PAINÉIS
Volume 64 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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O ELETRORRETINOGRAMA EM ANIMAIS COM ADAPTAÇÃO AO ESCURO
Daniela Cavalcanti de Almeida Cunha; Adalmir Morterá Dantas
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Realizamos um estudo experimental para a obtenção do traçado eletrorretinográfico em animais com adaptação da retina ao escuro. Observamos gatos e coelhos, sob anestesia geral com nembutal sódico e anestesia tópica corneana com colírio de cloridrato de proparacaína a 0,5%. A dilatação pupilar foi obtida com tropicamida a 1%, combinada com cloridrato de fenilefrina a 10%. Empregamos três eletrodos: o ativo (corneano), o de referência (supra-orbital) e o terra (no centro da testa). Como sistema de amplificação e registro utilizamos o Neuropack II, modelo MEB-7102K (Nihon Kohden), e o polígrafo de Grass modelo 5D. o fotoestimulador é de Nihon Kohden. O método de exame empregado foi o das respostas individuais no decorrer da adaptação ao escuro. Obtivemos no traçado eletrorretinográfico a onda c, que é um potencial corneano positivo lento, geralmente é considerada como específica dos bastonetes. A onda c reproduz o espectro de sensibilidade do bastonete, é perdida na adaptação à luz, e está ausente em retinas com predominância de cones.

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P 072
MELANOCITOMA DO DISCO ÓPTICO - diagnóstico de 6 casos
Rodrigo Martins Ambrosio; Rodrigo Tavares Schueler; Adalmir Morterá Dantas; Elieser Benchimol; Telemaco Boldrin
Universidade Federal do Rio de Janeiro

OBJETIVO: Trazer a possibilidade de diagnóstico ao médico-residente do melanocitoma e a posterior conduta destes casos; em virtude da raridade desta enfermidade. Além de lembrar sua natureza benigna; apesar do aspecto muitas vezes sombrio do melanocitoma a fundoscopia. A importância disto está no fato de que o não conhecimento de sua benignidade levou erroneamente a enucleação de muitos olhos no passado; muitos deles com função visual normal. MÉTODOS: Foram diagnosticados 6 casos de melanocitoma do disco óptico ao exame oftalmológico de retina, e que estão sendo acompanhados periodicamente pelo serviço. Todos os pacientes foram submetidos a exames completos de retina e à avaliação de Ecografia Ocular e Angiografia Fluoresceínica. RESULTADOS: 6 casos de Melanocitoma do Disco Óptico: A) Feminino, 46 anos, negra, AV 20/20 AO, melanocitoma D.O. OE, achado ao exame de rotina; B) Feminino, 64 anos, negra, AV 20/60, 20/200 AO, melanocitoma D.O. associado a um buraco macular OE; C) Masculino, 29 anos, negro, melanocitoma OE (que procurou serviço devido uveíte anterior OE; D) Melanocitoma papilar OE; E) Feminino, 48 anos, branca, conjuntivite alérgica, melanocitoma; F) Masculino, 44 anos, redução da AV perto, melanocitoma (1976). CONCLUSÃO: Devido as características benignas dos melanocitomas papilares, tanto do ponto de vista clínico como histopatológico, a conduta deverá ser a do acompanhamento destas lesões, utilizando a documentação fotográfica com o objetivo de avaliar sua evolução. Lembrando também que a maior parte dos diagnósticos de melanocitoma é feita ao acaso pelo exame de rotina, pois geralmente o paciente não apresenta queixas relacionadas. Assim sendo o oftalmologista deve estar preparado para identificar esta alteração.

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P 073
RETINOPATIA PIGMENTAR ATÍPICA E OFTALmoplegia EXTERNA PROGRESSIVA – DIAGNÓSTICO A ESCLARECER
Elke Araújo Shinzato; Luciana Cunha de Freitas Lima; Telemaco Boldrin de Freitas Lima; Adalmir Morterá Dantas
Universidade Federal do Rio de Janeiro

OBJETIVOS: Apresentar e discutir achados oftalmológicos de uma síndrome de diagnóstico a esclarecer bem como estudar possibilidades terapêuticas. MATERIAL E MÉTODOS: Paciente do sexo masculino, com vinte anos de idade, apresentando oftalmoplegia completa bilateral, com reflexos pupilares presentes e normais, ptose palpebral, alterações fundoscópicas de retinose pigmentar atípica e diminuição progressiva da acuidade visual. O exame laboratorial do líquor cefalorraquidiano revelou aumento da proteína e lactato e a análise histopatológica e molecular da biópsia muscular demonstrou padrão de "ragged red fibers" e deleção do DNA mitocondrial típicas de citopatia mitocondrial. RESULTADOS: Os achados oftalmológicos: oftalmoplegia externa, ptose, poupando reflexos pupilares e acomodação associados a retinose pigmentar atípica, alterações neurológicas e histopatológicas de doença mitocondrial levam ao diagnóstico de síndrome de Kearns Sayre. CONCLUSÃO: O diagnóstico precoce da Síndrome de Kearns Sayre (citopatia mitocondrial) é essencial para orientação terapêutica adequada e fornecer subsídios para uma futura conduta genética.

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P 074
PROPTOSE PULSÁTIL
Davi Araf; Milena Abdalla; Ana Paula Tonielo; Renata Christine Isidoro Rosa; Cassiana Hermann Pisanelli
Hospital CEMA – São Paulo – SP

Cefaloceles são malformações congênitas com herniação de estruturas intracranianas através de um defeito no crânio. Podem apresentar localizações anatômicas variadas como etmoidal, frontal, occipital, esfenoidal e parietal. Descrevemos um caso de proptose pulsátil como manifestação dessas cefaloceles.

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P 075
RELATO DE DOIS CASOS DE FÍSTULA CARÓTIDO-CAVERNOSA PRÉ E PÓS EMBOLIZAÇÃO ENDOVASCULAR
Débora Marcolini Schneider; Reginaldo Luis Arita; José Vital Filho; José Guilherme M. P. Caldas
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

INTRODUÇÃO: As fístulas carótido-cavernosas são comunicações entre a artéria carótida e o seio cavernoso que causam alterações oftalmológicas significativas com proptose pulsátil ou não, diminuição da acuidade visual, glaucoma secundário e até isquemia do nervo óptico dependendo de sua localização, tamanho e tempo de evolução. Podem ser diretas ou indiretas, espontâneas ou adquiridas. O exame oftalmológico confirmado pela angiografia leva ao diagnóstico. A embolização endovascular vem sendo adotada como a técnica mais adequada para o tratamento de tais fístulas, com resultados satisfatórios. OBJETIVO: Relatar dois casos de FCC, uma espontânea, outra adquirida e o resultado oftalmológico após embolização endovenosa. MÉTODO: Relato dos casos. CONCLUSÃO: As FCC relatadas, tanto a espontânea quanto à adquirida, apresentaram quadro clínico com sinais e sintomas oftalmológicos abundantes e semelhantes. Após o tratamento por embolização endovenosa houve melhora significativa das alterações oftalmológicas inclusive com melhora da acuidade visual e reversão do glaucoma secundário.

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CELULITE ORBITÁRIA E MENINGITE BACTERIANA SECUNDÁRIAS A EXPRESSÃO DE PÚSTULA FRONTAL: RELATO DE CASO
Tatiana Flores Ferreira; Luciana Scapucin; Ana Maria Pontes de Souza Batista; Ana Tereza Ramos Moreira; Mário Sato
Universidade Federal do Paraná

Celulite orbitária é uma infecção dos tecidos moles atrás do septo orbitário, secundária a etmoidite, infecções de estruturas adjacentes ou trauma orbitário. A etiologia é geralmente polimicrobiana, podendo haver graves complicações intracranianas, abscessos subperiorbitais ou complicações oculares. OBJETIVO: Relatar caso de celulite orbitária e meningite bacterianas secundárias a expressão de pústula frontal. MÉTODO: Relato de caso de paciente do sexo masculino, branco, 16 anos, com história de expressão de pústula frontal que evoluiu para celulite complicada por meningite bacteriana por Staphylococcus aureus. CONCLUSÃO: A importância deste relato é reforçar os conhecimentos relacionados à celulite orbitária a fim de que sejam estabelecidos pronto diagnóstico e tratamento, minimizando complicações que, embora raras, são de alta morbi-mortalidade.

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P 077
MENINGITE TUBERCULOSA COM COMPROMETIMENTO OCULAR, ORBITAL, GANGLIONAR E ÓSSEO – RELATO DE CASO
Celina Murata; Mário Genilhu Bomfim Pereira; Ana Célia Baptista
Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados - RJ

FUNDAMENTAÇÃO: A tuberculose intra-ocular e orbital é muito rara. Há poucos casos descritos na literatura de tuberculose intra-ocular, sendo considerada virtualmente secundária a um foco de infecção primária em outro local do organismo. OBJETIVO: Descrevemos neste trabalho o caso raro de uma criança que apresentou meningite tuberculosa com comprometimento ocular, orbital, ósseo e ganglionar simultâneos. MÉTODO: Paciente do sexo masculino, dois anos, melanodérmico, com protusão de globo ocular direito e linfonodomegalias cervicais bilaterais, catarata e sinéquias posteriores no olho direito. A radiografia do tórax mostrou exuberante linfonodomegalia mediastinal sem comprometimento do parênquima pulmonar. Apresentou à tomografia computadorizada (TC) de crânio lesão nodular no lobo frontal direito, sinais de meningite e várias lesões líticas da calota craniana. A TC de órbita mostrou deformidade da parede posterior do globo ocular direito, membrana irregular intra-ocular, área nodular adjacente e lesões de ossos contíguos. A biópsia ganglionar foi positiva para Mycobacterium tuberculosis. RESULTADOS: Iniciou-se esquema tuberculostático com melhora progressiva do quadro clínico. CONCLUSÃO: A tuberculose é responsável por uma variedade de lesões oculares. Os tuberculomas intra-oculares de coróide são manifestações clássicas da meningite tuberculosa. O diagnóstico e o tratamento precoces são necessários para a manutenção da estrutura ocular.

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P 078
AVALIAÇÃO DA inflamatória ATIVIDADE DA OFTALMOPATIA DE GRAVES ATRAVÉS DE CRITÉRIOS CLÍNICOS E DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Thelma Luize Pinto de Oliveira, Angela Maria Borri Wolosker; Mariza Toledo de Abreu; Paulo Góis Manso; Reinaldo Perrone Furlanetto
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

A oftalmopatia de Graves (OG) é uma doença auto-imune cujo tratamento depende de sua fase de evolução. O tratamento antiinflamatório com corticosteróides ou através de radioterapia está indicado na fase aguda da doença ocular onde os fenômenos inflamatórios são preponderantes. Na fase quiescente, fibrótica, não há resposta a essa terapêutica, estando indicada, quando necessária, descompressão cirúrgica orbitária. A medida da intensidade do sinal de estruturas orbitárias na imagem de Ressonância Magnética (RM) permite diferenciar entre tecidos com edema e aqueles onde predomina a fibrose. Partindo-se de uma classificação clínica da atividade inflamatória na OG, procuramos diferenciar, através de critérios de RM, pacientes com doença ativa (inflamatória) e aqueles na fase fibrótica (não inflamatória); dessa forma, selecionar quais pacientes com OG podem realmente se beneficiar do tratamento antiinflamatório. Foram estudadas 52 órbitas de 26 pacientes do sexo feminino com OG, idade entre 20 e 55 anos, com história de doença ocular variando de 3 meses a 15 anos e sem tratamento orbitário prévio, divididas em dois grupos por critérios clínicos GI = fase ativa (n=29) e GII = fase fibrótica (n=23). O grau de atividade inflamatória da oftalmopatia foi estabelecido através dos critérios clínicos propostos por Mourits e cols. (1989). Todos os pacientes foram submetidos a exame de RM de órbitas, com medidas de intensidade de sinal dos músculos retos [medidal(rm), lateral(rl), inferior(ri) e superior(rs)] no tempo de relaxamento T2. Estabeleceu-se um coeficiente entre a intensidade de sinal dos músculos em relação à substância branca cerebral (SB) em cada paciente. A análise estatística foi feita entre os valores dos coeficientes dos dois grupos usando-se o Teste de Mann-Whitney (significância p menor 0,05). Os coeficientes dos músculos ri, rs e rl em relação à SB foram significantemente maiores no grupo GI em relação ao grupo GII. O músculo rm apresentou uma tendência a valores maiores na fase inflamatória. CONCLUSÃO: A medida da intensidade de sinal de estruturas orbitárias em T2 da IRM pode diferenciar entre presença de doença ativa (fase inflamatória) da fase fibrótica (não inflamatória). Assim, a IRM mostra-se útil como exame auxiliar para indicação de terapia antiinflamatória na OG.

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P 079
APRESENTAÇÃO ATÍPICA DOS TUMORES DE GLÂNDULA LACRIMAL
Deise Nakanami; Max Pereira; Maria Cristina Martins; Angela M. B. Wolosker; Paulo Gois Manso
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Apresentamos 4 casos de tumores malignos de glândula lacrimal com manifestações atípicas, obtidos no setor de órbita de departamento de oftalmologia da UNIFESP. MÉTODOS: Os pacientes foram submetidos a exame clínico, oftalmológico e de imagem. Sendo que todos foram biopsiados, posteriormente operados e submetidos a radioterapia. RESULTADOS: Relatamos os casos de 3 pacientes com carcinoma adenóide cístico um com carcinoma mucoepidermóide. CONCLUSÃO: Nestes pacientes mostramos alterações clínicas e de imagens atípicas que não foram relatadas anteriormente.

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P 080
DOENÇA DE MIKULICZ – ANÁLISE DE 6 CASOS
Emerenciane de Souza Arêa Leão; João Orlando Ribeiro Gonçalves; Francisco Manuel Freire Ayres; Mansueto Martins Magalhães; Rubem Augusto Fontes Lima
Universidade Federal do Piauí

OBJETIVOS: Mikulicz 1882, descreveu o primeiro caso de lesão localizada na glândula lacrimal e/ou glândula parótida e salivar com pálpebras tumefeitas, glândula lacrimal de consistência amolecida. Meyer, Ianoff e Hamo 1971, estudaram a doença do ponto de vista histopatológico, abandonando os termos Síndrome/ Doença de Mikulicz e adotando o termo "Lesão Linfoepitelial Benigna". O objetivo desse trabalho é relatar seis casos dessa rara doença. PACIENTES E MÉTODOS: Realizamos estudo retrospectivo de seis casos de Lesão Linfoepitelial Benigna, atendidos no Serviço de Plástica Oftálmica e Anexos Oculares da Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas, Teresina – PI. Os dados pesquisados foram: idade, sexo, sintomas, motilidade ocular, diagnóstico e tratamento. RESULTADOS: Nos nossos 6 casos (4 sexo masculino, 2 sexo feminino), a idade variou 34-66 anos; 4 pacientes apresentavam exoftalmia bilateral moderada. Um paciente do sexo masculino e 1 do sexo feminino não apresentavam exoftalmia, um paciente teve crises de aumento da tumefação das pálpebras, associado ao descolamento plano da retina e neuroretinite. Todos tinham motilidade ocular normal, e foram submetidos à biópsia sob anestesia geral para estudo histopatológico. Todos receberam tratamento com corticóide sistêmico (40 mg/dia). CONCLUSÃO: Lesão linfoepitelial benigna é entidade pouco freqüente na literatura, cujo diagnóstico é dado basicamente pelo estudo histopatológico, e que deve ser lembrado no diagnóstico diferencial de outras doenças da órbita.

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P 081
EFEITO DO COLÍRIO DE 5-FLUOROURACIL SOBRE O EPITÉLIO ÍNTEGRO DE COELHOS
Lucieni C. Barbarini Ferraz; Silvana Artioli Schellini; E. A. Gregório
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Observar os efeitos da aplicação tópica de 5-fluorouracil (5-FU) sobre o epitélio corneano íntegro. MÉTODO: Foram utilizados 14 olhos de coelhos albinos, divididos em: grupo controle (G1) no qual não se administrou drogas, G2 que recebeu 5-FU na concentração 12,5 mg/ml e G3 que recebeu 5-FU, 25,0 mg/ml. A droga foi instilada 4 vezes ao dia, durante 7 dias, quando os animais foram sacrificados, os olhos removidos, separando-se a córnea que foi preparada de modo convencional para estudo em microscópico eletrônico de varredura. RESULTADOS: O epitélio corneano de coelhos normais é constituído por células hexagonais, claras, escuras e intermediárias; com microplicas principalmente nas células claras; 1 a 3 criptas. Nos animais de G2 observou-se maior número de células escuras, regiões com diminuição no número de criptas; alterações da superfície celular, protusão na região do núcleo e descamação focal de células epiteliais. Nos do G3, houve aumento de microprojeções na superfície celular, assim como presença de grandes dobras; modificações nas junções intercelulares até separação de células adjacentes; diminuição do número e variabilidade no tamanho e contorno das criptas. As alterações mais freqüentes foram na periferia da córnea. CONCLUSÃO: O 5-FU tem efeitos deletérios para o epitélio íntegro corneano de coelhos. As alterações observadas foram mais importantes nos animais que receberam a droga mais concentrada (G3) e mais freqüentes na periferia da córnea.

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P 082
PARACOCCIDIOIDOMICOSE JUVENIL: RELATO DE CASO COM ACOMETIMENTO OCULAR
Cybele Crosta; Marcelo Torigoe; Susana Bolivia Saavedra Pozo; Paulo E. N. F. Velho
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

Os autores descrevem um caso de Paracoccidioidomicose juvenil, com lesões cutâneas, intestinais e envolvimento de conjuntiva unilateral (nódulo em carúncula). Estudo anatomo-patológico da lesão conjuntival demonstrou a presença de Paracoccidioides brasiliensis, sendo diagnosticada forma conjuntival. Foi instituído tratamento com Itraconazol, com resolução do quadro ocular. Durante seguimento de 6 meses, não houve recidiva das lesões.

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P 083
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O USO DO 5-FLUOURACIL E TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CONJUNTIVA NO TRATAMENTO DO PTERÍGEO
Alexandre Hasegawa; Cristiane Assami Chui; Ricardo Montanheiro Alcantara da Silva; Urcel Thomas Leroux Ycaza; Enio Suekiti Suganuma
Hospital de Olhos de Londrina – PR

OBJETIVOS: Estudo de duas técnicas diferentes no tratamento do pterígeo primário, avaliando complicações e taxa de recidiva. MATERIAL E MÉTODOS: Foram estudados 140 olhos de 109 pacientes atendidos no Hospital de Olhos de Londrina entre janeiro de 1999 a fevereiro de 2000 e observados as complicações e a resposta cirúrgica no 3º, 15º, 30º, 60º, 90º e 180º pós-operatório. Foram utilizadas as técnicas cirúrgicas de transplante autólogo de conjuntiva e uso de 5-fluouracil subconjuntival. RESULTADOS: Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos quanto ao sexo e idade. A recidiva ocorreu em 12,8% dos pacientes no grupo do 5-fluouracil e 14,2% no grupo do transplante de conjuntiva. Outras complicações foram hemorragia subconjuntival, ceratite, isquemia local e deiscência de sutura. CONCLUSÃO: Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos, assim devido a maior facilidade técnica e com anestesia local, o 5-fluouracil é uma boa opção no tratamento do pterígeo.

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P 084
DIAGNÓSTICO PRECOCE DE UM CASO DE PENFIGÓIDE OCULAR CICATRICIAL
Sérgio Felberg; Débora M. Schneider; Mirko Jankov; Maria Cristina Nishiwaki-Dantas
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

OBJETIVO: Relatar um caso onde foi realizado o diagnóstico precoce de penfigóide ocular cicatricial em paciente que apresentava queixas inespecíficas. MATERIAL E MÉTODOS: D. S. V., feminina, 51 anos, raça branca deu entrada no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo em janeiro de 2000 queixando-se de fotofobia, sensação de corpo estranho e dor em ambos os olhos há 3 anos, com períodos de melhora e piora da sintomatologia. Realizou-se biópsia de conjuntiva e exame anátomo-patológico com imunofluorescência o qual demonstrou depósitos contínuos ao nível da membrana basal para os anticorpos IgG (2+/4+) e fator C3 do complemento (2+/4+) compatível com POC. Foi iniciado o tratamento específico com uso tópico da pomada de retinol 0,01% 2 vezes ao dia e com uso sistêmico de dapsona 150 mg/dia (após teste de glicose-6-fosfato positivo). CONCLUSÃO: Este trabalho mostra que o diagnóstico precoce com a biópsia conjuntival, seguido do tratamento tópico e sistêmico, é um procedimento simples e eficaz, a fim de evitar as seqüelas conjuntivais e corneais mais severas.

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P 085
PTERÍGIO E ALTERAÇÕES DA CURVATURA CORNEANA
Fábio Henrique Silva Ferraz; Érika Hoyama; Silvana Artioli Schellini; Sueli R. Bernardes; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar as mudanças de curvatura corneana causadas pelo pterígio (Pt) e sua exérese. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo em 65 olhos com Pt primário avaliando-se idade, sexo, história de exposição solar, tamanho (grau (G) I, GII, GIII e GIV) e a morfologia (atrófico ou carnoso) da lesão à biomicroscopia. Todos os pacientes foram submetidos a exame de Topografia corneana e ceratometria no pré-operatório (pré-op), e no 30º e 60º dias após a cirurgia. Os dados foram submetidos a análise estatística. RESULTADOS: 49 pacientes permaneceram no estudo. 63% eram do sexo masculino e 80% tinham mais de 41 anos. Houve predomínio dos Pt atróficos (77%), GII e GIII (39% e 28%, respectivamente). Observou-se manutenção do astigmatismo (Astg) presente no pré-op no 2º mês (m) pós-operatório (PO), principalmente nos portadores de Pt GI e GII. A variação no valor K do 1º m para o 2º m PO foi pequena. As variações observadas estiveram mais relacionadas com o tamanho do pterígio, do que com a idade do paciente, ou com a morfologia dos mesmos. CONCLUSÃO: A avaliação ceratométrica e topográfica da córnea em portadores de pterígio no pré e no pós-operatório mostrou que os Pt menores (GI e GII) estão associados com graus menores de astigmatismo e a córnea sofre menos mudanças que nos GIII e GIV. Após 2 meses da cirurgia, o padrão da curvatura corneana é semelhante ao do pré-operatório, na maioria dos pacientes.

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P 086
EXÉRESE DE PAPILAS E ENXERTO DE MEMBRANA AMNIÓTICA NO TRATAMENTO DE CERATOCONJUNTIVITE PRIMAVERIL REFRATÁRIA AO TRATAMENTO CLÍNICO
Jane Palma G. Lima; Patrícia Marback; Adriana Forseto; José Álvaro P . Gomes; Denise de Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a eficácia da exérese de papilas associada ao enxerto de membrana amniótica nos casos de ceratoconjuntivite primaveril na forma tarsal ou mista refratária ao tratamento clínico. MÉTODOS: Os critérios de inclusão foram diagnóstico de ceratoconjuntivite vernal, ceratite difusa e/ou úlcera em escudo persiste por no mínimo, 2 semanas de tratamento clínico (estabilizador de membrana de mastócito e esteróides) ou pacientes com recorrência após suspensão da corticoterapia. Pacientes com idade inferior a 5 anos foram excluídos do estudo. O procedimento cirúrgico consistiu de exérese de papilas gigantes no tarso superior e enxerto de membrana amniótica nesta região com sutura simples e contínua utilizando fio absorvível. RESULTADOS: No período entre junho e dezembro de 2000, foram avaliados 9 olhos de 7 pacientes, 5 do sexo feminino e 2 do sexo masculino, com média de idade de 9,8 anos. Todos os pacientes apresentaram melhora dos sintomas (prurido, fotofobia, ardor e lacrimejamento), 1 paciente apresentou epitelização da úlcera em escudo e 2 pacientes apresentaram melhora da ceratite epitelial com suspensão do corticóide. Os outros pacientes apresentaram recidiva das papilas com 15 dias de pós operatório. CONCLUSÃO: Exérese de papilas com enxerto de membrana amniótica em tarso superior representa uma técnica simples e segura, que pode ser acrescentada às opções terapêuticas nos casos de conjuntivite alérgica refratária ao tratamento clínico.

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P 087
CARCINOMA ESCAMOSO DA CONJUNTIVA EM PACIENTE COM INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA - RELATO DE CASO
Luiz F. Regis-Pacheco; Marisa Florence; Rodrigo Carvalhosa Ramos; Fabiana Higa; Luiz Carlos Aguiar Vaz
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

OBJETIVO: Relatar um caso de carcinoma de células escamosas da conjuntiva em paciente de 34 anos de idade, com diagnóstico de síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). MÉTODOS: Fez-se o diagnóstico clínico de neoplasia escamosa da superfície ocular com base no exame físico o que foi confirmado pelo estudo histopatológico do tecido obtido através de biopsia. O tratamento consistiu na remoção cirúrgica da lesão tumoral. RESULTADOS: Diagnosticou-se carcinoma de células escamosas da conjuntiva bem diferenciado pela evidência de ruptura da membrana basal do epitélio e invasão da substância própria da conjuntiva por células neoplásicas. CONCLUSÕES: Na presença de neoplasia escamosa da superfície ocular com evolução atípica, deve-se considerar a imunodeficiência como possível fator primordial.

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P 088
OFTALMOMIÍASE: UM ESTUDO DE OITO CASOS
Fábio Martins Soares; Rubem Augusto Fontes de Lima; Francisco José de Souza Magalhães; Emerenciane de Souza Arêa Leão; Josilene de Carvalho Soares Liarth
Universidade Federal do Piauí

OBJETIVO: Analisar as características clínicas e o tratamento efetuado em oito casos de oftalmomiíase atendidos na Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas, Universidade Federal do Piauí (HGV/UFPI), Teresina-PI, de janeiro a setembro/2000. PACIENTES E MÉTODO: Foram estudados retrospectivamente os prontuários de oito pacientes portadores de oftalmomiíase. Analisaram-se os seguintes parâmetros: idade, sexo, procedência, sinais e sintomas, tratamento e eventuais fatores de risco associados. RESULTADOS: Houve maior ocorrência em crianças na 1ª década de vida (65%), sem predileção por sexo. A maioria dos pacientes (87,5%) procedia de cidades do interior do Piauí ou Maranhão (87,5%). A miíase palpebral foi a mais freqüente (87,5%), não sendo evidenciado envolvimento intra-ocular. Em todos os casos foi feita a remoção cirúrgica das larvas. Foram observadas más condições de higiene em 100% dos casos. CONCLUSÕES: O diagnóstico de oftalmomiíase deve ser suspeitado nas inflamações orbitopalpebrais, principalmente em crianças, pacientes procedentes de zonas rurais ou com higiene corporal precária. É importante a pesquisa de acometimento intra-ocular, bem como de lesões extra-oculares, e a remoção das larvas é fundamental para a redução do processo inflamatório e cura.

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P 089
IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE TECIDO ACELULAR (XENODERMA) – estudo experimental no rato
Érika Hoyama; Silvana Artioli Schellini; Mariângela E. A. Marques; Romualdo Rossa; Carlos Alberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar a interação enxerto-hospedeiro do Xenoderma (um novo tecido acelular de origem suína) no tecido subcutâneo, usando o rato como modelo experimental. MÉTODOS: Foi realizado implante de Xenoderma (X) no subcutâneo de 12 ratos sendo sacrificados 3 animais por grupo após 7, 15, 30 e 60 dias de pós operatório (PO). O material foi submetido a exame histopatológico e a avaliação morfométrica computadorizada para quantificação da sua integração por meio da contagem de neovasos existentes por campo no X e no tecido adjacente (TA). Os resultados foram submetidos à análise estatística. RESULTADOS: A avaliação histopatológica mostrou pouca reação inflamatória, com aumento da área de infiltração celular no X até o 15º PO. No 30º PO verificou-se o aparecimento de uma cápsula fibrosa envolvendo o X e regressão da área de infiltração celular. No 60º PO, a infiltração celular observada era mínima e o X permaneceu envolto por uma cápsula fibrosa mais estreita que a observada no 30º PO. O exame morfométrico mostrou que houve aumento de neovasos no X até 15º e 30º PO e regressão no 60º PO; enquanto no TA, até 15º PO, a quantidade média de neovasos era maior sofrendo regressão no 30º e 60º PO. CONCLUSÃO: Os resultados mostram que o Xenoderma é parcialmente integrado com o TA, permanecendo como material inerte, sem reação inflamatória ou sinais de rejeição, podendo ser uma alternativa interessante para uso em cirurgias reconstrutivas em oculoplástica.

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P 090
INFILTRAÇÃO DE POLIETILENO LÍQUIDO EM CAVIDADES EVISCERADAS DE COELHOS
Adriana Pecorare Xavier; Silvana Artioli Schellini; Alexandre Pashaus Pinto; Mariângela E. A. Marques; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar o efeito do polietileno líquido na reposição da perda de volume que ocorre em cavidades evisceradas e estudar a reação tecidual provocada por este material. MATERIAL E MÉTODO: Foi realizado evisceração do bulbo ocular direito de 28 coelhos, divididos em dois grupos: grupo controle (GC) que recebeu 2 ml de solução salina balanceada na cavidade escleral eviscerada e grupo tratado (GP) que recebeu 2 ml de polietileno líquido (Homus Biotecnologia – SP – Brasil). Três animais do GC e 4 animais do GP foram sacrificados 7 (M1), 15 (M2), 30 (M3) e 60 (M4) dias após a cirurgia. Em seguida, o conteúdo orbitário foi removido, avaliando-se a manutenção do volume através do Princípio de Arquimedes e os resultados foram submetidos à análise estatística (Kruskal-Wallis e Mann-Withney). O material foi, então, fixado em formol a 10% incluído em historesina, corado por Hematoxilina-Eosina e Azul de Toluidina e avaliado sob microscopia óptica. RESULTADOS: A comparação entre os dois grupos mostrou que ocorre manutenção do volume no GP durante todo o período experimental, com diferença estatística em relação ao GC. A análise histopatológica revelou no GP a presença do polietileno preenchendo a cavidade eviscerada nos animais de M1 a M4; GP em M1 com escassa reação tecidual, esparsas células inflamatórias e fibrina, principalmente na periferia. Nos demais momentos de estudo a reação tecidual tornou-se cada vez mais densa, avançando para o centro da cavidade e com poucas células inflamatórias, localizadas principalmente próximas ao polietileno. Uma fina pseudocápsula circundou o material no interior da cavidade corneo-escleral. Os animais do GC apresentaram células sangüíneas e fibrina no interior da cavidade, principalmente em GC-M1; as cavidades apresentaram contração progressiva e foram preenchidas por tecido fibrótico. CONCLUSÃO: O polietileno líquido mostrou-se eficiente na manutenção do volume da cavidade eviscerada, provocando reação inflamatória escassa, permitindo-nos concluir que se trata de um bom material para ser utilizado no tratamento da cavidade anoftálmica.

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P 091
AVALIAÇÃO ULTRA-SONOGRÁFICA DOS IMPLANTES ORBITÁRIOS EM CAVIDADE ANOFTÁLMICAS
Eduardo Seiji Yamamoto; Érika Hoyama; Silvana Artioli Schellini; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar a utilidade do exame ultra-sonográfico (USG) nos portadores de implantes orbitários. MÉTODOS: Foi realizado estudo observacional através da realização de exame USG em 23 cavidades anoftálmicas, avaliando-se a idade, sexo, causa da perda do globo ocular, tipo de envoltório, tipo de cavidade, padrão fibrovascular observado ao exame USG, material e tamanho da esfera. Os dados foram submetidos a análise estatística. RESULTADOS: A maioria dos pacientes era do sexo masculino, acima dos 21 anos (87%) e a principal causa da perda do globo ocular foi a perfuração (56%). 70% apresentava cavidade grau I e a maioria teve seu implante envolvido com esclera. Os materiais utilizados como implante foram a hidroxiapatita sintética (HA) (43%), o polimetilmetacrilato (PMMA) (30%), o polietileno (P), poroso (17%) e P líquido (10%). Foi possível avaliar o tamanho da esfera implantada. Não foi observado vascularização nas esferas de PMMA, ao contrário do observado nos implantes integráveis (HA e P). CONCLUSÃO: O exame USG é um método útil para avaliação do tamanho da esfera presente na cavidade e o grau de vascularização dos implantes.

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P 092
EVISCERAÇÃO E ENUCLEAÇÃO: MUDANÇAS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS NA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU (UNESP)
Daniel Alves de Oliveira; Carlos Alexandre Ferreira de Oliveira, Érika Hoyama, Silvana Artioli Schellini; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar as mudanças ocorridas na conduta de remoção do globo ocular nos últimos 10 anos na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) – UNESP. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente, 181 pacientes portadores de cavidade anoftálmica. Os pacientes foram divididos em 2 grupos (G1: cirurgias realizadas entre 1970-1989 e G2: entre 1990-2000) e avaliados quanto ao sexo, idade, causas da perda do globo ocular e tipo de cirurgia (enucleação ou evisceração). Os dados foram submetidos a análise estatística. RESULTADOS: A amostra foi semelhante nos 2 grupos. Houve predomínio significativo da faixa etária entre 21-60 anos em ambos os grupos. O sexo masculino apresentou prevalência no G1, enquanto no G2 não houve diferença entre os sexos. As causas mais freqüentes de perda do globo ocular foram a phthisis bulbi (26%), a endoftalmite (21%), o glaucoma (19%) e o trauma (17%). A enucleação foi procedimento significativamente mais indicado no G1, e a evisceração no G2. CONCLUSÃO: Os jovens continuam sendo as maiores vítimas da perda do bulbo ocular, mas a predominância do sexo masculino, nos últimos 10 anos, não foi observada. A evisceração foi o procedimento de escolha nos últimos 10 anos na Faculdade de Medicina de Botucatu.

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P 093
BlEFAROPLASTIA E "RESURFACING" COM LASER DE CO2 ULTRAPULSE
Eurípedes M. Moura; Marcos Volpini; Guilherme Afonso G. Moura
Universidade de São Paulo

Os autores descrevem a técnica de blefaroplastia com laser de CO2 ultrapulse em oitenta e cinco (85) pacientes utilizando-se os aparelhos Coherent (EUA) e Bioluz (Coréia). As vantagens da incisão a laser foram a precisão e ausência de sangramentos. Os pacientes que foram submetidos à abordagem transconjuntival para a retirada de bolsas de gordura não apresentaram ectrópio ou retração palpebral. O "resurfacing" parcial ou total é um procedimento excelente para o rejuvenescimento de pele. O índice de complicação é muito pequeno principalmente no "resurfacing" quando candidatos à cirurgia são bem selecionados.

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P 094
TÉCNICA DE HUGHES PARA RECONSTRUÇÃO PALPEBRAL INFERIOR
Eurípedes M. Moura; Marcos Volpini; Guilherme Afonso G. Moura
Universidade de São Paulo

Wendel Hughes descreveu em 1937 esta técnica para reconstrução da pálpebra inferior que comprometem a margem palpebral. Quarenta pacientes com suspeita de CBC foram operados por esta técnica no período de janeiro de 85 a outubro de 00, em apenas 1 caso observou-se retração da pálpebra superior após a separação das pálpebras.

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P 095
TARSORRAFIA TEMPORÁRIA AJUSTÁVEL: RELATO DA TÉCNICA
Carlos Ricardo Ramos; Karen Miyuki Kubokawa; Juliano Vasconcelos Coatti; Sérgio Vanetti Burnier
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

INTRODUÇÃO: Essa descrição visa relatar uma técnica de tarsorrafia que pode ser freqüentemente mobilizada e é totalmente reversível. MATERIAL E MÉTODOS: Tubos de silicone e fio agulhado de Nylon 4.0 são utilizados. Os tubos de silicone são fixados inferiormente à margem palpebral inferior do paciente com o fio de Nylon, o qual é posteriormente introduzido sucessivamente nas pálpebras inferior e superior criando uma tarsorrafia ajustável. DISCUSSÃO: Essa técnica evita suturas repetidas e possibilita um exame oftalmológico adequado do paciente.

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P 096
CIRURGIA DE VAN MILLIGEN E ELETROCAUTERIZAÇÃO NO TRATAMENTO DA TRIQUÍASE
Jana Toscano Rodrgiues, Ana Carolina Celino; Getúlio Cardoso; Rafael Arruda Júnior
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

OBJETIVO: Avaliar as características clínicas dos portadores de triquíase e a resposta dos mesmos ao tratamento com cirurgia de Van Milligen e eletrocauterização em um período de seis meses. MÉTODOS: Avaliaram-se 61 olhos de pacientes portadores de triquíase pura da Fundação Altino Ventura subdivididos em dois grupos. O primeiro, formado pelos portadores de triquíase maior, submetido a tratamento pela cirurgia de Van Milligen. O segundo, contendo os portadores de triquíase menor, submetido à eletrocauterização. Estes acompanhados por um período de seis meses, após os quais eram considerados curados quando não apresentavam recidivas. RESULTADOS: A doença acometeu mais os indivíduos acima dos 60 anos de idade e as principais causas identificadas foram o tracoma cicatricial, cirurgia palpebral prévia, blefarite e meibomite. A pálpebra superior e a inferior foram acometidas na mesma proporção. Consideraram-se curados dezessete olhos (58,62%) submetidos à cauterização dos cílios e 25 (78,12%) submetidos à cirurgia de Van Milligen. CONCLUSÔES: Considerou-se a cauterização dos cílios e a cirurgia de Van Milligen como boas opções para correção da triquíase, embora reconheça-se a necessidade de um período maior de acompanhamento para conclusões definitivas.

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P 097
AVALIAÇÃO DO TEMPO DE FECHAMENTO E ABERTURA PALPEBRAL DURANTE O PISCAR REFLEXO EM INDIVÍDUOS NORMAIS
Amilton A. Sampaio Junior; Érika Hoyama; Silvana Artioli Schellini; Antônio Augusto Velasco e Cruz; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar a influência da idade e do sexo no tempo de abertura e fechamento palpebral, usando analisador de imagem digital. PACIENTES E MÉTODO: Foram estudados prospectivamente 180 pacientes de ambos os sexos, divididos em faixas etárias, avaliando-se o tempo de abertura e fechamento palpebral, durante o piscar espontâneo, em imagens captadas por filmadora digital acoplada a computador McIntosh e processadas pelo programa iMovie. RESULTADOS: O tempo de fechamento foi sempre maior que o de abertura palpebral. O tempo de fechamento foi maior em indivíduos mais idosos e nas mulheres. CONCLUSÃO: A metodologia proposta é adequada para avaliação do movimento palpebral. O tempo de fechamento da pálpebra é maior que o de abertura, sendo influenciado pela idade e pelo sexo.

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P 098
ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS DA PÁLPEBRA NO ECTRÓPIO PALPEBRAL INVOLUCIONAL
Silvana Artioli Schellini; Érika Hoyama; Mariângela E. A. Marques; Maria Rosa Bet de Moraes Silva; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Descrever as alterações histopatológicas da pálpebra em portadores de ectrópio do tipo involutivo. MÉTODO: Fizeram parte deste estudo 52 pacientes portadores de ectrópio do tipo involutivo e que foram submetidos a cirurgia reparadora pela técnica de "tarsal strip". O fragmento de pálpebra excisado foi fixado em formalina 10%, incluído em parafina, corado por hematoxilina-eosina e Tricrômio de Masson e examinado em microscópio comum. A avaliação histopatológica foi feita sempre pela mesma patologista. Os resultados obtidos foram quantificados e avaliados segundo a freqüência de ocorrência. RESULTADOS: As cirurgias foram realizadas mais em indivíduos do sexo masculino (75,9%), com 60 anos ou mais (63,4%). Observou-se ao exame histopatológico inflamação no interstício (92,4%), nas glândulas de Meibômio e nos folículos pilosos (63,4%). As glândulas palpebrais encontravam-se alargadas (76,9%), assim como os folículos pilosos. Fibrose intersticial separava fibras do músculo orbicular em número expressivo de pacientes (92,6%). Elastose solar (65,3%) e metaplasia epitelial (55,7%) também estiveram presentes. CONCLUSÃO: A falta de aposição da pálpebra com o bulbo ocular promove importantes alterações teciduais nas pálpebras, tanto no interstício, como nos anexos (glândulas e folículos). A secreção em estase e os fenômenos inflamatórios resultam em fibrose que compromete o músculo orbicular, alterando a função palpebral.

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P 099
TRIQUÍASE PÓS BLEFAROPIGMENTAÇÃO
Tânia Pereira Nunes; José Byron Vicente Dias Fernandes; Suzana Matayoshi; Eurípedes da Mota Moura
Universidade de São Paulo

A blefaropigmentação consiste de uma tatuagem aplicada na região da margem palpebral e dos supercílios com o objetivo de simplificar a necessidade de maquilagem diária. Poucos estudos comentam as complicações óculo-palpebrais deste procedimento. O presente trabalho apresenta 3 pacientes que desenvolveram triquíase após blefaropigmentação. Os autores discutem as possíveis causas e tecem comentários sobre o tratamento.

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P 100
COMPLICAÇÕES PÓS RETIRADA DE ENXERTO DE MUCOSA DE PALATO DURO
José Byron Vicente Dias Fernandes; Tânia Pereira Nunes; Suzana Matayoshi; Eurípedes da Mota Moura
Universidade de São Paulo

O enxerto de mucosa de palato duro é um satisfatório substituto para a lamela posterior: tarso e conjuntiva na reconstrução palpebral. A superfície mucosa, sua resistência à contração e sua fácil retirada são vantagens sobre os outros enxertos. Nós apresentamos 2 complicações no sítio doador, palato duro: uma fístula oro-nasal e um caso de importante hemorragia. Discutimos as prováveis fisiopatologias destas complicações.

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P 101
INCIDÊNCIA DE TUMORES PALPEBRAIS EM TRÊS SERVIÇOS DE PLÁSTICA OCULAR NO RIO JANEIRO
Mário Genilhu B. Pereira; Helcio Bessa
Oculistas Associados do Rio de Janeiro – RJ

INTRODUÇÃO: Os tumores na região palpebral são as neoplasias mais freqüentemente vistas na prática oftalmológica. OBJETIVO: Mostrar a incidência dos diferentes tipos de tumores palpebrais nos serviços de plástica ocular do Hospital de Ipanema, Oculistas Associados do Rio de Janeiro e Hospital São Vicente de Paulo, e compará-los com a literatura mundial. MÉTODOS: Análise dos laudos anátomo-patológicos das cirurgias de exérese de tumor palpebral realizadas no período de janeiro de 1991 até setembro de 1999. RESULTADOS: Foram estudados cento e noventa e um casos de tumores palpebrais. O carcinoma basocelular foi o tipo de tumor mais encontrado e a porção nasal da pálpebra inferior a localização mais comum. CONCLUSÃO: O estudo da epidemiologia de tumores é importante para o melhor diagnóstico clínico e histológico.

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P 102
UTILIZAÇÃO DO POLIETILENO POROSO PARA A CORREÇÃO DA RETRAÇÃO PALPEBRAL INFERIOR
Thierry Malet; Ana Paula Ximenes Alves
Clinique Monticelli – Marseille – France

OBJETIVO: Avaliar o uso do polietileno poroso como espaçador em casos de retração palpebral inferior. MÉTODOS: Placas de polietileno poroso foram inseridas em 14 pacientes portadores de retração palpebral inferior. O seguimento pós-operatório variou entre 1 e 3 meses, no qual foram avaliados a satisfação do paciente, a altura da pálpebra inferior e as complicações. RESULTADOS: 13 pacientes (92,8%) mostraram-se satisfeitos com o resultado cirúrgico. Houve um caso de super correção e um de sub correção. CONCLUSÃO: O polietileno poroso constitui uma nova alternativa de espaçador na correção da retração palpebral inferior, contudo um maior seguimento é necessário para a avaliação das complicações.

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P 103
USO DE DERME PORCINA (XENODERMA®) NA RECONSTRUÇÃO DE CAVIDADE ANOFTÁLMICA: RELATO DE dois CASOS
André Luís Borba da Silva; Giovanna Anusca dos Santos Firmo; Cíntia Gomes Galvão; Roberto Anbar; Romualdo Rossa
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - SP

Os autores estudaram o uso de derme porcina no tratamento das cavidades anoftálmicas. O primeiro caso foi de uma enucleação por causa de um melanoma intra-ocular e neste caso, o material revestiu o implante orbitário. No segundo caso, o material foi utilizado com um manchão subtenoniano após uma evisceração de um olho cego e doloroso. Os resultados do uso deste novo material foram demonstrados nos dois casos e sugere-se o uso da derme porcina como mais uma boa opção no tratamento das cavidades anoftálmicas.

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P 104
SÍNDROME DE CORNÉLIA DE LANGE E SUAS MANIFESTAÇÕES OFTALMOLÓGICAS
Fabio Rogério Righetti; Cíntia Gomes Galvão; André Luís Borba da Silva
Universidade de Santo Amaro (UNISA) - SP

A Síndrome de Cornélia de Lange é uma rara síndrome congênita de provável etiologia autossômica. Existem poucos estudos descrevendo os achados oculares nesta síndrome. Este trabalho relata os achados oculares e sistêmicos em uma criança de 3 anos de idade acometido pela Síndrome de Cornélia de Lange. Foi feito um exame oftalmológico completo, incluindo o estudo por imagem das vias lacrimais.

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P 105
EFEITO DO USO DE PRÓTESE OCULAR NA SENSIBILIDADE CORNEANA
Cristina Nagako Itami; Midori Hentona Osaki; Lucia Miriam Lucci; Renata de Sá Del Fiol; Ana Estela B. P. Sant Anna
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar as alterações provocadas na sensibilidade corneana pelo uso de prótese ocular em olhos em atrofia. MATERIAL E MÉTODO: Estudo prospectivo de 23 pacientes do Setor de Plástica Ocular da Escola Paulista de Medicina (EPM) – UNIFESP com atrofia ocular unilateral e córnea preservada e que não foram submetidos à evisceração ou enucleação. A sensibilidade corneana foi avaliada utilizando-se o estesiômetro de Cochet-Bonnet. Foram realizadas medidas prévia e após o uso da prótese ocular externa. RESULTADOS: Em 100% dos pacientes, a medida da sensibilidade corneana no olho em atrofia foi menor do que no contralateral (controle). Em 95,6% houve diminuição da sensibilidade quando comparado a antes da adaptação da prótese. CONCLUSÃO: Após a adaptação da prótese, ocorre uma diminuição da sensibilidade corneana nos olhos em atrofia. Efeito e fisiopatologia é semelhante ao encontrado nos usuários de lentes de contato.

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