PAINÉIS
Volume 64 - fascículo 4
Resumo dos Painéis do
XXXI Congresso Brasileiro de Oftalmologia

Esses resumos correspondem a trabalhos completos examinados e selecionados pela Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para apresentação, mas não passaram por análise editorial pelos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

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AVALIAÇÃO CLÍNICA DA ANESTESIA GERAL DE COELHOS NOS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS EXPERIMENTAIS OFTALMOLÓGICOS
Marlene Pezzutti Holzchuh; Silvia M. Ghilhotti; M. L. Franchini; Denise T. Fantoni; Ricardo Holzchuh
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo

OBJETIVO: A eficácia da neuroleptoanalgesia (droperidol-fentanil) como medicação pré-anestésica associada ao anestésico dissociativo tiletamina-zolazepam foi estudada como método de escolha para anestesia geral em coelhos submetidos a cirurgias experimentais. MATERIAL E MÉTODOS: Vinte coelhos adultos foram pré-medicados com droperidol-fentanil na dose de 0,3ml/kg e após 10 min., tiletamina-zolazepam na dose de 20mg/kg por via intramuscular. Os animais foram submetidos a diferentes intervenções cirúrgicas experimentais para avaliação da qualidade da anestesia. RESULTADOS: Observou-se um aumento da freqüência cardíaca, diminuição significativa da freqüência respiratória e da temperatura retal em todos os momentos depois da administração da tiletamina-zolazepam, quando comparada com os valores-controle. A indução anestésica foi de 3,4 ± 1,35 min. e a recuperação aos 95,1 ± 34,65 min., livre de fenômenos excitatórios. CONCLUSÃO: As qualidades exibidas pelas associações droperidol-fentanil e tiletamina-zolazepam, permitiram pressupor sua utilização como técnica anestésica geral para diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos em coelhos.

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SÍNDROME DE ALPORT: ALTERAÇÕES OCULARES EM UMA FAMÍLIA
Fabiano Peres Miguel; Fátima Regina Ribeiro de Albuquerque Costa; Gustavo Hermano Lage; Luiz Cezar Goulart Maltez; Procópio M. Santos
Hospital de Base de Brasília – DF

OBJETIVO: A Síndrome de Alport se caracteriza pela presença de hipoacusia, alterações renais e oculares. O objetivo deste trabalho é relatar as alterações oculares encontradas em indivíduos de uma mesma família portadora de Síndrome de Alport. MATERIAL E MÉTODOS: Partindo de um primeiro caso, foi realizada investigação oftalmológica em uma família brasiliense composta de pai, mãe e quatorze irmãos. Os parentes de primeiro grau do paciente foram submetidos a exame oftalmológico completo. Os exames foram realizados no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal. RESULTADOS: Três pacientes apresentaram Síndrome de Alport, dos quais 3 mostraram hipoacusia discreta, um apresentou lentiglobo bilateral e outro lenticone anterior bilateral. Todos os pacientes eram pardos, com idade entre 21 e 34 anos, dois do sexo masculino e uma do sexo feminino. A acuidade visual dos pacientes afetados por essa Síndrome variou de 0,3 (-2) a 0,5. CONCLUSÃO: As alterações oculares encontradas foram lenticone e lentiglobo bilateral.

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AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DA CÂMARA ANTERIOR NA CIRURGIA DE FACOEMULSIFICAÇÃO COM IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR
Cesar Nobuo Shiratori; Silvana Artioli Schellini; Antonio Carlos Rodrigues; Carlos Roberto Correa
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar a existência de contaminação da câmara anterior durante a cirurgia de catarata por facoemulsificação com implante de lente intra-ocular. MÉTODO: Foi realizado estudo prospectivo, colhendo-se amostras de humor aquoso aspirado de câmara anterior no início e ao final da cirurgia de 30 pacientes submetidos a facoemulsificação com implante de lente intra-ocular. As amostras foram semeadas em meio de cultura para germes comuns, anaeróbios e fungos. RESULTADO: Todas as amostras avaliadas resultaram negativas. CONCLUSÃO: A contaminação da câmara anterior na cirurgia de facoemulsificação com implante de lente intra-ocular, usando os cuidados necessários, é infreqüente.

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AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL EM PACIENTES DO "PROJETO CATARATA"
Karen Miyuki Kubokawa; Carlos Ramos; Juliano Vasconcelos Coatti; Luciene Barbosa Souza
Hospital Oftalmológico de Sorocaba - SP

OBJETIVO: Analisar os resultados do Projeto Catarata do Hospital Oftalmológico de Sorocaba, através do estudo pré e pós operatório da acuidade visual em pacientes submetidos à cirurgia de catarata. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 84 pacientes e 103 olhos operados de catarata. Investigou-se as variáveis sexo, idade, melhor acuidade visual pré e pós operatória. Utilizamos a tabela de Snellen e a classificação da acuidade segundo Kohn. Foi também analisada a melhora da acuidade em relação às linhas da tabela de Snellen. RESULTADOS: Observou-se que 82,15% dos pacientes apresentavam idade superior a 60 anos de idade. Acuidade visual pré-operatória foi de 20/200 ou pior para 71,84% (74 olhos). A acuidade visual pós-operatória foi melhor que 20/40 em 77,66% dos olhos. CONCLUSÃO: O trabalho traduz o sucesso e reafirma a necessidade de ações contínuas à mobilização e desenvolvimento de projetos que visem diminuir a cegueira reversível causada pela catarata.

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HIPERTENSÃO INTRA-OCULAR APÓS FACOEMULSIFICAÇÃO E IMPLANTE DE LENTE INTRA-OCULAR
Mônica de Cássia Alves; Raimundo Marcos de Faria; Eduardo Raskin; David Groismann Raskin; Breno Barth Amaral de Andrade
Instituto de Olhos F. Raskin – Campinas – SP

OBJETIVO: Avaliar picos de pressão intra-ocular após facoemulsificação e implante intra-ocular de câmara posterior comparando três regimes pós-operatórios. MÉTODOS: Estudo prospectivo randomizado compreendendo pacientes submetidos à facoemulsificação e implante de lente intra-ocular de câmara posterior. Os pacientes foram randomizados em três grupos de acordo com a estratégia terapêutica empregada: grupo 1: Aplicação pós-operatória imediata de timolol 0,5% gel, grupo 2: 500mg de acetazolamida oral, grupo 3: pacientes que não receberam drogas anti-hipertensivas. A pressão intra-ocular (PIO) foi medida 24 horas após o ato cirúrgico e comparada entre os grupos. RESULTADO: Foi verificado aumento da pressão intra-ocular nos pacientes do grupo 3. Ambas as drogas utilizadas no pós-operatório mostraram-se eficazes no controle da hipertensão intra-ocular após a extração de catarata e implante de lente intra-ocular. CONCLUSÃO: Foi verificado aumento de pressão intra-ocular após extração de catarata através de facoemulsificação. Ambas as drogas utilizadas neste estudo apresentam efetividade no controle da PIO.

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ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS ATENDIDOS PELO "PROJETO CATARATA DA FUNDAÇÃO HILTON ROCHA E PELO MUTIRÃO DA CATARATA": ANÁLISE COMPARATIVA
João Angelo Miranda de Siqueira; Liliana Cordeiro
Instituto Hilton Rocha – Belo Horizonte – MG

OBJETIVOS: Traçar um Perfil epidemiológico dos pacientes atendidos pelo Projeto Catarata e pelo Mutirão da Catarata na Fundação Hilton Rocha realizando também uma análise comparativa. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos casos atendidos de julho a setembro de 1999, em ambos os Programas, na Fundação Hilton Rocha. Foi realizada uma análise dos aspectos epidemiológicos e a comparação entre os dados encontrados. RESULTADOS: 520 casos estudados: 261 Projeto Catarata e 259 Mutirão da Catarata. A maioria dos pacientes eram da capital do estado (Belo Horizonte). Do total dos pacientes atendidos, 44,45% do Projeto Catarata e 21,75% do Mutirão da Catarata foram operados. CONCLUSÃO: Os dados epidemiológicos são importantes para orientar programas de melhoria da saúde pública ocular. Projetos que contemplem regiões menos assistidas, com melhor sistema de triagem, aliados ao aumento de investimentos por parte do Sistema Único de Saúde, poderão contribuir para reduzir a cegueira decorrente da Catarata no Brasil.

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PERFIL DO CIRUrGIÃO DE CATARATA NO SUL DO BRASIL
Rafael F. Loeff; André M. Freitas; Alexandre S. Marcon; Zélia M. S. Corrêa; Ítalo M. Marcon
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - RS

OBJETIVO: Delinear o perfil do cirurgião de catarata na Região Sul do Brasil. Avaliar a penetração das novas tecnologias e técnicas cirúrgicas na extração da catarata entre os oftalmologistas dessa região. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi criado um questionário sobre a rotina da cirurgia de catarata e enviado pelo correio a 1.000 oftalmologistas da região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A correspondência incluía uma carta de apresentação assinada pelos autores, o questionário e um envelope pré-selado e endereçado aos autores. RESULTADOS: Até o presente momento foram recebidos 184 questionários respondidos. A extração extracapsular, incisão límbica, lente intra-ocular com área óptica de 5 a 6mm, pontos separados e bloqueio peribulbar com acompanhamento de anestesista, são algumas das preferências no Sul do Brasil. A facoemulsificação é rotina para 39% dos cirurgiões em pelo menos 60% dos casos que operam mensalmente. O volume cirúrgico mensal é de até 15 procedimentos para 80% dos oftalmologistas entrevistados. CONCLUSÃO: Apesar da oftalmologia ser uma das áreas da medicina com maior avanço tecnológico, técnicas modernas como a facoemulsificação ainda não são utilizados na rotina pela maioria dos oftalmologistas no Sul do Brasil.

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FACOEMULSIFICAÇÃO: RESULTADOS DOS PRIMEIROS 250 CASOS OPERADOS NO HOSPITAL ANA COSTA DE SANTOS
Celso Afonso Gonçalves; Marcos Alonso Garcia, Claudia Nascimento Gomes; Aguida Aparecida Nicoli; Antonio José Teles
Hospital Ana Costa – Santos – SP

OBJETIVO: Analisar os primeiros 250 casos de catarata operados por facoemulsificação no Hospital Ana Costa de Santos. MÉTODO: Foram avaliados 250 pacientes facectomizados por facoemulsificação no período de outubro de 1999 a dezembro de 2000. A técnica cirúrgica preconizada foi com bloqueio peri-conal com 3 cc de xylocaína 2% e 2cc de marcaína 0,75%, incisão clear córnea de 2,75mm microtip, paracentese à esquerda, injeção de hialuronato de sódio coesivo, capsulorrexis linear circular contínua com pinça de Utrata, hidrodissecção e hidrodelineação do núcleo com solução salina balanceada, facoemulsificação com a técnica dividir para conquistar, conquistando com módulo BURST do facoemulsificador Legacy da Alcon, com parâmetros definidos de acordo com grau de dureza do núcleo. A aspiração e irrigação foi automatizada e o implante selecionado foi o de lente acrílica dobrável no saco capsular, sem sutura. RESULTADOS: As maiores vantagens foram a rápida recuperação dos pacientes (1 semana) as suas atividades normais, com baixo índice de complicações (2,8%) e boa resposta visual final (94% melhor que 20/40). CONCLUSÃO: Os resultados foram similares aos da literatura, mostrando que a transição proposta, no Hospital Ana Costa, da técnica extra-capsular para facoemulsificação foi segura.

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PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL DOS PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE CATARATA NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Carlos Frederico Medeiros Queiroz; Lúcio Moraes; Alan Ricardo Rassi; Marcos Pereira Ávila
Universidade Federal de Goiás

OBJETIVOS: Traçar o perfil sócio-econômico dos pacientes submetidos a cirurgia de catarata no projeto "Mutirão da Catarata" do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. MÉTODO: Estudo descritivo, baseado em entrevista semi-estruturada, em amostra da população com mais de 55 anos de idade, triada para cirurgia de catarata senil, entre 1020 pacientes que ocorreram a chamamento feito pela mídia. O critério básico para inclusão no projeto de cirurgia foi uma visão igual ou inferior a 0,3 no melhor olho com correção. O critério para inclusão no presente estudo foi aleatório, cobrindo os primeiros 300 pacientes agendados para cirurgia. O instrumento para a coleta de informações foi uma entrevista guiada por questionário semi-estruturado. RESULTADOS: A população se ordena ao redor da faixa etária equivalente, em média, a 69 anos e meio. A densidade populacional é em média de 4 pessoas por domicílio. A característica habitacional mostra média de cinco cômodos por domicílio e de dois habitantes por dormitório. A renda familiar média é de 2,2 salários mínimos. Dos 300 pacientes 8% nunca tinham se consultado com médico oftalmologista e a média de tempo transcorrido entre a consulta atual e o primeiro diagnóstico de catarata foi de seis anos e meio. A metade dos pacientes (49%) é analfabeta e 4% chegaram ao segundo grau. O tempo médio decorrido entre o Mutirão e a última consulta oftalmológica foi de 2,09 anos e foram realizadas duas consultas entre o acesso ao Mutirão da Catarata e a cirurgia. Os dados mostram que 59% dos pacientes moram na zona metropolitana de Goiânia, 35% vieram do interior do Estado de Goiás, e 6% ocorreram à chamada vindos de outros Estados. CONCLUSÃO: O perfil traçado mostra uma população de idosos com baixa escolaridade, que reside com mais três pessoas, dividindo uma renda mensal de dois salários mínimos. Percebe-se a dificuldade de acesso aos serviços oftalmológicos, mantendo os pacientes com a visão limitada por muitos anos, dificultando sua participação no mercado de trabalho e diminuindo sua qualidade de vida. A metodologia utilizada no Mutirão foi eficaz e eficiente, na medida em que resolveu o problema com duas consultas pré-cirúrgicas.

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INDUÇÃO DE CATARATA EM OLHOS DE PORCO PARA TREINAMENTO CIRÚRGICO DE FACOEMULSIFICAÇÃO
Eileen B. Mejia Diazgranados; Eduardo Soriano; Marcelo Cunha; Acacio Alves; José Silva; Marcelo Lobato
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Apresentar um modelo experimental de indução de catarata em olhos de porcos, com características similares a do olho humano, para a realização do treinamento da facoemulsificação. MÉTODOS: Vinte olhos foram divididos em quatro grupos. Metilcelulose 2% (0,2ml) foi injetada na câmara anterior através da paracentese. Misturas de Metanol-Formol (0,2ml) em diferentes diluições, 2:1, 1:1, 1:2, foram injetadas dentro do cristalino com uma agulha de 25 G via pars plana, a 3 mm do limbo. Cada grupo foi testado com uma diluição diferente. Foi realizado facoemulsificação clear córnea por um só cirurgião, que desconhecia diluição utilizada. As variáveis utilizadas foram transparência corneana, textura da cápsula anterior, dureza do núcleo e nucleofratura. O cirurgião graduou os parâmetros ao final do procedimento. RESULTADOS: Os três grupos de mistura induzirão catarata. A diluição de Metanol-Formol 1:2 induziu uma catarata de ¾+ considerada a melhor mistura para a realização da fratura do núcleo e a manipulação dos fragmentos. Usando esta diluição, a condição cápsula anterior também se tornou similar com a cápsula humana, com menos elasticidade e maior controle durante a capsulorexe. A diluição 2:1, e 1:1 induziu uma catarata mais mole com alguma elasticidade na cápsula anterior. Não houve diferença com a transparência da córnea nos três grupos que receberam a solução. CONCLUSÃO: Esta técnica tem uma boa reprodutibilidade e induz cataratas com características similares com a catarata humana. A mistura de Metanol-Formol 1:2 forneceu uma catarata com um núcleo mais duro e uma cápsula anterior menos elástica na avaliação subjetiva, a qual é útil para o treinamento de modernas técnicas de facoemulsificação, como "faco chop" e "dividir e conquistar".

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CERATOCONE INDUZIDO PÓS CIRURGIA REFRATIVA
Melissa Christine Ferreira de Oliveira; Luiz Alberto Mônica Molina; Mônica Branco; Felipe Margem
Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados - Rio de Janeiro - RJ

OBJETIVOS: Correlacionar o aparecimento do ceratocone, ectasia não inflamatória da córnea, como complicação de cirurgia refrativa em dois pacientes, com estudo clínico topográfico e paquimétrico, com proposta de tratamento diferente em cada caso. MÉTODOS: Estudo dos sinais clínicos (Munson, estrias de Vogt, pseudo Fleisher), sintomas (diminuição progressiva da acuidade visual), paquimetria (espessura corneana) e topográfico (Alcon eye map). RESULTADOS: Os pacientes estudados tiveram o diagnóstico de ceratocone após a cirurgia refrativa confirmado através dos exames anteriormente descritos. CONCLUSÃO: A cirurgia refrativa é um procedimento que visa a melhoria da acuidade visual e que deve ser realizada com critérios pois não é isenta de complicações, como o ceratocone, as quais podem ser definitivas para o paciente.

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USO DE CORREÇÃO ÓPTICA E INTERESSE NA CIRURGIA REFRATIVA ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA
Flávio Cotait Kara José; Lucia Battistella Passos; Ana Carolina Jervásio; Gustavo Henrique Salomão
Faculdade de Medicina do ABC - SP

Trezentos e dezenove estudantes da Faculdade de Medicina do ABC (Santo André-SP) responderam a um questionário de auto-avaliação. 62,7% usavam correção óptica; destes, 53,3% apresentavam, como erros de refração, miopia simples ou associada ao astigmatismo, 92,8% já tinham ouvido falar em cirurgia refrativa, 34,2% sabiam dessa técnica cirúrgica e apenas 17,6% conheciam os riscos e complicações intra e pós operatórios. Dos duzentos estudantes que se classificaram como amétropes, 50,5% gostariam de ser submetidos à operação e 69,0% esperavam, como resultado cirúrgico, a cura definitiva. Foi demonstrado, também, que 51,7% tiveram a última consulta oftalmológica há menos de 1 ano; 32,0% entre 1 e 3 anos e 15,7%, há mais de 3 anos, assim, há ausência de informações nos consultórios oftalmológicos.

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LASIK NUM OLHO E PRK NO OUTRO OLHO DO MESMO PACIENTE: QUALIDADE DE VISÃO A LONGO PRAZO
Otávio Siqueira Bisneto; Hamilton Moreira; Marcelo Santana
Hospital de Olhos do Paraná – Curitiba - PR

OBJETIVO: Realizamos este estudo com o objetivo de avaliar as técnicas de ceratectomia fotorrefrativa (PRK) e laser in situ keratomileusis (LASIK), em pacientes submetidos à cirurgia de miopia de baixo e moderado grau, sendo um olho submetido à PRK e outro à LASIK. MÉTODOS: Os pacientes estudados foram submetidos ao exame oftalmológico, onde verificou-se: acuidade visual (AV) sem correção, AV com melhor refração, biomicroscopia, teste de ofuscamento, topografia computadorizada de córnea, teste de sensibilidade de contraste com e sem ofuscamento. Para a avaliação subjetiva da cirurgia os pacientes responderam ao questionário anexo. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião, no mesmo aparelho de Excimer Laser (Summit Omnimed®). RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 4 pacientes (8 olhos), com equivalente esférico refracional (EE) entre -1,50 e -5,75 dioptrias (D), sendo a média do EE no pré-operatório -3,25D para LASIK e -3,50D para PRK. O seguimento pós-operatório foi semelhante nos dois grupos, média de 4 anos. A AV sem correção foi de 20/20 em todos os olhos. No teste de ofuscamento todos os olhos mantiveram AV de 20/20. O teste de sensibilidade de contraste sem ofuscamento mostrou todos os olhos dentro da curva de normalidade, porém, com ofuscamento 6 dos 8 olhos (metade de cada grupo), apresentaram curvas fora do padrão de normalidade. Em relação à avaliação subjetiva da cirurgia, todos os pacientes avaliaram a mesma como "boa". CONCLUSÃO: Neste estudo tanto PRK quanto LASIK se mostraram tecnicamente seguros, eficazes e previsíveis para correção de baixa e moderada miopia. Ambos os grupos apresentaram queda da sensibilidade de contraste sob ofuscamento, sendo que na avaliação subjetiva notou-se certa insatisfação no grupo LASIK em relação a dirigir à noite, o que não aconteceu no grupo PRK. Os autores destacam que outros estudos com maior número de pacientes devem ser realizados para uma melhor avaliação do tema.

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COMPLICAÇÕES INTRA E PÓS–OPERATÓRIAS RECENTES NO LASIK DURANTE A CURVA DE APRENDIZAGEM DE MÉDICOS RESIDENTES
João Marcelo de Almeida Gusmão Lyra; Alexandre Amaral Yung; Reginaldo Machado de Mattos Júnior; Henrique Vizibelli; Fernando Cançado Trindade
Hospital São Geraldo; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

OBJETIVO: Verificar a ocorrência de complicações no per e pós-operatório do LASIK realizado por médicos residentes de um serviço universitário para a correção da miopia e astigmatismo. MÉTODOS: Foram incluídos os pacientes com equivalente esférico refracional entre 1,5 – 12,5D. Após criteriosa seleção através de exame oftalmológico completo, topografia corneana e paquimetria ultra-sônica, quarenta e cinco olhos foram submetidos à correção da miopia e do astigmatismo através da técnica de LASIK utilizando-se excimer laser NIDEK EC-5000 e um microcerátomo manual SLK-One da Moria. RESULTADOS: Foram registradas sete complicações per-operatórias, sendo seis relacionadas a sangramento do limbo superior (pannus e descentração do anel). Ocorreu um caso de parada parcial do movimento do microcerátomo, sem conseqüências visuais. Como complicações trans-operatórias recentes, foi detectado dois deslocamentos de disco lamelar com perda de uma linha de visão. Dois casos de impurezas na interface foram solucionados através de levantamento do disco e lavagem com BSS®. CONCLUSÃO: Mostramos a viabilidade de ensinar a cirurgia de LASIK a médicos residentes de um serviço de residência médica em oftalmologia de uma instituição universitária. A presença de um instrutor e cirurgião experiente reduziu o número de complicações no per e pós-operatório, com resultados semelhantes a outros trabalhos publicados por cirurgiões refrativos.

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RESULTADOS DO USO DO LASIK PARA CORREÇÃO DE MIOPIA E ASTIGMATISMO REALIZADOS POR RESIDENTES EM UM SERVIÇO UNIVERSITÁRIO
Alexandre Amaral Yung; Reginaldo Machado de Mattos Júnior; João Marcelo Almeida Gusmão Lyra; Henrique Vizibelli; Fernando Cançado Trindade
Hospital São Geraldo; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

OBJETIVO: Investigar os resultados da ceratectomia fotorrefrativa associada à ceratotomia lamelar pediculada (LASIK) realizados por Residentes do Departamento de Córnea de um serviço de residência médica e pós-graduação para correção de miopia e astigmatismo. MÉTODOS: Vinte e três pacientes (45 olhos) incluídos neste trabalho apresentavam idade mínima de 21 anos, erro refracional estável por um período mínimo de 1 ano, equivalente esférico menor que 12,00D e espessura corneana maior que 520 micras à paquimetria ultra-sônica. Os olhos operados foram divididos em dois grupos. O grupo I (n=34 olhos) miopia baixa (-1,00 a -5,75D) e o grupo II (n= 11 olhos) miopia moderada (-6,00 a -11,75D). Os procedimentos cirúrgicos foram realizados utilizando excimer laser NIDEK EC 5000 e microcerátomo manual LSK-One. A zona óptica variou de 5,5 a 6,0 mm com zona de transição de 6,5 a 7,4 mm respectivamente. RESULTADOS: Após a realização do procedimento houve ganho de uma linha na tabela de Snellen em cinco olhos (11,11%). Todos pertenciam ao grupo I. Ocorreu perda de uma linha na tabela de Snellen em três olhos (6,66%), todos também pertencendo ao grupo I. Todos os outros 37 olhos (82,22%) mantiveram a mesma acuidade visual obtida com a refração pré-operatória. Houve ametropia residual em 08 olhos (17,77%), sendo seis pertencentes ao grupoI (17,64%) e dois pertencentes ao grupo II (18,18%). No primeiro grupo a ametropia residual variou de +0,75 a -1,50D, com a média do equivalente esférico residual em módulo de 0,83D entre os olhos com ametropia residual. Caso se considerem todos os pacientes do grupo I a média do equivalente esférico diminuiu de 3,85D para 0,17D após o procedimento cirúrgico. No grupo II a queda foi de 8,08D para 0,36D. CONCLUSÃO: O LASIK é um procedimento seguro que pode ser aprendido rapidamente por cirurgiões inexperientes de um serviço universitário. Os resultados são semelhantes àqueles obtidos por cirurgiões refrativos. A constante supervisão do procedimento por um instrutor experiente, diminui a incidência de complicações.

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RISCO POTENCIAL DE CERATECTASIA IATROGÊNCA PÓS LASIK
Henrique Vizibelli; Alexandre Amaral Yung; Reginaldo Machado de Mattos Júnior; João Marcelo Almeida Gusmão Lyra; Fernando Cançado Trindade
Hospital São Geraldo; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

OBJETIVO: A topografia corneana e a paquimetria são essenciais nos procedimentos cirúrgicos refrativos. Alterações topográficas na superfície posterior corneana pós LASIK, podem estar relacionadas ao fino estroma corneana residual. Nosso objetivo é determinar se a ectasia pós LASIK está relacionada à espessura do estroma residual. MÉTODOS: 4800 olhos de 2400 pacientes miópicos, variando de -2,0D a -9,0D (média de -7,5D) com -4,0D ou menos de astigmatismo, foram submetidos a LASIK bilateral (NIDEK EC-5000 Excimer Laser). Discos de 160 micras foram realizados utilizando-se um microcerátomo manual (Moria®). A zona óptica variou de 5,0 a 6,0mm. O Orbscan® com sistema de topografia e paquimetria foi usado em todos os pacientes para identificar qualquer anormalidade antes e após o procedimento de LASIK. As medidas pré-operatórias da paquimetria central variaram de 470 a 600 micras. RESULTADOS: Oito pacientes (10 olhos) desenvolveram alterações na superfície corneana posterior relacionadas a ceratectasia 3 meses após o procedimento. Estes olhos tinham paquimetria central inferior a 530 micras e miopia superior a -3.0D no pré-operatório. Em um caso, a paquimetria era de 600 micras no pré-operatório. A acuidade visual destes olhos era igual ou pior que 20/40. CONCLUSÃO: Um leito residual estromal com uma espessura de 250 micras pode não ser suficiente para previnir a ceratectasia pós LASIK. Os parâmetros do Orbscan para o diagnóstico de ceratocone incipiente devem ser respeitados.

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CARACTERÍSTICAS DE UMA POPULAÇÃO DE PACIENTES PORTADORES DE MIOPIA SUBMETIDOS À CIRURGIA REFRATIVA
Milton Ruiz Alves; Denise Vuono Chinzon; Vania Mozetic
Universidade de São Paulo (USP)

OBJETIVO: Descrever as características de uma população portadora de miopia submetida a cirurgia refrativa para fornecer subsídios objetivando tornar a prática refrativa mais efetiva. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se um estudo retrospectivo avaliando-se os registros consecutivos de 175 pacientes submetidos à cirurgia refrativa para correção de miopia, levantando-se dados demográficos, a quantidade e a distribuição do erro refrativo. Para análise estatística foi empregada o teste t de Student para amostras pareadas. RESULTADOS: A média do equivalente esférico (EE) do erro refrativo do olho direito foi de -2,67±2,39 D e do olho esquerdo foi de -2,79±2,28 D. Não houve diferença significante comparando-se a distribuição de EE e sexo e entre olhos direitos e esquerdos. Cerca de 93% dos indivíduos submetidos à cirurgia refrativa apresentavam EE menor do que -7,00 D. CONCLUSÃO: A fim de tornar a prática cirúrgica refrativa mais eficaz, sugere-se a realização de estudos locais e reavaliar as futuras exigências que deverão estar centradas na correção de erros refrativos mais elevados.

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CERATITE PELO MYCOBACTERIUM CHELONAE APÓS LASER IN SITU CERATOMILEUSIS (LASIK) ESTUDO MICROBIOLÓGICO E HISTOPATOLÓGICO: RELATO DE UM CASO
Fabíola P. Seabra; Israel Rozenberg; Márcio Andrade; Denize Azambuja
Casa de Saúde São José – (RJ) / Instituto de Olhos Leblon – (RJ) / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Apresentar um caso severo de ceratite pelo Mycobacterim chelonae após laser in situ ceratomileusis (LASIK), com completa regressão do processo infeccioso após tratamento clínico, porém evoluindo para transplante de córnea penetrante, devido à cicatriz no eixo visual. RELATO DE CASO: Mulher parda de 30 anos, procedente de Minas Gerais, com saúde normal, foi submetida à cirurgia refrativa para correção da alta miopia no olho esquerdo pela técnica de LASIK. A cirurgia ocorreu sem intercorrências. Oito dias após a cirurgia apresentou quadro de sensação de corpo estranho, fotofobia e diminuição da acuidade visual, mas somente cinco dias após o início dos sintomas, a paciente procurou um oftalmologista na sua cidade de origem, que relatou ter observado os seguintes sinais ao exame biomicroscópico: úlcera central, com infiltrado estromal difuso semelhante à úlcera por Acanthamoeba. O tratamento inicial incluiu colírio de sulfato de tobramicina tópico de 2/2h (Tobrex® – Alcon). Dezessete dias após a cirurgia, quando a paciente veio ao nosso serviço, apresentou ao exame na lâmpada de fenda: hiperemia conjuntival intensa, ceratite central com infiltrado estromal difuso e edema palpebral. Sob anestesia tópica foi levantado o "flap" e retirado material para coloração com Gram e estudo microbiológico. Foi iniciado o uso tópico de sulfato de tobramina 20mg/ml de 1/1h em forma de colírio, associado a claritromicina 500mg (Klaricid UD® - Abbott) de 12/12h, via oral. RESULTADOS: O esfregaço mostrou leucócitos polimorfonucleares dispersos, sendo a cultura positiva para M. chelonae. A paciente apresentou melhora lenta de suas condições.

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PERFIL DAS QUEIMADURAS QUÍMICAS OCULARES EM UM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA OFTALMOLÓGICA NO ESTADO DE PERNAMBUCO
Danielle Gomes de Lima; Iane Stillitano; Getúlio Cardoso; Andrea Gifoni; Francisco Tocantins Lobato
Fundação Altino Ventura - Recife - PE

OBJETIVOS: Traçar um perfil dos pacientes vítimas de queimaduras químicas oculares, identificando-lhes o sexo, idade, profissão, substância envolvida e local do acidente. Determinar as principais alterações biomicroscópicas e o tratamento mais indicado. MÉTODOS: Estudaram-se 49 pacientes que procuraram o serviço de Emergência Oftalmológica do Hospital da Restauração em Recife, no período de junho a setembro de 2000. Os dados foram colhidos a partir de um protocolo e posteriormente analisados. RESULTADOS: As queimaduras químicas oculares corresponderam a 15,6% de todos os traumas oculopalpebrais durante o período do estudo. 33 pacientes eram do sexo masculino (67,3%) e a faixa etária mais acometida foi de 15 a 29 anos, com 22 casos (44,9%). 31 casos ocorreram no local de trabalho e o grupo dos trabalhadores braçais foi o mais afetado. Do total, 16 casos foram causados por álcali (32,7%) e oito por ácido (16,3%). CONCLUSÕES: As queimaduras químicas oculares atingem, na maioria das vezes, indivíduos do sexo masculino e em idade produtiva (15 a 50 anos). Na maioria das vezes, a injúria ocular é leve, e o tratamento com antibióticos e lubrificantes tópicos, o suficiente. Acredita-se que o uso correto de equipamentos de proteção individual poderia prevenir a maioria destes acidentes.

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SÍNDROME DE COGAN
Luiz Antônio Vieira; Milena Abdalla; Wilson Nahmatallah Obeid; Rogério de Araújo; Antônio Harrison Sarmento Costa
Hospital Cema - SP

A síndrome de Cogan é um distúrbio inflamatório crônico idiopático raro caracterizado pela presença de alterações oculares, principalmente ceratite intersticial não sifilítica e/ou inflamação de outras estruturas oculares, perda auditiva neurossensorial, geralmente bilateral, zumbidos e vertigens. Outras manifestações podem estar associadas, sendo as mais importantes a vasculite e a insuficiência aórtica. O diagnóstico precoce e a introdução de um tratamento adequado é de extrema importância para que se obtenha um bom prognóstico. Descrevemos um caso de uma paciente de 14 anos com síndrome de Cogan.

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TRANSPLANTE DE CÓRNEA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Pollyana Assunção Hueb Marchi; Wilson Marchi Jr.; Carlos Eduardo Leite Arieta
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - SP

OBJETIVO: Descrever algumas características de Transplantes de Córnea realizados no Hospital das Clínicas da Unicamp. MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo de pacientes submetidos ao transplante de córnea no Hospital das Clínicas da Unicamp, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 1997 com tempo de seguimento mínimo de 6 meses. Os dados foram obtidos de prontuários arquivados, com descrição cirúrgica e de exames pré e pós-operatórios completos. RESULTADOS: Observamos que os aspectos relacionados com a sobrevida da córnea doadora, como o tipo de cirurgia (82% - simples), doença de base (42% - ceratocone) e os fatores associados (catarata, infecção, glaucoma, patologias vasculares) são muito semelhantes a outros trabalhos. A presença de 32% de córneas opacas foi explicada pela grande quantidade de transplante tectônicos realizados no período. CONCLUSÃO: O fator imunológico ainda é o maior responsável pela perda de transplantes de córnea, mas aspectos sociais e técnicos, como acesso do paciente ao sistema de saúde, e tempo de captação e transplante, se melhorados podem contribuir no sucesso da sobrevida da córnea.

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REJEIÇÃO DE TRANSPLANTE DE CÓRNEA APÓS LASIK
Sandra Cayres Naufal; Maria Cristina Nishiwaki Dantas; Paulo Elias C. Dantas; Sérgio Felberg; Mirko Jankov
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

OBJETIVO: Relatar um caso de rejeição da córnea doadora pós LASIK realizado em córnea transplantada. Não há na literatura, até o presente momento, nenhum caso semelhante relatado. MÉTODOS: Paciente MMM, 14 anos, sexo feminino, branca, com diagnóstico de Ceratocone bilateral. Foi submetida a transplante de córnea (ceratoplastia penetrante) do olho direito em dezembro de 1996. Após quatro meses apresentou um quadro de rejeição endotelial do botão doador. Foi tratada com acetato de predinisolona 1% até remissão do quadro. Um mês depois teve novo episódio de rejeição e foi tratada novamente até a remissão total do quadro. Em janeiro de 1998 (13 meses após o transplante) foi submetida a LASIK para correção da ametropia (-6,50 DE @ -5,00 DC a 110°) sem intercorrências. Em fevereiro de 1998 foi submetida a transplante de córnea do olho contralateral (olho esquerdo). Em abril de 1998 voltou a apresentar sinais de rejeição do transplante do olho direito. Teve re–missão da rejeição com o tratamento. CONCLUSÃO: Os autores questionam se a etiologia da rejeição da córnea doadora após o LASIK seria pela incompatibilidade do tecido doador com o do receptor, pois a paciente havia tido episódios semelhantes antes da realização do LASIK; pelo estímulo antigênico causado pela ceratomileusis durante o LASIK ou pelo aumento da resposta imunológica causado pelo transplante do olho contralateral.

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efeito comparativo do aloe vera com o diclofenaco no início da inflamação ocular induzida: estudo experimental em ratos
Albert Dickson de Lima; Ronald Fonseca Cavalcanti; Aldo da Cunha Medeiros; Hilkéa Carla de Souza Medeiros; Marcus Aurelho de Lima

Fundação Altino Ventura - Recife - PE

OBJETIVO: Comparar o efeito tópico do Aloe Vera com o diclofenaco na fase inicial do processo inflamatório induzido por álcali. MÉTODO: Avaliaram-se 15 olhos de ratos Wistar separados aleatoriamente, em três grupos de cinco. No primeiro grupo aplicou-se o Aloe Vera, no segundo diclofenaco sódico e no terceiro o controle por 48 horas. Ao final do primeiro e segundo dia, sacrificaram-se os animais e, enviaram-se os globos oculares para análise histopatológica. RESULTADOS: Observou-se uma semelhança da ação do Aloe Vera com o diclofenaco e uma, histopatologicamente visível, redução do processo inflamatório nas primeiras 24 horas sem significância estatística; mas nas 48 horas não houve redução e nem diferença significativa com o controle (p>0,05). CONCLUSÃO: O efeito do Aloe Vera foi semelhante ao do diclofenaco nas 24 e 48 horas, sendo diferente nas 24 horas em relação ao controle, sugerindo, ser um auxílio na redução da migração de leucócitos polimorfonucleares (PMNs) no início da inflamação.

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ENDOTELITE
Luis Antônio Vieira; Rogério de Araújo; Marco Antônio Campos Machado; Milena Abdalla
Hospital CEMA – São Paulo – SP

Endotelite, uma doença pouco comum, difícil de se identificar a causa assim como o diagnóstico. O nosso estudo comenta três casos clínicos de endotelite, analisando em sua evolução; o exame clínico, tratamento e complicações. As endotelites descritas são lineares e difusas, sendo realizado o tratamento com corticóides – sistêmico e tópico – assim como antiviral oral. A evolução foi satisfatória, com boa melhora da acuidade visual, as endotelites quando diagnosticadas em ocasião precoce e tratadas, minimizam as seqüelas endoteliais.

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O USO DO SORO AUTÓLOGO NO TRATAMENTO DE LESÕES CORNEANAS AGUDAS
Mônica de Cássia Alves; Eduardo Raskin; Analisa Raskin; Giovana Carla Eredia; Raimundo Marcos de Faria
Instituto de Olhos F. Raskin – Campinas – SP

OBJETIVO: Avaliar o tratamento de lesões corneanas agudas com aplicações de soro autólogo em pacientes com superfície ocular hígida e produção lacrimal normal. MÉTODOS: Estudo prospectivo randomizado onde foram avaliados 32 olhos com lesões epiteliais agudas, divididos em dois grupos de tratamento, grupo 1: soro autólogo e grupo 2: tratamento convencional. RESULTADOS: Pacientes com defeitos epiteliais tratados com aplicações de soro autólogo apresentaram benefícios no tempo de cicatrização dessas lesões quando comparados com tratamento convencional. CONCLUSÃO: Aplicações de soro autólogo promovem maior aporte à córnea de substâncias que beneficiam a cicatrização de lesões epiteliais.

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ALTERAÇÕES OCULARES ASSOCIADAS A TRAUMA POR HIMENÓPTEROS
Enyr Saran Arcieri; Liziane de Abreu Ferreira; Hailton Barreiros de Oliveira; Magno Antônio Ferreira; Flávio Jaime Rocha
Universidade Federal de Uberlândia - MG

OBJETIVO: Descrever as manifestações oculares decorrentes de trauma por abelhas e marimbondos. MÉTODOS: Relato das alterações oculares em cinco pacientes que sofreram trauma ocular por himenópteros. RESULTADOS: Cinco pacientes sofreram trauma ocular por insetos da ordem dos himenópteros (4 por marimbondo e 1 por abelha). Nos 4 casos de trauma por marimbondo, todos os pacientes apresentaram descompensação corneana persistente e 2 catarata total, com necessidade de tratamento cirúrgico. No caso de trauma por abelha, o paciente apresentou edema corneano e reação inflamatória da câmara anterior com regressão total destas alterações com o tratamento clínico. CONCLUSÃO: Apesar de pouco freqüente, o trauma ocular por himenópteros pode estar associado a severas alterações oculares no homem.

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PERFIL DOS DOADORES DE CÓRNEA NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DO CONJUNTO HOSPITALAR DE SOROCABA (CHS) ENTRE OS ANOS DE 1995 E 2000
Alex Luciano Magatti, Dina Floriano Machado de Araújo; João Alberto Holanda de Freitas; José Francisco Soranz, João Edward Soranz Filho
Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUC) – SP

OBJETIVO: Relatar as principais características dos doadores de córnea atendidos no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) entre os anos de 1995 e 2000. MÉTODOS: Analisamos 431 prontuários de pacientes em que as famílias aceitaram a doação de córneas. Os dados foram agrupados quanto ao sexo, idade (em grupos de 10 em 10 anos, de 1 a 70 anos) e causa mortis. RESULTADOS: Observou-se um aumento progressivo de córneas doadas entre os anos de 1995 e 1999, sendo que neste último, obtivemos 144 casos, com queda significante no ano posterior (2000), com apenas 72 casos. A maioria dos doadores são do sexo masculino (73,0%) e na faixa etária de 41 a 50 anos (21,3%). As principais patologias relacionadas como causa mortis foram politraumatismo (33,5%) e doenças cardiovasculares (28,5%). CONCLUSÃO: As campanhas de conscientização da população são necessárias para que se aumente o número de doações. Maiores esforços devem ser feitos pelos bancos de olhos, visando melhorar a qualidade do tecido doador.

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INDICAÇÃO DE CERATOPLASTIA PENETRANTE NO SERVIÇO DE OFTALMOLOGIA DO CONJUNTO HOSPITALAR DE SOROCABA
Alex Luciano Magatti; Dina Floriano Machado de Araújo; João Alberto Holanda de Freitas; José Francisco Soarez; João Edward Soranz Filho
Faculdade de Medicina de Sorocaba / PUC-SP

OBJETIVO: Relatar as principais características dos pacientes com indicação para ceratoplastia penetrante no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) entre os anos de 1998 e 2000. MÉTODOS: Analisamos 80 prontuários de pacientes inscritos para o transplante de córnea CHS. RESULTADOS: O sexo de maior prevalência foi o masculino (53,0%). A faixa etária de maior predomínio foi entre 21 e 40 anos (38,0%) e o olho predominante foi o esquerdo (58,5%). As indicações foram ceratocone (41,5%), leucomas (29,0%), ceratoplastia bolhosa (12,0%), rejeição (12,0%), distrofia (3.5%) e distrofia endotelial de Fuchs (2,0%). CONCLUSÃO: Ocorreram mudanças na indicação para ceratoplastia penetrante entre o nosso estudo e publicações anteriores, com aumento da indicação por ceratocone.

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ANEL INTRACORNEANO (ANEL DE FERRARA) PARA PACIENTES COM CERATOCONE
Hamilton Moreira; Cinara S. de Oliveira; Glaucio de Godoy; Sâmia Ali Wahab
Hospital de Olhos do Paraná

OBJETIVO: Avaliar a segurança e eficácia do implante de anel de Ferrara no tratamento do ceratocone. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo em 10 pacientes com ceratocone. Os critérios de inclusão foram: intolerância a lentes de contato, acuidade visual sem correção inferior ou igual a 20/100, ausência de cicatrizes corneanas significativas e ausência de doenças oculares ou sistêmicas que contra-indiquem a cirurgia. Acuidade visual (LogMAR), refração, topografia e paquimetria pré e pós-operatórias foram as variáveis analisadas. Os pacientes foram seguidos pelo período mínimo de 3 meses. RESULTADOS: Das complicações cirúrgicas encontradas, destacam-se 2 casos de microperfuração corneana durante a confecção das incisões para os túneis inferiores, 1 de extrusão e 4 de deslocamento pós-operatório do anel. A acuidade visual corrigida melhorou de 0,750 ± 0,374, para 0,438 ± 0,342 (p=0,026). A média da acuidade visual não corrigida no primeiro dia pós-operatório foi de 0,667 ± 0,447 (n=9), e a acuidade visual final não corrigida foi de 0,562 ± 0,272. Cinco pacientes evoluíram com acuidade visual com correção melhor ou igual a 0,5 unidades LogMAR ou melhor após o 3º mês pós-operatório. Um paciente não apresentou aplanamento significativo do cone. CONCLUSÃO: Pode-se esperar uma redução significativa das complicações operatórias a partir do aperfeiçoamento da técnica cirúrgica utilizada. Da mesma forma, melhores resultados podem ser obtidos através de uma seleção mais adequada dos pacientes. Um acompanhamento a longo prazo é necessário para se garantir uma estabilidade topográfica.

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RECONSTRUÇÃO DA SUPERFÍCIE OCULAR EM CASOS SEVEROS DE SÍNDROME DE STEVENS JOHNSON
José Alvaro Pereira Gomes; Myrna Serapião dos Santos; Waleska Belmino Chaves Donato; Marcelo C. Cunha; Denise de Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: O objetivo desse estudo é relatar os resultados cirúrgicos do transplante de membrana amniótica (TMA) associado ao transplante de limbo e conjuntiva (TLC) em pacientes com Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) portadores de deficiência total de células germinativas limbares e de conjuntiva (DTLC). MATERIAL E MÉTODOS: A membrana amniótica foi obtida a partir de placentas provenientes de cesáreas e preservada à -80° em glicerol e meio de preservação de córnea 1:1. Oito olhos de 8 pacientes (5 homens / 3 mulheres; idade média de 38 anos (12-64a)) com DTCL secundária à SSJ, foram tratados com excisão do tecido cicatrial, seguido por TMA associado a TLC obtidos de doadores relacionados vivos. Os pacientes submetidos a TLC de doador HLA não compatível e/ou transplante de córnea, receberam imunossupressão sistêmica. RESULTADOS: Com um tempo médio de seguimento de 10 meses (1-19 meses), satisfatória reconstrução da superfície ocular foi obtida em 3 olhos (37,5%), com redução da inflamação e vascularização, e um tempo médio de epitelização de 3 semanas. Falência cirúrgica foi observada em 2 olhos (25%) e complicações (infecção pós-operatória) em 3 (37,5%) olhos. Melhora da acuidade visual foi observada em 5 olhos (62,5%), manutenção em 2 olhos (25%) e diminuição em 1 olho (12,5%). CONCLUSÃO : A associação de TMA e TLC foi eficiente em 1/3 dos casos severos de DLCT secundária à SSJ. Um alto número de complicações pós-operatórias, especialmente infecções, pareceu ser responsável pelo comprometimento dos resultados cirúrgicos nesses casos. Novas estratégias são necessárias para futuramente melhorar os resultados da reconstrução da superfície ocular nesses pacientes.

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DOENÇAS EXTERNAS OCULARES E CERATOPATIAS EM CRIANÇAS
Sandra Izecksohn Tarsis; Elisabeth Nogueira Martins; Luis Antônio Vieira; Luciene Barbosa de Souza; Denise de Freitas
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Avaliar a incidência de doenças externas oculares e ceratopatias que afetam crianças em um serviço de referência. MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo no Setor de Doenças Externas Oculares e Córnea da UNIFESP – EPM. Todos os prontuários de agosto de 1998 a outubro de 1999 foram revisados. RESULTADOS: Foram analisadas pasta de 287 crianças em 1250 pacientes. A idade média foi 7,9 anos e 59% pacientes são do sexo masculino. Conjuntivite alérgica estava presente em 119 (32,3%) dos pacientes, blefarite em 47 (14,7%) e ceratites em 31 (9,9%). CONCLUSÃO: Conjuntivite alérgica estava presente num elevado número de pacientes, mesmo considerando este ser um serviço de referência. Ambliopia por doenças oculares externas e ceratopatias foram detectadas, assim como a presença de mais de uma doença no mesmo paciente. Esses resultados enfatizam a importância de um exame detalhado, tratamento adequado e reabilitação que são específicos para esta faixa etária da população.

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FALÊNCIA PRIMÁRIA PÓS TRANSPLANTE DE CÓRNEA EM SERVIÇO UNIVERSITÁRIO
Flávio Eduardo Hirai; Stefan Klatte; Keila Pacini; Elcio Hideo Sato
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVO: Analisar os possíveis fatores relacionados à falência primária pós transplante de córnea no Setor de Doenças Externas Oculares e Córnea da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. MÉTODOS: Realizado estudo retrospectivo de 239 pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante. Casos de falência primária foram selecionados (grupo I) e dados dos doadores foram comparados com doadores de pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico no mesmo período (grupo II). Os dados sobre os doadores foram: idade, causa mortis, contagem de células endoteliais, tempo entre óbito e a enucleação (T1), tempo entre a enucleação e a preservação da córnea (T2) e o tempo de preservação do tecido até a cirurgia (T3). RESULTADOS: Foram analisados dados de 164 pacientes, tendo 21 casos de falência primária (12,8%). A média de idade dos doadores do grupo I foi de 43,1 anos (± 22,0) e no grupo II foi de 47,9 anos (± 18,9). Não houve diferença estatística entre os diferentes intervalos de tempo (T1, T2, T3). As principais causas de morte foram trauma, cancêr e doenças cardíacas. CONCLUSÃO: Dificuldades em determinar as causas exatas da falência primária de um botão corneano pós transplante sugerem uma multifatoriedade envolvida na gênese desta entidade. O trabalho das equipes dos Bancos de Olhos e a notificação, por parte dos médicos, das complicações ocorridas no pós-operatório contribuem na diminuição da incidência das falências pós transplante de córnea.

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CERATOCONE AGUDO BILATERAL – RELATO DE CASO
Emerenciane de Souza Arêa Leão; João Orlando Ribeiro Gançalves; Duwagner Barros da Siveira; Márcio Mendes Fortes; Artur Pareira e Silva Filho
Universidade Federal do Piauí

OBJETIVOS: O ceratocone agudo resulta de rupturas na membrana de Descemet com conseqüente "influxo" de humor aquoso para o estroma e epitélio corneanos. Isto causa uma queda abrupta da acuidade visual, associada com desconforto e lacrimejamento. A cicatrização pode resultar em aplanamento da córnea e melhora da acuidade visual. O objetivo desse trabalho é relatar um caso de ceratocone agudo bilateral, raríssimo na literatura mundial. PACIENTE E MÉTODOS: No presente trabalho relatamos um caso de ceratocone agudo bilateral em uma criança de onze anos de idade, sem antecedentes sistêmicos ou oculares, com intervalo de quatro meses entre um olho e outro. RESULTADOS: O paciente foi atendido no Instituto de Olhos do Piauí e na Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas, junho de 1999, com quadro clássico de ceratocone agudo bilateral e visão em ambos os olhos de 20/150 com correção, tendo sido feito adaptação de lentes de contato rígidas. Após três meses retornou com quatro de ceratone agudo no olho direito, o qual foi tratado com colírio de tobramicina + dexametasona e curativos oclusivos. No período de quatro meses retornou com quadro de ceratocone agudo no olho esquerdo, tendo sido instituído a mesma terapêutica. Nesta ocasião a visão do olho direito era 20/40 com correção enquanto a visão no olho esquerdo era de conta dedos a 20 cm. CONCLUSÃO: A importância desse trabalho foi relatar um caso de ceratocone agudo bilateral, entidade raríssima na literatura mundial.

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ESTUDO RETROSPECTIVO DE CERATITES BACTERIANAS E FÚNGICAS TRATADAS EM SERVIÇO TERCIáRIO DE OFTALMOLOGIA DURANTE DOIS ANOS
Frederico Valadares de Souza Pena; Lênio de Souza Alvarenga; Dalton de Freitas Santoro; Denise de Freitas; Ana Luisa Höfling de Lima; Luciene Barbosa
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

OBJETIVOS: Avaliar as características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais dos casos de ceratites bacterianas e fúngicas atendidas em um serviço de oftalmologia de nível terciário. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos casos novos de ceratite bacteriana e fúngica atendidos pelo setor de Doenças Externas e Córnea entre junho de 1998 e junho de 2000. Os casos foram distribuídos em quatro grupos, de acordo com o exame microbiológico: etiologia bacteriana, etiologia fúngica, cultura negativa, e casos não submetidos ao exame laboratorial. As principais características epidemiológicas e clínico-laboratoriais foram investigadas. As variáveis foram comparadas entre os grupos aplicando-se teste Qui-quadrado e teste Exato de Fischer. Considerou-se p<0,05 como nível de significância. RESULTADOS: Do total de 1585 casos novos, foram encontrados 78 (4,9%) casos de ceratites tratadas como bacterianas ou fúngicas. Setenta e quatro casos (94,4%) foram submetidos a exame laboratorial, sendo positivo para bactéria em trinta casos (40,5%), para fungo em dezenove (25,7%) e negativo nos 33,7% restantes. O agente infeccioso identificado em um maior número de casos foi Fusarium sp (20,3%). Entre os pacientes com indicação, setenta e um (95,5%) foram submetidos ao primeiro exame microbiológico em nossa instituição. O tempo desde a instalação dos sintomas, o percentual de pacientes em uso de múltiplos colírios e corticosteróides, e a indicação do tratamento cirúrgico foram maiores no grupo de etiologia micótica em comparação à bacteriana (p<0,05). CONCLUSÃO: Quase a totalidade dos casos encaminhados não haviam sido tratados segundo os critérios preconizados e foram encaminhados tardiamente. Um quarto dos casos foi de etiologia fúngica, nos quais verificou-se maior morbidade da doença.

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ADERÊNCIA AO TRATAMENTO DA AMBLIOPIA
Mara Regina Arakaki; Silvana Artioli Schellini; Felipe Jorge Heimbeck; Margareth Tiemi Furuya; Carlos Roberto Padovani
Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Botucatu - SP

OBJETIVO: Avaliar se a aderência ao tratamento influi no resultado do tratamento da ambliopia. PACIENTES E MÉTODO: Foi feito estudo retrospectivo avaliando a resposta ao tratamento da ambliopia em 151 crianças portadoras de ambliopia, tratadas com esquema de oclusão diária, com número de dias variando de acordo com a idade da criança. RESULTADOS: Observou-se que o tratamento teve melhores resultados nas crianças de 4 a 7 anos e que aderiram ao tratamento; as crianças que aderiram ao tratamento necessitaram de tempo menor de permanência em tratamento. Mesmo crianças com idade superior a 7 anos tiveram resultados positivos com o tratamento. CONCLUSÃO: A oclusão é um meio terapêutico adequado desde que haja a cooperação do paciente.

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