PAINÉIS
Volume 64 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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P 106
RELATO DE UM CASO DE CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DAS VIAS LACRIMAIS
Cristiana Pace Silva de Assis; Célio Sérgio Guimarães Ferreira; Daniela Mundim Ricciardi; Gustavo Heleno de Albuquerque Temponi; Moisés Salgado Pedrosa
Santa Casa de Belo Horizonte - MG

É relatado um caso raro de carcinoma das vias lacrimais com aproximadamente cinco meses de evolução. Discutiremos as queixas, sintomas, condutas, a evolução do quadro dessa paciente e o comportamento da lesão em questão. Faremos uma revisão da fisiopatologia e dos achados oculares nessa lesão.

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P 107
CARCINOMA ADENÓIDE CÍSTICO EM SACO LACRIMAL - RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA
Luciana Scapucin; Carlos Roberto Ballin; Tatiana Flores Ferreira; Jorge Sérgio Reis Filho; Ana Tereza Ramos Moreira
Universidade Federal do Paraná

Carcinoma adenóide cístico é o tumor maligno mais comum das glândulas lacrimais e salivares menores. As ocorrências dessa patologia no sistema de drenagem lacrimal são extremamente raras. OBJETIVO: Relatar caso de carcinoma adenóide cístico de saco lacrimal. MÉTODO: Relato de caso de paciente do sexo feminino, 60 anos com massa endurecida em canto ínfero-medial da órbita direita que histologicamente resultou ser carcinoma adenóide cístico de saco lacrimal, sem contudo haver comprometimento da glândula lacrimal. Após extirpação cirúrgica radical, radioterapia foi realizada. CONCLUSÃO: Carcinoma adenóide cístico deve ser considerado como diagnóstico diferencial dos tumores envolvendo o aparelho lacrimal em seus vários níveis. Os autores também realizam revisão da literatura.

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P 108
CANALICULITE POR ACTINOMYCES ISRAELII: RELATO DE UM CASO
Carlos Gustavo M. G. Lima; João Carlos B. Veloso; Isabella A. O. Torres; Luiz Antônio Trigueiro; Marconi Mahon
Fundação Altino Ventura - PE

OBJETIVO: Descrever o quadro clínico de um paciente com canaliculite por Actinomyces israelii e discutir as suas principais características clínicas, assim como o seu manejo terapêutico. RELATO DE CASO: Paciente de 68 anos, sexo masculino, com história de conjuntivite crônica unilateral, rebelde ao tratamento clínico. Ao exame clínico inicial apresentava, edema e hiperemia em canto medial da pálpebra inferior esquerda, dilatação e edema do ponto lacrimal inferior, havendo drenagem de secreção mucopurulenta por este, à expressão do saco lacrimal. O exame bacteriológico do material colhido foi positivo para o Actinomyces israelii, tendo sido instituído o tratamento cirúrgico. DISCUSSÃO: A canaliculite por Actinomyces israelii, é uma afecção ocular rara, porém com um quadro clínico típico. Os autores ressaltam a grande freqüência com que esta doença é mal diagnosticada e conduzida, levando na maioria das vezes a insucessos terapêuticos e retorno dos sintomas.

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P 109
PSEUDO-DACRIOCISTITE COMO COMPLICAÇÃO DO USO DO TUBO DE LESTER-JONES – RELATO DE CASO
Claudia Akemi Shiratori; Silvana Artioli Schellini; Emanuel Celice Castilho; Márcio Nakanishi
Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Botucatu - SP

OBJETIVO: Relatar o caso de uma criança portadora de agenesia congênita de via lacrimal excretora, na qual se utilizou o tubo de Lester-Jones e que evoluiu com uma complicação rara, a pseudo-dacriocistite. RELATO DE CASO: Paciente com agenesia congênita de ponto e canalículo inferior à direita e ausência de pontos e canalículos do lado esquerdo, submetida à conjuntivorinostomia com colocação do tubo de Lester-Jones. A paciente apresentou quadros de celulite de pálpebra secundários à etmoidite (pseudo-dacriocistite), havendo resolução do problema apenas depois da remoção do tubo e a realização de etmoidectomia. COMENTÁRIOS: Os autores chamam a atenção para a possibilidade de inflamações do seio etmoidal após cirurgias da via lacrimal excretora.

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P 110
PERFIL LIPÍDICO EM PACIENTES COM XANTELASMA E SUA RELAÇÃO COM RISCO DE ATEROSCLEROSE
Roberto Anbar; Giovanna Anusca dos Santos Firmo; Cíntia Gomes Galvão; Renata Sílvia Magalhães; Sílvia Prado Smit Kitadai
Universidade Santo Amaro (UNISA) – São Paulo - SP

O xantelasma palpebral é o tipo mais comum de xantoma. Seu significado clínico se resume em ser um importante sinal sugestivo de um risco aumentado de aterosclerose. O objetivo do estudo é analisar a prevalência e os tipos de dislipidemia associados ao xantelasma; além de tentar estabelecer, nos casos normolipidêmicos, sua relação com HDL. Foram analisadas as medidas das variáveis lipídicas, como o colesterol total (CT), triglicérides, HDL, LDL e VLDL; além dos valores dos índices de Castelli I e Castelli II. Também foi observada a diferença entre a prevalência de xantelasma no sexo masculino e feminino. Assim, concluímos que o xantelasma parece estar associado com as anormalidades quantitativas e qualitativas do metabolismo lipídico, favorecendo desta forma o depósito deste tanto na pele como na parede arterial.

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P 111
XANTOGRANULOMA ORBITÁRIO ISOLADO: RELATO DE CASO E ABORDAGEM TERAPÊUTICA
Nara Lúcie Dias Guimarães; Roberto Murillo Limongi de Souza Carvalho; Humberto Borges da Silva; Arthur Limongi de Souza Carvalho; Marcos Ávila
Universidade Federal de Goiás

Apresentamos, no melhor do nosso conhecimento, o primeiro caso no Brasil de xantogranuloma orbitário isolado, bilateral, sem envolvimento sistêmico, confirmado clínica e histopatologicamente. A ressecção cirúrgica das lesões propiciou melhora da estética facial e correção funcional da ptose.

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P 112
SERVIÇO DE PLÁSTICA OCULAR NA UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO (UNISA) – ATENDIMENTO ESPECIALIZADO EM REGIÃO CARENTE DA ZONA SUL DA CIDADE DE SÃO PAULO
André Luís Borba da Silva; Fábio Rogério Righetti; Cíntia Gomes Galvão
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - São Paulo - SP

A Universidade de Santo Amaro encontra-se na região sul da cidade de São Paulo, onde a população é bastante carente e depende de seu atendimento médico. O objetivo deste trabalho é estudar o perfil dos pacientes com afecções relacionadas à área de Plástica Ocular na Universidade de Santo Amaro e sua importância na comunidade. O exercício da medicina em um centro de saúde na periferia de São Paulo mostra a situação precária do atendimento oftalmológico à população idosa e pobre. Observa-se o grande impacto produzido na qualidade de vida desta população quando se oferece a possibilidade do atendimento especializado adequado.

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P 113
ESTUDO DE CIRURGIAS EM CENTRO CIRÚRGICO AMBULATORIAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO – ANÁLISE DO NÚMERO E DAS CAUSAS DE SUSPENSÃO
Ivana Cardoso Pereira; Maria Rosa Bet de Moraes Silva; Marcília R. C. Bonacordi Gonçalves; Silvana Artioli Schellini
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

O número de cirurgias ambulatoriais vem crescendo muito, pelas vantagens oferecidas tanto para o paciente quanto para os órgãos de saúde. Estudos que visem a otimização destes locais são raros, mas são fundamentais para que a cirurgia ambulatorial possa crescer cada vez mais. OBJETIVO: Analisar o número e as causas de suspensão de cirurgias no Centro Cirúrgico Ambulatorial do HC de Botucatu–UNESP e compará-lo com estudo anterior. MATERIAL E MÉTODOS: Foram coletados dados referentes às cirurgias agendadas, realizadas e suspensas no C.C.A.-HC-UNESP, além de dados dos pacientes que tiveram as cirurgias suspensas, no período de março de 1998 a março de 2000. As causas de suspensão foram classificadas em: não comparecimento, ordem médica, falta de condições clínicas do paciente, falta de horário, erro diagnóstico, ausência médica, problema administrativo, recusa do paciente, realizada em outro lugar e em prol de outra. A causa de suspensão foi correlacionada com especialidade, idade, sexo, estado civil, profissão, escolaridade, procedência e zona de moradia. RESULTADOS: No período estudado, foram agendadas 9470 cirurgias, das quais foram realizadas 7343 (77,53%), 1158 (12,23%) foram suspensas e 969 (10,24%) foram realizadas em um outro momento. A Oftalmologia foi responsável por 32,45% de todas as cirurgias agendadas e realizou 82,94% destas. As principais causas de suspensão das cirurgias oftalmológicas (363 cirurgias suspensas) foram: não comparecimento (44,35%), falta de horário (17,08%), ordem médica (12,95%) e falta de condições clínicas (12,67%). Em relação às outras especialidades, foram encontradas proporções bastante semelhantes. CONCLUSÕES: Foram suspensas 12,23% de todas as cirurgias agendadas e 11,81% das cirurgias oftalmológicas; houve redução da porcentagem de suspensões, em relação ao estudo anterior, em todas as especialidades (de 21,6% para 12,23%) e nas cirurgias oftalmológicas (de 15,3% para 11,81%); houve mudança das causas de suspensão com o tempo; o não comparecimento (principal causa de suspensão) não teve correlação com a idade, sexo, escolaridade, estado civil, profissão, procedência e zona de moradia.

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P 114
AVALIAÇÃO DOS PACIENTES COM COMPLICAÇÕES TRACOMATOSAS DA PÁLPEBRA NA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU
Érika Hoyama; Lucieni Barbarini Ferraz; Silvana Artioli Schellini; Carlos Alberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar as alterações palpebrais e os tratamentos realizados nos portadores de tracoma com alterações palpebrais, atendidos na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) – UNESP. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo em 65 pacientes (115 olhos), portadores de tracoma com alterações palpebrais, atendidos no Ambulatório de Plástica Ocular da FMB – UNESP, avaliando-se a idade, sexo, diagnóstico e tratamento. Os resultados foram submetidos a análise estatística. RESULTADOS: Houve predomínio da faixa etária entre 41-59 anos (67%) e do sexo feminino (61%). A alteração palpebral mais freqüente foi o entrópio (55%) e o tratamento mais utilizado foi a Rotação Marginal via anterior (54%). CONCLUSÃO: Uma vez que o tracoma pode levar a cegueira devido ao seu caráter insidioso, progressivo e lento, avaliações oftalmológicas cuidadosas são necessárias para a detecção precoce e o tratamento dos portadores dessa doença infecciosa.

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P 115
PREVENÇÃO DA CEGUEIRA NA INFÂNCIA NO MUNICÍPIO DE PIRACICABA (SP)
Paulo Gaiotto; Silvana Artioli Schellini; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Relatar o desenvolvimento da campanha de saúde ocular na população infantil da cidade de Piracicaba que foi subsidiada pela iniciativa privada. MÉTODO: Foram avaliadas 11.006 crianças de 7 a 14 anos de idade, no ano de 2000, na cidade de Piracicaba. Por meio do teste de Snellen foram triadas as crianças para exame oftalmológico completo. O exame, assim como os óculos foram custeados por uma indústria do município. RESULTADOS: 18,4% da população avaliada foi encaminhada para exame oftalmológico, a maioria das crianças com idade entre 7 e 8 anos. Constatou-se: hipermetropia em 75,4%, astigmatismo em 15,6% e miopia em 5,2%. 2,7% das crianças eram portadoras de ambliopia. CONCLUSÃO: As alterações observadas são semelhantes a outros estudos brasileiros. Os autores realçam a importância das campanhas de prevenção da cegueira com a participação da iniciativa privada, frisando que as mesmas vão alterar os índices de cegueira no país.

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P 116
ATENDIMENTO OFTAlMOLÓGICO NO SISTEMA PÚBLICO DE ENSINO EM GOIÂNIA – PROJETO BOA VISÃO
Adriano J. M. Rodovalho; Marcelo G. B. Rêgo; André A. A. Rocha; João J. Nassaralla Jr.
Instituto de Olhos de Goiânia - Goiânia - GO

OBJETIVO: Os autores apresentam uma avaliação estatística de cinco anos do Projeto Boa Visão, correspondente ao período outubro de 1995 a dezembro de 2000. MÉTODOS: Foram triados nesse período 94.583 escolares das escolas públicas municipais de Goiânia e, destes, 15.252 (16,12%) foram selecionados para exame oftalmológico na unidade volante do Projeto. RESULTADOS: Foi realizada análise descritiva dos achados da acuidade visual, refratometria, biomicroscopia, fundoscopia e paralelismo ocular. Foram prescritos 6.290 óculos e realizadas 127 cirurgias. CONCLUSÃO: O número de alunos examinados, procedimentos cirúrgicos, exames complementares e correções prescritas comprovam a importância do diagnóstico de patologias oculares na prevenção da cegueira e melhora na qualidade de vida, sobretudo na infância.

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P 117
PERFIL AMBULATORIAL DO PACIENTE OFTALMOLÓGICO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO – 1999
Anderson Gustavo Teixeira Pinto; Andressa de Ávila Gomes Carneiro; Maira Rangel Roale; Fábio Massaiti Tokunaga; Carlos Alberto Dias Marino
Universidade Severino Sombra - Vassouras - RJ

INTRODUÇÃO: Os autores realizaram um estudo estatístico na intenção de fazer o perfil ambulatorial dos pacientes atendidos no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Sul-Fluminense (HUSF), durante o período de um ano. OBJETIVO: O referido trabalho terá como objetivo traçar o perfil ambulatorial dos pacientes atendidos no Serviço de Oftalmologia do HUSF. METODOLOGIA: Esta pesquisa abrangeu o período de 1 de janeiro de 1999 a 31 de dezembro de 1999, colhendo dados dos prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório do HUSF. Os achados clínicos encontrados tanto na anamnese quanto no exame clínico foram analisados e a partir daí foi traçado o perfil. Dados considerados: Idade, cor, sexo, naturalidade, origem e endereço, queixa principal, história oftalmológica pregressa, história oftalmológica familiar, diagnóstico, tratamento, procedimentos realizados e conduta. CONCLUSÃO: Com os resultados obtidos na análise dos diversos dados foi possível traçar o perfil do paciente atendido no serviço: sexo feminino, cor branca, 41 a 50 anos e origem de Vassouras. Sendo a queixa principal mais freqüente a diminuição da AV, catarata a patologia com a maior indicação cirúrgica realizadas no serviço e o tratamento proposto com maior freqüência foi a prescrição de óculos.

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P 118
CAMPANHA DE CATARATA 2000 - PARTICIPAÇÃO DA CLÍNICA OFTALMOLÓGICA TEIXEIRA PINTO, BRASÍLIA - DF
Anderson Gustavo Teixeira Pinto; Francisco Teixeira Pinto; Juscelino Kubitschek de Oliveira; Jacília Fátima Teixeira Pinto; Renata Teixeira Pinto
Clínica Oftalmológica Teixeira Pinto - Brasília - DF

INTRODUÇÃO: A Catarata é a principal causa de cegueira no Brasil e a incidência de casos é maior do que o número de cirurgias realizadas anualmente. Considerando o sucesso obtido em 1999 foi determinada a continuação em 2000 da Campanha Nacional da Catarata. A Clínica Oftalmológica Teixeira Pinto (COTP), sediada em Brasília-DF, uma entidade particular, foi convidada a participar desta Campanha em novembro de 2000 realizando 187 cirurgias neste período. OBJETIVO: O trabalho procura analisar o perfil dos pacientes, os exames realizados e resultados dos pacientes operados no serviço acima citado. MATERIAL E MÉTODOS: Os pacientes foram encaminhados através da Secretária de Saúde do Governo do Distrito Federal. Depois de realizada a consulta, somente aqueles pacientes portadores de catarata eram submetidos a cirurgias. A coleta de dados foi feita por meio da análise do protocolo de identificação e do prontuário dos pacientes. Dados considerados: idade, sexo, origem e endereço, naturalidade, ocupação atual, tempo de espera para a cirurgia, se já foi submetido anteriormente à cirurgia de catarata, acuidade visual, fundoscopia, biometria e tipo de cirurgia realizada. Dados considerados somente para pacientes operados. RESULTADOS: De um total de 500 pacientes examinados, 236 pacientes foi diagnosticado catarata, em 112 pacientes foi diagnosticado outra patologia e 152 pacientes faltaram a primeira consulta. Foram realizadas 187 cirurgias em 138 pacientes no período de novembro e dezembro de 2000. 49 pacientes operaram os dois olhos no serviço neste período de tempo. CONCLUSÃO: É de grande importância a participação de clínicas particulares nestas campanhas nacionais, mas também é necessário uma melhor organização estrutural para evitar uma sobrecarga de trabalhos destas entidades. Pode-se resolver isso iniciando a participação destas clínicas no início do ano.

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P 119
AFECÇÕES OCULARES NA CAMPANHA OLHO NO OLHO NO AMBULATÓRIO DE OFTALMOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA NO ANO DE 2000
Rogério Neri Shinsato; José A. A. Ottaiano; RosanaTeresa A. L. Martin; Luciana Ottaiano Cerântola; Claudia de Paula Faria
Faculdade de Medicina de Marília - SP

OBJETIVO: Identificar afecções oculares nas crianças da Campanha Olho no Olho no Município de Marília. MÉTODO: Avaliou-se 3950 escolares e pré-escolares com idade de 3 a 9 anos, nos meses de março a junho de 2000, e 229 foram encaminhados para exame oftalmológico. RESULTADOS: Encontrou-se as seguintes alterações nas 229 crianças examinadas: 9,6% de estrabismo, 7,42% de ambliopia, 4,37% de blefarite, 3,93% de conjuntivite alérgica e 1,31% de alterações do segmento posterior. CONCLUSÃO: Ressalta-se a importância de campanhas oftalmológicas entre crianças como forma de identificar e tratar problemas oftalmológicas.

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P 120
AMETROPIAS NA CAMPANHA "OLHO NO OLHO" EM MARÍLIA
Luciana Ottaiano Cerântola; José A. A. Ottaiano; Juliana Alves Lois; Antonio Carlos de F. Filho; Marcus Diego R. Monteiro
Faculdade de Medicina de Marília

OBJETIVO: Identificar as ametropias nas crianças da Campanha Olho no Olho no Município de Marília. MÉTODOS: Avaliou-se 3950 crianças de 3 a 9 anos no período de março a junho de 2000, no Município de Marília. Selecionou-se 418 crianças sendo que 229 compareceram para o exame oftalmológico. RESULTADOS: Observou-se que das 229 crianças examinadas, 24,89% apresentavam queixa de baixa acuidade visual e 20,08% queixa de astenopia. Detectou-se a presença de ametropias em 38,56% dos escolares examinados. O astigmatismo hipermetrópico composto foi o tipo de ametropia mais freqüente com 13% dos casos. A queixa de astenopia apresentou associação estatisticamente significativa com o astigmatismo hipermetrópico composto (p=0,04). CONCLUSÃO: Ressalta-se a importância de campanhas entre crianças como forma de identificar e tratar problemas oftalmológicos.

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P 121
ANÁLISE, ATRAVÉS DA ANGIOFLUORESCEINOGRAFIA, DAS ALTERAÇÕES VASCULARES RETINIANAS EM PACIENTES FALCÊMICOS COM TORTUOSIDADES VASCULARES À OFTALMOSCOPIA
Ana Maria Omena Brêda; Michel Moreira Leite; Helder Viana Santana; Rosana Quintella Brandão Vilela; Arthur Guttenberg Brêda
Universidade Federal de Alagoas

A Doença Falciforme (DF) é a afecção genética mais comum no Brasil. As alterações oculares são sutis e podem ocorrer sem provocar sintomas, porém sua progressão para formas avançadas de retinopatia leva à cegueira. Este estudo analisa por meio da angiofluoresceinografia, as alterações vasculares retinianas em pacientes com DF que apresentaram tortuosidades vasculares (TV) ao exame clínico oftalmológico. Dezenove pacientes com DF e sem queixas oculares, selecionados aleatoriamente, a partir de um total de 38 pacientes com DF que apresentaram TV à oftalmoscopia, acompanhados pelo Serviço de Hematologia do HU/UFAL, no período de agosto de 1998 a agosto de 1999 foram estudados prospectiva e continuadamente. Sete (36,8%) tinham até 10 anos de idade, 7 (36,8%) entre 11 e 20 anos, 2 (10,6%) entre 21 e 30 anos e 3 (15,8%), mais de 30 anos. Onze pacientes (57,9%) eram do sexo masculino. Dezessete pacientes (89,4%) tinham anemia falciforme (HbSS) e 2 (10,6%) tinham associação com hemoglobinopatia C (HbSC). A angiofluoresceinografia evidenciou alterações vasculares retinianas em 47,3% dos casos. Houve isquemia em 21% dos pacientes; microaneurismas em 15,7%; ingurgitamento venoso em 15,7%; membrana epiretiniana em 15,7% e em 1 caso (5,2%), explosão solar negra. Dos casos de isquemia retiniana, 75% (3/4) tinham entre 11 e 20 anos de idade e outras alterações retinianas associadas; todos apresentavam TV mais acentuadas (moderadas e intensas). Não foi encontrado nenhum caso de retinopatia proliferativa. Todos que apresentaram isquemia retiniana, mesmo assintomáticos, tinham, ao exame clínico oftalmológico, TV mais acentuadas. Observa-se a importância do acompanhamento oftalmológico, possibilitando um diagnóstico precoce e tratamento adequado, prevenindo a retinopatia proliferativa e suas complicações.

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P 122
ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DO PROJETO CATARATA NA REGIÃO DE SOROCABA - SP
Juliano Vasconcelos Coatti; Arley Gelmini Júnior; Carlos Ricardo Ramos; Karen Miyuki Kubokawa; Paulo Elias Corrêa Dantas
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

OBJETIVO: Determinar os aspectos demográficos do Projeto Catarata realizado no Hospital Oftalmológico de Sorocaba durante o ano de 1.999. MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisados prontuários de pacientes do Projeto Catarata da região de Sorocaba com relação aos aspectos demográficos. RESULTADOS: Os pacientes eram provenientes de 30 municípios da região de Sorocaba. O número de pacientes de cada cidade diminuiu a medida que a distância entre seu município e a localidade de Sorocaba aumentava. Cinqüenta e sete por cento dos pacientes apresentavam visão pior que 0,5 com a melhor correção óptica. CONCLUSÃO: A distância é importante barreira ao acesso a locais que realizam o Projeto Catarata, o que torna fundamental a participação governamental em sua superação. A diminuição significativa da acuidade visual por catarata na população de baixa renda ainda é muito grande, necessitando de esforços concentrados para seu controle.

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P 123
ESTUDO DAS FUNÇÕES DE FIXAÇÃO E SEGUIMENTO VISUAL EM LACTENTES DE BAIXO PESO AO NASCIMENTO: ESTUDO PILOTO
Heloisa G. R. Gardon Gagliardo; Solange G. Ravanini; Vanda M. Gimenes Gonçalves
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

O presente estudo teve como objetivo, investigar as funções de fixação e seguimento visual em lactentes de baixo peso ao nascimento no primeiro mês de vida. Os sujeitos foram selecionados no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM – UNICAMP), nas primeiras 24 horas após o nascimento. Na seleção dos sujeitos foi utilizado um Roteiro de Anamnese para levantamento de indicadores de risco para lesão neurológica, previamente elaborado. Incluiu-se 25 recém-nascidos que preencheram os critérios de inclusão. Para avaliação dos lactentes utilizou-se as Escalas Bayley de Desenvolvimento Infantil (BSDI-II), considerando-se os setores mental e motor. Para a investigação das funções visuais, selecionou-se provas do setor mental das BSDI-II, que avaliam especificamente essas funções. Na análise estatística utilizou-se o banco de dados do Programa Computacional EPI-INFO 6.04. Neste estudo preliminar realizou-se o cálculo de porcentagens. Os resultados encontrados demonstraram que a freqüência de respostas quanto às funções de fixação e seguimento visual é menor em lactentes de baixo peso ao nascimento quando comparados com lactentes a termo. Os resultados sugerem a importância do seguimento longitudinal para a detecção precoce e prevenção de futuras alterações.

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P 124
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DEMANDA DA EMERGÊNCIA DO HOSPITAL DE OLHOS LEIRIA DE ANDRADE – FORTALEZA – CE
Éder Aragão Neves; Giordano Bruno Silva Siqueira; Gustavo Barros de Macedo; Leiria de Andrade Neto; Silvane Lara Almeida Silva Siqueira
Hospital de Olhos Leiria de Andrade - Fortaleza - CE

OBJETIVO: Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos num serviço de emergência em Fortaleza-CE. MÉTODOS: Foram analisados, prospectivamente 793 pacientes que procuraram o serviço de pronto-atendimento oftalmológico no Hospital de Olhos Leiria de Andrade, no período compreendido entre agosto e dezembro de 2000. RESULTADOS: Houve predomínio de indivíduos do sexo masculino (58,3%) e da faixa etária dos 20 – 40 anos (61%). As causas mais freqüentes da procura ao serviço de emergência foram ceratoconjuntivite infecciosa (21,43%) seguida por corpo estranho (19,67%) e trauma ocular (16,26%). As profissões predominantes foram de dona-de-casa (16,14%), estudantes (13,49%) e pedreiros (8,95%). CONCLUSÕES: Os autores enfatizam a grande importância da existência de serviços que prestem atendimento emergencial ocular como forma de proteger a saúde ocular e optimizar os recursos de nossa sociedade.

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P 125
AVALIAÇÃO SOBRE NOÇÕES DE PREVENÇÃO DE AMBLIOPIA ENTRE PAIS DE ALUNOS E PROFESSORES DE COLÉGIO DE APLICAÇÃO DE UNIVERSIDADE COM FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE SAÚDE
José Fernando Barandas; Débora Cristina Esquerdo Costa; Priscila Lopes Miranda da Conceição Santos; Gabriela Araújo Carvalho
Santa Casa do Rio de Janeiro - RJ

Avaliar se professores e responsáveis pelos alunos de colégio de aplicação inserido em uma Universidade com diversos cursos de graduação na área de saúde, possuem informações básicas que permitam ações primárias e secundárias de prevenção de ambliopia. O método empregado consistiu na elaboração de um questionário aplicado aos professores do ensino fundamental, e outro direcionado aos pais destes alunos do Colégio Piedade da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Os resultados das respostas dos professores demonstraram que mesmo sendo experientes (mais de 5 anos na profissão) e com formação superior (apenas 7 dos 19 não possuíam), a maioria desconhecia a ambliopia e que apesar de considerarem necessária avaliação oftalmológica, tendem a aguardar que existam queixas e com tendência a exames só após o primeiro ano. Entre os pais, de boa escolaridade, existe tendência à mesma postura sem no entanto aguardar o aparecimento de sintomatologia visual. Conclui-se que apesar dos componentes desta comunidade considerarem importante a avaliação visual da criança, não possuem informações adequadas que permitam ações preventivas efetivas, mesmo inseridas em ambiente universitário.

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P 126
TRAUMA PALPEBRAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Fernando Gonçalves; Ana Carolina Pasquini Raiza; Silvana Artioli Schellini; Amélia Kamegasawa; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar aspectos do trauma palpebral em um Hospital Universitário. MÉTODO: Foi feito estudo retrospectivo em portadores de trauma palpebral, atendidos no Pronto-Socorro da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – no período entre 1995 e 2000, avaliando-se aleatóriamente 206 prontuários de portadores de trauma palpebral, estudando-se: a idade, o sexo, a data, o horário e o local de atendimento, a queixa, o exame óculo-palpebral, o lado do trauma, a pálpebra afetada, o tipo e a causa do trauma, a conduta tomada e se houve necessidade de acompanhamento médico pós-trauma. RESULTADOS: Os traumas aconteceram mais em homens, na faixa etária de 20 a 40 anos, principalmente durante a noite. Os traumas mais prevalentes foram os contusos e os penetrantes, sendo a causa mais comum os acidentes automobilísticos. A maioria dos pacientes teve tratamento clínico. CONCLUSÃO: O trauma palpebral em nossa região tem características próprias do local; os autores chamam a atenção para o uso de uma classificação uniforme e de se adotar medidas preventivas eficientes.

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P 127
PERFIL AMBULATORIAL DO PACIENTE OFTALMOLÓGICO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - 2000
Anderson Gustavo Teixeira Pinto; Fábio Massaiti Tokunaga; Ricardo Eizi Tokunaga; Diana Linhares Lins Peixoto; Maira Rangel Roale
Universidade Severino Sombra – Vassouras – RJ

INTRODUÇÃO: Os autores realizaram um estudo estatístico na intenção de fazer o perfil ambulatorial dos pacientes atendidos no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Sul-Fluminense (HUSF), durante o período de um ano. OBJETIVO: Traçar o perfil ambulatorial dos pacientes atendidos no Serviço de Oftalmologia do HUSF. METODOLOGIA: Esta pesquisa abrangeu o período de 1 de janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2000, colhendo dados dos prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório do HUSF. Os achados clínicos encontrados tanto na anamnese quanto no exame clínico foram analisados e a partir daí foi traçado o perfil. Dados considerados: Idade, cor, sexo, endereço, queixa principal, história oftalmológica pregressa, história oftalmológica familiar, história patológica pregressa, diagnóstico, tratamento e conduta. CONCLUSÕES: Com os resultados obtidos na análise dos diversos dados foi possível traçar o perfil do paciente atendido no serviço: sexo feminino, cor branca, residente em Vassouras e idade média 42 anos. Sendo a queixa principal mais freqüente a diminuição da AV, e o tratamento proposto com maior freqüência foi a pescrição de óculos.

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P 128
ESTUDO COMPARATIVO DO PERFIL DO PACIENTE OFTALMOLÓGICO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM 1999 E 2000
Anderson Gustavo Teixeira Pinto; Andressa de Ávila Gomes Carneiro; Fábio Massaiti Tokunaga; Carlos Alberto Dias Marino; Maria Rangel Roale
Universidade Severino Sombra – Vassouras – RJ

INTRODUÇÃO: Os autores realizaram um estudo estatístico na intenção de comparar a evolução do atendimento ambulatorial no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Sul-Fluminense (HUSF), Vassouras-RJ, durante o período de dois anos. OBJETIVO: Avaliar quantitativamente as variáveis estatísticas e a evolução do serviço do ano de 1999 para 2000. Identificando possíveis falhas e pontos positivos e negativos do serviço. METODOLOGIA: Esta pesquisa abrangeu o período de 1 de janeiro de 1999 a 31 de dezembro de 2000, colhendo dados dos prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório do HUSF. Os achados clínicos encontrados tanto na anamnese quanto no exame clínico foram analisados. Dados considerados: Idade, cor, sexo, endereço, queixa principal, história oftalmológica pregressa, história oftalmológica familiar, diagnóstico, tratamento e conduta. CONCLUSÕES: Com os resultados obtidos na análise dos diversos dados foi possível avaliar a evolução do serviço e identificar as principais patologias encontrados na consulta, qualificando os serviços acima como de atendimento primário.

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P 129
CAMPANHA NACIONAL DE REABILITAÇÃO VISUAL "OLHO NO OLHO" 2000 – PARTICIPAÇÃO DA CLÍNICA OFTALMOLÓGICA TEIXEIRA PINTO - BRASÍLIA – DF
Anderson Gustavo Teixeira Pinto; Francisco Teixeira Pinto; Jacília Fátima Teixeira Pinto; Renata Teixeira Pinto de Oliveira; Juscelino Kubitschek de Oliveira
Clínica Oftalmológica Teixeira Pinto – Brasília – DF

INTRODUÇÃO: A Clínica Oftalmológica Teixeira Pinto, localizada em Brasília-DF, participou como voluntária na Campanha Nacional de Reabilitação Visual "Olho no Olho" no ano 2000. Fazendo as consultas das escolas da cidade satélite de Sobradinho. OBJETIVOS: Mostrar os resultados da participação da COTP na Campanha "Olho no Olho" no ano de 2000. MATERIAL E MÉTODOS: Após as crianças serem testadas e retestadas pela equipe treinada de professores e as crianças que apresentaram acuidade visual (AV) inferior a 20/25 ou diferença de duas ou mais linhas entre os dois olhos e presença de estrabismo manifesto foram encaminhadas para o ambulatório da COTP para um completo exame oftalmológico. RESULTADOS: De um total de 126 crianças encaminhadas e 899 crianças examinadas na 1ª série do ensino fundamental, 73 crianças apresentaram algum tipo de patologia. CONCLUSÃO: Os dados encontrados correspondem às estatísticas literárias anteriores. A COTP incentiva a continuação desta campanha e indica uma revisão destas refrações na 4ª série do ensino fundamental, devido ao início do crescimento e desenvolvimento rápido destas crianças.

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USO DE ADESIVO PLÁSTICO NÃO CONVENCIONAL EM CIRURGIA OFTALMOLÓGICA
Melissa Christine Ferreira de Oliveira; Jacqueline Provenzano; Fabíola Seabra; Israel Rosemberg
Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados e Centro Cirúrgico Jardim de Alah - Rio de Janeiro - RJ

OBJETIVO: Demonstrar o uso de adesivo plástico de poliuretano não convencional em cirurgia oftalmológica, ressaltando seu baixo custo e praticidade; vantagens em relação a outros adesivos plásticos. MÉTODO: Foram avaliados 98 cirurgias no período entre fevereiro e maio de 2000, realizados no Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados e Centro Cirúrgico Jardim de Alah em estudo comparativo entre adesivo plástico de poliuretano e outros convencionais.

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ESTUDO EPIDEMiOLÓGICO DOS 100 PRIMEIROS PACIENTES ATENDIDOS NA CLÍNICA OFTALMO-OTORRINOLARINGOLÓGICA DO HOSPITAL GETÚLIO VARGAS – TERESINA – PIAUÍ
João Orlando Ribeiro Gonçalves; Josilene de Carvalho Soares Liarth; Emerenciane de Sousa Area Leão; Tânia Moreira Area Leão
Hospital Getúlio Vargas – Teresina – PI

OBJETIVO: Fazer uma análise retrospectiva, focalizando os dados epidemiológicos, dos 100 primeiros pacientes atendidos na Clínica Oftalmo-otorrinolaringológica do Hospital Getúlio Vargas – Teresina – Pi (HGV). PACIENTES E MÉTODOS: Foram analisados os dados encontrados nos 100 primeiros prontuários dos pacientes da Clínica Oftalmológica do HGV, atendidos de 15-09-1941 a 26-09-1941, a saber: idade, sexo, cor, estado civil, naturalidade, profissão, procedência, grau de leitura, diagnóstico e tratamento. RESULTADOS: Dois terços dos pacientes tinham queixas oftalmológicas; 65% dos pacientes tinham entre 0 e 30 anos de idade; 60% eram do sexo feminino; 52% faiodérmicos; 68% naturais do Piauí; 25% eram domésticas; 88% eram procedentes do Piauí. O diagnóstico mais freqüente foi o tracoma e, em maior número, aconteceu a extração intra-capsular do cristalino. Medicamentos mais freqüentes: sulfato de zinco colírio e injeções de bismuto. Dado importante: um prontuário, sem número, entre os de número 1 e 2 pertencia a um religioso portador de estrabismo convergente, com fotodocumentação anexa, o qual foi submetido a cirurgia: tenotomia do reto interno e miocampter do reto externo. CONCLUSÃO: Procura-se com o presente trabalho resgatar a memória da Clínica Oftalmo-otorrinolaringológica do Hospital Getúlio Vargas – Teresina – Pi, fazendo uma homenagem aos seus pioneiros. A história é a mãe da sabedoria e com o seu auxílio pode-se melhor compreender o futuro.

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PROJETO OLHO NO OLHO EM QUATRO CIDADES NO INTERIOR DO MARANHÃO
Ezon Vinícius Alves Pinto Ferraz
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

INTRODUÇÃO: A cegueira na infância torna-se particularmente importante tanto pelos elevados índices nos países emergentes como o Brasil como pelo encargo sócio-econômico que representa. Estima-se que 80 a 85% do processo ensino-aprendizagem dependam da visão. Além disso o desenvolvimento psico-social do ser humano pode também ser afetado por distúrbios visuais não identificados e tratados precocemente. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram examinados alunos da primeira série do ensino fundamental das cidades de Barra do Corda, Chapadinha, Itapecuru e Coroatá-MA, após triagem inicial feita pelos professores. RESULTADOS: Foram testados na escola 9214 crianças, que corresponde a 40,71% dos alunos matriculados. Destes, 25% (2331) foram encaminhados para exame. Compareceram ao exame 1675 alunos (71,8%), sendo que apenas 676 foram examinados. A taxa de falso positivo foi de 59,7% das crianças que compareceram a exame. Prescreveu-se 441 óculos e 26 alunos foram encaminhados para serviços de referência. Foram realizados 941 diagnósticos. DISCUSSÃO: A taxa de abrangência da campanha entre as crianças matriculadas foi de 40,7% do total das crianças matriculadas, excluindo mais da metade dos alunos. Postula-se que a vasta extensão territorial das cidades do interior do nordeste dificultem o acesso, associado à falta de transporte municipal por desinteresse das autoridades locais, sejam responsáveis pela taxa de absenteísmo. O alto número de falsos positivos sugere uma falha na triagem dos alunos.

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PROGRAMA DE SAÚDE OCULAR DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SÃO PAULO SUB PROGRAMA DE ACUIDADE VISUAL, 1997 A 1999
Wilma Tiemi Miyake Morimoto; Sônia Maria Lagoa; Regina Satico Omati; Edméia Rita Temporini; Jane de Eston Armond
Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo/Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

OBJETIVO: apresentar um pequeno histórico do Programa de Saúde Ocular da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e os dados do mapa 2 do sistema padronizado de informação instituído pelo sub programa de Acuidade Visual. METODOLOGIA: Foram apresentados os dados do mapa 2 dos anos de 1997 a 1999 e os números de treinamentos e treinandos em saúde ocular nesse período. RESULTADOS: Em 1997 foram submetidos ao teste de acuidade visual com tabela de Snellen, 177607 crianças, realizadas 26921 consultas e doados 2289 óculos. Em 1998 foram testadas 125644 crianças, realizadas 26759 consultas e doados 3311 óculos. Em 1999 foram testadas 180562 crianças, realizadas 25467 consultas e doados 645 óculos. DISCUSSÃO: Devido às várias dificuldades apresentadas na operacionalização do sub programa, sugere-se algumas mudanças que poderiam estar sendo feitas, como o critério de encaminhamento para consulta oftalmológica, a avaliação do impacto das ações e a implementação do sistema de informatização.

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LEVANTAMENTO ESTATíSTICO DO MUTIRÃO DE REFRAÇÃO NA FUNDAÇÃO HILTON ROCHA PARA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE NO ANO 2000
Leonardo Rodrigues Pereira; André Araújo; André Luíz Freire Portes
Instituto e Fundação Hilton Rocha - MG

OBJETIVO: A crescente demanda de um exame oftalmológico completo por pacientes usuários do Sistema Único de Saúde, a grande concentração de oftalmologistas na capital mineira, o pequeno credenciamento destes profissionais no SUS do interior do estado e a pequena oferta deste serviço altamente específico e elaborado por hospitais públicos tem aumentado significativamente a espera de uma consulta oftalmológica em filas intermináveis na secretaria municipal de saúde de Belo Horizonte. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo teve como casuística os pacientes atendidos no mutirão da Fundação Hilton Rocha provenientes de sistema único de saúde na secretaria municipal de saúde de Belo Horizonte nos dias 27 e 28 de maio, 10 e 11 de junho, 8, 9, 22 e 23 de julho, 5, 6, 19 e 20 de agosto de 2000. Os pacientes foram atendidos por residentes e médicos da clínica popular sob a supervisão dos diretores da Fundação Hilton Rocha. No dia 27 de maio foram atendidos 449 pacientes perfazendo 9,40% do total; no dia 28, 410 pessoas (8,58%); em 10 e 11 de junho, 421 (8,82%) 393 (8,23%) respectivamente. Nos dias 8, 9, 22 e 23 de julho 384 (8,04%), 395 (8,27%), 386 (8,08%) e 361 (7,56%); e em 5, 6, 19 e 20 de agosto de 2000, 402 (8,42%), 382 (8,00%), 420 (8,79%) e 370 (7,75%) respectivamente do total de 4.773 pacientes atendidos dos 6.000 marcados para o mutirão. 1.227 pessoas não compareceram ao atendimento. RESULTADOS: Deste atendimento foram gerados 1.374 encaminhamentos para departamentos de sub-especialidade oftalmológica com nível mais complexo de atendimento e procedimentos complementares dada a gravidade das patologias diagnosticadas nestes pacientes. Fica assim provado que 28,79% dos pacientes que a principio necessitavam apenas de um exame optométrico, têm algo mais em sua saúde ocular a ser envestigado por um profissional oftalmologista, que é quem tem competência técnico-científica para tal. CONCLUSÃO: Desta forma, fica estabelecido claramente que a iniciativa de estabelecer a formação optométrica no Brasil por profissional que não oftalmologista, vai de encontro à necessidade de exame médico mais complexo e completo e que seria menosprezar a complexidade da ciência oftalmológica ao simples ato da prescrição de óculos.

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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO PARA CEGOS: PERFIL OFTALMOLÓGICO
Nívia Saldanha Xavier; Carlos Alexandre de Amorin Garcia; Ricardo Maia Diniz
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

OBJETIVOS: Identificar as principais causas de cegueira e baixa visual severa em nosso meio. MATERIAL E MÉTODOS: Baseado no formulário elaborado pelo ICEH/WHO/PBP, foram analisados: idade, sexo, diagnósticos etiológico, anatômico e clínico e principalmente, causas preveníveis e tratáveis de 100 estudantes do IERC/RN através de exames oftalmológicos realizados no Hospital Universitário Onofre Lopes/UFRN/Natal/Brasil. RESULTADOS: 53% eram do sexo masculino, 47% do sexo feminino; 57% eram crianças; quando a acuidade visual 58% eram cegos e 16% tinham dificiência visual severa; os diagnósticos anatômico e clínico mais freqüentes foram respectivamente: retina (28%) e atrofia do nervo óptico (19%); 50% eram de etiologia desconhecida. De todos os casos, 62% eram preveníveis ou tratáveis. CONCLUSÕES: Este trabalho mostra um perfil da cegueira em nosso meio o que nos auxilia na organização de um plano de prevenção à cegueira de acordo com nossa realidade.

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INCIDÊNCIA DE AFECÇÕES OCULARES EM ESCOLARES
Alex Luciano Magatti; Dina Floriano Machado de Araújo; João Alberto Holanda de Freitas; José Roberto Tebet; João Edward Soranz Filho
Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUC) - SP

OBJETIVOS: Relatar as principais afecções oftalmológicas encontradas em crianças em idade escolar atendidas na "Campanha Olho no Olho" no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). MÉTODOS: Analisamos olhos de 473 crianças, às quais foram submetidas à biomicroscopia e à fundoscopia indireta. Os dados foram agrupados segundo sexo, idade e afecções oculares encontradas. RESULTADOS: O sexo predominante foi o feminino (56,5%) e a faixa etária de maior incidência foi a de crianças com 7 anos de idade (67,3%). Foram encontradas 41 crianças com afecções oculares, sendo que a ambliopia (41,5%) e o estrabismo (26,8%) forma as que tiveram maior prevalência. CONCLUSÃO: Mais de 90% do problemas oftalmológicos podem ser evitados ou minorados com educação sanitária oftalmológica e com assistência curativa. Impõe-se, portanto, que essas crianças tenham acesso à assistência oftalmológica para poderem ter condições de desenvolvimento sócio-educacional completo.

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VENDA INDISCRIMINADA DE COLÍRIOS EM FARMÁCIAS DE SOROCABA
Alex Luciano Magatti; Dina Floriano Machado de Araújo; João Alberto Holanda de Freitas; João Edward Soranz Filho
Faculdade de Medicina de Sorocaba / PUC-SP

OBJETIVO: Analisar a venda de colírios sem receita médica em farmácias, simulando 4 patologias oculares. MÉTODOS: Oitenta farmácias foram divididas aleatoriamente em 4 grupos e simulamos quadros unilaterais de conjuntivite bacteriana simples, uveíte anterior aguda, glaucoma primário de ângulo fechado e queimadura química alcalina. RESULTADOS: Em todas as farmácias recebemos algum tipo de orientação. Eram 62 balconistas (77,5%) e 18 farmacêuticos (22,5%). Medicação foi indicada em 93,75%, sendo o uso de vasoconstritores mais sugerido (32,5%). CONCLUSÃO: Campanhas de esclarecimento são necessárias para conscientizar a população e farmácias quanto ao risco para a saúde ocular que podem ocorrer por uso inadequado de colírios.

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ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS NA SÍNDROME DE DOWN: RESULTADOS PRELIMINARES
Roseli Aeko Itano Horita; João Edward Soranz Filho; Maria Angélica Médici Mendes Pacheco; Humberto Cenci Guimarães
Pontifícia Universidade de São Paulo (CCMB/PUC – SP)

A Síndrome de Down é a alteração cromossômica mais comum no ser humano, também denominada trissomia do 21. As alterações sistêmicas incluem retardo mental, déficit de desenvolvimento, facies mongolóide, alterações cardíacas e outras. As alterações oculares encontradas são o epicanto, blefarite, estrabismo, nistagmo, alterações na coloração da íris (manha de Brushfield), altos erros de refração, catarata e ceratocone. Nossa proposta foi descrever as alterações oculares encontradas em nossos pacientes com síndrome de Down. Trinta e seis pacientes com síndrome de Down com idade entre 2 meses e 12 anos (média de 2 anos ± 5,85 meses) numa análise retrospectiva. Encontramos epicanto em 22 pacientes (58,33%), hipermetropia em 36 olhos (50%), miopia em 18 olhos (25%), astigmatismo regular em 2 olhos (13,88%), astigmatismo miópico simples em 3 olhos (6,94%), astigmatismo miópico composto em 5 olhos (6,94%), nistagmo em 4 olhos (5,55%), conjuntivite em 2 olhos (2,77%), atrofia macular em 1 olho (1,38%), estrabismo em 3 pacientes (8,33%), torcicolo congênito em 1 paciente (1,38%), catarata em 9 olhos (12,50%) e epifora em 6 olhos (8,33%). O epicanto foi o achado mais comum concordando com a literatura, a hipermetropia ocorreu em 36 olhos (50%) sendo maior que 5,0D em 2 olhos (2,77%) e 34 (57,22%) de + 0,50 a + 5,00 D; a miopia ocorreu em 18 olhos (25%) sendo de -0,50 a -5,00 em 12 olhos (16,66%) e maior que -5,00 D em 6 olhos (8,33%); o astigmatismo estava presente em 2 olhos (2,77%); o astigmatismo hipermetrópico simples estava presente em 10 olhos (13,88%); o astigmatismo hipermetrópico composto em 5 olhos (6,94%); o astigmatismo miópico simples em 3 olhos (4,16%) e o astigmatismo miópico composto em 5 olhos (6,94%); A alta incidência de hipermetropia deve-se provavelmente ao fato que a faixa etária estudada ser baixa. A obstrução das vias lacrimais é mencionado como raro na literatura ocorrendo em nosso estudo em 6 olhos (8,33%), provavelmente pela baixa faixa etária. Nove olhos (12,50%) com catarata e 4 olhos foram submetidos a facectomia.

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CARACTERÍSTICAS DIAGNÓSTICAS DAS CRIANÇAS COM FAIXA ETÁRIA DE 0 A 15 ANOS ASSISTIDAS NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DO INSTITUTO MATERNO INFANTIL DE PERNAMBUCO – IMIP
Raquel Costa Albuquerque; Dayse Figueiredo de Sena; Karina C. R. Figueiredo; José Luiz Figueiredo; Érica P. P. de Carvalho
Universidade Federal de Pernambuco

OBJETIVO: Descrever a prevalência de patologias oculares em crianças assistidas no Serviço de Oftalmologia do IMP, com faixa etária entre 0 a 15 anos. MATERIAL E MÉTODOS: O trabalho é um estudo descritivo e foi realizado no Serviço de Oftalmologia do Instituto Materno Infantil de Pernambuco – IMIP. Os pacientes entrevistados foram escolhidos de forma aleatória, através de sorteio, por ordem de chegada. Para estas entrevistas o instrumento utilizado foi composto de perguntas a respeito da data de nascimento dos pacientes, escolaridade, quem encaminhou a criança ao serviço de oftalmologia, grau de instrução materna, procedência da família, exame oftalmológico, diagnóstico e conduta oftalmológica. RESULTADOS: Dos 106 pacientes estudados, 54 (51%) são do sexo masculino e 52 (49%) do feminino. Ainda deste grupo de 106 pacientes, quanto ao diagnóstico, 38 pacientes apresentaram ametropia (36%), 09 conjuntivite alérgica (7%), 07 estrabismo (6%), 07 cataratas congênita (6%) e 05 cefaléia intensa (4%). CONCLUSÃO: Concluímos que, desta forma, o IMIP apresenta grau de relevância bastante importante na assistência oftalmológica, já que, no Estado do Pernambuco é um dos hospitais em que a prevalência de catarata congênita é relativamente alta em relação à literatura. Ressaltamos ainda que, em virtude destas patologias, necessitamos da implantação de um serviço de reabilitação visual com o objetivo de assistência nas áreas de terapia ocupacional, psicologia, pedagogia, entre outros, aos pacientes desta ordem necessitados.

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PREVALÊNCIA DE DISCROMATOPSIA EM ESTUDANTES DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Dayse Figueiredo Ribeiro de Sena; Cleriston Lucena de Andrada Oliveira; Patrícia Rios Pinto da Silva Rêgo; João Yure Duarte; Karina Couto Roriz de Figueiredo
Universidade Federal de Pernambuco

OBJETIVO: Determinar a prevalência de discromatopsia em estudantes de medicina da UFPE. CASUÍSTICA E MÉTODO: Foram identificados estudantes de medicina com discromatopsia, através de leitura de lâminas pseudo-isocromáticas do livro de Ishihara. Trezentos e trinta estudantes foram submetidos ao teste, sendo 195 homens e 135 mulheres, com faixa etária entre 18 e 33 anos, no período do mês de dezembro de 2000. RESULTADOS: A prevalência de discromatopsia entre os estudantes do sexo masculino foi de 3,58% (n=7), sendo que destes, 42,86% (n=3) foi diagnosticado como deuterodeficiente; não foi diagnosticado protodeficientes (n=0) e em 57,14% (n=4) não foi possível a identificação do tipo de deficiência para cores. Não foram encontradas mulheres discromatópsicas. CONCLUSÃO: A prevalência de discromatopsia em estudantes de medicina do sexo masculino foi de 3,58% e não foram identificadas mulheres discromatópsicas. Tal achado corrobora com os relatados na literatura.

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