Temas Livres
Volume 64 - fascículo 4
Resumo dos Temas Livres do
XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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TL 001
MODIFICAÇÕES NA ESTRUTURA DO SEGMENTO ANTERIOR APÓS FACOEMULSIFICAÇÃO E IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR DOBRÁVEL
Frederico Augusto de Souza Pereira; Sebastião Cronemberger
Universidade Federal de Minas Gerais

OBJETIVO: Identificar quantitativamente, através da biomicroscopia ultra-sônica (UBM), as modificações na configuração do segmento anterior após a facoemulsificação por incisão corneal e implante de lente intra-ocular (LIO) dobrável no saco capsular. MÉTODOS: Vinte e um olhos de 19 pacientes com catarata senil, e sem nenhuma outra doença ocular, foram examinados através da UBM antes e 30 e 90 dias após a cirurgia. Em cada exame, foram obtidas imagens axiais da câmara anterior, e cortes radiais do seio camerular nos quadrantes superior, lateral, inferior e medial. Foram medidas as seguintes variáveis: profundidade central da câmara anterior (PCA); distância de contato iridolenticular (ILCD); ângulo iridolenticular (AIL); distância de abertura do ângulo a 250 e a 500mm do esporão escleral (AOD250 e AOD500); ângulo trabéculo-irídico (ATI); espessura da íris a 500mm do esporão escleral (EI); distância trabéculo-processo ciliar (TCPD); distância íris-processo ciliar (ICPD); distância iridozonular (IZD); ângulo iridoescleral (AIE); e ângulo esclera-processo ciliar (ACB). No pós-operatório, a profundidade da câmara anterior foi medida da córnea à LIO (PCA) e da córnea ao plano pupilar (PCA2). Todas as medidas foram realizadas duas vezes pelo mesmo observador, em dias diferentes. A média entre as duas medidas foi considerada para a análise. RESULTADOS: As variáveis EI TCPD, ICPD, IZD e ACB não sofreram alterações significativas após a cirurgia (p>0,01). A profundidade da câmara anterior aumentou em cerca de 30% após a cirurgia (aproximadamente 850mm, p< 0,001) nos dois métodos de medida utilizados (PCAxPCA, e PCAxPCA2). Observou-se aumento significativo na abertura do seio camerular, em cerca de 50% do valor inicial, nos três métodos de medidas utilizados para sua avaliação – AOD250 (p£0,002), AOD500 (p<0,001), e ATI (p£0,003). O AIE aumentou em cerca de 10° (30%) após a cirurgia (p<0,001). A ILCD e o AIL deixaram de existir após a cirurgia, exceto em dois olhos. CONCLUSÃO: Com a substituição do cristalino pela LIO, a íris movimentou-se em báscula num movimento angular de cerca de 10°, afastando-se da parede anterior da câmara anterior, aprofundando-a em aproximadamente 850mm e aumentando a abertura do seio camerular em cerca de 10°. Essas alterações podem ser de importância clínica em olhos com glaucoma de ângulo estreito, ou com seio camerular passível de oclusão.

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TL 002
COLÍRIOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES NA MANUTENÇÃO DA DILATAÇÃO PUPILAR DURANTE A CIRURGIA DE CATARATA
R. N. Tomás; L. Moraes; H. B. Silva; J. Beniz; M. Ávila
Universidade Federal de Goiás

FUNDAMENTO E OBJETIVO: Anti-inflamatórios não-hormonais, com efeito antiprostaglandínicos têm sido usados no pré-operatório de cirurgia de catarata para manutenção da midríase per operatória. Infelizmente, ainda não existe um antiprostaglandínico ideal. Este é um estudo prospectivo, randomizado, caso-controlado e duplo-cego comparando a eficácia do cetorolac de trometamina, flurbiprofeno sódico, diclofenaco sódico e um placebo, hipromelose, quanto a manutenção peroperatória da midríase. PACIENTES E MÉTODOS: Cento e dezesseis pacientes, submetidos à extração extracapsular da catarata com implantação de lente intra-ocular, foram randomicamente separados em quatro grupos, que receberam o mesmo protocolo de dilatação e de instilação dos antiprostaglandínicos. Grupo I recebeu cetorolac de trometamina; Grupo II, flurbiprofeno sódico; Grupo III, diclofenaco sódico e Grupo IV, hipromelose, o placebo. Os dados pupilares foram obtidos através de questionário objetivo proposto aos cirurgiões no início e ao final da cirurgia. RESULTADOS: O Grupo I foi significativamente diferente do placebo para a manutenção da dilatação peroperatória e dos outros três grupos para a suficiência da midríase para o início do ato cirúrgico e para a ocorrência de miose intra-operatória. Flurbiprofeno e diclofenaco não foram estatisticamente diferentes entre si e quando comparados ao placebo para os mesmos parâmetros comentados acima. CONCLUSÕES: O cetorolac demonstrou-se mais eficiente que os demais grupos nos parâmetros testados. Flurbiprofeno e diclofenaco foram melhores que o placebo em valores percentuais, sem diferença estatisticamente significante. O aumento de nossa amostra, bem como a realização de estudos multicêntricos poderão ajudar a estabelecer o papel definitivo dos anti-inflamatórios não hormonais na manutenção da midríase peroperatória.

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TL 003
AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DA CÂMARA ANTERIOR NA CIRURGIA DE FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR
Marcelo Crivellari Creppe; Silvana Artioli Schellini; Elisa Aparecida Gregório; João Lauro Vianna de Camargo; Carlos Roberto Padovani
Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP) - SP

OBJETIVO: Detectar as possíveis alterações ocorridas no endotélio corneano de coelhos, em conseqüência do uso de anestésicos na câmara anterior. MÉTODO: Foram utilizados 40 coelhos, divididos em 9 grupos (G) experimentais: G1 (grupo controle), G2 (injeção de xilocaína líquida, sacrifício após 1 hora), G3 (injeção de xilocaína líquida, sacrifício após 24 horas), G4 (injeção de xilocaína gel, sacrifício após 1 hora), G5 ( injeção de xilocaína gel, sacrifício após 24 horas), G6 (injeção do preservante do anestésico, sacrifício após 1 hora), G7 (injeção do preservante do anestésico, sacrifício após 24 horas), G8 (Injeção de xilocaína líquida sem preservante, sacrifício após 1 hora), G9 (injeção de xilocaína líquida sem preservante, sacrifício após 24 horas). Imediatamente antes do sacrifício as córneas foram avaliadas clinicamente e após o sacrifício, as córneas foram preparadas para estudo do endotélio por meio de microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. RESULTADOS: Os animais de G1, G2, G6, G7, G8 e G9 apresentaram características muito semelhantes nas avaliações clínica e ultra-estrutural. Os de G3 e G4 apresentaram leve edema e G5 mostrou-se com intenso edema corneano. CONCLUSÃO: A lidocaína a 2% com preservante, usada por via intra-camerular induz poucas alterações ultra-estruturais para as células endoteliais, podendo ser uma opção segura para a complementação da anestesia tópica na cirurgia de catarata.

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TL 004
FACO - TRABECULECTOMIA COM L.I.OS DOBRÁVEIS: RESULTADOS A LONGO PRAZO
Almir Ghiaroni; Leila Daher, Valéria Jateni; Eugenia Villani
Clínica de Olhos Almir Ghiaroni - RJ

OBJETIVO: Verificar os resultados apresentados por uma série de pacientes submetidos à faco-trabeculectomia com inserção de L.I.Os. dobráveis. MÉTODOS: Quarenta e cinco olhos de trinta e três pacientes apresentando catarata com indicação cirúrgica em uso de medicação hipotensora ocular foram submetidos à facoemulsificação associada a trabeculectomia com inserção de L.I.Os. dobráveis de silicone. As idades dos pacientes variaram de 45 a 92 anos (média = 71,3 anos) e o seguimento pós-operatório variou de 24 a 58 meses (média = 38,5 meses). RESULTADOS: A acuidade visual pré-operatória média subiu de 0,25 para 0,66 e a pressão intra-ocular pré-operatório caiu de 20,14 mm Hg para 13, 15 mm Hg. CONCLUSÃO: A técnica apresentada no presente trabalho mostrou ser uma opção válida na abordagem cirúrgica de pacientes glaucomatosos que necessitam ser submetidos à facectomia.

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TL 005
ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE DO CENTRO CIRÚRGICO AMBULATORIAL E CAUSAS DE SUSPENSÃO DE CIRURGIAS
Amaryllis Avakian; Newton Kara José
Universidade de São Paulo

OBJETIVOS: Analisar o desempenho do CCA do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e as causas de suspensão de cirurgias oftalmológicas. MÉTODOS: Foram registrados os dados referentes às cirurgias agendadas, realizadas e suspensas no CCA de outubro de 1999 a setembro de 2000 e comparação da Oftalmologia com as demais especialidades no aproveitamento do horário cirúrgico. RESULTADOS: Foram realizadas 4623 (72,64%) das 6364 cirurgias agendadas. A Oftalmologia foi responsável por 58,74% das cirurgias realizadas no CCA e suspendeu 1150 cirurgias (29,75%), contra 591 (23,66%) das outras especialidades. As principais causas de suspensão foram condição clínica desfavorável (46,17%), ausência do paciente (38,87%), não realização de exames ou avaliação pré-operatória (7,92%), totalizando (92,96%). CONCLUSÃO: O melhor controle e planejamento do agendamento cirúrgico através das medidas a serem instituídas permitirá aumentar ainda mais a produtividade do CCA realizando um maior número de cirurgias com menor custo.

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TL 006
TRATAMENTO CIRÚRGICO DA CATARATA PEDIÁTRICA
Jacqueline H. Katina; João Marelo A. G. Lyra; Charles Demo Souza; Fernando Cançado Trindade
Universidade Federal de Minas Gerais

OBJETIVO: Analisar casos de catarata pediátrica (CP) em pacientes do Serviço de Córnea e Catarata do Hospital São Geraldo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no período de junho de 1998 a setembro de 2000. MÉTODOS: Foram estudados prospectivamente 38 olhos de 32 crianças. Trinta e seis olhos (95%) apresentavam catarata congênita e dois olhos (5%) catarata traumática. A abordagem cirúrgica variou de acordo com a idade dos pacientes, que foram divididos nos seguintes grupos: Grupo I: (abaixo de 1 ano de idade): facoaspiração sem implantação de lente intra-ocular (LIO) com capsulorrexe posterior primária (CPP) e vitrectomia anterior (VA) via límbica. Grupo II: (entre 1 e 5 anos de idade): facoaspiração com implantação de LIO com CPP e VA via límbica. Grupo III: (entre 1 e 5 anos de idade): facoaspiração com implantação de LIO com CPP e VA via pars- plana. Grupo IV: (acima de 5 anos de idade): facoaspiração com implantação de LIO sem CPP e VA. Na maioria dos casos foi realizada capsulorrexe anterior e posterior (quando indicada) com radiofreqüência. RESULTADOS: LIO foi implantada em 31 olhos (81,6%), sendo que 28 (90,3%) dentro do saco capsular e 3 (9,7%) no sulco ciliar. Em 3 olhos (7,9%), não foi implantada LIO devido a ausência de condições ideais para implantação. O seguimento pós-operatório variou entre 2 e 27 meses. No grupo IV houve opacificação secundária da cápsula posterior em 57,1% dos casos (8 olhos), sendo estes submetidos a capsulotomia com yag-laser. CONCLUSÃO: A CPP e VA melhoraram o resultado cirúrgico da CP.

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TL 007
VARIAÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR DURANTE BLOQUEIO PERIBULBAR COM OU SEM VASOCONSTRICTOR: ESTUDO COMPARATIVO
Christinne Cantanhede; Fernanda Berenguer; Renata Carvalho; Ernesto Torreão; Moysés Emery Filho
Clínica Oftalmológica de Pernambuco - Recife - PE

OBJETIVOS: Avaliar a variação da pressão intra-ocular (P.o.) em pacientes submetidos à cirurgia de catarata com bloqueio peribulbar com ou sem vasoconstritor na Clínica Oftalmológica de Pernambuco. MÉTODOS: Analisou-se 52 pacientes adultos, ASA I e II, com idades entre 21 e 93 anos submetidos à cirurgia de catarata no período de outubro a dezembro de 2000, através de um estudo prospectivo, duplo cego, randomizado. Foram divididos em dois grupos: C – anestesia por bloqueio peribulbar com 5 ml de Bupivacaína 0,75% com vasoconstritor, 1 ml de lidocaína com vasoconstritor e hialuronidase 100 UTR; S – utilizou-se as mesmas drogas sem vasoconstritor. Realizou-se a técnica de dupla punção, com baroftalmo por 10 minutos em ambos os grupos. Aferição da P.o. pelo tonômetro de aplanação de Goldman antes e 15 minutos após a cirurgia. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias de P.o. nos dois grupos antes da cirurgia (p=0,72) e após a cirurgia (p=0,58). COMENTÁRIOS: Neste estudo, não se observou diferença significativa entre as P.o. pós-anestésicas nos grupos com e sem vasoconstritor.

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TL 008
COMPARAÇÃO DA EFICÁCIA DA ROPIVACAÍNA 1% QUANDO ASSOCIADA OU NÃO À HIALURONIDASE NA ANESTESIA PERIBULBAR PARA CIRURGIA DE CATARATA
Hélio Francisco Shiroma; David Leonardo Cruvinel Isaac; Efrígenes de Melo Ferreira; Vinícius Coral Ghanem; Carlos Eduardo Leite Arieta
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

OBJETIVO: Avaliar o tempo de instalação e a qualidade de anestesia peribulbar com ropivacaína 1%, quando associada ou não à hialuronidase para realização de cirurgia de catarata. MÉTODOS: Através de um ensaio clínico controlado e duplo cego, foram estudados 57 pacientes, submetidos à extração extracapsular da catarata sob anestesia peribulbar, distribuídos aleatoriamente em dois grupos. Grupo C: ropivacaína 1% com hialuronidase 100ui/ml, e Grupo S: apenas com ropivacaína 1%. Foram avaliados o tempo de instalação do bloqueio de 2 em 2 minutos, utilizando-se a acinesia pela escala da motilidade ocular de Nicoll, intensidade da dor durante o procedimento e a necessidade de complementação anestésica. O bloqueio foi considerado satisfatório quando apresentava em valor £ 3 na escala de Nicoll. RESULTADOS: O tempo médio de instalação do bloqueio no grupo C foi de 4,07 minutos (± 3,24) enquanto que no grupo S foi de 5,03 (± 3,28) não havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os dois grupos foram similares em relação a escala de dor, com ausência de dor em 57,14% no grupo C e 68,97% no grupo S. Houve necessidade de complementação em 5 casos (2 pacientes no grupo C e 3 pacientes no grupo S). Foram constatados dois casos de bradicardia intra-operatória, havendo necessidade do uso de atropina em um deles. CONCLUSÃO: A ropivacaína 1% proporcionou boa qualidade anestésica para cirurgia de catarata, apresentando discreta redução no tempo de instalação do bloqueio motor quando associado a hialuronidase 100ui/ml, porém sem diferença significativa.

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TL 009
O USO DO AZUL DE TRYPAN NA CIRURGIA DA CATARATA INFANTIL
Antonio Jordão Jr.; Erasmo Romão
Universidade de São Paulo (USP) - Ribeirão Preto

OBJETIVOS: Demonstrar a utilidade da coloração da cápsula do cristalino com Azul de Trypan a fim de facilitar a realização de capsulorrexis anterior e posterior. MÉTODOS: Onze olhos de 7 pacientes com idades entre 1 e 9 anos portadores de catarata infantil foram operados corando-se a cápsula anterior e, quando necessário, a posterior com Azul de Trypan 0,1% e se observou a facilitação ou não para realização da capsulorrexis. Os resultados foram comparados com um grupo controle com características semelhantes de idade e morfologia da catarata. RESULTADOS: Em 9 dos olhos operados onde se utilizou o corante foi possível a realização da capsulorrexis. Nos 2 olhos onde ela não foi possível encontramos alterações fibrosas na cápsula do cristalino que obrigaram o uso de tesouras para a capsulectomia. No grupo onde não se usou o corante, a capsulorrexis foi completada em 7 olhos. CONCLUSÃO: Embora a casuítica seja pequena, os resultados sugerem que o Azul de Trypan facilita a realização da capsulorrexis na cirurgia da catarata infantil.

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TL 010
PERFURAÇÃO OCULAR DURANTE ANESTeSIA PERIBULBAR EM CIRURGIA DE CATARATA
Magda M. Hata; Marciel França; Eduardo S. Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Relatar a evolução dos casos de penetração ocular em anestesia peribulbar prévia à cirurgia de catarata, ocorridos durante o período de janeiro a dezembro de 2000, analisando ainda os fatores de risco e o resultado visual final. MÉTODOS: Foram estudados retrospectivamente os prontuários dos pacientes que sofreram penetração ocular durante a injeção de anestesia peribulbar prévia à cirurgia de catarata, ocorridos durante o período de janeiro a dezembro de 2000, no Centro Cirúrgico Ambulatorial no Setor de Catarata. RESULTADOS: Do total de 5.459 cirurgias de catarata com anestesia local realizadas no período em estudo, ocorreram 3 casos de penetração ocular acidental durante a injeção peribulbar do anestésico. A idade dos pacientes variou de 51 a 89 anos e 2 dos 3 casos ocorreram no olho esquerdo de pacientes do sexo feminino. Todos os olhos possuíam comprimento axial maiores que 23 mm. Os sinais clínicos de penetração ocular foram: hipotonia ocular em todos os casos e ausência do reflexo vermelho em um caso. A acuidade visual final variou de 20/40 à ausência de percepção luminosa com phthisis bulbi. CONCLUSÃO: Concluímos que este acidente anestésico, apesar de infreqüente, deve ser sempre lembrado, para que possa ser reconhecido imediatamente, uma vez que até 43% destes casos evoluem desfavoravelmente devido ao descolamento de retina.

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TL 011
USO DE HIPOTENSORES OCULARES TÓPICOS NA PREVENÇÃO DE PICOS HIPERTENSIVOS APÓS INJEÇÃO DE VISCOELÁSTICO EM OLHOS DE COELHOS
Sérgio Luís Szpak Martins; Hamilton Moreira; Rommel Josué Zago; Otávio Siqueira Bisneto
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba - PR

OBJETIVO: Avaliar a eficácia de drogas hipotensoras oculares tópicas, para o controle de possível pico hipertensivo ocular, provocado pela presença de viscoelástico na câmara anterior. MÉTODO: Realizou-se estudo experimental em coelhos. Vinte e cinco olhos foram submetidos à injeção de 0,1 ml de hidroxipropilmetilcelulose a 2% na câmara anterior. Os olhos foram divididos em 5 grupos de acordo com o hipotensor tópico utilizado: (G1) controle – soro fisiológico 0,9%; (G2) maleato de timolol 0,5%; (G3) tartarato de brimonidina 0,2%; (G4) brinzolamida 1%; (G5) latanoprost 0,005%. Em todos os grupos, foi aferida a pressão intra-ocular imediatamente antes, e 4 horas após a injeção do viscoelático, com tonômetro tipo tonopen. Os resultados foram comparados por meio da Análise da Variância e teste paramétrico "t de Student". RESULTADOS: Quatro horas após a injeção de viscoelástico, o grupo controle apresentou valores pressóricos superiores aos demais grupos. Estatisticamente não houve diferença entre as drogas hipotensoras utilizadas. CONCLUSÃO: Demonstrou-se a eficácia das drogas hipotensoras tópicas estudadas, na redução da PIO, com presença de viscoelástico na câmara anterior.

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TL 012
IMPLANTE INTRA-OCULAR MÚLTIPLO
Virgílio Centurion; Augusto Cézar Lacava; Juan Carlos Caballero; Ricardo Barbosa Porto
Instituto de Moléstias Oculares (IMO) - SP

OBJETIVO: Avaliar os resultados de 1 ano de pós-operatório de implantes intra-oculares múltiplos em olhos com menos de 21,5mm de comprimento axial. MATERIAL E MÉTODO: Foram analisados 16 olhos de 8 pacientes, retrospectivamente, submetidos a facoemulsificação, com anestesia peribulbar e implante múltiplo de lentes de PMMA, silicone e multifocal AMO Array. RESULTADOS: A melhor acuidade visual corrigida foi de 20/30 em 50% dos olhos. A refração pós-operatória com 1 ano de seguimento esteve entre ± 0,5D em 43,75% e entre ± 1,0 dioptria em 81,3%. O índice de complicações foi de 18,77% dos olhos devido à opacificação capsular posterior. CONCLUSÃO: O implante múltiplo é uma técnica viável e segura com cirurgiões experientes, mas deve ser avaliada levando-se em conta o custo/beneficio nesses olhos.

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TL 013
RESULTADOS VISUAIS, REFRACIONAIS E COMPLICAÇÕES NOS ALTOS MÍOPES SUBMETIDOS A FACOEMULSIFICAÇÃO PARA TRATAMENTO DE CATARATA OU CIRURGIA REFRATIVA
Virgílio Centurion; Eduardo Salvia De Lucca; Augusto Cézar Lacava; Juan Carlos Caballero
Instituto de Moléstias Oculares (IMO) - SP

OBJETIVO: Comparar os resultados visuais e refracionais, assim como as complicações nos olhos de pacientes alto míopes portadores de catarata submetidos à facoemulsificação (Grupo I), com os alto míopes submetidos a extração de cristalino transparente com objetivo refrativo (Grupo II). MATERIAL E MÉTODO: O critério de inclusão foi o diâmetro axial. Consideramos alto míope medidas iguais ou maiores que 26,50mm. Todos os pacientes foram submetidos a facoemulsificação com prévio exame oftalmológico completo. No Grupo II foi realizado fotocoagulação preventiva da retina periférica 360o. RESULTADOS: O Grupo I foi constituído de 76 olhos e o Grupo II de 19 olhos. A MAVC foi de 20/40 ou melhor em 76,31% no Grupo I e 84,21% no Grupo II. A refração final esteve entre ± 0,50 dioptria em 40,79% no Grupo I e em 43,37% no Grupo II. O descolamento da retina ocorreu em 5,26% no Grupo II e em 3,94% no Grupo I. CONCLUSÃO: A cirurgia da catarata no alto míope ainda apresenta resultados inferiores aos obtidos nos olhos não míopes.

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TL 014
CATARATA POLAR POSTERIOR
Virgílio Centurion; Juan Carlos Caballero; Ricardo Barbosa Porto; Augusto Cézar Lacava
Instituto de Moléstias Oculares (IMO) - SP

OBJETIVO: Avaliar os resultados de facoemulsificação em olhos com catarata polar posterior, o índice de complicações per e pós-operatórias e a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) final. MATERIAL E MÉTODO: Estudo retrospectivo de 7 olhos com diagnóstico de catarata polar posterior submetidos a facoemulsificação e implante de lente intra-ocular. Na presença de ruptura de cápsula posterior (RCP) foi realizada vitrectomia anterior. RESULTADOS: A idade média foi de 50,5 anos e 80% eram do sexo masculino. Em 4 olhos (57,1%) ocorreu RCP, sendo que em 100% destes foi realizada vitrectomia anterior. Em 71,5% houve implante da LIO no saco capsular. A MAVC pós-operatória foi igual a 20/20 em 85,7% e 1 olho (14,2%) não obteve melhora da acuidade visual devido a ambliopia. Houve opacificação capsular em 2 olhos (28,5%) com LIO acrílica após o 1º mês pós-operatório e foram submetidos a capsulotomia com Nd:YAG laser. CONCLUSÃO: Devido às peculiaridades anatômicas deste tipo de catarata, com alto índice de complicações per-operatórias, principalmente RCP. Foi implantada a LIO em 100% dos olhos com recuperação funcional dos mesmos. A abordagem cirúrgica deve ser cuidadosa e o cirurgião deve estar atento e capacitado para resolver as complicações.

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TL 015
CAPSULORREXE COM CORANTES
Virgílio Centurion; Juan Carlos Caballero ; Sonia Marçal Porto
Instituto de Moléstias Oculares (IMO) - SP

OBJETIVO: Analisar comparativamente a utilização de dois corantes na técnica de corar a cápsula anterior para a confecção de capsulorrexe em olhos com catarata branca na ausência de reflexo vermelho. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo, consecutivo de olhos com catarata branca. Utilizamos dois corantes para corar a cápsula anterior: Azul de Metileno de 0,50% e Azul de Tripan 0,1%. Todos os pacientes foram submetidos a facoemulsificação com anestesia peribulbar. RESULTADOS: Foram estudados 14 pacientes divididos em dois grupos: Grupo I – Azul de Metileno: 6 olhos de 6 pacientes e Grupo II – Azul de Tripan: 8 olhos de 8 pacientes. A perda de células endoteliais no Grupo I foi de 22,32% e no Grupo II de 22,77%. CONCLUSÃO: Os autores acreditam que os dois corantes são extremamente úteis na confecção de uma capsulorrexe segura e reproduzível mas a preferência atual é do Azul de Tripan, por ser melhor tolerado pelo olho humano, provocando menos edema e menor reação de câmara anterior.

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TL 016
PERDA ENDOTELIAL EM NÚCLEOS DUROS: EXTRAÇÃO EXTRACAPSULAR DA CATARATA X FACOEMULSIFICAÇÃO
Simone Stumpf; Walton Nosé
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a perda endotelial em cirurgias de catarata com núcleo duro, comparando a extração extracapsular da catarata e a facoemulsificação. MÉTODOS: Estudo prospectivo, randomizado, incluindo 37 pacientes com catarata senil de núcleo muito duro que foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (19 pacientes) realizou extração extracapsular da catarata (EECC) e Grupo 2 (18 pacientes) foi submetido a facoemulsificação (FACO); em todos casos foram implantadas lentes intra-oculares no saco capsular. Exame oftalmológico completo, microscopia especular e paquimetria foram realizados no pré-operatório e com 180 dias de pós-operatório. Acuidade visual, perda endotelial e paquimetria foram estudados. RESULTADOS: Em ambos grupos ocorreu perda endotelial significativa comparando os valores pré e pós-operatórios, mas não houve diferença estatística da perda endotelial entre os grupos da EECC e FACO. A média de perda no Grupo 1 foi de 31,5% e no Grupo 2 de 33,3%. As medidas da paquimetria não tiveram diferenças significativas. CONCLUSÃO: Não houve diferença estatística na perda endotelial dos dois grupos estudados.

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TL 017
ESTUDO PROSPECTIVO DE 77 IMPLANTES DE LENTES EXPANSIVAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Lauro Augusto Costa Rebello; Guilherme Pêcego; Adalmir Morterá Dantas
Hospital Clementino Fraga Filho (HUCFF) - RJ

OBJETIVO: Descrever os resultados da facoemulsificação com implantes de lentes de acrílico expansivas com incisões em córnea clara. MÉTODO: Foram avaliados, prospectivamente: 77 implantes de LIO Acrílico expansiva (ACQUA). Foi observado as complicações: Intra-operatórias; pós-operatórias; melhor acuidade visual; pressão intra-ocular; descentração do implante e opacificação da cápsula posterior; com seguimento de 8 meses há 1 ano e 7 meses. RESULTADOS: No primeiro dia de pós-operatório 65,7% (n= 50) pacientes tiveram acuidade visual melhor que 20/40, 5,2% 20/25 ou melhor, após 2 semanas a melhor acuidade visual corrigida foi igual ou melhor a 20/40 em 72,3% (n-55) pacientes, 19,7% (n –15) melhor ou igual a 20/25. Após 6 meses 98,7% (n-76) dos casos tiveram acuidade visual melhor que 20/40. O índice de complicações intra-operatória foi de 6,4% (n-5). Dentro as complicações pós-operatórias, embora em número reduzido, a opacificação do saco capsular foi a mais encontrada. CONCLUSÃO: As lentes de acrílico expansivas tem resultado clínico semelhante às lentes dobráveis, porém não devem ser usadas em casos de ruptura de cápsula posterior. Os autores concluem que o uso da lente intra-ocular de acrílico expansiva permite resultados cirúrgicos previsíveis, é facilmente implantada pelo cirurgião, tem baixa incidência de complicações relacionada com a LIO, permitindo rápida reabilitação do paciente.

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TL 018
AVALIAÇÃO DO COMPRIMENTO AXIAL EM OLHOS COM CATARATA UTILIZANDO A BIOMETRIA ULTRA-SÔNICA E ÓPTICA
Eliana Louza Monteiro; Norma Allemann; Yara Cristina Lopes; Eduardo Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Comparar os resultados obtidos do comprimento axial nos biômetros ultra-sônico e óptico em olhos portadores de catarata. MÉTODOS: Realizou-se a mensuração do comprimento axial em 50 olhos com catarata de diferentes densidades através do biômetro ultra-sônico e do biômetro óptico (IOL Master), que realizam a medida através do som e da luz, respectivamente. Calculou-se a média aritmética, o erro-padrão e o desvio-padrão destas medidas, além do coeficiente de correlação intra-classe entre as medidas. RESULTADOS: O comprimento axial variou entre 21,50mm e 24,50mm. Foi possível realizar as medidas nos diferentes aparelhos em apenas 46 olhos. Em 4 olhos que apresentavam cataratas mais densas, não foi possível obter as medidas através do biômetro óptico. Através da análise estatística, os valores obtidos do comprimento axial nos diferentes biômetros foram semelhantes. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nos diferentes biômetros foram muito semelhantes nos olhos com comprimento axial que variam entre 21,50mm e 24,50mm. A utilização do biômetro óptico não se aplica em casos de cataratas mais densas, mas tem resultados promissores em olhos preenchidos com óleo de silicone e portadores de alta miopia.

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TL 019
ANTIOXIDANTES NÃO-ENZIMÁTICOS E O RISCO DE CATARATA SENIL
Fábio Henrique Cacho Casanova; Vanessa Vitoriano da Silva; Luiz Alberto Soares de Melo Jr.; Cristina Muccioli; Rubens Belfort Jr.; Silvia Berlanga de Moraes Barros
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Universidade de São Paulo (USP)

INTRODUÇÃO: Com o envelhecimento, os constituintes do cristalino, conhecidos como proteínas cristalinianas, são danificados e precipitam em opacidades culminando na catarata senil. Dados epidemiológicos e laboratoriais indicam que este dano pode ser devido, além de outras causas, ao acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ERO) secundárias ao processo de oxidação. Essas ERO’s são geralmente mantidas em níveis aceitáveis pelos mecanismos de defesa de antioxidação do cristalino. Esses incluem antioxidantes enzimáticos e não-enzimáticos como o ácido ascórbico. O objetivo deste estudo é avaliar a associação entre os níveis de ácido ascórbico no humor aquoso e catarata senil. PACIENTES E MÉTODOS: Foram estudados 66 pacientes com idade entre 43 e 91 anos (média de 66,7 ± 11,1 anos) divididos em 5 grupos: sem doenças sistêmicas (n=29), pacientes com hipertensão arterial (n=16), diabéticos (n=7), hipertensos e diabéticos (n=6) e fumantes (n=8). A catarata foi classificada de acordo com o grau de opacidade do cristalino. RESULTADOS: A concentração média de ácido ascórbico no humor aquoso foi de: 804,62µM (pacientes sem doenças sistêmicas); 830,85µM (pacientes com hipertensão arterial); 1088,46µM (diabéticos); 806,16µM (hipertensos e diabéticos) e 1006,33µM (fumantes). Níveis mais elevados de ácido ascórbico no humor aquoso foram encontrados no grupo dos diabéticos quando comparados ao grupo de pacientes sem doenças sistêmicas (p=0,0325) e com o grupo de pacientes hipertensos e diabéticos (p=0,0455). Considerando todos os pacientes, foi encontrada uma correlação negativa (rs= - 0,2989; p= 0,0147) entre os níveis de ácido ascórbico no humor aquoso e o estágio da catarata. CONCLUSÃO: Parece haver uma possível correlação entre ácido ascórbico e catarata senil. Como a catarata é resultado de um processo multifatorial, os resultados são sugestivos, porém inconclusivos.

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TL 020
ESTUDO DO COMPRIMENTO AXIAL EM OLHOS PSEUDOFÁCICOS DE CRIANÇAS PORTADORAS DE CATARATA BILATERAL
Marcia Beatriz Tartarella; Marinho Jorge Scarpi
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Foram estudados 50 olhos de 25 crianças portadoras de catarata bilateral, de desenvolvimento, do tipo morfológico lamelar. O estudo compreendeu a verificação das medidas do comprimento axial, pela ecobiometria, dos olhos submetidos à facectomia extra-capsular com implante de lente intra-ocular, e do olho contralateral, portador de catarata. As crianças apresentaram, na época da cirurgia, idade de 4 a 10 anos e foram acompanhadas até a indicação da cirurgia do segundo olho, por um período mínimo de 18 meses (média=23 meses). As variações das medidas, calculando-se delta percentual nos 50 olhos, na fase inicial e final do estudo, foram analisadas estatisticamente, para o estudo da alteração do comprimento axial ocular em olhos pseudofácicos. Os resultados mostraram valores significantemente menores da variação percentual do comprimento axial nos 25 olhos pseudofácicos em relação aos 25 olhos contralaterais, não operados. A acuidade visual, o tempo de acompanhamento e a medida axial inicial não influenciaram os resultados. Os olhos pseudofácicos que foram submetidos à capsulotomia posterior com laser de Nd:YAG apresentaram um delta percentual maior e estatisticamente significante. Ocorreu um aumento no comprimento axial nos olhos com catarata não operados. Os olhos pseudofácicos mantiveram um comprimento axial ocular com pequenas variações.

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TL 021
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ANESTESIA TÓPICA E PERIBULBAR DURANTE FACOEMULSIFICAÇÃO
Marcelo Vieira Netto; Renato Ambrósio Jr.; Fernando Moro; Jorge Paulo de Oliveira; Tadeu Cvintal
Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal - São Paulo - SP

OBJETIVO: Comparar a anestesia tópica com a peribulbar durante a facoemulsificação, mediante avaliação de critérios subjetivos pelo paciente. MÉTODO: Estudo prospectivo incluindo 50 pacientes submetidos a facoemulsificação bilateral, sendo um olho submetido à anestesia peribulbar e o contralateral à anestesia tópica. Em todos os casos, o mesmo cirurgião utilizou a mesma técnica cirúrgica. Um microfone foi instalado junto à mascara de oxigênio para a gravação dos comentários e ruídos emitidos pelos pacientes durante a cirurgia. Imediante após a cirurgia e no primeiro dia de pós-operatório, foi utilizado um questionário para avaliação das duas técnicas. RESULTADOS: 39 pacientes (78%) preferiram a anestesia tópica enquanto 8 (16%) não relataram qualquer preferência e 3 (6%) preferiram a anestesia peribulbar. Em relação a dor, 46 pacientes (92%) não apresentaram queixas, apesar de 33 (66%) referirem maior sensibilidade com a anestesia tópica. Dois pacientes (4%) apresentaram quemose conjuntival leve e em um único caso (2%) de complicação (perda vítrea) houve queixa de dor no pós-operatório. CONCLUSÃO: Ambas as técnicas de anestesia tópica e peribulbar foram bem toleradas pelos pacientes. Entretanto, houve significativa preferência pela anestesia tópica durante facoemulsificação, devido à excelente qualidade de visão alcançada no pós-operatório imediato.

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TL 022
ERROS REFRACIONAIS APÓS CIRURGIA DE CATARATA EM PACIENTES MÍOPES
Sandra Izecsohn; Fábio Montesano; Emanuela Toledo; Eduardo Soriano
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Analisar a incidência dos erros refracionais após a cirurgia de catarata em pacientes míopes. MÉTODOS: Um estudo retrospectivo foi desenvolvido com pacientes míopes que foram submetidos a cirurgia de catarata, de janeiro de 1999 a abril de 2000. Foram avaliados os pacientes com comprimento axial maior que 25,0 mm, relacionando os seguintes dados: sexo, idade, comprimento axial, ceratometria pré-operatória, opacidade do cristalino, tipo de cirurgia realizada e erro refracional após a cirurgia. O poder da LIO foi calculado pela fórmula SRK/T. RESULTADOS: Setenta e sete olhos de 64 pacientes foram operados, 46 das quais (71,8%) eram mulheres. A idade média foi de 60,2 anos (21 a 83). Facoemulsificação foi realizada em 46 (59,7%) dos olhos. A média de erro refracional miópico induzido foi de 0,93DE (DP= 0,99) em 25 olhos (32,5%). A média de erro hipermetrópico induzido foi de 1,22DE (DP= 1,6) em 52 olhos (67,5%). Um erro refracional final entre +1DE e -1DE da refração esperada foi obtido em 42 dos olhos (54,5%) operados. Não houve relação estatisticamente significante entre o erro refracional e o comprimento axial, a densidade do núcleo e a ceratometria pré-operatória. CONCLUSÃO: A refração final foi de +1DE a -1DE da esperada na maioria dos pacientes. O erro mais comum foi a favor da hipermetropia. A relativa grande quantidade de erros refracionais nos pacientes míopes pós cirurgia de catarata mostra a necessidade da melhoria da técnica de cálculo das LIOs.

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TL 023
PSEUDOFACIA EM CRIANÇAS
Gerson López; Juan Alzamora; Marcelo Sanso; Marcia B. Tartarella
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Determinar a relação das complicações pós-operatórias de cirurgia de catarata em crianças com implante de lente intra-ocular em relação à faixa etária, biocompatibilidade do material da lente e diâmetro da zona óptica. MATERIAL E MÉTODOS: Este é um estudo retrospectivo de 44 olhos em 42 crianças do ambulatório de catarata congênita da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, entre janeiro de 1998 e dezembro de 2000, submetidos a cirurgia de catarata com implante de lente intra-ocular. As técnicas utilizadas foram facectomia extracapsular e facoaspiração, sendo analisados idade, sexo, tipo de lente e complicações relacionados com as anteriores. O teste de Fischer e Chi 2 foram usados para a análise estatística. RESULTADOS: As crianças nas faixas etárias de 3 a 6 anos, apresentaram complicações em 80% dos casos; de 7 a 10 anos em 67% dos casos; de 11 a 14 anos em 50% e de 15 a 18 anos não apresentaram complicações. Esta diferença foi estatisticamente significativo ao aplicar teste de FISCHER (p= 0,004). As lentes intra-oculares de menor zona óptica apresentam menor taxa de complicações (p=0,15) teste de FISCHER. CONCLUSÃO: Existe uma tendência para quanto menor idade na cirurgia maior a incidência de complicações pós-operatórias.

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TL 024
A IMPORTÂNCIA DA PROFILAXIA DA INFECÇÃO NO LASIK: ESTUDO EXPERIMENTAL
Douglas Yanai; Hamilton Moreira; Sâmia Ali Wahab; Michele Agostini Buquera; Luciane Bugman Moreira
Hospital de Olhos do Paraná

OBJETIVO: O objetivo deste estudo é constatar os efeitos do uso da profilaxia medicamentosa tópica no pós-operatório do LASIK. MÉTODOS: Foram inoculados 16 olhos de 8 cobaias com Staphylococcus aureus isolados de microceratótomos e separados em 2 grupos. Um deles ficou sem medicação tópica (grupo 1) e o outro recebeu dexametasona 0,1%, ciprofloxacino 0,3% e cetorolac 0,5% tópicos por 24 horas (grupo 2). Após este período as cobaias foram sacrificadas e suas córneas enviadas para análise histopatológica e cultura bacteriana. RESULTADOS: No epitélio e no estroma corneano houve amostras com cultura positiva no grupo 1(n=5) e negativa no grupo 2. Também houve reação inflamatória estromal mais acentuada no grupo 1. No endotélio não houve diferença entre os dois grupos. CONCLUSÃO: Estes resultados sugerem que a profilaxia medicamentosa tópica tem papel importante e deve ser instituída no pós-operatório do LASIK.

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TL 025
PERFIL DE TRInTA MÉDICOS RESIDENTES DE OFTALMOLOGIA DE 14 PAÍSES DA ÁMERICA LATINA
Ana Catarina Delgado; José Luis Plaza; Armando Luis Oliver; Juan Carlos Corbera; Liana O. Ventura
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

OBJETIVO: Traçar um perfil geral de 30 médicos residentes de oftalmologia de 14 países da América Latina, que realizaram o curso básico Dr. Guillermo Picó Santiago, em Porto Rico. MÉTODO: Realizou-se um estudo transversal do tipo descritivo de médicos residentes em oftalmologia de 14 países latino-americanos que participaram do Curso Básico em oftalmologia Dr. Guillermo Picó Santiago, em Porto Rico, no período de janeiro a abril de 2000. Trinta residentes responderam, em anonimato, a um questionário, e os dados obtidos foram arquivados e analisados estatisticamente em banco de dados específico do programa EPI-INFO. RESULTADOS: A idade média dos médicos residentes foi de 29,2 anos (s=3,15). Dos 30 entrevistados, 56,7% eram do sexo feminino e 50,0% eram solteiros. Setenta e três por cento dos residentes (n=22) possuíam de três a quatro itens de consumo; 46,7% (n=14) não dominavam nenhum idioma estrangeiro e 76,7% (n=23) não realizaram estágio antes da residência. Córnea e doenças externas oculares foi a subespecialidade mais procurada com 36,7% das intenções (n=11). Encontrou-se erro refrativo em 50,0% dos médicos residentes (n=15). Vinte médicos (66,7%) submeter-se-iam à cirurgia refrativa, porém, destes, 13 (65,0%) não necessitavam de corretivo visual (p=0,01). Na amostra estudada, 66,7% (n=20) atendiam a mais de 20 pacientes por dia e 50,0% (n=15) operavam mais de cinco cirurgias por semana. CONCLUSÃO: O campo de trabalho e a qualidade de vida apresentaram forte influência na escolha da oftalmologia como especialidade. Vinte residentes afirmaram que se submeteriam à cirurgia refrativa, embora, 65,0% destes não precisassem de corretivo visual. Em várias instituições os residentes atendiam poucos pacientes e realizavam poucas cirurgias, sugerindo que melhoras nos programas de residência em alguns países na América-latina são necessárias.

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TL 026
PERFURAÇÃO CORNEANA APÓS CERATECTOMIA FOTOREFRATIVA (PRK)
Sérgio Kwitko; Diane Marinho; Rodrigo Lindenmeyer
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

OBJETIVO: Relatar 2 casos de perfuração corneana após PRK devido à ceratite infecciosa pós-operatória. MÉTODOS: Caso 1: agente etiológico: Fusarium solani. O caso evoluiu mal, com extensão da infecção às estruturas intra-oculares e desenvolvimento de endoftalmite micótica severa. Apesar da realização de ceratoplastia penetrante, facectomia, vitrectomia anterior, injeção de anti-micótico intra-vítreo, a acuidade visual final foi de percepção luminosa. Caso 2: agente etiológico: Staphylococcus epidermidis. Este caso evoluiu melhor pois, apesar da perfuração, a infecção permaneceu restrita à córnea. Após a ceratoplastia penetrante a acuidade visual foi de 20/40 com correção. DISCUSSÃO: A infecção pós-PRK tem sido descrita com maior freqüência do que após LASIK, provavelmente devido a extensa desepitelização corneana do PRK, eliminação da membrana de Bowman, uso de lente de contato terapêutica e uso prolongado de corticóide tópico. O cirurgião refrativo necessita atentar para estes fatores de risco para o desenvolvimento de infecções pós-PRK.

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TL 027
GRAU DE SATISFAÇÃO DO PACIENTE HIPERMÉTROPE SUBMETIDO a LASIK
Rodrigo Pinto Bettin; Hamilton Moreira; Sâmia Ali Wahab; Cinara Oliveira
Hospital de Olhos do Paraná

OBJETIVOS: Saber a satisfação dos pacientes hipermétropes submetidos a cirurgia refrativa, assim como os resultados da mesma. MÉTODOS: Quarenta pacientes submetidos a LASIK para correção de hipermetropia foram estudados. Idade, acuidade visual final, sexo, correção de cilindro associada, necessidade de retoque e refração final foram analisados e correlacionados com o grau de satisfação dos pacientes. RESULTADOS: Vinte e oito pacientes (70%) disseram-se satisfeitos com o procedimento. 4 pacientes (10%) disseram-se com uma satisfação regular e 8 pacientes (20%) mostraram-se insatisfeitos. A idade foi negativamente correlacionada com a satisfação (p<0,047). CONCLUSÕES: LASIK para correção cirúrgica de hipermetropia é segura, efetiva e apresenta um bom grau de satisfação entre os pacientes operados. Pacientes mais velhos devem ser selecionados com cautela para este procedimento.

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TL 028
ISOLAMENTO DE AGENTES POTENCIALMENTE PATOGÊNICOS EM MICROCERATÓTOMO
Aline Leonel Maimone; Hamilton Moreira; Sâmia Ali Wahab; Luciane Bugmann Moreira; Michele A. Buquera
Hospital Evangélico de Curitiba - PR

OBJETIVO: Estudar o potencial de contaminação pelo microceratótomo em cirurgias de LASIK (laser assisted in situ keratomileusis). MÉTODOS: O microceratótomo foi esterilizado em auto-clave ao início de cada dia. Durante oito dias seguidos, foram realizadas cultura e antibiograma de material colhido deste instrumental após várias cirurgias de LASIK. RESULTADOS: Houve desenvolvimento de Staphylococcus aureus em quatro dias e Staphylococcus epidermidis em dois dias. Em três dias não houve crescimento de microrganismos. CONCLUSÃO: Existe risco de contaminação do microceratótomo por bactérias potencialmente patogênicas, tornando-se necessária sua esterilização entre as cirurgias de LASIK.

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TL 029
COMPLICAÇÕES INTRA E PÓS-OPERATÓRIAS EM 1000 OLHOS SUBMETIDOS A LASIK
Telma Pereira; Adriana dos Santos Forseto; Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital - SP

OBJETIVO: Analisar a incidência, tipo, tratamento e evolução das complicações em LASIK. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de mil olhos submetidos a LASIK usando os microceratótomos Hansatome ou ACS e os aparelhos de Excimer Laser VISX 20/20B ou Chiron Technolas 217C. A média do equivalente esférico pré-operatório foi de -4,29 ± 3,20D. Complicações intra-operatórias e pós-operatórias precoces e tardias foram analisadas. RESULTADOS: A média do seguimento foi de 6,05 ± 6,69 meses. No intra-operatório foram encontradas 5 (0,5%)) complicações do disco relacionadas ao microceratótomo (3 discos finos, 1 buttonhole e 1 disco pequeno). As complicações pós-operatórias precoces mais freqüentes foram as dobras de disco (6,4%), seguidas dos debris na interface ((4,1%), ceratite não especifica da interface (1,1%), haze (0,4%), crescimento epitelial da interface (0,4%) e deslocamento de disco (0,3%). A maioria destes eventos relatados foram prontamente tratados alcançando bons resultados. As complicações tardias foram relacionadas com a refração, tendo sido analisados 655 olhos com o seguimento mínimo de 3 meses. Ao último exame, a média do equivalente esférico foi de -0,26 ± 0,76 D para este grupo. Oito por cento dos olhos encontravam-se hipocorrigidos acima de 1,00D; e 1,67% estavam hipercorrigidos de 1,00D ou mais. Retratamento foi necessário em 28 olhos (4,27%). Cinco casos (0,76%) perderam de 2 ou mais linhas da melhor acuidade visual corrigida. Não foram observadas outras complicações visualmente importantes. CONCLUSÕES: LASIK é um procedimento refrativo seguro e com poucas complicações.

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TL 030
LASER IN SITU CERATOMILEUSIS HIPERMETRÓPICO PÓS CeRATOTOMIA RADIAL
Cláudia Francesconi; Gustavo Victor, Regina Menon Nosé; Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar o Laser in Situ Ceratomileusis Hipermetrópico (H-LASIK) para hipermetropia induzida pós ceratotomia radial (RK). TIPO DE ESTUDO: Este é um estudo retrospectivo, não comparativo, não consecutivo. MÉTODOS: O H-LASIK foi realizado em 69 olhos de 47 pacientes que haviam sido submetidos à RK previamente. O acompanhamento médio foi de 9,4 ± 2,8 anos após a RK. Apresentamos a média do erro refrativo em equivalente esférico (EE), acuidade visual não corrigida (AVSC) e a melhor acuidade visual corrigida (AVCC) antes e depois do procedimento de H-LASIK. A segurança também foi analisada apresentando uma média de 6,57 ± 3,15 meses de seguimento. RESULTADOS: A média pré-operatória do EE era + 3,4 ± 1,6D. A média pós-operatória do EE era -0,32 ± 1,2D. 79,7% dos olhos (n=55) estavam entre ± 1,0D da emetropia, e 88% dos olhos entre ± 2,0D. A AVCC pré-operatória era 20/20 em 53,6% dos olhos (n=37) e 20/40 ou melhor em 100% dos olhos (n=69). A AVCC pós-operatória era 20/20 em 55% dos olhos (n=38) e 20/40 ou melhor em 95,6% dos olhos (n=66). A AVSC pré-operatória era 20/50 em 52 casos (75,4%), no pós-operatório era 20/20 em 13 casos (18,8%), ³ 20/40 em 45 casos (65,2%). Quatro olhos perderam 2 linhas (Snellen) de visão devido ao crescimento de epitélio na interface (n=3), e Síndrome da Areia do Sahara (n=2). Um dos olhos com Síndrome do Sahara também apresentou crescimento de epitélio na interface e necrose do flap. Treze olhos perderam 1 linha e 50 olhos mativeram ou ganharam linhas de visão (Snellen). Não houve nenhuma complicação intra-operatória além de incisão aberta (n=8) (11,4%) enquanto o flap era levantado, sem complicação futura para o paciente. Esses pacientes não perderam nenhuma linha de visão (Snellen) da sua AVCC. CONCLUSÃO: H-LASIK pode ser usado com sucesso para corrigir erros residuais de refração pós ceratotomia radial.

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TL 031
DUPLA SUTURA CIRCULAR PARA CORREÇÃO DA HIPERMETROPIA PÓS CERATOTOMIA RADIAL
Breno Barth; Gustavo Victor; Regina Aidar Menon Nosé; Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital - São Paulo - SP

OBJETIVOS: Relatar a experiência cirúrgica de 3 casos de dupla sutura circular em pacientes com hipermetropia induzida pela ceratotomia radial. CONCLUSÃO: O aumento na ceratometria média, que no pré-operatório era de 29,84 ± 3,63D e que foi medida no tempo de seguimento final em 38,04 ± 4,28D, o ganho de linhas da AVCC ocorrido em todos os pacientes, e a redução do EE que no pré-operatório que era de +7,75 ± 1,53D e diminuiu no tempo de seguimento final para -1,25 ± 1,75D, nos faz considerar que a dupla sutura é um procedimento com resultados funcionais e ópticos bastante satisfatórios, nos casos de hipermetropia pós ceratotomia radial.

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TL 032
LASER IN SITU CERATOMILEUSIS PARA HIPERMETROPIA

Walton Nosé; Breno Barth; Adriana dos Santos Forseto, Gustavo Victor; Regina Aidar Menon Nosé
Eye Clinic Day Hospital  - São Paulo - SP

OBJETIVO: Avaliar a eficácia, estabilidade, previsibilidade e segurança do Laser in situ keratomileusis para correção da hipermetropia (H-LASIK), usando um estudo retrospectivo. MÉTODOS:  O H-LASIK foi realizado em um grupo de 40 olhos, utilizando o microcerátomo Hansatome Bausch & Lomb e o excimer laser Chiron Technolas PlanoScan 217-C. A média do equivalente esférico (EE) pré-operatória foi de +2,74 ± 1,27D (mínimo + 1,00; máximo +6,25D). RESULTADOS: No 6º MPO 32 (80%) olhos estavam com EE da ametropia £ +0,50D, 38 (95%) com EE £ +1,00D, e 40 (100%) tinham EE £ +2,00D. Quanto ao ganho de linhas na melhor AVCC no 6º MPO, 25 olhos (62,50%) permaneceram com a AVCC inalterada, 7 olhos (17,5%) ganharam 1 linha de visão. 7 olhos (17,5%) perderam 1 linha de visão. Um olho (2,5%) perdeu 3 linhas na melhor AVCC. A média do EE pós-operatória no 6º MPO foi de -0,09 ± 0,48D (range -1,00 to +1,5D). CONCLUSÃO: O H-LASIK para correção da hipermetropia mostrou ser seguro efetivo, previsível e estável. Estudos com maior seguimento devem ser realizados para melhor avaliação da estabilidade deste procedimento.

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TL 033
LASIK PARA CORREÇÃO DE AMETROPIAS APÓS CIRURGIA DE CATARATA COM IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR
Adriana dos Santos Forseto; Breno Barth, Gustavo Victor; Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a eficácia, segurança e previsibilidade do excimer laser in situ keratomileusis (LASIK) na correção de erros refrativos após cirurgia de catarata e implante de LIO (LIO). MÉTODOS: Neste estudo prospectivo foram incluídos 25 olhos (21 pacientes; idade média: 57,08 ± 14,47 anos) submetidos a LASIK para correção de ametropias pós-cirurgia de catarata. As cirurgias foram realizadas com os microcerátomos Automated Corneal Shaper e Hansatome, e com os aparelhos de excimer laser VISX 20/20B e Chiron Technolas 217C. RESULTADOS: O seguimento médio após a cirurgia de LASIK foi de 12,36 ± 6,8 meses. Ao último exame pós-operatório 4 olhos (16%) apresentavam acuidade visual sem correção (AVs/c) ³ 20/20 e 22 (88%) ³ 20/40. A média do equivalente esférico (EE) apresentou uma redução de -3,32 ± 2,81 dioptrias (D) (0,50 a -14,00D) no pré-operatório para -0,12 ± 0,49D (1,00 a - 1,00D) no pós-operatório. Dezessete olhos (68%) ficaram com EE refracional dentro da faixa de ± 0,50D da ametropia, e 25 olhos (100%) entre ± 1,00D. O componente cilíndrico foi reduzido de -1,74 ± 1,72DC para -0,41 ± 0,42DC (correção média de 76,4%). Não houve perda da melhor acuidade visual corrigida. CONCLUSÃO: O LASIK mostrou-se uma técnica eficaz, segura e previsível para a correção de erros refrativos pós cirurgia de catarata.

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TL 034
CERATITE NÃO ESPECÍFICA DA INTERFACE PÓS LASER IN SITU CERATOMILEUSIS (LASIK)
Breno Barth; Adriana dos Santos Forseto; Cláudia Maria Francesconi; Milton Ruiz Alves e Walton Nosé
Eye Clinic Day Hospital - São Paulo - SP

OBJETIVOS: Relatar a ocorrência de ceratite não específica da interface (CNEI) em pacientes submetidos a laser in situ keratomileusis (LASIK) e descrever a evolução dessa entidade. TIPO DE ESTUDO: Estudo prospectivo de série de casos. PARTICIPANTES: 9 pacientes (9 olhos) que desenvolveram CNEI pós LASIK. MÉTODOS: LASIK foi realizado em 3 olhos utilizando-se o VISX 20/20 B e em 6 olhos o Chiron Technolas PlanoScan 217-C. Os pacientes foram avaliados no 1º e 7º dia de pós-operatório (PO) e no 1º, 3º, 6º mês e 1 ano de PO. VARIÁVEIS ANALISADAS: Acuidade visual com correção (AVCC) e acuidade visual sem correção (AVSC), refração subjetiva e videoceratoscopia computadorizada. RESULTADOS: A CNEI foi diagnosticada entre o 1º e 5º dia de PO, sendo classificada segundo Hatsis em grau II (1 paciente) e III (8 pacientes). Na ocasião do diagnóstico foi aumentada a freqüência de aplicação do corticóide tópico. Com 1 ano de PO todos os pacientes apresentavam AVCC de 20/25 ou melhor (5 com AVCC de 20/20). Oito pacientes evoluíram com EE hipermetrópico, e 1 paciente, EE miópico. As alterações da topografia corneana representadas por astigmatismo irregular e descentralização, reduziram-se durante o seguimento dos pacientes. CONCLUSÃO: O diagnóstico precoce favorecido pelo exame biomicroscópico no 1º PO e a intensificação de corticoterapia tópica pode ter contribuído para atenuação de seqüelas relacionadas à CNEI.

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TL 035
EXAME DE LÂMINAS UTILIZADAS NA CERATOMILEUSIS IN SITU ATRAVÉS DA MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA
Francisco Seixas Soares; Maria Cristina Nishiwaki Dantas; Ralph Cohen; Guilherme Lima Palácio; Paulo Elias Correa Dantas
Santa Casa de São Paulo - SP

OBJETIVO: Estudo da lâmina do microceratótomo utilizada na ceratomileusis in situ, através da Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), e estabelecimento de possíveis relações entre sua utilização seriada com regularidade da superfície, denteamento da superfície cortante, presença de material metálico, presença de material estranho e presença de substâncias orgânicas. MÉTODO: Análise de 25 lâminas cirúrgicas AccuGlide®, divididas em 3 grupos: - Grupo 1: Cinco lâminas novas e sem uso; - Grupo 2: Dez lâminas utilizadas duas vezes; - Grupo 3: Dez lâminas utilizadas quatro vezes. Cada lâmina foi analisada em quatro pontos aleatórios, dois centrais e dois periféricos, com aumentos de 50, 350 e 1000 vezes. RESULTADOS: Não foram observados presença de material metálico, corpo estranho e denteamento da superfície cortante em nenhuma lâmina observada. Irregularidade da superfície e material orgânico não foram observados nas lâminas sem uso (Grupo 1). Irregularidades das superfícies e material orgânico foram observados em todas as lâminas reutilizadas (Grupo 2 e 3). CONCLUSÃO: Nossos resultados não demonstram alterações do material metálico após reutilização da Lâmina do microceratótomo até quatro vezes. Por outro lado, observamos a presença de material orgânico nas lâminas reutilizadas, o que poderia representar possível fator etiológico de complicações pós-operatório.

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