalidade terapêutica segura, com efeito hipotensor de início rápido porém limitado, diminuindo ao longo do tempo nos pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto. |
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TL 093 O tratamento do glaucoma congênito é cirúrgico. A goniotomia e a trabeculotomia são os procedimentos iniciais de escolha, sendo a trabeculectomia uma opção cirúrgica quando a inicial falha. O objetivo deste estudo é comparar o sucesso e evolução da trabeculectomia sem mitomicina em glaucoma congênito primário. Foram avaliadas retrospectivamente 62 crianças que foram submetidas a trabeculectomia sem mitomicina e 32 com mitomicina. Não foi encontrada diferença na redução da pressão intra-ocular pré e pós-operatória nos dois grupos estudados (p=0,0584). A média de sobrevida foi de 94,45 meses da trabeculectomia sem mitomicina C e de 59,43 meses na trabeculectomia com mitomicina, não sendo evidenciada diferença estatística entre os grupos. Os dados obtidos neste estudo mostram que não existe diferença entre a sobrevida da cirurgia de trabeculectomia no glaucoma congênito primário com ou sem o uso de medicação anti-fibrótica. |
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TL 094 OBJETIVO: Avaliar a influência da cirurgia de LASIK para correção de erros refrativos miópicos na medida da pressão intra-ocular (Po) com os tonômetros de não-contato (NC), Tono-pen (TP) e Goldmann (G), analisando a correlação entre a variação nas medidas da Po e a variação na espessura corneana central (ECC). MÉTODOS: 64 pacientes (64 olhos) portadores de miopia ou astigmatismo miópico foram avaliados prospectivamente antes e um mês após LASIK. 46 desses pacientes (46 olhos) foram reavaliados um ano após a cirurgia. As avaliações pré e pós-operatórias consistiram de medidas da Po com o tonômetro de não-contato Topcon CT-20, com o Tono-pen XL e com o tonômetro de Goldmann, da refração e da paquimetria ultra-sônica. Foi realizada comparação entre o DPo (pós-pré LASIK) com os três tonômetros. Análise de Regressão Linear foi realizada para avaliar a correlação entre o DPo e o DECC. RESULTADOS: O equivalente esférico médio corrigido na cirurgica foi -4,99±3,11 (média±DP) dioptrias. O DECC médio foi -52±30 micra. Houve uma redução estatisticamente significativa (p<0,05) nas medidas de Po com os três tonômetros após LASIK (NC>TP>G). O DPo médio foi -5,6±2,6 mmHg com NC; -3,2±3,8 mmHg com TP e -2,3±2,6 mmHg com G. Encontrou-se uma correlação estatisticamente significativa (p<0,05) entre DPo e o DECC, mas essa correlação foi fraca com G (r=0,43) e TP (r=0,38), sendo um pouco mais forte com NC (r=0,66). O DECC explicou somente 18% do DPo com G, 15% com TP e 43% com NC. A variabilidade do DPo para um mesmo DECC foi alta. As variações na medida da Po observadas um mês após LASIK mantiveram-se um ano após a cirurgia. CONCLUSÕES: Houve uma redução estatisticamente significativa na medida da Po com os três tipos de tonômetro após LASIK para correção de erros refrativos miópicos. Esta redução foi maior com o tonômetro de não-contato e menor com o tonômetro de Goldmann. Foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre o DPo e o DECC com os três tonômetros, mas o DECC explicou somente pequena parte do DPo, não sendo possível predizer o DPo com precisão a partir do DECC. O tonômetro de não-contato parece sofrer maior influência da redução da ECC após LASIK. |
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TL 095 INTRODUÇÃO: Níveis tensionais variáveis, meios intra-oculares opacos, aparência anormal do disco óptico dificultam o diagnóstico de glaucoma. Um novo método diagnóstico objetivo e independente destas limitações seria útil. PACIENTES E MÉTODOS: Em um estudo cego, os nervos ópticos de 37 pacientes com Glaucoma Primário de Ângulo Aberto e 37 pacientes controles foram examinados para determinação ecográfica retrobulbar de seus diâmetros no modo A (DNA), no modo B (DNB), das suas áreas transversas (ANB) e refletividades (RNA). Biomicroscopicamente, as relações do comprimento vertical ou horizontal da escavação pelo diâmetro correspondente do disco óptico (EV/DV ou EH/DH) foram estabelecidas. Estas medidas foram avaliadas quanto as suas correlações, consistências, concordâncias, sensibilidades e especificidades. RESULTADOS: A média de DNA foi de 2,93mm no grupo de controle e de 2,72mm no grupo de glaucomatosos (p<0,001). DNB (P= 0,094), RNA (p= 0,577) e ANB (p= 0,652) não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. DNA correlacionou-se ecograficamente com EH/DH (-0,450, p<0,01) e EV/DV (-0,463, p<0,01) e estas correlações foram maiores do que as de DNB, RNA ou ANB. DNA apresentou consistência substancial, não concordou com DNB e foi o único método ecográfico com sensibilidade e especificidade adequada para a detecção de glaucoma. A medida de 2,85mm do DNA foi a de maior sensibilidade (0,757) e especificidade (0,714) para o diagnóstico de glaucoma. CONCLUSÃO: Dos métodos ecográficos orbitários atuais, o método A estandartizado para avaliação do diâmetro do nervo óptico retrobulbar é o único indicado para o auxílio diagnóstico do glaucoma. |
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TL 096 OBJETIVO: Avaliar a distribuição da ECC e EC temporal e sua relação com a pressão intra-ocular num grupo de pacientes adultos e tentar demonstrar a utilidade da paquimetria corneana no esclarecimento de PIO falsamente aumentada ou falsamente diminuída à tonometria pelo TonoPen, a fim de proporcionar a variação que esta forma de tonometria sofre com a variação da espessura corneana. MÉTODOS: A espessura corneana central foi determinada em 44 pacientes (22 olhos), por meio da paquimetria ultra-sônica. A pressão intra-ocular foi determinada com tonômetro de aplanação de Goldman e tonopen. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo 1 (22 pacientes glaucomatosos) e grupo 2 (22 pacientes normais). RESULTADOS: O valor médio encontrado no grupo 1 para PIO foi de 12,71/12,45 mmHg, sua ECC média 505,57/510,15 µm, PIO temporal média 14,09/13,4 mmHg e EC temporal média de 570,29/576,5 µm. O valor médio encontrado no grupo 2 para PIO foi de 15,57/14,65 mmHg, sua ECC média de 524,33/529,15 µm, PIO temporal média 16/15,75 mmHg, e EC temporal média de 633/660. No teste de análises das variâncias a 95% não existiu diferença estatisticamente significativa entre a PIO aferida na região central e temporal da córnea de cada paciente (grupo 1 p= 0,25; grupo 2 p= 0,15). CONCLUSÃO: Observou-se que a aferição da PIO pelo tonopen sofreu menos variação da espessura corneana do que a PIO aferida pelo tonômetro de Goldman para a mesma espessura corneana, demonstrando a utilidade do tonopen para aferição da PIO em olhos que a espessura corneana esteja fora dos padrões de normalidade. |
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TL 097 OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo determinar a relação entre espessura corneana central (ECC) e a pressão intra-ocular (PIO) em pacientes com glaucoma de pressão normal (GPN), glaucoma crônico simples (GCS) e pacientes normais (Controles). MATERIAIS E MÉTODOS: Foram avaliados 113 pacientes dos quais 40 tinham GPN, 51 eram normais (Controles) e 22 possuíam GCS. Todos os pacientes tiveram aferidas sua PIO E ECC. Os outros exames realizados foram utilizados com critérios de inclusão e exclusão deste estudo. RESULTADOS: A média da espessura corneana central (ECC) dos pacientes com GPN foi de 500,95 µ com d.p. de 28,65 µ, o grupo Controle teve média de 521,11 µ com d.p. de 43,30 µ e o grupo de GCS apresentou média de 522,23 µ com d.p. de 27,87 µ. Entre os grupos Controles de GCS não houve diferença estatística significativa (p= 0,91); enquanto que comparando-se o grupo de GPN com o controle e GCS encontrou-se diferença significativa (p= 0,01 e p= 0,006). CONCLUSÃO: Observou-se que a ECC dos olhos com GPN é menor do que a ECC dos pacientes com GCS e do grupo controle. Fato este que, baseado no conceito de limite da PIO normal poderia fazer com que alguns pacientes tivessem a classificação do seu glaucoma alterado para GCS. Entretanto acreditamos que muitos desses pacientes, apesar da diferença de ECC, permaneceriam na classificação de glaucoma de pressão normal, não excluindo a hipótese de que existe pessoas mais sensíveis para o dano glaucomatoso mesmo sob uma PIO não elevada. |
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TL 098 OBJETIVO: Avaliar os resultados clínicos da adaptação de lentes de contato multifocais Focus Progressives®. MÉTODOS: Trinta e cinco pacientes présbitas, oriundos das clínicas particulares dos autores, foram adaptados com lentes de contato multifocal Focus Progressives®. Os pacientes foram seguidos por um período de 3 meses. Os pacientes responderam um questionário para avaliação do desempenho, conforto e satisfação geral com as lentes. RESULTADOS: Ao final de 3 meses 23 (65,7%) dos 35 pacientes usavam as lentes em ambos os olhos e 6 (17,1%) em um dos olhos (monovisão modificada). Nos quesitos satisfação geral e conforto as lentes testadas foram avaliadas (de um total de 100,0) com 70,0 e 78,6. CONCLUSÃO: As lentes de contato multifocais hidrofílicas Focus Progressives® constituem opção viável para a correção de presbiopia. |
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TL 099 OBJETIVO: Avaliar a adaptação da lente de contato Softperm em pacientes com ceratocone nos quais não foi possível adaptar lentes rígidas gás permeáveis devido a intolerância, padrão inaceitável de fluoresceína ou descentração excessiva das lentes. PACIENTES E MÉTODOS: Foram avaliados 37 olhos de 24 pacientes do setor de lente de contato da UNIFESP-EPM, com diagnóstico clínico de ceratocone. Todos foram submetidos a exame oftalmológico incluindo medida da acuidade visual, ceratometria, biomicroscopia, tonometria e fundoscopia. As lentes Softperm foram adaptadas com base nas medidas ceratométricas ou através de tentativa e erro quando não era possível a obtenção dos dados ceratométricos ou topográficos. Os critérios de adaptação foram a centralização da lente, alinhamento da porção gelatinosa com a periferia corneana e movimento de 1 a 2 mm. A média de idade foi 23 anos, a média ceratométrica foi 52,12D e a média de seguimento foi 15 meses. Todos os pacientes foram examinados 24h após a adaptação e com novas adaptações em 1 semana, 1 mês e depois a cada 3 meses. RESULTADOS: Todos os pacientes tiveram melhora da acuidade visual em pelo menos 2 linhas na tabela de Snellen após a adaptação da Softperm. A complicação mais freqüente foi a sensação de desconforto após algumas horas de uso da lente (29,74%) e as mais graves foram edema de córnea (5,40%) e neovascularização (5,40%). Até o final do estudo, 23 olhos (62,16%) descontinuaram o uso da Softperm e 14 olhos (37,84%) permaneceram usando-a. CONCLUSÃO: As lentes Softperm melhoraram significantemente a acuidade visual dos pacientes avaliados. As complicações ocorridas se assemelham àquelas obtidas com o estudo das lentes Saturno II em pacientes com ceratocone. Apesar disso, a lente Softperm pode ser a única alternativa possível para alguns portadores de ceratocone antes do transplante de córnea. |
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TL 100 OBJETIVO: A presentar um perfil das alterações neuro-oftalmológicas dos pacientes com Adenoma Hipofisário. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se estudo retrospectivo de 31 pacientes com adenoma hipofisário de duas instituições: Hospital da Santa Casa de São Paulo, Departamento de Neurocirurgia e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Departamento de Neurologia e Neurocirurgia. Foram incluídos os que tinham exame oftalmológico completo, campo visual e diagnóstico por neuroimagem. RESULTADOS: A faixa de idade mais comprometida é de 41 a 50 anos, a média de idade foi de 38,8 anos ± 13,4 anos. 73,1% dos pacientes tinham cefaléia e 68,4% tinham diminuição da acuidade visual. Na quase totalidade, os tumores eram macroadenomas (90,3%). 35,4% não apresentaram sintomas endócrinos. Em 61%, os discos ópticos eram normais à oftalmoscopia e o nervo motor ocular mais envolvido foi o III. Dentre os defeitos campimétricos, o defeito hemianópsico completo foi o mais freqüente (34,4%) e a assimetria foi a regra. 45,16% dos pacientes tiveram atendimento oftalmológico em outros serviços, sem diagnóstico do tumor. CONCLUSÃO: É muito importante o papel do oftalmologista na avaliação e diagnóstico das lesões da via óptica. O campo visual deve ser considerado nos casos duvidosos de diminuição de acuidade visual sem causa aparente. |
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TL 101 OBJETIVO: Prover maior interação entre oftalmologistas e profissionais de áreas afins, treinar oftalmologistas para o exame de recém-nascidos, e permitir a obtenção de importantes informações quanto as morbidades oculares da região, promovendo adequado tratamento e seguimento dos casos indicados, analisando o efeito da promoção de acesso ao serviço especializado. MÉTODOS: O projeto foi desenvolvido de forma prospectiva, através de um protocolo e organograma elaborado, em cinco etapas, por uma equipe multidisciplinar, em maternidades públicas do Estado de Pernambuco. Realizaram-se palestras em cada serviço envolvido, separadamente. Realizou-se o exame oftalmológico "in situ", com encaminhamento e tratamento dos casos de maior complexidade na sede da Fundação Altino Ventura. Pesquisou-se se a flora conjuntival do recém-nascido e a vaginal materna, em uma amostra de 25 casos. RESULTADOS: De um total de quatro maternidades contactadas três aderiram ao projeto. Para o exame dos recém-nascidos capacitaram-se 18 oftalmologistas. Examinaram-se 3.280 recém-nascidos (1601 femininos, 1679 masculinos). Em 701 casos (21,4%) detectou-se alguma anormalidade ocular ou fatores de risco. A anormalidade ocular mais freqüente foi a hemorragia retiniana (7,77%). O fator de risco para doença ocular mais prevalente foi a retinopatia da prematuridade sendo detectado 325 casos (9,91%). Encaminharam-se estes casos ao serviço especializado havendo o comparecimento de 65 pacientes (20,00%). Do total de casos que atenderam ao serviço especializado com fator de risco para a retinopatia da prematuridade, em 15 casos (23,08%) observou-se algum grau de retinopatia da prematuridade. Na pesquisa quanto à flora conjuntival do recém-nascido (50 olhos), 26,00% apresentaram pelo menos um microorganismo. Em 18 casos de mães com cultura positiva para Staphylococcus epidermides dez (40,0%) apresentaram filho com a mesma bactéria em um ou ambos os olhos. CONCLUSÃO: Os autores enfatizam o pioneirismo do projeto e ressalvam a importância do conhecimento das causas de cegueira e comprometimento visual infantil como pré-requisito para o desenvolvimento de programas preventivos. |
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TL 102 OBJETIVO: Avaliação de pacientes com Histiocitose de células de Langerhans (HCL) com localização orbitária acompanhados no Serviço de Oftalmologia para detecção da morbidade local da doença. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de seis crianças com Histiocitose de células de Langerhans e localização orbitária tratadas no Setor de órbita e de Onco-Pediatria do Hospital São Paulo nos últimos 8 anos. Foram revistas e discutidas as radiografias, o estudo anatomo-patológico, o tratamento e a evolução clínica e radiológica. RESULTADOS: Destas crianças três se apresentaram com lesão isolada da órbita, e três outras desenvolveram de início a forma poliostótica. Todas as crianças tiveram boa resposta inicial a terapêutica independente do protocolo aplicado. Houve 50% de recidivas em outras localizações. Um paciente apresentou edema papilar e baixa da visão evocando comprometimento intra-craniano, entretanto as explorações radiológicas detectaram apenas sinusopatia esfenoidal homolateral. As lesões ósseas da órbita evoluíram com processo de cicatrização de intensidade variável com reparação óssea com esclerose, espessamento e alargamento da cavidade medular.Clinicamente uma moderada exoftalmia persistiu. CONCLUSÃO: A Histiocitose de células de Langerhans é uma doença crônica, de evolução imprevisível. A órbita é comprometida com mais freqüência nas formas multifocais. A apresentação clínica com edema palpebral e proptose ocular associada aos dados radiólogicos evocam a doença. A reparação das lesões ósseas responsável de espessamento, retardo do desenvolvimento fisiológico do osso contribuem para a redução do volume orbitário induzindo proptose seqüelar. As estruturas oculares são raramente comprometidas conforme os dados da literatura. |
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Tl 103 A oftalmopatia de Graves é uma doença auto-imune crônica que afeta os tecidos orbitários através de infiltração de fibroblastos, linfócitos e macrófagos e do aumento da liberação de citocinas e glicosaminoglicans. A Colchicina é uma droga antiinflamatória que age inibindo a fagocitose, a quimiotaxia das células polimorfonucleares, além de diminuir a proliferação de fibroblastos e a produção de interleucina-1, TNF-a e moléculas de adesão. MÉTODOS: 22 pacientes com doença ativa, todos em eutiroidismo por pelo menos 3 meses foram divididos em 2 grupos similares quanto à idade, sexo e tabagismo. Os pacientes foram tratados com Colchicina (G1) ou Prednisona (G2). Eles foram monitorados com avaliação oftalmológica (Escore de atividade clínica-EAC) e ressonância magnética. Um coeficiente de intensidade de sinal (CIS) dos músculos retos foi expresso em relação com a intensidade de sinal da substância branca cerebral. RESULTADOS: Observamos uma melhora no processo inflamatório em 68% das órbitas nos dois grupos. Uma diminuição no EAC de inflamatório para estável foi observada em 72% no G1 e em 94% nos pacientes do G2, comparação entre os grupos não foi significante (p=0,12). Houve uma redução significante do CIS após o tratamento nos dois grupos. A mediana inicial do CIS no G1 foi de 1,14 e no G2 foi 1,27; após o tratamento a mediana foi de 1,07 no G1 e 0,69 no G2 respectivamente. O delta percentual entre os grupos não foi significante (p=0,22). Nenhum paciente apresentou efeitos colaterais com a Colchicina; os efeitos colaterais no G2 foram ganho de peso, edema, queixas gástricas, hirsutismo, fraqueza, depressão e alterações na pressão arterial. CONCLUSÕES: A Colchicina mostrou um efeito benéfico na fase inflamatória da OG comparável ao tratamento clássico com corticosteróides e pode ser uma nova opção no tratamento clínico, não apresentando efeitos colaterais. |
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TL 104 OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do 5-fluorouracil infiltrado na cabeça do pterígio pré-operatoriamente. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo em 25 olhos de portadores de pterígio, sendo 17 primários e 8 recidivados, submetidos à aplicação subconjuntival de 5-fluorouracil, 30 dias antes da cirurgia e avaliados nos 7º, 30º e 60º dias de pós-operatório. Observou-se a idade, sexo, sintomas, aspectos da lesão, complicação e recidiva. RESULTADOS: Dentre os pterígios primários, 11 casos eram do sexo masculino e 6 do sexo feminino, com mediana de idade de 48 anos; a maioria era do grau II, tipo involutivo e a taxa de recidiva foi de 29,41%. Dentre os recidivados, 3 eram do sexo masculino e 5 do feminino, sendo a mediana de idade de 61 anos e a taxa de recidiva foi 62,5%. Em relação às alterações oculares observadas: deiscência da sutura (17,64% nos primários e 50% nos recidivados) e hiperemia conjuntival (17,3% nos primários e 50% nos recidivados). CONCLUSÕES: O 5-FU infiltrado na cabeça do pterígio não provocou efeitos deletérios. A alta taxa de recidiva encontrada pode ser decorrente do efeito antifibroblástico do 5-FU ser transitório. Outros estudos seriam necessários para avaliar o período mais adequado para a realização da cirurgia após a infiltração da droga, visando realizar o procedimento quando a droga tivesse o seu efeito antifibrobástico máximo. |
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TL 105 OBJETIVO: Estudar prospectivamente as características clínicas, diagnóstico, resposta ao tratamento e evolução de 9 pacientes portadores de doenças vasculares do colágeno e que evoluíram com complicações oculares. MATERIAL E MÉTODO: Todos os pacientes foram atendidos no setor de doenças externas oculares e córnea da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM), e encontravam-se em acompanhamento ambulatorial no período deste estudo (jul./99-dez./00). Todos os pacientes desta série foram submetidos ao exame oftalmológico completo, avaliação clínica e reumatológica, além da avaliação laboratorial. O acompanhamento sistêmico, bem como a orientação e monitorização terapêutica foram realizados em colaboração com a disciplina de reumatologia. RESULTADOS: 55,5% dos pacientes apresentaram envolvimento ocular como principal manifestação de atividade da doença e em 44% como forma de apresentação. A doença vascular do colágeno mais freqüente foi a artrite reumatóide em 77,8% dos casos. As manifestações oculares mais freqüentes foram esclerite em 66,6%, seguida por ceratoconjuntivite seca e ceratite ulcerativa periférica em igual freqüência (55,5%). A maioria (89%) dos pacientes requereram terapia imunossupressíva para o controle do processo inflamatório ocular. CONCLUSÃO: Considerando-se a gravidade destes quadros e as complicações locais e sistêmicas associadas, é fundamental o reconhecimento destas doenças e a instituição da terapia apropriada. |